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    January 30

    A EXPERIÊNCIA QUASE MORTE

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    Divulgação  Científica

     

     

    Como funcionam as experiências de quase morte

    Introdução

     

    As experiências de quase-morte (EQMs) são tão comuns que acabaram se incorporando à linguagem cotidiana. Frases como "minha vida inteira passou como um flash diante dos meus olhos" e "ir para a luz" vêm de décadas de pesquisas sobre essas experiências estranhas e aparentemente sobrenaturais pelas quais passam pessoas à beira da morte. Mas o que exatamente são as EQMs? Alucinações? Experiências espirituais? Provas de que há vida após a morte? Ou são simplesmente alterações químicas no cérebro e órgãos sensoriais nos momentos que antecedem a morte?

    Neste artigo, discutiremos o que torna uma experiência uma EQM e quem passa por ela. Também vamos explorar teorias espirituais, filosóficas e científicas sobre por que elas acontecem.

    Definindo a experiência de quase-morte

    Relato pessoal

    "Tive a sensação de estar em um lugar cercado de névoa. Senti que estava no inferno. De um grande abismo com fumaça saíam braços e mãos tentando me agarrar... eu fiquei apavorada achando que essas mãos fossem me puxar para dentro do abismo com elas...estava muito quente lá embaixo".
    Este é o relato de uma atendente de clínica de repouso que quase morreu devido a um grave derrame cerebral causado pelo calor (publicado no livro "Voltando da morte", de Margot Grey).

    O Dr. Raymond Moody cunhou o termo "experiência de quase-morte" em seu livro escrito em 1975, "Vida após a vida". O livro do Dr. Raymond chamou a atenção do público para o conceito de experiência de quase-morte, mas relatos dessas experiências sempre ocorreram através da história. "República", de Platão, escrita em 360 a.C., contém a lenda de um soldado chamado Er que teve uma EQM depois de ter sido morto em combate. Er descreveu sua alma deixando seu corpo e, do céu, viu-a sendo julgada junto com outras almas.[referência - em inglês].

    http://br.youtube.com/watch?v=97LJICEDUXU 

    Para os propósitos deste artigo, uma experiência de quase-morte é qualquer experiência na qual alguém perto da morte ou sofrendo de algum trauma ou doença que possa levar a ela percebe eventos que parecem ser impossíveis, não usuais ou sobrenaturais. Apesar de haver muitas questões sobre as EQM, uma coisa é certa - elas existem. Milhares de pessoas realmente perceberam sensações similares enquanto estavam próximas da morte. O debate é se elas realmente experimentaram ou não o que perceberam.

    A maioria das EQMs têm em comum certas características, mas nem sempre elas estão todas presentes, e algumas não seguem padrão algum. Eis as características que as EQMs "típicas" têm em comum:

    ·             sensações de tranqüilidade - essas sensações podem incluir paz, aceitação da morte, conforto físico e emocional;

    ·             luz radiante, pura e intensa - às vezes essa luz intensa (porém não dolorosa) preenche o quarto. Em outros casos, a pessoa vê uma luz que sente representar o Céu ou Deus;

    ·             experiências fora do corpo (EFC) - a pessoa sente que deixou seu corpo. Ela pode olhar para baixo e ver o corpo, geralmente descrevendo a visão dos médicos trabalhando nele. Em alguns casos, o "espírito" da pessoa voa para fora do quarto, para o céu ou até para o espaço;

    ·             entrando em outra realidade ou dimensão - dependendo das crenças religiosas da pessoa e da natureza da experiência, ela pode perceber esse domínio como o Céu ou, em raros casos, como o Inferno;

    ·             seres espirituais - durante a EFC, a pessoa encontra "seres de luz", ou outras representações de entidades espirituais. Ela pode perceber esses seres como entes queridos que morreram, anjos, santos ou Deus;


    Foto cortesia de Griszka Niewiadomski / Stock.Xchng
    Muitas experiências de quase morte incluem a sensação de descer através de um túnel muito iluminado

    ·             o túnel - muitas pessoas que passaram por uma EQM se vêem em um túnel com uma luz no final, no qual podem encontrar seres espirituais;

    ·             comunicação com espíritos - antes que a EQM termine, muitas pessoas relatam alguma forma de comunicação com um ser espiritual. Essa é geralmente expressa como uma "forte voz masculina", dizendo que ainda não chegou sua hora e ordenando que volte para seu corpo. Algumas pessoas relatam que foram convidadas a escolher entre ir para a luz ou voltarem para seu corpo terreno. Outras sentem que foram compelidas a retornar para o corpo por um comando sem voz, possivelmente vindo de Deus;

    ·             revisão da vida - essa ocorrência é também chamada de "revisão panorâmica da vida". A pessoa vê a vida inteira em um flashback. Isso pode ser algo muito detalhado ou bastante breve. Ela pode também perceber alguma forma de julgamento vindo de entidades espirituais próximas.


    Uma experiência fora do corpo é um aspecto típico das experiências de quase-morte

    As experiências de quase-morte e experiências fora do corpo são às vezes consideradas a mesma coisa, porém há algumas diferenças essenciais entre elas. Uma EFC pode ser um componente de uma EQM, mas algumas pessoas experimentam as EFCs em circunstâncias que não têm relação com a morte. As EFCs podem acontecer espontaneamente ou serem induzidas por drogas ou meditação, estando, às vezes, associadas com elementos espirituais ou sensação de traqüilidade.

    Na próxima seção, veremos quem passa por uma EQM e como essas pessoas são afetadas.

    EQMs atípicas

    Algumas EQMs têm elementos que sustentam poucas semelhanças com a experiência de quase-morte "típica". Segundo pesquisas, algo em torno de 1% a 25% dos indivíduos não experimenta sensações de paz, não visita o céu e nem encontra espíritos amigáveis. Ao invés disso, sentem-se atemorizados e são abordados por demônios ou duendes maliciosos. Eles podem visitar locais que se encaixam nas descrições bíblicas do Inferno, incluindo fogo, almas atormentadas e uma sensação de calor opressivo.

    Menos comuns são os relatos de EQMs compartilhadas, onde alguém ligado à pessoa que está morrendo a acompanha em sua jornada fora do corpo. Isso pode tomar a forma de um sonho que ocorre no mesmo momento em que a pessoa estava próxima da morte. Crianças também passam por EQM. As muitos novas tendem a relatar experiências surrealistas com alguns dos elementos comuns das EQMs, mas à medida que elas se tornam mais velhas, o ensino religioso geralmente colore suas EQMs com uma conotação mais espiritual, tal como encontrar Deus ou Jesus.

    Uma pequena porcentagem de pessoas que passaram por EQMs relatam visões proféticas que lhes revelaram o destino da Terra e da humanidade. Trata-se geralmente de uma visão apocalíptica, mostrando o final dos tempos, mas alguns relatam visões da humanidade evoluindo em seres superiores. Um grupo de pessoas que não se conheciam relatou que o mundo terminaria em 1988.

    http://pessoas.hsw.uol.com.br/experiencias-de-quase-morte.htm

     

    In English

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    'Atrás de todo grande homem existe uma grande mulher... exausta!!'

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    "Palavras podem não dizer o que o coração sente, mas fazem sentir o que o coração diz".
    Com carinho

    INEZ


    'Atrás de todo grande homem existe uma grande mulher... exausta!!'
     

     

    Thomas Wheeler, alto executivo de uma multinacional, viajava com sua mulher por uma estrada interestadual quando notou que o carro estava com pouca
    gasolina.


    Ele parou num posto muito simples, com apenas uma bomba de combustível.
    Pediu ao único atendente que enchesse o tanque e verificasse o óleo enquanto ele dava uma volta para esticar as pernas.
    Voltando ao carro, percebeu que o frentista e sua mulher estavam num papo animado. A conversa parou enquanto Wheeler pagava pela gasolina.
    Mas, ao retornar ao carro, ele viu o rapaz acenar e dizer: 'Foi ótimo falar com você!' Ao sair do posto o marido perguntou à mulher se ela conhecia o
    atendente.

     

    Imediatamente ela admitiu que sim. Tinham freqüentado a mesma escola e ela o namorara por cerca de um ano.

    - 'Puxa, você teve sorte de eu ter aparecido!' - Wheeler se vangloriou. 'Se tivesse casado com ele, seria agora a esposa de um frentista de posto de

    gasolina em vez de ser esposa de um alto executivo.'
    - 'Meu querido...' - respondeu a mulher -, 'Se eu tivesse me casado com ele, ele seria o alto executivo e você, o frentista do posto de gasolina.'

    (The Best of Bits & Pieces)

     

     

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    January 29

    Pablo Neruda

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    Pablo Neruda

    Morre lentamente quem não viaja, quem não lê, quem não ouve musica, quem não encontra graça em si mesmo.

    Morre lentamente quem destrói o seu amor próprio, quem não se deixa ajudar.

    Morre lentamente quem se transforma em escravo do hábito, repetindo todos os dias o mesmo trajeto, quem não muda de marca , não se arrisca a vestir uma nova cor, ou não conversa com quem não conhece.

    Morre lentamente quem faz da televisão o seu guru.

    Morre lentamente quem evita uma paixão, quem prefere o negro sobre o branco, e os pontos sobre os iss em detrimento de um redemoinho de emoções, justamente as que resgatam o brilho nos olhos, sorrisos dos bocejos, corações aos tropeços e sentimentos.

    Morre lentamente quem não vira a mesa quando está infeliz com o seu trabalho, quem não arrisca o certo pelo incerto para ir atrás de um sonho , quem não se permite pelo menos uma vez na vida fugir dos conselhos sensatos.

    Morre lentamente, quem passa os dias queixando-se da má sorte ou da chuva que cai incessante.

    Morre lentamente quem abandona um projeto antes de iniciá-lo, não pergunta sobre um assunto que desconhece ou não respondem quando lhe indagam sobre algo que sabe.

    Evitemos a morte em doses suaves, recordando sempre que estar vivo exige um esforço muito maior que o simples fato de respirar.

     

     

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  • January 28

    Uma crise além da epiderme do capitalismo

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    Uma crise além da epiderme do capitalismo

     

     

     

     

    Economia e Infra-Estrutura

    Escrito por Edilson Silva   

    Ter, 20 de janeiro de 2009 12:37

    O mundo está às voltas com uma profunda crise econômica. O debate em torno do tema mobiliza a sociedade. A crise é grave, no entanto, houve quem, como o presidente Lula, ousasse chamar os efeitos da crise no Brasil de "marolinha", termo que está sendo gradativamente redimensionado pelo próprio governo, mas que ainda assim está longe de dizer da crise o que ela realmente é.

    A situação da economia nos principais países fala por si: quebradeira no sistema financeiro e das empresas com ações nas bolsas de valores, diminuição drástica do crédito, forte diminuição nas vendas, fechamento de fábricas, desemprego recorde, recessão. No Brasil, a realidade não é menos preocupante, como tenta passar o governo. A indústria automobilística está demitindo e dando férias coletivas em massa. Setores exportadores, como a Companhia Vale do Rio Doce, vão no mesmo caminho. A queda na arrecadação de tributos atinge a capacidade de investimentos do próprio estado, estreitando ainda mais a margem de possibilidade de intervenção estatal para tentar contornar a crise.
     
    Seria mais uma crise cíclica conjuntural do capitalismo dentro do modelo neoliberal, nos marcos daquelas que aconteceram no último período, como a crise Russa de 1998? Há um grande consenso em torno do não, pois esta crise atingiu a principal economia do planeta, os Estados Unidos, corroendo a raiz do modelo de acumulação capitalista das últimas décadas, que alicerçava e alardeava o regime do capital como último estágio possível da organização econômica, política e social da espécie humana, como chutou descaradamente Francis Fukuyama, o "teórico" do fim da história, do alto dos escombros do Muro de Berlim.
     
    Esta crise vai bem além e penetra profundamente no ambiente político e ideológico da sociedade. Para ser compreendida como ela realmente é, além de suas causas e efeitos econômicos, precisamos colocá-la numa perspectiva histórica, contrastando-a com os esforços feitos anteriormente, principalmente no século passado, para se encontrar um modelo econômico que garantisse ao mesmo tempo o lucro capitalista e um mínimo de estabilidade política entre os principais atores do mercado mundial na rapina das riquezas do planeta.
     
    Nesse esforço literalmente de guerra, a sociedade mundial já viveu a experiência que podemos chamar, grosso modo, de ortodoxia liberal, até amargar a grande crise de 1929. Em seguida experimentou a hegemonia do modelo Keynesiano e o Welfare State (estado de bem estar social), em que as principais economias aderiram à forte intervenção do estado na economia. Viveu recentemente a hegemonia neoliberal, a partir da crise do modelo keynesiano e do Welfare state, escancarada com a crise do petróleo de 1974, em que a ortodoxia liberal, repaginada, voltou gradativamente à condição de paradigma das principais e da maioria das economias do mundo.
     
    Em palavreado simples, nos últimos 100 anos, o deus mercado já ficou solto, já ficou meio "preso", ficou solto de novo em outro contexto histórico e tecnológico, e o resultado sempre foram guerras, crises, instabilidade e, dado novo nesta crise, destruição desnecessária da natureza, dos nossos ecossistemas. Na falta de um plano estratégico comum, de um novo paradigma, os governos capitalistas dos principais países, diante do desmoronamento flagrante do mercado, estão se virando como podem, mas todos estão disfarçadamente estatizando parte de suas economias, com socorro a bancos, montadoras, pacotes bilionários de dinheiro público para setores privados não quebrarem.
     
    De uma hora para outra a liberdade e a eficiência do deus mercado, tão alardeada nas propagandas de privatização do período neoliberal, trocou seu rugido triunfante e arrogante por um gemido envergonhado, sem força, o suficiente apenas para pedir esmola aos cofres públicos. Nem de longe lembra aquele que se negou a admitir as tímidas e insuficientes metas do Protocolo de Kyoto, que inviabilizaria sua suposta vital importância para o funcionamento da economia e consequentemente da sociedade, que hoje se pergunta: foi para funcionar este mercado lastreado em ficção, hoje moribundo, que colocamos nosso planeta em risco?
     
    É por isto que esta crise vai além da epiderme do capitalismo, porque remete a sociedade, ou pelo menos o conjunto de sua massa crítica, a repensar o próprio capitalismo. Não por acaso figuras como Karl Marx, pensador alemão do século XIX, responsável pela crítica mais profunda e bem elaborada sobre os limites e efeitos da anarquia da produção capitalista sobre a sociedade, está novamente entrando na pauta das grandes discussões sobre o futuro da nossa civilização. Entender cientificamente a lógica do funcionamento do capitalismo é fundamental para analisar corretamente as causas estruturais de seu esgotamento sistêmico e, principalmente, apontar alternativas para o futuro.
     
    As alternativas minimamente racionais a esta crise encontram-se no campo da forte regulamentação dos mercados e no planejamento estratégico e solidário entre as nações, na construção cultural de outros padrões de consumo, tendo o respeito à vida e ao planeta como elemento definidor das prioridades no campo econômico e a liberdade e a democracia como princípios intocáveis.
     
    Óbvio que os grandes detentores de capital buscarão, como sempre, impor alternativas em que a manutenção e ampliação dos seus lucros venham em primeiro lugar, nem que para isso tenham que provocar novas guerras e intensificar a destruição da vida na Terra. Esta é uma luta antiga, uma luta entre classes, entre parasitas de um lado e os reais produtores de riquezas, a natureza incluída, de outro. Contudo, nesta quadra histórica, com a certeza dos males que a anarquia da produção capitalista traz para a humanidade, para o planeta, e com tanta socialização de informações por conta das ferramentas de comunicação disponíveis, está mais claro, para muito mais pessoas, de que lado está a razão.
     

    Edilson Silva é presidente do PSOL/PE

     

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  • Aprecie a viagem; não há bilhete de volta!

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    Aprecie a viagem; não há bilhete de volta!

     

    George Carlin sobre envelhecer!

     (Absolutamente brilhante)

     

     

    Pontos de vista de George Carlin sobre envelhecer 
     

    Você sabia que a única época da nossa vida em que gostamos de ficar velhos é quando somos crianças? Se você tem menos de 10 anos, você está tão excitado sobre envelhecer que pensa em frações.
     

    Quantos anos você tem? Tenho quatro e meio! Você nunca terá trinta e seis e meio. Você tem quatro e meio, indo para cinco! Este é o lance!
     

    Quando você chega à adolescência, ninguém mais o segura. Você pula para um número próximo, ou mesmo alguns à frente. 'Qual é sua idade?'
     

    'Eu vou fazer 16!' Você pode ter 13, mas (tá ligado?) vai fazer 16!
     

    E aí chega o maior dia da sua vida! Você completa 21! Até as palavras soam como uma cerimônia: VOCÊ ESTÁ FAZENDO 21. Uhuuuuuuu!
     

    Mas então você 'se torna' 30. Ooooh, que aconteceu agora? Isso faz você soar como leite estragado! Ele 'se tornou azedo'; tivemos que jogá-lo fora. Não tem mais graça agora, você é apenas um bolo azedo. O que está errado? O que mudou?
     

    Você COMPLETA 21, você 'SE TORNA' 30, aí você está 'EMPURRANDO' 40. Putz! Pise no freio, tudo está derrapando! Antes que se dê conta, você CHEGA aos 50 e seus sonhos se foram.
     

    Mas, espere! Você ALCANÇA os 60. Você nem achava que poderia!
     

    Assim, você COMPLETA 21, você 'SE TORNA' 30, 'EMPURRA' os 40, CHEGA aos 50 e ALCANÇA os 60.
     

    Você pegou tanto embalo que BATE nos 70! Depois disso, a coisa é na base do dia-a-dia; 'Estarei BATENDO aí na 4ª.. feira!'
     

    Você entra nos seus 80 e cada dia é um ciclo completo; você bate no lanche, a tarde se torna 4:30; você alcança o horário de ir para a cama. E não termina aqui. Entrado nos 90, você começa a dar marcha à ré; 'Eu TINHA exatos 92.'
     

    Aí acontece uma coisa estranha. Se você passa dos 100, você se torna criança pequena outra vez. 'Eu tenho 100 e meio!'
     

    Que todos vocês cheguem a um saudável 100 e meio!!
     


    COMO PERMANECER JOVEM

     

    Livre-se de todos os números não-essenciais. Isto inclui idade, peso e altura. Deixe os médicos se preocupar com eles. É para isso que você os paga.
     
    Mantenha apenas os amigos alegres.
    Os ranzinzas só deprimem. 
     

    Continue aprendendo. Aprenda mais sobre o computador, ofícios, jardinagem, seja o que for, até radio-amadorismo. Nunca deixe o cérebro inativo. 'Uma mente inativa é a oficina do diabo'. E o nome de família do diabo é ALZHEIMER.

    Aprecie as coisas simples.

     

    Ria sempre, alto e bom som! Ria até perder o fôlego.
     

    Lágrimas fazem parte. Suporte, queixe-se e vá adiante. As únicas pessoas que estão conosco a vida inteira somos nós mesmos. Mostre estar VIVO enquanto estiver vivo.
     

    Cerque-se daquilo que ama, seja família, animais de estimação, coleções, música, plantas, hobbies, seja o que for. Seu lar é seu refúgio.


    Cuide da sua saúde:
    se estiver boa, preserve-a. Se estiver instável, melhore-a. Se estiver além do que você possa fazer, peça ajuda.


    Não 'viaje' às suas culpas.
    Faça uma viagem ao shopping, até o município mais próximo ou a um país no exterior, mas NÃO para onde você tiver enterrado as suas culpas.


    Diga às pessoas a quem você ama que você as ama
    , a cada oportunidade.

     
    E LEMBRE-SE SEMPRE:

     

    A vida não é medida pela quantidade de vezes que respiramos, mas pelos momentos que nos tiram a respiração.
        

    A jornada da vida não é para se chegar ao túmulo em segurança em um corpo bem preservado, mas sim para se escorregar para dentro meio de lado, totalmente gasto, berrando:

    "LEGAL, QUE VIAGEM!"

     

    VIVA SIMPLESMENTE, AME GENEROSAMENTE, IMPORTE-SE PROFUNDAMENTE, FALE GENTILMENTE, DEIXE O RESTO PARA DEUS.

     

     

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  • January 27

    APONTAMENTOS CRÍTICOS SOBRE A TEORIA DA CRISE EM ROSA

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    APONTAMENTOS CRÍTICOS SOBRE A TEORIA DA CRISE EM ROSA DE LUXEMBURGO

     

     

    Marcelo Dias Carcanholo*

     

     

    A fabricação de mercadorias não é o objetivo do produtor capitalista. Ela é apenas um

    meio para a apropriação de mais-valia, que é o seu verdadeiro objetivo.

     

    O capitalista não está interessado no valor de uso que produziu. O que lhe importa é que esta mercadoria que produziu é valor de uso para outra pessoa, e que esta mercadoria possui valor (incluindo a mais-valia). Assim, embora lhe interesse apenas o valor, o capitalista é forçado a produzir um valor de uso específico, pois só através desse é que ele pode obter o valor. E, como seu objetivo é a apropriação de uma mais-valia, ele só o conseguirá quando a mercadoria produzida for trocada por dinheiro, no mercado.

     

    Para a autora, nenhuma sociedade capitalista esteve sob o domínio exclusivo da produção, isto é, no interior da sociedade capitalista existem mercados externos à reprodução capitalista. Esta é a única solução possível para que se realize a mais-valia destinada para acumulação; a demanda crescente por mercadorias, condição necessária para a acumulação, segundo a autora, é garantida pelos mercados externos.

     

    A produção capitalista oferta mercadorias no valor de c + v + m.

     

    A crise nada mais é do que a interrupção violenta de um processo de acumulação.

     

    Se a crise é a interrupção do processo de reprodução ampliada, ela só pode se definir

    na passagem da mais-valia já produzida para a mais-valia acumulada. Essa passagem é justamente a realização da mais-valia. Portanto, a crise se dá por uma impossibilidade de realização do valor produzido.

     

    O problema da realização nessa autora não se dá nem nas parcelas que correspondem ao capital constante e variável, nem na parcela da mais-valia que corresponde ao consumo pessoal dos capitalistas; o problema da realização se dá na

    parcela a ser acumulada.

     

    O que causa a crise? Ora, o processo de reprodução só é interrompido quando a mais-valia não pode ser realizada.

     

    Então, ocorre a crise quando o mercado externo não é capaz de realizar todo o valor produzido pela economia capitalista; quando ocorre uma insuficiência de consumo, que não permite realizar todo o valor ofertado.

     

    A insuficiência de demanda não permite realizar a parcela do valor que corresponde à mais-valia e, portanto, os capitalistas não podem acumular.

     

    As crises, no pensamento de Rosa Luxemburgo, são inerentes à economia capitalista justamente porque o subconsumo é inerente ao processo de acumulação. O processo produtivo forma um valor de c+v+m e a própria economia capitalista só consegue realizar c+v+(m/x), onde m/x representa a parcela da mais-valia utilizada para consumo improdutivo.

     

    A abordagem de Rosa Luxemburgo permite concluir que o problema de realização do valor produzido (mais especificamente da mais-valia) é a causa da crise, ou então, o subconsumo inerente à economia capitalista provoca recorrentemente (necessariamente) as crises de superprodução.

     

    Marx escreveu:

    A razão última de todas as crises reais é sempre a pobreza e a restrição ao consumo das massas em face do impulso da produção capitalista a desenvolver as forças produtivas como se apenas a capacidade absoluta de consumo da sociedade constituísse seu limite.

     

    Observação importante:

     

    A junção dos dois, isto é, a economia capitalista em seu real funcionamento, com todas suas formas de manifestação, só é realizada, por Marx, no livro III. É neste último que são apresentadas todas as categorias aparentes.

     

    Criticar os esquemas de reprodução pelo seu irrealismo, como fez Rosa Luxemburgo, é o mesmo que criticar o livro I por pressupor que as mercadorias são vendidas pelos seus valores, e não por seus preços! Trata-se de uma incompreensão do método utilizado por Marx em O Capital.

     

    O problema da realização reside no fato de que ela não se dá em termos gerais (sociais). A apropriação (realização) do valor, no capitalismo, é privada.

     

    A realização do valor produzido se processa em mercados particulares, com ofertantes e demandantes singulares. Nesses mercados, realiza-se a mercadoria singular, que é a outra forma de se observar a mercadoria, elemento de um conjunto mais amplo (a mercadoria produto do capital).

     

    Esta diferenciação entre as duas formas de observar a mercadoria talvez não esteja tão clara em O Capital mas, no capítulo VI inédito, Marx diz que: “Daqui se depreende que a mercadoria como produto do capital se diferencia da mercadoria singular, considerada na sua autonomia, e que esta diferença se tornará cada vez mais clara e afetará também tanto mais a real determinação de preços das mercadorias...quanto mais de perto tenhamos seguido os processos capitalistas de produção e circulação”.

     

    Ora, a contradição subconsumista só se define em termos da mercadoria como produto do capital.

     

    Em cada mercadoria singular está contida uma fração de todo o valor c + v + m produzido pela economia e, portanto, quando ela é realizada, realiza-se esta fração, e não apenas um componente específico, seja ele c, v ou m.

     

    O problemático da realização está em realizar tantos valores de mercadorias singulares de modo a, no final do processo, toda a produção ter sido realizada. Em outras palavras, todo o problema da realização reside no fato das apropriações privadas se darem de tal forma a garantir, em termos sociais, a realização de toda a produção.

     

    Marx afirma que a própria classe capitalista é quem lança em circulação o dinheiro que servirá para a realização da mais-valia.

     

    A autora rejeita esta solução por achar que ela já está implícita na reprodução simples, e que esta nada tem com o real funcionamento da economia capitalista. É aqui que reside o principal erro da autora. Durante a análise da reprodução ampliada, ela resvala nas premissas da reprodução simples.

     

    Na verdade, o que ela não entendeu foi o papel que a reprodução simples tem no estudo da reprodução ampliada. A primeira ressalta o fato de que os capitalistas são obrigados a repor as condições de produção para um novo período, além de consumirem improdutivamente a mais-valia.

     

    Na reprodução ampliada, isto permanece, com a diferença de que uma parte da mais-valia é acumulada.

     

    Assim, a diferença entre as duas se apresenta no valor de uso que é comprado pela mais-valia.

     

    Os esquemas de reprodução analisam a circulação de mercadorias, levando em consideração o fato de que a mercadoria é uma unidade contraditória entre valor e valor de uso.

     

    Assim, a realização das mercadorias seria um processo de realização não só do valor, mas deste materializado em valores de uso específicos.

     

    Ao privilegiar o aspecto quantitativo da realização, Rosa Luxemburgo não tratou do seu aspecto qualitativo. Isto a leva a perder de vista as compras intersetoriais (consumo intermediário), que é o elo teórico que lhe falta para entender o significado de que são os próprios capitalistas que demandam a mais-valia.

     

    O objetivo do capitalista, como conseqüência da lógica do capital, não é a produção, mas a apropriação crescente de mais-valia.

     

    Para tanto, ele necessita justamente que a mais-valia seja produzida para, posteriormente, ser realizada. Se o processo acabasse aqui, o capitalismo não estaria exercendo sua lógica, já que capital só é capital em movimento.

     

    A circulação do capital é formada por uma unidade, sempre em processo de duas instâncias contraditórias: produção e circulação de mercadorias.

     

    Desta forma, o objetivo do capitalismo, a apropriação crescente de mais-valia, pressupõe a produção para nova produção sim! Mas, com uma intermediação importante: a circulação de mercadorias, responsável pela realização do valor produzido.

     

    A observação desta circulação do capital pode ser feita de vários modos, dependendo da forma do capital que é ressaltada. Ela pode se dar sob a ótica do ciclo do capital-dinheiro, ou do ciclo do capital-produtivo, ou ainda do ciclo do capital-mercadoria. Cada ciclo diferente permite analisar características diferentes.

     

    Não é o pensamento de Marx que entra em um círculo vicioso, onde a produção é condição e resultado de outras produções, mas é a própria economia capitalista que, para exercer sua lógica de apropriação crescente de mais-valia, possui um movimento interminável no qual o capital passa pelas esferas produtiva e da circulação, ora em uma, ora em outra.

     

    Mesmo com as insuficiências da crítica da autora ao tratamento de Marx para o processo de acumulação, o subconsumo como causa da crise ainda parece uma hipótese razoável. Apesar disso, e das próprias palavras de Marx, a hipótese do subconsumo não pode ser a causa da crise!

     

    Em primeiro lugar, a hipótese do subconsumo inverte a relação de dependência entre acumulação e consumo. Segundo esta, o consumo determina a acumulação, na medida em que para se acumular qualquer quantia é preciso antes realizá-la. Ao contrário do que assume a teoria do subconsumo, embora exista reciprocidade causal (acumulação e consumo formam uma unidade), a predominância se dá na acumulação determinando o consumo, ainda que o último condicione o primeiro.

     

    O que ocorre é que para que as pessoas consumam, elas devem obter rendimentos, que são, por sua vez, fruto de decisões anteriores de acumulação.

     

    Uma outra forma de entender a mesma questão passa pela lógica do capitalismo. O modo de produção capitalista tem por fim a obtenção de um lucro cada vez maior; e isto só é obtido pela produção de um montante de mais-valia em constante crescimento, isto é, pela acumulação. O consumo (realização) não passa de uma condição, necessária, é bem verdade, mas não determinante.

     

    Poder-se-ia argumentar que sem a realização do valor produzido, a acumulação não prossegue e, portanto, a hipótese do subconsumo seria verdadeira. Colocado desta forma, o subconsumo adquire relevância, isto é, o processo de realização faz parte, junto com o de produção, da unidade definida como processo de circulação do capital.

     

     

     

    Acreditar que a lógica do capitalismo é a venda de bens de consumo finais é um erro. Para que o capitalista consiga implementar a lógica do capital, basta que ele realize o valor produzido, não importando em que valor de uso se materializou.

     

    Seja meio de produção ou bem de consumo final, a realização do valor produzido é que possibilita a acumulação.

     

    A crise é, sem dúvida alguma, produto de uma insuficiência de demanda. Entretanto, confundir isso com subconsumo de bens finais é, provavelmente, o principal erro da hipótese subconsumista. A causa da crise, de acordo com a análise de Marx, não é o subconsumo.

     

    Mas então, qual o significado das palavras de Marx, quando diz que a razão última de todas as crises é a restrição ao consumo das massas?

     

    Marx diz que a razão das crises se encontra na restrição ao consumo das massas em face do impulso da produção. Mas, a crise se dá porque o modo de produção capitalista tende a produzir um valor muito maior do que consegue realizar.

     

    Ela não ocorre porque há uma superexploração, que restringe o consumo das massas, mas porque o capitalismo amplia o consumo, que não é restrito às massas, de uma forma insuficiente para realizar todo o valor que se produz em escala crescente.

     

    Marx afirma que:

     

    La medida de esta superproducción es el capital mismo, la escala existente de las condiciones de producción y el desmedido afán de enriquecimiento [y] capitalización de los capitalistas, y [no] en modo alguno el consumo, roto de antemano, puesto que la mayor parte de la población, la población trabajadora, sólo puede ampliar su consumo dentro de límites muy estrechos, mientras que, por otra parte, en la misma medida que el capitalismo se desarolla decrece relativamente la demanda de trabajo, aunque aumente en términos absolutos.

     

    Se o problema da realização se resumisse ao consumo insuficiente das massas, bastaria uma política redistributiva de aumentos salariais para acabar com ele. Esta visão populista do processo se mostra equivocada, pois “basta observar que as crises são sempre preparadas por um período em que os salários sobem de modo geral ... tal período deveria, ao contrário, afastar a crise”.

     

     

    Não bastasse isso, uma política de aumento salarial implicaria em uma queda da taxa de mais-valia e, portanto, da taxa de lucro. O que, pretensamente, resolveria a crise, atua de forma a aprofundá-la!

     

    A hipótese do subconsumo procura resgatar a importância do processo de realização no estudo das crises. Mas, ao fazê-lo, ela acaba por reduzir o estudo apenas à análise das contradições próprias da esfera da circulação, quando a circulação do capital é uma unidade entre produção e circulação de mercadorias. Por todos esses motivos, a hipótese do subconsumo como causa da crise deve ser rejeitada.

     

     

    Será então que ela não possui nenhum papel em uma teoria da crise? Uma resposta afirmativa a esta pergunta estaria reduzindo a teoria da crise a uma

     

     

    Uma resposta afirmativa a esta pergunta estaria reduzindo a teoria da crise a uma mera identificação de sua causa.

     

    Ao afirmar que a insuficiência de demanda é a causa da crise, confunde-se uma forma de manifestação do fenômeno com a sua causa.

     

    Quando uma situação de consumo insuficiente para realizar a produção se configura, a situação de crise já está deflagrada, isto é, as circunstâncias inerentes ao modo de produção capitalista que provocam a situação já atuaram; a causa da crise já se manifestou através de uma forma, a insuficiência de demanda para uma produção sempre crescente.

     

     

    Portanto, o subconsumo (no sentido de insuficiência na demanda total por mercadorias) pode ser considerado como mais uma forma de manifestação da crise e, como tal, seu papel em uma teoria da crise deve se restringir a isto.

     

     

    Marx já havia se pronunciado sobre esta questão: “Si se contestara que la producción sin cesar creciente ... necesita de un mercado constantemente ampliado y que la producción se amplía más aceleradamente que el mercado, no se haría más que formular em otras palabras el fenómeno que se trata de explicar, en vez de [presentarlo] en su forma abstracta, en su [forma] real”.

     

     

    http://www.unicamp.br/cemarx/anais_v_coloquio_arquivos/arquivos/comunicacoes/gt1/sessao1/Marcelo_Carcanholo.pdf

    January 25

    A VOZ DO SILÊNCIO “Transformando sofrimento em consciência”

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    A VOZ DO SILÊNCIO

    “Transformando sofrimento em consciência”

     

    Walter Barbosa,

     membro da SOCIEDADE TEOSÓFICA

          

    Na evolução humana, a mudança tem de acontecer ao mesmo tempo na forma e no conteúdo - elevando-se a vibração do corpo e da consciência que ele abriga - pois não se pode ter água pura em jarra lamacenta. O sofrimento, como efeito de nossos erros, é um meio de limpar a jarra. O conhecimento, mostrando onde erramos, evita que ela se suje. O amor, como poder de inclusão universal, a enche de Luz.

    O propósito evolutivo é uma das regras atuantes na natureza, impulsionando as mudanças para um contínuo refinamento. Com o passar dos séculos e dos milênios, a tendência é preponderar sempre o que é mais belo, forte e saudável. Darwin em sua teoria da “evolução das espécies deixou clara a existência do princípio evolutivo, ainda que o atribuindo a um processo “espontâneo” na natureza.

    Entretanto, é obvio que nada pode tender “espontaneamente” para a perfeição, a beleza e a harmonia. Ao contrário, sem esforço e inteligência as coisas tendem é para o caos, como percebemos em nossas vidas. Tudo muda, porém, se passamos a viver de acordo com as Leis do Espírito, a exemplo dos santos. Aí o Espírito “toma conta” e a harmonia instala-se por si mesma como acontece na natureza, sob a proteção dos Anjos e Devas.

    A “mão” dos Divinos Construtores está por trás da beleza de cada flor, mas também das circunstâncias que geram acidentes, furacões, enchentes, etc., quando o homem quebra as regras da convivência com seu semelhante ou o planeta, fazendo atuar a Lei do Carma.

    Carma, porém, não é apenas sofrimento. É, isto sim, a Lei do Equilíbrio, a mão que limpa a jarra de nosso “pequeno eu” para que a Consciência possa brilhar dentro dele. A partir do momento em que há mais consciência do que trevas em nós, o sofrimento perde força como alavanca evolutiva. Quanto maior a consciência, menor o sofrimento. Eckhart Tolle (“Praticando o poder do agora”) ensina como transformar sofrimento em consciência.

    À parte o sofrimento físico (único real segundo os Mestres), os demais decorrem de dependências, ódio, medo ou ansiedade, com foco no pensamento. “Manter-se em estado de alerta consciente destrói a ligação entre o sofrimento e o mecanismo do pensamento e aciona o processo de transformação. É como se o sofrimento se tornasse o combustível para a chama da consciência, resultando em um brilho de mais intensidade”, diz Tolle.

    O que é o alerta consciente? É vigiar “o seu espaço interior”. É “estar presente e alerta para ser capaz de observar o sofrimento de um modo direto e sentir a energia que emana dele. Agindo assim, o sofrimento não terá força para controlar o seu pensamento. No momento em que o seu pensamento se alinha com o campo energético do sofrimento, você está se identificando com ele e, de novo, alimentando-o com os seus pensamentos”.

    Se, por exemplo, “a raiva é a vibração de energia que predomina no sofrimento e você alimenta esse sentimento, insistindo em pensar no que alguém fez para prejudicá-lo ou no que você vai fazer em relação a essa pessoa, é porque você já não está mais consciente, e o sofrimento se tornou você. Onde existe raiva existe um sofrimento oculto”.

     E mais: “O sofrimento, a sombra escura projetada pelo ego, tem medo da luz da nossa consciência. Teme ser descoberto. Sobrevive graças à nossa identificação inconsciente com ele, assim, como do medo inconsciente de enfrentarmos o sofrimento que vive em nós”.

    Toda aprendizagem é, antes de tudo, um processo de desconstrução, onde o velho deve sair para dar lugar ao novo. Na aprendizagem quanto à nossa real natureza, a desconstrução atinge diretamente o “porto seguro” das nossas convicções. Uma delas faz do sofrimento e da autocomiseração uma espécie de “meio de vida” (ou de morte) inconsciente, imprimindo em nós um padrão negativo. Se as coisas “dão sempre errado” para nós é somente por não abrirmos mão de convicções erradas.

    Que porto seguro é esse?

     

    PRÁTICAS E CURSOS - Meditação, Teosofia e Hatha-Yoga. Palestras públicas aos sábados, 18 horas (entrada franca), na Rua Pernambuco, 824, S.Francisco. Inf.: 9988-1010.

    waltersbarbosa@yahoo.com.br

     

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    January 22

    Liberalismo e democracia

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    Liberalismo e democracia

     

     

     

     

    História

    Escrito por Leandro Konder

    Qui, 15 de janeiro de 2009 14:24

    “Virtue itself turns vice, being misapplied,
    And vice sometime’s by action dignified”
    [A própria virtude se transforma em vício quando é mal aplicada.  E o vício algumas vezes torna-se digno na ação]
    SHAKESPEARE, Romeo and Juliet, II, 3.

     

    Leandro Konder

    A primeira expressão teórica mais concentrada do liberalismo surge no final do século XVII, com o inglês Locke, preocupado em transformar os súditos da coroa britânica em cidadãos.  Era uma época tumultuada, na qual nasciam, quase ao mesmo tempo, a instituição do habeas corpus e a especulação imobiliária.  Londres fora bastante destruída por um incêndio, precisava ser reconstruída e os capitais que afluíram para a construção civil forçaram uma valorização desmesurada dos imóveis.  Enquanto isso, as pessoas sobretudo as que enriqueceram exigiam garantias contra abusos de poder por parte do Estado.  A generosidade e a grandeza do pensamento de Locke, se manifesta no fato de ele ter pensado a questão dos direitos individuais não apenas do ângulo dos burgueses ricos, mas também em nome da população em geral.

    Ao longo do século XVIII, o liberalismo travou numerosas batalhas, cresceu na luta.  Não se organizou em torno de uma doutrina homogênea e rigorosa: assumiu a forma de uma corrente que somava impulsos e exigências de diversas proveniências.  Essa corrente não era isenta de contradições: no interior dela havia espíritos que se preocupavam exclusivamente com a liberdade dos cidadãos e havia outros que já manifestavam a convicção de que a liberdade dependia da igualdade.  Um dos críticos que se deu conta dessa tensão interna do liberalismo, antes mesmo da Revolução Francesa, foi Henri Linguet (1736–1794), autor dos Anais Políticos, Civis e Literários, publicados de 1777 a 1792.

    Os acontecimentos da Revolução Francesa desencadearam no interior do liberalismo uma crise que explicitou suas contradições internas.  Alguns liberais, chocados com o terror jacobino, mobilizaram-se numa direção apaixonadamente contra-revolucionária e resvalaram para o conservadorismo (é o caso ― “clássico” ― de Edmund Burke).  Outros se viram empurrados pelo combate para posições resolutamente democráticas, que, para poderem avançar, afastavam-se dos princípios do liberalismo e passavam a considerar secundária (ou até mesmo inútil) a preocupação com os direitos e garantias individuais.  Poucos liberais conseguiram se manter numa posição de equilíbrio entre o conservadorismo e a radicalização democrática.

    No século XIX, o liberalismo se viu duramente criticado.  Acusaram-no de proclamar inocuamente uma abstrata igualdade dos indivíduos perante a lei, sem se incomodar com a desigualdade prática em que as pessoas viviam no plano ― decisivo! ― da economia.  Anatole France ridicularizou essa atitude, dizendo que a lei, na sua superior equanimidade, proibia tanto ao rico como ao pobre roubar um pão, pedir esmolas ou dormir embaixo das pontes.  Desenvolveu-se um pensamento liberal de direita que combinava a preocupação com a defesa da liberdade do cidadão contra o Estado com perspectivas sociais extremamente reacionárias, elitistas, antipopulares.  Exemplos dessa atitude se encontram na obra de Herbert Spencer, que responsabilizava os pobres pelo fato de serem pobres.  Em O Indivíduo contra o Estado, o filósofo inglês, um dos mais influentes da segunda metade do século passado, escrevia que a “multidão de vagabundos” existente nas grandes cidades modernas é composta de indivíduos que “ou se recusam a trabalhar ou se fazem despedir imediatamente dos empregos”; não são, portanto, vítimas de injustiças, como supõe o público sentimental, mas indolentes, que não têm fibra para aproveitar as oportunidades proporcionadas pela industrialização.  As tensões aumentaram com a formação e consolidação de correntes socialistas, no século XIX, exprimindo anseios da classe operária e entrando em choque com os interesses vitais da burguesia.  As relações entre os socialistas e os liberais assumiram com enorme freqüência a forma de um agudo conflito.  Karl Marx foi um dos democratas que, irritados com a tibieza dos liberais, tornaram-se socialistas (Marx era diretor da Gazeta Renana, jornal que foi golpeado pela repressão sem que seus assinantes liberais reagissem).

    No século XX, o quadro sofreu bruscas modificações.  A guerra de 1914–18 acabou, brutalmente, com o clima espiritual da “Belle Époque”.  Dissipou-se, de uma hora para a outra, o otimismo dos ideólogos burgueses que viam na industrialização uma panacéia para os males do mundo.  Tornou-se risível a “lei da violência decrescente nas relações entre os povos”, formulada por Von Wiese.  As correntes de esquerda da social-democracia revoltaram-se contra as conciliações com o nacionalismo e com o liberalismo.  Houve um momento no qual parecia mesmo que a Internacional social-democrática estava falida e Lênin teve um duplo êxito: na tomada do poder na Rússia e na criação de uma nova Internacional (a Comunista). Os comunistas apostaram numa onda revolucionária que ameaçou atravessar a Europa inteira, mas acabou sendo contida na Hungria, em Hamburgo, em Berlim, na Baviera.  Terminada a guerra, o comunismo dispunha de uma fortaleza acuada na URSS, lutava em condições extremamente duras no resto do mundo, ao passo que a social-democracia ressurgia com novo alento.  De 1921 a 1929, o numero de social-democratas duplicou nos países capitalistas, enquanto o número de comunistas ficava reduzido à metade.

    ― II ―

     
    Chega-se a um impasse, afinal: o movimento operário, dividido, é levado a um gueto pelos comunistas ou acaba apoiando a política inócua dos social-democratas.  A extrema-direita aproveita para passar à ofensiva: o fascismo se consolida no poder, na Itália, e o nazismo se estabelece na Alemanha.  A conseqüência é trágica: a humanidade sofre as devastações de outra guerra mundial, entre 1939 e 1945.  O comunismo sai da hecatombe fortalecido no plano político, mas um tanto enrolado no plano ideológico; o pensamento que o guia ― cuja expressão máxima é Stalin ― facilita-lhe as guinadas pragmáticas, oportunistas, mas dificulta a efetiva assimilação teórica do novo.  O marxismo se cinde interiormente, no esforço para combinar duas funções basicamente diversas: a função de preservar o Estado soviético e a estrutura de poder já constituída (institucionalizada) em vários países e partidos (uma ideologia de legitimação) e a função de pensar a revolução mundial, na crescente variedade de suas formas.  No momento em que precisava ser mais criativo e audacioso, o pensamento marxista foi forçado a acomodar-se numas tantas fórmulas, que constituíam um “modelo”.  E a “guerra fria”, fomentada pelos círculos mais reacionários do Ocidente, favoreceu a manutenção desse esquema, ajudando a difundir a convicção de que “não apoiar a URSS” era “apoiar os Estados Unidos”.

    Mas veio a morte de Stalin, a denúncia de seus crimes por Khruschev, a revelação oficial da profundidade a que tinha chegado o desrespeito à “legalidade socialista”.  Vieram as histórias do “Gulags”.  É verdade que a revisão do passado, estrepitosamente desencadeada, foi logo contida na URSS: a “desestalinização” foi posta em banho-maria.  Seus efeitos no Ocidente, contudo, eram irreversíveis.  Uma vasta literatura “marxista” ortodoxa caiu em desuso.  Autores heterodoxos ou suspeitos de heresia foram redescobertos.  Deixaram de ser lidos Zhdânov, Rosental, Iudin; cresceu o interesse por Lukács, Marcuse, Ernst Bloch, Walter Benjamin, Adorno, Horkheimer.  O conflito sino-soviético contribuiu para fortalecer, em numerosas áreas, a impressão de que terminara, definitivamente, a era do monolitismo.  O discurso “triunfalista” (feito no tom de quem “sabe das coisas”) cedeu lugar à modéstia metodológica, à disposição de investigar o real mais seriamente.  E a estrela que veio a adquirir maior brilho no céu da teoria marxista foi a do italiano Antonio Gramsci.

    A experiência da luta política nas últimas décadas vem confirmando as principais teses de Gramsci.  Nas sociedades de tipo “ocidental”, as forças democráticas empenhadas em forjar um novo “bloco histórico” e promover a substituição do modo capitalista pelo modo socialista de produção estão sendo obrigadas a travar uma longa e complexa “guerra de posições”, que se distingue claramente da bem sucedida “guerra de movimento” empreendida por Lênin na Rússia em 1917.  Na medida em que no “Ocidente”, a “sociedade civil” adquire certa densidade e precisa ser levada em conta pelos que controlam o aparelho de Estado, a formação sócio-econômica socialista a ser construída será, inevitavelmente, muitíssimo diferente daquela que existe nos países do Leste europeu ou na China.  Para obter resultados concretos em sua conquista da “hegemonia”, em sua busca de “consenso”, a classe operária não pode se deixar isolar e deve, ao contrário, investir cada vez mais no fortalecimento de uma ampla frente de massas, capaz de somar forças para a luta democrática.

    No interior da “crise do marxismo”, assim, amadurecem tendências autocríticas, inovadoras, dispostas a aprofundar a reflexão sobre a “questão democrática”.  Na área social-democrática também se notam manifestações de inquietação: setores da social-democracia vêm se mostrando cada vez mais descrentes em relação à demagogia do “welfare State” e se dispõem a reexaminar suas concepções tanto do socialismo como da democracia.

    A perspectiva liberal não escapa a esse clima de revisões.  Os liberais de direita correm o risco de uma rápida perda de credibilidade: o que lhes permite sobreviver é a fronteira que os separa das posições fascistas ou fascistizantes.  Na medida, porém, em que se prestam a coonestar uma política de extrema direita, acabam por se desacreditar aos olhos das massas.  Outros liberais reformulam os postulados clássicos do liberalismo: rompem com a linha do “laisser faire” na economia, preocupam-se com a concentração do capital e da renda, advertem contra as tendências monopolistas que sempre tiram proveito da “livre concorrência” capitalista.  São liberais modernos, que não acreditam mais na “mão invisível”, que, segundo Adam Smith, guiaria os movimentos espontâneos do mercado para o benefício da comunidade.  Para eles, o essencial é a defesa dos direitos e garantias do cidadão, a liberdade individual.  São os liberais do habeas corpus e não os da especulação imobiliária.

    Do ãngulo dos democratas mais conseqüentes, esses liberais avançados são interlocutores extremamente importantes.  A divergência em relação a eles não se refere à reivindicação que formulam, não se refere ao ideal libertário que defendem; refere-se às limitações formalistas dos horizontes em que se movem, à tendência que manifestam no sentido de “suavizar” as contradições sociais.  Os democratas de hoje, com a experiência histórica que já adquiriram, estão dispostos a aceitar uma emulação com os liberais em torno das liberdades individuais.  Mesmo os socialistas reconhecem, em geral, as vantagens dessa emulação (porque sabem que uma mentalidade socialista pode ser insuficientemente democrática, ou até antidemocrática, como prova o exemplo Georges Sorel ou o exemplo do primeiro Benito Mussolini).

    Os liberais formulam advertências que os democratas não podem deixar de considerar muito cuidadosamente.  Mas é freqüente, no liberalismo, uma postura de tipo “purista”, a da “alma bela”, que preserva sua integridade interior evitando assumir todas as conseqüências do engajamento político, evitando “conspurcar-se” na ação, na briga.  O comportamento do liberal leva-o muitas vezes ao “eticismo”: à proclamação enérgica de valores éticos que não enfrentam concretamente o desafio de uma “tradução” (sempre mediatizada) na práxis política.  Os democratas têm sobre os liberais, afinal, essa vantagem decisiva: a de não quererem desperdiçar nenhuma possibilidade concreta de influir na decisão de qualquer dos combates em que possa estar sendo decidida ― politicamente ― a sorte da liberdade dos homens, numa dada sociedade.

    [Revista do PMDB, Ano 1, No 3, Agosto/Setembro de 1982, p. 129–133]


    Esclarecimento:  Em 1982, um grupo dissidente do “partidão” lançou minha candidatura a vereador pelo PMDB no Rio de Janeiro.  Éramos todos discípulos de Leandro Konder, que escreveu este artigo para ser publicado em meu nome.  Com o gesto de republicá-lo, agora assinado por Leandro Konder, restitui-se a autoria ao autor.  Sergio Granja

     

     

    A crise do capitalismo

    Eu espero, sinceramente, que o Brasil consiga entender a essência da crise e não caia nesta cilada.

    Por favor, assista a este vídeo e tente tirar alguma lição desta aula... E que os nossos governantes consigam colocá-la em sua agenda governamental.

     

    http://www.vimeo.com/user836632 

     

     

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  • January 21

    Fórum Mundial de Mídia Livre – Belém do Pará, Brasil

    Convite ao Fórum Mundial de Mídia Livre – Belém do Pará, Brasil, 26 e 27 de janeiro de 2009

    Às vésperas do Fórum Social Mundial, midialivristas de todo planeta se reúnem para somar forças e discutir a criação de novas formas de comunicação.

    Para aqueles(as) que praticam e lutam cotidianamente por uma outra comunicação, o momento presente combina a ampliação de oportunidades com o acirramento das desigualdades. Ao mesmo tempo em que se multiplicam iniciativas cidadãs e contra-hegemônicas de comunicação, acentua-se a concentração das grandes corporações de mídia e explicita-se o papel desses grupos como suporte do discurso hegemônico.

    1. Os 30 anos de hegemonia neoliberal que antecederam a atual crise econômica modificaram o mundo, a subjetividade, o imaginário humano e o papel da informação na sociedade. Já as últimas décadas de mudanças tecnológicas, de mutações no capitalismo, de invenção de outras formas de compartilhar, viver, trabalhar, apontam para a crise dos modelos neoliberais e para a emergência de novos paradigmas e outros imaginários.

    2. Um consenso social tem sido modelado pelos sistemas de comunicação interligados por interesses e tecnologias avassaladores. Ao mesmo tempo, novas formas de resistência e contra-discursos surgem e se disseminam buscando quebrar os "consensos". Apesar das limitações, as novas tecnologias servem à democracia participativa e surgem com impacto global e capacidade de articular redes, que funcionam sob novos modelos.

    3. Uma engrenagem dioturna, formada por grandes conglomerados da comunicação, reproduz e vocaliza a mesma narrativa hegemônica que condiciona impulsos, vontades, expectativas. Por outro lado, a possibilidade da construção de outras narrativas e da apropriação de novas mídias por novos sujeitos do discurso (coletivos, periferias, minorias, etc.) é uma criação experimentada local, nacional e globalmente, a despeito de novas formas de alienação. Nunca os processos culturais, a economia criativa, a valoração da informação e do conhecimento foram tão cruciais para se pensar a sociedade.

    4. Esteja explícito ou não, muitas pessoas, redes, grupos estão condicionados a forças descomunais cujo poder destrutivo evidencia-se na incerteza desses dias, marcados por um modelo de sociedade cada vez mais socialmente injusto, economicamente insustentável, ambientalmente destrutivo, moralmente aético, acrítico e permissivo. A crise do capitalismo, da mídia de massa e do pensamento único cria, no entanto, uma oportunidade de reconfiguração das discussões sobre o papel da comunicação e da informação no mundo contemporâneo.

    5. Desvelou-se, neste crash financeiro, o papel da mídia oligopólica com influência crescente sobre os destinos da sociedade, inclusive omitindo e isolando vozes e fatos dissonantes. As intersecções entre a mídia e o poder dos mercados desregulados estreitaram-se nesses 30 anos. A financeirização da economia gerou uma contrapartida de financeirização do noticiário, adicionando-se um novo instrumento à manipulação da economia. Nada mais ilustrativo desse comprometimento do que o persistente malabarismo de ocultação de um sistema especulativo só reconhecido quando sua explosão ganhou evidência incontornável.

    6. Estados, governos, democracias e processos de desenvolvimento foram colocados à mercê dos desígnios e chantagens impulsionados por essa lógica auto-destrutiva. A crise financeira expõe a crise do neoliberalismo. As grandes estruturas de comunicação avalizaram esse processo, emprestando-lhe legitimidade, sedução e argumentação coercitivos. Sobretudo, revestindo-o de múltiplas estratégias de desqualificação das vozes dissonantes ecoadas por governantes, partidos, lideranças sociais ou mesmo pela resistência de uma subjetividade atemorizada e constrangida.

    7. Não é mais possível lutar pela democratização econômica e social do mundo ou de uma aldeia, sem erigir muitas vozes dos mais diversos alcances, com influência internacional capaz de se contrapor à usina forjadora de supostos consensos sociais. Da mesma forma que o capitalismo é global, as lutas e a resistência são globais. Não queremos produzir um novo consenso, mas defender a possibilidade das diferenças e dos dissensos.

    8. Essas vozes não serão um uníssono de sinal inverso ao que se combate, mas justamente a combinação harmônica das distintas e variadas vozes que hoje se levantam a partir da afirmação do direito à comunicação dos diversos grupos e indivíduos comprometidos com a luta por justiça social, e que tem nessa diversidade a sua fortaleza.

    9. Neste momento, é ainda mais importante que os veículos não alinhados ao pensamento hegemônico, os produtores independentes de mídia e todos aqueles(as) que se pautam diariamente contra as injustiças e opressões decorrentes do neoliberalismo se reconheçam na semelhança e na pluralidade de suas inquietudes. A responsabilidade que nos une deve se materializar em fóruns e ações de abrangência que se contraponham à crise que se alastra por todo o globo.

    10. Convidamos assim os veículos de informação democrática, as comunidades, os coletivos, as entidades, os movimentos sociais, os blogueiros e cada individuo – que é em si um comunicador -, a participar do I Fórum Mundial de Mídia Livre, que acontece no Brasil (em Belém do Pará), nos dias 26 e 27 de janeiro de 2009. As conclusões do FMML terão importante incidência política nas deliberações do Fórum Social Mundial, que acontece nessa mesma cidade, a partir do dia 27 de janeiro de 2009.

    11. Certos de que compartilhamos as mesmas preocupações e sentimento de urgência na construção de uma mídia livre e democrática, aguardamos a confirmação de sua presença.

    Fórum de Mídia Livre, Brasil, novembro de 2008

    January 17

    De Varsóvia a Gaza

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    De Varsóvia a Gaza

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    Escrito por Fritz Utzeri   

    Qua, 07 de janeiro de 2009 13:25

    Gaza

    Faixa de Gaza

    Sempre me senti constrangido para criticar Israel devido ao fato de ter nascido na Alemanha e ser filho de um soldado da Vermacht (o exército alemão) morto na Segunda Guerra. Passei minha infância tentando entender o nazismo e como aquilo podia ter acontecido num país civilizado como a Alemanha, onde os judeus participavam ativamente da cultura e a condição de judeu era uma religião herdada (não muito seguida pela maioria secularizada). Os judeus alemães faziam parte inseparável e preciosa da cultura germânica.

    Embora nunca tenha sido cidadão alemão (não sou “ariano” o suficiente), nasci na Alemanha nazista, sob um regime no qual minha mãe teve que provar a Gestapo que não tinha ascendentes judeus até a quinta geração e sujeita a medidas antropomórficas dos “especialistas” em “raça” para determinar se não tinha características semitas.

    Ou não funcionou ou os “especialistas” nessa “ciência” se enganaram, mas se houvesse a menor suspeita de judaísmo eu teria acabado num forno antes mesmo de nascer, condenado desde o óvulo e o espermatozóide, nessa singularidade diabólica que caracteriza e diferencia o nazismo de todos os demais totalitarismos, como o mal absoluto. Passei muito tempo olhando para os alemães com idade acima de 18 anos durante a Segunda Guerra para me perguntar sempre o que eu e o que eles teriam feito. Muita gente acha que sou judeu e não teria o menor problema ou preconceito em sê-lo, mas se considerar o preço que teria que pagar se o fosse, foi melhor para mim que os nazistas considerassem minha mãe aceitável, embora não de “raça pura”.

    Dito isto faço outra reflexão. Para mim, a pátria judaica deveria ter sido estabelecida na Baviera, em 1948. Os alemães, os carrascos e os indiferentes é que deviam ter pago a conta com suas terras e bens e não os palestinos, que nada tiveram a ver com o Holocausto e que acabaram pagando o pato (e o estão pagando até hoje), por serem vistos pelo Ocidente como um povo de segunda categoria, daquele tipo cujos mortos valem pouco ou nada. O conceito de “sub-homem” (untermënschen) que os nazistas alemães levaram ao extremo do extermínio industrial, persiste entre os povos ricos em geral, todos de boa consciência, mas que não dão a mínima para os mortos palestinos, latino-americanos ou africanos e que em geral fornecem as armas com as quais esses excluídos se matam.

    Os sionistas reivindicam a terra da Palestina de onde os judeus haviam sido expulsos no ano 70 pelos romanos, originando a diáspora. Alguns anos mais tarde, em 138, depois de uma segunda revolta judaica, o imperador Adriano expulsou de vez todos os judeus de Jerusalém. Adriano também alterou o nome Judéia para Siria Palestina. Apesar disso, nunca deixou de haver judeus na Palestina e durante o domínio árabe e muçulmano os filhos de Abraão foram tratados com muito mais benevolência do que o foram no ocidente cristão (afinal os árabes reivindicam o mesmo antepassado comum e veneram exatamente o mesmo deus).

    Quando o Estado de Israel foi fundado, haviam se passado 1878 anos da diáspora. Os palestinos foram expulsos de suas terras manu militari e sucessivas ações terroristas de grupos sionistas radicais como o Hagannah e Irgum, contra árabes e mesmo contra os ingleses que dominavam a região. Os árabes não fizeram melhor e expulsaram 800 mil judeus de vários países após a fundação de Israel, além de invadir a região e sofrer sua primeira derrota militar. O problema é que se a humanidade tivesse que resolver suas pendências territoriais com reivindicações de quase dois mil anos, o mapa do Mundo seria um caos, nós, por exemplo, teríamos simplesmente que ir embora e pedir desculpas aos índios.

    Mas não é só isso, se recuarmos mais no tempo veremos que a chamada “terra prometida” foi conquistada pelos judeus depois do êxodo do Egito. E não foi uma terra fácil, virgem, zero quilômetro, preparada pelo deus de Israel para o seu povo, uma terra sem ninguém. Nada disso, foi uma conquista sangrenta, guerra de extermínio. Os povos que lá habitavam como os cananeus, foram impiedosamente massacrados. Não restou nada de sua cultura, de suas gentes, nem de suas cidades. E muitos casos, nem os animais foram poupados. Foi um Holocausto. Não imagino quem sejam (ou se existem) seus descendentes, mas se há direito tão antigo, os cananeus e os demais povos que lá estavam antes dos hebreus, têm prioridade sobre os filhos de Israel.

    A terra de Canaã é um campo de lutas e extermínios desde o começo da civilização e a suposta doação do território por parte de um pai eterno é algo difícil de engolir para quem não for crente ou tiver o mínimo de bom senso, mas vamos ver como a Bíblia narra a história da chegada do “povo eleito” à “terra prometida”.

    Lemos pouco a Bíblia, mas nela há histórias de arrepiar os cabelos, a ponto de em certas passagens acharmos difícil crer que estamos diante de um livro sagrado, inspirado por um deus. Vejam esta passagem de Números, quarto livro do Pentateuco (Os cinco livros de Moises: Gênesis, Êxodo, Levítico, Números e Deuteronômio). No capítulo 31, versículos 13-18 narra-se o desfecho da luta dos judeus contra os madanitas. Os filhos de Israel ganharam, e retornam a Moisés para ouvir o seguinte:

    “E saíram a recebê-los fora dos acampamentos, Moisés, o sacerdote Eleazar e todos os príncipes da Assembléia. Moisés irado contra os chefes do exército, contra os tribunos e centuriões que voltavam da batalha (curiosamente na edição católica da Bíblia usam-se graus militares romanos) disse: ‘Por que poupaste as mulheres? Não são elas que por sugestão de Balãao seduziram os filhos de Israel e vos fizeram prevaricar contra o Senhor pelo pecado de Fregor, pelo qual também o povo foi castigado? Matai pois todos os varões, mesmo os de tenra idade, e degolai as mulheres que tiveram comercio com homens, mas reservai para vós todas as donzelas e mulheres virgens”.

    Edificante ao extremo. Sei perfeitamente que estamos falando de sociedades há milhares de anos, mas a reivindicação atual se baseia num direito que foi estabelecido naquele tempo e para os judeus religiosos vale até hoje, embora os mais ortodoxos considerem a existência atual do Estado de Israel um crime, um pecado, já que o mesmo só poderia voltar a existir com a chegada do messias. Há judeus religiosos radicais que chegam a atribuir o Holocausto a uma pretensa culpa pelo sionismo.

    No livro seguinte, o Deuteronômio, é narrada a preparação para a conquista da Terra de Canaã por Josué, que vem a ser irmão de Moisés.  Logo no capítulo 3 podemos ler um episódio da luta dos hebreus contra Og, rei de Basan. Leiam:

    “O rei de Basan e todo o seu povo ferimo-los até o extermínio, destruindo ao mesmo tempo todas as suas cidades, não houve cidade que nos escapasse: sessenta cidades em todo o país”.

    No capítulo cinco desse mesmo livro, Moisés recebe e transmite os dez mandamentos (o primeiro dos quais, listado no texto é: “não matarás”). Mas no capítulo 7, sob o título: "Destruir os cananeus e os seus ídolos", a “inspiração divina” escreve e ordena o seguinte:

    “Quando o senhor teu Deus te tiver introduzido na terra da qual vais tomar posse, e tiver exterminado diante de ti muitas nações: o heteu, o gergeseu, o amorreu, o cananaeu, o ferozeu, o heveu e o jebuseu, sete nações muito mais numerosas e fortes do que tu, e o senhor teu Deus as tiver entregado a ti, tu as combaterás até o extermínio. Não farás aliança com ela, nem as tratarás com compaixão”.

    No livro a seguir, Josué (o primeiro dos livros ditos Históricos), é relatada a conquista, massacres e extermínio dos povos que viviam na “terra prometida”. É só ler.

    Voltando à era moderna, os cristãos, ao perseguirem e oprimirem os judeus criaram os guetos. O termo nasceu em Veneza, onde havia uma ilha com uma fundição (ghetto em italiano antigo), onde os judeus foram oncentrados e obrigados a viver, Havia portões que fechavam o bairro à noite (retirados por Napoleão quando conquistou a cidade, mas cujos gonzos podem ser vistos ainda hoje). Os alemães estabeleceram vários guetos na Europa, entre 1939 e 1944 que chamavam de Judengasse (Bairro judeu), onde os judeus eram concentrados e aprisionados antes de serem enviados para os campos de trabalho e de extermínio. No Gueto de Varsóvia chegaram a ser confinadas 380 mil pessoas. A fome, as doenças e o envio para campos de extermínio reduziram a população para 70 mil. A revolta do gueto, em 1943 levou a seu arrasamento e ao extermínio dos sobreviventes.

     

    Faixa de GazaGaza

    Claro que as atrocidades cometidas pelos alemães são mais bárbaras do que a atitude dos judeus ante os palestinos (tente explicar isso a esse pai palestino da foto ao lado), mas a Faixa de Gaza é inquestionavelmente um gueto, o maior gueto já criado. É um dos territórios mais densamente povoados do planeta, com 1,4 milhão de habitantes para uma área de 360 km². As condições sanitárias são assustadoras. A área depende de Isarel para receber água, eletricidade e suprimentos. É cercada por muros e com portões de entrada por onde só transita quem tenha um passe. E isso não apenas do lado judeu, mas também do egípcio. Grande parte da população vive numa das maiores, talvez a maior favela do mundo.

    Nas últimas eleções realizadas na Palestina, o Hamas, um movimento radical islâmico sunita, ganhou derrotando o Fatah, o partido do falecido Yasser Arafat, que era percebido pelos palestinos como corrupto ao extremo. As eleições foram limpas, mas para o Ocidente, a democracia passa quase sempre a ter um valor relativo quando o resultado não agrada, seja na Palestina, na Argélia ou no Chile. O resultado foi uma pressão, com sanções internacionais que levaram a uma luta interna e à divisão dos palestinos. A Cisjordânia ficou sob gestão do Fatah (com o apoio de Israel e do Ocidente),enquanto o Hamas ficava com o controle da Faixa de Gaza, onde a situação humanitária precária favorecia o radicalismo.

    Houve uma trégua de seis meses entre o Hamas e Israel, mas ao mesmo tempo o bloqueio de Israel ao território foi apertado, por terra, mar e ar e a situação da população de Gaza piorou. Hoje o desemprego chega a 50%, dois terços dos refugiados passam fome, não há fornecimento regular de luz e água ou remédio nos hospitais. Além disso, o acesso de ajuda humanitária sempre foi controlado e inferior ao necessário para aliviar a situação. O gueto começa a desesperar-se e é nesse contexto que o atual conflito recomeçou. Os palestinos que se amontoam em Gaza não estão lá porque queiram viver na praia, mas porque foram expulsos de suas terras a partir da formação do Estado de Israel e jamais se falou em sequer indenizá-los.

    Agora os velhos princípios de retaliação e extermínio já fundamentados no Velho Testamento estão de volta, uma triste repetição sem fim. Os nazistas alemães o fizeram várias vezes, a começar pela Noite de Cristal, (Kristallnacht), em 9 de novembro de 1938, quando em resposta à morte de um diplomata alemão em Paris por um judeu polonês mataram 91 judeus, prenderam e levaram para campos de concentração entre 25.000 a 30.000 e destruiram 7.500 lojas e 1.600 sinagogas.

    Uma semana de bombas e o total de mortos palestinos já se aproxima de 500, dos quais dezenas de crianças, e quase três mil feridos como represália a foguetes que até então então não haviam morto um só israelense (e quando mataram um, no primeiro dia da ofensiva de Israel, acertaram um beduíno, um trabalhador árabe). Isso é uma resposta desmesurada sim, ainda mais porque já vem sendo feita à séculos, milênios e só tem levado a novas guerras e mais massacres.

    Até hoje, dia sagrado para os muçulmanos, tanques israelenses, canhões e imensas retroescavadeiras blindadas se concentram na froteira entre Gaza e Israel. Se esse dispositivo for acionado (e tudo indica que o será), o massacre e a despropoção de forças vai aumentar. Será um banho de sangue e os civis palestinos serão – mais uma vez – as maiores vítimas.

    Os árabes, por seu lado, se indignam, mas seus governos, em geral pusilânimes e corruptos, não movem uma palha para ajudar os palestinos. Não digo militarmente, essa solução só levará ao extermínio, inaceitável em qualquer hipótese, sejam quem forem os exterminados. Tais episódios e tal modo de pensar e agir já deveriam ter sido banidos da memória humana. Mas é verdade que os árabes podiam fazer muito mais do que fazem para melhorar as condições de vida de seus irmãos palestinos.

    Não se deve negar a Israel o direito a existir, mas o fato é que qualquer república baseada em religião e exclusão só gerará violência. O pior de tudo é que me sinto como um estúpido naïf, um idiota, ao achar que todos devem desarmar seus espíritos.

    Reporto-me a Ghandi que dizia que a política de retaliação, o olho por olho, só terá como resultado a cegueira geral. A impressão que tenho é que Israel busca uma posição de força para tentar enfraquecer o Hamas, aproveitando os estertores do apoio incondicional da era Bush.  Mas será que Obama vai transformar essa realidade?  Se o fizer será uma espécie de messias, o que duvido...

    PS – os leitores que me perdoem pelo texto imenso, pessimista e inconcluso, mas realmente não me sinto confortável com esse assunto.

    Fritz Utzeri é jornalista.


    Fonte:  MONTBLÄAT - Nº 317 – Rio de Janeiro, 2 de janeiro de 2009

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    January 13

    MODELO PARA A AMAZÔNIA QUE FALANDO?

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    MODELO PARA A AMAZÔNIA QUE ESTAMOS FALANDO?

        

      Gonzalo ENRIQUEZ

    O que a maioria dos responsáveis das políticas públicas na Amazônia ainda não compreendem, ou não estão interessados em compreender (por já ter assumido compromissos com as elites locais) é que o extrativismo e outras formas de produção, tradicionalmente praticadas na região, que integram as comunidades locais, apesar de ainda insuficientes, contribuem para a manutenção da floresta em pé, condição essencial para a sustentabilidade da Amazônia e para a geração de um novo modelo de sustentabilidade.


    Com a intensidade das discussões sobre globalização e suas conseqüências no agravamento dos problemas ambientais no planeta, os recursos naturais se destacam hoje como um dos bens mais cobiçados para a sobrevivência da humanidade. Sendo assim, são diversos os interesses nacionais e internacionais que coexistem e se digladiam nesse campo, desde ambientalistas, que defendem o espaço geográfico e seus recursos naturais e ambientais, até fortes grupos econômicos, que consomem a natureza como simples matéria-prima para sustentar o crescimento econômico.

    Acrescente-se, entre outros, o próprio Estado brasileiro, que, por intermédio das políticas públicas, expressa seu poder sobre o uso e a ocupação do território e seus recursos estratégicos como se eles fossem ilimitados. Os planos governamentais se sucedem, sobretudo a partir da década de 1970, na ocupação e desenvolvimento da Amazônia sem levar em consideração suas especificidades e riquezas naturais.

    São muitas as correntes de opinião e os autores que convergem para o senso comum de que na Amazônia deve-se aproveitar a biodiversidade de forma sustentável, e que qualquer forma de exploração que não mantenha a floresta em pé terminará por destruir um bioma de riqueza imensurável, essencial para a sobrevivência da humanidade.

    Entretanto, essa riqueza fantástica atribuída à Amazônia é, ainda, potencial. É preciso transformar esse potencial em insumos e produtos para os segmentos da indústria que apresentam uma demanda crescente de material de origem genético. Um dos melhores exemplos dessa demanda está nas indústrias de cosméticos (dermocosméticos), fitoterápica e farmacêutica, além da própria agricultura.

    Como é de reconhecimento público e notório, a rica biodiversidade da Amazônia vem sendo subaproveitada e depredada ao longo dos tempos. Especialistas concordam que o momento atual é particularmente favorável para o aproveitamento dessa riqueza, em bases ambientalmente sustentáveis, economicamente dinâmicas e socialmente justas.
    Um elemento central de diferenciação da biodiversidade, e que tem acirrado o debate sobre suas potencialidades, é o consenso entre os pesquisadores de todas as áreas de que a biodiversidade tem um substancial valor econômico e que está se tornando o principal recurso estratégico dos países de grande biodiversidade (megadiversos).

     

    O que a maioria dos responsáveis das políticas públicas na Amazônia ainda não compreendem, ou não estão interessados em compreender (por já ter assumido compromissos com as elites locais) é que o extrativismo e outras formas de produção, tradicionalmente praticadas na região, que integram as comunidades locais, apesar de ainda insuficientes, contribuem para a manutenção da floresta em pé, condição essencial para a sustentabilidade da Amazônia e para a geração de um novo modelo de sustentabilidade.


    Com a intensidade das discussões sobre globalização e suas conseqüências no agravamento dos problemas ambientais no planeta, os recursos naturais se destacam hoje como um dos bens mais cobiçados para a sobrevivência da humanidade. Sendo assim, são diversos os interesses nacionais e internacionais que coexistem e se digladiam nesse campo, desde ambientalistas, que defendem o espaço geográfico e seus recursos naturais e ambientais, até fortes grupos econômicos, que consomem a natureza como simples matéria-prima para sustentar o crescimento econômico.

    Acrescente-se, entre outros, o próprio Estado brasileiro, que, por intermédio das políticas públicas, expressa seu poder sobre o uso e a ocupação do território e seus recursos estratégicos como se eles fossem ilimitados. Os planos governamentais se sucedem, sobretudo a partir da década de 1970, na ocupação e desenvolvimento da Amazônia sem levar em consideração suas especificidades e riquezas naturais.

    São muitas as correntes de opinião e os autores que convergem para o senso comum de que na Amazônia deve-se aproveitar a biodiversidade de forma sustentável, e que qualquer forma de exploração que não mantenha a floresta em pé terminará por destruir um bioma de riqueza imensurável, essencial para a sobrevivência da humanidade.

    Entretanto, essa riqueza fantástica atribuída à Amazônia é, ainda, potencial. É preciso transformar esse potencial em insumos e produtos para os segmentos da indústria que apresentam uma demanda crescente de material de origem genético. Um dos melhores exemplos dessa demanda está nas indústrias de cosméticos (dermocosméticos), fitoterápica e farmacêutica, além da própria agricultura.

    Como é de reconhecimento público e notório, a rica biodiversidade da Amazônia vem sendo subaproveitada e depredada ao longo dos tempos. Especialistas concordam que o momento atual é particularmente favorável para o aproveitamento dessa riqueza, em bases ambientalmente sustentáveis, economicamente dinâmicas e socialmente justas.
    Um elemento central de diferenciação da biodiversidade, e que tem acirrado o debate sobre suas potencialidades, é o consenso entre os pesquisadores de todas as áreas de que a biodiversidade tem um substancial valor econômico e que está se tornando o principal recurso estratégico dos países de grande biodiversidade (megadiversos).

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    Fiquem atentos 
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    arquivo chamado ' C(convite), 

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    é um 
    vírus que 'abre' uma tocha olímpica que 'queima' todo o Disco 
    rígido do computador. 

    Este vírus virá de uma pessoa conhecida 

    que tem seu nome em sua Lista · 

    de endereços, por isso você deve enviar esta mensagem a 
    todos Os seus contactos.· 
    É preferível receber 25 vezes esta 
    mensagem, do que receber o vírus e abrí-lo..· 
    Se receber a 
    mensagem chamada 'Invitation' não a abra e apague do seu 
    computador imediatamente!· 
    É o pior vírus Anunciado pela CNN e 
    classificado pela Microsoft Como o mais destrutivo que já 
    existiu 


    Ele foi 
    descoberto ontem à tarde pela McAfee e não existe Anti-vírus 
    para ele.· 
    O vírus destrói o Sector Zero do Disco Rígido, 
    onde as informações Vitais de seu funcionamento são guardadas.· 

    ENVIE ESTA MENSAGEM A TODOS QUE VOCÊ 
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    January 10

    Sobre a guerra

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    Sobre a guerra

    ARES, O GUERREIRO

      

    leninha

    10 de janeiro

    A palavra guerra, etimologicamente, vem do germânico werra (donde o inglês war). Seu significado original não apontava para um conflito sangrento, tal qual o conhecemos hoje em dia e sim, para uma discussão verbal ou, no máximo, um duelo. Com o latim temos o termo bellum e do grego veio pólemos. Tais termos também se referem a uma luta, mas não nos moldes  das atuais guerras servindo mais para caracterizarem polêmicas verbais. Foi somente a partir do Renascimento que os termos werra, bellum e pólemos evoluíram para o significado do que hoje temos da palavra guerra.

     

    A  guerra não é, porém, um assunto recente. Desde os primórdios  da civilização os homens com ela convivem, apenas as armas mudam ao longo dos tempos... Da  mitologia grega temos Ares, o deus da guerra, detestado pelos imortais, filho de Zeus e Hera. Seus companheiros de luta: Éris, a discórdia; Deimos e Fobos ( o espanto e o temor) e Ênio, a deusa da carnificina na guerra. O correspondente do deus grego em Roma é chamado de Marte e, se a Ares não foi dada grande importância entre  as populações helênicas, em Roma atingiu grande prestígio devido às características expansionistas.

     

    Qual a origem da agressão? Luta pela sobrevivência, instintos intrínsecos à natureza humana, fatores socio-culturais, bases neuro-fisiológicas, uma soma destes fatores? Na verdade, a agressão pode tanto possuir um caráter construtivo quanto destrutivo a depender do ângulo, do objetivo a que se propõe. Na batalha subjetiva e maniqueísta do Bem contra o Mal o que prevalece é o ponto de vista, "a verdade de cada um". Diria talvez Freud que a luta se dá entre Tanatos (o instinto de morte) e Eros (o instinto de vida) no íntimo de cada combatente antes de se exteriorizar e alcançar  proporções bélicas...

     

    O que impressiona, se formos buscar um paralelo entre o homem e os demais animais é que para estes últimos a agressão tem por fim a continuação da espécie, a proteção de territórios de procriação, a seleção dos mais fortes e da manutenção da hierarquia. Já no homem a agressão descontrola-se e no ápice, ao se transformar em guerra, transforma-se numa ameaça à própria espécie...

     

    Do conforto de nossas poltronas, assistimos  mais uma vez ao triste, macabro espetáculo que a guerra nos oferece... Hoje disputa espaço entre outras notícias rápidas que nos dão a impressão de trailers de filmes, de acontecimentos longes de nosso alcance... A imagem da guerra (ou das guerras) banalizou-se e já nos habituamos à crueldade de suas imagens, assim como à de outras catástrofes que as TV's nos mostram...Nesse "aprendizado" de insensibilidade vamos nos esquecendo aos poucos de que pela exposição constante e mal digerida vai se formando uma cultura de homens, mulheres e crianças cegos à fraternidade, ensimesmados e fóbicos, alheios às causas das dores e sonhos do outro... Esse é o caminho para novas guerras...Até quando?

     

    Para reflexão, deixo um video da bela música e excepcional letra de Bob Dylan (Blowin' in the wind) e duas cartas históricas trocadas entre Freud e Einstein sobre a guerra. 

     

    ARTEMIS

    - Filha de Zeus e de Leto, irmã gêmea de Apolo, deusa da caça, representava a mais luminosa encarnação da pureza...

     

    Graduada em Medicina Veterinária e Psicologia pela UFU;cursei metade dos cursos de História e Direito...

    alfaleninha@yahoo.com.br

     

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    January 09

    Sevananda - HISTÓRICOS DO YOGA NO BRASIL

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    Sevananda - HISTÓRICOS DO YOGA NO BRASIL

     

     

     

     

     

    Organizado por Sandra Cury

    O primeiro grupo comunitário de Yoga conhecido no Brasil, foi o “Monastério Amo Pax” em Resende (RJ), fundado por Sêvananda Swami e sua esposa Mestra Sadhana que desenvolveram atividades em Yoga no período de 195 a 1960. Sêvananda Swami, nascido na França, cujo nome verdadeiro era Léo Costet de Mascheville, foi quem oficialmente trouxe o Yoga para o Brasil, fundando a Ordem dos Sarvas.

    “Sêvánanda colocava o termo swami no final do nome, o que era uma declaração de que não se tratava de um swami (monge hindu), mas que usava essa palavra como sobrenome, e isso confundia os leigos.”(De Rose). Muitos desses leigos se referiam a ele como “Swami” Sevananda, pois um dos mais relevantes Mestres de Yoga da Índia, chamava-se Swami Sivánanda (médico e yogue que fundou ashram em Rishikeshi, Índia, na divisa com os Himalayas.

                                                                               sevananda_sadhana_2

    Segundo Prof. Ulysséa, Sêvánanada Swami que se ligara a esta terra desde 1927 pela Ordem Rosa Cruz, viajou por várias cidades fazendo conferências, fundou um grupo em Lages (SC) e o mosteiro em Resende (RJ). Segundo De Rose, ele era um líder natural e sua voz era suficiente para arrebatar corações e mentes. Com Sêvánada, aprenderam Yoga, todos os instrutores da velha guarda, sob conotação mística e em clima de monastério.¨

    Velha guarda essa, composta pelos grandes Swami Sarvananda (George Kritikos), Pierre Weil, Jean Pierre Bastiou, Maria Luiza S. Keddy, Caio Miranda e o casal Neyda e Octávio Melchyades Ulysséa que se casaram no Mosteiro ¨Amor e Paz¨ em 1953, e são os fundadores do 1O Curso Regular de Formação em Yoga no ano de 1981, na atual Faculdades Integradas Espírita, na época chamado de Faculdades de Ciências Bio-Psíquicas do Paraná.

    Na década de sessenta, Caio Miranda que tinha forte carisma, iniciou o trabalho de academia no Brasil, escreveu o primeiro livro sobre Yoga e vários outros. Também fundou academias de Yoga em diversas cidades, e, formou os primeiros instrutores de Yoga. Em seguida, o Prof. J. Hermógenes, yogue em plena atividade com 85 anos, é conferencista, professor e autor de mais de 40 livros sobre yoga, formando gerações de professores de Yoga com notável brilho e influência.

    Encabeça ainda, esta lista primorosa nomes de influência no cenário de Yoga no Brasil, como Maria Helena Bastos Freire, sócia fundadora da Associação Internacional de Professores de Yoga (IYTA); Cláudio Duarte do Yoga Clássico em S.Paulo; Profa. Marilda Veloso, pioneira no seu estado do RJ e pela regulamentação do yoga no Brasil. O Prof. De Rose do Swásthya Yoga, ao implantar yoga nas universidades e instituir o 1º projeto de lei que regulamenta a profissão de yoga. Com certeza, outros notáveis ao longo dessa jornada deram o seu quinhão para que essa história registre-se nos anais do yoga em terras brasileiras.

    HISTÓRICOS DO YOGA EM CURITIBA – PR

    Caio Miranda e José Hermógenes, pioneiros da literatura yogue brasileira, de cuja semeadura CURITIBA foi agraciada com o pioneirismo e a dedicação de mais de 35 anos de professores como Íris Bigarela, Vitória Montenegro, Ivete Buck Silva, Theodolinda Marques Cury, Monserrat Fernandes, Maria Alvim Veiga, Terezinha Sá Barreto, Irmã Geralda e, as inesquecíveis Neuza Soares Dias, Ivone S. Boutin e Nelva Ribeiro que partiram para as dimensões da luz. Dessa lista, é importante mencionar também,o trabalho louvável de Mary Martinez na chácara da Paz em Piraquara, pioneira na recuperação em yoga de pessoas com dependência química. A maioria dessas venerandas senhoras do Yoga, prestaram importante colaboração para o Curso de Formação de Professores de yoga, na então Faculdade de Ciências Bio-Psíquicas.

    De saudosa memória, destacamos o trabalho de Neusa Soares Dias (Sócia-fundadora da Associação de Yoga do Paraná em 1983), Ana Laura Navarro, Aracy Siqueira, Aglacy Stocco, Rodovina e Manoel Bento Correa.

    Da semeadura do Prof. De Rose, destacam-se grandes colaboradores como Iná Camargo, Rivanda Pimentel e Uberto Gama atualmente, como diretor do Instituto Vidya Yoga. De Sri Autrobindo e Mira Alfassa (A Mãe), o Yoga Integral representado pelo saudoso Rolf Geleswski (década de 70), ganha o primeiro Núcleo Sri Aurobindo de Curitiba, hoje na continuidade dos queridos Prof. Horivaldo Gomes (RJ) e Monserrat Fernandes (Curitiba – Ashram Monserrat, inaugurado em 28 de março de 2004).

    Todas essas maravilhosas pessoas, lançaram sementes que caíram em campo fértil e que floresceram através de seu trabalho em dezenas de academias, clubes, academias, escolas e cursos. Formaram e formam gerações de professores e praticantes, que hoje mantém viva a valiosa e milenar tradição do Yoga .

    Destacam-se ainda, como instituições pioneiras a ensinar o Yoga em Curitiba, as Faculdades Integradas Espírita com o Curso de Formação em Yoga. desde 1981, através do estimado casal, Profs. Otávio e Neyda Ulysséa, os Clubes Curitibano, Concórdia, Thalia, Círculo Militar (desde 1972 através da profa. Theodolinda M. Cury), o Centro de Criatividade do Parque São Lourenço (por 1 ano, estágio para os alunos do Curso de Yoga – Faculdade Espírita), Clínica e maternidade Paciornick e Hospital Santa Brígida (Yoga para gestantes), Centro Filosófico Delfos (Isabel Furini e Francisco Zemeck), Sesc da Esquina e da Terceira Idade (desde 1985), Universidades Federal e Católica do Paraná (Cursos para a formação de Instrutores de Swástya Yôga, Centro de Estudos Holísticos de Curitiba (desde 1989) e, o colégio Curitibano, ao trazer a experiência de vanguarda, adotando aulas de Yoga semanais para alunos da 3a. série do 1O grau.

    Cantamos parabéns ao 22 anos de existência da Aypar, aos 27 anos do curso de formação de professores de Yoga das Faculdades Espírita que tem hoje reconhecido pelo MEC, o projeto do curso seqüencial superior em Yoga com ênfase em yogaterapia Foi desenvolvido e implantado pela querida e inesquecível Profa. Neusa Kutianski de Araújo Santos, grande batalhadora e incentivadora do Yoga que com grande pesar nos deixou recentemente, em 08 de outubro de 2006.

    Dessa forma, à profa. Neusa Kutianski e a todos os mestres, pioneiros e também as instituições que legaram e tornaram possível o conhecimento do Yoga para gerações de praticantes e profissionais de Yoga, a nossa profunda admiração e gratidão eternas.

    Saudações em Shiva! Hari Om! Namastê !

    Sandra Cury
    26/02/2007

    Boletim Informativo da Aypar no. 3 – Maio/1991 Prontuário Antigo de Swuáthya Yoga – De Rose

    http://itp.uni-frankfurt.de/~freire/

     

    January 08

    Robert Fisk: "Por que nos odeiam tanto?!"

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    Robert Fisk: "Por que nos odeiam tanto?!"

    Falaríamos de "atrocidade" se o que Israel fez aos palestinenses tivesse sido feito pelo Hamás. Israel fez muito pior. Temos de falar de "crime de guerra", de matança, de assassinato em massa (...) Na foto, criança bombardeada por Israel em escola da ONU é levada para hospital próximo. A análise é de Robert Fisk no jornal The Independent. Leia mais.

    Esquecemos os 17.500 mortos – quase todos civis, a maioria mulheres e crianças – de quando Israel invadiu o Líbano, em 1982? E os 1.700 civis palestinos mortos no massacre de Sabra-Chatila? E o massacre, em 1996, em Qana, de 106 refugiados libaneses civis, mais da metade dos quais crianças, numa base da ONU? E o massacre dos refugiados de Marwahin, que receberam ordens de Israel para sair de suas casas, em 2006, e foram assassinados na rua pela tripulação de um helicóptero israelense? E os 1.000 mortos no mesmo bombardeio de 2006, na mesma invasão do Líbano, praticamente todos civis?

    O que surpreende é que tantos líderes ocidentais, tantos presidentes e primeiros-ministros e, temo, tantos editores e jornalistas tenham acreditado na mesma velha mentira: que os israelenses algum dia tenham-se preocupado com poupar civis. "Israel toma todo o cuidado possível para evitar atingir civis", disse mais um embaixador de Israel, apenas horas antes do massacre de Gaza.

    Todos os presidentes e primeiros-ministros que repetiram a mesma mentira, como pretexto para não impor o cessar-fogo, têm as mãos sujas do sangue da carnificina de ontem. Se George Bush tivesse tido coragem para exigir imediato cessar-fogo 48 horas antes, todos aqueles 40 civis, velhos, mulheres e crianças, estariam vivos.

    O que aconteceu não foi apenas vergonhoso. O que aconteceu foi uma desgraça. "Atrocidade" é pouco, para descrever o que aconteceu. Falaríamos de "atrocidade" se o que Israel fez aos palestinenses tivesse sido feito pelo Hamás. Israel fez muito pior. Temos de falar de "crime de guerra", de matança, de assassinato em massa.

    Depois de cobrir tantos assassinatos em massa, pelos exércitos do Oriente Médio – por sírios, iraqueanos, iranianos e israelenses – seria de supor que eu já estivesse calejado, que reagisse com cinismo. Mas Israel diz que está lutando em nosso nome, contra "o terror internacional". Israel diz que está lutando em Gaza por nós, pelos ideais ocidentais, pela nossa segurança, pelos nossos padrões ocidentais.

    Então também somos criminosos, cúmplices da selvageria que desabou sobre Gaza.

    Reportei as desculpas que o exército de Israel tem oferecido ao mundo, já várias vezes, depois de cada chacina. Dado que provavelmente serão requentadas nas próximas horas, adianto algumas delas: que os palestinenses mataram refugiados palestinenses; que os palestinenses desenterram cadáveres para pô-los nas ruínas e serem fotografados; que a culpa é dos palestinenses, por terem apoiado um grupo terrorista; ou porque os palestinenses usam refugiados inocentes como escudos humanos.

    O massacre de Sabra e Chatila foi cometido pela Falange Libanesa aliada à direita israelense; os soldados israelenses assistiram a tudo por 48 horas, sem nada fazer para deter o morticínio; são conclusões de uma comissão de inquérito de Israel. Quando o exército de Israel foi responsabilizado, o governo de Menachem Begin acusou o mundo de preconceito contra Israel. Depois que o exército de Israel atacou com mísseis a base da ONU em Qana, em 1996, os israelenses disseram que a base servia de esconderijo para o Hizbóllah. Mentira.

    Os mais de 1.000 mortos de 2006 – uma guerra deflagrada porque o Hizbóllah capturou dois soldados israelenses na fronteira – não foram crimes do Hizbóllah; foram crimes de Israel.

    Israel insinuou que os corpos das crianças assassinadas num segundo massacre em Qana teriam sido desenterrados e expostos para fotografias. Mentira.

    Sobre o massacre de Marwahin, nenhuma explicação. As pessoas receberam ordens, de um grupo de soldados israelenses, para evacuar as casas. Obedeceram. Em seguida, foram assassinadas por matadores israelenses. Os refugiados reuniram os filhos e puseram-se à volta dos caminhões nos quais viajavam, para que os pilotos dos helicópteros vissem quem eram, que estavam desarmados. O helicóptero varreu-os a tiros, de curta distância. Houve dois sobreviventes, que se salvaram porque fingiram estar mortos. Israel não tentou nenhuma explicação.

    12 anos depois, outro helicóptero israelense atacou uma ambulância que conduzia civis de uma vila próxima – outra vez, soldados israelenses ordenaram que saíssem da ambulância – e assassinaram três crianças e duas mulheres. Israel alegou que a ambulância conduzia um ferido do Hizbóllah. Mentira.

    Cobri, como jornalista, todas essas atrocidades, investiguei-as uma a uma, entrevistei sobreviventes. Muitos jornalistas sabem o que eu sei. Nosso destino foi, é claro, o mais grave dos estigmas: fomos acusados de anti-semitismo.

    Por tudo isso, escrevo aqui, sem medo de errar: agora recomeçarão as mais escandalosas mentiras. Primeiro, virá a mentira do "culpem o Hamás" – como se o Hamás já não fosse culpado dos próprios crimes! Depois, talvez requentem a mentira dos cadáveres desenterrados para fotografias. E com certeza haverá a mentira do "homem do Hamás na escola da ONU". E com absoluta certeza virá também a mentira do anti-semitismo. Os líderes ocidentais cacarejarão, lembrando ao mundo que o Hamás rompeu o cessar-fogo. É mentira.

    O cessar-fogo foi rompido por Israel, primeiro dia 4/11; quando bombardeou e matou seis palestinenses em Gaza e, depois, outra vez, dia 17/11, quando outra vez bombardeou e matou mais quatro palestinenses.

    Sim, os israelenses merecem segurança. 20 israelenses mortos nos arredores de Gaza é número escandaloso. Mas 600 palestinenses mortos em uma semana, além dos milhares assassinados desde 1948 – quando a chacina de Deir Yassin ajudou a mandar para o espaço os habitantes autóctones dessa parte do mundo que viria a chamar-se Israel – é outro assunto e é outra escala.

    Dessa vez, temos de pensar não nos banhos de sangue normais no Oriente Médio. Dessa vez é preciso pensar em massacres na escala das guerras dos Bálcãs, dos anos 90. Ah, sim.

    Quando os árabes enlouquecerem de fúria e virmos crescer seu ódio incendiário, cego, contra o Ocidente, sempre poderemos dizer que "não é conosco". Sempre haverá quem pergunte "Por que nos odeiam tanto?" Que, pelo menos, ninguém minta que não sabe por quê.

    (*) Texto publicado por Robert Fisk em 07/01/2009 no jornal britânico The Independent.


     

     

    PRINCIPAIS TRECHOS DA ENTREVISTA DE UM LADRÃO DE CARROS**

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    PRINCIPAIS TRECHOS DA ENTREVISTA DE UM LADRÃO DE CARROS**
     
    PERÍODO PREFERIDO
     'Prefiro furtar de manhã. É quando todo mundo está com menos cuidado com
     as  coisas'.
     
    TRAVAS
     'Travas segredos e alarmes são ridículos. Antigamente, alugava um carro
     para estudar como funcionava. Hoje nem faço isso'.
     
    DESMANCHE
     'Nunca desmontei carro.. Odeio sujar a mão. Sempre trabalhei sozinho, por
     encomenda. Já entrei em Concessionária, de terno, para ver o endereço e
     para onde iria o carro, ficava de campana (vigiando) e roubava.
     Já roubei muito carro que o pessoal da Concessionária me entregou'.
     
    BUSCA
     'Para quem tem o carro furtado, o ideal é procurar num raio de três
     quilômetros da vizinhança, pelas ruas menores, menos  movimentadas'.
     
    DESTINO DOS CARROS
     'Este negócio de Paraguai é lenda. Ninguém vai levar carro roubado para
     lá. No Paraguai, o máximo que acontece é gente que entrega a uma
     pessoa, ela leva o carro até lá, vende no mercado negro e manda chave e
     documento de volta para ele dar a queixa de roubo. E são poucos.. O mais
     comum é o carro ir para o interior, onde não há fiscalização. Boa parte
     dos carros é cortada por ferros velhos. Aqui no Rio são todos na Dutra. Mas
     hoje em dia 50% das comunicações são falsas. Quase tudo é golpe na
     seguradora'.
     
    ENCOMENDAS
     'Eu tinha encomenda para o resto da vida. Mas se disser quem é me
     complico.
     É melhor ser um preso vivo, que um morto em liberdade'.
     
    TRÁFICO
     'Esses roubos armados estão sendo feitos por pessoas que estavam no
     tráfico de drogas ou em quadrilhas que, por algum motivo, foram
     para o roubo de carro. Acho que foi porque a Polícia está dando em cima
     nestes crimes, porque não está fácil passar carro roubado. O mercado
     está concorrido'.
     
    CARRO ROUBADO
     'Já tive carro roubado. Nem procurei. Roubei outro e fiz um duble na
     hora'.
     
    CONSELHOS
     'Se a pessoa não quiser ter o carro furtado, não deixe nada dentro
     visível.
     Na minha mente doente, sempre acho que tem dinheiro, ouro, jóia, ali.
     Não equipe muito o carro, porque assim se ganha mais dinheiro. Além de
     vender o carro, ainda vendo os acessórios. Não coloque em rua calma demais'.
     
    PREÇO
     'Numa Blazer do ano, paga-se R$ 10.000,00, se você vender no interior.
     Se Você passar para um atravessador, fica com uns R$ 4.000,00 ou R$
     5.000,00..
     Quando não dá para passar, algumas pessoas fazem o golpe com a
     Recuperadora:
     O ladrão fica com 3,5%, o recuperador com 3,5%, a Empresa com 3%, dos
     10%, que a Seguradora paga'
     
    JUSTIÇA
     'Meu crime é igual a roubar uma carteira de uma bolsa. Vou ficar preso
     por um tempo, uns dois anos, mas vou sair. Infelizmente a justiça é assim'.
     
    PROFISSIONAIS
     'No Rio só existe uns dez profissionais no furto. São pessoas comuns,
     que vivem disso. Hoje sou mais uma lenda, mas já furtei seis carros por
     dia'.
     
    DOM
     'O furto é cara de pau. A pessoa não pode vacilar. Levo dez segundos
     para entrar no carro e ninguém percebe. Tenho dom'.
     
    DESAFIO
     'Se um fabricante quiser, coloca um carro aqui no pátio (da Delegacia)
     e, se eu não abrir, faço propaganda da Empresa dele, dizendo que a trava de
     segurança funciona. As montadoras fazem códigos para vender carros mais
     caros, mas os delas são os mais fáceis de furtar. A melhor coisa a fazer
     é ter Seguro'.
     
    AUTOCONFIANÇA
     'Não existe carro que eu não roube. Motor não tem vontade própria e não
     ama o dono. Se você der energia e combustível, ele vai andar'.
     
    COMENTÁRIO
     Não deveria existir bandido que não recebesse sua pena...
     Mas...'se der energia e combustível, ele vai andar'. Damos essa energia,
     esse combustível... Pense nisso...
     
     
    UM ALERTA. PRESTE MUITA ATENÇÃO!
     Algumas medidas que devem se incorporadas no dia-a-dia:
     
    Não anotar telefone residencial no verso de cheques, especialmente em
     postos de gasolina. No caso de assalto ao posto, as informações pessoais
     podem ser usadas para ameaças, especialmente contra mulheres. Anote
     sempre o telefone comercial.
     
    Não exibir currículo no carro, como: adesivo de faculdade, do condomínio
     onde reside (adesivos como: Eu amo Ubatuba), da academia de
     ginastica, etc. Um extorsionário deduz desses sinais a vida de pessoa e
     os usa para fazer ameaças.
     
    Evitar compras por telefone ou Internet fornecendo o número do cartão de
     crédito, peça boleto bancário..
     
    O ladrão prefere pessoas desatentas, aproveita-se do elemento surpresa.
     
    O objetivo do ladrão é patrimonial e não pessoal, escolhe as vitimas
     pelo fator comportamental.
     
    Jamais reagir, só em filmes dá certo.
     
    O elemento surpresa é favorável ao bandido, que nunca está sozinho e não
     tem nada a perder.
     
    Manter distância segura do carro da frente, para poder sair numa só
     manobra, sem bater. Distância segura é poder enxergar pelo menos parte do
     pneu do carro da frente.
     
    O risco de morrer em roubo de farol é absurdamente maior do que num
     seqüestro. Nessa situação mantenha as mãos no volante e tente
     comunicar-se, indicando claramente o que vai fazer:
     · Se for tirar o cinto - Vou tirar o cinto com esta mão, posso?
     · Se pedir a carteira - A carteira está no bolso de trás (ou dentro da
     bolsa), posso pegar?
     
    À noite, calcule tempo e velocidade para evitar parar num farol
     vermelho.

     Não há registro de assalto com carro em movimento...


     

    January 07

    Doze regras de redação da grande mídia internacional quando a noticia é do Oriente

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    Doze regras de redação da grande mídia internacional quando a noticia é do Oriente

    JANEIRO 06, 2009

     

    A cobertura parcial da imprensa possui doze preceitos, texto segundo enviado por leitor ao Blog da Carta Maior. Vale a pena conferir.

    1) No Oriente Médio são sempre os árabes que atacam primeiro e sempre Israel que se defende. Esta defesa chama-se represália.

    2) Os árabes, palestinos ou libaneses não tem o direito de matar civis. Isso se chama "terrorismo".

    3) Israel tem o direito de matar civis. Isso se chama "legitima defesa".

    4) Quando Israel mata civis em massa, as potencias ocidentais pedem que seja mais comedida. Isso se chama "Reação da Comunidade Internacional".

    5) Os palestinos e os libaneses não tem o direito de capturar soldados de Israel dentro de instalações militares com sentinelas e postos de combate. Isto se chama "Sequestro de pessoas indefesas."

    6) Israel tem o direito de seqüestrar a qualquer hora e em qualquer lugar quantos palestinos e libaneses desejar. Atualmente são mais de 10 mil, 300 dos quais são crianças e mil são mulheres. Não é necessária qualquer prova de culpabilidade. Israel tem o direito de manter seqüestrados presos indefinidamente, mesmo que sejam autoridades eleitas democraticamente pelos palestinos. Isto se chama "Prisão de terroristas".

    7) Quando se menciona a palavra "Hezbollah", é obrigatória a mesma frase conter a expressão "apoiado e financiado pela Síria e pelo Irã".

    8) Quando se menciona "Israel", é proibida qualquer menção à expressão "apoiada e financiada pelos EUA". Isto pode dar a impressão de que o conflito é desigual e que Israel não está em perigo de existência.

    9) Quando se referir a Israel, são proibidas as expressões "Territórios ocupados", "Resoluções da ONU", "Violações dos Direitos Humanos" ou "Convenção de Genebra".

    10) Tanto os palestinos quanto os libaneses são sempre "covardes", que se escondem entre a população civil, que "não os quer". Se eles dormem em suas casas, com suas famílias, a isso se dá o nome de "Covardia". Israel tem o direito de aniquilar com bombas e mísseis os bairros onde eles estão dormindo. Isso se chama "Ação Cirúrgica de Alta Precisão".

    11) Os israelenses falam melhor o inglês, o francês, o espanhol e o português que os árabes. Por isso eles e os que os apóiam devem ser mais entrevistados e ter mais oportunidades do que os árabes para explicar as presentes Regras de Redação (de 1 a 10) ao grande público. Isso se chama "Neutralidade jornalística" ou "Imparcialidade jornalística".

    12) Todas as pessoas que não estão de acordo com as Regras de Redação acima expostas são "Terroristas anti-semitas de Alta Periculosidade".

    (Texto francês anônimo, enviado por leitor ao Blog da Carta Maior, visualizado no site do Pravda em português aqui)


    ~------~----~------~--~---

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    Desenvolvimento Sustentável

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    Hoje eu tenho apenas
    Uma pedra no meu peito
    Exijo respeito
    Não sou mais um sonhador
    Chego a mudar de calçada
    Quando aparece uma flor
    E dou risada do grande amor
    Mentira

     

    Samba do Grande Amor

    Chico Buarque

    Meio Ambiente e Educação Ambiental

    O Brasil possui a maior biodiversidade do Planeta. Das 250.000 espécies de plantas existentes no mundo, cerca de 1/5 está em nosso território. Para que essa riqueza biológica continue existindo, de forma que seja passível de utilização em bases sustentáveis, a educação ambiental é um passo determinante. Ao contribuir com todas as esferas de governo em assuntos relativos ao meio ambiente, o principal compromisso da Embrapa é com a sustentabilidade da agricultura, definida como sistemas agrícolas economicamente viáveis, socialmente aceitáveis e, sobretudo, ambientalmente equilibrados. Essa preocupação também se manifesta nas Instituições de Pesquisa e Desenvolvimento Agropecuário, que investiram R$ 3.839.468,40 nas diversas iniciativas relacionadas a seguir.


    É possível conviver com a seca

    As tecnologias da Embrapa Semi-Árido são componentes importantes de programas de desenvolvimento rural nos Estados da Bahia e de Sergipe. Dentro do Programa de Convivência do Homem com a Seca na Região Semi-Árida da Bahia, foi firmado um convênio com o governo baiano, para transferência de tecnologia, treinamento de técnicos e produtores, e instalação de unidades demonstrativas das tecnologias em 11 municípios. Esse programa evoluiu para a formação de um convênio no valor de R$ 40 milhões entre o governo do estado e o Banco do Nordeste, para financiar a instalação das tecnologias de convivência com a seca em 40 municípios baianos. Outro convênio foi firmado com o governo de Sergipe, para apoiar a implantação do Projeto de Apoio às Famílias de Baixa Renda da Região Semi-Árida de Sergipe (Pró-Sertão), em 17 municípios, envolvendo a transferência de tecnologias para 26.000 unidades de produção de até 50 hectares.


    Tecnologia reduz riscos de perdas na agricultura

    O zoneamento agropedoclimático, elaborado com técnicas de geoprocessamento, orienta a tomada de decisões sobre ações de desenvolvimento rural e atividades de manejo dos recursos naturais, permitindo reduzir perdas agrícolas por riscos climáticos. O trabalho cooperativo, liderado pela Embrapa reuniu o Iapar, a Unicamp, o IAC, a Epagri, a Fepagro, o Inmet e a Aneel, e está disponível na Internet, no endereço:

    http://www.embrapa.br/zonbr.htm.

     

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    January 06

    Dane-se o ser humano

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    Dane-se o ser humano

    em Israel 

    A mídia supostamente denuncia os atentados (aos olhos de alguns), mas continua com pressupostos absolutamente estranhos. Rotulam de "radicais" o Hamas, mas não Israel, que já assassinou 500 pessoas em dez dias. Por Gustavo Barreto (*), da redação.

    A mídia supostamente denuncia os atentados (aos olhos de alguns), mas continua com pressupostos absolutamente estranhos. Rotulam de "radicais" o Hamas, mas não Israel, que já assassinou 500 pessoas em dez dias, segundo dados conservadores oficiais. Muitas crianças. Muitas mulheres. Muitos inocentes.

    Por fazer isso – uma política equivocada, que não resolve conforme demonstram as lições "esquecidas" História, e uma política neonazista, de extermínio étnico –, Israel não é tachado de "radical" pelos telejornais.

    Uma pena que até na GloboNews (por exemplo), em que sempre aparecem historiadores e sociólogos um pouco mais inteligentes, principalmente no programa Milênio e em documentários comprados de emissoras estrangeiras, eles dêem este tratamento vergonhoso à informação, bem tão precioso em tempos de guerra.

    Pelo contrário. A apresentadora do noticiário econômico quase sorri ao informar que os conflitos em Israel fizeram a Bovespa fechar em alta. O economista ouvido por este canal nesta segunda (5/9) – sempre um neoliberal – confirma taxativamente: as ações da Petrobras estão "bombando" no mercado financeiro. É como se dissessem: "Dane-se o ser humano".

    Os comentários são feitos de forma totalmente descomprometida: não se tratam de seres humanos. Existem apenas variações de commodities devido à variação de "fatores externos", entre eles o extermínio étnico de um povo. A apresentadora não acha isso anormal: ela comemora o ano de 2009, que "surpreendeu" com todos estes "indicadores positivos".

    Diante deste cenário sombrio na imprensa brasileira, conforme qualquer cidadão um pouco mais humanista pode acompanhar diariamente, a partir do seu senso crítico, só resta protestarmos e retomarmos o pensamento de Sófocles (495 a.C.–406 a.C), dramaturgo grego: "Onde convocar forças para derrubar a injustiça e a tirania quando cidadãos respeitáveis se calam?"

    (*) Outros textos sobre os ataques à Faixa de Gaza em www.consciencia.net

     

    In English

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    Cons+ciência,

      só assim construimos o SABER.

     
     

    Português

     

     

     

    Muitas pessoas me interrogam curiosas, querendo saber porque o Hélio’s Blog aborda assuntos tão diferentes. Vai da Política a Física, passando por assuntos um tanto espinhosos. Eu explico: o Ser Humano não pode mais ser alienado no Terceiro Milênio. Cada pessoa tem responsabilidade de saber pelo menos um pouco de tudo.  E é assim tentando que o Hélio’s Blog faz uma Divulgação Científica, Democrática e mais Ética.  Como? Sempre preservando os originais dos textos e os seus Autores.

     

    In English

     

    Many people interrogate me wanting to know why the Hélio's Blog approaches so different subjects. Indeed, the blog goes from Physics to Politics. I explain: the man cannot be mentally ill in the Third Millenium. Each person has responsibility to know at least a little about everything. With that objective in mind, the Hélio's Blog makes a Scientific Spreading, Democratic and More ethical. How? Always preserving the originals texts and its Authors.

     

    Sou contra a educação como processo exclusivo de formação de uma elite, mantendo a grande população analfabeta e na ignorância.

    In English

    I am against the education as exclusive process of formation of the elite, keeping the great majority of the population in illiteracy state and ignorance.

    In italiano

     

     

    Sono contro la formazione come processo esclusivo di formazione dell'elite, mantenente la grande maggioranza della popolazione nella condizione e nell'ignoranza dell'analfabetismo.

    En français

     

     

    Je suis contre l'éducation en tant que processus exclusif de la formation de l'élite, maintenant la grande majorité de la population dans l'état et l'ignorance d'analphabétisme.

    繁體中文版

     

     

    我是反對教育作為精華的形成的專屬過程,保留人口的大多数在文盲狀態和無知

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