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October 30 Jacques Chirac será julgado por desvio de dinheiro públicoHÉLIO'S BLOG Divulgação Científica
Jacques Chirac será julgado por desvio de dinheiro público
Na época, ele era prefeito de Paris. Em julgamento, será determinado se ele teve responsabilidade na criação de 21 cargos — supostamente fantasmas — de “encarregados de missões” na prefeitura da cidade. Chirac governou a capital ao longo de 18 anos, de 1977 a 1995, ano em que assumiu a presidência do país. Entre 1983 e 1995, várias pessoas tiveram seus salários pagos pela prefeitura da capital. Apesar de elas terem tecnicamente trabalhado como consultores do prefeito, a Justiça suspeita que seriam, na realidade, ligadas ao partido RPR, de Chirac — o atual UMP, do presidente Nicolas Sarkozy. Ele já havia sido indiciado em 2007 pelas mesmas acusações e, no momento, a Justiça considerou que elas são suficientes para levar ao tribunal. O ex-líder está com 76 anos. É a primeira vez que um ex-presidente da França será levado a julgamento. Compartilhe Leia Mais
Mulheres do Gir leiteiroOctober 29 Internet faz 40 anos sem aparentar a idadeHÉLIO'S BLOG Divulgação Científica
Tecnologia Internet faz 40 anos sem aparentar a idade
Foi no dia 29 de outubro de 1969 que pesquisadores conseguiram fazer com que dois computadores “falassem” entre si. Há 40 anos, o professor Leonard Kleinrock e sua equipe da Universidade da Califórnia em Los Angeles (UCLA) conseguiram conectar um computador da UCLA com o de um instituto de pesquisa. Sete anos antes, em 1962, Kleinrock chegou a escrever o esboço teórico da rede mundial de computadores, texto que seria publicado logo depois. Ele foi movido pela certeza de que os computadores estavam destinados a comunicar-se entre si e que para o usuário isso deveria ser tão simples como usar um telefone. Hoje, Kleinrock diz que o próximo passo é integrar melhor a internet ao mundo físico: “Vou entrar numa casa que saberá que estou lá. Vai falar comigo”. Compartilhe Leia Mais
October 28 Nasa: Prêmios por conquistas tecnológicasHÉLIO'S BLOG Divulgação Científica
Governança CorporativaNasa Prêmios por conquistas tecnológicas Se a lua for explorada novamente será necessário descobrir formas de viajar pela superfície e de cavar buracos no solo lunar. A NASA gasta grande parte de seu dinheiro na estação espacial e no lançador. Pouco sobra para pesquisas e desenvolvimento em áreas importantes. A resposta da NASA para essa questão é o Centennial Challenges, uma série de prêmios por conquistas tecnológicas em áreas como mecanismo de propulsão, lançadores e na extração de oxigênio de fragmentos lunares. O objetivo é estimular desenvolvimentos tecnológicos utilizando o encanto do dinheiro, a glória e o reconhecimento. No dia 18 de outubro, 19 robôs competiram no Regolith Escavation Challenge. Para ganhar, era necessário escavar 150 quilos em um simulador de solo lunar e mover o material para um recipiente em menos de meia hora. Ano passado, o Armadillo Aerospace, do Texas, conseguiu o primeiro lugar e ganhou US$ 350 mil na categoria mais fácil. No começo deste mês, Masten Space System, da Califórnia, conquistou o segundo prêmio de US$ 150 mil. Armadillo já conseguiu se qualificar para a próxima etapa e tem chances de conseguir o prêmio de US$ 1 milhão. Compartilhe Leia Mais
Berlim, 1989-2009: o muro caiu?HÉLIO'S BLOG Divulgação Científica
Governança CorporativaHistória Berlim, 1989-2009: o muro caiu? Por Hugo Souza. Há dois anos, por ocasião do 18º aniversário da queda do muro de Berlim, a revista alemã Der Spiegel realizou uma pesquisa com mil pessoas que cresceram na Alemanha dividida em duas. Surpresa: 95% dos alemães que em 2007 tinham entre 35 e 50 anos e que foram criados na República Democrática Alemã preferiam ainda estar vivendo sob o regime comunista. Seus filhos, com idades entre 14 e 24 anos – e que tinham no máximo seis anos em 1989 – demonstraram um saudosismo semelhante, ainda que inevitavelmente difuso. Quando perguntados sobre o que mais sentem falta da antiga Alemanha Oriental, quase a totalidade dos mais velhos respondeu sem pestanejar: a rede de segurança social. A pesquisa demonstrou ainda que os alemães orientais estavam menos satisfeitos com suas atuais condições de vida e menos otimistas quanto ao futuro do que seus compatriotas dos territórios que compunham a Alemanha Ocidental. É de se entender. Em matéria recente, o New York Times mostrou que o desemprego na área da antiga Alemanha Oriental é o dobro do registrado onde era o lado oeste, e desde a reunificação nada menos do que 1,7 milhão de pessoas migraram para outros cantos do país e do planeta, o que significa que 12% da população da República Democrática Alemã foi-se embora. O número de mulheres com idades entre 20 e 30 anos caiu 30% em algumas regiões. Além disso, nos primeiros anos pós-comunismo as taxas de natalidade desceram para níveis de tempos de guerra. O Times cita as notícias que saem nos jornais alemães sobre a volta das matilhas de lobos à linha de fronteira com a Polônia, tamanha é a extensão do êxodo humano. Nas palavras utilizadas pelo jornal, trata-se de “um declínio tão marcante quanto um muro”. Mas quando a revista Der Spiegel perguntou aos seus entrevistados sobre em qual lado iriam preferir viver no caso da construção de um novo muro separando o país em dois modos de produção distintos, nova surpresa: a maior parte dos ex-moradores do leste disse que gostaria de ficar mesmo é no outro lado, o capitalista. A herança de desigualdade econômica e social entre o leste e o oeste alemão é motivo até para espantosas declarações públicas de pessimismo por parte das autoridades. Há não muitos anos o ex-diretor do Fundo Monetário Internacional e atual presidente da Alemanha, Horst Köhler, disse que “é uma questão de sinceridade dizer para as pessoas que não é possível criar as mesmas condições de vida em toda a Alemanha”. Por outro lado, há também quem queira tapar o sol com a peneira, com manifestações de um otimismo absolutamente insustentável. Em junho, ao apresentar o relatório anual sobre o desenvolvimento da antiga RDA, um ministro alemão chegou a dizer que “a desigualdade está diminuindo” às vésperas de se completarem 20 anos da reunificação. Faltou informar o distinto público que não é o leste do país que está crescendo, mas sim o oeste altamente industrializado que está sofrendo as consequências da crise econômica. As questões econômicas, como a decomposição do Estado de bem-estar social alemão, tendem a criar tensões entre os Ossis (orientais) e Wessis (ocidentais), como mostrou uma reportagem intitulada “O medo reconstrói o muro?” publicada no site da empresa alemã de radiodifusão Deutsche Welle. O texto cita ainda o jornal suíço Neue Zürcher Zeitung: “Experiências vividas no leste alemão valem pouco na Alemanha reunificada. Como filhos da RDA, os orientais foram intitulados depois da construção do Muro de o ‘resto bobo’. Isso suscitou um sentimento de que seriam cidadãos de segunda classe, que persiste até hoje. Embora os cinco estados do leste do país sejam tudo exceto desfavorecidos no que diz respeito à divisão das verbas oficiais”. Os relatos da Deutsche Welle e do Neue Zürcher Zeitung foram feitos há cinco anos, mas persistem enquanto fiel relato do presente. Na Alemanha, 20 anos após a queda do muro de fato, falar em “muro invisível” ainda está longe de ser mero lugar-comum. Escrito por: Hugo Souza Compartilhe
October 23 Relações internacionais: EUA x ChinaHÉLIO'S BLOG Divulgação Científica In English http://translate.google.com.au/translate?hl=en&sl=pt&
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| Ultrapassar Barreiras: Mobilidade e desenvolvimento humanos(em português de Portugal) Sumário executivo(em português de Portugal) |
| Leia também |
| Mundo tem quase 1 bilhão de migrantes País de baixo IDH recebe menos remessas Cresce barreira antimigrante, e remessa cai IDH do Brasil cresce; país é 75º no ranking Ranking do IDH |
Mesmo recebendo salários mais baixos, as mulheres imigrantes enviam proporcionalmente mais dinheiro que os homens para seu país de origem, diz estudo. O RDH (Relatório de Desenvolvimento Humano) afirma que a maioria das mulheres imigrantes trabalha em serviços domésticos ou informais, mas mesmo assim algumas delas chegam a mandar mais de 70% de sua remuneração em remessas.
Esse é o caso das mulheres de Bangladesh que vivem no Oriente Médio, as quais enviam para a terra natal 72% de sua renda, diz o documento intitulado Ultrapassar Barreiras: Mobilidade e desenvolvimento humanos. As colombianas que moram na Espanha abrem mão de cerca de 68% do que ganham, enquanto a média para os homens colombianos é de 54%.
“As evidências sugerem que as mulheres tendem a enviar porções maiores dos seus rendimentos para casa, fazendo-o também de forma mais regular, apesar de os seus salários mais baixos significarem freqüentemente que as quantias absolutas sejam mais baixas”, aponta o RDH.
Além disso, as mulheres imigrantes costumam ter mais qualificação que os homens, mas isso não garante a elas bons postos de trabalho. As peruanas têm a maior escolaridade entre os imigrantes de fluxos recentes na América do Sul, mas 68% das mulheres do Peru que moram na Argentina trabalham como empregadas domésticas. Apenas 15% das nativas da Argentina possuem esse tipo de função.
Segundo o documento, trabalhadoras com ensino superior nascidas em países em desenvolvimento têm 40% mais chance de imigrarem do que homens com o mesmo grau de instrução. Isso porque em seus países elas costumam enfrentar ainda mais dificuldade de conquistarem bons empregos. “Embora essa situação possa refletir vários fatores, as barreiras estruturais e culturais à realização profissional nas terras de origem parecem ser a explicação mais provável”, afirma o relatório.
Impacto Social
Apesar da baixa remuneração, a imigração já traz o ganho de aumentar a participação feminina no mercado de trabalho, destaca o PNUD. Além disso, podem haver mudanças na situação das mulheres nos países de origem da migração e melhorias no combate a desigualdade de gênero. O estudo diz que a imigração estimula nos países mais pobres e desiguais uma tendência para a queda da fertilidade, para aumento da idade de casamento, da escolaridade e da participação das mulheres no mercado de trabalho.
Até mesmo a migração dos homens pode estimular mudanças de gênero. “Todos os estudos realizados no Equador, em Gana, na Índia, em Madagáscar e na Moldávia revelaram que, com a migração masculina, as mulheres das áreas urbanas aumentaram a sua participação nas tomadas de decisão da comunidade”, aponta.
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A promessa e a frequente decepção de fazer um negócio da China é comum desde o século XIX. Com a recessão nos países de origem, as empresas estrangeiras estão empolgadas como nunca para faturar mais com o crescimento da China. Mas as exportações de EUA e Europa para a China ainda são tímidas.
O grande problema é que a competição com os empresários locais é desleal: os estrangeiros reclamam dos subsídios, do acesso restrito, do conflito de regulação, da falta de proteção à propriedade intelectual e da burocracia. Para se tirar uma licença de um ano, perde-se seis meses nas indas e vindas de documentos.
Mas há duas indústrias que estão obtendo sucesso na China, especialmente as duas que ocupam as pontas: de um lado, artigos de luxo, cabos de fibra óptica, aviões; de outro, petróleo, sucata de metal e lixo reciclável.
Como sempre, é preciso considerar também o local. Consumidores chineses tendem a ser mais interessados em variedade do que outros. Uma estratégia que pode dar certo é aumentar ligeiramente os preços dos produtos. A consultoria contratada, Nielsen, fez uma pesquisa que apontou que a competição neste mercado pode não ser por custo, mas por qualidade.
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Os estudos que investigam se os celulares podem causar câncer, especialmente tumores cerebrais, são muitos e variam em qualidade. Pesquisadores sul-coreanos informaram na terça-feira, 13, que os que mostram riscos baixos podem ser tendenciosos.
A equipe liderada pelo Dr. Seung-kwon Myung, do Centro Nacional do Câncer da Coreia do Sul, concluiu que ainda é difícil demonstrar que há ligação, embora os melhores estudos sugiram que há alguma associação entre o uso de celulares e a propensão ao câncer.
Myung e colegas da Ewha Womans University, do Hospital da Universidade Nacional de Seul e da Universidade de Berkeley examinaram 23 estudos publicados sobre mais de 37 mil pessoas. O procedimento é chamado de meta-análise. Eles descobriram que os resultados das pesquisas dependeram de quem conduziu o estudo e de como foi o controle para as influências externas e outros erros.
Myung e sua equipe informaram que oito estudos que usaram métodos de alta qualidade para vendar os participantes encontraram um pequeno aumento no risco de tumores entre as pessoas que usam celulares e telefones sem fio, em comparação com quem usa pouco ou nunca.
Os pequisadores informaram ainda que o financiamento para alguns dos estudos de baixa qualidade incluíam o Forum de Fabricantes de Celulares e a Associação do Sistema Global para Comunicação Móvel.
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http://translate.google.com.au/translate?hl=en&sl=pt&Brasileiro apoia restrições a imigração
Levantamento destacado no Relatório de Desenvolvimento Humano diz que só 9% são a favor de liberar entrada de estrangeiros no país
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Leia o relatório |
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Ultrapassar
Barreiras: Mobilidade e desenvolvimento humanos (em português de
Portugal) |
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Leia também |
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Mundo
tem quase 1 bilhão de migrantes |
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Apesar de ser formada em boa parte por descendentes de estrangeiros —africanos, portugueses, italianos, espanhóis e japoneses, principalmente —, a população brasileira tende a defender restrições à imigração, mostra uma pesquisa destacada no RDH (Relatório de Desenvolvimento Humano) de 2009, do PNUD.
O levantamento aponta que 43% dos brasileiros são a favor de limitar ou proibir a imigração. Outros 45% dizem que o Brasil deve “permitir que as pessoas cheguem desde que haja empregos disponíveis”. Apenas 9% acreditam que se deve permitir a entrada de qualquer pessoa que deseje imigrar ao país — posição mais próxima da defendida pelo PNUD no relatório, que defende que poder decidir onde viver é uma liberdade crucial e que a entrada de estrangeiros geralmente aumenta o emprego e as taxas de investimento.
A posição dos brasileiros é parecida com a de outros países da América Latina — como Argentina e México, em que o apoio a regras restritivas é de cerca de 39% — e também de nações europeias como Espanha (cuja política de controle de migração já causou conflito com o governo brasileiro) e Itália. A imigração é rejeitada por 43% dos espanhóis e 42% dos italianos.
Esse sentimento dos brasileiros vai ao encontro da evolução das políticas do governo sobre imigração. O relatório do PNUD destaca que no Brasil e em outros países da América do Sul, como a Argentina, a chegada de imigrantes foi muito mais intensa até antes da Primeira Guerra Mundial. O Brasil, que no século 19 estimulava a imigração entregando terras aos estrangeiros, passou a retirar esses benefícios. No pós-guerra, o crescimento econômico na Europa fez cessar o fluxo dos que vinham ao Brasil.
“Na Argentina e no Brasil, a diminuição no número de pessoas nascidas no exterior deveu-se a uma diminuição no número daqueles que provêm dos países mais pobres da Europa, uma vez que esses mesmos países experimentaram um enorme crescimento no pós-guerra, ao passo que uma grande parte da América Latina estagnou”, diz o texto.
A partir dos anos 60, a migração passou a ser dos países em desenvolvimento para os países desenvolvidos. Em 1960, o Brasil tinha cerca de 2% de sua população formada por estrangeiros, a maioria de países desenvolvidos. Em 2000, essa taxa já seria pelo menos 2 terços menor.
O RDH afirma que, com exceção dos países do Golfo Pérsico, na maior parte do mundo os fluxos de imigração estão estabilizados. “No resto do mundo, contudo, a fração de pessoas nascidas no estrangeiro tem-se revelado estável ou em queda. Estas reduções são mais significativas na América Latina e Caribe, onde a migração internacional diminuiu para menos de metade”, aponta.
Migração interna
Se a presença de imigrantes estrangeiros tem diminuído no Brasil, a migração interna, de um Estado para outro, é destacada pelo RDH. O estudo aponta que a migração estimula o combate à desigualdade de renda. “Os estudos têm associado uma maior mobilidade de trabalho interna com a redução de disparidades de rendimento inter-regionais no Brasil, na Índia, na Indonésia e no México”, afirma. “Isto porque, com o aumento da mobilidade entre as duas regiões, os seus mercados de trabalho tornam-se mais integrados e grandes diferenças salariais tornam-se mais difíceis de manter”.
De acordo com o RDH, índios brasileiros que se deslocavam para outras regiões tinham uma considerável melhora na renda. Apesar disso, o documento destaca que é preciso garantir que as regiões de destino tenham infraestrutura suficiente.
O texto cita a construção da Barragem de Tucuruí, no Pará, que tirou de suas regiões cerca de 30 mil indígenas parakanã, asurini e parkateje. Assim como em casos ocorridos na Índia, o RDH alerta para riscos de os indígenas perderem bens, sofrerem com o desemprego, a escravidão para pagamento de dívidas, a fome e a desintegração social.
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País modificará as condições para o emprego de armas nucleares não só em grandes guerras, mas também em conflitos regionais e até locais.
Em entrevista ao jornal Izvestia, o secretário do Conselho de Segurança Nacional da Rússia, Nikolai Patrushev, disse que a nova doutrina militar “não exclui o lançamento de um ataque nuclear preventivo contra o agressor em momentos críticos para a segurança nacional”, reiterando “a possibilidade do emprego de armas nucleares dependendo das condições da situação e das intenções do inimigo provável”.
Patrushev não explicou exatamente quando a Rússia pode responder com armas nucleares a ataques feitos com armas convencionais. O projeto da nova doutrina militar do país será apresentado ao presidente Dmitri Medvedevhttp://en.wikipedia.org/wiki/Nikolai_Patrushev e deve ser aprovado até o fim deste ano.
Em nossa opinião…
Essa nova doutrina, exposta de maneira tão vaga, soa assustadora. Durante décadas da Guerra Fria, os EUA evitaram usar armas nucleares, guardando-as como ameaça um contra o outro. Elas não foram usadas no Vietnã ou na invasão do Afeganistão pela Rússia. Falar em usar armas nucleares “em conflitos regionais e até locais” significa o quê? Contra a Tchetchênia? A Geórgia? O novo militarismo russo é preocupante, dá a impressão de que Putin quer voltar aos tempos da Guerra Fria.
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http://translate.google.com.au/translate?hl=en&sl=pt&EUA dominam Nobel de 2009
(Até parece que resto do Mundo esta cheio idiotas, ou...)
Onze dos 13 premiados na edição deste ano do Prêmio Nobel são norte-americanos. Trata-se de um recorde.
Esse número confirma o domínio dos EUA e de suas universidades. O país só não ganhou o Nobel de Literatura e apenas um dos três ganhadores do Nobel de Química não é norte-americano.
Cabe ressaltar que alguns dos norte-americanos premiados neste ano nasceram no exterior ou têm dupla nacionalidade.
O domínio dos EUA se dá principalmente nas áreas de ciências e economia. Até este ano o melhor desempenho dos EUA havia sido em 1972, 1990 e 2001, quando os norte-americanos ganharam oito prêmios Nobel.
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http://translate.google.com.au/translate?hl=en&sl=pt&Meio Ambiente
Conferência de Copenhage: especialistas apreensivos quanto a resultados concretos
Por Fernanda Baldioti
A menos de dois meses para o início da Conferência de Copenhage — na qual os países tentarão formalizar um acordo sobre as emissões de gases poluentes que substituirá o Protocolo de Kioto — o clima entre os especialistas no setor é de receio e apreensão. Na visão deles, a redução drástica das emissões de carbono é o ponto chave das negociações, mas conseguir que todos os países participantes estabeleçam metas quantitativas concretas parece ser uma tarefa cada vez mais difícil.
A 15ª Conferência das Partes (COP-15) da Convenção das Nações Unidas sobre Mudança do Clima reunirá representantes dos setores público e privado de cerca de 200 países desenvolvidos e em desenvolvimento. Além de estabelecer novos compromissos e incentivos para a redução das emissões de gases do efeito estufa, espera-se que sejam firmados acordos de cooperação científica e financiamentos que incentivem o uso da tecnologia verde e promovam a estabilidade climática.
O professor do Programa de Pós-Graduação em Ciência Ambiental (Procam) da Universidade de São Paulo (USP) Pedro R. Jacobi explica que a transição ao baixo carbono já acontece em países que se deram conta das oportunidades que isso pode promover e da importância do avanço tecnológico e científico em uma perspectiva de inovação. Ele ressalta que a mesma política já se verifica em empresas de maior porte que veem nisso uma chance de bons negócios. “O grande desafio é avançar para acordos de cooperação para mudanças no paradigma energético e desenvolvimento de tecnologias que coloquem a era do combustível fóssil como algo do passado”, argumenta Jacobi.
Embora tenha expectativas “razoáveis” com relação ao encontro de Copenhage, Jacobi ressalta que não se pode desconsiderar a importância da reunião. “Seria fundamental que se tomassem decisões ambiciosas, pois isto firmaria uma agenda que enfatizasse a inexorável rota rumo ao baixo carbono. Acordos internacionais que efetivamente avançassem nessa direção seriam um sopro de otimismo”, defende Jacobi.
O presidente do Conselho de Estudos Ambientais da Fecomercio, José Goldemberg, lembra que a adesão e o comprometimento dos países ricos é fundamental para que o encontro de dezembro resulte em bons frutos para o clima. “As expectativas para a Conferência de Copenhague são baixas devido ao fato de que a lei americana que estabelece limites para as emissões do país ainda não foi aprovada pelo Congresso. Os Estados Unidos não ratificaram o Protocolo de Kioto e não reduziram suas emissões desde 1992, quando assinaram a Convenção do Clima. Se algo não mudar até dezembro, a Conferência marcha para o fracasso”, ponderou.
A tarefa do Brasil
Jacobi argumenta que a posição do Brasil na reunião do clima é ambígua, pois o
país tem o desafio de buscar articular o momento de desenvolvimento em que se
encontra com a necessidade de dar respostas que garantam a inserção no
pacto ambiental. “Caberá ao Brasil ser muito preciso no que se considera que os
países desenvolvidos terão de contemplar nas suas agendas, notadamente a
transferência de tecnologia que não transforme os países que dela dependam em
reféns do avanço tecnológico. Mas o Brasil também terá de demonstrar que
tem uma agenda de desenvolvimento e inovação própria e/ou articulada com os
países mais desenvolvidos”, afirmou Jacobi.
O professor do curso de Gestão Ambiental da Escola de Artes Ciências e Humanidades (EACH) da USP Sergio de Almeida Pacca defende que o Brasil deva se unir com os outros países em desenvolvimento para buscar metas de redução que se encaixem com as suas necessidades de desenvolvimento. “O Brasil deve chamar a atenção dos países desenvolvidos que já poluíram muito no passado, mas não deve deixar de admitir que também tem responsabilidade pelas emissões, principalmente por causa do desmatamento”, argumenta Sergio.
E para poder cobrar uma postura dos demais países, o Brasil precisa levar para o encontro a lição de casa feita, segundo o coordenador da campanha de clima do Greenpeace, João Talocchi. Segundo ele, a lição de casa consiste em pelo menos três fatores: a proposta de desmatamento zero até 2015, a garantia de que pelo menos 25% da eletricidade consumida no país seja gerada a partir de fontes renováveis de energia, e uma proteção de 30% das áreas marinhas até 2020. Talocchi lembra, no entanto, que na última terça-feira o presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou que o Brasil não pode assumir uma meta de desmatamento zero. Na ocasião, Lula disse que “nem que fosse careca o Brasil pode assumir uma meta de desmatamento zero, porque sempre vai haver alguém que vai cortar alguma coisa”. Para Talocchi, além do desmatamento zero, o governo poderia fazer muito mais pelo clima como investir em novas tecnologias limpas em setores como transporte e agrícola.
“Além da lição de casa, é preciso cobrar uma posição mais ambiciosa dos países desenvolvidos que sempre contribuíram para as emissões e que têm uma responsabilidade histórica. Não basta eles comprarem créditos de carbono, é preciso que também façam uma redução drástica das emissões e que contribuam financeiramente para que os países pobres ou em desenvolvimento possam se adaptar e construir uma economia de baixo carbono”, afirmou Talocchi, que defende ainda que os créditos de carbono sejam feitos por setores da economia e não por indústrias isoladas.
Os avanços e falhas do Protocolo de Kioto:
Em 1997, foi assinado, em Kioto, no Japão, um protocolo com metas para a redução de emissões através do qual os países signatários assinaram um compromisso de reduzirem, entre 2008 e 2012, suas emissões poluentes em pelo menos 5% em relação aos níveis verificados em 1990. Em Copenhage, será discutido o que será feito a partir de 2012. Para o professor Sergio Pacca, o Protocolo de Kioto estabeleceu metas bastante tímidas que ainda assim não foram cumpridas, mas serviu para fomentar um mercado para serviços ambientais que era inexistente no mundo. “Uma redução mais agressiva do maior emissor, os EUA, não foi alcançada e provavelmente esta foi a principal falha do Protocolo de Kioto”.
Já Jacobi ressalta que as metas de Kioto não eram realistas e que os objetivos não foram bem pactuados. Para ele, o avanço foi que o tema continua na agenda. “Apesar do pouco sucesso de diversos países, notadamente os mais desenvolvidos, houve avanços no plano sócio-cultural associados à substituição de fontes de energia fóssil para fontes alternativas, não talvez com a velocidade desejada, mas deixando marcas inquestionáveis”.
Escrito por: Fernanda Baldioti
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A voz do silêncio
Dor: o efeito da resistência àquilo que “é”
Walter Barbosa,
Aceitar as coisas “como elas são” é um dos argumentos fundamentais de Eckhart Tolle na obra “O poder do Agora” (Editora Sextante). Essa receita, que parece nos convidar ao imobilismo, é por sinal freqüentemente citada como uma das causas do estado de pobreza do povo indiano, não obstante lá se apresentar também um dos mais baixos índices de criminalidade. O teósofo C. Jinarajadasa aborda esse paradoxo em um de seus textos, ressaltando a profunda diferença entre o pensamento indiano e o ocidental, em face dos reveses da vida.
Marcado pela cultura hinduísta, o indiano típico não procura racionalizar a causa de seu desconforto, segundo Jinarajadasa. Diante de um resfriado, por exemplo, provavelmente não dirá, como faria um europeu ou americano: “Peguei esse resfriado porque tomei chuva ontem”. Para ele tudo é fruto do carma, de uma sucessão de causas e efeitos cujo início pode até se encontrar muito longe daquele momento específico. Em face disso, ele apenas aceitará em seu “agora” o fato de estar resfriado, ou seja, aquilo que “é”.
O relato de Jinaradasa nos leva a pensar que, não tendo o indivíduo atentado para a provável causa do resfriado, será levado a repetir o problema. Mas, o que ocorre quando pensamos “saber” a causa de um problema e o repetimos sempre, como é bastante comum?
Primeiramente temos que ver o sentido daquilo que “é”, segundo Tolle, e isso corresponde ao fato que se encontra diante de nós. O que é um fato? Independentemente de julgamentos, é tudo o que nos rodeia, e também o que aparece como condição de nossos corpos neste momento: perturbação, doença ou fadiga. São ocorrências do mundo fenomênico, tratadas como a Grande Ilusão (Maya) na filosofia hindu, em virtude de sua impermanência.
Podemos negar a impermanência de tudo o que vivemos agora, seja em matéria de saúde, bens materiais ou relações afetivas? Tudo isso dentro em pouco, ou no máximo alguns anos, vai mudar, vai passar, mas atuamos em nosso mundo de inconsciência como se fosse durar para sempre. Aí, nossa ânsia de prolongar o prazer (ou evitar a dor) nos faz correr atrás de qualquer mágica que possa apagar de nossa frente aquilo que “é”: a impermanência.
Apesar da impermanência de tudo, neste momento cada situação é um fato, incluindo nossos limites pessoais. E aí está um dos maiores problemas de convivência, ignorando nosso limite ou o limite alheio como um fato, dentro da natureza do agora: esperar dos outros mais do que podem nos dar, e até mais do que o nosso direito de pedir.
Ao nos sugerir a aceitação daquilo que “é”, Tolle não nega a validade de se tentar mudar, buscando, por exemplo, o remédio para uma doença. Ele diz “Aceite” e depois, se for o caso, “Aja”. Qual é o efeito disso? Quando você aceita a situação, agradável ou desagradável, apenas como um fato – e não como algo a que se agarrar (ou rejeitar) de imediato – deixa de fazer o eterno jogo da polaridade prazer-dor, repetindo os problemas. Aí surge à sua frente um outro fato: a escolha mais sábia e menos dolorosa possível, por nascer de seus canais espirituais, intuitivos, e não de sua mente, que é prisioneira da reatividade e do tempo.
Reflexão sobre o texto de Walter Barbosa
Penso que a "aceitação daquilo que é" não prescinde necessariamente de uma racionalização. Realmente, trata-se de aceitar, reconhecer a causa e agir. Quantos de nós nos apegamos aos efeitos do "fato", potencializâmo-los e, por isso mesmo, sem que o analisemos sob a lúcida lâmpada da racionalidade, deixamos de perceber-lhe a impermanência, a circunstancialidade!
Nosso hedonismo nos impele a fugir da dor, a menosprezar experiências ruins, a ver-lhes só o lado negativo... Nossa memória logo cedo nos leva a rotular as experiências como agradáveis ou desagradáveis, implicando isso nas futuras reações de fuga ou aproximação. Com quanta facilidade nos lembramos de episódios tristes do passado... alguns mesmo se entristecem no agora recordando-se do quanto "eram felizes e não sabiam"...
Há, por certo, valor - até mesmo para a sobrevivência da espécie - nesse tipo de aprendizado; há porém uma inegável pobreza no conhecimento sobre o externo a nós. Tendemos a rotulagens toscas quando deixamos de perceber as gradações, as nuances que possuem os fatos.
Nossa busca pelo sólido, pelas demonstrações "palpáveis" de sentimento, posse, higidez nos dá a sensação de conforto momentâneo para que adiemos o confronto com a verdade contida na palavra "impermanência"... Os ocidentais têm muita dificuldade na assimilação dos conceitos filosóficos, particularmente dos orientais.
Paradoxalmente sabemos da impermanência de tudo que nos cerca (até da nossa própria) mas, seguimos todos à conta de imortais. Revezamos atitudes à nossa conveniência: ora o conceito de Heráclito ("Tudo flui"), ora o de Parmênides ("O ser é") irá servir de sustentação de nossa circunstancial resiliência ocidental... Particularmente, nessa adaptação por vezes deturpada, o de Parmênides cairá bem nas posturas fatalistas, preconceituosas, resignadas, enquanto o de Heráclito irá nos fortificar nos revezes, em meio às dores e dificuldades meio à moda dos psicologismos típicos do American Way of Life...
Nós ocidentais não suportamos a dor! Armâmo-nos logo com um arsenal de medicamentos que a façam anestesiar. Rejeitamos, negamos o que nos incomoda e só muito depois, pelo incômodo, o coercimento de suas consequências é que iremos encarar o fato em si.
É sabido que nossas respostas à dor são influenciadas por fatores culturais, psicossociais, biológicos... A analgesia pode ser alcançada tanto por um placebo, quanto pelo efeito de nossa resiliência. Porém, em alguns casos, não só resistimos "àquilo que é", como tentamos subverter sua natureza. Nós, ocidentais, tendemos nos revezes da vida a um determinismo que sempre desloca para o outro, para o externo a nós a causa de determinado problema que nos aflige. Nestas situações cegamos nossos olhos ao fato que se nos apresenta e emaranhâmo-nos todos ora numa potencialização destrutiva da dor, ora no conformismo dolente que a nada leva...
Temos muito a aprender com os orientais, aqui destacado o pensamento indiano. Sim, e eles conosco. Desse conhecimento mútuo, desse intercâmbio poderíamos entender, entre outras coisas, que a impermanência do que nos é dado não precisa ser sentida dolorosa; ao contrário, se assim a sentimos é porque não houve uma verdadeira assimilação do teor desta palavra. Por outro lado, nosso lado pragmático incita a uma reação eficaz no entendimento mais imediato do porquê da dor. Desta união entre o conforto da transitoriedade e a solução eficaz do problema todos teríamos a ganhar. Pensemos nisso. Obrigada, Hélio, por me permitir fazer esta reflexão para mim mesma.
Alpha Leninha
(leninhabarros58@hotmail.com)
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http://translate.google.com.au/translate?hl=en&sl=pt&Esse texto não comprovado pela ciência.
Mas, vale pena tentar...
Cura do câncer!
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Seca pode atingir 70% do planeta em 2025
O alerta foi feito nesta sexta-feira, 2, pelo secretário da Convenção da ONU de Combate à Desertificação.
Segundo Luc Gnacadja, isso pode acontecer caso não sejam aplicadas políticas de combate à desertificação. “Se não conseguirmos solucionar este problema da Terra, em 2025 quase 70% dela estará muito afetada”, afirmou o secretário.
Atualmente, pelo menos 41% do planeta sofre com a seca, e o ritmo do avanço da desertificação vem aumentando. No encerramento da 9ª Conferência das Partes da Convenção da ONU de Combate à Desertificação, em Buenos Aires, Luc Gnacadja deu destaque à gravidade do panorama a longo prazo.
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IDH do Brasil cresce; país é 75º no ranking
Renda foi principal razão da melhora no Índice de Desenvolvimento Humano; Brasil está entre nações de alto padrão de desenvolvimento
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| Ultrapassar Barreiras: Mobilidade e desenvolvimento humanos (em português de Portugal) Sumário executivo (em português de Portugal) |
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O Índice de Desenvolvimento Humano (IDH) do Brasil melhorou entre 2006 e 2007, mas o país manteve sua posição no ranking mundial — ficou em 75º numa lista com número recorde de 182 países e territórios, aponta o Relatório de Desenvolvimento Humano (RDH) 2009, divulgado nesta segunda-feira pelo PNUD.
Como o estudo usa indicadores e metodologias que foram revisados e aperfeiçoados pelas fontes produtoras dos dados, o IDH deste ano não pode ser comparado com o dos relatórios anteriores. Porém, a fim de possibilitar que sejam verificadas tendências no desenvolvimento humano, o estudo usou as novas séries estatísticas não só para calcular o IDH de 2007 (os relatórios sempre se referem ao índice de dois anos antes), mas também para recalcular o IDH de 2006, 2005 e de outros seis anos de referência: 1980, 1985, 1990, 1995 e 2000.
O IDH varia de 0 a 1. É a síntese de três índices: de renda (que leva em conta o Produto Interno Bruto (PIB) per capita), de longevidade (que usa como indicador a expectativa de vida) e de educação (que considera dois indicadores: taxa de alfabetização de pessoas com 15 anos ou mais de idade e taxa de matrícula bruta nos três níveis de ensino — relação entre a população em idade escolar e o número de pessoas matriculadas no ensino fundamental, médio e superior). Em relação aos dados divulgados no ano passado, houve revisão na expectativa de vida e no PIB per capita.
Os números recalculados para 2006 apontam que o IDH do Brasil era de 0,808. Em 2007, passou para 0,813. Assim, ficou em 75º, logo acima de Bósnia-Herzegóvina (76º), Colômbia (77º), Peru (78º), Turquia (79º) e Equador (80º) e logo abaixo de Granada (74º), Dominica (73º), Macedônia (72º), Rússia (71º) e Albânia (70º).
O país se manteve entre os classificados como de desenvolvimento humano elevado (IDH entre 0,800 e 0,899), grupo em que entrou há três anos. Os líderes do IDH 2007 são Noruega (0,971), Austrália (0,970), Islândia (0,969), Canadá (0,966) e Irlanda (0,965). Eles estão entre os 38 países ou territórios classificados pelo PNUD como de desenvolvimento humano muito elevado (0,900 ou mais), categoria criada neste ano. O único país da América Latina e do Caribe nesse conjunto é a ilha caribenha de Barbados (37º no ranking, IDH de 0,903). Os piores do ranking são Níger (182º, IDH de 0,340), Afeganistão (181º, IDH de 0,352) e Serra Leoa (180º, IDH de 0,365). Como os dados são de 2007, eles não captam a fase mais intensa da crise econômica global.
Renda lidera melhora
De 2006 para 2007, o Brasil avançou nos três subíndices: longevidade (de 0,783 para 0,787), educação (de 0,888 para 0,891) e renda (de 0,750 para 0,761). A esperança de vida ao nascer subiu de 72 para 72,2 anos no período. Ainda assim, esta é a dimensão em que o país se sai pior em comparação ao resto do mundo: é o 89º no ranking global (no IDH 2006, era o 91º).
Nos indicadores relacionados à educação, o RDH mostra que o Brasil obteve avanços em um deles e, no outro, se manteve estável. As séries estatísticas apontam que a taxa de alfabetização aumentou de 89,6% para 90% (10% de analfabetismo, 73º no ranking mundial). A taxa bruta de matrícula estabilizou-se em 87,2% (41º no ranking).
A dimensão renda do IDH é avaliada pelo Produto Interno Bruto per capita, ajustado pela paridade do poder de compra (dólar PPC, método que elimina as diferenças de custo de vida entre os países). De 2006 para 2007, foi o item que mais impulsionou o índice brasileiro: o PIB per capita avançou 6,9% — passou de US$ 8.949 para US$ 9.567. O país está em 79º lugar no ranking de renda, quatro posições abaixo da colocação no ranking do IDH. Em 2006, no cálculo pela nova metodologia, ele era 91º no IDH Renda.
A decomposição do IDH mostra que o Brasil tem um subíndice de renda inferior ao da América Latina e à média mundial. Em esperança de vida, supera a média global, mas não a latino-americana. Educação é a dimensão em que o Brasil mais se aproxima dos países ricos e mais se distancia da média mundial.
Em comparação com algumas nações da América Latina (México, Peru, Argentina Venezuela, Chile e Colômbia), o Brasil tinha, em 1980, o pior Índice de Desenvolvimento Humano. Dez anos depois, havia superado apenas o Peru, que voltou a ultrapassá-lo em 1995. Nos cinco anos seguintes, porém, o Brasil foi o que avançou mais rapidamente, ficando acima do Peru e da Colômbia e chegando perto da Venezuela em 2000. Da virada do milênio ano em diante, o crescimento no IDH brasileiro desacelerou, o que fez com que Peru e Colômbia novamente se aproximassem do nível brasileiro. A Argentina (hoje o 49º país do ranking) e, a partir da década de 90, o Chile (44º hoje) estiveram sempre acima desse grupo.
Uma análise da expansão média anual de alguns países da região mostra que o Brasil teve avanços mais rápidos nos anos 90, sobretudo na segunda metade da década, mas o progresso foi mais lento no início de 2000 a 2007. De 1980 a 2007, o Brasil foi o país que teve o maior crescimento anual entre os da tabela acima, mas isso não foi suficiente para se aproximar do Índice de Desenvolvimento Humano do Chile e da Argentina. Se o Brasil foi um dos um dos países com menor crescimento nos último dois anos, a Venezuela se destaca como o que mais cresceu no período de 2005 a 2007.
O RDH 2009 também traz o ranking de dois índices derivados do IDH. No Índice de Pobreza Humana (IPH), elaborado desde 1997 e calculado apenas para países em desenvolvimento, o Brasil aparece na 43ª posição num total de 135 territórios, pouco pior que o Uzbequistão (42º), Tailândia (41º) e Turquia (40º) e pouco melhor que República Dominicana (44º), Ilhas Maurício (45º) e Suriname (25º). O país em melhor posição é a República Tcheca e o pior, Afeganistão. Esse indicador mede a privação em três aspectos: curta duração da vida (calculada como possibilidade de se viver menos de 40 anos), falta de educação elementar (calculada pela taxa de analfabetismo de adultos) e falta de acesso a recursos públicos e privados (calculada pela porcentagem de pessoas sem acesso a serviço de água potável e pela porcentagem de crianças com peso inferior ao recomendado).
Outro indicador derivado do IDH é o Índice de Desenvolvimento Ajustado ao Gênero (IDG), que leva em conta as mesmas dimensões do IDH, mas considera as desigualdades entre homens e mulheres. No ranking com 155 países, o Brasil fica em 63º, logo à frente de Colômbia (64º) e Peru (65º) e logo atrás de Macedônia (62º) e Albânia (61º). Na lista do IDG, o líder é a Austrália e o último colocado, Níger.
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