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November 30 Seminário "As Alternativas para o Brasil enfrentar a crise" na ABI nesta semana no RioHÉLIO'S BLOG Google: helioaraujosilva1952.spaces.live.com/ Divulgação Científica
Seminário "As Alternativas para o Brasil enfrentar a crise"na ABI nesta semana no Rio
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November 29 Claro que o Brasil precisa de MUITOS institutos de pesquisa.HÉLIO'S BLOG Google: helioaraujosilva1952.spaces.live.com/ Divulgação Científica
Olhe meu caro amigo. Claro que o Brasil precisa de MUITOS institutos de pesquisa. O problema é planejamento sobre o que precisamos, como vamos planejar nossas ações e mais do que nunca, chegar a resultados conretos´e úteis. É bom lembrar o que acontecia na antiga URSS nos estertores do regime pseudo-comunista. Durante a Glasnost e Perestroika, descobriu-se (tarde demais) que aqueles inúmeros institutos de pesquisas sobre muitos assuntos eram na verdade sinecuras que não pesquisavam nada. Recentemente, consegui tirar xerox de um livro do "A Sinecura Acadêmica" que tratou exatamente de algo semelhante no Brasil. O resultado é que houve uma espécie de explosão de corporativismo e muita gente caiu de pau em cima do trabalho, inclusive um certo senhor que ambos conhecemos muito bem, um que acabou sendo despedido por telefone... Ele foi editado UMA VEZ e eu, louco para ler o livro, não o encontrava em lugar nenhum até que consegui um jeito de ter uma cópia xerografada. Apesar de algumas generalizações , o livro pisa nos calos certos. Mas tudo me parece algo semelhante ao caso daquela loura que antes de ser rainha dos baixinhos andou fazendo um filme do Walter Hugo Khouri com cena de cama com adolescente ou garoto e deu um jeito de sumir com todos os VHS ou DVDs. do filme. Acho intrigante e me pergunto por que esse livro nunca foi reeditado. Foi como se tivessem combinado, para que todo mundo atingido comprasse o livro o mais depressa possível, para que ele se esgotasse, não mais fosse encontrado e lido e tudo terminasse em pizza acadêmica, para perpetuar assinecuras Então, depois desse estardalhaço todo, entro na da Mônica na velha propaganda das Ervilhas Jurema: SÓ ACREDITO VENDO! E desconfio...
Alberto Francisco do Carmo. albertofcarmo@gmail.com
P.S. Soube de um custosíssimo evento que reuniu uma platéia seleta, num hotel de luxo de Brasília, às custas de um certo ministério cuja sigla é um gros mot em francês. Mas como dizem meus ancestrais lusos: " a Ordem é rica, os frades são poucos..."
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Os efeitos da crise mundial na economia brasileiraHÉLIO'S BLOG Google: helioaraujosilva1952.spaces.live.com/ Divulgação Científica
Fundação Lauro Campos
In English November 28 Brasil terá 101 novos institutos de pesquisaHÉLIO'S BLOG Google: helioaraujosilva1952.spaces.live.com/ Divulgação CientíficaCiênciaÉ PAÍS QUE EU ACREDITO,ESSE QUE TEM FUTURO!Brasil investe pesado em pesquisa28/11/2008
O governo anunciou novos investimentos para a pesquisa em ciência e tecnologia. Serão destinados R$ 550 milhões em recursos federais e estaduais para os próximos três anos que deverão ser aplicados em 101 Institutos Nacionais de Ciência e Tecnologia (INCTs). Este é o maior programa da história do setor no País. Instituições paulistas receberão mais de um terço dos projetos (35). A região Sudeste ficará com 62% dos institutos e 52% dos recursos, segundo o edital do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq). Os projetos receberão entre R$ 2 milhões e R$ 7 milhões, cada. Os institutos foram concebidos para incentivar a pesquisa de alto nível em temas estratégicos, sem a necessidade de grandes investimentos em infra-estrutura.
In English UROLOGISTA MIGUEL SROUGIHÉLIO'S BLOG Google: helioaraujosilva1952.spaces.live.com/ Divulgação Científica
UROLOGISTA MIGUEL SROUGI Nunca tinha ouvido falar dele, mas é sensacional! Uma verdadeira filosofia de vida! Gostaria de comentários; sobre essas coisas vale a pena discutirmos! O urologista, que cuida da saúde do "PIB" brasileiro, fala sobre os principais temores masculinos, como problemas na próstata, disfunções sexuais e decadência física. Não tem nem o que questionar: quando se fala em urologia, e principalmente em saúde masculina, primeiro nome da agenda e da confiança dos principais políticos, empresários e brasileiros em geral é o do médico Miguel Srougi. Considerado o número 1 do Brasil em Cirurgias de câncer de próstata ( já realizou 2.900), atende em seu consultório gente como o presidente Lula, José Alencar, José Serra , Geraldo Alckmin, Joseph Safra, Lázaro Brandão, Abílio Diniz e Antônio Ermírio de Moraes, entre outros pesos pesados. Professor titular de urologia da Faculdade de Medicina da USP, pós-graduado pela Harvard Medical School, em Boston, nos Estados Unidos, 35 anos de carreira, uma dezena de livros publicados e outra centena de artigos espalhados mundo afora, Srougi tem a simplicidade daqueles que muito sabem, pouco ostentam e continuam lutando. Ele se dedica integralmente ao que faz - trabalha todos os dias, das 7 da manhã às 10 da noite -, abriu mão da vida pessoal - é casado, pai de dois filhos - e não tem receio de dizer que se envolve demais com seus pacientes. "Sofro muito e esse sofrimento é um dos fatores de sucesso da minha carreira, porque acabo me entregando mais aos doentes." Embora viva intensamente entre os limites das dores da perda e alegrias dos resgates da vida, Srougi, aos 60 anos, se abastece lecionando na Faculdade de Medicina, "uma de minhas razões existenciais". No ano passado inaugurou um moderno centro de ensino e pesquisa para seus alunos, garimpando verbas junto aos seus pacientes poderosos. A sala ganhou o nome de Vicky Safra, mulher de Joseph Safra - em homenagem ao banqueiro que doou a maior parte dos recursos. Nesta entrevista, o maior especialista em câncer de próstata do país afirma que "todo homem nasce programado para ter a doença" e que, se viver até os 100 anos, inevitavelmente vai contraí-la. Fala ainda sobre medos, fantasmas masculinos, impotência, novos tratamentos e seus sonhos pessoais. E conta por que trocou o Hospital Sírio-Libanês pelo Oswaldo Cruz depois de 30 anos. A seguir, os principais trechos.
ASSOMBROS MASCULINOS Os homens têm uma certa sensação de invulnerabilidade - isso faz parte da cabeça deles. Passam boa parte da sua vida livre de todos os incômodos que a mulher tem, fazendo com que relaxem mais com a sua saúde. Com o passar dos anos, começam a perceber a sua vulnerabilidade e passam a dar um pouco mais de valor aos cuidados médicos. O que mais os atemoriza hoje? Problemas com a próstata, disfunções sexuais e a decadência física, que mexe muito com a cabeça das mulheres, mas também com a deles. As mulheres pautam muito a vida em função da beleza e os homens, da força, da virilidade, da capacidade de agir, raciocinar. E na hora em que surgem falhas nessas áreas, ele percebe que, talvez, não seja aquele ser imortal que achava que fosse. ENVELHECIMENTO Há dois profundos temores hoje nos homens: o primeiro é o crescimento benigno da próstata, um fenômeno que ocorre em praticamente todos eles: ela aumenta de tamanho depois dos 40 anos e, dessa forma, o canal da uretra fica ocluído. Isso faz com que o homem comece a urinar sucessivas vezes, a não ficar em uma reunião prolongada, tem de levantar à noite, prejudica o sono, acorda mal, pode ter descontroles de urina. O crescimento benigno é quase inexorável: todos os homens vão ter em maior ou menor grau - felizmente, apenas um terço, 30%, tem sintomas mais significativos que exigem apoio médico. Nesses casos, há medicações que desobstruem parcialmente a uretra e fazem o indivíduo urinar e viver melhor; apenas de 4% a 5% dos homens têm de fazer uma cirurgia para desobstruir a uretra por causa desse crescimento benigno. Essa é uma cirurgia, que se faz com segurança e sem os inconvenientes de uma cirurgia maior nos casos de câncer. Ela remove apenas o fator obstrutivo, o homem passa a viver melhor e sem nenhuma seqüela. Esse crescimento não tem causa conhecida, surge por um desequilíbrio hormonal no homem maduro, ou seja, as células da próstata passam a se proliferar em decorrência dos hormônios. Não tem como prevenir. Existem algumas medidas, mas nenhuma consistente. OBESOS E FUMANTES Existe a idéia de que o obeso e os fumantes teriam menos crescimento benigno da próstata. O que é interessante é que a próstata seria o único lugar no organismo que eles deixam de ter todas as desvantagens, mas a realidade é meio dura: recentemente se apurou que eles são menos operados da próstata, mas não porque ela não cresce, mas pelo receio dos médicos de operá-los porque complicam mais e também porque muitas vezes não vivem o suficiente para ser operados - morrem antes. É uma realidade perversa. REALIDADE NUA E CRUA O câncer na próstata adquire maior relevância porque tem uma grande prevalência: 18% dos homens - um em cada seis - manifestarão a doença. E também porque o tumor, que ocorre com muita freqüência dentro da próstata, é eliminado com sucesso em 80%, 90% dos homens. Se esse tumor não é identificado no momento certo e se expande, saindo para fora da próstata, as chances de cura caem para 30%. É um tumor muito comum e se for detectado a tempo, tem como resgatar esse paciente. Dos 18%, somente 3% morrem - a medicina consegue curar 15% dos homens, ou seja, a maioria. Mas vale dizer que todo homem nasce programado para ter câncer de próstata. Ou seja, nós temos, nas nossas células, genes que as estimulam a virar cancerosas e eles ficam bloqueados durante a nossa existência. Quando o indivíduo envelhece, esses mecanismos de bloqueio deixam de exercer o seu papel e o câncer começa a se manifestar. Com isso vai aumentando a freqüência da doença e todo homem que chegar aos 100 anos vai ter câncer de próstata. SEM FANTASIA O exame de toque - um dos meios de se detectar a doença - gera na cabeça dos homens fantasias negativas e receios, mas, na verdade, eles tem muito medo da dor. Tanto é que os que fazem pela primeira vez, no ano seguinte perdem o medo. Leva três ou quatro segundos e não dói. Então, um dos fatores de resistência é eliminado. Existe um segundo sentimento, que é muito forte: expressar, exteriorizar uma fraqueza se a doença for descoberta. O homem tem pavor disso porque, de acordo com todas as idéias evolucionistas, só vão sobreviver aqueles que forem fortes. É comum você descobrir um câncer no indivíduo, e ele entrar em pânico, não pela doença, mas porque as pessoas vão descobri-la. Porque o câncer é muito relacionado com morte, decadência física, perda da independência, dependência dos outros. O homem não aceita essa idéia, e prefere fechar os olhos e enfiar a cabeça debaixo da terra a enfrentar, mostrando para o mundo e às pessoas que ele é um ser mais fraco. Isso vai afetar a imagem dele, acha que vai perder poder sobre outras pessoas, porque ninguém obedece a um fraco, alguém que vai morrer. Isso vai contra a idéia que temos de ser mais fortes para sobreviver. A PERFORMANCE DO ROBÔ Estamos fazendo cirurgias com robô, que permite uma visão muito mais precisa do campo cirúrgico, elimina os tremores mão do cirurgião, permite incisões pequenas, uma operação muito mais perfeita porque os movimentos dele são muito suaves. Isso é muito novo no Brasil. Fiz o primeiro caso há dois meses, no Sírio-Libanês. E agora, o Albert Einstein tem e o Oswaldo Cruz está adquirindo. Nos Estados Unidos se faz cirurgia robótica em larga escala. Lá, o robô ganha em performance do cirurgião médio, mas ele ainda perde do habilitado. Tenho mais de 2.900 pacientes operados de câncer de próstata pessoalmente. Eu sou o terceiro cirurgião do mundo nesse quesito - só perco para dois americanos e eles estão parando de trabalhar. Apesar de ter essa grande experiência, quando comecei a operar, 35% ficavam com incontinência urinária grave. Agora são só 3%. Impotentes, todos também ficavam. Hoje, se o homem tem menos de 55 anos, a incidência é de 20% - antes era 100%. Há também enxertos de nervos, porque a impotência se deve à remoção de dois nervos que passam perto da próstata e nós estamos fazendo esse enxerto quando somos obrigados a retirá-los nos casos em que o tumor fica grudado. Entre os pacientes que fizeram os enxertos, metade voltou a ter ereções com o tempo. IMPOTÊNCIA, O QUE FAZER? Esses novos remédios para tratar a disfunção sexual contornam 1/3 da impotência, tanto após a cirurgia quanto depois da radioterapia. Se os comprimidos não atuarem, existem injeções. Há ainda próteses penianas que são muito desenvolvidas e produzem uma ereção que quase não tem nenhuma diferença em relação à normal. Isso permite que o homem reassuma a vida sexual plenamente e que as mulheres tenham muita satisfação. Os homens ficam extremamente felizes - são hastes colocadas dentro do pênis. Não fica marca, nem cicatriz. Nos Estados Unidos, entrevistaram as mulheres sobre os homens que tinham prótese e as respostas foram positivas. Ela funciona muito bem.
ENTRE A VIDA E A MORTE Minha vida é complexa porque eu ando um caminho muito estreito que, de um lado tem a morte e, de outro, a vida. E as minhas ações podem, com uma certa freqüência, resgatar alguém para a vida. Trilhar esse caminho é muito difícil porque, quando você se identifica com o paciente, compreende o sofrimento humano, isso cria um estado de impotência que lhe faz sofrer. Mas, por outro lado, traz momentos de alegria incontida, principalmente quando você resgata um ser para a vida, que não tem nada parecido. ESCUTANDO MAIS, OUVINDO MENOS Se eu listar uma série de qualidades, como, por exemplo, humildade, conhecimento técnico, dedicação ao doente, presença, coerência, sentido humanístico, desprendimento material e comunicação e perguntar qual é melhor, só tem uma resposta: comunicação. Todas as outras são importantes. O médico precisa ser humano, ter desprendimento material. A relação médico-doente não é tipo supermercado, que você dá e recebe, é algo muito superior. Ele precisa ter conhecimento técnico, precisa estar presente, gerar esperança, mas ele tem de se comunicar. É comunicação superior, não apenas saber falar. É tão significativo que explica por que há médicos brilhantes aqui no Hospital das Clínicas que conhecem tudo, e não conseguem atender a um doente porque falam bobagem na hora de se expressar. São inibidos, tímidos, não sabem dar para o doente o substrato humanístico. Ele lista 450 tabelas de números e cálculos e não sabe o que se passa pelo seu coração. Isso explica também porque tem tanto charlatão por aí - médicos mal-intencionados e não-médicos - que conseguem atender a muitos pacientes. Eles têm a comunicação. Comunicação envolve inicialmente gerar empatia no doente. É errado cumprimentar um doente e falar "como vai?". Você deve cumprimentar alguém que está com uma doença grave e falar "eu lamento que você esteja nessa situação, imagino o que está sentindo". Saber ouvir, que é diferente de escutar. A hora que você passa a ouvir, entende quais as apreensões que ele tem, elimina um pouco do sentimento de culpa, entende por que está lhe procurando e conquista a confiança. É preciso ser coerente e falar com realismo. É ilusão achar que se engana as pessoas. Falar numa dimensão maior significa gerar esperança, estimular a espiritualidade, porque um dos maiores medos é morrer e não saber o que vai acontecer depois; explicar o que vai ser a evolução dele. Também assegurar presença - ele não será abandonado. O PAPEL DAS MULHERES Os homens são resistentes: eles relutam muito em ir ao médico fazer um exame de próstata e só vão quando a mulher os empurra: dois terços dos pacientes no consultório de Miguel Srougi são trazidos por elas. "Ligam para marcar a consulta, os acompanham. A gente não vê mulheres jovens trazendo homens jovens para fazer exames. A gente vê mulheres maduras. Claro que o jovem não está na faixa de risco. Mas existe um outro significado da importância da mulher. Primeiro, que ela é pragmática e incentiva o marido." Mas, por que ela quer isso? "Porque quem ficou vivendo bem 30 anos e conseguiu superar todos os embates da vida conjugal é um casal que o tempo consolidou. E aí a mulher tem um sentido de preservação da família muito mais forte que o do homem. Passadas as tempestades e oscilações do relacionamento, ela não quer que o marido morra. É real. Toda vez que tenho um paciente e ofereço dois tratamentos: um que aumente a existência dele, mas vai, por exemplo, causar alguma deficiência na área sexual. E ofereço um outro tratamento, que cura menos, mas preserva melhor a parte sexual, o homem balança na decisão. A mulher nunca hesita. Ela prefere aquele que aumenta a existência, mesmo ocorrendo o risco de comprometer a vida sexual dele e do casal. Poucas vezes vi uma mulher aconselhar um tratamento que dê menos chance de vida e aumente a possibilidade de ele ficar potente. Dá para contar nos dedos. Ela quer o companheiro, quer preservar aquela pirâmide que foi construída, que é rica." GERANDO ESPERANÇAS O ser humano precisa ter alguma esperança, nem que sejam vislumbres. Os médicos americanos acham que são fantásticos e verdadeiros quando dizem que não tem jeito o seu caso, mas isso é não conhecer a natureza humana. É preciso mostrar que ele tem alguma chance, sim. SOFRIMENTOS E PRIVILÉGIOS Eu me envolvo muito com meus pacientes. Sofro muito. E esse sofrimento é um dos fatores do sucesso da minha carreira, de 35 anos. Nesse sofrimento eu acabo me entregando mais e mais aos doentes. Isso é ruim, porque não tenho vida pessoal, minha vida familiar é feita nos intervalos. Felizmente, os momentos bons prevalecem sobre os ruins. É por isso que eu sobrevivo. Um doente que coloca a cabeça no meu ombro e agradece por ter feito algo por ele, ou deixa correr uma lágrima na minha frente, me faz deletar, superar aqueles momentos em que me senti totalmente impotente. Uma das coisas importantes é o médico saber e demonstrar que a medicina não é infalível e ele não se sentir onipotente. O urologista tem um privilégio. O oncologista mexe com câncer avançado, já no fim do caminho - eu lido com o inicial. Eu consigo salvar muita gente. É um privilégio para mim. MEDO DA SEPARAÇÃO Nós não queremos morrer. Primeiro, pela incerteza do porvir. Segundo, porque a morte implica extinção e o ser humano não aceita a aniquilação. A nossa cabeça nasceu para ser imortal. A morte está relacionada com dor, sofrimento, à decadência física, à desfiguração, à perda do papel social, desamparo da família, perdas dos prazeres materiais, da independência. Mas a causa verdadeira é o nosso horror de nos separar das pessoas que amamos. Bem material não deixa ninguém feliz. Há tanta gente rica se suicidando, tomando droga para sair da realidade. Os médicos não compreendem isso. Se as pessoas têm medo de se afastar das pessoas do seu entorno, você precisa tratar o entorno também. Não é o médico que apóia o doente nas fases difíceis - é a família. Eles reagem raivosamente contra a família, querem afastá-la do processo, sem perceber que um doente só vai ter paz, tendo a morte pela frente ou não, se a família estiver ao lado. VIVENDO NOS LIMITES Eu sou católico, não praticante, acredito em alguma coisa depois da vida e isso me dá muita paz. Eu continuo numa luta incessante. Vivo nos limites. Nos limites do sofrimento, porque estou do lado das pessoas que sofrem. Nos limites das minhas energias, porque começo a trabalhar às 7 da manhã e vou até as 10 da noite. Trabalho na faculdade de Medicina. Tenho várias razões existenciais, uma delas é a faculdade. Aqui é a única forma de deixar marcas e mostrar que a minha passagem pela Terra não foi em vão. Aqui você planta as coisas. Cada aluno que receber esses conhecimentos, vai multiplicar o feito. Em vez de ajudar 20 pessoas que ajudo num mês, para cada aluno que eu fizer isso, serão 40, 60, 80, 320...Se eu saísse da faculdade, não iria agüentar essa carga toda de emoções, sentimentos, morte e vida. Aqui a gente conhece o que é o ser humano Lá fora as pessoas estão todas maquiadas. REABASTECENDO ENERGIAS Eu simplesmente acabei com a minha vida pessoal, os meus grandes amigos mal vejo. O meu melhor amigo médico, o oncologista Sergio Simon, não encontro há quase três anos. Sábado à noite vou para uma casa de campo que tenho e fico 24 horas ouvindo música, fazendo minhas leituras, pesquisas, um pouco no computador. E controlo muito bem a alimentação, o sono e a atividade física para poder agüentar. Faço ginástica de quatro a cinco vezes por semana, tenho uma alimentação equilibrada e durmo bem. Deixo de sair com os amigos para dormir. Não gosto de dormir, mas preciso me recompor. A SAÍDA DO SÍRIO-LIBANÊS Os verdadeiros templos na Terra são os hospitais - não as igrejas. Nas igrejas tem muito ouro, riqueza. Aqui não, você conhece o sofrimento, o valor da existência humana. Os orgulhosos e os soberbos ficam humildes, ricos e pobres são iguais; os ruins, os autoritários e os maldosos se tornam condescendentes: eles ficam despidos, tiram a máscara; é aqui que você conhece o que é viver, que resgata para a vida, não em uma igreja qualquer,que o sujeito entra lá, reza dez minutos e sai. Ele pode até sarar, cicatrizar a sua alma. Mas aqui nós curamos a alma e o corpo. Esse é o verdadeiro templo, onde o ouro é a vida. Você entende o impacto que a desigualdade social tem sobre o ser humano, a pobreza, a falta de instrução causa doenças. Depois de 30 anos no Sirio-Libanês eu mudei para o Oswaldo Cruz. Achar que eu vou ter novas salas, três enfermeiras a mais, é brutalizar o que passou pela minha cabeça. Mudei porque não estava vendo esse lugar como um templo. Eu vivo intensamente, por isso tenho esses sentimentos. NAS ASAS DA LIBERDADE Você só é livre quando tem boa saúde. Ninguém fala isso. Dar saúde para uma pessoa é um pré-requisito para ela ser livre. Nesse templo, que é o hospital, nós tornamos as pessoas livres. UM POUCO DE FILOSOFIA A melhor forma de se transmitir as virtudes é pelo exemplo, pela coerência. Certa vez perguntaram para Sócrates como a virtude poderia ser transmitida - se pelas palavras ou conquistada pela prática, ele não soube responder. Então, Aristóteles, depois de uns anos, respondeu: "A virtude só pode ser transmitida pela prática e por meio do exemplo". Aqui, eu posso tentar ser o exemplo. Mudando o cotidiano das pessoas, transformando a sociedade e construindo um novo mundo. CINCO MEDIDAS PREVENTIVAS
Segundo Miguel Srougi, a prevenção ao câncer de próstata é feita de forma um pouco precária, porque não existem soluções para impedi-lo.
Na prática, há o licopeno, que é o pigmento que dá cor ao tomate, à melancia e à goiaba vermelha. "Talvez diminua em 30% a chance, mas esse dado é controvertido, por causa disso a gente incentiva os homens a comerem muito tomate, só que deve ser ingerido pós-fervura, ou seja, precisa ser molho de tomate. Não pode ser seco ou cru." A vitamina E também reduz teoricamente os riscos em 30%, 40%. Mas, se for ingerida em grandes quantidades, produz problemas cardiovasculares. Na verdade, se o homem quiser se proteger, deve tomar uma cápsula de vitamina E por dia. Acima disso, não é recomendável. O terceiro elemento é o Selenio, um mineral que existe na natureza e é importante para manter a estabilidade das células, impedindo que elas se degenerem, que é encontrado em grande quantidade na castanha-do-Pará. "Qualquer homem pode ingerir em cápsulas, mas se ele comer duas castanhas por dia, recebe uma certa proteção", diz o especialista. Uma quarta medida é comer peixe, três porções por semana - rico em ômega 3 e tem uma ação anticancerígena provável. E, uma quinta, tomar sol. "O homem que toma muito sol sintetiza na pele vitamina D, que tem forte ação anticancerígena. É por isso que os homens da Califórnia desenvolvem muito menos a doença do que os de Boston", afirma Srougi.
PACIENTES ILUSTRES
Trato todos os meus pacientes de forma igual. Se começo a tratar os mais importantes de um jeito diferente, eles dão mais trabalho. Se tratar igual, não. Até se sentem melhor com isso.
PODER vs TRANSFORMAÇÃO O poder é a única forma de passar pela existência deixando marcas. Só com ele você consegue fazer isso E nenhum de nós terá vivido de forma digna se não deixá-las. A minha definição de felicidade é estarmos alegres com o que somos, o que representa um continuum de bem-estar físico, mental e afetivo. É fantástica essa definição. E a gente só é feliz se estivermos circundados por pessoas felizes. E o poder nos dá um pouco dessa felicidade. Mas o grande problema é você dá-lo ao ser humano, que é altamente imperfeito - ele tem defeitos incompreensíveis para qualquer espécie - aí vira uma arma de destruição. Mas, quando se dá poder às pessoas de bem, ele se torna algo transformador.
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November 27 Análise do Falar MineiroHÉLIO'S BLOG Google: helioaraujosilva1952.spaces.live.com/ Divulgação Científica
Autor - Eurico de Andrade Um político bem brasileiro In English
Eis a realidade dos pequenos e médios proprietários rurais.HÉLIO'S BLOG Google: helioaraujosilva1952.spaces.live.com/ Divulgação Científica
Eis a realidade dospequenos e médios proprietários rurais.Luciano Pizzatto(*)
Luis, Quanto tempo. Sou o Zé, seu colega de ginásio, que chegava sempre atrasado, pois a Kombi que pegava no ponto perto do sítio atrasava um pouco. Lembra, né, o do sapato sujo. A professora nunca entendeu que tinha de caminhar 4 km até o ponto da Kombi na ida e volta e o sapato sujava. Lembra? Se não, sou o Zé com sono... hehe. A Kombi parava às onze da noite no ponto de volta, e com a caminhada ia dormi lá pela uma, e o pai precisava de ajuda para ordenhá as vaca às 5h30 toda manhã. Dava um sono. Agora lembra, né Luis?! Pois é. To pensando em mudá aí com você. Não que seja ruim o sítio, aqui é uma maravilha. Mato, passarinho, ar bom. Só que acho que tô estragando a vida de você Luis, e teus amigo ai na cidade. To vendo todo mundo fala que nóis da agricultura estamo destruindo o meio ambiente. Veja só. O sitio do pai, que agora é meu (não te contei, ele morreu e tive que pará de estuda) fica só a meia hora ai da Capital, e depois dos 4 km a pé, só 10 minuto da sede do município. Mas continuo sem Luz porque os Poste não podem passar por uma tal de APPA que criaram aqui. A água vem do poço, uma maravilha, mas um homem veio e falo que tenho que faze uma outorga e paga uma taxa de uso, porque a água vai acabá. Se falô deve ser verdade. Pra ajudá com as 12 vaca de leite (o pai foi, né ...) contratei o Juca, filho do vizinho, carteira assinada, salário mínimo, morava no fundo de casa, comia com a gente, tudo de bão. Mas também veio outro homem aqui, e falo que se o Juca fosse ordenha as 5:30 tinha que recebe mais, e não podia trabalha sábado e domingo (mas as vaca não param de faze leite no fim de semana). Também visitô a casinha dele, e disse que o beliche tava 2 cm menor do que devia, e a lâmpada (tenho gerador, não te contei !) estava em cima do fogão era do tipo que se esquentasse podia explodi (não entendi ?). A comida que nóis fazia junto tinha que fazê parte do salário dele. Bom, Luis tive que pedi pro Juca voltá pra casa, desempregado, mas protegido agora pelo tal homem. Só que acho que não deu certo, soube que foi preso na cidade roubando comida. Do tal homem que veio protege ele, não sei se tava junto.
Na Capital também é assim né, Luis? Tua empregada vai pra uma casa boa toda noite, de carro, tranquila. Você não deixa ela morá nas tal favela, ou beira de rio, porque senão te multam ou o homem vai aí mandar você dar casa boa, e um montão de outras coisa. É tudo igual aí né?
Mas agora, eu e a Maria (lembra dela, casei ) fazemo a ordenha as 5:30, levamo o leite de carroça até onde era o ponto da Kombi, e a cooperativa pega todo dia, se não chove. Se chove, perco o leite e dô pros porco.
Té que o Juca fez economia pra nóis, pois antes me sobrava só um salário por mês, e agora eu e Maria temos sobrado dois salário por mês. Melhorô. Os porco não, pois também veio outro homem e disse que a distancia do rio não podia ser 20 metro e tinha que derruba tudo e fazer a 30 metro. Também colocá umas coisa pra protegê o rio. Achei que ele tava certo e disse que ia fazê, e sozinho ia demorá uns trinta dia, só que mesmo assim ele me multô, e pra pagá vendi os porco e a pocilga, e fiquei só com as vaca. O promotor disse que desta vez por este crime não vai me prendê, e fez eu dá cesta básica pro orfanato.
O Luis,ai quando vocês sujam o rio também paga multa né?
Agora a água do poço posso pagá, mas to preocupado com a água do rio. Todo ele aqui deve ser como na tua cidade Luis, protegido, tem mato dos dois lado, as vaca não chegam nele, não tem erosão, a pocilga acabô .... Só que algo tá errado, pois ele fede e a água é preta e já subi o rio até a divisa da Capital, e ele vem todo sujo e fedendo aí da tua terra.
Mas vocês não fazem isto né Luis. Pois aqui a multa é grande, e dá prisão. Cortá árvore então, vige. Tinha uma árvore grande que murchô e ia morrê, então pedi pra eu tirá, aproveitá a madeira pois até podia cair em cima da casa. Como ninguém respondeu aí do escritório que fui, pedi na Capital (não tem aqui não), depois de uns 8 mes, quando a árvore morreu e tava apodrecendo, resolvi tirar, e veja Luis, no outro dia já tinha um fiscal aqui e levei uma multa. Acho que desta vez me prende.
Tô preocupado Luis, pois no radio deu que a nova Lei vai dá multa de 500,00 a 20.000,00 por hectare e por dia da propriedade que tenha algo errado por aqui. Calculei por 500,00 e vi que perco o sitio em uma semana. Então é melhor vendê, e ir morá onde todo mundo cuida da ecologia, pois não tem multa aí. Tem luz, carro, comida, rio limpo. Olha, não quero fazê nada errado, só falei das coisa por ter certeza que a Lei é pra todos nóis.
E vou morar com vc, Luis. Mais fique tranqüilo, vou usá o dinheiro primero pra compra aquela coisa branca, a geladeira, que aqui no sitio eu encho com tudo que produzo na roça, no pomar, com as vaquinha, e aí na cidade, diz que é fácil, é só abri e a comida tá lá, prontinha, fresquinha, sem precisá de nóis, os criminoso aqui da roça. Até Luis.
Ah, desculpe Luis, não pude mandar a carta com papel reciclado pois não existe por aqui, mas não conte até eu vendê o sitio. (Todos os fatos e situações de multas e exigências são baseados em dados verdadeiros. A sátira não visa atenuar responsabilidades, mas alertar o quanto o tratamento ambiental é desiqual e discricionário entre o meio rural e o meio urbano.) * É engenheiro florestal, especialista em direito socioambiental e empresário, diretor de Parques Nacionais e Reservas do IBDF/IBAMA 88/89, deputado desde 1989, detentor do 1º Prêmio Nacional de Ecologia.
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November 26 Giuseppe Garibaldi no homem-vulcão no BrasilHÉLIO'S BLOG Google: helioaraujosilva1952.spaces.live.com/ Divulgação Científica Giuseppe Garibaldi, no homem-vulcão no Brasil
Político e militar revolucionário italiano nascido em Nice(4/7/1807), na época pertencente à Itália, em uma família de pescadores. Começa trabalhando como marinheiro e, entre 1833 e 1834, serve na Marinha do rei do Piemonte. Ali, sofre influências de Giuseppe Mazzini, líder do Risorgimento, movimento nacionalista de unificação da Itália, na época dividida em vários Estados absolutistas. Em 1834 lidera uma conspiração em Gênova, com o apoio de Mazzini. Derrotado, é obrigado a exilar-se em Marselha (1834), de lá partiu para o Rio de Janeiro, chegando (1835) e, em 1836, para o Rio Grande do Sul, onde luta ao lado dos farroupilhas na Revolta dos Farrapos e se torna mestre em guerrilha.Três anos depois, vai para Santa Catarina auxiliar os farroupilhas a conquistar Laguna. Lá conhece Ana Maria Ribeiro da Silva, conhecida como Anita Garibaldi, que deixa o marido para segui-lo.Anita destacou-se por sua bravura participando ao lado dele das campanhas no Brasil, no Uruguai e na Europa. Dirigiu as defesas de Montevidéu (1841) contra as incursões de Oribe, ex-presidente da República, então a serviço de Rosas, o ditador da Argentina. Voltou à Itália (1847) e integrou-se às tropas do papa e do rei Carlos Alberto. Regressou à Itália (1848) para lutar pela independência de seu país contra os austríacos. Derrotado, perseguido e preso, perdeu também a companheira Anita (1849), morta em batalha. Refugiou-se por cinco anos nos Estados Unidos e depois no Peru, até voltar à Europa (1854). Numa nova guerra contra a Áustria (1859), assumiu o posto de major-general e dirigiu a campanha que terminou com a anexação da Lombardia pelo Piemonte. Comandou célebres camisas vermelhas (1860-1861) que utilizando táticas de guerrilha aprendidas na América do Sul, conquistou a Sicília e depois o reino de Nápoles, até então sob o domínio dos Bourbons. Conquistou ainda a Umbria e Marcas e no reino sulista das Duas Sicílias, porém renunciou aos territórios conquistados, cedendo-os ao rei de Piemonte, Vítor Emanuel II. Liderou uma nova expedição contra as forças austríacas (1862) e depois dirigiu suas tropas contra os Estados Pontifícios, convencido de que Roma deveria ser a capital do recém-criado estado italiano. Na batalha de Aspromonte foi ferido e aprisionado, mas logo libertado. Participou depois da expedição para a anexação de Veneza. Em sua última campanha, lutou ao lado dos franceses (1870-1871), na guerra franco-prussiana. Participou da batalha de Nuits-Saint-Georges e da libertação de Dijon. Por seus méritos militares foi eleito membro da Assembléia Nacional da França em Bordéus, mas voltou para a Itália elegeu-se deputado no Parlamento italiano em 1874 e recebe uma pensão vitalícia pelos serviços prestados à nação. Morre em Capri em 2 de junho de 1882.
Giuseppe Garibaldi, “o herói de dois mundos”, como ele mundialmente consagrou-se, foi um dos mais notáveis líderes de homens do século 19 e o mais famoso italiano que se conhece na história contemporânea. Dotado de uma coragem pessoal assombrosa, nada parecia ser-lhe impossível. Fugido da Europa em 1836, no Brasil ele lutou na Revolução Farroupilha (1837-40), e no Uruguai comandou a Legião Italiana durante o longo cerco de Montevidéu (1845-51). Retornando a sua velha pátria ainda desunida, com seus companheiros camisas vermelhas lutou por sua unificação, alcançada somente em 1861. Escapando da Europa
“Na América eu servi – e servi sinceramente – a causa dos povos. Assim fui adversário do Absolutismo.” G.Garibaldi – Memórias, 1859 Uma epidemia de cólera em Marselha, na França, e a existência de uma sentença de morte do monarca do Piemonte pesando sobre ele, fizeram com que Giuseppe Garibaldi resolvesse tomar outros ares. Bom marinheiro, militante carbonário, admirador de Mazzini e do movimento Jovem Itália, partindo de Nantes, a bordo do Nautonier, não demorou para desembarcar no Rio de Janeiro em 1836. De imediato deixou-se subjugar, como Saint-Hilarie antes dele, pelo impressionante espetáculo da baía da Guanabara, maldizendo-se não ser poeta. Encontrou por lá uma ativa colônia de exilados italianos, uma das tantas que existiam espalhadas pelas cidades da América depois do insucesso do levante nacionalista contra o domínio austríaco e das monarquias ultraconservadoras da Itália. E, no meio deles, Luiggi Rossetti, um carbonário que fazia as vezes de jornalista e corsário, combinação muito comum naqueles tempos. Foi Rossetti quem levou Garibaldi a fazer uma visita a Tito Livio Zambeccari, um preso ilustre, homem de sete instrumentos, ajudante de Bento Gonçalves, ambos encarcerados na Fortaleza de Santa Cruz no Rio de Janeiro, depois da derrota dos farrapos na ilha do Fanfa, no rio Jacuí/RS. Além das afinidades itálicas, ressalte-se que os carbonários eram muito próximo dos maçons, doutrina seguida por Zambeccari, que formavam um mundo de contatos subterrâneos devido às suas inúmeras lojas espalhadas pelos quatro cantos, muitos úteis nas conspirações anti-absolutistas. Corsário farroupilha
Decidiram os dois, com o consentimento de Zambeccari, arrumar um barco e, a partir de janeiro de 1837, lançar-se ao mar como corsários. O que conseguiram foi uma sumaca de dois mastros que batizaram de “Mazzini”, dedicado a interceptação dos que navegavam sob a bandeira do Império Austríaco, inimigo dos italianos irredentos. Caçados pela marinha imperial, navegaram para o Prata em busca de abrigo. Foi dali, partindo das vizinhanças de Montevidéu, que a dupla Rossetti e Garibaldi, cavalgando em vinte corcéis, alcançaram Piratini, sede da revolução das lanças. A adesão deles aos gaúchos insurretos contra o regime dos Braganças parecia-lhes a continuidade, em outro país, em outro continente, da luta que moviam ao absolutismo dos Habsburgos na Europa. Na ausência de Bento Gonçalves, de quem depois ficariam amigos, encantaram-se com a figura de Domingos José de Almeida, o cérebro que organizava a Republica Sul-rio-grandense. Nenhum dos dois porém perdeu tempo. Trazendo alguns operários da Banda Oriental, eles trataram de construir, num estaleiro nas beiras da Lagoa dos Patos, uma minúscula flotilha para poder pelo menos atazanar os Caramurus pró-Império, comandados por Greenfell, cuja superioridade nas águas era abrumadora. Os Farroupilhas, gente do campo, da estancia e do laço, viam o mar com estranheza. Coube assim a Garibaldi, guerreiro anfíbio, bom na terra, melhor na água, a assumir o papel de almirante da revolução. http://cid-dba5439b4efa8e0c.spaces.live.com/blog/cns!DBA5439B4EFA8E0C!14372.entry
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November 25 Robôs vão obedecer às Leis de Asimov na vida realHÉLIO'S BLOG Google: helioaraujosilva1952.spaces.live.com/ Divulgação Científica
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[Imagem: Antonio Bicchi] |
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Isaac Asimov, considerado uma espécie de "pai espiritual" dos robôs, traçou para eles os seus três mandamentos, três regras simples que todos os robôs deveriam futuramente seguir:
Programados para não pecar
Estas leis, contudo, têm trazido mais problemas para os projetistas de robôs do que para as próprias máquinas, mesmo porque elas somente seguirão as regras se forem programadas para isso pelos seus criadores humanos.
E tem sido particularmente difícil para os roboticistas garantir que os robôs obedeçam às duas primeiras: não ferir os humanos e obedecer a eles.
Os robôs são muito eficientes ao trabalhar em ambientes onde não haja humanos. E o desenvolvimento de diversos tipos de sensores tem permitido sua interação de forma cada vez mais amigável. Contudo isto tem adicionado um camada de complexidade tanto para o hardware quanto para o software dos robôs.
E mais complexidade significa maior potencial para falhas - o que afeta diretamente a segurança.
Robôs amigáveis e seguros
Para tentar lidar com o problema, cientistas europeus criaram o projeto Phriends, um termo que une a palavra em inglês para amigos (friends) e a sigla para physical human-robot interactions (pHRI) - interação física entre humanos e robôs.
O objetivo dos pesquisadores é garantir que não ocorram acidentes com humanos mesmo quando acontecerem falhas de programação, mau funcionamento dos sensores ou queima de componentes eletrônicos.
Mudança de paradigma na robótica
Criar um robô que seja completamente seguro, e que ainda seja capaz de fazer alguma tarefa útil, exigiu uma verdadeira mudança de paradigma. "A abordagem clássica em robótica é projetar e construir robôs com uma tarefa específica em mente. Os robôs desenvolvidos pelo projeto Phriends serão intrinsecamente seguros, já que a segurança será garantida pela sua própria estrutura física e não por sensores externos ou algoritmos que podem falhar," explica o coordenador do projeto, Antonio Bicchi.
Embora se refira aos robôs desenvolvidos pelo projeto, ainda não existe um robô pronto que atenda a todas as especificações. Os cientistas estão adotando o que eles chamam de enfoque "um membro de cada vez." E o primeiro membro a ser desenvolvido é um braço robótico, provavelmente o mais importante de todos, com possibilidades de utilização imediata entre os robôs industriais.
Atuador de Rigidez Variável
O braço robótico adota um conceito batizado de Atuador de Rigidez Variável (VSA, na sigla em inglês). Da mesma forma que os músculos dos humanos e dos animais movem-se em direções opostas para controlar os membros, o VSA tem um controle simultâneo do braço robótico.
Para isso, ele utiliza dois motores operando de forma antagônica para manipular uma mola não-linear. Esta mola age como uma transmissão elástica entre cada um dos motores e a parte móvel do próprio braço.
"Esse enfoque torna o braço do robô mais leve porque sua estrutura é 'leve' quando o robô se move rapidamente e pode colidir com humanos, e se torna 'dura', ou tensionada, quando executando tarefas que exigem precisão," diz Bicchi.
"O desafio real para o futuro da robótica não é fazer algo que seja incrivelmente complexo, mas fazer mesmo as coisas mais simples de uma forma que seja segura, confiável e aceitável pelas pessoas comuns," diz o pesquisador.
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282 adolescentes de 96 Países participam como delegados no III Congresso Mundial que acontece no Rio de Janeiro, de 25 a 28 de novembro de 2008. A presença dos adolescentes no evento é uma etapa importante de um processo que procura afirmar a sua participação qualificada e efetiva no combate à exploração sexual, também em nível de decisões dos governos, da sociedade civil organizadas e do setor privado.
Os adolescentes como protagonistas no enfrentamento da exploração sexual de crianças e adolescentes. É esta a nova perspectiva que caracteriza a III edição do Congresso Mundial de Enfrentamento da Exploração Sexual de Crianças e Adolescentes, que acontece no centro de evento Riocentro, no Rio de Janeiro, de 25 a 28 de novembro.
O evento, que reúne cerca de 3 mil delegados, se propõe a levantar a importância da temática, chamando a atenção dos governos e mobilizando articulações e políticas setoriais, junto aos representantes do legislativo, à família, à sociedade civil e ao setor privado.
A participação dos próprios adolescentes se apresenta como uma realidade forte neste III Congresso. Eles estão presentes em número muito maior em relação às duas precedentes reuniões mundiais. São cerca de 300, entre 12 e 18 anos, em vez dos 17 que estiveram na primeira edição do Congresso, em Estocolmo, na Suécia (1996), e dos 100 que foram protagonistas da segunda, em Yokohama, no Japão (2001).
Com o objetivo de consolidar a autonomia e a participação qualificada dos adolescentes, 10% das 3.000 inscrições para esta terceira edição do evento foram destinadas a meninos e meninas brasileiros e estrangeiros, que integram as delegações da mesma forma que os adultos. Eles vão participar das mesmas oficinas e mesas de discussão. Como todos os outros delegados, eles tiveram seus nomes indicados por organizações parceiras por já estarem envolvidos ativamente em projetos e programas contra a exploração sexual comercial e o tráfico em seus lares, abrigos, escolas e comunidades.
A seleção desses 282 participantes, sendo 150 brasileiros e 132 estrangeiros, assim como a mobilização geral dos adolescentes da Europa, África, Ásia, América do Norte e América Latina foram realizadas pelo Unicef, pelo NGO Group (Save the children, Plan International, World Vision e outras), pela Rede ECPAT (End Child Prostitution, Child Pornography, and Trafficking of Children for Sexual Purposes), pelo governo brasileiro, com o apoio do Projeto/Revista Viração e o Instituto Internacional para o Desenvolvimento da Cidadania (IIDAC), do Conselho Nacional dos Direitos da Criança e do Adolescente (Conanda), do Serviço Social da Indústria (SESI) e da Petrobrás.
Marca registrada desse processo preparatório foram os encontros nacionais e as consultas regionais, reunindo os adolescentes para selecionar seus representantes e aprofundar o tema principal do III Congresso: "A garantia de direitos da criança e do adolescente e sua proteção contra a exploração sexual - por uma visão sistêmica". Nesses encontros, os adolescentes identificaram as conexões locais relacionadas à exploração sexual, contribuíram com seu ponto de vista e forneceram subsídios aos temas e prioridades regionais e mundiais que serão discutidas no Rio.
Entre os principais objetivos da participação dos adolescentes, estão: favorecer uma participação efetiva deles nas decisões de governos, da sociedade civil organizada e do setor privado; dar a eles oportunidade de compartilhar suas experiências, boas práticas e modelos bem sucedidos de intervenções lideradas por eles contra a exploração sexual em nível regional e global; permitir a eles contribuir para a formulação de objetivos mensuráveis contra a exploração sexual; e promover o acompanhamento e a participação ativa deles nas decisões e atividades após o III Congresso.
Para qualificar ainda mais a presença desses delegados especiais no III Congresso, nos dias 24 e 25 de novembro será promovido um Fórum Preparatório dos Adolescentes específico para aprofundar o conhecimento sobre os 5 principais temas do Congresso e elaborar sugestões a serem apresentadas nas oficinas e plenárias.
Na programação deste encontro estão atividades culturais, de lazer e de trabalho. Os adolescentes vão eleger de 3 a 4 recomendações para cada tema a serem compartilhados com os adultos. Também vão eleger representantes para participar das cerimônias de abertura e de encerramento, bem como das mesas de diálogos e oficinas.
"Estamos promovendo um momento de grande importância para a integração, o intercâmbio e o planejamento em vista da participação qualificada deles nas atividades do Congresso. Apostamos muito no papel que eles irão exercer como educadores de seus pares e acreditamos que irão levar as deliberações para outros adolescentes e difundir medidas de autoproteção e proteção para os colegas nos seus grupos, nas suas comunidades", explica Mário Volpi, do Unicef.
O que muito facilitou na mobilização dos adolescentes durante a fase preparatória foi um conjunto de estratégias de comunicação. Foram desenvolvidos desde um blog (www.blog.stopx.org) e um portal na internet (www.stopx.org) até chats temáticos com especialistas, boletins eletrônicos e impressos para compartilhar notícias, vídeos, spots radiofônicos e experiências entre os adolescentes como também para aprofundar os conteúdos temáticos relacionados ao III Congresso.
O uso das novas tecnologias da informação e da comunicação também será um ponto forte durante o III Congresso. No Riocentro, os adolescentes terão à sua disposição o chamado Espaço Adolescente e Jovem, área multimídia com cerca de 600 metros quadrados.
O objetivo do Espaço é promover a articulação de diferentes grupos entre si, o fortalecimento de redes de comunicação e mobilização no enfrentamento à exploração sexual de crianças e adolescentes para estimular e ativar um processo de intercâmbio e participação de adolescentes e jovens que tenha continuidade após o Congresso.
Com a ajuda de educadores e intérpretes, meninas e meninos poderão usar computadores com acesso à internet, ilhas de edição de vídeo e áudio, máquinas fotográficas digitais e gravadores, usufruir de área de jogos, leitura e apresentação de vídeos e espetáculos. Eles poderão ainda participar de oficinas de jornal mural, vídeo, rádio e produção de notícias, que serão publicadas em tempo real em inglês, espanhol e português no portal: www.stopx.org, e nos sites e veículos de comunicação parceiros do III Congresso.
Mais informações:
Acesse o conteúdo produzido pelos adolescentes durante o III Congresso no portal: www.stopx.org
Informações no Brasil:
UNICEF - Laura Fantozzi
Tel. /e-mail: (61) 81661631; lfantozzi@unicef.org
Projeto/Revista Viração - Vivian Ragazzi
Tel. /e-mail: (21) 98905524; vivian@revistaviracao.org.br
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Grupo Solidariedade Haiti é formado por voluntários que se sensibilizaram pelas crianças haitianas.
Esta campanha é apenas uma pequena iniciativa pela qual podemos levar esperança às crianças de Cité Soleil, uma das favelas mais pobres de Porto Príncipe, e de outras regiões miseráveis da capital. Uma esperança traduzida em brinquedos que sejam leves para facilitar o transporte. A distribuição será feita pelos militares brasileiros, que têm desempenhado um papel fundamental no Haiti.
Há cerca de um ano e meio as 12 favelas que compõem Cité Soleil onde moram quase 100 mil habitantes no bairro periférico ao norte de Porto Príncipe, capital do Haiti, vivem dias de paz.
No Haiti não há escolas públicas, coleta de lixo regular, saneamento básico, iluminação pública.
Segundo a Organização das Nações Unidas, as crianças continuam a serem alvos de seqüestros, tráfico humano, violência sexual e assassinatos.
No primeiro semestre de 2008, 66 crianças foram seqüestradas. Durante todo o ano de 2007, foram registrados 80 casos de seqüestro.
A missão de paz da ONU está no país caribenho com um efetivo de 11 mil pessoas entre tropas militares, policiais, funcionários civis e voluntários e reúne forças armadas de 18 países diferentes desde 2004, quando o ex-presidente Jean-Bertrande Aristide renunciou ao poder.
A campanha teve início em Brasília com a jornalista Carla Mendes e já chegou ao Rio de Janeiro. A idéia é mobilizar voluntários que se interessem por esta campanha de solidariedade.
Já estamos com um ponto de coleta de brinquedos no Rio de Janeiro, um espaço cedido pela Casa de Cultura Laura Alvim, espaço cultural localizado no bairro de Ipanema, zona sul.
A seguir o depoimento da jornalista Carla Mendes que esteve em setembro no país:
Ai, Haiti!
Carla Mendes
No Haiti eu vi uma catástrofe humanitária. Vi o horror da fome, a escuridão da miséria, a necessidade premente da ajuda internacional. Na cidade de Gonaives, ao Norte, arrasada pela passagem dos furacões Hanna e Ike, em Setembro deste ano, mulheres disputavam, sob um sol escaldante, um lugar na fila de distribuição de ajuda humanitária. Quando a comida acabou, uma haitiana que não conseguira receber a soja distribuída pelos militares da Missão de Estabilização das Nações Unidas para o Haiti (Minustah) começou a comer mato. Outra, ajoelhou-se ao chão. Seus braços, enlouquecidos, levantavam a poeira na tentativa de juntar os poucos grãos que restaram.
A temporada de furacões, de junho a outubro, é um agravante à insegurança alimentar do país, cuja raiz está na combinação de uma agricultura de cortes e queima que degradou várias terras, juntamente com a decisão de importar alimentos a partir da década de 80, quando os preços eram baixos. A maior parte dos haitianos ainda utiliza carvão e madeira como combustível e a conseqüência disso é a destruição de 98% da cobertura vegetal nativa. Segundo a Organização das Nações Unidas (ONU), é preciso plantar um bilhão de árvores naquele país do Caribe. O carvão usado para cozinhar é vendido em sacos pelas ruas das cidades, transformadas em verdadeiros mercados livres por uma população onde 80% estão desempregados. A moeda, o gourde, mal circula. O comércio funciona na base do escambo.
Na capital, Porto Príncipe, onde não há luz elétrica, à exceção de um bairro abastado, o maior mercado é conhecido como "Cozinha do Inferno". Faz jus ao nome. Verduras murchas e cenouras nanicas são oferecidas em meio ao esgoto que corre a céu aberto. A insegurança alimentar não dá tempo de que os legumes plantados possam crescer. A fome cria novas receitas, como os biscoitos de barro, feitos de argila, óleo e sal. Ai, Haiti! Vi suas crianças a mendigar pelas ruas o tempo todo, famintas. Seus olhares são tristes, ainda que em rostos que continuam a sorrir, sem consciência do futuro sem perspectivas nesse país de mais de 50% da população analfabeta.
O saneamento e a saúde pública também não existem. Os lixões fazem parte da paisagem de Porto Príncipe. Porcos andam pelas ruas abarrotadas de desempregados que lutam para sobreviver no país mais miserável das Américas e um dos mais pobres do mundo. O Haiti é de alto risco no que se refere a doenças contagiosas, e os maiores riscos de curto prazo para a saúde estão associados ao consumo de água contaminada. A água tratada é vendida em caminhões-pipa por empresas privadas e quem não tem dinheiro precisa enfrentar filas para pegar em baldes a água distribuída pelos militares da Minustah.
Nas cidades mais atingidas pelas tempestades tropicais, a situação é pior. Em Gonaives, onde mais de 400 pessoas morreram e 265 mil dos 350 mil habitantes ficaram desabrigados este ano devido à passagem dos furacões, foram registrados casos de malária, desinteria, hepatite, tétano, tifo. Houve também muitas pessoas que tiveram infecção respiratória por causa do mau cheiro. Vi seu povo, Haiti, exposto àquele odor azedo, ácido e repugnante, fruto da decomposição de corpos de pessoas, animais e outras matérias orgânicas misturadas à lama e ao lixo, que borbulhavam sob um sol fustigante de mais de 40 graus. Um retrato desolador da miséria humana associada às catástrofes naturais. Ai, Haiti!
Apesar de tudo isso, muitos foram os relatos que ouvi dos próprios haitianos e dos integrantes da Minustah dando conta de que as condições do país melhoraram após a intervenção, em 2004, das tropas das Nações Unidas, lideradas pelo Brasil. Ainda que frágil, a pacificação do Haiti é uma realidade desde meados de 2007. Antes disso, era comum ver cabeças decepadas ou corpos estripados pelas ruas de Porto Príncipe, resultado dos violentos confrontos entre gangues. Mas a realidade do Haiti ainda requer muita solidariedade. A falta de dignidade mínima para se viver, a mendicância e o clamor do povo haitiano não podem ser ignorados e precisam ser levados a todos que desconhecem o que se passa naquele país. E cada um de nós pode ajudar.
Grupo Solidariedade Haiti
solidariedadehaiti@hotmail.com
Brasília: (61) 8187-7397 - 3208-5904
Belo Horizonte: (31) 3337-9530
Apoio: Revista Nós - www.nosrevista.com.br e Thesaurus Editora de Brasília
Rio de Janeiro: (21) 9689-8051
Ponto de coleta no Rio:
Casa de Cultura Laura Alvim
Av Vieira Souto, 176
Ipanema
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Sáb, 15 de novembro de 2008 16:09 |
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Carlos Nelson Coutinho publicou um ensaio em 1979, que saiu em livro no ano seguinte: “A democracia como valor universal”. Nesta entrevista, Carlos Nelson comenta como avalia hoje esse ensaio que alcançou grande repercussão, fazendo a cabeça de muita gente e provocando tanta controvérsia na esquerda brasileira. Daquela época para agora, as experiências históricas fundadas no conceito gramsciano de disputa da hegemonia, ou “guerra de posição”, notadamente as do chamado eurocomunismo, resultaram na acomodação das forças revolucionárias à hegemonia do capital. Não obstante, Carlos Nelson reafirma que, no fundamental, mantém-se fiel aos princípios teóricos ali desenvolvidos, os quais podem ser sintetizados na idéia de que a democracia é indispensável à realização do socialismo e o socialismo é condição necessária ao pleno desenvolvimento da democracia. |
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Fonte Portal EXAME
http://portalexame.abril.com.br/revista/exame/edicoes/0928/financas/m0168533.html
Estou tremendamente confiante de que estamos indo na direção certa porque temos a força necessária para seguir progredindo. Não “vejo nada que nos impeça de ser otimistas em relação ao nosso negócio no longo prazo.” A frase acima foi dita por Robert K. Steel, presidente do banco americano Wachovia, na terça-feira 9 de setembro, no Hotel Hilton de Nova York, numa palestra na Conferência Lehman Brothers de Finanças Globais. Seis dias depois, o Lehman Brothers, quarto maior banco de investimento do mundo, deixava de existir. Passaram-se outras duas semanas e o Wachovia, quarto maior banco de varejo dos Estados Unidos, era vendido ao Citi. O episódio é quase uma caricatura do momento atual da economia mundial — em que previsões caem no ridículo logo após serem professadas, várias das mais tradicionais instituições financeiras soçobram em série e os mercados oscilam do céu ao inferno ao sabor de ventos tão intensos quanto imprevisíveis. O pânico, companheiro freqüente dos investidores nas últimas semanas, voltou a dar as caras nos últimos dias do Setembro Negro. Após a negativa dos congressistas americanos em aprovar um pacote de 700 bilhões de dólares proposto pelo governo Bush para socorrer bancos — até o fechamento desta edição as negociações em torno de um novo pacote prosseguiam —, o mundo financeiro ruiu: só nos Estados Unidos, o equivalente a 1 trilhão de dólares em valor de mercado de empresas listadas na bolsa de Nova York virou pó em um único dia. Por aqui, a Bovespa teve a maior queda da década. Já se sabia que o sol não brilharia para sempre no mundo econômico e que cedo ou tarde os anos dourados da economia global teriam de acabar. Impressiona a velocidade com que a escuridão domina a cena internacional.
Numa economia às escuras, a primeira vítima é a confiança. E a falta de confiança é um veneno para o mercado. Como disse o ex-presidente Franklin Delano Roosevelt, responsável por tirar os Estados Unidos da Grande Depressão dos anos 30, é preciso temer o próprio medo. Tomados pelo pavor de fazer transações com instituições abarrotadas de títulos podres — e, portanto, à beira da falência —, bancos tratam diferentes como iguais e deixam de emprestar entre si. Isso coloca em perigo não só instituições que tomaram riscos desmedidos durante a bolha do subprime mas também as saudáveis. “Qualquer solução da crise terá necessariamente de passar pela capitalização dos bancos”, diz o economista Raghuram Rajan, professor de finanças da Universidade de Chicago e ex-economista-chefe do Fundo Monetário Internacional. “Sem isso, a normalidade não vai voltar.” De fato, o quadro atual é apavorante. O dinheiro que deveria fluir para o setor produtivo secou e, pior, essa cegueira generalizada hoje coloca em perigo o próprio sistema bancário — é sintomático que na terça-feira 30 a Libor de três meses, taxa de juro cobrada nos empréstimos interbancários, tenha
atingido sua alta histórica. Também chama a atenção o fato de a crise ter chegado com força à Europa, que vinha se mantendo razoavelmente à margem dos problemas. Para não fechar, o banco Dexia, com sede em Bruxelas, recebeu uma injeção de 9 bilhões de dólares de dinheiro público. O mesmo acontecera antes com o Fortis, o maior banco belga, socorrido às pressas com 16 bilhões de dólares pelos governos de Bélgica, Holanda e Luxemburgo. O tesouro britânico nacionalizou o Bradford & Bingley e, na Alemanha, um consórcio de bancos e o governo salvaram da masmorra o Hypo Real Estate Group, voltado para a concessão de crédito imobiliário. Eles se juntam à longa lista em que estão Fannie Mae e Freddie Mac, as maiores empresas do mercado de hipotecas americano; o AIG, maior seguradora do mundo; dois dos cinco maiores bancos de investimento, Lehman Brothers e Merrill Lynch; Washington Mutual, dono da maior parcela dos depósitos de poupança dos Estados Unidos; além, claro, do Wachovia, do falastrão Robert K. Steel. Na escala Richter usada para medir terremotos financeiros, os estragos registrados até agora não têm precedentes em quase 100 anos. “A magnitude do colapso só é comparável ao que se seguiu à crise de 1929”, diz Roger Farmer, professor de economia da Universidade da Califórnia.
Para estancar a sangria, a equipe econômica americana está empenhada em descongelar o dinheiro que parou de fluir. Uma vez que os bancos não mais conseguem capital com seus pares para fechar suas contas diárias (a diferença entre as captações e as saídas), o Federal Reserve (Fed), banco central americano, aumentou drasticamente a oferta de dinheiro à disposição do sistema. O valor, que antes do começo da crise era de menos de 100 milhões de dólares, pulou para 440 bilhões e pode passar disso se necessário. Para tentar debelar o fogo que começou a se espalhar do outro lado do Atlântico, o Fed também fortaleceu as linhas de liquidez oferecidas a bancos estrangeiros, especialmente europeus. Na última semana de setembro, a quantia total dobrou e chegou a 620 bilhões de dólares. “Além do pacote de socorro ao sistema financeiro, acho que logo veremos agressivas reduções nos juros”, diz Stephen Roach, presidente do banco Morgan Stanley na Ásia.
Uma nova preocupação que já desponta no radar da equipe econômica americana são os fundos de hedge, gestores de recursos famosos pelos altos riscos que tomam. Esses fundos movimentam 2 trilhões de dólares e estão tendo os resultados mais baixos das últimas duas décadas, com aumento crescente dos saques. Pior — para fazer frente aos resgates, estão sendo obrigados a vender papéis em seu poder e assim conseguir recursos para pagar investidores em fuga. Como o momento é péssimo para quem vende o que quer que seja nos mercados financeiros, esse movimento só aumenta o tamanho dos prejuízos na carteira dos fundos e ainda força as cotações em geral para baixo. Ante tais problemas, os fundos de hedge passaram a ser monitorados de perto pelas agências de risco — duramente criticadas pela complacência com que deram carimbos de qualidade a títulos que se provaram tão confiáveis quanto uma nota de 3 dólares na crise do subprime. Disposta agora a não incorrer no mesmo erro, a Fitch Ratings deixou claro que vai dar uma atenção redobrada aos fundos de hedge. Muitos apostam que esses fundos serão personagens centrais no próximo capítulo da crise.
Na economia real, os sinais do aperto já são claros. Na Europa, as 15 nações que adotam o euro como moeda se mantiveram estagnadas no terceiro trimestre — e podem se contrair daqui para a frente. A tendência também é de perda de fôlego econômico nos Estados Unidos, epicentro dos problemas globais. No segundo trimestre, os empréstimos tomados por empresas americanas caíram 60% em comparação com o mesmo período do ano anterior. Esse número é conseqüência de dois fenômenos. O primeiro é o fato de que os financiamentos estão cada vez menos atrativos do ponto de vista das empresas — de acordo com o Fed, 80% dos bancos americanos aumentaram suas taxas de juro. E o segundo é a modificação dos critérios para a concessão de financiamentos, cada vez mais rígidos. Com o agravamento da crise, oito em cada dez bancos americanos aumentaram as exigências para emprestar. Diante do quadro atual de restrição de crédito, o mercado mundial de fusões e aquisições entrou em baixa. Neste ano, o volume das transações caiu 24% — e a queda só não foi maior porque a quebradeira acabou incentivando a compra de bancos.
No olho do furacão, todas as atenções agora se voltam para Henry Paulson, secretário do Tesouro americano. Sua lista de prioridades parece não ter fim. Debelar uma crise bancária, descongelar o crédito, trazer tranqüilidade às bolsas de valores, evitar que os sintomas dos fundos de hedge não se desenvolvam, e por aí vai. Encontrar uma saída para a atual crise é o maior teste de sua carreira. Paulson trabalhou mais de 30 anos no banco Goldman Sachs, um dos ambientes mais competitivos de Wall Street, e saiu de lá como presidente. Quando assumiu o cargo no governo, há dois anos, seu principal objetivo era aproximar os investidores americanos da China e reduzir o déficit fiscal americano. Em retrospectiva, são metas singelas. Atualmente, Paulson tem à sua frente um desafio de outra natureza e escopo: enfrentar a maior turbulência financeira desde a Grande Depressão. Nas últimas semanas, o secretário e o presidente do Fed, Ben Bernanke, fizeram mais intervenções no mercado do que qualquer um de seus antecessores. Ao longo do Setembro Negro, nada disso funcionou. Instituições financeiras caíram feito peças de dominó. Nas próximas semanas, os dois vão precisar sacar mais coelhos da cartola para tirar a economia das trevas em que se meteu.
Postado por Gualber Calado às 21:49 0 comentários
Tianjin (China), 27 set (EFE).- Os analistas de mais de 100 países reunidos no Fórum Econômico Mundial de verão, realizado na cidade chinesa de Tianjin, são unânimes em quantificar a magnitude da atual crise financeira mundial, mas poucos estão de acordo quando se fala de prazos e soluções.
Os mais de 1.400 especialistas deste fórum sabem que a crise é grave, mas, quando são perguntados sobre quando acabará o tempo das vacas magras e qual a melhor fórmula para enfrentar esta situação, as respostas são as mais variadas possíveis.
"Se não houver acordo (no Congresso americano sobre o plano de resgate da economia dos Estados Unidos), haverá um problema grave nos mercados na segunda-feira", advertiu o ministro de Negócios, Empresas e Reforma Regulatória britânico, John Hutton.
"O problema se expandirá e o risco será para todos", acrescenta.
Na mesma linha pessimista, manifestou-se o vice-presidente do Citigroup, William R. Rhodes, que afirmou que o mundo se encontra em um "período de tremenda falta de confiança" e alertou que esta "é a pior crise desde a Grande Depressão".
Banqueiros, empresários, empreendedores e analistas reunidos em Tianjin concordam em destacar que a crise americana se espalhará para o resto do mundo se as autoridades reguladoras não cumprirem seu papel.
O problema surge diante da falta de acordo sobre o plano idealizado pelo secretário do Tesouro americano, Henry Paulson, de oferecer US$ 700 bilhões no plano de resgate das empresas e bancos atingidos.
O vice-presidente do Citigroup, uma entidade sensivelmente afetada pela crise, defendeu a intervenção: "É preciso definir um piso para que os mercados possam funcionar de novo".
No entanto, o comissário de Comércio da União Européia (UE), Peter Mandelson, advertiu que a crise não pode gerar uma "nova onda de protecionismo", e se referiu à necessidade da criação de novos reguladores mais globais e mais inteligentes.
Outros já vêem a luz no final do túnel, como o executivo-chefe da PricewaterhouseCoopers International, Samuel DiPiazza, que declarou que a "situação está um pouco complicada, mas não se espera uma recessão global, porque os mercados emergentes seguirão puxando o crescimento".
"O crescimento econômico da China freará (de 11,9% em 2007) para um patamar entre 9% e 9,5%", reconheceu o diretor da Comissão Reguladora Bancária da China (CRBC, em inglês), Liu Mingkang, em discurso.
Recém-chegado da Assembléia Geral da ONU, o primeiro-ministro da China, Wen Jiabao, foi ao fórum presidir abertura do plenário.
Em seu esperado discurso, Wen admitiu que a economia chinesa terá mais problemas para crescer, entre outros motivos, por causa da crise financeira mundial.
Wen lamentou que a crise hipotecária americana tenha sido o estopim da crise econômica global e explicou que os objetivos agora devem ser recuperar a confiança e estreitar a cooperação internacional.
"A confiança das pessoas, dos economistas e dos líderes é básica. Agora, a confiança é mais valiosa do que a divisa ou o ouro", disse o primeiro-ministro chinês.
Neste contexto, Wen aproveitou para reiterar a postura de Pequim de não modificar sua política macroeconômica - a revalorização do iuane é uma medida largamente reivindicada na Europa e nos EUA -, que continuará "cautelosa e prudente" diante da volatilidade mundial.
Trinta anos após a abertura econômica da China, Wen comemorou o desenvolvimento alcançado, mas pediu à sociedade chinesa para continuar aprofundando as reformas e conseguir uma "sociedade harmoniosa", termo cunhado pelo atual presidente chinês, Hu Jintao.
Muitos olham para a China como a possível criadora de um novo sistema que equilibre a situação, mesmo com a questão ideológica de fundo.
O executivo-chefe do grupo chinês de software Neusoft, Lu Jiren, resumiu a idiossincrasia chinesa parafraseando o ex-presidente chinês Deng Xiaoping, o homem que abriu o país há três décadas: "Não sei se haverá uma mudança de modelo, mas não importa. Pouco importa qual é a cor do gato, o importante é que ele pegue os ratos".
Fonte: Economia UOL
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Abrace o conceito de ideologia e de agradecimento. Desenvolver uma "atitude de gratidão" em todos os momentos. Pense sobre essa declaração. "Se você é 'realmente' grato pela abundância na sua vida você não pode ajudar mas ser acordado." Para ser verdadeiramente grata porque você tem que estar consciente de sua abundância e conscientes de como a sua abundância fluiu em sua vida.
True gratidão é um sentimento que se infiltra em curso que lhe subjaz a tudo fazer e tudo o que você experiência. Você está grato pelo bom, o mau, eo feio. Você não é julgar se algo está certo ou errado antes de dar graças. Você está ciente de que não há certo ou errado. Aí é só 'o que é. "
Etiquetagem algo certo ou errado a sua perspectiva dos limites do evento e mantenha-o de usá-la com suas potencialidades. Você voltará para a idéia de que você dá graças à 'direita' Condeno as coisas e "errado" as coisas. Te esqueças que o que aparece em sua vida o que quer que sejaCriar ou co-criado.
É você mesmo de aliviar as responsabilidades de suas criações. Você não está ciente de que você é o criador de sua vida. Então você não só não agradece, mas você não consegue entender por que essa vida é uma luta.
Mudança de todos os que, neste momento. Desenvolver e incutir nos seus sendo uma "atitude de gratidão." Não é só o que você acha que serve para você, mas para tudo e todos que surge na sua vida. Seja grato por tudo. Desde a trágica doença, a perda de seu emprego, para que a perda de sua separação mentalidade. Abençoa tudo.
Estes não são recompensas e castigos. Estas são as suas criações. Abençoe e aceitá-los. Veja o que são titulares mensagem para você e observe se ele te serve. Se ela não lhe servir, então, escolher novamente e criar isso. E ser tão grato ao que surge na sua vida.
Infelizmente, a maioria de nós gastamos muito tempo a ser ingrato por aquilo que não aparece nas nossas vidas. Gastamos muito tempo gemia que não temos dinheiro suficiente.Minhas Senhoras e meus Senhores, se a falta de dinheiro é a coisa mais importante dominar o seu pensamento, você nunca irá desenvolver uma "atitude de gratidão." De fato, você nunca vai ter dinheiro suficiente.
Pense nisso. Seus pensamentos são que você não tem dinheiro suficiente. Isto é o que você diga-se e é isso que você cria, a falta de dinheiro. Não culpo o universo ou Deus. Você criou-lo com seu pensamento criativo que diz: "Eu não tenho dinheiro suficiente." Entendeu? O universo que você ouve e diz: "Ok, você não tem dinheiro suficiente." Você criou-lo e você condenemos então sua criação.
Minha sugestão é que você deve ser grato pelo que você tem. Você tem muito para ser gratos. Olhe à sua volta e começar a tomar ações da abundância que você está cercado com. E não incluem o dinheiro, neste inventário, a menos que você escolher.
Você é abençoado de viver em um país que oferece a você oportunidades incríveis e um padrão de vida que existe para o acesso. A casa ou apartamento onde você mora é palaciano paraa maioria das pessoas do mundo. Você come a partir de uma seleção de alimentos que não tem fim. Você tem mais posses materiais do que você poderia usar em três vidas.
Mas para além desta é o awesomeness deste planeta que é um tesouro natural de admiração. Ao caminhar na natureza, ninguém pode deixar de dar graças a beleza ea diversidade do Jardim do Éden que somos abençoados a ocupar. Você tem muito para ser gratos. Acorde e ser grato, ou apenas ser grato e, em seguida, acorda.
Como eu já disse antes, "quando se está" verdadeiramente "grato, mas você não pode ajudar a ser acordado." Portanto, use a ferramenta de eterna gratidão e você vai criar o seu despertar.
Artigo Fonte: http://www.articlesnatch.com
Sobre o Autor:
Richard Blackstone é um premiado autor e palestrante internacional sobre amor, Oneness & Criação. Em viagem de auto descoberta pela leitura deste GRÁTISrelatório, "The Simple 3 Immutable Leis do Universo" em: http://www.NutsandBoltsSpirituality.com
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Teoria unificadora permanece em aberto...
Albert Einstein é um nome de consenso no mundo da ciência. Mas o berço do homem que ficou mundialmente conhecido foi a física teórica, que visa explicar a natureza e o mundo sem a preocupação direta de gerar novos processos, produtos ou aplicações. Suas teorias abriram as portas para uma nova concepção de natureza, mundo e até do universo, envolvendo desde a menor partícula subatômica até o movimento dos astros. O ponto de partida para o reconhecimento mundial de Einstein foram os três artigos publicados em 1905, nos quais ele defendeu idéias que não só tiveram grande impacto em diversos campos da ciência como ainda não eram possíveis de serem comprovadas experimentalmente com 100% de exatidão. No entanto, o homem já definido como "gênio do século XX" não atingiu uma de suas maiores metas: uma teoria que unifique todas as leis da física, que até hoje mobiliza um grande número de cientistas: .
Um dos artigos de 1905 diz respeito ao chamado "efeito fotoelétrico" e apresenta uma teoria que culminaria com o prêmio Nobel de 1921. O físico alemão defendeu a idéia que a luz não era uma entidade ondulatória, mas composta de partículas denominadas fótons. Idéia revolucionária para a época, segundo o professor Victor Rivelles, do Instituto de Física da Universidade de São Paulo (USP): "Na época, já se considerava que o elétron, uma das partículas subatômicas, poderia ser definido como uma onda, mas Einstein propôs o inverso, de que a luz fosse vista como uma partícula", explica. A teoria foi amplamente testada e criticada até se chegar no atual consenso de que a luz tem um comportamento dual, ou seja, se propaga como uma onda, porém se comporta como partícula quando interage com a matéria. Mesmo enfrentando a resistência de grandes nomes da comunidade científica, as idéias de Einstein foram finalmente aceitas em meados do século XX: "Em 1949, o físico americano Robert A. Milikan, considerado o primeiro cientista a medir a carga de um elétron, confessou ter dedicado mais de dez anos de trabalho testando a equação de Einstein para o efeito fotoelétrico, com absoluto ceticismo em relação a sua validade", explica Paulo Freitas Gomes, doutorando do Instituto de Física da Unicamp. Ao contrário das expectativas de Milikan, os resultados experimentais confirmaram a teoria, sem qualquer ambigüidade.
Outra idéia audaciosa, lançada em 1905, foi a explicação do chamado "movimento browniano", constatado a partir das lentes do microscópio do cientista Robert Brown no início do século XIX. O experimento era relativamente simples: ao colocar partículas de pólen em uma gota d'água, as mesmas mantinham-se em um constante movimento caótico. A causa era desconhecida e gerou uma corrida da comunidade científica no início do século XX, vencida por Einstein. Sua conclusão dizia que a causa do fenômeno era o choque constante das partículas de pólen com as moléculas de água, gerando o movimento caótico. Para se ter uma idéia do significado da afirmação, foi a primeira proposta concreta de comprovação da existência de átomos no âmbito da física: "Hoje a existência de átomos é vista como uma coisa trivial, mas no início do século era uma idéia que encontrava bastante resistência", afirma Victor Rivelles. A partir daquele momento, "passou-se a aceitar a idéia de que os átomos eram reais e não uma entidade fictícia que auxiliava os químicos a estabelecer determinadas leis", completa o pesquisador. O terceiro artigo, publicado no ano de 1905, fixa as leis da relatividade restrita, que podem ser definidas, em linhas gerais, como a comprovação de que nenhum fenômeno se propaga em uma velocidade acima da velocidade da luz.
Segundo Rivelles, todos os três artigos de 1905 demonstram a grande competência de Einstein, porém precederam o apogeu da sua carreira: "Tratava-se de fenômenos que estavam sendo amplamente pesquisados e, mais cedo ou mais tarde, seriam descobertos por alguém", afirma. Cerca de dez anos depois, Einstein lançaria a teoria da relatividade geral, que o tornaria mundialmente famoso.
Rivelles explica a teoria da relatividade geral a partir de um exemplo bastante claro. De acordo com a mecânica newtoniana vigente em 1915, entre quaisquer dois corpos celestes haveria a atuação de uma força gravitacional de tal dimensão que, se pudéssemos mover o sol de lugar, imediatamente a terra também alteraria sua órbita. Só que, a partir da relatividade restrita, Einstein apontou um primeiro problema: como nenhum fenômeno pode se propagar com velocidade superior a da luz, o efeito da mudança do sol levaria cerca de 6 a 7 minutos para repercutir na terra, já que este é o tempo aproximado que os raios solares demoram para chegar até o nosso planeta. Einstein propôs, então, uma teoria da gravitação que respeitasse esse limite.
Só que o preço pago foi muito alto: esta idéia fundamentou uma outra concepção de espaço e de tempo. Para Isaac Newton, espaço e tempo eram fixos, não participavam da física. No entanto, para que a gravitação tivesse essa velocidade limitada (como no caso dos seis a sete minutos para uma alteração na órbita do sol ser sentida na terra), era preciso que o espaço e o tempo dependessem do conteúdo da matéria do universo. Espaço e tempo passaram a ser variáveis consideradas pela física e o universo passou a ser visto como uma grande membrana, que se deforma de acordo com a matéria que existe dentro dele.
Hoje se reconhece que a relatividade geral é muito mais profunda e também deveria ter lhe rendido o Prêmio Nobel de Física. Segundo Victor Rivelles, seu valor está também no fato de que não havia nada que indicasse a necessidade de alteração da lei da gravitação, diferentemente dos fenômenos que inspiraram os estudos anteriores. Além disso, os testes que buscam comprovar sua validade estendem-se até os dias atuais, pois na época em que ele foi concebido praticamente não havia um suporte experimental refinado que o comprovasse.
De acordo com Paulo Gomes, da Unicamp, a busca pela sua comprovação permanece até os dias atuais. Pesquisadores da Universidade de Stanford (EUA) e da Nasa, a agência espacial do governo norte-americano, construíram, em abril do ano passado, um experimento denominado Gravity Probe B para testar as últimas previsões da teoria da relatividade geral. Foi enviado para orbitar a cerca de 640 Km dos pólos da terra um satélite com giroscópios totalmente livres de qualquer perturbação. Os equipamentos têm a função de constituir um sistema de referência de nosso espaço-tempo quase perfeito. Eles irão medir as distorções no referencial de espaço-tempo motivas pelo movimento gravitacional terrestre. Segundo Gomes, “embora de impacto muito pequeno na vida da grande maioria dos seres humanos, esses efeitos têm implicações profundas para a natureza da matéria e da estrutura do universo”, afirma.
Mesmo assim, Gomes afirma que ainda há aspectos relevantes da teoria a serem comprovados. Questionado sobre o motivo de, depois de quase 8 décadas da publicação dos trabalhos de Einstein, os cientistas gastarem tanto tempo e dinheiro para testar a teoria da relatividade geral, ele afirma: “Apesar dela estar entre as mais brilhantes criações da mente humana, unindo espaço, tempo e gravitação, e de trazer uma luz para o entendimento de fenômenos bizarros como buracos negros e expansão do universo, ela continua sendo uma das menos testadas e mais complexas teorias científicas”, conclui.
Na contramão
Paralelamente a essa trajetória pessoal de sucesso, Einstein ajudou indiretamente a consolidar a chamada mecânica quântica: "A interpretação do fenômeno fotoelétrico e as previsões da teoria da relatividade trouxeram um novo e definitivo impulso para aquilo que hoje chamamos de mecânica quântica, que é o ferramental teórico para entendermos como coisas muito pequenas, como moléculas, átomos e partículas subatômicas, se comportam", afirma Leandro Tessler, professor do Instituto de Física da Unicamp. Segundo explica o físico, a teoria da relatividade também permite concluir, no que diz respeito ao mundo microscópico, que o processo de aceleração de partículas seguido do choque com algum metal gera emissão de radiação. Posteriormente, descobriu-se a utilidade desse princípio na construção de aparelhos de raios-x e infra-vermelho, utilizados em diversos tipos de equipamentos.
Curiosamente, Einstein iria bater de frente com a mecânica quântica nos últimos anos de sua vida, mesmo com novas pesquisas e avanços tecnológicos obtidos. Isto porque boa parte da teoria desse ramo da física, surgida posteriormente aos seus artigos, trabalha com probabilidades estatísticas e não com explicações causais para os fenômenos que acontecem no mundo das partículas atômicas. Daí surgiu a famosa frase "Eu não acredito que Deus jogue dados com o mundo", que ilustra aquilo que alguns biógrafos chamam de "beco sem saída" do final da sua vida. Segundo Victor Rivelles, "a mecânica quântica contraria muito o bom senso e é muito difícil de ser compreendida, mas acabamos aceitando porque vamos ao laboratório e identificamos os fenômenos que ela prevê". No entanto, segundo o professor da USP, Einstein não aceitava tal situação e morreu acreditando que a mecânica quântica era algo provisório, mesmo quando a grande maioria da comunidade científica já a considerava fundamental.
Outro fator que reforçava a desconfiança de Einstein com a mecânica quântica era a contradição com alguns pontos da teoria da relatividade, que inviabilizava outra busca incessante do final da sua vida, a de uma teoria totalizante que englobasse todas as leis da física. Rivelles destaca que algo que chama a atenção de muitos físicos nos dias atuais é essa contradição: "Se você tentar aplicar a mecânica quântica junto com a relatividade geral, ou seja, buscar efeitos quânticos no campo gravitacional, importantes para entendermos os buracos negros ou a formação do universo, vamos obter uma inconsistência", afirma o pesquisador. Desse modo, Einstein insistia em questionar a mecânica quântica
Apesar dessa situação ter abalado sua imagem, o legado de Einstein para a ciência e para humanidade permaneceu inquestionável, mesmo distante daquilo que hoje é chamado de física aplicada, voltada para a resolução de problemas práticos: "Einstein deu uma contribuição eminentemente teórica para a física, investigando simplesmente o que é o universo, sem se preocupar com aplicações", completa Victor Rivelles. No entanto, segundo Leandro Tessler, seu legado é extremamente abrangente, repercutindo em áreas como nanotecnologia, ciência dos materiais, teorias de formação do universo e energia nuclear, entre outras.
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Unificação pode vir da teoria das cordas - A principal teoria que está avançando na busca de uma unificação das leis e princípios da física é a teoria das cordas, porém não segue a linha proposta por Einstein, que desconsiderava a mecânica quântica. Trata-se da teoria das supercordas, que visa explicar as quatro forças fundamentais em atuação no universo: a gravitacional, a eletromagnética, a nuclear forte e a nuclear fraca. Entre os que colaboraram de maneira significativa para o seu advento, estão o físico alemão Theodor Kaluza e do sueco Oscar Klein. A teoria considera que as cordas são unidades fundamentais do nosso universo: "A premissa básica é que tudo no nosso universo seriam cordas, incluindo as partículas subatômicas, mas com comprimento extremamente pequenos" afirma Paulo Gomes. |
Se quiser aprofundar
http://www.comciencia.br/reportagens/2005/03/03.shtml
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A LÓGICA DE EINSTEIN
-Duas crianças estavam patinando num lago congelado da Alemanha. Numa tarde nublada e fria, as crianças brincavam despreocupadas.
-De repente, o gelo se quebrou e uma delas caiu, ficando presa na fenda que se formou.
-A outra, vendo seu amiguinho preso e se congelando, tirou um dos patins e começou a golpear o gelo com todas as suas forças, conseguindo por fim quebrá-lo e libertar o amigo.
-Quando os bombeiros chegaram e viram o que havia acontecido, perguntaram ao menino:
- Como você conseguiu fazer isso?
É impossível que tenha conseguido quebrar o gelo, sendo tão pequeno e com mãos tão frágeis!
Nesse instante, o gênio Albert Einstein que passava pelo local,comentou:
- Eu sei como ele conseguiu. Todos perguntaram:
- Pode nos dizer como?
- É simples, respondeu o Einstein.
- Não havia ninguém ao seu redor, para lhe dizer que não seria capaz.
(Albert Fazer ou não fazer algo, só depende de nossa vontade e perseverança .
Einstein)
Conclusão:
'Preocupe-se mais com sua consciência do que com sua reputação. Porque sua consciência é o que você é, e sua reputação é o que os outros pensam de você..
E o que os outros pensam, é problema deles.'
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A VOZ DO SILÊNCIO
Esperar, às vezes, é uma coisa inevitável. Aguardando, pacientemente, nossa vez de sermos atendidos na fila do banco, no restaurante, nos consultórios (ah, os consultórios!), esperar é, além do mais, uma questão de educação, de civilidade. Contudo, Eckhart Tolle, autor do best seller “O Poder do Agora”, nos aconselha a “não esperar nada”.
A explicação para o mistério está no fato de que a espera não é uma circunstância “física”, mas sim mental. É o stand by em que somos colocados pela expectativa de alguma coisa a se realizar no futuro. O problema disso é que somos deslocados para lá, mergulhando em relativa inconsciência quanto aos fatos que estão se passando aqui, no presente. “Você está sofrendo de estresse? Pensa tanto no futuro que o presente está reduzido a um meio para chegar lá? O estresse é causado pelo estar aqui, embora se deseje estar lá, ou por se estar no presente desejando estar no futuro. É uma divisão que corta a pessoa por dentro”, diz Tolle.
O efeito negativo da inconsciência é bem claro: a vida acontece no agora. Mesmo as situações triviais são ricas em oportunidades de consciência. “É fundamental colocar mais consciência em sua vida durante as situações comuns, quando tudo está correndo de modo relativamente tranqüilo. É assim que aumenta o poder de presença. Ela gera um campo energético de alta freqüência vibracional em você e ao seu redor. Nenhuma inconsciência, nenhuma negatividade, nenhuma discórdia ou violência podem penetrar esse campo e sobreviver, do mesmo modo que a escuridão não pode sobreviver na presença da luz”.
Consciência é tudo que buscamos, como seres divinos, neste mundo. É importante ressaltar essa divindade inata, porque ela indica um propósito para a existência. Bem ao contrário da frase bíblica “Do pó vieste e ao pó voltarás” – verdade limitada ao corpo físico – a afirmação de que somos divinos garante nossa imortalidade, e com isso a certeza de que não precisamos correr atrás de coisa alguma. Muito menos da vida, porque já somos ela mesma.
Se nos posicionamos de maneira adequada na corrente da vida, o natural é que estejamos de acordo com o fluxo dessa corrente. E para onde ela flui? Para a plenitude da Paz e da abundância, que é uma força onipresente na natureza. A morte e a limitação só residem naquilo que é contrário às leis da natureza, onde tudo está sempre germinando, crescendo com fartura, beleza e espontaneidade. A miséria está apenas dentro do homem, na mente do homem.
A auto-observação é poderosa chave consciencial. “Quando você aprender a ser testemunha de seus pensamentos e emoções, o que é uma parte essencial do estado de presença, talvez se surpreenda ao perceber pela primeira vez o ruído ‘estático’ da inconsciência comum e ao verificar como é raro você se sentir à vontade consigo mesmo”, ensina Tolle.
Para essa auto-observação, são propostas questões como: “Estou me sentindo à vontade neste momento?”. Ou, “O que está acontecendo dentro de mim neste exato momento?”.
Confirmando o ensinamento esotérico de que a fonte de todo bem-estar reside dentro de nós, Tolle sugere: “Mantenha o mesmo nível de interesse pelo que vai tanto no seu interior quanto no exterior. Se você captar corretamente o interior, o exterior se encaixará no lugar. A realidade principal está no interior, a realidade externa é secundária”.
Quanto tempo de nossa vida passamos esperando, inclusive por um emprego melhor, as próximas férias ou um novo relacionamento? “Desista da espera como um estado da mente”, aconselha Tolle. E também que, da próxima vez que alguém disser “Desculpe por ter feito você esperar”, sua resposta deve ser: “Está tudo bem, não estava esperando. Estava aqui contente comigo – com meu Eu interior”.
CURSOS E PRÁTICAS – Meditação, Teosofia, Astrologia, Hatha-Yoga e Yogaterapia. Projeto em andamento: Escola de Mães e Pais. Palestras públicas aos sábados, 18 horas, na Rua Pernambuco, 824, São Francisco. Tel.: (67) 9988-1010.
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Radioatividade acima do limite estabelecido pelo Conama foi constatada em poço usado por cinco famílias do distrito de Juazeiro, confirmando denúncia feita pelo Greenpeace.
O Instituto de Gestão das Águas e Clima (Inga), da secretaria de Meio Ambiente da Bahia, divulgou nesta terça-feira (4) o resultado das análises que promoveu em amostras de água da região de Caetité. Dos sete poços analisados, um apresentou contaminação por urânio em limite acima do permitido pela resolução do Conselho Nacional de Meio Ambiente (Conama) 357/05. O Inga fez a coleta na semana do dia 22 de outubro em pontos usados pela população do município para consumo e uso na lavoura.
O poço em que foi encontrada a água contaminada por técnicos do Inga era utilizado para consumo por cinco famílias do distrito de Juazeiro, no município de Caetité. O governo da Bahia interditou o poço e vai fornecer água para as cerca de 20 pessoas. As famílias terão assistência por parte da Secretaria de Saúde do município e do Estado da Bahia.
O Greenpeace denunciou, no último dia 16 de outubro, a contaminação da água de Caetité por urânio no lançamento do relatório "Ciclo do Perigo – Impactos da Produção de Combustível Nuclear no Brasil". Foram oito meses de investigação, com a coleta de amostras de água na área de influência direta da mineração e beneficiamento de urânio realizada pela estatal Indústrias Nucleares do Brasil (INB).
A coleta das amostras de água para consumo humano e animal foi feita por uma equipe do Greenpeace em abril de 2008, em pontos localizados dentro de um raio de 20 quilômetros ao redor da mineração de urânio da INB em Caetité. As amostras foram encaminhadas a um laboratório independente credenciado no Reino Unido para a realização de análises. Pelo menos duas amostras de água apresentaram contaminação por urânio muito acima dos índices máximos sugeridos pela Organização Mundial da Saúde (OMS) e pelo Conselho Nacional de Meio Ambiente (Conama).
"É mais um indício de que há sérios problemas na região e por isso queremos uma investigação urgente por parte do Ministério Público Federal para identificar a fonte exata e a extensão dessa contaminação", afirma Rebeca Lerer, coordenadora da campanha de Energia do Greenpeace.
"Os dados levantados pelo Inga confirmam a contaminação e esperamos que os verdadeiros impactos e riscos da produção de urânio em Caetité sejam esclarecidos na audiência pública marcada para o próximo dia 7 (sexta-feira), na cidade."
O Greenpeace contribuiu para a análise feita pelos técnicos do Inga, fornecendo as coordenadas geográficas de onde colheu suas amostras de água, bem como detalhes da metodologia usada nas análises.
Apesar de afirmar que realiza "milhares de testes" na região, a INB até o momento não apresentou dado algum do monitoramento que diz fazer da qualidade da água da região.
Conheça a página sobre o Ciclo do Urânio clicando aqui.
Mais informações:
Jorge Cordeiro
(11) 3035-1180 / 8224-0309
jorge.cordeiro@br.greenpeace.org
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Homens unidos pelo fim da violência contra as Mulheres
Car@s companheir@s,
O site www.homenspelofimdaviolencia.com.br faz parte da campanha nacional "Homens unidos pelo fim da violência contra as Mulheres", lançada pela SPM e parceir@s. É importante dizer que esta campanha está no marco da Campanha dos 16 Dias de Ativismo pela não Violência contra as Mulheres e faz parte da campanha mundial "Unite to End Violence Against Women", divulgada pelo Secretário Geral da ONU, Ban Ki-Moon.
Esta iniciativa busca um diálogo específico com os homens e a idéia é que as assinaturas sejam recolhidas até o dia 6 de dezembro, que é Dia de Luta dos Homens pelo Fim da Violência Contra as Mulheres. Como a campanha é dirigida ao público masculino, é importante que SÓ HOMENS ASSINEM NESTE SITE. Nós, mulheres, podemos assinar no site do UNIFEM ( SAY NO TO VIOLENCE AGAINST WOMAN). Ao aderirem à campanha, por meio de assinaturas, os homens se comprometem publicamente a contribuir pela implementação integral da Lei Maria da Penha (11.340/06) e pela efetivação de políticas públicas que visam o fim da violência contra as mulheres.
Nossa meta tem que ser ambiciosa: queremos no mínimo 500 000 assinaturas. Os resultados da campanha serão divulgados em um evento com o Presidente Lula, Governadores, artistas, políticos, líderes comunitários, desportistas etc. Neste dia, o Presidente Lula enviará "on line"as assinaturas recolhidas ao Secretário Geral da ONU, e estas passarão a compor às assinaturas da campanha internacional.
Peço a todas e todos a divulgação do site e o empenho na coleta de assinaturas.
Afinal, temos direito a uma vida livre de violência!!!!!
Nilcéa Freire,
Ministra da Secretaria Especial de Políticas para as Mulheres
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