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December 29 A VOZ DO SILÊNCIOHÉLIO'S BLOG Google: helioaraujosilva1952.spaces.live.com/ Divulgação Científica
Feliz Natal e um Ano Novo Cheio de Aventuras.
A VOZ DO SILÊNCIO
Se quiséssemos dar ao mundo o melhor de nós mesmos, onde iríamos buscar?
Nesta época de “troca de presentes”, nos lembramos das pessoas que enfeitaram nossos dias durante o ano e aí enviamos para elas algum mimo, um e-mail, um cartão. Porém, nos cantos mais escuros da memória podem continuar presentes as recordações amargas e as pessoas “culpadas” por elas. A tendência do ser humano é assimilar a cota prazerosa da vida como “merecimento”, enquanto a parte negativa é fruto do desequilíbrio “dos outros”.
Felizmente, na medida em que nos tornamos mais maduros, mais “conscientes”, esse panorama vai mudando. Coisas que antes davam prazer tornam-se indiferentes. Coisas que machucavam - como a atitude mal-agradecida de um amigo - já não azedam a boca.
A maturidade provoca isso, e a maturidade plena - chamada “sabedoria” - representa exatamente isso. É um estado em que prazer e dor já não interferem em nosso equilíbrio. Continuamos a senti-los, mas já não os carregamos como “estandartes” em nossa vida. Nem como atração, nem como rejeição. É o que ensinam os Mestres, assegurando que unicamente nesse estado - uma espécie de “vazio” - pode ser encontrada a PAZ que nos desejamos mutuamente no final de cada ano, como que vendo nela o “supremo bem”.
Podemos estar agora ainda muito distantes dessa maturidade plena, apesar dos cabelos brancos, do rosto enrugado, das mãos trêmulas. Mas será que não estamos melhores do que ontem? Não é verdade que algumas mesquinharias já nos passam despercebidas?
Quando vamos buscar na memória “o melhor de nós mesmos” ficamos meio perdidos. Tentaremos lembrar alguma boa ação, uma palavra amiga ou gesto de perdão, algum ponto harmonizante em nossos dias, quando o “tigre interior” foi amordaçado pela essência divina que também carregamos. Aí está o ponto de partida para o que temos de melhor.
Na obra “” (Editora Teosófica), de Vicente Hao Chin, colhemos o texto abaixo, cujo título é “Dê ao mundo o melhor de você”:
“As pessoas são irracionais, ilógicas e egocêntricas. Ame-as assim mesmo.
Se você fizer o bem, as pessoas irão acusá-lo de ter motivos egoístas, ulteriores. Faça o bem de qualquer maneira.
Se você for bem-sucedido, irá ganhar falsos amigos e verdadeiros inimigos. Busque o sucesso assim mesmo.
O bem que você fizer, será esquecido amanhã. Faça o bem assim mesmo.
Honestidade e franqueza o tornam vulnerável. Seja honesto e franco assim mesmo.
Aquilo que você despende vários anos construindo pode ser destruído da noite para o dia. Construa assim mesmo.
As pessoas realmente precisam de ajuda, mas podem atacá-lo se você as ajudar. Ajude-as assim mesmo.
Dê ao mundo o melhor que você tiver, e você irá levar um chute nos dentes. Dê ao mundo o melhor que você tiver assim mesmo”.
Dizem os Mestres que cada rancor vencido, cada fraqueza ultrapassada é exatamente o que coloca nosso pé “um degrau acima”. Assim, os vícios e mágoas tornam-se a virtude libertadora quando deixados para trás, gerando poder e autoconfiança dentro de nós.
Por isso, as pessoas que nos provocaram dor talvez sejam tão merecedoras de pensamentos de gratidão quanto as que nos deram o prazer tão valorizado. Se tivermos dado a elas o melhor de nós mesmos, teremos também recebido o maior presente de todos: a tão ansiada paz que vem com a auto-superação, algo que ninguém, além de nós, pode nos dar.
PRÁTICAS - Meditação e Hatha-Yoga. R.Pernambuco, 824, S.Francisco (67)9988
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December 27 Mudanças climáticasHÉLIO'S BLOG Google: helioaraujosilva1952.spaces.live.com/ Divulgação Científica Feliz Natal e um Ano Novo Cheio de Aventuras. Mudanças climáticasAquecimento global pode estar acelerando
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Apropriação da subjetividade da classe trabalhadora: burocracia e autogestão |
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Escrito por Felipe Luiz Gomes e Silva |
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Sáb, 13 de dezembro de 2008 20:47 |
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Working class subjectivity assumption: bureaucracy and self-administration.
Resumo: O objetivo deste texto é refletir sobre o processo de apropriação da subjetividade da classe trabalhadora pelo capital. Para a reprodução das relações sociais de produção capitalista, a adesão dos operários ao processo de produção é um aspecto fundamental. A constante rejeição da classe operária ao trabalho degradado tem gerado novas estratégias de gestão que buscam a construção de um coletivo operário dócil e disciplinado. Dessa forma, as experiências desenvolvidas em empreendimentos autogestionários solidários apresentam, antes de tudo, um significado político pedagógico, essas empresas transformam-se em agências educativas, isto é, em um espaço de luta concreta contra a opressão e exploração do capital. O absenteísmo, o turnover, o trabalho mal feito e até a sabotagem tornaram-se as chagas da indústria automobilística americana: é Fortune, revista mensal da elite empresarial, que descreve com certo requinte de pormenores essas manifestações da resistência operária a métodos organizacionais e de dominação que não mudaram desde o início do taylorismo.(...) O turnover, isto é, a mobilidade voluntária dos trabalhadores que mudam de emprego em busca de condições de trabalho mais favoráveis, é um tormento para os capitalistas. A taxa média na Ford, em 1969, foi de 25%, representados essencialmente pelos operários mais jovens... Alguns desses operários deixam seus cargos, estranha um chefe de oficina, no meio dia, sem ir buscar o pagamento.(...) As baixas de produtividade exprimem a resistência dos trabalhadores à exploração. Essa resistência, que se manifesta pela quebra dos ritmos, pela sabotagem dissimulada, pelo aumento de peças falhadas, é crítica para o patronato. (Pignon, D., e Querzola, J., 1980, 94-5). (itálicos nossos) A filósofa e pesquisadora Simone Weil, em uma conferência realizada para um auditório operário, no ano de 1937, já tinha revelado a especificidade dos denominados métodos de racionalização do trabalho. Muitas vezes fala-se da revolução industrial para designar exatamente a transformação que se produziu na indústria no momento em que a ciência se voltou para a produção e apareceu, então, a grande indústria. Mas pode-se dizer que houve uma segunda revolução industrial. A primeira define-se pela utilização científica da matéria inerte e das forças da natureza. A segunda define-se pela utilização científica da matéria viva, isto é, dos homens (Weil, S., Apud Bosi, E.1979, p.111-2). (itálicos nossos) A gênese da resistência da classe operária ao método taylorista de racionalização do trabalho explica-se, em parte, por esta clara distinção. A pretensão de empregar-se a ciência na matéria viva ─ nos seres humanos ─ é realmente inusitada. Para o pesquisador H. Braverman (1981), a racionalidade da organização do trabalho taylorista-fordista caracteriza-se pelo desejo de transformar o homem em máquina. Se realmente acontece que com esse sistema a monotonia seja suportável para os operários, é talvez o pior que se possa dizer de um tal sistema. Certo é que a monotonia do trabalho começa sempre por ser um sofrimento; se chega ao hábito, é à custa de uma diminuição moral. Na verdade, ninguém se acostuma a isso, a menos que se possa trabalhar pensando em outra coisa. Mas, então, é preciso trabalhar num ritmo que não exija muita assiduidade da atenção de que a cadência do trabalho precisa.(...) E valendo-se dos meios mais grosseiros, usando como estimulante, ao mesmo tempo, a sujeição e a isca da gratificação ─ em suma ─ por um método de domesticação que não se dirige a nada do que é propriamente humano, doma-se o operário como se doma um cão, combinando chicote com os pedaços de açúcar. Felizmente não alcançam nunca um êxito total, pois nunca a racionalização é perfeita e porque, graças a Deus, o chefe da oficina não conhece tudo. Restam meios de tirar-se o corpo fora, mesmo em se tratando de um operário não qualificado (Weil, S., apud Bosi,E.1979, p. 124 -5). (itálicos nossos) Mas a ciência da administração não dá trégua e persegue, sem descanso, novas teorias que permitam ao chefe da oficina tudo conhecer; é preciso integrar o “espírito” do trabalhador ao processo de produção. A busca de uma -perfeita racionalização/servidão ─ que evite o desenvolvimento de práticas defensivas (“tirar o corpo fora”) ─, será, para o infortúnio dos seres humanos, o privilegiado tema de pesquisa das ciências comportamentais americanas e, em especial, da psicologia aplicada à administração4. Em termos claros, trata-se de passar das preocupações referentes ao trabalho deste operário ou daquela empregada (job factors) à preocupações que se não referem ao trabalho mas sim à personalidade do trabalhador (non-job factors). O operário, em lugar de sentir-se incompreendido e lesado, descobre-se vítima de circunstâncias cuja responsabilidade não é da Companhia (Friedmann, G., 1981, p. 268). (itálicos nossos) A “adaptação psicofísica” ao ritmo de produção exige um particular dispêndio de energias musculares e nervosas que provoca um “novo tipo de fadiga” (Gramsci, 1978). A primeira impressão, ao contrário, é a de um movimento lento, embora contínuo, de todos os carros. Quanto às tarefas, elas me parecem feitas com uma espécie de resignada monotonia, mas sem a precipitação que eu esperava. É como um longo deslizar glauco, do qual se desprende, depois de um certo tempo, uma espécie de sonolência ritmada por sons, choques, clarões, ciclicamente repetidos, regulares. A música informe da linha de montagem, o deslizar das carcaças cinzentas de chapas brutas, a rotina dos gestos: sinto-me progressivamente anestesiado. O tempo pára.(...) É como uma anestesia progressiva: poderíamos contentarmo-nos com o torpor do nada e ver passar meses – talvez anos, por que não? (...) O verdadeiro perigo começa quando se suporta o choque inicial, o entorpecimento. Daí é esquecer até mesmo a razão da própria presença na fábrica e satisfazer-se com o milagre de sobreviver. Habituar-se. Habituar-mo-nos a tudo, ao que parece. Evitar choques, proteger-se contra tudo que incomoda. Negociar com o cansaço. Refugiar-se num simulacro de vida (Linhart, R.1986, p.12,43). (itálicos nossos) O longo trecho anteriormente citado é um claro testemunho do sofrimento humano que tem como causa inconteste o trabalho alienado e degradado. Recentemente, como resultado de suas pesquisas científicas, Dejours (1987) revela que o sofrimento5, a ansiedade e o medo dos trabalhadores na linha de montagem fordista derivam de um ritmo imposto pela gerência que exige uma “elevada carga psicossenssorial motora”. Assim ele se expressa: A ansiedade responde então aos ritmos de trabalho, de produção, à velocidade e, através destes aspectos, ao salário, prêmios, às bonificações. A situação de trabalho por produção é completamente impregnada pelo risco de não acompanhar o ritmo imposto e de “perder o trem”(Dejours, C., 1987, p. 73). A constante rejeição da classe operária e a acirrada competição mundial impulsionam a crise (crise aberta) do sistema de produção taylorista-fordista, locus privilegiado do trabalho desqualificado. Esses assalariados reivindicam com as “greves selvagens”6 mudanças fundamentais na forma de organização do trabalho. Segundo Dejours (1987), as expressões “abaixo as cadências infernais” e “abaixo a separação do trabalho intelectual e manual” representam nitidamente uma total recusa dos proletários à insuportável degradação física e mental provocada pela intensificação do ritmo de produção. Essas “greves selvagens” confirmam a escolha de 1968 como referência histórica. “Greves selvagens” e greves de operários não qualificados eclodem espontaneamente, muitas vezes à margem das iniciativas sindicais. Elas rompem a tradição reivindicativa e marcam a eclosão de temas novos: “mudar a vida”, palavra de ordem fundamentalmente original, dificilmente redutível, que mergulha o patronato e o Estado numa verdadeira confusão, pelo menos até a atual crise econômica, que tende a atenuar as reivindicações qualitativas (...) Palavras de ordem como “abaixo as cadências infernais”, “abaixo a separação do trabalho intelectual e manual”, “mudar a vida” atacam diretamente a organização do trabalho ( Dejours, C. 1987, p. 24-5) (itálicos nossos). Um artigo publicado no New York Times em 23 de agosto de 1973 denuncia claramente a crise dos processos de trabalho organizados nos moldes taylorista-fordistas. Por exemplo, a empresa Fiat Motor Company, em Roma, teve nada menos de 21.000 funcionários ausentes em uma segunda-feira e o absenteísmo médio era de 14.000 trabalhadores por dia. (Silva, F.,1998, 1999) O “autocontrole” à japonesa constitui um acréscimo de trabalho e um sistema diabólico de dominação auto-administrado, o qual supera em muito os desempenhos disciplinares que se podiam obter pelos antigos meios convencionais de controle (Dejours, C., p.49, 1999). Na New United Motor Manufacturing Inc. (Califórnia-EUA)9, por exemplo, os ciclos de trabalho são muito curtos, o início e o término de uma tarefa multifuncional dura 60 segundos (Womack, J. et al, 1992). Na empresa Suzuki, em Kosai (Japão), o operário desenvolve uma seqüência de movimentos físicos em um ritmo que é cadenciado pelo som de música sintética; ele monta, em um estado mental quase hipnótico, um automóvel de porte médio a cada 58 segundos (Ocada, F., 2002). Eu apertava parafusos, empurrava máquinas para a linha de produção, buscava peças, levava caixas vazias para o depósito. Quanto mais trabalhava, mais ouvia hayaku (mais depressa). Fiz uma coisa imperdoável nas relações trabalhistas locais: reclamei do abuso e sugeri mudanças. O sistema japonês detesta queixas e abomina mudanças (Higobassi, D.,1998, p.109).(itálicos nossos) Mesmo diante dessas evidências empíricas, alguns pesquisadores defendem a tese de que a tarefa polivalente desempenhada pelos operários japoneses supera a cisão entre o trabalho manual e intelectual, isto é, requalifica o processo de trabalho. A estudiosa Helena Hirata (1988) afirma na conclusão do seu trabalho de pesquisa o seguinte: Concluindo, diremos que o one best way taylorista é desmentido por essa incursão na divisão social e nos processos de trabalho em vigor no Japão.(...) Este fato comprova a idéia de estudiosos como André Gorz, de que a parcelização e a especialização das tarefas, a cisão entre trabalho manual e intelectual e a monopolização da ciência pelas elites não são necessárias para uma produção eficaz. A eficácia da produção japonesa, como acabamos de ver, não está assentada numa divisão exarcebada do trabalho tal como Gorz escreve, analisando as sociedades capitalistas ocidentais (Hirata, H., 1988, p. 42). Na verdade, o exercício da “multifuncionalidade” (multi-skill) tem gerado um trabalhador pluri-parcelar, engajado, flexível e proativo. Com a introdução dos círculos de trabalho, da redução dos estoques amortecedores e do princípio da melhoria contínua (kaizen) aprofunda-se, na realidade, o processo de alienação do trabalho: a apropriação pelo capital do saber tácito da classe operária. Nonaka afirma que muitos dos conhecimentos acumulados na empresa provêm da experiência e não podem ser comunicados pelos trabalhadores em ambiente de procedimentos administrativos excessivamente formalizados. No entanto, as fontes de inovação multiplicam-se quando as organizações conseguem estabelecer pontes para transformar conhecimentos tácitos em explícitos (Nonaka, I., apud Castells, M., 1999, p. 180). (itálicos nossos) Dessa forma, emerge daí uma nova configuração organizacional que, aliada ao enfraquecimento dos direitos trabalhistas e à coerção direta do mercado sobre a subjetividade humana, permite uma (re)definição da forma de exploração da força de trabalho. No Japão, interessante estudo do Dr. T. Kato demonstra que a força humana empregada tem vivenciado um fenômeno denominado karoshi, ou seja, morte por excesso de trabalho. Tecnicamente, aplica-se esse termo sócio - médico para descrever doenças, em geral cardiovasculares, ocasionadas pelo dispêndio desumano de horas e energia física e psíquica nas atividades produtivas (Valadares, N., 1995, p.22). Segundo esta pesquisadora, cerca de 10.000 trabalhadores, com menos de sessenta anos, morrem anualmente de enfarte do miocárdio, tromboses e outras causas. Essas mortes são provocadas pela pressão das empresas sobre os empregados, inclusive para que não tirem férias e nem desfrutem do tempo livre. Esse estilo de consumo da força de trabalho está sendo denominado de “sete às onze”, porque os empregados saem de casa às sete da manhã e somente retornam ao lar às onze horas. Na ausência de um sindicato forte[13] e de políticas públicas que protejam os trabalhadores, surgiu, no Japão, uma organização não-governamental (Karoshi Hot Line) que constituiu um Conselho Nacional de Defesa das Vítimas de Karoshi, na qual vários advogados trabalham. Se amanhã os patrões forem expulsos, se as fábricas forem coletivizadas, nada vai mudar quanto a este problema fundamental: o que é preciso para extrair o maior número possível de produtos, não é necessariamente o que pode satisfazer aos homens que trabalham na fábrica (Weil, S. Apud Bosi, E. 1979, p.114). Portanto, concordamos com André Gorz quando ressalta que K. Marx pensava na ‘apropriação das forças produtivas’ e não somente ‘ na socialização dos meios de produção’. O verdadeiro significado da noção ‘apropriação das forças produtivas’ exige uma luta pela superação da divisão burocrática do trabalho. Não é por se tornarem coletivamente ‘proprietários dessas fábricas’, que os proletários poderão desenvolver, por meio do trabalho, uma totalidade de capacidades. Exatamente o contrário: enquanto a matriz material permanece inalterada, a ‘apropriação coletiva’ do conjunto da fábrica nada mais é do que uma transferência perfeitamente abstrata da propriedade jurídica, transferência que será incapaz de por fim a opressão e subordinação operárias (Gorz, A, 1980, p. 12). Nesse sentido, as lutas contra “as cadências infernais”, pela redução do tempo de trabalho socialmente necessário e pelo aumento do tempo dedicado às atividades autônomas, tanto individuais como coletivas, devem estar presentes como uma das estratégias fundamentais à transformação social. In English
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Desenvolver a habilidade de uma visão sistêmica do fenômeno em foco pode ser considerado o grande diferencial do jornalista decidido a cobrir com qualidade as temáticas socioambientais. Aqui você encontra algumas sugestões de como integrar essa perspectiva às suas matérias. Para isso, escolha o tema de seu interesse.
Apure se estão sendo executadas ou previstas políticas de geração de renda e alternativas econômicas para as comunidades que vivem em áreas de mata ou floresta nativas (ribeirinhas, povos da floresta, quilombolas, indígenas).Estudos mostram que, passando a vivem a partir do manejo dos recursos naturais em uma atividade sustentável, como o turismo e a extração e manufatura de produtos não-madeiros – óleos, resinas, ervas, frutos e sementes –, as famílias aumentam sua renda, recuperam sua autonomia diante dos atravessadores e deixam de explorar a madeira, além de dificultarem a ação ilegal do desmatamento, principal causador das emissões brasileira de dióxido de carbono. Na região amazônica, apure a situação das 12 Reservas de Desenvolvimento Sustentável (Resex) em que são prioritários projetos desta natureza. Em muitas dessas áreas, a falta de alternativas tem empurrado comunidades extrativistas para criação de gado. Um exemplo é a Reserva Extrativista Chico Mendes, com quase um milhão de hectares de floresta abrangendo seis dos 22 municípios do Acre. Compare a realidade entre unidades com e sem projetos econômicos sustentáveis. Cheque ainda se a ação é baseada no planejamento da vocação econômica local e estruturada para médio e longo prazo, uma vez que são necessários investimentos contínuos para oferecer acesso aos serviços básicos em saúde e educação, em assessoria técnica, capacitação para garantir o padrão de qualidade e escala de mercado, organização comunitária para a comercialização dos produtos e acesso à linhas de crédito.
Temas relacionados: Soluções, Políticas locais
· Questione se o poder público está optando pela compra de materiais que reduzam a emissão de gases responsáveis pelo aquecimento global e adotando sistemas de construções sustentáveis para complexos habitacionais, escolas, postos de saúde, hospitais e assentamentos rurais, por exemplo. Cuidados para garantir a circulação de ar, aproveitar ao máximo a iluminação natural, bem como a compra de matérias-primas regionais, diminuem o consumo de energia e de combustíveis fósseis, além de representar uma economia em médio e longo prazos. Também levante se estão previstas ou em andamento iniciativas para adaptação daquelas estruturas já existentes com pouca eficiência, como a troca dos sistemas de refrigeração, de aquecimento de água e de iluminação de instituições públicas. Faça uma comparação entre o custo atual com energia e aquele após modificação. Qual a quantia de gases do efeito estufa deixou de ser emitida?
Temas relacionados: Soluções, Políticas locais
· Investigue o quanto estão incorporados nos editais de licitação dos governos federal, estadual e prefeituras os critérios socioambientais, que levam em consideração as alterações do clima, para escolha dos prestadores de serviços ou fornecedores. Indicadores como este foram incluídos em edital de concessão para o manejo sustentável de produtos florestais, lançado pelo Serviço Florestal Brasileiro, para a Floresta Nacional do Jamari, em Rondônia. Neste caso, por exemplo, os critérios socioambientais – benefício social, impacto ambiental, eficiência e agregação de valor local – tiveram maior pontuação que o preço. Medidas como essa, servem de estímulo à adaptação das empresas às leis ambientais, bem como a adoção de processos mais limpos. Acompanhe se as exigências estão sendo cumpridas e se os recursos arrecadados são aplicados na fiscalização, monitoramento e controle das áreas licitadas, garantindo sua efetividade para reduzir as emissões de gases causadores das mudanças climáticas, advindas do desmatamento, entre outras atividades poluidoras. Observe ainda se estão repercutindo em maior qualidade de vida para as comunidades próximas.
Temas relacionados: Soluções, Setor privado, Políticas locais
· Acompanhe, na Câmara dos Deputados, a tramitação do Projeto de Lei 1991/07 que institui a Política Nacional de Resíduos Sólidos. A proposta, que tramita em conjunto com o PL 203/91, do Senado, responsabiliza cada produtor de resíduo e estabelece que cada município terá que elaborar um plano de gestão integrada de resíduos. A medida é um passo essencial para reduzir a geração de lixo, combater a poluição e o desperdício de materiais, bem como ampliar o potencial de aproveitamento desses subprodutos. Repercuta ainda as discussões e o envolvimento dos diversos atores sociais – governo, empresas e sociedade civil – na elaboração do Plano Nacional de Saneamento, que deverá ser lançado pelo governo federal em 2010. Verifique ainda quais as dificuldades ao uso das linhas de financiamento existentes para projetos nesse setor. Apenas 0,54% dos recursos contratados na Caixa Econômica Federal (CEF) para projetos de saneamento, entre 2002 e 2008, foram voltados à gestão de resíduos sólidos.
Temas relacionados: Políticas locais, Setor privado
· Repercuta o processo decisório e a prevenção aos impactos socioambientais de grandes obras de infra-estrutura, como aqueles previstos no Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), e na Iniciativa de Integração Regional Sul-Americana (IIRSA). Especialistas constatam que regiões em que essas obras se instalam estão sujeitas a sérios problemas, entre eles o aumento da exploração sexual de crianças e adolescentes e a abertura de novas frentes de desmatamento. São vários fatores envolvidos, como a intensiva migração para tais áreas – parte dela do próprio contingente de trabalhadores – sem a presença do estado com políticas públicas de saúde, educação e saneamento, agravando a deterioração da comunidade. Identifique se os projetos previstos para seu estado incluem medidas preventivas aos problemas socioambientais e acompanhe seu cumprimento e sua efetividade.
Temas relacionados: Políticas locais, Impactos
· O gerenciamento da água já é um dos grandes desafios do século 21 e será agravado em decorrência das mudanças do clima. Apesar da boa notícia de que o país atingiu, em 2008, a importante marca de 91,3% dos domicílios de área urbana com água canalizada, informação divulgada pela Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad), o acesso à água potável deverá ser afetado em todas as regiões com a maior intensidade e freqüência das secas ou, de outro lado, pela precipitação muito acima da média. Em ambos os casos, a alteração gera instabilidade no fornecimento de água e potencializa os vetores e as doenças de veiculação hídrica, como hepatite A, diarréia, malária, leptospirose. Apure qual é a estabilidade dos atuais reservatórios e dos corpos d’água em sua região e identifique os riscos de desabastecimento em sua cidade. Procure explorar os dados para além das médias percentuais. Fora da média é possível encontrar desigualdades bastante severas. Aprofunde ainda o diagnóstico desse universo sem acesso: 8,7% da população urbana. Quantas e quem são essas pessoas, onde vivem, existem ações concretas para sua inclusão?
Tema relacionado: Políticas locais
· Apresente ao público as divergências e pressões, muitas vezes ocultas, na competição de forças nos espaços decisórios, como o Congresso Nacional e os ministérios, em âmbito federal, bem como na assembléia legislativa de seu estado ou na câmara municipal. Clarifique as questões em disputa e procure identificar quem são os beneficiados, os riscos e as garantias socioambientais. É comum, por exemplo, que órgãos de licenciamento, como o Ibama, sofram pressão para a aprovação de projetos mesmo com grandes impactos, sob a acusação de que está impedindo o desenvolvimento.
Tema relacionado: Políticas locais
· Acompanhe a execução orçamentária do Ministério do Meio Ambiente (MMA) – um dos principais atores públicos das políticas para o enfrentamento às mudanças climáticas. Análises históricas mostram que o contingenciamento e a execução parcial de recursos têm reduzido o orçamento federal para o setor a patamares equivalentes ao início desta década, enquanto a demanda ambiental no país se agiganta. Estudo realizado pela organização não-governamental “Conservação Internacional” mostra que, de 2002 a 2006, os recursos contingenciados cresceram mais de 3.000%, passando de R$ 20 milhões para assombrosos R$ 751 milhões. Somados a isso, diversos programas-chave recebem um montante muito inferior ao que está autorizado. Conforme a organização “Contas Abertas”, que acompanha a execução orçamentária pelo Sistema Integrado de Administração Financeira (Siafi), os principais programas de proteção e combate ao desmatamento no Brasil deixaram de utilizar, em 2007, quase 30% dos recursos autorizados, uma quantia que representa R$ 113,8 milhões. Inclua em suas reportagens a avaliação de como as verbas desses programas estão sendo aplicadas, como está a execução, o que deixou de ser investido e quais são os impactos para a ação final.
Tema relacionado: Políticas nacionais
· Sem orçamento, o plano não sai do papel. Caso seja aprovada no Congresso Nacional, a alteração na Lei do Petróleo, proposta pelo governo, permitirá a destinação de 60% do seguro contra vazamentos para a implementação do Plano Nacional de Mudanças Climáticas, cerca de R$ 300 milhões por ano. Cheque entre os congressistas o nível de consenso para a aprovação da medida, hoje a principal, senão única, previsão orçamentária específica para a mitigação das alterações climáticas. Ao mesmo tempo, apure quais outras possíveis fontes de recursos existem e qual montante seria necessário para colocar em prática todas as ações constantes no plano. Apenas o valor projetado pelos recursos do petróleo, caso sejam liberados, é suficiente para suprir as ações de mitigação e adaptação necessárias?
Tema relacionado: Políticas nacionais
· Investigue qual é a repercussão que a temática possui nos diversos setores da sociedade e acompanhe as discussões referentes ao Plano Nacional de Mudanças Climáticas, instrumento-chave para que o país enfrente o problema. Dois aspectos merecem especial atenção: a adequação das políticas públicas traçadas aos desafios brasileiros e a garantia dos recursos necessários para colocá-las em prática. Um dos pontos de maior questionamento pelo movimento ambientalista é a falta de metas claras para as ações na proposta inicial do plano apresentada pelo governo federal, bem como a ausência de medidas que representem avanços significativos ao que já estava em andamento. Investigue junto aos diferentes atores envolvidos no debate quais iniciativas eles consideram prioritárias nos diversos eixos do documento e o quão objetivamente estão apresentadas. Aqui vale destaque para o combate ao desmatamento no país. Responsável por 75% das emissões brasileiras de gases do efeito estufa, o desflorestamento voltou a crescer em 2008 na Amazônia, depois de três anos de quedas.
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MEGAPORTAL SOBRE MUDANÇAS CLIMÁTICAS
ENTRA NO AR NO DIA DA ABERTURA DA COP - 14
Site multimídia reúne e organiza informação
sobre o tema e facilita trabalho de jornalistas e pesquisadores em geral
Nesta segunda-feira 1, quando teve início em Poznan, na Polônia, a 14ª Conferência das Partes (COP-14) da Convenção-Quadro das Nações Unidas sobre Mudança do Clima (UNFCCC), entrou no ar o portal www.mudancasclimaticas.andi.org.br, verdadeira enciclopédia ecológica destinada exclusivamente ao tema das mudanças climáticas. A iniciativa é da Embaixada do Reino Unido no Brasil, do Conselho Britânico e da Agência de Notícia dos Direitos da Infância – ANDI.
Sempre atualizado e com material em português, o portal vem enriquecer e facilitar a cobertura do tema pela imprensa, assim como a realização de pesquisas e trabalhos tanto acadêmicos quanto de outros níveis de ensino. Trata o assunto ‘mudanças climáticas’ de forma clara, acessível e abrangente. Oferece informações e reflexões contextualizadas, de maneira que o fenômeno apresente-se como de fato é: uma questão transversal, ou seja, que afeta todos os setores da sociedade. Para isso, conta com recursos extras, como vídeos, gravações de depoimentos, fotografias, entrevistas e artigos livres de copyright, desde que citadas as fontes. Especialmente aos jornalistas, devem interessar o glossário de termos da área e, sobretudo, o banco de pautas.
Alguns exemplos do vasto cardápio do portal:
De fácil navegação, o site permite tanto consultas rápidas quanto pesquisas mais profundas. A vasta relação de links para outros sites de temática semelhante facilita o trabalho de quem, depois de consultar o portal, desejar ainda mais informação ou dados específicos.
“Esse trabalho é o coroamento de uma iniciativa que o governo britânico e a ANDI vêm desenvolvendo já há algum tempo, que consiste em estimular a imprensa a cobrir mais e melhor o tema das mudanças climáticas. Antes do portal, lançamos uma análise de mídia que apontava o estado da arte da cobertura jornalística nessa área, e o site vem reforçar a necessidade, identificada na pesquisa, de uma melhor contextualização do tema, uma visão de conjunto que permita à sociedade construir respostas efetivas a esse fenômeno planetário”, observa o diretor executivo da ANDI, Veet Vivarta.
Mais informação com Luciano Milhomem (61-2102-6508) ou com Carlos Ely (61-2102-6530).
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O intrépido pesquisador Luis Ruiz Noguez conseguiu uma série de evidências fotográficas de “possíveis quedas de UFOs“. É completamente estarrecedor, e nos sentimos no dever jornalístico de informar nossos leitores antes mesmo de realizar quaisquer averiguações:
Seria uma espécie de hangar? Abaixo, vemos discos menores — sondas?
Noguez conseguiu depois de grande esforço um instantâneo do que aparenta ser o processo de construção de um destes “UFOs” de dimensões descomunais — pensamos que não pode ter aplicações terrestres:
E então, a mais reveladora imagem. Uma série de quatro UFOs sendo transportados simultaneamente, em plena luz do dia, mas desta vez disfarçados de tampos:
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É PAÍS QUE EU ACREDITO, ESSE QUE TEM FUTURO!-
Saudades das ervilhas Jurema...
Alberto Francisco do Carmo
Este senhor foi meu professor na UFMG. Tipo discreto, amigo,honestíssimo, CAPAZ, e mesmo sem ser adepto, chegou a brigar contra uns idiotas que me criticavam no cafezinho da sala dos professores, por causa de meu interesse por UFOS.
Quando assumiu a matéria na qual fui seu aluno, as práticas de laboratório eram uma bagunça. Foi ele quem pôs ordem nas galerias. Não tem doutorado nem mestrado. É apenas um discreto e eficaz profissional tanto de sua área, como de ensino universitário.
A mensagem à qual ele se refere foi uma bobagem qualquer sobre esse negócio de dar mais verba para pesquisa, etc.etc. pelo atual governo, mas poderia ser por qualquer um anterior ou próximo.
A isto eu ajuntaria duas historietas minhas. Certa vdz vi jogado numa sala um aparelho antigo, mas que poderia ser muito útil para práticas de Química, pois era um polarímetro, desses que medem isomeria e determinam de qual isômero se compõe a amostra. Para quem não sabe ou lembra isômeros são substâncias químicas de fórmula idêntica, mas que espacialmente suas cadeias apontam para lados diferentes.
Aí, protestei, que era um absurdo, um aparelho jogado assim, etc.etc. Era antigo, mas poderia ser útil, nas práticas, etc. Olharam-me de "cima", duvidaram do meu diagnóstico. Daí a semas um deles me chama ( eu, aluno de graduação) num canto e confirma ;é, aquilo era um polarímetro... Como eu soubera?
Respondi-lhe que conhecera isto no meu curso científico em São Paulo, no Colégio Bandeirantes, entre 1959 e 1961.
Essas coisas são comuns. É uma quebradeira e de material que vocês nem imaginam. E quem ousa apontar-lhes os erros é "congelado".E sendo ufólogo, então,é "freezer" direto.
Recentemente, um deles veio com uma conversa pro meu lado;
-"É, todo mundo ainda lembra da sua aula de aerodinâmica com aviõezinhos de papel". Cá pra nós fui a sensação do simpósio nacional de ensino de Física de 1982. Aí respondi friamente:
"-Só que ninguém nunca me deu o menor apoio."
Ficou calado.
É impressionante como o ato de ensinar se tornou pouco importante nas universidades públicas. Isto vem num crescendo desde a reforma universitária de 1968. E dentro dela as tais pesquisas tipo " da influência da menstruação das baleias na cor do Mar Vermelho", ão fábricas de mestrados e doutorados, que longe de atestarem saber, simplesmente tornaram-se algo como títulos de nobreza.
Quando me lembro g-r-rr!!!
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Uma pesquisa mostrou que, em comparação com o estado de espírito registrado há um ano, os especialistas da área estão menos otimistas quanto ao "elevado potencial" que as energias eólica, solar e hidráulica teriam para resolver a crise climática que o planeta enfrenta.
Também já não é mais a mesma a confiança de que os biocombustíveis e o hidrogênio possam contribuir para a redução dos níveis de carbono na atmosfera nos próximos 25 anos. A pesquisa foi apresentada na conferência da ONU sobre mudanças climáticas, que está acontecendo em Poznan, na Polônia.
A descrença na eficácia das energias renováveis para combater o aquecimento global aumentou com o agravamento da crise econômica e diante da real dimensão das necessidades de redução de carbono.
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Apesar de a energia eólica gerar somente cerca de 1% de toda a eletricidade ao redor do mundo, ela representa uma grande porção em países da Europa. Na Dinamarca, este tipo de energia representa 20% do total; na Espanha, 10% e na Alemanha, cerca de 7%.
Sua capacidade nos EUA foi de 45% no ano passado, alcançando 17 GW (gigawatts). Na China, a energia eólica quase dobrou sua capacidade todos os anos desde 2004.
Mundialmente, espera-se que as instalações deste tipo de energia tripliquem de 94 GW, no final de 2007, para aproximadamente 290 GW em 2012, de acordo com informações da consultoria BTM.
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A sua segunda casa na Alemanha.
Muita PAZ!
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A VOZ DO SILÊNCIO
Por que damos presentes? Para agradar ou premiar – e às vezes para “comprar” alguém. No que respeita à criança, o presente recebido dos pais – primeiros modelos e professores – carrega um significado de aprovação. Isso pode ensejar excelente oportunidade pedagógica, ou, ao contrário, servir para anular esforços, esvaziar a noção de responsabilidade.
Na economia de um país, uma das lições básicas diz que a sobra de determinado bem faz baixar seu preço, desvaloriza-o. Também em nossa vida, a sobra decorrente do exagero torna-se prejudicial. Até mesmo o carinho, essa manifestação especial – misto de doação e carência – acaba se depreciando. “O mal é o excesso do que é bom” disse um Mestre.
Dentro da natureza tudo tem ritmo. Por isso, entre outras razões, ela é sábia. Há o tempo de plantar e de colher. Os “frutos da época” são sempre doces, saborosos, enquanto os colhidos ou plantados antes da hora são insossos, doentios. Em nossos relacionamentos, igualmente, a atenção que damos à pessoa querida tem que ser desejada. Se não damos tempo para que isso aconteça, se nos antecipamos, ocorre a desvalorização, o fastio.
Não deixa de ser paradoxal que acabemos rechaçados ao dar atenção “em abundância” a alguém. Qual a origem disso? Uma das razões – bastante óbvia – é o cansaço gerado, pois toda atenção pede atenção, reciprocidade. Outro aspecto é o fundamento espiritual de toda experiência, em busca de aprendizado. Nesse sentido, a dificuldade – o mistério – é um ponto de atração e interesse, pois a finalidade do Espírito é conhecer e dominar a matéria, perdendo valor o que não chega por meio de uma legítima conquista. Após a alegria fugaz da “obtenção fácil” vem a frustração, e depois o abuso ou o desprezo.
O educador Içami Tiba, referindo-se ao nosso hábito de presentear os filhos sem uma relação de mérito, diz o seguinte: “O que alimenta a auto-estima é sentir-se amado incondicionalmente e também o prazer que a criança sente de ser capaz de fazer alguma coisa que depende só dela, não o prazer gratuito. O filho desenvolve a auto-estima quando brinca com o que ganhou, interage e cria novas brincadeiras, guarda o brinquedo dentro de si, sente sua falta e, principalmente, cuida dele. O brinquedo ganha, então, significado para ele. Crianças que ganham uma infinidade de brinquedos que mal conseguem guardar não têm como desenvolver auto-estima suficiente para gerar felicidade”.
O amor “incondicional” referido por Tiba não exclui responsabilidade e respeito. Quando essa exclusão ocorre, gera-se o vazio de autoridade e direção num momento em que o ego desperta para o mundo, onde o respeito é justamente a base da convivência.
Lembro-me do caso de uma mãe que, tendo recebido o 13º salário, levou o filho de 5 anos ao shopping a fim de comprar todos os carrinhos que ele quisesse. Seu objetivo era saciá-lo, “enchê-lo de felicidade”, no que de fato ela gastou todo o 13º. Após ter passado pelo caixa, porém, o garoto se lembrou de algo que ficara para trás. “A mamãe não tem mais dinheiro e você já tem um montão de carrinhos aí”, disse ela. Aí o garoto aprontou o maior berreiro e, em lugar de “cheio de felicidade”, saiu da loja sob tapas. “Os extremos se tocam”, diz o Ocultismo. Excessos da condescendência geram abuso, e em seguida a ira.
“O presente que vai alimentar a auto-estima do filho é aquele que ele sente que merece”, diz Tiba. E ainda, “O princípio educativo é que os filhos sejam pessoas felizes, e não simplesmente alegres. A alegria é passageira, e a capacidade de ser feliz deve pertencer ao filho”. Imortal lição, Dr. Tiba! Felicidade é algo interno. Não se pode dar a ninguém.
Atribui-se a Dom Hélder Câmara a frase: “Ótimo que tua mão ajude o vôo... Mas que ela jamais se atreva a tomar o lugar das asas”.
PRÁTICAS – Hatha-Yoga e Yogaterapia, na Rua Pernambuco, 824, São Francisco. Informações: (67) 9988-1010. Palestras e cursos em recesso, com retorno no dia 17/01/09.
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Aconselhamos ler a mensagem original para depois ler esta resposta.
Já conhecia algumas, como o caso do Durex, mas na Inglaterra. Uma brasileira casada com um inglês, grávida,de barrigão, pediu uma Durex emprestada ao sogro. Ele ele fleugmaticamente britânico: "too late, now".(muito tarde, agora).
Aliás, na gíria americana, "rubber" não é borracha de apagar coisa escrita como aprendemos., em muitos cursos de inglês. Em muitas regiões é "camisinha". E "eraser" pode significar tanto borracha, como apagador.
O fato (ou facto, porque fato em Portugal é TRAJE) é que como apontei em meu artigo sobre o excesso de reformas ortográficas, na língua portuguesa ( http://www.viafanzine.jor.br/artigos.htm ) aliado a um certo desleixo lusitano,em monitorar os falares do português pelo mundo, e manter uma certa unidade semântica e pro sódica, está afastando cada vez mais os "portugueses" mundo afora. Explico-me, lembrando o caso anglo-americano. A Grã-Bretanha (hoje cada vez mais conhecida como "Reino Unido", o que nos leva a implicações semióticas de estímulo à UNIÃO das culturas das Ilhas Britânicas, dadas a arroubos separatistas) após cicatrizadas as feridas causados pela independência americana, não só tratou de criar uma eficaz Comunidade BRITÂNICA de Nações, como também restaurou laços culturais com os norte-americanos. Basta-se ver o filme "Cantando na Chuva" onde o advento do cinema falado traz consigo a necessidade urgente de atores que FALASSEM bem, os professores de dicção caricaturados no filme tratam de ensinar aos alunos atores um falar muito próximo do britânico. A cena em que a sisuda professora corrige a desastrada Lina Lamont (Nina Hagen) quanto fala can't como "quent" e a professora a corrige:CANT, é típica.Na minha temporada curta na UnB, um professor britânico me esclareceu algo muito interessante. AO queixar-me de que quase nada entendera do inglês dos filmes de Quentin Tarantino, o professor (em trânsito pela UnB) me explicou que o falar dos atores americanos na maior parte dos filmes dos tempos áureos do cinema americano, não era o inglês do americano das ruas, mas uma espécie de meio-termo entre este e o inglês britânico. Por isto Vivien Leigh, Elizabeth Taylor e outras atrizes britânicas puderam se radicar em Hollywood.
De lá para cá, atores ingleses continuaram transitando pelo cinema americano e vice-versa (os amaericanos,menos) assim como musicais americanos tendo versões londrinas (Sean Connery por exemplo trabalhou como coadjuvante em "South Pacific" em Londres) assim como musicais ingleses tiveram temporadas americanas ("Oliver", Les Miserables", O Fantasma da Ópera") e o recente exemplo de David Radcliffe fazendo "Equus" na Broadway é apenas a evidência que o intercâmbio continua.
Já tivemos algo parecido em nosso passado, com atores portugueses representando no Brasil. Entretanto, hoje, os portugueses sabem de nossas gírias e expressões pelas novelas, mas nós brasileiros quase nada sabemos deles.E daí que um filme português ou uma novela portuguesa tornaram-se quase ininteligíveis para nós. Por sua vez o zé povinho luso sabe pouco e até começa a nos olhar "de cima", especialmente após a entrada de Portugal na Comunidade Européia.E nisto o Brasil aproxima-se cada vez de uma situação em que terá de decretar a existência do "brasileiro" como língua "néo-portuguesa",´no que será possivelmente seguido por cada uma das antigas colônias lusas.
Mudando um pouco de assunto, nesta minha vida de neo-brasiliense, foi inevitável saber de confusões linguísticas entre palavras semelhantes, mas de sentido absolutamente diferente entre o português. e tais línguas.
Exemplos:
1) Uma funcionária de embaixada latino-americana tenta se entender com a nova empregada brasileira. E a adverte:
-"Querida. Una cosa te lo pido. Que dejes mi pozeta (vaso sanitário) MUY LIMPIA! Todos los dias!"
E a empregada:
-"Eu, não, sua gringa sem-vergonha. Só tenho obrigação de lavar a minha. A sua, não!!".
E saiu pisando duro e nunca mais voltou.
2) Em francês,"vagabond/vagabonde" tanto pode signficar vagabundo, como andarilho. E aí que uma senhorq francesa se auto descreveu assim, numa roda do Planalto, com o característico sotaque francês:
-"Ah, eu adorro viajarr! Eu sou assim meiô vagabundá."
3)Quem se chama "Rui" passa mal na Rússia. "Rui", assim, exatamente como falamos, é o termo chulo para...ânus.
4) Nas línguas eslavas, em geral "kurva" (pronúncia como "curva") significa puta. Bunda, significa casaco, mantô.Em compensação, "retorno" significa bordel. Alguns tchecos morreram de rir, ao pegarem um ônibus para Santos, pela Via Anchieta. Parecia que as estradas brasileiras estavam cheias de "retornos" e ainda por cima cheias de "kurvas" e perigosas! Me contaram que eles morriam de rir a cada placa dessas pela estrada e brasileirada em volta, não manjava nada! Outra impagável aconteceu com um de nossos embaixadores na Bulgária. Trabalhava na embaixada brasileira um chofer búlgaro, tipo malandro simpático, que ninguém tinha coragem de despedir. Um dia, ao levar o embaixador a um lugar, começou a correr como um louco. O embaixador, apavorado não se conteve, e foi em português mesmo:
-"Curva! Curva!"
E o búlgaro sem-vergonha volta-se para trás, com cara mais sem-vergonha, ainda:
-"Onde? Onde?".
Jorge Amado,exilado na Tcheco-Eslováquia, também foi mal entendido por uma menina, a quem tentava ensinar a andar de bicicleta. A certa altura, tentou advertir a aluna:
-"Posor, curva!"
Queria dizer, atenção, cuidado, curva.
A menininha não entendeu, se assustou e se estatelou no chão. Zélia Gattai conta isto em um de seus livros.
5) Esta é mais ou menos conhecida. Nunca diga "tchin-tchin" (brinde) pois em japonês isto é...pênis.
6) Em Portugal não se usa a palavra "bunda".Os mais educados falam "traseiro" e os menos, cu. Para ser bem explícito o ânus é "olho do cu", que às vezes usamos. Um bom exemplo achei no "Folclore Português" de Teophilo Braga, ed.,1908. Gozando uns portugueses que se apresentaram como mercenários numa guerra que envolveu França, Inglaterra e Espanha, esperando ganhar alguma grana. Ganharam apenas apenas uma condecoração tipo braçadeira, com um ornato em forma de granada. Seus patrícios foram implacáveis " Ta,te, ti, to tu/ Granada no braço, ponta-pé no cu". Vide http://josemariamartins.blogspot.com/2007/11/lies-da-histria-de-portugal-guerra-do.html
Bem, devem haver outros casos.Quem souber de mais oputros que os conte.
Alberto Francisco do Carmo.
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A Microsoft está divulgando hoje a quinta edição do “Relatório de Inteligência de Segurança” que, de forma exclusiva, traz informações detalhadas sobre o cenário de vulnerabilidades (pontos fracos em sistemas que podem permitir que um invasor comprometa sua integridade, disponibilidade ou confidencialidade) e ameaças praticadas por meio de crimes na Internet. Dados relacionados aos ataques com malwares (vírus) realizados contra usuários brasileiros servem de base para a elaboração do estudo. Com números referentes ao primeiro semestre de 2008 e proveniente de centenas de milhares de computadores ao redor do mundo, o material, cujo objetivo é possibilitar uma maior conscientização sobre crimes na Internet, mostra que embora tenha ocorrido uma evolução por parte da Microsoft e outras empresas da indústria na proteção de clientes relacionadas a ameaças online, os riscos para empresas e consumidores continuam a evoluir.
O estudo utilizou informações publicadas em sites internacionais relacionadas às vulnerabilidades, dados, segurança e suporte, sendo que o resultado indica um aumento de mais de 92% de computadores brasileiros que reportaram a presença de algum tipo de malware ou softwares potencialmente indesejados. Onde, as ameaças utilizadas para roubo de identidade (logins e senhas) de bancos, os trojans Win32\bancos e Win32\banker, lideraram o “ranking” das principais ameaças detectadas, estando presentes em mais de 60% das máquinas nacionais que apresentaram algum tipo de malware ou softwares potencialmente indesejados. Entre as famílias das 10 principais ameaças identificadas no Brasil, sete são malwares (Trojans e Worms) e as outras três são softwares potencialmente indesejados (Adwares, Spywares, etc). No ranking mundial de ataques de malwares, que é liderado pelo Afeganistão, o Brasil ocupa a 6ª colocação.
Já a quantidade total de softwares mal-intencionados e potencialmente indesejados removidos de computadores em todo o mundo cresceu aproximadamente 43% no primeiro semestre deste ano. Um aumento contínuo nas ferramentas de download do tipo “cavalo de tróia” e nos vírus de alta gravidade comprovam a vontade de criminosos em obter os dados bancários dos usuários. O estudo indica que os ataques ocorrem cada vez mais por meio de aplicativos, cerca de 90%, e menos via sistema operacional, aproximadamente 10%. O relatório também teve como característica o fato de que as vulnerabilidades dos programas de software da Microsoft registraram uma diminuição de 33,6% também no primeiro semestre de 2008 se comparado ao mesmo período do ano anterior. O estudo ressalta que as soluções Microsoft Forefront Client Security, Microsoft Exchange, Hosted Filtering, Windows Live OneCare, Safety Scanner, Windows Defender e Windows Malicious Software Removal Tool (MSRT) foram essenciais na detecção e na remoção dessas ameaças.
Com base nos principais levantamentos do estudo, a Microsoft recomenda que os usuários utilizem essas informações para melhorar as práticas de segurança. Entre as ações indicadas estão:
· Verificar e aplicar regularmente as atualizações de software, inclusive àquelas voltadas aos aplicativos de terceiros;
· Ter um firewall sempre ativo;
· Instalar e manter programas atualizados de antivírus e antispyware que ofereçam maior proteção contra programas de software mal-intencionados e potencialmente indesejados;
· Ter cuidado ao abrir links e anexos originados de e-mails e mensagens instantâneas. Fazer isso mesmo quando a fonte for conhecida e confiável.
A partir dos comentários feitos pelos clientes sobre relatórios anteriores, a Microsoft adotou uma metodologia diferente neste volume, criando um documento básico com a inclusão de apêndices que trazem explicações e análises mais abrangentes. Para consultar o Relatório de Inteligência de Segurança da companhia e outros dados relacionados ao tema, em inglês, favor acessar o link a seguir: http://www.microsoft.com/sir. Os interessados em ter informações mais específicas, em português, de como proteger o seu computador também podem obtê-las por meio do site http://www.microsoft.com/brasil/protect/computer/spyware/default.mspx
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Visão Integrada da Gestão
Myriam Maia Nobre,
Médica Veterinária,
Pós - Graduanda em Gestão de Negócios
Equipe ReHAgro
“Qual é o nosso negócio?”, “O que está acontecendo no ambiente empresarial?”, “Quais caminhos deveram seguir?”. Esses são alguns dos questionamentos essenciais dentro de uma empresa que deseja formular e implementar um planejamento estratégico voltado para a integração das diferentes áreas da gestão. Verifica-se que diversas organizações não apresentam uma clara definição da visão e do negócio no qual estão inseridas.
A visão integrada da gestão surge estrategicamente no contexto organizacional com o objetivo de realizar uma análise mais complexa da realidade da empresa através do entendimento da interface existente entre as ações que perpassam todas as áreas da organização, ou seja, negócios, marketing, finanças, projetos, logística e pessoas.
Inicialmente, para que essa visão aconteça, torna-se imprescindível o desenvolvimento e implantação de um modelo de planejamento integrado, assim como a definição dos objetivos estratégicos da empresa. Dessa forma, o gerenciamento da organização acontecerá de forma efetiva, através da interpretação dos objetivos propostos, visando sua transformação em ações empresariais.
No âmbito do desenvolvimento do planejamento, o primeiro passo consiste na definição da ideologia da empresa, ou seja, a missão - “A organização atende a qual demanda?”, a visão - “Onde estamos? Onde queremos chegar?” e os valores - “Em que acreditamos?”. Em seguida, iniciam-se as análises internas “O que temos e o que nos falta?” e externas através da identificação das oportunidades e ameaças. O próximo passo consiste na formulação da estratégia através dos seguintes questionamentos: “Como chegar lá? Quais ações e recursos serão necessários? Como queremos ser reconhecidos diante do mercado e dos nossos clientes?”. Por fim, a fase de implantação e gerenciamento dos planos de ação nas diferentes áreas, assim como a fase de controle dos indicadores de resultados.
Uma estratégia de marketing deve estar alinhada ao objetivo empresarial, respeitando a sua cultura e se integrando às diversas áreas funcionais. Exemplificando, se a gerência de marketing decidir lançar um novo produto no mercado, é fundamental analisar quais serão os impactos gerados nas outras áreas da gestão. Dentre as diversas avaliações, em finanças, deve-se questionar se existe viabilidade econômico-financeira; em logística, se existem canais suficientes de fornecimento e distribuição; em pessoas, se haverá a necessidade de capacitação da atual equipe ou de contratação de novos colaboradores para vendas e operações. Assim sendo, uma decisão em marketing implica em inúmeros levantamentos de impactos intra e intersetoriais.
A ausência da visão integrada dos planos de ação ocasiona uma busca desenfreada por resultados desconectados e, com isso, uma ineficiência em se atingir o real objetivo da empresa. É imperativo desenvolver junto aos seus colaboradores uma compreensão e análise sistêmica da estrutura funcional, visando trabalhar, de forma interdependente, os diversos setores da organização.
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