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2月28日 A VOZ DO SILÊNCIO Auto-imagem: asas - ou bola de ferro nos pés?HÉLIO'S BLOG Divulgação Científica In English http://translate.google.com.au/translate?hl=en&sl=pt& A VOZ DO SILÊNCIO Auto-imagem: asas - ou bola de ferro nos pés?
Walter Barbosa,SOCIEDADE TEOSÓFICAAlgum tempo atrás li uma reportagem sobre a questão do controle do peso corporal, para muitos um angustioso desafio. Das ocorrências de anorexia à obesidade, constitui-se não somente em fator estético, como também de saúde pública.A reportagem sugeria que a pessoa – por meio da imaginação – aliasse seus esforços de controle de peso a uma visualização de si própria com a imagem que considerasse ideal, livre de seus problemas. Essa é uma técnica importante, pois atua na essência do conflito: a imagem que criamos sobre nós mesmos, às vezes boicotando esforços que a vontade eventualmente consegue iniciar. É a típica situação em que “dormimos com o inimigo”. O desenvolvimento consciencial é o objetivo do ser humano. Para esse desenvolvimento não existe limite, a não ser aquele determinado por nossas crenças ou descrenças, além dos condicionamentos biológicos. Estes decorrem do carma desta vida e do próprio estágio consciencial do indivíduo. Ou seja, a expansão da consciência – cuja possibilidade é o infinito – fica naturalmente limitada pela consciência física atual. A raiz da consciência é o Ser, o Espírito, que é auto-iluminado e perfeito no “plano espiritual”, mas que deve realizar essa perfeição também no “físico denso”, para cumprir seu destino: transformar-se de “semente-Deus” em “universo-Deus” à semelhança do Pai, num estado de “consciência de seu próprio poder”. Só podemos resolver um problema depois que nos conscientizamos dele. “Conscientizar-se”, porém, é mais do que simplesmente “pensar”. Nesse nível a consciência não ocorre porque a mente, condicionada aos opostos, tende a mascarar o problema, minimizando-o ou transferindo sua causa aos outros. Depois que percebemos estar a causa em nós, vem o passo seguinte: a ação a ser encaminhada para que a mudança ocorra. Qual é a ação que deve vir depois? De novo esse será um trabalho para a consciência, não para o pensamento. Segundo Rohit Mehta, a ação da mente (no campo psicológico) nunca traz a solução do problema, apenas o transfere de lugar (A Ciência da Meditação, Editora Teosófica). Se já percebemos que a causa está em nós, podemos, por exemplo, deixar a solução para depois, achando que somos ainda muito fracos para concretizá-la. Dessa forma a mente obtém sua própria continuidade e o controle sobre nós. Marianne Williamson diz: “Uma mudança no modo como pensamos nossa vida produz uma mudança no modo como a vivenciamos. Dizer: ‘livre-me do inferno’ significa ‘Deus, livre-me de meus temíveis pensamentos’. O altar construído para Deus é a mente humana. ‘Profanar o altar’ significa enchê-la de pensamentos sem amor” (Um retorno ao amor, Editora Novo Paradigma). A base do conflito humano é tentar realizar com a mente a proeza sobre-humana de entender e realizar o infinito, algo que naturalmente buscamos porque faz parte de nossa condição “semente”. Mehta indica a meditação como saída para esse paradoxo, chamando-a de “Terceiro Caminho”, pois ela nos projeta além da dualidade da mente. Esta, porém, só a muito custo cederá seu trono. Considerando que a mera oposição somente a fortalece, faz-se necessário “negociá-la”, “treiná-la” como propõe Williamson, usando a energia do Amor por sua capacidade de unir, suplantando a tendência mental que é separar. Assim, para mudança de algo que nos incomoda, podemos projetar uma auto-imagem (“forma-pensamento”) amorosa sobre nós mesmos, livre não apenas da situação indesejável, mas também de sua raiz verdadeira em sentimentos de culpa, idéias de “pecado” e até rótulos negativos colocados por nossos pais na infância (“Você é preguiçoso”, “Não faz nada direito”, etc.), gerando elementos de autopunição. Pode-se, dessa maneira, superar o boicote e desamor com que temos semeado de infelicidade nossos próprios caminhos. PRÁTICAS E CURSOS - Meditação, Teosofia e Hatha-Yoga. Palestras públicas aos sábados, 18 horas, na Rua Pernambuco, 824, São Francisco. Informações: (67) 9988-1010.
A Condição Humana na Aporia do Racionalismo
Verônica Lima
O instrumento para a composição de uma visão particular de mundo...
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2月25日 O Festival Internacional de Filmes CurtíssimosHÉLIO'S BLOG Divulgação Científica
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Estão abertas, até 30 de março de 2009, as inscrições para
O Festival Internacional de Filmes Curtíssimos 2ª Edição em Brasília
Em sua 11ª edição no mundo, o Festival Internacional de Filmes Curtíssimos exibe nos dias 24, 25 e 26 de abril de 2009, em 75 cidades de 17 países, obras nos mais diferentes formatos e gêneros. O Festival foi selecionado para participar da programação do Ano da França no Brasil.
Os interessados podem inscrever filmes realizados em qualquer formato de captação, gênero ou tema, amadores ou profissionais, porém, que não ultrapassem 3 minutos de duração (fora o título e os créditos), produzidos em qualquer parte do Brasil e em qualquer ano, podendo já terem participado de outros festivais ou mostras.
Os candidatos devem preencher a ficha de inscrição disponível (on-line) no site www.filmescurtissimos.com.br e entregar em mãos ou enviar, via correios, cópia do filme em MINI DV ou DVD, anexada à ficha de inscrição impressa e assinada para: Espaço Cultural Renato Russo - 508 Sul Bl. A - CEP 70.351-580 (Aos cuidados do Festival Internacional de Filmes Curtíssimos), até 30 de março de 2009.
A inscrição é gratuita.
Premiação
Os filmes selecionados concorrerão a cinco premiações (Melhor Filme, Animação, Originalidade, Brasília 50 Anos e Júri Popular). Os filmes premiados entrarão na curadoria realizada em Paris para a mostra Internacional do Festival em 2010.
Regulamento
Podem se inscrever para o Festival: Filmes concluídos em qualquer ano (não inscritos na edição de 2008 do Festival); As obras com duração máxima de três minutos (fora título e créditos); Obras audiovisuais finalizadas em qualquer formato. As produções devem ser entregues, impreterivelmente, até o dia 30 de março de 2009, em uma caixa ou envelope pardo (data de postagem) 01 cópia em Mini-DV ou DVD do(s) filme(s) inscrito(s), etiquetada com o(os) título(s) da obra; Mais informações no site www.filmescurtissimos.com.br
Edição Anterior
Em 2008, na 1ª edição do Festival Internacional de Filmes Curtíssimos realizada no Brasil foram inscritos mais de 350 filmes de diferentes estados. Dentre os inscritos, 20 filmes foram produzidos especialmente para o Festival. O destaque foi o filme Idéias do Povo, de Adriana de Andrade, um inteligente ‘Fala Povo’ gravado na rodoviária do Plano-Piloto, em Brasília, vencedor do Prêmio Brasília 50 anos. O público em 2008 ultrapassou a expectativa da organização: mais de 2.500 pessoas lotaram o Cine Brasília nos três dias de Festival.
Rede das cidades participantes da 11ª edição/2009
BRASIL: Brasília.
FRANÇA: Aniane; Annecy; Arcueil-Gentilly; Audincourt; Avallon; Caen; Chalon-sur-Saône; Chambéry; Cherbourg; Cluny; Domqueur; Genlis; L’Arbresle; La Garde; La Rochelle; Le Mans; Lucé; Marseille; Millau; Montpellier; Nogent-sur-Marne; Oyonnax; Paris; Reims; St-Etienne-du-Rouvray; Wissembourg.
SUIÇA: Bex; Genève; Lausanne; Neuchâtel; Fribourg; La Chaux-de-Fonds.
ISRAEL: Tel Aviv.
ITÁLIA: Celenza sul Tigno; Padova; Trento; Vicenza.
TUNÍSIA: Túnis.
NOVA CALEDÔNIA: Mont-Dore.
MARTINICA: Fort-de-France.
ARGÉLIA: Alger.
ALEMANHA: Berlim; Weimar.
BÉLGICA: Bruxelas.
LUXEMBURGO: Luxemburgo.
MALI: Bamako.
SENEGAL: Dakar.
MOLDOVA: Chicinau.
CANADÁ: Montreal.
ROMÊNIA: Aiud; Alba Iulia; Arad; Bacau; Baia Maré; Borsa; Cluj-Napoca; Curtici; Dej; Iasi; Ineu; Nadlac; Odorheiu; Oradea; Petesti; Romnicu Vâlcea; Sangeorz-Bai; Santana; Targu Mures; Timisoara; Vadra Dornei; e Viseu de Sus.
CORÉIA DO SUL: Seul.
URUGUAI: Montevidéu.
VENEZUELA: Caracas.
Organização e Coordenação Nacional: Josiane Osório 61 9138-0206 e 8141-6742 josiane@filmescurtissimos.com.br
Produção Executiva: Kellen Casara 61 8132-4902 kellen@filmescurtissimos.com.br
Assessoria de Imprensa: Rodrigo Machado 61 8175-3794 / 3349-4113
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2月24日 Mészàros descarta keynesianismo e regulacionismo como saídas para a criseHÉLIO'S BLOG Divulgação Científica In English http://translate.google.com.au/translate?hl=en&sl=pt &
2月21日 Cultura e MercadoHÉLIO'S BLOG Divulgação Científica In English http://translate.google.com.au/translate?hl=en&sl=pt& helioaraujosilva1952.spaces.live.com/ Secretaria do Audiovisual anuncia editais para a área em 2009 Foram divulgados os editais de fomento à produção Audiovisual para o ano de 2009. Você pode encontrar os editais previstos para 2009 no site do Ministério da Cultura, incluindo valores dos prêmios, quantidade de obras premiadas, prazos de inscrição, políticas de regionalização e orientações para estreantes. Notícias No dia 28 de janeiro, Da-Rin participou da mesa redonda intitulada Como a França vê o Cinema brasileiro. Este debate procurou refletir sobre a imagem do cinema brasileiro na França e identificar as expectativas que os franceses têm em relação ao cinema produzido no Brasil. O encontro contou com participação de curadores de festivais franceses, que enfocaram o cinema latino-americano, buscando compartilhar expectativas com realizadores e produtores para a concretização de possíveis colaborações. O debate fez parte da programação de seminários da 12ª Mostra de Cinema de Tiradentes, que ocorreu entre 23 e 31 de janeiro. Mais informações podem ser obtidas no site www.mostratiradentes.com.br
2月18日 O PSOL tem um partido irmão na França!HÉLIO'S BLOG Divulgação Científica In English http://translate.google.com.au/translate?hl=en&sl=pt&
2月17日 Copa de 2014: outro corredor polonês às avessas?Copa de 2014: outro corredor polonês às avessas?Fevereiro 16, 2009
É preocupante que haja uma redução de impostos para um evento orçado em R$ 100 bilhões (por baixo), enquanto as taxas de energia e de telefonia, por exemplo, continuam exorbitantes para os mais pobres. Por Gustavo Barreto (*), da redação Consciência.Net, no Rio de Janeiro.
Representantes dos ministérios do Esporte e da Fazenda, da Federação Internacional de Futebol (Fifa) e do Comitê de Organização da Copa 2014 estudam uma proposta de isenções de tributos federais para a próxima Copa Mundial de Futebol, que será no Brasil. Haverá uma reunião em Brasília sobre o tema nesta terça (17), às 14h30.
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http://www.thesaurus.com.br/livro/1863/uma-casa-dois-mundos/?affid=helioblog 2月14日 CPT lembra morte de trabalhador rural em Areia Grande (BA)HÉLIO'S BLOG Divulgação Científica In English http://translate.google.com.au/translate?hl=en&sl=pt&
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4 – Prazos Atividade |
Data Final |
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Envio de artigos completos |
18 de maio de 2009 |
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Aviso de aceite de artigos |
15 de junho de 2009 |
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Aviso de aceite de pôster |
15 de junho de 2009 |
eco.eco@cds.unb .br ou unbcds@gmail.com
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A Condição Humana na Aporia do Racionalismo
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· Iniciativas para obtenção
de créditos de carbono
Investigue o potencial de projetos de seqüestro de carbono a partir de reflorestamento de áreas degradadas até 1989. Esses projetos são potenciais geradores de créditos de carbono, ao mesmo tempo em que recuperam os serviços ambientais perdidos, como a fertilidade do solo, a polinização, a fauna, a estabilidade do microclima, a quantidade e qualidade da água. Outra forma para obtenção de recursos oriundos dos créditos são os plantios consorciados com arbóreas, que além do benefício em fixação de carbono permite a formação de corredores de biodiversidade, ampliando as espécies de fauna presentes nessas áreas. Acompanhe as pesquisas para o aprimoramento desse manejo. Alguns cultivos já estão bastante avançados, como o do cacau cabruca, produzido consorciado à mata nativa, enquanto outros seguem em aprimoramento, a exemplo do café. Essa é uma forma de tornar sustentáveis duas das produções agrícolas que mais desmataram a Mata Atlântica brasileira. Verifique como está o desenvolvimento do plantio associado em seu município ou estado e o estudo para obtenção de créditos de carbono por estas iniciativas.
Temas relacionados: Iniciativa privada, Políticas locais
· Tecnologias a favor da sustentabilidade
Levante as tecnologias sociais existentes no país que podem contribuir com a prevenção, mitigação e adaptação às alterações do clima. De baixo custo e de fácil replicação, esses produtos, técnicas ou metodologias representam soluções criativas de transformação social. Dispositivos para reduzir o consumo de energia, como os sistemas de aquecimento de água construídos com garrafas PET, são exemplos de tecnologias socias que podem diminuir a emissão de gases do efeito estufa. A cisterna de placas pré-moldadas que atenuam os problemas de acesso à água pela população do semi-árido é outro exemplo. Instituições como o CNPq, com o Prêmio Jovem Cientista, tem gerado opções criativas e viáveis a demandas de alimentação, educação, energia, habitação, renda, recursos hídricos, saúde e meio ambiente. Identifique quais as ações existem para estímulo na produção de tecnologias sociais e para que essas boas idéias sejam disseminadas e ganhem escala no país. Também vale checar como está a incorporação dessas soluções nos espaços públicos, como escolas, praças e postos de saúde. Quantifique os custos e os ganhos na adoção dessas práticas inovadoras.
Temas relacionados: Academia, Políticas nacionais
· O mercado voluntário de carbono
A chamada neutralização de eventos e produtos cresce no mercado como uma forma de compensar as emissões e garantir a essas iniciativas o reconhecimento de não estarem contribuindo para o aquecimento global. Explore em sua cobertura a evolução desta alternativa – perfis de público, tipos de atividades – e acompanhe a eficácia dos processos de compensação. Para que sejam efetivos, além do cálculo preciso – que envolve, entre outros aspectos, o transporte, a energia e os resíduos gerados –, é preciso garantir que as árvores plantadas irão sobreviver e capturar o gás carbônico ao longo de duas ou mais décadas, período em que seria absorvida quantidade equivalente àquela liberada à atmosfera. Esses projetos podem se deteriorar se não houver um acompanhamento constante. Cheque ainda com técnicos quais as necessidades para manter essas árvores e levante por quanto tempo e como serão monitoradas. Identifique ainda se estão sendo plantadas espécies nativas adequadas para cada habitat e privilegiadas áreas prioritárias. Esses cuidados diferenciam uma ação de marketing verde de outra que não só alcance a neutralização esperada, mas contribua diretamente para a conservação da biodiversidade e dos serviços ambientais.
Temas relacionados: Iniciativa privada
· Vantagens de investimento em iniciativas limpas
Outras opções de projetos de Modelos de Desenvolvimento Limpo (MDL) que merecem ter a viabilidade investigada em sua região são os sistemas eólicos, as Pequenas Centrais Hidrelétricas e os biodigestores. Esses últimos, permitem a troca do gás metano que deixa de ser lançado à atmosfera em atividades como a suinocultura, por créditos de carbono. O processo permite ainda o aproveitamento do gás para uso em fogões domésticos e gerar energia elétrica. Vale lembrar que os excrementos desses animais são muito mais poluentes do que o esgoto doméstico, contaminando gravemente o solo e os corpos d´água nas regiões produtoras. Só em Santa Catarina, segundo cálculos da Empresa de Pesquisa e Extensão Rural, o volume de dejetos de suínos produzidos poderia gerar até 1.300 megawatts/hora, energia suficiente para 130 mil residências. Calcule qual a receita adicional que seu estado ou município obteria no investimento em iniciativas de MDL, ao substituir projetos que liberam gases de efeito estufa, como as termelétricas, e como está a evolução deste setor.
Temas relacionados: Setor privado, Políticas nacionais, Políticas locais
· Aproveitamento energético de resíduos
Faça uma radiografia do potencial de seu estado ou município para a implementação dos diferentes projetos de geração de energia que se enquadrem nos Modelos de Desenvolvimento Limpo (MDL), que geram créditos de carbono pela redução de emissões de gases do efeito estufa em países em desenvolvimento. Cascas de arroz, restos de madeira, bagaço e casca da cana podem ser usados para produzir energia e etanol em uma usina de biomassa, além de permitir acesso aos recursos de MDL. Segundo o físico José Goldemberg, especialista em energia, existe uma Itaipu – o equivalente a 20% do consumo no país – adormecida nos canaviais de São Paulo, e pelo menos meia Itaipu na energia eólica de estados do Nordeste.
Temas relacionados: Setor privado, Políticas nacionais, Políticas locais
· Desafios e expectativas no transporte urbano
Levante quais políticas públicas estão sendo pensadas em seu estado e no país para reduzir as emissões de gás carbônico de veículos automotores, responsáveis por quase a metade do consumo de combustíveis fósseis no país. Além de pesar na balança brasileira do aquecimento global, a poluição gerada, concentrada especialmente nas áreas urbanas, potencializa doenças respiratórias, atingindo crianças e idosos que em períodos de pico superlotam o sistema de atendimento em saúde. Com a projeção de aumento da frota nacional de veículos e da temperatura o problema vai agravar-se ainda mais, assim como será estendido a cidades que estão em crescimento populacional. Faça a equação: quais as projeções de crescimento no número de veículos para seu município, quanto de CO2 e outros compostos poluentes serão lançados à atmosfera caso isto se concretize e quanto seria evitado com medidas como maior cobertura de atendimento do transporte público, por exemplo. Levante as experiências bem sucedidas na redução da poluição atmosférica decorrente do setor de transportes e repercuta com especialistas quais são as alternativas. Neste sentido, vale acompanhar as discussões sobre a redução do teor de enxofre no combustível oferecido aos brasileiros. Acompanhe também as ações do Plano Nacional de Qualidade do Ar, que deve ser lançado pelo Ministério do Meio Ambiente, com apoio dos governos estaduais.
Temas relacionados: Políticas locais, Políticas nacionais
· Embalagens alternativas e sustentáveis
Apure que medidas estão sendo discutidas para estimular a redução, reciclagem e substituição de embalagens de produtos. Estima-se que elas correspondam a pelo menos um terço do lixo doméstico gerado no país, causando um sério problema ambiental. A discussão tem sido pautada pelas sacolas plásticas, com enorme impacto ambiental devido a seu tempo para decomposição (até 200 anos). Além disso, o plástico lançado no meio ambiente agrava os danos causados pelas mudanças climáticas, uma vez que promove o entupimento de bueiros, a poluição de corpos d’água e propicia o acúmulo de água parada em períodos mais extensos de precipitação, oferecendo local para o desenvolvimento do mosquito da dengue. No entanto, grande parte das demais formas de embalagem também é agressiva ao meio ambiente, seja pela quantidade, pela difícil degradação ou por seu potencial de contaminação. Procure abordar o assunto em relação à responsabilidade e às iniciativas dos diferentes atores envolvidos – poder público, empresas e consumidor, já que a solução está inter-relacionada. Cheque como indústrias dos diversos setores estão encarando este desafio e identifique as alternativas na substituição de embalagens por formas mais sustentáveis de acondicionar seus produtos. Também verifique as opções em estudo nas universidades e diversos centros de pesquisas espalhados pelo país.
Temas relacionados: Setor privado, Academia, Políticas nacionais
· Os benefícios das iniciativas de MDL
Investigue qual o cenário para aproveitamento do gás metano produzido em aterros sanitários, tanto em termos de políticas nacionais quanto no nível dos estados e municípios. Essas iniciativas são muito importantes para evitar a chegada do componente – cerca de 20 vezes mais potente que o dióxido de carbono – à atmosfera, além de gerar duas possibilidades de recursos, por meio de créditos de carbono: apenas com a queima do metano ou ainda, investindo na geração de energia. Levante qual o número de aterros regulares no seu estado ou município e qual o déficit existente na deposição adequada de resíduos. A estimativa é de que cerca de 60% do lixo produzido no país vá para lixões, aterros irregulares, leito de rio ou queima a céu aberto, o que torna inviável a obtenção de créditos, possíveis apenas em áreas controladas. Verifique também qual o potencial de seu estado ou município para se beneficiar deste Mecanismo de Desenvolvimento Limpo (MDL) – uma das soluções para o imenso problema dos lixões, já que os créditos podem ser usados para amortizar o custo de regularização dos depósitos ilegais, responsáveis ainda pela contaminação do solo e da água, proliferação de vetores de doenças e poluição atmosférica.
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· A importância da fiscalização
Aborde em profundidade o desafio da fiscalização, uma das ações consideradas preponderantes para inibir e coibir as queimadas e o desmatamento ilegal. Identifique em regiões já afetadas pelo desmatamento e entre aquelas vulneráveis – a quantidade de profissionais e equipamentos disponíveis em comparação àqueles que seriam necessários para proteger remanescentes dentro e fora de Unidades de Conservação (UCs). Faça o levantamento dos dados e acompanhe o que está previsto no orçamento federal e estadual para o ano. No caso das UCs, outras iniciativas complementares devem contribuir para redução das emissões, como recursos para garantir as desapropriações das terras de particulares em áreas de proteção e para a execução do zoneamento e dos planos de manejo, além de itens de infra-estrutura necessários para impedir a entrada de pessoas para atividades de caça e extração ilegais, assim como de prevenção e combate aos incêndios. Ao mesmo tempo, deve ser regularizado o turismo naquelas unidades que apresentam condições de conciliar esse tipo de uso.
Temas relacionados: Políticas locais, Políticas nacionais
· Tratamentos de esgoto nas áreas costeiras
Inclua na discussão sobre saneamento básico questões sobre o tratamento do esgoto doméstico e dos efluentes industriais dos grandes centros urbanos costeiros, geralmente lançados no mar. O aquecimento da temperatura pode desencadear uma série desafios associados à costa. Um deles é a maior freqüência de ressacas, devido ao aumento do nível do mar, que impediriam o escoamento do esgoto, causando enormes prejuízos ao turismo e à pesca. Essas condições favorecem ainda fenômenos, como a maré vermelha, que pode ocorrer com mais freqüência, resultando em fortes prejuízos socioeconômicos e ambientais. Apure quanto do esgoto lançado no mar de sua cidade recebe tratamento, bem como a quantidade indireta in natura que recebe pelos rios da região. A ampliação da coleta e do tratamento de esgoto das áreas costeiras está entre as ações de saneamento incluídas no orçamento de seu estado ou município?
Temas relacionados: Políticas locais, Impactos
· Possíveis resultados de soluções alternativas
É recomendável ao jornalista ter olhar crítico mesmo diante de medidas consideradas limpas ou a solução para um problema ambiental. Em geral, mesmo essas terão impactos, muitas vezes ocultos, que precisam ser dimensionados. Compare as diversas alternativas em relação à extensão e intensidade do impacto e repercuta com especialistas seus prós e contras. Podemos tomar um exemplo na geração de energia. Apesar de apresentar diversos ganhos quando comparado aos combustíveis fósseis, a expansão do plantio de cana-de-açúcar e de oleaginosas para a produção de etanol e biodiesel pode impactar intensamente áreas relevantes para a conservação da biodiversidade e já ameaçadas. Este é o caso do Cerrado brasileiro e, em decorrência, do frágil ecossistema pantaneiro que depende das águas do bioma vizinho para seus ciclos de cheia. Acompanhe a execução do zoneamento agrícola de risco climático, em elaboração pela Secretaria de Política Agrícola (SPA), que indicará as áreas adequadas para esses cultivos bem como a efetividade desta medida para evitar que a expansão pressione matas nativas. Na dimensão social, o jornalista também precisa estar atento à possibilidade de redução na produção de alimentos, de uso de mão-de-obra infantil nestas plantações, de prejuízos às comunidades indígenas e quilombolas e de efeitos na saúde em cidades próximas na época de queima da cana.
Temas relacionados: Causas, Impactos
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Escrito por Ricardo Alvarez |
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Sex, 06 de fevereiro de 2009 21:18 |
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Ação da Polícia Militar de SP na segunda maior favela da cidade peca pela agressividade contra pobres e o direito de protestar, mistifica a origem dos confrontos e alimenta a idéia de “limpeza social”. |
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Transcrevo abaixo um conto que meu amigo Hélio Araújo Silva me enviou e a resposta que lhe dei. Hesitei em publicar - tanto o conto, quanto minha resposta - porém, como ele a publicou na íntegra em seu blog (http://helioaraujosilva.spaces.live.com), resolví compartilhá-la com meus amigos do Spaces e demais leitores. Creio que este texto servirá a uma saudável reflexão independentemente da minha resposta.
Os níveis do ser humano
"Há alguns anos, um buscador aproximou-se de um Mestre da Arte Real (um verdadeiro Místico) e perguntou-lhe:
-Mestre, gostaria muito de saber por que razão os seres humanos guerreiam-se e porque não conseguem entender-se , por mais que apregoem estar buscando a Paz e o entendimento, por mais que apregoem o Amor e por mais que afirmem abominar o ódio.
-Essa é uma pergunta muito séria. Gerações e gerações a têm feito e não se conseguiu uma resposta satisfatória, por não se darem conta de que tudo é uma questão de nível evolutivo. A grande maioria da Humanidade do Planeta Terra está vivendo atualmente no nível 1. Muitos outros, no nível 2 e alguns outros no nível 3. Essa é a grande maioria. Alguns poucos já conseguiram atingir o nível 4, e pouquíssimos o nível 5, raríssimos o nível 6 e somente de mil em mil anos aparece algum que atingiu o nível 7.
-Mas, Mestre, que níveis são esses?
-Não adiantaria nada explicá-los, pois além de não entender, também, logo em seguida, você os esqueceria e também a explicação. Assim, prefiro levá-lo numa viagem mental para realizar uma série de experimentos e aí, tenho certeza, você vivenciará e saberá exatamente o que são esses níveis, cada um deles, nos seus mínimos detalhes.
Colocou então as pontas de dois dedos na testa do consulente e, imediatamente, ambos estavam em outro local, em outra dimensão do Espaço e do Tempo.O local era uma espécie de bosque e, um homem se aproximava deles. Ao chegar mais perto, disse-lhe o Mestre:
-Dê-lhe um tapa no rosto.
-Mas por que? Ele não me fez nada...
-Faz parte do experimento. Dê-lhe um tapa, não muito forte, mas dê-lhe um tapa!
E o homem aproximou-se mais do Mestre e do consulente. Este, então, chegou até o homem, pediu-lhe que parasse e, sem nenhum aviso, deu-lhe um tapa que estalou.Imediatamente, como se fosse feito de mola, o desconhecido revidou com uma saraivada de socos e o consulente foi ao chão, por causa do inesperado do ataque.
Instantaneamente, como num passe de mágica, o Mestre e o consulente já estavam em outro lugar, muito semelhante ao primeiro e outro homem se aproximava. O Mestre, então comentou:
-Agora, você já sabe como reage um homem do nível 1. Não pensa. Age mecanicamente. Revida sem pensar. Aprendeu a agir dessa maneira e esse aprendizado é tudo para ele, é o que norteia sua vida, é sua "muleta". Agora, você testará da mesma maneira o nosso companheiro que vem ai, do nível 2.
Quando o homem se aproximou, o consulente pediu que parasse e lhe deu um tapa. O homem ficou assustado, olhou para o consulente, mediu-o de cima a baixo e, sem dizer nada, revidou com um tapa, um pouco mais forte.
Instantaneamente, já estavam em outro lugar muito semelhante ao primeiro.
-Agora você já sabe como reage um homem do nível 2. Pensa um pouco, analisa superficialmente a situação, verifica se está à altura do adversário e aí, então, revida. Se se julgar mais fraco, não revidará imediatamente, pois irá revidar à traição. Ainda é carregado pelo mesmo tipo de "muleta" usada pelo homem do nível 1. Só que analisa um pouco mais as coisas e fatos da vida. Entendeu? Repita o mesmo com esse que vem chegando.
A cena repetiu-se. Ao receber o tapa, o homem parou, olhou para o consulente e assim falou:
- O que é isso, moço?...Mereço uma explicação, não acha? Se não me explicar direitinho por que razão me bateu, vai levar uma surra! Estou falando sério!
-Eu e o Mestre estamos realizando uma série de experimentos e este experimento consta exatamente em fazer o que fiz, ou seja, bater nas pessoas para ver como reagem.
-E querem ver como reajo?
-Sim.Exatamente isso...
-Já reparou que não tem sentido?
-Como não? Já aprendemos ótimas lições com as reações das outras pessoas. Queremos saber qual a lição que você irá nos ensinar...
-Ainda não perceberam que isso não faz sentido? Por que agredir as pessoas assim, gratuitamente?
-Queremos verificar - interferiu o Mestre_ as reações mais imediatas e primitivas das pessoas. Você tem alguma sugestão ou consegue atinar com alguma alternativa?
-De momento, não me ocorre nenhuma. De uma coisa, porém, estou certo:esse teste é muito bárbaro, pois agridem os outros. Estou realmente muito assustado e chocado com essa ação de vocês, que parecem pessoas inteligentes e sensatas. Certamente deverá haver algo menos agressivo e mais inteligente. Não acham?
-Enfim - perguntou o buscador -como você vai reagir? Vai revidar? Ou vai nos ensinar uma outra maneira de conseguir aprender o que desejamos?
-Já nem sei se continuo discutindo com vocês, pois acho que estou perdendo meu tempo. São dois malucos e tenho coisas mais importantes para fazer do que ficar conversando com dois malucos. Afinal, meu tempo é precioso demais e não vou desperdiçá-lo com vocês.Quando encontrarem alguém que não seja tão sensato e paciente como eu, vão aprender o que é agredir gratuitamente as pessoas. Que outro, em algum lugar, revide por mim. Não vou nem perder meu tempo com vocês, pois não merecem meu esforço...São uns perfeitos idiotas...Imagine só, dar tapas nos outros...Besteira...idiotice...falta do que fazer...E ainda querem me convencer de que estão buscando conhecimento...Picaretas! Isso é o que vocês são! Uns picaretas! Uns charlatães!
Imediatamente, aquela cena apagou-se e já se encontravam em outro lugar, muito semelhante a todos os outros. Então, o Mestre comentou:
-Agora você já sabe como age o homem do nível 3. Gosta de analisar a situação, discutir os pormenores, criticar tudo, mas não apresenta nenhuma solução ou alternativa, pois ainda usa as mesmas "muletas" que os outros dois anteriores também usavam. Prefere deixar tudo "pra lá", pois "não tem tempo" para se aborrecer com a ação,que prefere deixar para os "outros". É um erudito e teórico que fala muito, mas que age muito pouco e não apresenta nenhuma solução para nenhum problema, a não ser a mais óbvia e assim mesmo, olhe lá...É um medíocre enfatuado, cheio de erudição, que se julga o "Dono da Verdade", que se acha muito "entendido" e que reclama de tudo e só sabe criticar. É o mais perigoso de todos, pois costuma deter cargos de comando, por ser, geralmente, portador de algum diploma universitário em nível de bacharel (mais outra "muleta") e se pavoneia por isso.Possui instrução e muita erudição. Já consegue ter um pouquinho mais de percepção das coisas, mas é somente isso. Ainda precisa das "muletas" para continuar vivendo, mas começa a perceber que talvez seja melhor andar sem elas. No entanto, por "preguiça vital" e simples falta de força de vontade, prefere continuar a utilizá-las. De resto,não passa de um medíocre enfatuado que sabe apenas argumentar e tudo criticar.Vamos agora saber como reage um homem do nível 4. Faça o mesmo com esse que aí vem.
E a cena repetiu-se. O caminhante olhou para o buscador e perguntou:
-Por que você fez isso? Eu fiz alguma coisa errada? Ofendí você de alguma maneira? Enfim, gostaria de saber por que motivo você me bateu. Posso saber?
,-Não é nada pessoal. Eu e o Mestre estamos realizando um experimento para aprender qual será a reação das pessoas diante de uma agressão imotivada.
-Pelo visto, já realizaram este experimento com outras pessoas. Já devem ter aprendido muito a respeito de como reagem os seres humanos, não é mesmo?
-É...Estamos aprendendo um bocado. Qual será sua reação? O que pensa de nosso experimento? Tem alguma sugestão melhor?
-Hoje vocês me ensinaram uma nova lição e estou muito satisfeito com isso e só tenho a agradecer por me haverem escolhido para participar deste seu experimento. Apenas acho que vocês estão correndo o risco de encontrar alguém que não consiga entender o que estão fazendo e revidar a agressão. Até chego a arriscar-me a afirmar que vocês já encontraram esse tipo de pessoa, não é mesmo? Mas também se não corrermos algum risco na vida, nada jamais poderá ser conseguido em termos de evolução. Sob esse ponto de vista, a metodologia experimental que vocês imaginaram é tão boa como outra qualquer.Já encontraram alguém que não entendesse o que estão a fazer e igualmente reações hostís, não é mesmo? Por outro lado, como se trata de um aprendizado, gostaria muito de acompanhá-los para partilhar desse aprendizado. Aceitaria-me como companheiro de jornada? Gostaria muito de adquirir novos conhecimentos. Posso ir com vocês?
-E se tudo o que dissemos for mentira? E se estivermos mal-intencionados? - perguntou o Mestre -Como reagiria a isso?
-Somente os loucos fazem coisas sem uma razão plausível. Sei muito bem distinguir um louco de um são e, definitivamente, tenho a mais cristalina das certezas de que vocês não são loucos. Logo, alguma razão vocês deverão ter para estarem agredindo gratuitamente as pessoas.. Essa razão que me deram é tão boa e plausível como qualquer outra. Seja ela qual for, gostaria de seguir com vocês para ver se minhas conjecturas estão certas,ou seja, de que falaram a verdade e, se assim for, compartilhar da experiência de vocês. Enfim, desejo aprender cada vez mais, e esta é uma boa ocasião para isso.Não acham?
Instantaneamente tudo se desfez e logo estavam em outro ambiente, muito semelhante aos anteriores. O Mestre assim comentou:
-O homem do nível 4 já está bem distanciado e se desligando gradativamente dos afazeres mundanos. Já sabe que existem outros níveis mais baixos e outros mais elevados e está buscando apenas aprender mais e mais para evoluir, para tornar-se um sábio. Não é, em absoluto, um erudito (embora até mesmo possa possuir algum diploma universitário) e já compreende bem a natureza humana para fazer julgamentos sensatos e lógicos. Por outro lado, possui uma curiosidade muito grande e uma insaciável sede de conhecimentos. E isso acontece porque abandonou suas "muletas" há muito pouco tempo, talvez há um mês ou dois. Ainda sente falta delas, mas já compreendeu que o melhor mesmo é viver sem elas. Dentro de muito pouco tempo, só mais um pouco de tempo, talvez mais um ano ou dois, assim que se acostumar, de fato, a sequer pensar nas "muletas", estará realmente começando a trilhar o caminho certo para os próximos níveis. Mas vamos continuar com o nosso aprendizado. Repita o mesmo com este homem que aí vem, e vamos ver como reage um homem do nível 5.
O tapa estalou.
-Filho meu...Eu bem o merecí por não haver percebido que estavas necessitando de ajuda.Em que te posso ser útil?
- Não entendí...Afinal, dei-lhe um tapa. Não vai reagir?
- Na verdade, cada agressão é um pedido de ajuda. Em que te posso ajudar, filho meu?
-Estamos dando tapas nas pessoas que passam, para conhecermos suas reações. Não é nada pessoal...
- Então, é nisso que te posso ajudar? Ajudar-te-ei com muita satisfação pedindo-te perdão por não haver logo percebido que desejas aprender. É meritória tua ação, pois o saber é a coisa mais importante que um ser humano pode adquirir. Somente por meio do saber é que o homem se eleva. E se estás querendo aprender, só tenho elogios a te oferecer. Logo aprenderás a lição mais importante que é a de ajudar desinteressadamente as pessoas, assim como estou a fazer com vocês neste momento. Ainda terás um longo caminho pela frente , mas se desejares, posso ser o teu guia nos passos iniciais e te poupar de muitos transtornos e dissabores. Sinto-me perfeitamente capaz de guiar-te nos primeiros passos e fazer-te chegar até onde me encontro. Daí para diante, faremos o restante do aprendizado juntos. O que achas da proposta? Aceitas-me como teu guia? Instantaneamente a cena se desfez e logo se viram em outro caminho, um pouco mais agradável do que os demais, e o Mestre assim se expressou:
- Quando um homem atinge o nível 5, começa a entender que a Humanidade em geral, digamos, o homem comum, é como uma espécie de adolescente que ainda não conseguiu sequer se encontrar e, por esse motivo, como todo e qualquer bom adolescente, é muito inseguro e, devido a essa insegurança, não sabe como pedir ajuda e agride a todos para chamar atenção sobre sí mesmo e pedir, então, de maneira velada e indireta, a ajuda de que necessita. O homem do nível 5 possui a sincera vontade de ajudar e de auxiliar a todos desinteressadamente, sem visar vantagens pessoais. É como se fosse uma Irmã Dulce ou uma Madre Teresa de Calcutá da vida. Sabe ser humilde e reconhece que ainda tem muito a aprender para atingir níveis evolutivos mais elevados. E deseja partilhar gratuitamente seus conhecimentos com todos os seres humanos. Compreende que a imensa maioria dos seres humanos usa "muletas" diversas e procura ajudá-los, dando-lhes exatamente aquilo que lhe é pedido, de acordo com a "muleta" que estão usando ou com o que lhes é mais acessível no nível em que se encontram.A partir do nível 5, o ser humano adquire a faculdade de perceber em qual nível o seu interlocutor se encontra. Agora, dê um tapa nesse homem que aí vem. Vamos ver como reage o homem do nível 6.
E o buscador iniciou o ritual. Pediu ao homem que parasse e lançou a mão ao seu rosto. Jamais entenderá como o outro, com um movimento quase instantâneo, desviou-se e a sua mão atingiu apenas o vazio.
- Meu filho querido! Por que você queria ferir-se a sí mesmo? Ainda não aprendeu que agredindo os outros, você estará agredindo a sí mesmo? Você ainda não conseguiu entender que a Humanidade é um organismo único e que cada um de nós é apenas uma pequena célula desse imenso organismo?Seria você capaz de provocar, deliberadamente, em seu corpo um ferimento que vai doer muito e cuja cicatrização orgânica e psíquica vai demorar muito e causará muito sofrimento inútil?
-Mas estamos realizando um experimento para descobrir qual será a reação das pessoas a uma gressão gratuita.
-Por que você não aprende primeiro a amar? Por que, em vez de dar um tapa, não dá um beijo nas pessoas? Assim, em lugar de causar-lhes sofrimento, estará demonstrando Amor. E o Amor é a Energia mais poderosa e sublime do Universo.. Se você aprender a lição do Amor, logo poderá ensinar Amor para todas as outras células da Humanidade, e tenho a mais concreta certeza de que, em muito pouco tempo, toda a Humanidade será um imenso organismo que distribuirá Amor por todo o Planeta e daí, por extensão, emitirá vibrações de Amor para todo o Universo. Eu amo a todos como amo a mim mesmo. No instante em que você compreender isso, passará a amar a sí mesmo e a todos os demais seres humanos da mesma maneira e terá aprendido a Regra de Ouro do Universo:Tudo é Amor! A vida é Amor! Nós somos centelhas de Amor! E por tanto amar você, jamais poderia permitir que você se ferisse, agredindo a mim. Se você ama uma criança, jamais permitirá que ela se machuque ou se fira, porque ela ainda não entende que se agir de determinada maneira perigosa irá ferir-se e irá sofrer. Você a ampararia, não é mesmo? Você deverá aprender, em primeiro lugar a Lição do Amor, a viver o Amor em toda a sua plenitude, pois o Amor é tudo e, se você está vivo, deve sua vida a um Ato de Amor. Pense nisso, medite muito sobre isso. Dê Amor gratuitamente. Ensine Amor com muito Amor e logo verá como tudo a seu redor vai ficar mais sublime, mais diáfano, pois você estará flutuando sob os influxos da Energia mais poderosa do Universo, que é o Amor.E sua vida será sublime...
Instantaneamente, tudo se desfez e se viram em outro ambiente, ainda mais lindo e repousante do que este último em que estiveram.Então o Mestre falou:
-Este é um dos níveis mais elevados a que pode chegar o Ser Humano em sua senda evolutiva, ainda na Matéria, no Planeta Terra. Um homem que conseguiu entender o que é o Amor, já é um Homem sublime, inefável e quase inatingível pelas infelicidades humanas, pois já descobriu o Começo da Verdade, mas ainda não a conhece em toda a sua plenitude, o que só acontecerá quando atingir o nível 7. Logo você descobrirá isso. Dê um tapa nesse homem que aí vem chegando.
E o buscador pediu ao homem que parasse. Quando seus olhares se cruzaram, uma espécie de choque elétrico percorreu-lhe todo o corpo e uma sensação mesclada de amor, compaixão, amizade desinteressada, compreensão, de profundo conhecimento de quase tudo que se relaciona à vida e um enorme sentimento de extrema segurança encheu-lhe todo o seu ser.
- Bata nele! - ordenou o Mestre.
- Não posso, Mestre, não posso...
- Bata nele! Faça um grande esforço, mas terá que bater nele! Nosso aprendizado só estará completo se você bater nele! Faça um grande esforço e bata! Vamos! Agora!
- Não, Mestre. Sua simples presença já é suficiente para que eu consiga compreender a futilidade de lhe dar um tapa. Prefiro dar um tapa em mim mesmo. Nele, porém, jamais!
- Bate-me - disse o Homem com muita firmeza e suavidade - pois só assim aprenderás tua lição e saberás finalmente porque ainda existem guerras na Humanidade.
- Não posso...Não posso...Não tem o menor sentido fazer isso...
- Então - tornou o Homem - já aprendeste tua lição. Quem, dentre todos em quem bateste, a ensinou para ti? Reflete um pouco e me responde.
-Acho que foram os três primeiros, do nível 1 ao 3. Os outros apenas a ilustraram e a complementaram. Agora compreendo o quão atrasados eles estão e o quanto ainda terão que caminhar na senda evolutiva para entender esse fato. Sinto por eles uma compaixão muito profunda. Estão de "muletas" e não sabem disso. E o pior de tudo é que não conseguem perceber que é até muito simples e muito fácil abandoná-las e que, no preciso instante em que as abandonarem, começarão a progredir. Era essa a lição que eu deveria aprender?
- Sim, filho meu. Essa é apenas uma das muitas facetas do Verdadeiro Aprendizado. Ainda terás muito que aprender, mas já aprendeste a primeira e a maior de todas as lições. Existe a Ignorância! - volveu o Homem com suavidade e convicção - Mas ainda existem outras coisas mais que deves ter aprendido. O que foi?
- Aprendí também que é meu dever ensiná-los para que entendam que a vida está muito além daquilo que eles julgam ser muito importante - as suas "muletas" - e também sua busca inútil e desenfreada por sexo, status social, riquezas e poder. Nos outros níveis, comecei a entender que para se ensinar alguma coisa para alguém é preciso que tenhamos aprendido aquilo que vamos ensinar. Mas isso é um processo demorado demais, pois todo mundo quer tudo às pressas, imediatamente...
- A Humanidade ainda é uma criança, mal acabou de nascer, mal acabou de aprender que pode caminhar por conta própria, sem engatinhar, sem precisar de usar "muletas". O grande erro é que nós queremos fazer tudo às pressas e medir tudo pela duração de nossas vidas individuais. O importante é que compreendamos que o tempo deve ser contado em termos cósmicos, universais. Se assim o fizermos, começaremos, então, a entender que o Universo é um organismo imenso, ainda relativamente novo e que também está fazendo seu aprendizado por intermédio de nós - seres vivos conscientes e inteligentes que habitamos planetas disseminados por todo o espaço cósmico. Nossa vida individual só terá importância mesmo, se conseguirmos entender e vivenciar este conhecimento, esta grande Verdade: -Somos todos uma imensa equipe energética atuando nos mais diversos níveis energéticos daquilo que é conhecido como Vida e Universo, que, no final das contas, é tudo a mesma coisa.
- Mas sendo assim, para eu aprender tudo de que necessito para poder ensinar aos meus irmãos, precisarei de muito mais que uma vida. Ser-me-ão concedidas mais outras vidas, além desta que agora estou vivendo?
- Mas ainda não conseguiste vislumbrar que só existe uma única Vida e tú já a estás vivendo há milhões e milhões, nos mais diversos níveis? Tú já foste energia pura, átomo, molécula, vírus, bactéria, enfim, todos os seres que já apareceram na escala biológica. E tú ainda és tudo isso. Compreende, filho meu, nada se cria,nada se perde, tudo se transforma.
- Mas mesmo assim, então não terei tempo, neste momento atual de minha manifestação no Universo, de aprender tudo o que é necessário ensinar aos meus irmãos que ainda se encontram nos níveis 1, 2 e 3.
- E quem o terá jamais, algum dia? Mas isso não tem a menor importância, pois tú já estás a ensinar o que aprendeste nesta breve jornada mental. Já aprendeste que existem 7 níveis evolutivos possíveis aos seres humanos, aqui, agora, neste Planeta Terra.
O autor deste conto conseguiu transmití-lo, há alguns milênios, através da tradição oral, durante muitas e muitas gerações. O autor deste trabalho, ao ler esse conto, há muitos anos atrás, também aprendeu a mesma lição e agora a está transmitindo para todos aqueles que vierem a lê-lo e, no final, alguns desses leitores, um dia ensinarão essa mesma lição a outros irmãos humanos. Compreendes agora que não será necessário mais do que uma única vida como um ser humano, neste Planeta Terra, para que aprendas tudo e que possas transmitir esse conhecimento a todos os seres hmanos nos próximos milênios vindouros? É só uma questão de tempo, não concordas, filho meu? Agora, se quem deste aprendizado tomar conhecimento e, assim mesmo, não desejar progredir, não quiser deixar de lado as "muletas" que está usando ou não quiser aceitar essa verdade tão cristalina, o problema e a responsabilidade já não serão mais teus. Tú e todos os demais que estão transmitindo esse conhecimento já cumpriram as suas partes. Que os outros, os que dele estão tomando conhecimento, cumpram as suas. Para isso são livres e possuem o discernimento e o livre arbítrio suficientes para fazer suas escolhas e nada tens com isso. Entendeste, filho meu?"
Eis a breve reflexão que fiz e que meu amigo intitulou de "A Maçonaria agora é conhecida por Arte Real" (não entendí o termo "agora"...)
Olá, meu amigo! Que bom que me enviou essa pérola! Tentarei fazer uma breve reflexão.
O Universo onde habita Deus e, em uma de Suas moradas, o corpo e alma humanos, dá-se a conhecer, por vezes, em Suas leis e princípios fundamentais, àquele que se esmera na busca da Verdade. Fragmentos desta se revelam à nossa razão através de nossa inteligência, nossos sentidos, na consciência de sí inserta no externo.
Este conto me pareceu trazer embutida a simbologia maçônica, estou certa? Digo isso porque a Maçonaria, ainda hoje é conhecida como Arte Real.
Isto vem de um período (Idade Média) em que a Maçonaria atuava no campo exclusivamente operativo.Formada por arquitetos, mestres, pedreiros (origem, aliás, da palavra maçom), era necessário um aprimorar constante que impunha o conhecimento nas chamadas sete artes:Astronomia, Música, Geometria, Aritmética, Lógica, Retórica e Gramática.Isso lhe valeu o reconhecimento e a proteção dos reis, sob a forma, por exemplo, do incentivo e financiamento para a construção das belíssimas obras que nos encantam até hoje: palácios, catedrais, jardins e monumentos.
Pois bem, a Arte Real concede ao Aprendiz uma fascinante viagem no conhecimento de sí mesmo enquanto agente, de seu mundo interno enquanto Mente em ação, da Energia que tudo move e constrói.Nessa busca pelo conhecimento, meu amigo confesso-lhe que distingo bem alguns níveis de "evolução"...sentei-me, por várias vezes, nos degraus dos níveis 1 ao 4...Nos mais elevados procuro me inspirar, absorver-lhes a essência, espelhar-me mas, como é difícil o burilar interno...
O objetivo da Arte Real é refletir os ensinamentos universais, repassá-los; contudo, é árdua tarefa do dia-a-dia! Os tapas metafóricos vêm de todos os lados: da corrupção que nos indigna e decepciona; da traição dos ideais; do assalto real e daquele que nos rouba diuturnamente nossa expressão, nossa dignidade de cidadãos...O tapa nos chega das instituições falidas que beatificamos no altar dos nossos anseios: na fila por um atendimento médico com qualidade e respeito ( constitucionalmente, a saúde é um direito de todos e obrigação do Estado...); na busca da acessibilidade ao ensino em todos os seus níveis, nos serviços públicos burocratizados...
Cinzel (matéria) e maço (espírito), em conjunto e utilizados com precisão, ensejarão uma belíssima obra; porém, nunca lhe veremos o resultado final, porque sempre restarão arestas a serem polidas: tal como na escada de Jacob, o aperfeiçoamento justo e perfeito, ao olhar para cima, só distingue luz e, por isso não se detém...
Mas, às vezes, se cala! O silêncio, por vezes, é uma forma de proteção, de se evitar o mal entendido que caminha ao lado da ignorância! "Audi, vide, tace"...Nem tudo o que apreendemos será claramente aceito, entendido em seu significado maior por outrem...Em certos momentos, calar-se é respeitar o grau evolutivo do outro...
Questiono-me até que ponto devo repassar determinada lição do Mestre maior (a Vida) e onde devo calar-me...Tenho medo sim do tapa que fere, que macula e deturpa o belo e o bom da lição... do tapa da ignorância...Será covardia, omissão, egoísmo calar-se? Talvez não, em certos momentos. Nestes, de certa forma, agimos como os pais de uma criança: respondem às suas indagações na linguagem que lhes é compreensível por sua idade...E haverá o dia em que elas próprias nos questionarão sobre aquilo pelo qual não temos respostas ou colocarão em xeque nossas certezas...Daí, poderemos ou não passar a outro nível ( como diz o conto), a outro degrau...
Agradeço-lhe por me enviar esta mensagem que enseja uma profunda reflexão. Quem dera tivesse mais tempo para melhor expor meu pensamento!
Agradeço-lhe sobretudo por se dispor, tão gentilmente, a compartilhar sua amizade e me "forçar" a produzir esta resposta. Estou pronta para outros contos! Um sincero e fraternal abraço. Leninha.
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O MISTÉRIO DA LHAMA DE FLORIANÓPOLIS
Já contei essa história para muitos vocês, mas senti que algo não "batia" que algum elemento estava faltando,para que o incidente fosse totalmente entendido. Então recordo o caso.
Segundo um amigo, catarinense de origem e brasiliense de adoção, como eu, um milionário de sua terra, ao visitar um país andino, adorou as lhamas e deu um jeito de importar uma e deixá-la livre na sua propriedade. A lhama é um animal que pode ser usado até como montaria, fornece lã, couro,possivelmente carne e etc. Só que há um detalhe: se alguém a aborrece seja outra lhama, ou animal, ou nós humanos, ela vira-se e dispara uma enorme cusparada mal cheirosa no "inconveniente".
Vai daí que um dia, esse tal milionário "barriga-verde" deu uma festa de arromba em sua casa. E um dos convidados -parece que muito bem vestido- bebeu umas e outras além da conta e saiu para dar uma volta no jardim, área verde em torno da propriedade, respirar e melhorar seu porre ou vizinhanças dele.
Ocorre, que em seu caminhar, deparou-se com tal lhama, na escuridão, ou meia escuridão, não entendeu, deve ter se assustado o que fez a lhama também se assustar e não deu outra: uma baita cusparada no convidado.
O sujeito,deu pernas para que te quero, e irrompeu salão adentro, gritando:
-"O diabo! O Diabo! Eu vi! No jardim!!"". Não tenho certeza, mas acho que o cara falou até que o demônio lhe cuspira.
Claro, é engraçado, mas ficou no ar a pergunta: como é que uma lhama pode ser confundida com o diabo em pessoa?
Ocorre que uma amiga querida,marido e um dos filhos e nora, visitaram o Peru e tiraram fotos, inclusive de lhamas. Foi então, que -vendo esta foto anexa- que compreendi totalmente porque o cara confundiu a lhama com Belzebu em pessoa.
Imaginem uma silhueta como esta no escuro, no meio de um porre, num jardim de Floripa. Literalmente foi caso de orelhas e cabelos em pé, mas que pareceriam chifres,sem dúvida.
Divirtam-se todos.
Um abraço
Alberto Francisco do Carmo
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PARA UMA VIDA MELHOR
Possui nutrientes, antioxidantes e substâncias que evitam a proliferação de células tumorais humanas De acordo com um estudo publicado no Journal of Agricultural and Food Chemistry de 18 de maio de 2007, os componentes que protegem contra o câncer são encontrados na casca da maçã e não em sua polpa.
Os pesquisadores analisaram a composição química da casca da maçã e identificaram uma alta concentração de fitoquímicos que já mostraram propriedades antioxidantes e contra 3 tipos diferentes de células tumorais humanas, incluindo células da mama, do cólon e do fígado.
Dietas ricas em frutas e vegetrais já mostraram reduzir o risco de câncer, doenças cardíacas, diabetes e outras doenças crônicas. Mas os pesquisadores dizem que eles estão apenas começando a entender exatamente quais são os componentes que, encontrados em frutas e vegetais, são responsáveis por esses benefícios para a saúde.
Os estudos recentes estão focados nas propriedades anti-cancerígenas de um grupo de fitoquímicos conhecidos como fenólicos, os quais são tipicamente encontrados em sementes e cascas de frutas e vegetais. A média de fenólicos encontrados em uma maçã varia de 110 a 347 miligramas por 100 gramas de maçãs frescas. As maçãs também são ricas em outro grupo de componentes saudáveis: os flavonóides.
O estudo concluiu que a casca da maçã é rica em nutrientes, antioxidantes e possui substâncias que colaboram para a não proliferação de células tumorais humanas.
Fonte: Journal of Agricultural and Food Chemistry
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Imigrantes suíços,
colonização e trabalho
No período
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Davatz era suíço e emigrou para o Brasil em 1855, contratado para trabalhar na fazenda da Ibicaba, do Senador Vergueiro. Tinha vindo disposto a economizar para adquirir um pedaço de terra. Desentendimentos entre Vergueiro e os colonos suíços levaram esses últimos à revolta, da qual Davatz foi um dos líderes. O levante foi dominado pela polícia e Davatz pôde voltar ao seu país. No ano seguinte, publicou seu volume de memórias narrando a revolta e contando as condições de vida na fazenda. Bastante parcial, é o único depoimento produzido do ponto de vista dos revoltosos.
Diferentemente de outras províncias brasileiras, São Paulo adotou sempre o modelo da colonização dirigida, implementada sobretudo por particulares. No caso dos imigrantes suíços e alemães que se fixaram em São Paulo entre 1827 e 1860, aproximadamente, a adaptação foi dificultada pelas diferenças de hábitos alimentares, de costumes e de orientação religiosa, pois a maioria deles era protestante e, à época, não havia liberdade de culto no Brasil.
O modelo de parceria, cujo exemplo mais importante é o da fazenda do Senador Vergueiro, chegou em certo momento a ser adotado em quase todas as principais fazendas de café em São Paulo. Com a revolta, as colônias de parceria praticamente desapareceram. Posteriormente, outros sistemas foram tentados, como pagamento por alqueire, até finalmente ser adotado o salário mensal fixo.
Davatz dividiu seu livro em três partes. A primeira, mais breve, fornece esclarecimentos prévios e necessários sobre as condições de vida no Brasil: aspectos, condições, usos e costumes do país. A segunda disserta sobre o tratamento dos colonos na província de São Paulo, mostra como foram tratados na chegada ao porto de Santos, como lhes foram fornecidos alimento, trabalho, habitação etc., traçando um quadro da vida dos emigrantes. A terceira relata a sublevação dos colonos contra seus opressores. Ao final, Davatz anexou diversos documentos importantes sobre o sistema de parceria e as ações e reivindicações dos revoltosos.
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AS MELHORES PRÁTICAS DA BIOTECNOLOGIA PARA DESENVOLVER MODELOS INOVADORES NO APROVEITAMENTO ECONÔMICO SUSTENTÁVEL DA BIODIVERSIDADE DA AMAZÔNIA
Elimar Pinheiro do Nascimento**
O VALOR ESTRATÉGICO DA BIODIVERSIDADE.
Recentemente o Brasil voltou seu olhar para a biodiversidade brasileira. Essa preocupação se justifica na busca pela conservação da diversidade biológica, já que esta é uma das propriedades fundamentais da natureza, responsável pelo equilíbrio e estabilidade dos ecossistemas. Além disso, a diversidade biológica representa um imenso potencial de uso econômico, em especial com o uso da biotecnologia, e vem sendo deteriorada com aumento da taxa de extinção de espécies, devido ao impacto das atividades antrópicas (Ferreira de Souza Dias, 2002).
Segundo Ferreira de Souza Dias, 2002, essa preocupação com a conservação e uso sustentável da biodiversidade começou, mais acentuadamente, a partir da Convenção sobre a Diversidade Biológica (CDB), que estabeleceu pela primeira vez, nas diferentes nações, a ligação entre a conservação da biodiversidade e o desenvolvimento da biotecnologia. O que levou ao reconhecimento do princípio da repartição dos benefícios advindos da comercialização de produtos da biotecnologia, entre os países que desenvolveram um produto biotecnológico e os países de origem dos recursos genéticos que serviram de base para o desenvolvimento desse produto. É o que se denomina como o rateio dos custos de conservação da biodiversidade, com os países ricos se comprometendo a arcar com parcelas significativas do custo de conservação (os custos adicionais), tanto in situ quanto ex situ, principalmente nos paises menos desenvolvidos, entretanto, ricos em biodiversidade.
Dessa forma, o tema do manejo da biodiversidade, seu aproveitamento, exploração, conservação, planejamento e repartição dos benefícios do seu uso, ao longo das cadeias produtivas, têm sido uma das preocupações fundamentais desde a Convenção da Biodiversidade, realizada no Rio de Janeiro em 1992.
Algumas das questões que a maioria dos pesquisadores e responsáveis pelo desenvolvimento de políticas públicas se faz é: Por que esse grande potencial de biodiversidade existente no Brasil ainda não conseguiu ser mais expressivo na pauta de produção das economias regionais? e Por que não se constituiu em um fator importante de desenvolvimento regional, de geração de riqueza e erradicação da pobreza?
Segundo Enríquez, da Silva e Cabral (2003), essas são as maiores inquietações dos especialistas que conhecem um pouco das inúmeras possibilidades da Região, enquanto fonte de produtos naturais. Sabe-se, no entanto, que apenas a dotação de recursos naturais não é garantia de crescimento econômico, tampouco de desenvolvimento sustentável para quem a detém. Conduzir processos econômicos com base em produtos extrativos tem deixado uma perversa herança para a região. Os ciclos das drogas do sertão da borracha, madeira e minérios, dentre outros, resultaram num rastro de devastação sem a contrapartida desejada para o desenvolvimento regional.
“Nesse sentido, é de fundamental importância a análise dos fatores que garantirão o uso racional dos recursos naturais da Amazônia, em uma perspectiva de sustentabilidade. O novo paradigma de desenvolvimento ressalta que mais do que potencialidade é preciso que existam condições concretas para que esses produtos naturais possam se converter em verdadeiras oportunidades de negócios para impulsionar uma nova dinâmica na economia regional" (Enríquez, da Silva e Cabral, 2003).
Haddad (1999) destaca que “quando se pretende definir quais são as possibilidades de crescimento econômico de uma região a partir da sua dotação de recursos, é preciso estar ciente de que o conceito de potencialidade de recursos é econômico e não físico. Ou seja, o valor de um recurso natural não é intrínseco ao material, mas depende da estrutura da demanda, dos custos relativos de produção, custos de transporte, das inovações tecnológicas que sejam comercialmente adotadas, etc.” O autor acrescenta que “a questão dos custos relativos é crítica: uma oportunidade favorável em alguma localidade ou região pode não ser explorada devidamente por causa da existência de uma melhor oportunidade em outra localidade ou região. Portanto, a incorporação das noções de custo de oportunidade e de concorrência é importante para melhor compreensão do conceito de competitividade inter-regional”.
Nos últimos anos, ao lado da crescente pressão sobre o meio ambiente decorrente das atividades humanas, com impactos sobre os recursos naturais e alterações nos habitats, tem crescido também a demanda por produtos naturais de origem animal ou vegetal principalmente para setores produtivos de: óleos naturais, cosméticos/perfumes e fármacos/controladores biológicos.
Em relação a este ultimo ramo, cabe notar que a pesquisa de substâncias biologicamente ativas de uso na indústria médico-farmacêutica tem ocupado um espaço relevante em discussões nos meios científicos e políticos, principalmente, com o acirramento dos debates sobre o acesso aos recursos genéticos e a justa e eqüitativa distribuição dos benefícios obtidos da sua utilização.
Ao lado das discussões atuais sobre os impactos na área médica quando da descoberta de novas drogas, também ficam evidentes os interesses econômicos envolvidos na questão. A Associação Brasileira da Indústria Fitoterápica (Abifito), entidade que congrega em torno de 40 empresas do ramo, estima que 82% da população brasileira utiliza produtos à base de ervas e que o setor fitoterápico movimenta por volta de R$1 bilhão por ano em toda a sua cadeia produtiva, empregando mais de cem mil pessoas no Brasil. Estudos revelam que a disseminação do uso de fitoterápicos é decorrente do fato de serem produtos simples, baratos, eficientes e não provocarem os indesejáveis efeitos colaterais dos remédios alopáticos.
No ramo da indústria cosmética os números são ainda maiores. Especialistas indicam que nos Estados Unidos a indústria de cosméticos vende US$18 bilhões dos quais 10% são à base de produtos naturais. Daí o grande interesse das empresas desse ramo em regiões ricas em biodiversidade, como a Amazônia brasileira. No Brasil, a indústria de cosméticos e afins tem crescido a uma taxa média anual de 8%, tendo passado de um faturamento líquido de R$ 5,5 bilhões, em 1997, para R$ 9,5 bilhões, em 2002.
As perspectivas otimistas de novas descobertas são acentuadas, de um lado, pelo desconhecimento generalizado de nossos recursos naturais, e, de outro, pelo reconhecimento inequívoco das suas potencialidades. Segundo o Relatório Nacional para a Convenção sobre Diversidade Biológica (MMA, 1998), o Brasil é o país de maior diversidade biológica do planeta, entre outros 17 países que reúnem 70% das espécies de animais e vegetais até então catalogadas no mundo. Estima-se que o país possua de 15 a 20% de toda a diversidade biológica mundial e o maior número de espécies endêmicas do globo. São cerca de 55 a 60 mil espécies de plantas superiores (22 a 24% do total mundial), 524 de mamíferos (131 endêmicos), 517 anfíbios (294 endêmicos), 1.622 espécies de aves (191 endêmicas), 468 répteis (172 endêmicos), cerca de 3.000 espécies de peixes de água doce e uma estimativa de 10 a 15 milhões de insetos.
Alguns dos mais ricos biomas do mundo são, também, encontrados no Brasil, como a Amazônia, o Pantanal, a Mata Atlântica e os Cerrados. Somente a Amazônia responde por cerca de 26% das florestas tropicais remanescentes no planeta (Santos, 2000).
Segundo o banco de dados de produtos naturais mantido pela Universidade de Illinois, em Chicago, das 3.500 novas estruturas químicas obtidas a partir de fontes naturais, registradas até 1985, 2.618 eram provenientes de plantas superiores, 512 de plantas inferiores (liquens, fungos filamentosos e bactérias) e o restante proveniente de fontes diversas. Com relação às plantas superiores, apenas 9,5% haviam sido testadas quanto aos seus efeitos farmacológicos, revelando grande potencial ainda não investigado.
As informações econômicas envolvendo a cadeia produtiva de produtos naturais obtidos a partir de componentes da biodiversidade no Brasil estão dispersos no meio acadêmico e de pesquisa, em trabalhos de organizações não-governamentais e nas publicações oficiais do Governo Brasileiro.
Nesse sentido, as informações sobre o patrimônio genético brasileiro quanto a sua localização, caracterização e nível de exploração real, ainda são insuficientes devido à inexistência de uma política de bioprospecção que, como atividade exploratória, vise identificar componentes do patrimônio genético e recopilar informação sobre conhecimento tradicional associado, com potencial de uso comercial. Torna-se cada vez mais importante potencializar os estudos da biotecnologia para se conhecer seu valor estratégico, aplicação e aproveitamento comercial da biodiversidade, bem como, aprofundar o debate sobre a bioprospecção, as cadeias produtivas da biodiversidade* e, também, identificar nesse contexto o papel da bioindústria, as empresas de base tecnológicas e os diferentes mecanismos de relação com o setor produtivo.
Para ampliar o uso da biotecnologia e da bioprospecção, no aproveitamento da biodiversidade da Amazônia, é fundamental contar com instituições que atuem na cadeia produtiva, como centros de pesquisa que tenham capacidade para realizar inovações tecnológicas e estreitar as relações com o mercado por meio de mecanismos de gestão. Tais ações são fundamentais neste novo modelo de exploração sustentável da biodiversidade, onde a bioindústria desempenha um papel estratégico para a política industrial e tecnológica do Brasil.
No âmbito macro, o artigo propõe um modelo de desenvolvimento sustentável que, a partir da crescente demanda de produtos naturais em escala nacional e internacional, promova o biocomércio sustentável no âmbito regional, como um modelo local de crescimento econômico para geração de riqueza e erradicação da pobreza na Amazônia.
IMPACTOS ECONÔMICOS DA PERDA DA BIODIVERSIDADE.
Desde a emergência da vida, há quatro bilhões de anos, pelo menos cinco grandes episódios naturais provocaram drásticas reduções no número de espécies. Alguns especialistas consideram que a atual pressão antrópica sobre os ecossistemas seria o sexto grande evento de extinção em massa. Em condições naturais, uma espécie é extinta a cada ano, mas hoje se estima que 10 mil espécies desaparecem anualmente (Da Veiga e Ehlers, 2000).
É difícil estabelecer com segurança a importância relativa dos seis fenômenos que mais provocam a perda da biodiversidade: destruição e alteração de habitats; exploração de espécies “selvagens”, introdução de espécies exóticas, homogeneização, poluição e mudanças ambientais globais.
Segundo Da Veiga E. e Ehlers (2000) quanto à extinção global de animais, estima-se que um terço seja provocada pela destruição/alteração de habitats, outro terço venha da introdução de espécies e o terceiro decorra de formas insustentáveis de caça e de pesca. Mas cerca de dois terços dos estoques de peixes marinhos estão sendo ultra-explorados ou já foram extintos. Três quartos dos desaparecimentos de pássaros decorrem diretamente das mudanças de uso dos solos, exatamente como acontece com a extinção do planeta (Maffe e Carrol,1994, citado por Da Veiga, E. e Ehlers, 2000).
Além da degradação da Mata Atlântica, que no Brasil não é um fenômeno recente, a Floresta Amazônica que é considerada a maior reserva de diversidade biológica do mundo, também tem sido alvo de intensa dilapidação. A ausência de uma política de desenvolvimento rural aliada ao fluxo migratório para a região é incompatível com a necessidade de preservação e conservação dos recursos florestais. Em Rondônia, por exemplo, a população saltou de 110 mil habitantes em 1975 para mais de um milhão em 1986, provocando a destruição de quase um terço das florestas daquele estado (Da Veiga e Ehlers, 2000).
Cuidar o meio ambiente, no mundo, representa recursos importantes, entretanto, sempre menos que os subsídios que se pagam às empresas agro-alimentares. A idéia é que a preservação do meio ambiente não detenha o crescimento local e nem que o dinamismo econômico venha a destruir as características locais. Herman Benjamin (2001) aponta quatro macroameaças para a biodiversidade: destruição, fragmentação e degradação de habitats – destacada pelo autor como a mais perigosa: exploração predatória, introdução de espécies exóticas e aumento de pragas e doenças. Entretanto cabe ressaltar que a tecnologia desempenha um importante e duplo papel.
Em alguns estados da Amazônia, para onde a fronteira agrícola está se expandido, o uso intensivo da tecnologia, para produzir produtos primários, como a soja (commodites) e carne bovina, estão provocando a destruição do meio ambiente e gerando problemas estruturais para a economia da região, desemprego, doenças e principalmente encerrando as oportunidades da implantação de um novo modelo baseado no desenvolvimento sustentável da economia.
Um dos exemplos que demonstram esta realidade está no cultivo da soja que apresenta uma rentabilidade de 2-3 tons/hectare e o preço da soja no mercado equivale a US$250/tonelada no mercado internacional e com um rendimento de US$500 por hectare (PEREIRA da SILVA, 2005).
Pó outro lado, um cálculo de rentabilidade de investimento na atividade pecuária na Amazônia nós da uma relação de tempo médio de abate de 4 anos. A média do boi ao abate é de 240 kg (= 0,25 tonelada) o que representa 4 bois = 1 tonelada. Isso significa que 1630 mil toneladas correspondem a 6.320.000 cabeças de gado. Manter a produção dessas 1630 mil toneladas anuais exige rebanho de 25 milhões de cabeças de gado (de bezerro, novilhas e abates). A conclusão deste segundo exemplo é de que o rebanho de 25 milhões de cabeças representa cerca 3000 mil toneladas a média aceitável de 410 kg por hectares constitui área de pasto de 7,5 milhões de hectares de desmatamento da Amazônia.
Finalmente, se conclui que se 7,5 milhões de hectares renderam 100 milhões de dólares aos frigoríficos e 4,4 bilhões de reais aos pecuaristas, o rendimento anual da pecuária na Amazônia é 13.3 dólares + 590 reais por hectare, ou seja, cerca de 210 dólares por hectare (Pereira da Silva, 2005).
No outro extremo encontram-se os cálculos dos preços no mercado de serpentes biopiratadas e outros animais silvestres (segundo a policia federal): bothrops atros (300 reais); Surucucu (3.000 reais); aranha marron (30.000 reais) e coral (30.000 reais) (Pereira da Silva, 2005).
Com os avanços tecnológicos alcançados nas últimas décadas seria possível a utilização de recursos tecnológicos para agregar valor à floresta em pé, com as queimadas e destruição da floresta amazônica perdem-se inúmeras possibilidades do aproveitamento comercial da biodiversidade.
As mudanças de paradigmas dos anos 1980, segundo Egler (2004) e os avanços das novas tecnologias permitiram perceber a importância econômica da biodiversidade. Acontece um aumento na privatização de componentes derivados da biodiversidade.
Por outro lado, houve a constatação de que populações tradicionais de países pobres e megadiversos estavam sendo usurpadas mais velozmente. Surgiu a necessidade de um regime internacional que conservasse a biodiversidade e promovesse justiça e equidade (EGLER, 2004).
Após a Convenção da Biodiversidade ampliou-se e diversificou-se a presença de atores que não eram parte da agenda dos problemas da biodiversidade. Alguns dos mais importantes setores que se incorporaram aos estudos e debates das políticas públicas sobre as diversas manifestações da biodiversidade foram: cientistas das áreas naturais e sociais, tecnólogos, mercado (empresas ‘bioprodutoras” e “bioconsumidoras”), estados nacionais (nível global), entidades internacionais (âmbito mundial), não governamentais sóci-ambientais, populações locais.
Conjuntamente com a incorporação desses novos atores Egler (2004) destaca que houve novos focos de atenção, de estudo e de atuação que foram promovidos pelos acordos da CBD, dentre os quais destaca: a conservação, o uso sustentável dos componentes da biodiversidade e o consenso sobre a necessidade da repartição justa e eqüitativa de benefícios que gera a biodiversidade.
Outro assunto que se destaca após da CDB é que os Recursos Biológicos não são mais tidos como Patrimônio Comum da Humanidade, os Estados nacionais são soberanos sobre seus recursos.
BIOCOMÉRCIO
A idéia de biocomércio está representada por as empresas, idéias e/ou projetos baseados no comércio de produtos ou serviços provenientes da biodiversidade os quais são rentáveis econômica e financeiramente e que inclui critérios de sustentabilidade ambiental e social. Uma característica importante do biocomércio é que um ente facilitador, apóia processos de empresários e todo tipo de organizações produtivas, faz pesquisa estratégica. Em um contexto mais amplo o Biocomércio está composto pelos produtos naturais não madeireiros, produtos de madeira e produtos agropecuários bem como o ecoturismo. O biocomércio é uma ferramenta poderosa para proteção e aproveitamento econômico da biodiversidade, tem sido introduzido no contexto do desenvolvimento de alguns países, principalmente dos países emergentes. Uma outra característica do biocomércio consiste em que ele se concretiza a partir do esforço contínuo de pesquisa, articulação interinstitucional e de ações inovadoras no âmbito mundial.
A BIOPROSPECÇÃO
Consiste em um mecanismo que permite o conhecimento e novas possibilidades de uso comercial da biodiversidade, bem como pode contribuir com as comunidades locais para melhorar suas condições de vida e maximizar suas oportunidades, a partir de políticas de inclusão social.
O objetivo básico de todo programa de bioprospecção consiste no descobrimento de organismos que possibilitem o desenvolvimento de novos produtos. Todo programa de bioprospecção reúne três etapas básicas: inventário e coleta de amostras, preparação de extratos e determinação das propriedades.
A bioprospecção pode ser definida ou entendida como o método ou forma de localizar, avaliar e explorar sistemática e legalmente a diversidade de vida existente em determinado local, e tem como objetivo principal a busca de recursos genéticos e bioquímicos para fins comerciais.
Na agricultura, a biotecnologia tem se destacado cada vez mais, conseguindo excelentes sucessos na reprodução tanto de plantas quanto na melhoria de produção animal, com importantíssima colaboração de genes de plantas e animais etc. Dessa forma, a matéria prima, no caso a diversidade de vida, passou a ter maior valor de mercado e, conseqüentemente, mais atenção dos países detentores que, conscientes dessa valoração, passaram a buscar regras para a sua exploração. Assim, surgiu, em âmbito planetário, uma nova forma de exploração de produtos, a exploração dos recursos naturais biológicos, ou seja, a exploração da biodiversidade, surgindo dessa forma, a bioprospecção.
Para a realização e efetivação da bioprospecção é necessário que o poder público, as organizações particulares não governamentais (ONGs), as universidades públicas e particulares, as empresas químicas e farmacêuticas entre outras, as comunidades e a coletividade em geral participem concretamente através de convênios, contratos de concessão, permissão e parcerias em geral.
Diversas organizações da sociedade civil (Fórum Ambiental 1998) criticam as ações de bioprospecção. O argumento é de que, no processo de perda da biodiversidade, os principais agentes da conservação da biodiversidade, as comunidades locais, incluídos agricultores, indígenas, pescadores e habitantes das florestas, estão sendo eliminados como tais, expulsos de seus territórios e do acesso aos recursos que eles mesmos têm conservado, e por anos têm sido à base da sua cultura e sustento. Seus conhecimentos ancestrais estão sendo despojados, fragmentados e transformados em mercadorias para o lucro, através da bioprospecção e o patenteamento.
Entretanto, outros setores consideram a bioprospecção uma atividade lucrativa que pode favorecer o desenvolvimento e a conservação dos recursos dos países em desenvolvimento e das comunidades locais, devendo realizar-se convênios transparentes que mostrem claramente qual será o benefício dessas comunidades a partir dessas parcerias e, tomando todas as cautelas necessárias para que os danos sejam os menores possíveis.
Apesar do processo de bioprospecção ser relativamente novo, podemos, desde já, destacar algumas de suas vantagens já alcançadas: propicia conhecimento da biodiversidade e seu potencial; fornece substâncias importantes ao homem; favorece o crescimento econômico e desenvolvimento das cadeias produtivas da biodiversidade; é um fator gerador de empregos; proporciona recursos, através de fundos para a conservação; gera impostos; melhora o nível científico do país e poderá melhorar o nível de vida das populações locais com a utilização correta dos recursos naturais, através das microempresas, das aglomerações de empresas, APL´S e empresas de base tecnológica.
Não resta dúvida que dentre os mecanismos mais importantes para contribuir com a industrialização (beneficiamento) e comercialização dos produtos naturais, principalmente, dos óleos naturais, as pequenas empresas de base tecnológica, constituem um mecanismo fundamental para completar as cadeias produtivas ainda pouco expressivas no contexto da Amazônia.
AS PEQUENAS EMPRESAS DE BASE TECNOLÓGICA E SEU PAPEL NA EXPLORAÇÃO DA BIODIVERSIDADE
São os principais instrumentos de realização do biocomércio e da bioprospecção, apresentam, apesar de um reduzido horizonte, inúmeras possibilidades e potencialidades. Existem alguns indicadores para se avaliar as perspectivas das pequenas empresas, além de aumentar a taxa de ocupação e contribuir para aliviar a pobreza, elas apresentam a potencialidade de integração estrutural em setores formais, em redes e agrupações locais - onde promovem negócios sustentáveis - dinamizando recursos e tecnologias nacionais, dentre outros aspectos, que revelam seu importante papel na dinâmica social e, principalmente, uma forte capacidade de gerar inovações tecnológicas.
É conhecido o fato de que apesar da publicidade e marketing, acerca das corporações multinacionais e transnacionais e dos conglomerados que geram bilhões de dólares, maior número de pessoas localiza-se nos pequenos negócios do que nos grandes negócios (Perez, C, 2002).
No Brasil, as PME’s vêm assumindo um papel crescente. Em conseqüência desta reconhecida importância, esta categoria de empresas tem recebido grande atenção, por parte de especialistas, bem como ocupado maior espaço na agenda do governo e da iniciativa privada.
Contrastando com essa importância, verifica-se que apenas três, de cada dez novos empreendimentos classificados como PME’s, chegam ao quinto ano de criação. Considerando-se apenas o 1º ano de atividade, a taxa de mortalidade das PME’s chega a 40% do total de empresas (Sebrae, 2004).
As PME’s enfrentam diversas dificuldades, principalmente, no acesso às informações, á tecnologia, aos sistemas de financiamento, ao mercado, à aquisição de competências de gestão e à adoção de práticas de cooperação. Alta carga tributária, dentre outros problemas, é um verdadeiro obstáculo ao desenvolvimento.
Como alternativas a essa vulnerabilidade, estão emergindo novas formas de organização, de cooperação e de iniciativas, que contribuem para que as PME’s consigam consolidar-se e ganhar competitividade. Dentre estas, destacam-se os diferentes processos de integração que ganharam força em algumas regiões, como o caso dos APL´S, definidos como sistemas produtivos locais, caracterizados por um número expressivo de empresas de pequeno, ou muito pequeno porte, especializados em diferentes produtos e, as já conhecidas incubadoras de empresas e parques tecnológicos.
Com relação aos APL´s uma das principais constatações das análises disponíveis com relação aos países em desenvolvimento, consiste em que, apesar de incorporarem importantes elementos sobre a coordenação das atividades ao longo das cadeias, ainda são extremamente reducionistas, no sentido de que geralmente limitam as possibilidades de transformação dos aglomerados locais a uma quase inevitável integração à globalização via exportação de commodities.
As pequenas empresas de alta tecnologia (empresas de base tecnológica), com fortes esquemas de pesquisa e desenvolvimento, oferecem uma oportunidade muito maior para montagem de bases locais, regionais ou nacionais. Elas estão capacitadas a interagir no âmbito das universidades e a obter suficiente apoio teórico e prático para encarar a biodiversidade e seus problemas. E, por serem empresas, elas dispõem das conexões certas para estabelecer ligações com a grande indústria. Essas empresas, sendo boas, são extensivamente terceirizadas pela grande indústria dos países centrais. Nos Estados Unidos, elas representam 84% de toda a tecnologia que chega ao mercado, a despeito de representarem aproximadamente 40% dos investimentos em pesquisa e desenvolvimento realizados na área farmacêutica. Além disso, elas se localizam na periferia das grandes comunidades científicas e injetam de volta no meio universitário 15 a 17% de sua receita na forma de apoio por um trabalho de pesquisa verdadeiramente inovador realizado por estudantes jovens e não comprometidos intelectualmente (SCHNEIDER, 2005).
Embora seja sempre difícil o transplante de modelos criados nas nações industrializadas, o exame da situação brasileira parece mostrar que já existe uma suficiente aculturação da idéia. Mais de 10 Parques e umas 250 Incubadoras de empresas de base tecnológica estão espalhados pelo País, embora claramente aglomerados em torno das grandes universidades ou de Institutos Independentes. Será que algum deles poderá desempenhar o importante papel de modelo para o desenvolvimento sustentável
No caso das pequenas empresas de tecnologia do setor farmacêutico, a resposta é claramente sim. O problema é que essas empresas não existem em número suficiente para atender à demanda, embora esse número esteja em rápido crescimento.
Uma das grandes dificuldades das pequenas empresas é a falta de condições de infra-estrutura de tecnologia para gerar competitividade e agregar valor aos produtos.
Segundo Perez (2002), para serem competitivas as PME’s precisam apropriar-se das práticas gerenciais disponíveis em forma de modelos, métodos, técnicas, ferramentas e estratégias que, conforme a experiência internacional, são acessíveis e aplicáveis com sucesso no contexto das PME’s.
As PME’s necessitam ser pequenas e competitivas, conciliar a rentabilidade com a produtividade, qualidade e bom serviço para competir com sucesso, entendendo como competitividade a não agressividade e ferocidade para destruir adversários, mas sim sendo as melhores, respondendo às exigências dos mercados, locais, nacionais ou internacionais.
Perez (2002) destaca três elementos essenciais para que as pequenas empresas ganhem competitividade: o primeiro é o processo de melhoramento contínuo de todos seus membros, que contribui ao aprendizado organizacional da empresa, onde todos seus membros são parte do capital humano que se incrementa, através da capacitação, observação dos processos de forma que cada empregado identifica problemas a resolver, encontra soluções e gera inovações incrementais. Isto pressupõe a valorização e capacitação das pessoas, estimulando sua criatividade, o que vai promover nas pessoas um processo constate de absorção e domínio crescente, tanto das tecnologias que já utiliza, bem como das novas que adquire e produz.
Um segundo fator consiste na estratégia de especialização, que permite à empresa identificar suas fortalezas e debilidades, bem como analisar o leque de opções de segmentos de mercados onde poderia competir em cenários mundiais cada vez mais diferenciados*, para saber selecionar e definir bem o mercado aonde a empresa vai a concorrer, Isso deve ter em consideração que a economia em escala não é a única alternativa, hoje já existem nichos aonde para o usuário pode ser mais importante a qualidade, a oportunidade da entrega ou o serviço (Perez, 2OO2).
O terceiro elemento colocado por Perez (2002) é a participação em redes de cooperação com sócios que as complementem, tomando consciência de que a competitividade e cooperação não são dois conceitos opostos e aprendendo que as redes de apoio e cooperação são características das empresas mais bem sucedidas no mercado mundial.
Segundo Amaral (1999), a certeza de que “ser grande é muito vantajoso”, mudou, principalmente por causa das vantagens proporcionadas pelas economias internas de escala das grandes companhias privadas. Foram as grandes transformações, especialmente da década de 1990, que levaram ao aparecimento das PME’s no cenário nacional e internacional.
CÓMO A BIOTECNOLOGIA TRANSFORMOU À BIODIVERSIDADE EM UM RECURSO ESTRATÉGICO?
Na atualidade, o acervo genético do planeta esta-se transformando em um recurso de grande valor econômico. As grandes empresas transnacionais estão explorando as regiões com abundante diversidade biológica, a fim de encontrar recursos genéticos com potencial no mercado. Nesse sentido, desde finais do Século XX, tem-se intensificado o interesse pelas matérias primas nas zonas geográficas com megabiodiversidade biológica. A terra, o ar e agua constituem a base dos recursos naturais no mundo, entretanto, o germoplasma começa a considerar-se um recurso de grande importância. A enorme utilidade deste recurso genético tem-se visto pronunciada pelo desenvolvimento da Engenharia genética e a biotecnologia (Sule, 2005)
Segundo Kloppenburg, 1992. “Hoje em dia vivemos o começo de uma nova era da produção na qual a informação genética será utilizada como matéria prima fundamental. Posto que agora um instrumento de produção do engenheiro genético, o inventário completo dos recursos genéticos tem-se tornado fundamentais em um sentido econômico” (Kloppenburg, 1992).
O mundo, onde a crise ecológica, as doenças, a fome e a pobreza, avançam paralelamente ao progresso da ciência e a tecnologia, a biotecnologia se constitui como uma via para a solução dos problemas mais urgentes e para melhorar a vida. O esgotamento constante dos combustíveis não renováveis a crescente poluição causada pelo seu uso, faz que a civilização procure novas formas de dominar a energia da natureza. Além do mais, existe uma busca que tende à substituição de matérias primas escassas e caras, como o petróleo, por outras provenientes de fontes baratas e facilmente acessíveis.
Assistimos à transição não apenas de um milênio ou um século para outro, como também mudanças levam à reestruturação de muitos aspectos da vida, e onde o padrão tecnológico aponta às tecnologias biológicas e a trabalhar com material vivo, principalmente, os recursos genéticos, como seu fonte para os bens comerciais.
Praticamente não existe campo que a biotecnologia não possa permear ou reestruturar (reconfigurar). Pode-se vislumbrar uma época que trará mudanças muito importantes e que acarretará não necessariamente a uma transformação do modo de produção atual, mas a uma reestruturação ao menos do Sistema Internacional do Trabalho onde os países do centro serão os que proveram os investimentos e as ferramentas tecnológicas, entretanto os países periféricos abastecerão de matérias primas em qualidade e de “germoplasmas” ou recursos genéticos (Sule, 2005).
Este acervo ou material genético encontra-se na biodiversidade –os seres vivos e os ecossistemas onde vivem –, que se encontra ameaçada pela crise ecológica e o abuso, do qual tem sido vítima, pelas necessidades do hegemônico modo de produção capitalista. Nesse sentido, as empresas e institutos de pesquisa de biotecnologia procuram formar bancos de dados genéticos que contenham a informação de todos os genes existentes no planeta, quer dizer, da diversidade biológica.
Segundo Bartra, 2001, “o sustento da revolução biotecnológica é a revolução informática e o monopólio do “germoplasma” adota cada vez mais a forma de bases de dados [...] Os bancos de “germoplasma” e a informação sobre os códigos genéticos são a base da inédita indústria da vida”.
Desta forma os recursos naturais evolucionam da qualidade do necessário ao estratégico, já que deixam de ser parte da dotação de recursos e matérias para começar a ser um acervo genético, que se forma com a apropriação e uso de novas técnicas, junto com um sistema de patentes. Essa revalorização dos recursos como reservas bióticas – as mais importantes encontram-se na Amazônia, na Indonésia, Austrália e no sudeste mexicano–, se da ao converter-se em fontes adicionais do desenvolvimento tecnológico na medida em que proporcionam códigos de informação e possibilidades de criação múltiplas. As técnicas adquiridas para finais do século XX permitem o desenvolvimento e aplicação de novas opções para manipular a matéria viva mediante a engenharia genética. Não é por acaso que atualmente a produção biótica seja uma indústria em expansão que no sistema econômico do mercado está ocupando espaços crescentes e atualmente representa cerca de um 45% da economia mundial (Bartra, 2001).
Torna-se fundamental mencionar que a maioria dos recursos genéticos se encontra nos países periféricos dado que contam com megabiodiversidade biológica: as selvas tropicais cobrem mais de 7% da superfície do Planeta, entretanto, contem mais da metade das espécies do planeta. Apenas no México tem-se identificado mais de 30 mil espécies de plantas superiores, no Brasil de 50 a 60 mil. Essa relação contrasta com os Estados Unidos que contem 18 mil espécies e Europa donde existem somente 12 mil (Kloppenburg, 1992). Por outro lado, os bosques tropicais constituem outro dos depósitos chaves da diversidad biológica do mundo, apesar de que somente ocupam 6% da superfície terrestre, contem outra parte significativa das espécies da terra. Estes são os resultados de milhões de anos de evolução, conformando um banco genético insubstituível e carregado de possibilidades para a nascente revolução tecnológica.
Conclusão
Recentemente foi publicado (Folha de São Paulo, 23/07/06) um artigo assinado pelos ministros da Saúde, da Agricultura, do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, Pecuária e Abastecimento e da Ciência e Tecnologia. A idéia central do artigo consiste no reconhecimento, por parte do Governo da importância de uma política pública consistente e de longo prazo para o setor de biotecnologia. Uma política nacional para o setor de biotecnologia, denominada de Política de Desenvolvimento de Biotecnologia, o documento identifica as prioridades e ações do governo no segmento para incentivar a competitividade da indústria brasileira, acelerar o crescimento econômico e criar novos postos de trabalho.
A Na prática, significa ter foco na inovação e na integração entre pesquisa e produção, buscando desenvolver produtos e processos biotecnológicos inovadores, elevar a eficiência produtiva, ampliar a capacidade de inovação das empresas e expandir as exportações. Com isso, espera-se que o Brasil possa se tornar, num período de cinco a dez anos, um dos países líderes na indústria do setor Folha de São Paulo (23/07/06).
Ressaltando a importância estratégica da biotecnologia o Governo Federal destinará esforços e recursos para a produção de vacinas e hemoderivados, além de outros produtos e serviços especializados que atendam às demandas em saúde pública; para o desenvolvimento de processos ligados à biomassa e de uso alimentício, cosmético, ambiental, bem como estimular a geração de produtos agropecuários estratégicos, visando novos patamares de competitividade e a segurança alimentar, mediante a introdução de inovações e a diferenciação de produtos que viabilizem a conquista de novos mercados.
A biotecnologia é considerada prioridade pelo governo federal. Essa mudança de atitude em relação ao setor vem sendo realizada desde 2004, quando foi lançada a Política Industrial, Tecnológica e de Comércio Exterior (PITCE). O setor não só foi incluído na política, mas também foi considerado uma das áreas prioritárias do programa.
Uma das ações mais importantes anunciada pelos ministros foi a criação, na terceira semana de julho, da Associação de Biotecnologia da Amazônia (ABA), entidade responsável pela gestão do Centro de Biotecnologia da Amazônia (CBA), que tem o objetivo de transformar a biodiversidade da região em produtos inovadores.
O objetivo maior é fazer com que a biotecnologia seja não só um setor portador de futuro, mas também do presente. Um país que possui 25% da biodiversidade do planeta e uma capacidade científica comparável à dos países mais desenvolvidos do mundo precisa saber como transformar esse enorme potencial em oportunidades e empregos. Da mesma forma que o Brasil é líder no setor de biocombustíveis, pode desenvolver uma bioindústria pujante e de ponta.
BIBLIOGRAFIA CONSULTADA
ABRAMOVAY, Ricardo. In – COSSÍO, Maurício Blanco, org. (2003) - Estrutura Agrária, Mercado de Trabalho e Pobreza rural no Brasil – capítulo 12 – no prelo “Finanças de proximidade e desenvolvimento territorial no semi-árido brasileiro”
AMARAL F, Jair do “É negócio ser pequeno, mas em grupo”. In Desenvolvimento em Debate, painéis do desenvolvimento brasileiro II, Org. de Ana Célia Castro, BNDES. Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social, Rio de Janeiro, 2002.
BARTRA, Armando, “La renta de la vida”, Cuadernos Agrarios, Nueva Época, México, 2001, no. 21 dedicado a Biopiratería y Bioprospección, p. 22.
CAPRA, Fritjof. Sabedoria Incomum. Editora Pensamento-Cultrix Ltda, São Paulo, 1988 p 169-214;
--------------------. A Teia da Vida. Editora Cultrix, São Paulo, 1996;
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Divulgação Científica
Eric Hobsbawn compara crise à queda da União Soviética, mas diz que pode fortalecer a direita
Escrito por BBC
Qua, 05 de novembro de 2008 07:57
Hobsbawn: Estado terá papel maior na economia daqui por diante
“A esquerda está virtualmente ausente. Assim, parece-me que o principal beneficiário deste descontentamento atual, com possível exceção nos Estados Unidos, será a direita”, disse o historiador Eri Hobsbawn, ao comparar o momento ao dramático colapso da União Soviética.
In English
"Agora sabemos que estamos no fim de uma era e não se sabe o que virá pela frente”, afirmou ele.
Hobsbawn diz não acreditar que a linguagem marxista, que lhe serviu de norte ao longo de toda sua carreira, será proeminente politicamente, mas intelectualmente “a análise marxista sobre a forma com a qual o capitalismo opera será verdadeiramente importante”.
Abaixo, os principais trechos da entrevista.
Muitos consideram o que está acontecendo como volta ao estatismo e até do socialismo. O senhor concorda?
Bem, certamente estamos vivendo a crise mais grave do capitalismo desde a década de 30. Lembro-me de título recente do Financial Times que dizia: "O capitalismo em convulsão". Há muito tempo não lia título como esse no Financial Times.
Agora, acredito que esta crise está sendo mais dramática por causa dos mais de 30 anos de certa ideologia “teológica” do livre mercado, que todos os governos do Ocidente seguiram. porque, como Marx, Engels e Schumpter previram, a globalização - que está implícita no capitalismo -, não apenas destrói a herança da tradição como é incrivelmente instável: opera por meio de uma série de crises.
E o que está acontecendo agora está sendo reconhecido como o fim de era específica. Todos concordam que, de uma forma ou de outra, o Estado terá papel maior na economia daqui por diante.
Qualquer que seja o papel que os governos venham a assumir, será empreendimento público de ação e iniciativa, que será algo que orientará, organizará e dirigirá também a economia privada. Será muito mais economia mista do que tem sido até agora.
E em relação ao Estado como redistribuidor? O que tem sido feito até agora parece mais pragmático do que ideológico...
Acho que continuará sendo pragmático. O que tem acontecido nos últimos 30 anos é que o capitalismo global vem operando de uma forma incrivelmente instável, exceto, por várias razões, nos países ocidentais desenvolvidos.
No Brasil, nos anos 80, no México, nos 90, no sudeste asiático e Rússia, nos anos 90, e na Argentina, em 2000: todos sabiam que estas coisas poderiam levar a catástrofes a curto prazo. E para nós isto implicava quedas tremendas do FTSE (índice da bolsa de Londres), mas seis meses depois, recomeçávamos de novo.
Agora, temos os mesmos incentivos que tínhamos nos anos 30: se não fizermos nada, o perigo político e social será profundo e ainda mais depois de tudo, da forma com a qual o capitalismo se reformou durante e depois da guerra sob o princípio de “nunca mais” aos riscos dos anos 30.
O senhor viu esses riscos se tornarem realidade: estava na Alemanha quando Adolf Hitler chegou ao poder. O senhor acredita que algo parecido poderia acontecer como conseqüência dos problemas atuais?
Nos anos 30, o claro efeito político da Grande Depressão a curto prazo foi o fortalecimento da direita. A esquerda não foi forte até a chegada da guerra. Então, eu acredito que este é o principal perigo.
Depois da guerra, a esquerda esteve presente em várias partes da Europa, inclusive na Inglaterra, com o Partido Trabalhista, mas hoje isso já não acontece.
A esquerda está virtualmente ausente, Assim, me parece que o principal beneficiário deste descontentamento atual, com uma possível exceção – pelo menos eu espero – nos Estados Unidos, será a direita.
O que vemos agora não é o equivalente à queda da União Soviética para a direita? Os desafios intelectuais que isto implica para o capitalismo e o livre mercado são tão profundos como os desafios enfrentados pela esquerda em 1989?
Sim, concordo. Acredito que esta crise é equivalente ao dramático colapso da União Soviética. Agora sabemos que acabou uma era. Não sabemos o que virá pela frente.
A globalização, que está implícita no capitalismo, não apenas destrói uma herança da tradição como também é incrivelmente instável: opera por meio de uma série de crises.
Temos um problema intelectual: estávamos acostumados a pensar até então que havia apenas duas alternativas: ou o livre mercado ou o socialismo. Mas, na realidade, há muito poucos exemplos de um caso completo de laboratório de cada uma dessas ideologias.
Então eu acho que teremos de deixar de pensar em uma ou em outra e devemos pensar na natureza da mescla. E principalmente até que ponto esta mistura será motivada pela consciência do modelo socialista e das conseqüências sociais do que está acontecendo.
O senhor acredita que regressaremos à linguagem do marxismo?
Desde a crise dos anos 90, são os homens de negócio que começaram a falar assim: “Bem, Marx predisse esta globalização e podemos pensar que este capitalismo está fundamentado em uma série de crises”.
Não acredito que a linguagem marxista será proeminente politicamente, mas intelectualmente a natureza da análise marxista sobre a forma com a qual o capitalismo opera será verdadeiramente importante.
O senhor se sente um pouco recuperado depois de anos em que a opinião intelectual ia de encontro ao que o senhor pensava?
Bem, obviamente há um pouco a sensação de schadenfreude (regozijo pela desgraça alheia). Sempre dissemos que o capitalismo iria se chocar com suas próprias dificuldades, mas não me sinto recuperado.
O que é certo é que as pessoas descobrirão que de fato o que estava sendo feito não produziu os resultados esperados.
Durante 30 anos, os ideólogos disseram que tudo ia dar certo: o livre mercado é lógico e produz crescimento máximo. Sim, diziam que produzia um pouco de desigualdade aqui e ali, mas também não importava muito porque os pobres estavam um pouco mais prósperos.
Agora sabemos que o que aconteceu é que se criaram condições de instabilidades enormes, que criaram condições nas quais a desigualdade afeta não apenas os mais pobres, como também cada vez mais uma grande parte da classe média.
Sobretudo, nos últimos 30 anos, os benefíciários deste grande crescimento temos sido nós, no Ocidente, que vivemos uma vida imensuravelmente superior a qualquer outro lugar do mundo. E me surpreende muito que o Financial Times diga que o que se espera que aconteça agora é que este novo tipo de globalização controlada beneficie a quem realmente precisa, que se reduza a enorme diferença entre nós, que vivemos como príncipes, e a enorme maioria dos pobres.
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