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    May 31

    A imprensa tem o rabo preso com o sistema.

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    Divulgação Científica

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    A imprensa tem o rabo preso com o sistema. A Anistia Internacional, não.

     

    Celso Lungaretti


    Durante a ditadura de 1964/85, qualquer semelhança da realidade das ruas e dos porões com as notícias, interpretações e opiniões da grande imprensa era mera coincidência. Embora a censura e as intimidações ajudassem a manter a ordem unida nos veículos mais importantes, houve também muita colaboração voluntária com o regime militar.

    Para sabermos o que realmente acontecia em nosso país, éramos obrigados a acompanhar dia após dia transmissões de rádios estrangeiras, na esperança de que colocassem no ar algo sobre o Brasil.

    De vez em quanto, alguém obtinha revistas e jornais de outros países que traziam matérias esclarecedoras, botando-os para circular entre os amigos confiáveis, até perderem a tinta de tão manuseados.

    Os veículos alternativos também conseguiam furar o bloqueio informativo, vez por outra.

    Mas, o certo é que a esmagadora maioria da população brasileira ignorava as atrocidades e os fracassos do regime (até epidemia de meningite era escondida dos cidadãos!!!), além de ser levada a crer em versões exageradíssimas dos êxitos.

    "Alvíssaras, há 24 anos a imprensa é livre para noticiar o que quiser!" - dirão os cândidos. O único problema é que a imprensa mantém o colaboracionismo voluntário... com o sistema. E nem precisa de censura e intimidações para mantê-la no caminho da desinformação programada.

    Vai daí que o melhor editorial sobre a situação brasileira não foi produzido por veículo de imprensa. Nenhum foi capaz de, em apenas quatro parágrafos, dizer tudo que se deve dizer sobre o Brasil de hoje:

    "A sociedade brasileira permaneceu profundamente dividida em termos de realização dos direitos humanos. A expansão econômica e os projetos sociais apoiados pelo governo contribuíram para algumas reduções das disparidades socio-econômicas. Entretanto, apesar das modestas melhoras na diminuição da pobreza, a desigualdade na distribuição de renda e de riquezas continuou sendo uma das maiores da região. Enquanto isso, as violações de direitos humanos que afetam milhões de pessoas que vivem na pobreza não receberam praticamente nenhuma atenção. As comunidades mais pobres permaneceram sem conseguir ter acesso a serviços necessários. Além disso, vivenciaram um elevado grau de violência praticada por quadrilhas criminosas e sofreram violações sistemáticas de direitos humanos por parte da polícia.

    "As comunidades urbanas marginalizadas continuaram tendo de enfrentar as consequências de viver sem proteção social suficiente. Além disso, sofriam as consequências de políticas de desenvolvimento urbano discriminatórias e da falta de qualquer provimento de segurança pública. Em consequência disso, muitas dessas comunidades acabam presas em favelas ou em sub-habitações, onde vivem encurraladas entre a violência dos criminosos e os abusos da polícia.

    "Nas zonas rurais, trabalhadores sem terras e povos indígenas foram intimidados e ameaçados com violência e com expulsões forçadas. A expansão agro-industrial e projetos de desenvolvimento governamentais e privados reforçaram a discriminação social e a pobreza que há décadas afetam as comunidades rurais. Os direitos humanos e constitucionais dessas comunidades foram regularmente desconsiderados, seja pela falta de acesso à Justiça e a serviços sociais, seja por violência e intimidação das empresas de segurança privadas irregulares que protegem interesses econômicos poderosos.

    "Muitas das pessoas que defendem os direitos humanos de comunidades marginalizadas, entre as quais estão advogados, líderes sindicais e ativistas comunitários, foram criminalizadas pelas autoridades e ameaçadas por aqueles cujos interesses desafiam."

    Trata-se da abertura do capítulo sobre o Brasil do Informe Anual 2009 da Anistia Internacional.

    Voltamos aos maus tempos em que precisávamos recorrer a estrangeiros para ficarmos sabendo o que acontecia em nosso país.

    E ainda temos de baixar a cabeça, envergonhados, quando recebemos pitos como o do coordenador da Anistia Internacional para assuntos brasileiros, o britânico Tim Cahill, que constatou:

    "Existe um conceito infeliz no Brasil de que os direitos humanos só defendem bandidos. Tal conceito é popularizado e utilizado por pessoas que têm interesse em mantê-lo. Isso ajuda na justificação de políticas de comportamento repressivo, como as megaoperações no Rio de Janeiro ou a ideia de que os índios ameaçam os interesses econômicos do Mato Grosso do Sul. Várias ações governamentais no Brasil acabam sendo executadas para satisfazer àqueles que não acreditam nos direitos humanos."

    Irrespondível.

     

    Marcadores:

    Em cúpula, indígenas discutem criação de suas próprias universidades

    Debate se deu na IV Cúpula Continental dos Povos Indígenas.
    Proposta é que indígena não se afaste das origens para estudar.

    Tradução:

    português » francês 

    La presse a la queue coincée dans le système. Amnesty International, no.
     
    Celso Lungaretti


    Au cours de la dictature de 1964-85, toute ressemblance avec la réalité de la rue et détient les histoires, les interprétations et les opinions de la presse a été une simple coïncidence. Bien que la censure et l'intimidation pour aider à maintenir l'ordre dans l'unité plus importante de véhicules, il y avait aussi beaucoup de la coopération volontaire avec le régime militaire.

    Pour savoir ce qui s'est réellement passé dans notre pays, nous avons été obligés de suivre, jour après jour, des émissions des stations de radio étrangères, dans l'espoir de mettre quelque chose sur les ondes au Brésil.

    De temps en temps que quelqu'un a obtenu des magazines et des journaux d'autres pays qui ont instructif matériaux, leur mise à se déplacer entre amis, de perdre de l'encre de façon manipulés.

    Les véhicules alternatifs pourrait aussi briser le blocus de l'information, le temps pour une autre.

    Mais le fait est que l'écrasante majorité de la population ignore les atrocités et les défaillances du système (par l'épidémie de méningite a été caché citoyens !!!), et il est amené à croire dans les versions de exageradíssimas hits.

    "Bonne nouvelle pour les 24 ans, la presse est libre de publier ce que vous voulez!" - Est-ce que des innocents. Le seul problème est que la presse collaborationniste garde le bénévolat ... avec le système. Et pas besoin de la censure et l'intimidation de la tenir de la manière prévue de désinformation.

    Vai si le meilleur éditorial sur la situation brésilienne n'a pas été produit par un véhicule de presse. Aucun n'était en mesure, en seulement quatre points, en disant que tout doit être dit sur le Brésil d'aujourd'hui:


    "La société brésilienne reste profondément divisé sur le plan de la réalisation des droits de l'homme. L'expansion économique et sociale des projets soutenus par le gouvernement a contribué à une réduction des disparités socio-économiques. Cependant, malgré de modestes améliorations dans la réduction de la pauvreté, l'inégalité dans la distribution des revenus et des richesses continuent à être l'un des plus importants dans la région. Dans l'intervalle, les violations des droits de l'homme qui touchent des millions de personnes vivant dans la pauvreté ont reçu pratiquement aucune attention. Les communautés les plus pauvres ne sont pas en mesure d'accéder aux services nécessaires. Il En outre, a connu un degré élevé de violence par des bandes criminelles et ont subi des violations systématiques des droits de l'homme par la police.

    «La marginalisation des communautés urbaines ont continué de faire face aux conséquences de la vie sans une protection sociale adéquate. En outre, elles ont subi les conséquences des politiques discriminatoires du développement urbain et de l'absence de toute disposition de la sécurité du public. En conséquence, bon nombre de ces communautés se retrouvent en prison dans des taudis ou des sous-logement, vivent coincés entre la violence de la criminalité et les abus de la police.

    "Dans les zones rurales, les travailleurs sans terre et les peuples autochtones ont été intimidés et menacés par la violence et des expulsions forcées. L'agro-industriel et l'expansion des projets de développement renforcé le gouvernement et le secteur privé, la discrimination sociale et la pauvreté depuis des décennies qui ont une incidence sur les communautés rurales. Entitlements de l'homme et la Constitution de ces communautés ont été régulièrement ignorés, soit par manque d'accès à la justice et des services sociaux, soit par la violence et l'intimidation des sociétés de sécurité privées illégales qui protègent les intérêts économiques puissants.

    "Beaucoup de gens qui défendent les droits de l'homme des communautés marginalisées, parmi lesquels des avocats, des dirigeants syndicaux et des militants ont été incriminés par les autorités, et menacé par ceux dont les intérêts défier."

    C'est l'ouverture du chapitre sur le Brésil, le Rapport annuel 2009 d'Amnesty International.

    Retour dans le mauvais temps nous avons besoin pour arriver à utiliser des savons ce qui s'est passé dans notre pays.

    Et nous avons encore à la baisse la tête, embarrassé lorsque pitos en tant que coordinateur d'Amnesty International au sujet du Brésil, les Britanniques Tim Cahill, qui a noté:

    "Il s'agit d'un concept au Brésil regrettable que seule la défense des droits de l'homme des criminels. Ce concept est vulgarisée et utilisée par des personnes qui ont un intérêt à son maintien. Cela aide à la justification de la politique répressive de comportement, tels que megaoperações à Rio de Janeiro ou de l'idée que les Indiens de menacer les intérêts économiques du Mato Grosso do Sul au Brésil, plusieurs mesures du gouvernement finissent par être mis en œuvre pour répondre à ceux qui ne croient pas aux droits de l'homme. "

    Inattaquable.

       

    Libellés: Amnesty International



    En leadership, les autochtones de discuter la création de leurs propres universités
    Le débat a eu lieu au IV Sommet continental des peuples autochtones.
    La proposition est de ne pas s'écarter des sources à l'étude
    .
    May 29

    Stephen Wolfram, criador do software Mathematica

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    2yvj5g9 Wolfram Alpha: nova ferramenta que promete desbancar Google

    Wolfram Alpha:

    nova ferramenta que promete desbancar Google

    Dia 18 estará disponível a todo público o novo mecanismo de buscas chamado Wolfram Alpha, eu já andei fazendo alguns teste e buscas no Wolfram Alpha , apesar de estar disponível somente em inglês, já foi possível ter alguma idéia de como o mecanismo irá funcionar.

    Por exemplo se você digitar Brasil, o sistema de busca irá retornar diversas informações sobre o Brasil, como população, PIB, países vizinhos, moeda, geografia etc, o que fez lembrar uma enciclopédia, e todas essas informações seriam possíveis obter acessando o site da wikipédia.

    Stephen Wolfram, criador do software Mathematica e autor do livro "A New Kind of Science", está desenvolvendo o que ele chama de um novo paradigma para a utilização de computadores e da web. Em seu blog, Wolfram descreve a ferramenta como uma "máquina de conhecimento computacional" ("computational knowledge engine"), capaz de computar respostas a perguntas reais.

    Este artigo apresenta maiores detalhes sobre a ferramenta, chamada Wolfram Alpha. Segundo o autor, a ferramenta não irá simplesmente retornar documentos que contêm as respostas, como o Google faz; também não se trata de um grande banco de dados de conhecimento, como a Wikipedia; também não vai analisar a pergunta em linguagem natural, dividi-la em partes entendíveis e utilizar o resultado para recuperar documentos, como faz o Powerset; por fim, não é baseada na Web Semântica, nem se utiliza de nenhuma de suas linguagens.

    Ao invés disso, Wolfram Alpha irá computar as respostas para um grande conjunto de perguntas. Em outras palavras, ele irá "entender" a pergunta para então formular as respostas.

    Para isso, a ferramenta irá utilizar modelos pré-concebidos de campos do conhecimento, além de dados e algoritmos, a fim de representar o conhecimento do mundo real. Assim, perguntas em linguagem natural podem ser respondidas, mesmo que a ferramenta não tenha sido explicitamente programada para respondê-las.

    Para compreender melhor o funcionamento, considere a tarefa de multiplicar números. A existência de uma tabela de multiplicação, contendo uma certa quantidade de possibilidades, certamente facilita a operação, que se torna instantânea. Entretanto, é visivelmente impraticável que exista uma tabela com todas as possibilidades possíveis de multiplicação, daí a necessidade de uma calculadora que tenha o conhecimento de como realizar o cálculo, independente da entrada.

    Da mesma maneira, o Wolfram Alpha pode ser considerado uma calculadora muito poderosa, que conhece não só problemas matemáticos, como muitos outros tipos de questões que possuem respostas não ambíguas e computáveis.

    Continuando a analogia com a calculadora, o Google seria uma tabela de pesquisa de (quase) tudo que foi escrito e publicado na web. Como nem todo o conhecimento foi publicado ainda, nem nunca será, o índice do Google será sempre incompleto. Já uma máquina de conhecimento computacional como o Wolfram Alpha pode prover respostas para questões nunca vistas antes.

    A idéia é boa e promissora. Tem tudo para revolucionar a forma como uma máquina responde a questões do mundo real. Entretanto, ficam ainda muitas questões: Será que não vai ficar cada vez mais difícil para adicionar e manter o conhecimento à medida que a ferramenta se estende? Será que ela nunca comete erros? Quais as formas de conhecimento ela será capaz de lidar, no futuro?

    De acordo como anunciado no site do produto, em maio já teremos as primeiras respostas…

    May 28

    Acelerador De Particulas

     

    Atlas era um dos titãs da mitologia grega, condenado para sempre a sustentar os céus sobre os ombros. Aqui, Atlas é um dos quatro gigantescos detectores que farão parte do maior acelerador de partículas do mundo, o LHC, que está em fase adiantada de testes e deverá entrar em operação nos próximos meses.

    LHC é uma sigla para "Large Hadron Collider", ou gigantesco colisor de prótons. Parece difícil exagerar as grandezas desse laboratório que está sendo construído a 100 metros de profundidade, na fronteira entre a França e a Suíça. A estrutura completa tem a forma de um anel, construída ao longo de um túnel com 27 quilômetros de circunferência.

    As partículas são aceleradas por campos magnéticos ao longo dessa órbita de 27 Km, até atingir altíssimos níveis de energia. Mais especificamente, 7 trilhões de volts. Em quatro pontos do anel, sob temperaturas apenas levemente superiores ao zero absoluto, as partículas se chocam, produzindo uma chuva de outras partículas, recriando um ambiente muito parecido com as condições existentes instantes depois do Big Bang.

    Nesses quatro pontos estão localizados quatro detectores. O Atlas, mostrado na foto nas suas etapas finais de montagem, é um deles. O Atlas, assim como o segundo detector, o CMS ("Compact Muon Detector"), é um detector genérico, capaz de detectar qualquer tipo de partícula, inclusive partículas ainda desconhecidas ou não previstas pela teoria. Já o LHCb e o ALICE são detectores "dedicados", construídos para o estudo de fenômenos físicos específicos.

    Bóson de Higgs

    Quando os prótons se chocam no centro dos detectores as partículas geradas espalham-se em todas as direções. Para capturá-las, o Atlas e o CMS possuem inúmeras camadas de sensores superpostas, que deverão verificar as propriedades dessas partículas, medir suas energias e descobrir a rota que elas seguem.

    O maior interesse dos cientistas é descobrir o Bóson de Higgs, a única peça que falta para montar o quebra-cabeças que explicaria a "materialidade" do nosso universo. Por muito tempo se acreditou que os átomos fossem a unidade indivisível da matéria. Depois, os cientistas descobriram que o próprio átomo era resultado da interação de partículas ainda mais fundamentais. E eles foram descobrindo essas partículas uma a uma. Entre quarks e léptons, férmions e bósons, são 16 partículas fundamentais: 12 partículas de matéria e 4 partículas portadoras de força.

    A Partícula de Deus

    O problema é que, quando consideradas individualmente, nenhuma dessas partículas tem massa. Ou seja, depois de todos os avanços científicos, ainda não sabemos o que dá "materialidade" ao nosso mundo. O Modelo Padrão, a teoria básica da Física que explica a interação de todas as partículas subatômicas, coloca todas as fichas no Bóson de Higgs, a partícula fundamental que explicaria como a massa se expressa nesse mar de energias. É por isso que os cientistas a chamam de "Partícula de Deus".

    O Modelo Padrão tem um enorme poder explicativo. Toda a nossa ciência e a nossa tecnologia foram criadas a partir dele. Mas os cientistas sabem de suas deficiências. Essa teoria cobre apenas o que chamamos de "matéria ordinária", essa matéria da qual somos feitos e que pode ser detectada por nossos sentidos.

    Mas, se essa teoria não explica porque temos massa, fica claro que o Modelo Padrão consegue dar boas respostas sobre como "a coisa funciona", mas ainda se cala quando a pergunta é "o que é a coisa". O Modelo Padrão também não explica a gravidade. E não pretende dar conta dos restantes 95% do nosso universo, presumivelmente preenchidos por outras duas "coisas" que não sabemos o que são: a energia escura e a matéria escura.

    É por isso que se coloca tanta fé na Partícula de Deus. Ela poderia explicar a massa de todas as demais partículas. O próprio Bóson de Higgs seria algo como um campo de energia uniforme. Ao contrário da gravidade, que é mais forte onde há mais massa, esse campo energético de Higgs seria constante. Desta forma, ele poderia ser a fonte não apenas da massa da matéria ordinária, mas a fonte da própria energia escura.

    Em dois ou três anos saberemos se a teoria está correta ou não. Ou, talvez, nos depararemos com um mundo todo novo, que exigirá novas teorias, novos equipamentos e novas descobertas.

     

     

    Hermann Freire

    http://itp.uni-frankfurt.de/~freire/

     

    http://www.ufg.br/page.php


    May 27

    Afinal, o que causou o fim do império soviético?

     
    Afinal, o que causou o fim do império soviético?
    20 anos depois

     A explicação passa menos pelos movimentos pró-democracia de 1989 no Leste Europeu e mais pelo jogo de poder e influência em Moscou.

    Isto porque a ascensão do sindicato polonês Solidariedade e a queda do Muro de Berlim, por exemplo, só aconteceram porque havia a percepção de que o Kremlin não iria intervir, ao contrário da realidade dos anos anteriores.

    Costuma-se creditar o fim do comunismo à atuação de Ronald Reagan ou do Papa João Paulo II, mas as reformas políticas na antiga União Soviética só foram possíveis porque o secretário-geral do Partido Comunista ainda detinha grandes poderes.

    Em suma, a transformação do sistema político e da política externa soviética foram fruto de uma aliança entre intelectuais reformistas e um secretário-geral, Gorbachev, disposto a ouvi-los. A mesma concentração de poder que tornou possível a disseminação do comunismo no Leste Europeu acabou acelerando seu fim, quarenta anos mais tarde, e vinte anos atrás.

     

    May 24

    A VOZ DO SILÊNCIO Sexo é pecado?

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    A VOZ DO SILÊNCIO


    Sexo é pecado?

    Walter Barbosa,

    SOCIEDADE TEOSÓFICA

           

    Tratando-se do mecanismo de reprodução da vida física - obedecendo ao “crescei-vos e multiplicai-vos” da palavra divina, segundo a Bíblia - é extremamente paradoxal a idéia de pecado genericamente ligada ao sexo. Sem ele a humanidade não existiria.

          Contudo, seria a reprodução da espécie o objetivo real de nossa busca de relacionamento sexual, ou é pela satisfação inerente? A resposta é bastante óbvia. Mas se é pela satisfação que buscamos, no fundo também estamos correspondendo à “armadilha” colocada pela natureza, objetivando a reprodução. Tudo que é natural é sábio, é divino. A natureza oferece um prazer para obter o cumprimento de um dever. O problema surge apenas na administração que o ser humano faz disso, por meio do que nos acostumamos a chamar “livre-arbítrio”.

          Somos livres? Todo homem que não se encontra restrito às quatro paredes de uma cela pensa que sim. Contudo, ele é prisioneiro de sua mente. Nela - como centro diretor do “ego”, o eu material - estão seus preconceitos, medos, impulsos cegos, tendências para a luz e para as trevas. Livres, de fato, são apenas os “iluminados”, porque transcenderam as imposições da vida elemental (consciência da matéria) dentro de si mesmos. Já se decidiram a ser apenas luz.

          Na filosofia cristã, a idéia de pecado no sexo mistura-se com o estigma de impureza que se quer imputar à humanidade. O “Filho de Deus” é concebido “sem pecado”: uma alegoria ligada ao nascimento do Universo, assim como o dogma da “Virgem Maria” (“virgo mater” ou matéria virgem). Iniciando-se o drama da humanidade com a “expulsão do paraíso” e a perda da “conexão” com Deus (fruto da mente), o pecado de nossos progenitores (e nosso) se resumiria à gastronomia indevida sobre o “fruto proibido”. Indevida pelo mau uso, pela “luxúria”, pelas violações da natureza, porque a energia sexual é poder de criação e iluminação.

          Quando não direcionada especificamente para a criação física, a energia expande-se para a criação artística, para a filosofia, a ciência, a realização espiritual. A energia é sempre a mesma. O que difere é o emprego que fazemos dela, gerando, para cada ser humano, um benefício maior ou menor em termos de consciência. Com a criação física (reprodução) gastamos, porém, o mínimo dessa energia. Seu grande emprego é mesmo na geração de prazer. O que perdemos com isso? Criatividade, poder de auto-realização, o que significa estarmos diminuindo nossa real estatura como seres humanos, essencialmente divinos.

          Esse direcionamento obsessivo de nossas energias para o prazer sexual - tornando-se compulsão, tensão, uma “exigência” física (a natureza provê energia onde mais se gasta) - é uma “válvula de escape”, um modo de auto-esquecimento, para o pensador indiano Krishnamurti. Ele diz: “Como o ‘eu’ (ou ego) é uma fonte de sofrimento, desejamos esquecer de nós mesmos e buscamos agitação individual ou coletiva, formas um tanto grosseiras de sensação. Quando buscamos fugir do ‘eu’, os meios de fuga tornam-se importantes e passam a ser problemas” (Revista Sophia nº 26, Edit.Teosófica). As drogas de qualquer tipo são uma prova disso.

          O que transforma o ego em fonte de sofrimento, induzindo-nos à fuga, ao desperdício de energias e de criatividade? É não sabermos como nos livrar dele. Segundo Krishnamurti, “o sexo se torna uma experiência que temos de buscar continuamente, porque nos oferece, por um instante, aquele estado de felicidade que se manifesta na ausência do eu”. Os valores que nos mantêm presos ao ego (idéias de segurança, orgulho, “moralidade”, auto-importância) são criados em nossa mente, ou seja, na própria matriz do ego. A raposa está dentro do galinheiro.

           “Vinde a mim as criancinhas, porque delas é o Reino dos Céus”, disse o Cristo. Nas criancinhas o ego ainda não se formou. Assim, é na impureza dele, e não do sexo, que reside o “pecado”. Temos que desenvolver o amor, a pureza, a humildade, a capacidade de perdoar, para reconquistar o paraíso. “Perdido”, mas aqui mesmo - com sua morada no Espírito - ele jamais se apartou de nós.

    ATIVIDADES – Curso “Introdução à Teosofia e Meditação” (gratuito), práticas de Yoga. Palestras aos sábados, 18 h, na R. Pernambuco, 824, S. Francisco. Inf.: (67) 9988-1010. Participe do “Fórum de Pais e Mães” no site educacional www.educbesant.org.br

      

    waltersbarbosa@yahoo.com.br


    Réquiem para um cinema de bairro

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    Réquiem para um cinema de bairro, por Celso Lungaretti

    “Eu quero pulgas mil na geral, eu quero a geral
    Eu quero ouvir gargalhada geral
    Quero um lugar para mim, pra você
    Na matinê do cinema Olympia, do cinema Olympia”
    (“Cinema Olympia”, Caetano Veloso)


    Ao derrotarem Cartago na 3ª Guerra Púnica, os romanos fizeram a imponente rival sumir do mapa, literalmente: não só incendiaram e destruíram a cidade, como araram as terras com sal, para que nelas nada mais florescesse, nem se soubesse ao certo sua localização.

    Quais seriam os sentimentos de um cartaginês sobrevivente, ao percorrer os sítios familiares e nada encontrar além do deserto?

    Provavelmente, não muito diferentes dos meus, ao constatar que, na esquina da rua Visconde de Inhomerim com a Madre de Deus, nem mesmo os escombros do cine Aliança existem mais; o velho cortiço foi derrubado para a construção de um feio prédio comercial.

    Não foi só um cinema que apagaram do mapa. São as melhores recordações da minha infância que deixaram de ancorar-se na realidade visível.

    Logo, logo, nada mais restará das casas em que morei, das escolas nas quais estudei, dos cinemas, teatros, livrarias, campos de futebol, botecos e outros palcos de acontecimentos marcantes da minha existência.

    Uma cidade diferente terá sido erguida sobre eles, como a alertar-me de que doravante me tornarei, cada vez mais, um estranho numa terra estranha.

    É o destino dos que chegam a uma idade avançada: irem perdendo todas as referências do seu passado, até nada mais os prender à vida.

    No meu caso, entretanto, a Morte não terá sua tarefa facilitada. Escrevo, logo existo. Se passarem rolos compressores sobre minhas lembranças, ainda assim as farei existirem no espaço virtual.

    Então, enquanto o teclado continuar obediente ao meu comando, poderei relatar às novas gerações que existiu, p. ex., um cinema chamado Aliança, numa Mooca que era um bairro fabril de São Paulo, reduto da baixa classe média e de imigrantes italianos.

    Tinha umas 400 poltronas na platéia, mais algumas dezenas no balcão e oito no topo, ao lado da sala de projeção, para convidados especiais.

    Um detalhe pitoresco era a cortina, totalmente preenchida pela pequena publicidade dos comerciantes do bairro, dezenas de anúncios de diferentes tamanhos. Alguns podiam ser lidos com facilidade até da última fileira, outros nos obrigavam a forçar a vista.

    Os anunciantes também bancavam um folhetinho entregue gratuitamente na bilheteria – e que logo sucumbiria à progressiva queda de receita dos cinemas.

    Na década de 1950, quando eu era menino, o Aliança já enfrentava a concorrência da televisão. Mas, não eram muitas as famílias em condições de adquirirem aparelhos de TV; meu pai, contramestre de tecelagem, só conseguiu comprar o primeiro em 1963.

    Enfim, o simpático pulgueiro ia perdendo seu público a conta-gotas, mas implacavelmente.

    Só lotava nas matinês de domingo, quando assistíamos aos filmes que nos inspiravam sonhos e brincadeiras pelo resto da semana. Eram dois, quase sempre bangue-bangues, comédias, fitas de ação e de monstros.

    Entre um e outro, o filme-em-série, dividido num sem-número de episódios e sempre interrompido em momento culminante (canhestra tentativa de fidelizar o público infanto-juvenil), os trailers e as abomináveis resenhas noticiosas do Primo Carbonari, sempre recebidas com estrepitosas vaias.

    Torcíamos pelos mocinhos, gritávamos, fazíamos bagunça, comíamos os doces que um funcionário vinha vender no intervalo, distribuídos num tabuleiro que ele carregava à altura da barriga.

    Além das ruas, que pertenciam a nós e não aos carros, os cinemas dominicais eram o espaço que tínhamos para ser crianças num mundo moldado para os adultos.

    O Juizado de Menores fazia as vezes de bicho-papão para nós. Em todas as sessões, havia quem não atingira a idade obrigatória: 5 ou 10 anos. Cinemas de bairro permitiam o acesso, pois cada centavo era importante para assegurar sua sobrevivência. E mantinham uma troca de informações entre si, de forma que o primeiro visitado pela blitz do Juizado alertava os demais, evitando que fossem surpreendidos.

    Meus pais gostavam de cinema e não tinham com quem me deixar, então negociavam com o gerente minha presença nas sessões noturnas do Aliança, mesmo quando os filmes eram proibidos até 14 ou 18 anos.

    Na maioria das vezes, ficávamos na platéia. Quando o Juizado andava rigoroso, éramos encaminhados para o balcão ou mesmo para as poltronas ao lado da sala de projeção. Houve uma vez em que tivemos de sair antes do filme terminar, bem a tempo de não sermos surpreendidos pela chegada da viatura.

    Não penso ter sofrido nenhum efeito nocivo ao assistir a filmes proibidos. Encarava tudo com a maior naturalidade. Só uma vez fiquei apavorado, com uma fita sobre maldição de faraó. Os arqueólogos começaram a retirar os trapos que envolviam a múmia e não agüentei olhar para a tela.

    Meu mocinho predileto era o Randolph Scott. Fazia questão de ver todos os filmes dele. Muito tempo depois, fiquei sabendo que aquele machão de olhar de pedra das telas formava um casal com o Clark Gable na vida real.

    Filmes como Cinema Paradiso e Splendor, ao reconstituírem esse passado, flagram o fascínio cinematográfico em pequenas cidades italianas, que tinham um único cinema, quase sempre na praça principal.

    Já na Mooca de meio século atrás havia mais quatro (o Icaraí, o Patriarca, o Moderno e o Imperial) e outros tantos nos bairros próximos. Mesmo assim, um era sempre o especial, aquele com o qual mais nos identificávamos. O Aliança foi o meu Cinema Olympia.

    Daí a tristeza com que acompanhei sua decadência. Certa vez, já na década de 1960, fiquei surpreso ao constatar que era o único espectador de uma sessão de sábado!

    Depois, veio uma fase de filmes de nudismo, que despertaram algum interesse inicial, mas logo deixaram de dar boa bilheteria.

    O Aliança virou boliche para aproveitar a onda (passageira), depois voltou a ser cinema. Em vão. Já não tinha propriamente espectadores, só poucas e desinteressadas testemunhas.

    A agonia terminou na década de 1970, quando o projetor foi apagado para sempre.

    E a pá de cal veio no ano retrasado, com a derrubada do pardieiro em que se amontoavam as famílias pobres de um bairro agora próspero... mas inóspito. [Uma Mooca esnobe que briga com seu passado, a ponto de não querer lembrar que foi o bairro onde começou a primeira -- e vitoriosa! -- grande greve brasileira, organizada por anarquistas em 1917!]

    No entanto, o amor pelo cinema, despertado nas matinês do Aliança, me ficou para sempre. Bem como essa teimosia de querer que os sonhos e fantasias sejam inspirações para a vida, ajudando-nos a reencontrar a humanidade perdida.

     

    http://www.consciencia.net/

     

    May 23

    Reforma educacional

     
    Por um novo Ensino Médio
    + meus Delirios
    Imagine um currículo no Ensino Médio antenado com as questões da atualidade. Que ofereça as disciplinas de acordo com a área em que o aluno quer atuar profissionalmente no futuro. Que permita que o aluno escolha 20% das disciplinas segundo os seus interesses. Que tenha professores com dedicação exclusiva. E que amplie a carga horária que existe hoje, garantindo mais tempo ao estudante para constituir os conhecimentos necessários para sua formação.

    Estas são algumas propostas do Ministério da Educação para a reforma do Ensino Médio, a serem aplicadas já em 2010, e que vão atingir quase 8,5 milhões de alunos em todo o Brasil. O projeto “Ensino Médio Inovador” está sendo analisado pelo Conselho Nacional de Educação (CNE). Apesar de bem-vindo, ele esbarra nas imensas dificuldades estruturais dos sistemas estaduais de ensino. Hoje, o Ensino

    Antigamente

    Médio é oferecido pelos estados da federação, salvo raras exceções.

    Para Francisco Cordão, relator do projeto no CNE, o desafio é grande, mas não insuperável. “Um currículo único nacional hoje não se sustenta. O país é muito grande e as regiões têm perfis e necessidades distintos. Essa reforma vai modernizar o ensino, reorganizar as disciplinas e tornar a formação mais útil, ajudando o aluno a absorver os conhecimentos.”

    Ações pela modernização:

    Suporte de Redes e Computadores para Educação.

    Entre algumas medidas que o MEC pretende implementar, caso o parecer do CNE seja favorável ao projeto, está a aprovação da segunda licenciatura para professores formados que estão dando aula fora do seu campo. Existem hoje cerca de 300 mil professores nessa situação. “Essa medida também beneficia aqueles que querem dar aulas, mas só possuem a graduação, e agora podem conseguir a licenciatura”, lembra Francisco. As universidades públicas também estão sendo convocadas para promover cursos de formação em serviço para professores. Outra ação diz respeito à questão do plano de carreira, reivindicação secular dos professores que acaba de ser regulamentada pelo CNE.

    A ampliação do currículo, com uma oferta de 20% a mais de disciplinas eletivas que poderão ser escolhidas pelos alunos, é parte da estratégia de tornar o ensino mais atraente: “A escola tem de oferecer alternativas. Essas disciplinas podem enfatizar o trabalho, a tecnologia, a cultura ou a ciência, permitindo várias composições curriculares possíveis para que a escola atenda melhor as necessidades e expectativas dos alunos”, explica o relator. A preocupação dos jovens com a formação profissional pode ser medida pelas matrículas. Segundo dados do Censo Escolar 2008, a Educação Profissional recebeu mais de 100 mil novas matrículas de 2007 para 2008. No mesmo período, porém, o Ensino Médio se manteve estável.

    Ideia de aumento do Ensino Médio para quatro anos pode gerar mais polêmica

     

    May 22

    Revolta das Barcas faz 50 anos

     
    Rio-Niterói

    Revolta das Barcas faz 50 anos. Revolta nas barcas continua

    No dia 22 de maio de 1959, o pau quebrou em Niterói, município vizinho do Rio de Janeiro, lindamente separado da capital fluminense pelas águas da Baía de Guanabara. As pessoas perderam a paciência com a péssima qualidade do serviço de travessia marítima entre as duas cidades, e numa explosão de fúria incendiaram a estação da Cantareira, destruíram os escritórios da concessionária e saquearam a residência da família de espanhóis que controlava a empresa.

    A turba incontrolável deixou escrito em uma das paredes da mansão o resumo da história toda: “Aqui jaz a fortuna do Grupo Carreteiro, acumulada com o sacrifício do povo”. O resultado do episódio, que ficou conhecido como Revolta das Barcas, foi que o poder público assumiu as operações do transporte de passageiros na baía, voltando a privatizá-lo só no final de década de 1990, com o fim da Companhia de Navegação do Estado do Rio de Janeiro (Conerj).

    Exatos 50 anos depois, a concessionária que ganhou o direito de explorar o serviço de travessia marítima da Baía de Guanabara, a Barcas SA, parece não ter aprendido a lição. Existe atualmente um déficit de dez mil lugares na hora do rush, muitas reclamações por atrasos, superlotação e outros desrespeitos, além do fato de que a passagem está 180% mais cara em relação ao preço de 1998, quando a privatização foi levada a cabo sob a promessa de um serviço melhor a um menor custo para a população.

    Os usuários amargam um misto de frustração e indignação. Os tumultos e demais manifestações de impaciência entre filas, catracas e saguões apertados vêm se sucedendo, e quando há empurra-empurra ou uma porta de vidro se espatifa entre a multidão, a polícia e os gestores da Barcas SA vêm demonstrando muita desenvoltura para falar genericamente em “vandalismo”. O O&N foi ouvir a insatisfação dos passageiros das barcas, e dos ex-passageiros também.

    CPI segue analisando, vistoriando…

    O publicitário Ernane de França é um dos que “enfrentam” dia após dia o serviço oferecido pela Barcas SA. Os constantes atrasos na saída das lanchas o incomodam bastante, bem como as longas filas e a espera em pé pelo embarque, mas o que tira mesmo Ernane do sério é outra coisa. “Parece até deboche aquela gravação em tom de aeroporto, pedindo aos passageiros que permaneçam em seus lugares até a atracação, como se todos estivessem sentados. Mesmo que o passageiro consiga se sentar, não existe nenhum conforto, até porque a circulação de ar na lancha praticamente não existe. Virou um problema de risco para a saúde. É torcer para não cruzar com alguém contaminado com algum vírus, como o da gripe suína”.

    Já o técnico em contratação Marcos Rangel quase todo dia atravessa a ponte Rio-Niterói sobre duas rodas. A moto foi a alternativa que encontrou para escapar das filas e do calor das estações das barcas e ao mesmo tempo deixar o engarrafamento para trás, ziguezagueando entre carros de um ocupante só e centenas de ônibus lotados — os dois maiores sintomas da perpetuação de um sistema público de transportes limitado e indigno.

    E foi em busca de alguma dignidade na travessia da Baía de Guanabara que no ano passado Marcos subscreveu um abaixo-assinado pedindo a abertura de uma (Alerj) para investigar a gestão do serviço. “É revoltante — diz ele — contribuir para a criação de uma CPI e perceber que até agora a única melhoria apresentada foi a instalação de três ou quatro ventiladores nos terminais, e mesmo assim isso só aconteceu depois de uma manifestação de passageiros”.

    De fato, a CPI das Barcas foi instalada. Os trabalhos começaram no dia 9 de dezembro de 2008 com a expectativa de se apurar as razões de acidentes, da má qualidade do transporte e dos descumprimentos do contrato de concessão. Quase seis meses depois, no entanto, os integrantes da comissão continuam analisando, vistoriando e ameaçando a Barcas SA com os rigores da lei. De concreto, nada ainda.

    O pior cego é o regulador que não quer ver

    Enquanto isso, quem não tem duas rodas vai se virando com quatro mesmo, e das grandes. O agente comercial André Cordeiro, que trabalha no Centro do Rio, é um dos muitos que optam por atravessar a Baía de Guanabara de ônibus, apesar da rotina de engarrafamentos na ponte Rio-Niterói. André diz que prefere pagar mais caro nos ônibus da Auto Viação 1001 a esperar mais de uma hora em uma das longas filas que se formam todas as manhãs nas estações de Charitas e da Praça Araribóia, no lado niteroiense, e todo fim de tarde na Praça XV, no lado carioca da baía. “Ao meu ver, o problema das barcas é o mau gerenciamento da relação entre demanda e oferta, o que resulta em um grande tempo de espera mesmo em horários de pico, quando a agilidade deveria ser maior. Além disso, a comercialização mal planejada do espaço interno contribui para a insuportável lotação do já desconfortável e mal ventilado saguão de embarque da Praça XV, como é desconfortável e mal ventilada a própria barca em si”, reclama André.

    O que ele chama de mau gerenciamento, o presidente da CPI das Barcas na Alerj, deputado estadual Gilberto Palmares, diz que é falta de concorrência mesmo. Fora as barcas, a única alternativa de transporte público entre o Rio e Niterói são os ônibus, e a empresa rodoviária com maior presença na cobertura do trajeto é a Auto Viação 1001, aquela mesma citada por André. O problema é que a 1001 também é nada menos do que a sócia majoritária do consórcio que controla a Barcas SA.

    À luz desta informação, não soa bem o conselho dado aos usuários pelo superintendente da Barcas SA, Flávio Almada, em entrevista publicada no último dia 10 de março no jornal Extra. Almada fez a seguinte recomendação: “Ou fica duas horas num ônibus, ou fica 20 minutos, meia hora, uma hora na fila”. Resume-se assim, pela boca de quem tem os passageiros nas mãos, tanto o descaso quanto o escândalo que só a Agetransp não quer ver. Sim, Agetransp, sigla para Agência Reguladora de Serviços Públicos Concedidos de Transportes Aquaviários, Ferroviários, Metroviários e de Rodovias do Estado do Rio de Janeiro. Cá entre nós, parece o caso de muito nome para pouca, pouquíssima utilidade.

    Escrito por: Hugo Souza

     

    DOZE COISAS QUE VOCÊ DEVE FAZER PARA TER UM INFARTO

     

    DOZE COISAS QUE VOCÊ DEVE FAZER PARA TER UM INFARTO

    Dr. Ernesto Artur -Cardiologista

    Quando publiquei estes conselhos 'amigos-da-onça' em meu site, recebi uma enxurrada de e-mails, até mesmo do exterior, dizendo que isto lhes serviu de alerta, pois muitos estavam adotando esse tipo de vida inconscientemente.


    1.
    Cuide de seu trabalho antes de tudo. As necessidades pessoais e familiares são secundárias.

    2.
    Trabalhe aos sábados o dia inteiro e, se puder também aos domingos.

    3.
    Se não puder permanecer no escritório à noite, leve trabalho para casa e trabalhe até tarde.

    4.
    Ao invés de dizer não, diga sempre sim a tudo que lhe solicitarem.

    5.
    Procure fazer parte de todas as comissões, comitês, diretorias,conselhos e aceite todos os convites para conferências, seminários,encontros, reuniões, simpósios etc.

    6.
    Não se dê ao luxo de um café da manhã  ou uma refeição tranqüila. Pelo contrário, não perca tempo e aproveite o horário das refeições para fechar negócios ou fazer reuniões importantes.

    7.
    Não perca tempo fazendo ginástica, nadando, pescando, jogando bola ou tênis. Afinal,
    ISSO É BESTEIRA. Tempo é dinheiro.

    8.
    Nunca tire férias, você não precisa disso. Lembre-se que você é de ferro (mas ferro enferruja!!)

    9.
    Centralize todo o trabalho em você, controle e examine tudo para ver se nada está errado. Delegar é pura bobagem; é tudo com você mesmo.
    Afinal, você é insubstituível!

    10.
    Se sentir que está perdendo o ritmo, o fôlego está faltando, surge aquela dor de estômago, a cabeça não anda bem. Simples, tome logo estimulantes, energéticos e anti-ácidos. Eles vão te deixar tinindo, novinho em folha.

    11.
    Se tiver dificuldades em dormir não perca tempo: tome calmantes e sedativos de todos os tipos. Agem rápido e são baratos.

    12.
    E por último, o mais importante: não se permita ter momentos de oração, meditação, audição de uma boa música e reflexão sobre sua vida. Isto é
    para crédulos e tolos sensíveis.

    Repita sempre para si: Eu não perco tempo com bobagens.


                                   OS ATAQUES DE CORAÇÃO

                  Uma nota importante sobre os ataques cardíacos. Há outros sintomas de ataques cardíacos, além da dor no braço
    esquerdo (direito). Há também, como sintomas vulgares, uma dor intensa no queixo, assim como náuseas e suores abundantes.   Pode-se não sentir nunca uma primeira dor no peito, durante um ataque cardíaco. 60% das pessoas que tiveram um ataque cardíaco enquanto dormiam, não se levantaram. Mas a dor no peito, pode acordá-lo dum sono profundo.. Se assim for, dissolva imediatamente duas Aspirinas na boca e engula-as com um bocadinho de água. Ligue para Emergência (193 ou 190)  e diga  ''ataque cardíaco''  e que tomou 2 Aspirinas. Sente-se numa cadeira ou sofá e force uma tosse, sim forçar a tosse, pois ela fará o  coração pegar no tranco;  tussa de dois em dois segundos, até chegar o socorro.. NÃO SE DEITE !!!!

    Um cardiologista disse que, se cada pessoa que receber este mail, o enviar a 10 pessoas,  pode ter a certeza de que se salvará  uma vida! lembre_se que vc só tem uma vida! TENHA UMA BOA VIDA

     

    May 20

    Para manter o pagamento da dívida, governo reduz Imposto de Renda

      

     

    Economia e Infra-Estrutura

    Auditoria Cidadã da Dívida   

    Qui, 14 de maio de 2009 11:04

    Hoje, 13 de maio de 2009, o governo anunciou que irá reduzir de 22,5% para 15% o Imposto de Renda (IR) sobre os ganhos dos investidores com títulos da dívida pública. Esta medida foi tomada para se garantir o próprio pagamento da dívida, ou seja, garantir que o governo continue tomando empréstimos para pagar as amortizações e os juros que estão vencendo.

     

    Importante ressaltar que, em 2006, já foi concedida isenção de IR para o ganho de estrangeiros em aplicações de títulos da dívida interna brasileira. Agora o governo reduz o imposto para os brasileiros, aprofundando ainda mais uma estrutura tributária injusta e regressiva, na qual os mais ricos pouco pagam, enquanto os trabalhadores e consumidores financiam o Estado. A queda na arrecadação de IR também afetará os estados e municípios, que têm direito à metade da arrecadação desse imposto, e atravessam grave crise financeira com a queda dos repasses federais, cortando gastos sociais fundamentais, como merenda escolar e despesas hospitalares.

     

    Enquanto os municípios custam a obter ajuda limitada a R$ 1 bilhão do governo federal para recompor pequena parte das perdas para este ano (projetadas em R$ 8 bilhões), o governo não mede esforços em conceder grande benefício fiscal, estimado preliminarmente em R$ 3 bilhões por ano, para os rentistas. É um subsídio injusto, pois significa a transferência de recursos dos mais pobres para os mais ricos. Essa medida do governo mostra, mais uma vez, que a dívida pública é o centro dos problemas nacionais, e tem comandado as principais decisões de política econômica.

     

    Atualmente, o imposto de renda incidente sobre os ganhos dos brasileiros com a dívida interna (por meio dos  "Fundos de Investimento de Renda Fixa") varia de 15% a 22,5%, dependendo do prazo no qual os recursos permaneceram aplicados. Com a nova medida do governo, este percentual máximo de 22,5% cai para 15%. Enquanto isso, os trabalhadores assalariados pagam até 27,5% de Imposto de Renda, o que é uma grande injustiça. Por exemplo: um rentista que ganhar um milhão de reais durante o ano com a dívida pública se sujeitará a uma alíquota máxima de 15%, enquanto um trabalhador que recebe salário superior à quantia de apenas R$ 3.582,00 por mês fica submetido a uma alíquota de 27,5%.

     

    Atualmente, os fundos de investimento (controlados pelos bancos) cobram altas taxas de administração, razão pela qual a pequena queda da taxa Selic verificada nos últimos meses poderia levar os investidores a fugir destes fundos (que aplicam em títulos da dívida pública), e migrar para aplicações em poupança, o que provocaria dificuldades para a rolagem da dívida pública.

     

    Diante dessa conjuntura, ao invés de suspender temporariamente o pagamento da dívida interna e auditá-la, ou de pelo menos obrigar os bancos a reduzirem suas taxas de administração dos fundos de investimento, o governo optou por reduzir o Imposto de Renda incidente sobre os ganhos com a dívida interna. Desta forma, o governo garante a rolagem da dívida, mantendo os investidores nos "fundos de investimento" comprando títulos da dívida, e termina por atender aos anseios dos banqueiros, que jamais iriam querer uma massa de recursos aplicados na poupança, dos quais 65% têm de ser aplicados no setor produtivo (imobiliário).

     

    O dia de 13 de maio não poderia ser mais contraditório para o anúncio desta medida do governo. No dia da "Abolição da Escravatura", o governo mostra que o país está, cada vez mais, escravo de uma dívida pública nunca auditada (como prevê a Constituição Federal), que já alcança patamares elevadíssimos - somando-se a dívida interna e a externa já superamos a casa dos R$ 2 trilhões - condicionando completamente a política econômica atual e afetando profundamente a vida da sociedade brasileira.

     

    Coordenação da Auditoria Cidadã da Dívida

     

    Brasília, 13 de maio de 2009

     

    Fonte:  www.divida-auditoriacidada.org.br

     

    O uso da bonança externa na eliminação da dependência internacional

     
     

    O uso da bonança externa na eliminação da dependência internacional: a tentativa venezuelana

     

     

     

     

     

    Internacional

    Mariana Almeida   

    Sex, 15 de maio de 2009 11:58

    O período de bonança econômica vivido pelo continente latino-americano coincide, na Venezuela, com o início da implementação do Plano de Desenvolvimento Econômico e Social da Nação 2001 - 2007; um conjunto de medidas que alteraram significativamente as principais diretrizes políticas e econômicas daquela país. Entre os principais objetivos do plano, estava a aplicação de um pacote que viabilizasse um maior crescimento e diversificação do sistema produtivo nacional, no sentido de iniciar um processo de deslocamento do centro dinâmico da economia do petróleo para outras atividades, com especial ênfase aos setores de consumo nacional. Em certa medida, a lógica econômica por trás do plano lembra os processos de substituição de importação vividos por outros países da região entre 1930 e 1970, preconizando altas taxas de investimento - a meta inicial era atingir 20% do PIB -, taxa de juros baixas - foi observada uma queda paulatina de um nível aproximado de 40% em 2002 até alcançar 17% em 2007 -, restrição de importações - realizada a partir da implementação de licenças previamente estipuladas pelos órgãos ministeriais, tomando como referência a garantia de mercado prioritário à toda produção nacional - e controle cambial e de capitais - a administração de todas as divisas em circulação no país é centralizada em um órgão governamental criado em fevereiro de 2003, a CADIVI (Comisión de Administración de Divisas). Como resultado, o país obteve taxas de crescimento do PIB acima de 8% no final do período, atingindo 10,3% em 2006.

    Uma particularidade fundamental do processo venezuelano é que o motor escolhido para os investimentos nessa política industrializante não foi a captação de crédito externo. Ao contrário, a partir de 2002, o país observa uma redução significativa nas taxas de investimento externo direto, que ficam negativos durante quase a metade do período em questão, nos anos de 2002, 2006 e 2007. Assim, os recursos provém fundamentalmente de uma política de redistribuição da renda resultante do petróleo, que passa a ser administrado cada vez mais como uma "indústria industrializante" (termo utilizado no Plano). Essa política se consolida a partir de 2005, quando é determinado um teto de US$26,00/barril para o rendimento que deve ficar sob controle da empresa petroleira (PDVSA), sendo o restante destinado a um Fundo de Desenvolvimento Nacional (FONDEN) e posteriormente aplicado em políticas de subsídio agrícola e industrial, programas sociais e de redistribuição de renda e investimento produtivo direto.

    É nessa conjuntura peculiar de uso indireto da bonança econômica - através da exportação de petróleo e não do investimento externo direto - em uma tentativa de transição para um modelo econômico mais independente do cenário internacional que a Venezuela receberá a crise econômica mundial de 2008.

    A crise como aprofundamento e não como desvio

    A redução da disponibilidade de crédito externo, talvez o impacto mais imediato e direto da crise sobre os países da América Latina, não foi sentida na Venezuela, uma vez que o país já não era um destino dos captais internacionais desde antes da crise. Outros fatores que provocaram a desaceleração das economias da região em 2008 também apresentavam pouca incidência na realidade venezuelana, como a redução das remessas externas e do turismo. Para esse país, a novidade relevante da crise foi quase que exclusivamente a queda no preço e na demanda por petróleo, afetando diretamente a capacidade de financiamento da política econômica venezuelana.

    A profundidade desse impacto, entretanto, é difícil de medir. Existe, efetivamente, uma desaceleração da economia. Em 2008, a taxa de crescimento já foi bastante inferior aos anos anteriores, ficando em 4,8%. Para 2009, a CEPAL estima um crescimento de 3%, enquanto as previsões oficiais do governo trabalham com a taxa de 6%. Em ambos os casos, trata-se de um cenário mais ameno do que o vislumbrado para os demais países da América Latina. De fato, como um dos sentidos da política em curso era reduzir a vulnerabilidade externa da economia, era de se esperar que o país sofresse menos com a crise externa. Mas, como se trata de um modelo econômico ainda inconcluso, fica a questão de se as novas restrições ao investimento serão um fator de inviabilização do processo ou se representarão apenas uma desaceleração deste. Para responder a essa pergunta é necessário um olhar mais cauteloso de como tem sido o comportamento dos preços do petróleo e sua relação com as demais áreas da economia.

    O ano de 2008 foi cenário de dois extremos para o preço do dólar. No terceiro trimestre, ele atingiu a média de US$110/barril e terminou o ano na média de US$47/barril, uma variação de quase 60% em apenas três meses. Olhando historicamente para o preço do barril, vamos que o valor do final de 2008 é muito próximo do preço médio observado em 2005, e que chega a ser significativamente mais alto do que os preços observados nos anos anteriores (US$33,00 em 2004 e US$26,00 em 2003), quando teve início o Plano de Desenvolvimento Econômico e Social na Venezuela. Assim, ainda que necessariamente represente uma redução nos gastos públicos com relação aos anos de 2007 e 2008, não há indicativos de que o fluxo de rendimentos com o petróleo alcance níveis inéditos para a política atual do país ao ponto de gerar, com isso, um desvio de suas diretrizes atuais.A relação entre a situação da economia do petróleo e o restante da economia também não é direta. Em 2008, por exemplo, quando a economia petroleira se recuperou - em virtude dos altos preços verificados ao longo dos três primeiros trimestres - atingindo um crescimento de 4,15%, a economia não-petroleira apresentou um crescimento menor que em anos anteriores, atingindo uma taxa de 5,8%, bastante inferior aos 12% de 2006 e aos 9,5% de 2007. Assim, é difícil determinar ao certo se uma desaceleração da indústria petroleira chegaria a limitar definitivamente o crescimento dos demais setores.Por fim, é importante salientar que ao longo do período os setores internos do país foram ganhando maior força na sustentação do crescimento. Foi a economia não-petroleira a grande responsável pelas altas observadas nas taxas de crescimento do PIB, sendo que o PIB petroleiro chegou a decrescer entre 2005 e 2007. Com isso, a participação do petróleo no PIB caiu de 18% no início do período para 12% em 2007. Simultaneamente, o setor manufatureiro cresceu 33%, o de construção 51% e as comunicações atingiram a impressionante taxa de 119%. Em resumo, a relevância dos impactos da crise na Venezuela serão um teste para o desenvolvimento de suas políticas atuais, indicando se os mecanismos adotados até o momento tem ou não gerado um processo consistente de deslocamento do centro dinâmico da economia, com uma profundidade suficiente para seguir se consolidando mesmo num cenário de incerteza e desaceleração externa.Medidas de médio prazo: aprofundando as variáveis para maior independência externa.

    Desde o estopim da crise internacional em setembro de 2008, poucos foram os anúncios oficiais do governo venezuelano que se relacionavam diretamente com medidas de contenção do impacto da crise. Como boa parte das políticas de controle que se vislumbraram - e que são temidas - para outros países já estavam em curso na Venezuela - baixas taxas de juros, controle de capital, restrição de importação, etc -, as mudanças realizadas trataram muito mais de aprofundar a política econômica vigente do que de alterar o seu rumo.

    O governo anunciou que não vai reduzir investimentos em seus programas sociais. O Plano Operativo Nacional Anual de 2009, como é chamado o orçamento, não faz nenhuma menção à crise e mantém as proporções de investimento dos anos anteriores.As medidas mais contundentes de aprofundamento do controle aos fluxos externos foram a redução dos valores máximos de acesso à câmbio permitidos pela CADIVI, anunciada em outubro de 2008, e a aceleração de processos de integração monetária regional, focados na construção da Alternativa Bolivariana para a América (ALBA). Em janeiro foram instalados comitês de estudo para a implementação de uma câmara de compensação monetária que estabelecesse uma moeda virtual entre os países signatários do acordo. O Sucre, nome indicativo para a moeda em questão, deveria funcionar de maneira muito semelhante ao Bancor proposto por Keynes em Bretton Woods, dando origem a fundo mixto de estabilização e desenvolvimento e à formação de um conselho monetário regional.

    Tais medidas indicam a opção pela construção de soluções para a crise financeira à médio prazo, de maneira a criar alternativas de financiamento e fluxo mais independentes do cenário internacional, valorizando a regionalização comercial e financeira e criando alternativas locais ao dólar.

    Fonte: http://apsbahia.blogspot.com/2009/05/o-uso-da-bonanca-externa-na-eliminacao.html

     

    May 18

    Ginástica Laboral

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    In English

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    Médico naturalista ensina...‏

    Um médico naturalista estava muito triste porque participou de congressos e, embora comprovados, os  resultados não eram divulgados, como ele disse NÃO  DÁ IBOPE''. Então ensinou a fazer um exercício simples que evita problemas cardíacos.


    1º. Antes do banho, exercitar a panturrilha (levantar o corpo na ponta dos pés), primeiro rápido até esquentar as panturrilhas e depois uma sequência de 10 movimentos lentos. Pronto.
    Esse exercício bombeia o sangue para o coração, melhora os batimentos cardíacos e evita obstrução das veias.
    Nos primeiros 6 meses, se a pessoa estiver com excesso de peso, ela emagrece da cintura para baixo e, nos 6 meses seguintes, da cintura para cima; depois de 2 anos, não engorda mais e, alem de tudo, diminui o risco de uma cirurgia cardíaca que custa em média, hoje em dia, R$38.000,00 e, de um modo geral, os planos de saúde nem sempre pagam. melhora o problema de micro varizes.

     

    2º. Ao chegar em casa, coloque os seus pés em uma bacia com água bem quente (o famoso escalda pés) além de relaxar, esse processo desencadeia a dilatação dos vasos sanguíneos dos pés, melhora o cabelo e melhora, inclusive, a visão.
    Esse processo foi pesquisado com pessoas diabéticas e o resultado evidenciou a melhora na circulação sanguínea, diminuindo os casos de gangrena, o quadro geral de saúde dos pesquisados melhorou e, como um fato relevante, a melhora da visão. Evita o encurvamento da coluna
    .

    3º. Ao acordar, deitado de barriga para cima pedalar 120 vezes no ar.
    Esse exercício melhora o posicionamento da coluna e da postura, diminuindo ou retardando o encurvamento das costa e aliviando as dores nas costas, baixando a pressão
    .

    4º. Ao perceber que a pressão subiu, coloque as pernas dentro de um balde com água muito gelada até os joelhos. Permaneça nesta imersão por 20 min.
    Este processo fará com que o organismo, na busca de aquecer os membros inferiores. Faça com que o acúmulo de sangue na cabeça desça, baixando a
    pressão.

     Obs:

    A Ginástica Laboral é uma das ferramentas de um Programa de Qualidade de Vida, que tem como um dos objetivos a prevenção das DORTs (Doenças Oestoligamentares Relacionadas ao trabalho), promovendo saúde e o bem-estar dos colaboradores.

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    Reflexões dostoievskianas

     

    por Antonio Ozaí da Silva

     

     Foi assim que, sem querer, encontrei em meus arquivos as notas sobre o livro Memórias do subsolo e outros escritos, de Dostoievski, que li no início de 2006.

     

    A obra é composta por três textos: Notas de inverno sobre impressões de verão, Memórias do subsolo e O crocodilo. Boris Schnaiderman, tradutor e autor da apresentação do livro, ressalta o tom de negação da vida ocidental presente em Notas de inverno. Assim, no Capítulo V (“Baal”), “ao ligar o espírito capitalista de ganância com a religião, na Inglaterra, ele prenuncia claramente a teorização de Max Weber sobre este assunto.” (p.10).

     

    Dostoievski ironiza o espírito burguês e a eloqüência do francês (que esconde seus pobres) e compara-o com o inglês. ** Faz uma excelente descrição da capital inglesa na época da Revolução Industrial. “E que visão dantesca ele nos transmite da cidade capitalista! Violenta e muito mais demolidora que a de Dickens, diante dos mesmos panoramas urbanos. Aquele fragrante da menininha prostituída, agarrada à moeda que recebera, tem algo de clamor desesperado. E isso pode parecer surpreendente num escritor que não acredita no socialismo e tem uma fé cega em seu povo, em seu país, cujas instituições ele nem pensa em contestar”, escreve Schnaiderman (p.11).

     

    O Crocodilo é excelente! Nele, o autor polemiza com a intelectualidade russa sobre o desenvolvimento nacional e a influência ocidental. Sobressai a ironia ao “princípio econômico”, ou seja, a prevalência do Capital sobre todos os demais valores. O crocodilo engoliu o funcionário e este se torna, diante do “princípio econômico”, culpado. Ele aceita e procura uma maneira de lucrar com a situação em que se encontra, isto é, no interior do animal. É uma visão crítica, mas divertida!

     

    O texto que mais me marcou foi Memórias do Subsolo. É nele que Dostoievski escreve as palavras que inspiram este blog: “Existem nas recordações de todo homem coisas que ele só revela aos amigos. Há outras que não revela mesmo aos amigos, mas apenas a si próprio, e assim mesmo em segredo. Mas também há, finalmente, coisas que o homem tem medo de desvendar até a si próprio: e, em cada homem honesto, acumula-se um número bastante considerável de coisas no gênero. E acontece até o seguinte: quando mais honesto é o homem, mais coisas assim ele possui.” (p.99).

     

    É um texto impactante, embora seja maçante em seu início e exija perseverança do leitor. Li quanto minha filha fez uma cirurgia, em sua companhia no hospital. Não foi uma leitura agradável e talvez esse fato tenha influenciado. Não estava em plenas condições para concentrar-me. Logo nas palavras iniciais Dostoieviski afirma: “Sou um homem doente... Um homem mau. Um homem desagradável. Ceio que sofro do fígado”. (p. 65). O leitor deve imaginar o que vem depois!

     

    Não obstante, esse texto me fez pensar sobre o ser intelectual e, especialmente, sobre as Ciências Sociais. “Juro-vos senhores que uma consciência muito perspicaz é uma doença, uma doença autêntica, completa. Para uso do cotidiano seria mais do que suficiente a consciência humana comum...”, afirma Dostoievski (p. 68). A consciência perspicaz trás à tona o sofrimento. Não há escapatória para o intelectual e cientista social comprometido com o ser no mundo e tudo o que isto envolve. Só há uma forma de evitar o sofrer: manter-se na ignorância.

      

     ________

    * DOSTOIEVSKI, F. Memórias do subsolo e outros escritos. São Paulo, Editora Paulicéia 1992. [Tradução do russo por Boris Schnaiderman]

    ** Ver o capítulo VI, “Ensaio sobre o burguês” (p. 233-245). Nesta parte, Dostoievski brinda o leitor com uma definição sobre a liberdade criativa e crítica: “O que é liberté? A liberdade. Que liberdade? A liberdade, igual para todos, de fazer o que bem se entender, dentro dos limites da lei. Mas quando é que se pode fazer o que bem se entender? Quando se possui um milhão. A liberdade concede acaso um milhão a cada um? Não. O homem desprovido de milhão não é aquele que faz o que bem entende, mas aquele com quem fazem o que bem entendem. O que se conclui daí? Conclui-se que, além da liberdade, existe a igualdade e justamente a igualdade perante a lei. Quanto a esta igualdade perante a lei, pode-se dizer apenas que, na forma em que ela se pratica atualmente, cada francês pode e deve considerá-la uma ofensa pessoal.” (p. 240)

     

      http://www.consciencia.net/

     

    May 15

    Energia Eólica

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    Energia Eólica

    Posso eu mesmo construir um gerador eólico caseiro ?

    A energia produzida pelo vento é um recurso energético natural que pode ser aproveitado com um investimento reduzido, é especialmente rentável em locais com muito vento. Um gerador eólica caseiro é algo possível de fazer sem custos muito elevados.

    As diferenças de pressão atmosférica causadas pelo aquecimento diferencial terrestre provocam deslocação de massas de ar (vento), a deslocação destas massas de ar são influenciadas pelas condições atmosféricas (intensidade e direcção) por obstáculos e condições do solo. O aproveitamento da energia cinética do vento é efectuada através de turbinas eólicas acopladas a geradores. A este conjunto turbina-gerador é habitualmente chamado Aerogerador. Existem vários tipos de turbinas eólicas cujas as diferenças incidem essencialmente na direcção do eixo de rotação (vertical e horizontal), forma e número de pás que constituem o rotor.

    Quando exposto a vento suficiente, um aerogerador produz corrente alternada (CA). Depois de rectificada (CC) esta corrente é usada para carregar de baterias e posteriormente convertida em corrente alterna. Todos os aerogeradores vêm com o seu próprio sistema de controle de carga (A, B).

    Tal como a energia solar a energia eólica é uma energia limpa, a sua inclusão em áreas ventosas em ambientes domésticos pode rapidamente trazer o retorno do investimento efectuado. Pode funcionar em simultâneo com módulos energéticos solares. O seu funcionamento não difere substâncialmente, a energia captada por um aerogerador carrega um conjunto de baterias.

    Produção de energia
    A energia cinética, resultante das deslocações de massas de ar, pode ser transformada em:

    - energia mecânica através de aeromotores;

    - energia eléctrica através de turbinas eólicas ou aerogeradores.

    A potência mecânica disponível (P) numa turbina depende grandemente (factor cúbico) da velocidade do caudal de ar que passa através dela, o que faz com que o interesse e o aproveitamento deste recurso varie muito com a intensidade e a direcção do vento.

    A potência do vento que passa perpendicularmente através de uma área circular P = 1/2
    rv3 pr2

    Onde:

    P= potência média do vento em Watts [W]
    r(rho) = densidade do ar seco = 1,225 kg/m3 (PTN)
    v= velocidade média do vento [m/s]
    p (pi) = 3.1415926535...
    r = raio do rotor em m [metros]

    Contudo, esta energia não pode ser inteiramente recuperada pelo aerogerador, pois há que evacuar o ar turbinado; introduz-se, de modo a tornar o calculo mais preciso, o coeficiente Cp no cálculo da potência:

    P = 1/2 rv3 pr2Cp

    O coeficiente de potência foi introduzido pela teoria de Betz. O coeficiente Cp caracteriza o nível de rendimento de uma turbina eólica; pode ser definido pela razão:

    Limite de Betz

    O limite de Betz indica que, mesmo para os melhores aproveitamentos eólicos (turbinas de 2 ou 3 pás de eixo horizontal), recupera-se apenas um máximo de 59% da energia do vento, o que significa que Cp máximo (teórico) é 0,59. Para uma aplicação real, este coeficiente é da ordem de 0,3 a 0,4 no máximo. A teoria de Betz coloca em modelo a passagem do ar antes e após a turbina, por um tubo de corrente onde:


    V1 é a velocidade do vento antes das pás da turbina
    V é a velocidade do vento nas pás da turbina, na ordem de 10 m/s
    V2 é a velocidade do vento após ter transferido energia às pás da turbina
    Onde V1 > V > V2 , sendo estas velocidades paralelas ao eixo do rotor.

    Que potência uma turbina pode produzir em função das dimensões ?

     

     

    Turbina eólica

    Potência eléctrica

    Diâmetro do Rotor (m): Velocidade Média do Vento: 3 m/s4 m/s5 m/s6 m/s7 m/s8 m/s9 m/s10 m/s11 m/s12 m/s13 m/s14 m/s15 m/s

    Eficiência Turbina - Coeficiente Cp:
    15%20%25%30%35%40%45%Betz 59.3%*
    * Nota: Uma turbina de um aerogerador bem desenhado consegue ter 25% - 40% de eficiência.

    Pot. Instantânea (kW):

    Pot. Mensal (kWh):

    Pot. Anual Produzida (kWh):

    Área (m2):

    ** Assume-se que a densidade do ar é 1.225 kg/m3
    *  Uma turbina de um aerogerador bem desenhado consegue ter 25% - 40% de eficiência.



    Nota - Nos cálculos mensais e anuais, considera-se que o gerador tem um funcionamento permanente médio igual ao valor apresentado, como a produção não é linear, a paragem por falta de vento ou elevados níveis de produção podem tornar estes valores pouco precisos. Os valores apresentados mensalmente e anualmente devem ser considerados como estimativas prováveis e não valores exactos.

    A eficiência do vento em relação à energia eléctrica produzida pode ser calculada neste simples programa.

    Calculo para geradores eólicos.

    Posso eu mesmo construir um gerador eólico caseiro ?

    Sim.

    Para construir um gerador eólica existem algumas questões que se deve ter atenção

     

    O local onde vou instalar o aerogerador tem vento suficiente ?

    A maioria das pessoas têm a noção que vivem em locais ventosos, no entanto a maior parte das áreas residências não são adequadas para a produção de energia a partir do vento. As árvores e os edifícios diminuem a velocidade do vento, criam zonas de turbulência que podem ser destrutivas. É fundamental que a zona de incidência se encontre desobstruída. Verifique os mapas de velocidades do vento .

    Os locais abertos ou zonas junto ao litoral podem ser apropriados para colocar as turbinas. Uma torre alta pode ser útil e aumentar a rentabilidade da instalação, não esquecer que a turbina pode ter alguns efeitos nas áreas circundantes, os seus vizinhos podem não partilhar o seu entusiasmo, mas pode partilhar com eles a energia produzida e o trabalho de colocação, certamente os resultados vão ser diferentes.

    Que tamanho de turbina necessito ?

    As turbinas eólicas funcionam com o ar fino, assim, necessitam de ter dimensões elevadas para produzir potências consideráveis. Um diâmetro de 2 metros (pá da turbina com 1 metro) pode produzir anualmente mais de 500 Kw/h.  Um valor considerável para uma habitação média. 

    Que tipo de gerador devo usar ?

    A maioria dos aerogeradores pequenos são usados para carregar baterias que posteriormente vão colocar essa energia eléctrica transformada no sector normal de 220V. A escolha obvia para um aerogerador caseiro será o alternador de um veículo automóvel. Mas a utilização de uma alternador tem alguns inconvenientes, o dispositivo funciona apenas com uma rotação elevada +/- 2000RPM a velocidade das pás raramente ultrapassa as 100RPM, existe assim a necessidade de multiplicar mecânicamente este diferencial. Neste processo existem perdas significativas. Em aerogeradores instalados a baixa altitude (em relação ao solo) existe um pequeno aproveitamento energético, existe a necessidade de ter um gerador com uma eficiência muito boa para ter aproveitamento.

    Quase todas os aerogeradores pequenos de fabrico comercial usam geradores com ímans permanentes que não são fáceis de construir. O gerador é o componente fundamental para o êxito ou fracasso do projecto. Contenha o entusiasmo mas não desanime existem sempre soluções.

    Brevemente vamos colocar aqui como aproveitar motores de CC em geradores

    A altura da turbina é importante ?

    Quanto mais alto melhor, a potência do vento em função da altura varia nas seguintes proporções:


    V0-Velocidade em m/s à altura de referência h0 do solo
    α
    -Coeficiente característico do local; entre 0,1 e 0,4

    Cada local pode ter um factor diferente, baseando-nos num factor de 0,1 podemos criar um gráfico aproximado.

    Posso eu mesmo construir as pás das turbinas ?

    Sim, vamos colocar aqui alguns processos para construção das pás das turbinas, algumas mais sofisticadas em fibra outras utilizando materiais comuns usando simples tubos de polietileno.

    Não esquecer que no caso de produção de energia em excesso a EDP é obrigada a comprar essa energia produzida, se tem vento e espaço pense nisso.

    O primeiro circuito que vamos publicar é totalmente de concepção caseira, destina-se apenas a testar todo o poder que o vento tem em gerar energia, se tem possibilidade tente fazer este pequeno aerogerador, os problemas que surgem são idênticos aos geradores de maior dimensão, até a lei de murphy nº13442331 se manifesta, diz que depois de terminado, o vento não vai soprar durante 5 dias, pode fazer o download clicando em turbina eólica e na mesma linha da turbina anterior aerogerador.

    Para verificar a velocidade do vento um esquema simples de um anemómetro

    Construir um pequeno aerogerador caseiro

    Um circuito mais complexo mas com aproveitamento energético, vamos aproveitar um motor de video gravador.

    Vamos aproveitar o circuito de três fases existente nos servo motores dos videos e fazer a sua ligação a díodos em ponte.

     

     

     

     

     

     

     

     

    vamos então ligar os díodos ao motor

    Cada enrolamento de cada fase tem a mesma resistência, aproximadamente 4 ohm, verifique com o multímetro se os enrolamentos têm todos o mesmo valor.

    Agora vamos construir as pás da turbina. Vamos para isso utilizar réguas de madeira ou metálicas preferencialmente de aluminio.

    Suporte as pás de modo a obter o máximo rendimento do vento fazendo o centro da turbina com esta forma.

    Obtemos um conjunto que pode ser utilizado para produzir energia.

    Nesta foto já com o motor incorporado

    Depois de conluído podemos então ligar o sistema a um controlador de carga e carregar baterias ou pilhas.

    Aerogerador 100W

    Controlador de Carga para aerogerador

     

    Aproveitar resíduos é estratégico

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    Aproveitar resíduos é estratégico

     

    De acordo com o Quarto Relatório do IPCC, os resíduos provenientes do pós-consumo contribuem apenas com uma pequena parcela das emissões globais de gases de efeito estufa (menos de 5%). Entretanto, considerando que as iniciativas de manejo de resíduos são realizadas de forma local, sem a respectiva quantificação da mitigação dos gases de efeito estufa, a importância do setor de resíduos para a redução global na emissão desses gases pode estar subestimada.

    O professor do departamento de Engenharia Sanitária da Universidade de Minas Gerais (UFMG), Gilberto Caldeira, concorda com o grupo do IPCC e diz que as atuais tecnologias de manejo de resíduos podem mitigar as emissões do setor sanitário de maneira efetiva. Essas tecnologias podem reduzir emissões de forma direta (por meio de recuperação e uso do metano em aterros, aperfeiçoamento de práticas de gerenciamento nos aterros, melhorias no manejo de resíduos líquidos, utilização de biodigestores) ou evitar uma geração significativa de gases (por meio de compostagem controlada de resíduos orgânicos, por exemplo). Adicionalmente, a redução da geração de resíduos, a reciclagem e o reuso têm relevância para a redução indireta de emissões de gases de efeito estufa.

    “O manejo adequado dos resíduos, com destaque para o seu elevado valor energético, pode contribuir, além da redução de emissões, para a promoção do desenvolvimento sustentável. No Brasil, levantamento realizado pelo IBGE, no ano de 2000, demonstrou que apenas uma pequena parcela dos municípios destina adequadamente os resíduos gerados, o que demanda a adoção de políticas e práticas adequadas”, explica o diretor de Ambiente Urbano do Ministério do Meio Ambiente, Silvano Silvério Costa.

    Ele diz ainda que é importante enfatizar o papel duplamente estratégico que o aproveitamento energético de resíduos representa em termos de mitigação de Gases de Efeito Estufa - GEE, tanto do ponto de vista de sua significância, como fonte alternativa de energia, quanto no âmbito de uma política de gestão de resíduos, por consistir a destinação ambientalmente adequada numa medida direta de redução de emissões. Neste sentido, diretrizes voltadas ao gerenciamento de resíduos, como a reciclagem, o reuso e a minimização da geração, possuem uma relação estreita com uma estratégia de mitigação, já que a diminuição do volume de resíduo a ser disposto implica em redução da possibilidade de emissão de GEE.

    O clima na imprensa

    Dos textos sobre mudanças climáticas veiculados por 50 jornais brasileiros, no período 2005-2007, 2,7% trabalharam as estratégias de mitigação relacionadas aos resíduos.

    Fonte: Pesquisa Mudanças Climáticas na Imprensa Brasileira. ANDI e Embaixada Britânica.

    Por sua vez, técnicas inadequadas, como lançamento a céu aberto, lixões e instalações de tratamento e queima sem o devido controle constituem-se em fontes de emissão. Iniciativas como regulamentos, políticas e instrumentos econômicos e de mercado voltados à gestão de resíduos, além de contribuírem para mitigar a mudança do clima, representam co-benefícios em termos de melhoria da saúde pública, proteção do solo, prevenção da poluição e suprimento de energia local.


    Reciclando aterros

    Diversos projetos brasileiros de Mecanismo de Desenvolvimento Limpo obtêm créditos de carbono a partir de aterros sanitários. A decomposição do lixo orgânico tem como subproduto o metano (CH4), o segundo principal gás de efeito estufa, que, apesar de estar na atmosfera em uma quantidade bem menor que o CO2, tem um potencial de aquecimento muito maior, de 21 vezes ao do gás carbônico. Os aterros do Brasil conseguiram emplacar projetos de MDL ao queimar metano, transformando-o em CO2, menos pior para o efeito estufa.CO2CH4

    Após o projeto número 1, o Nova Gerar, de Nova Iguaçu, no Rio de Janeiro, os aterros Bandeirantes e São João, em São Paulo, também começaram a vender crédito de carbono obtido e também aproveitam para vender energia. Em vez de queimar o CH4, eles alimentam uma mini-usina. Os dois aterros têm capacidade de gerar 20 megawatts por hora, o suficiente para abastecer uma cidade de 200 a 300 mil habitantes.CH4

    Somente com as atividades do aterro Bandeirantes já foram feitas duas vendas de créditos de carbono. Em setembro de 2007, ocorreu o primeiro leilão de carbono realizado no Brasil, na Bolsa de Mercadorias & Futuros, e rendeu à Prefeitura de São Paulo quase R$ 35 milhões. O investimento na usina, feito em 2003, foi de R$ 25 milhões.

     

    http://www.electronica-pt.com/index.php/content/view/17/29/

    May 14

    Minha Casa, Minha Vida

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    Minha Casa, Minha Vida

    Entrevista

     

    Márcia Kumer

    Além do sonho da casa própria, o programa Minha Casa, Minha Vida, que irá destinar R$ 34 bilhões para a construção de um milhão de casas, representa uma oportunidade concreta de oferecer escala para o processo de construções sustentáveis no Brasil. Mas afinal, o que realmente vai sair do papel? Quem explica é a superintendente de Assistência Técnica e Desenvolvimento Sustentável da Caixa Econômica Federal, Márcia Kumer.

     

    O ministro do Meio Ambiente, Carlos Minc, afirmou que 500 mil casas anunciadas pelo programa Minha Casa, Minha Vida terão aquecimento solar. Isso realmente vai ser aplicado?

     

    Não há uma meta para ser atingida. Ou seja, essas 500 mil casas com aquecimento solar não são compulsórias. Mas existe todo um estímulo para que isso ocorra.

     

    A partir de julho, as construtoras dos empreendimentos terão que apresentar o documento da origem florestal das madeiras. Isso, sim, será compulsório. É uma medida que a Caixa criou desde janeiro.

     

    Já a questão do aquecimento solar é optativa. Temos um folder produzido em parceria com o Ministério do Meio Ambiente a respeito da importância do sistema. Mas há um estímulo importante aos construtores. Se o painel solar for utilizado nas habitações voltadas para famílias com renda de zero a três salários mínimos, a construtora recebe um valor extra para cobrir os custos com a tecnologia.

     

    O programa abarca a construção de habitações para famílias com renda entre zero e dez salários mínimos.  

     

     

    Quais as dificuldades para tornar compulsório o uso do aquecimento solar de água em todas as construções?

     

    Todo esse processo tem um custo, e algumas vezes é preciso escolher se a vamos ajudar mais pessoas ou garantir algumas melhorias. Quando se agrega um valor, corre-se o risco de diminuir a quantidade de atendimentos. Então, como temos um déficit brutal de habitação no país, estamos trabalhando para garantir um valor mínimo que atenda o maior número de pessoas.

     

     

    Quais os custos da implementação de painéis solares?

     

    O custo de implementar os equipamentos de aquecimento solar é de R$ 1,8 mil para casas e de R$ 2,5 mil para apartamentos. Essa é uma média utilizada no Programa de Arrendamento Residencial da Caixa, voltados para famílias com renda entre quatro e seis salários mínimos.

     

    Parece pouco, mas quando se considera a construção de uma unidade de R$ 40 mil, é um valor significativo. Para se ter uma idéia, o valor gasto para equipar um apartamento do PAC com todos os móveis é de R$ 4 mil.  

     

     

    Tornar compulsório o uso do equipamento de aquecimento solar não seria uma forma de barateá-lo, uma vez que sua produção ganharia larga escala?

     

    Na medida em que se começa a construir um processo indutivo, como o que está sendo realizado, o setor vai se desenvolvendo. É possível que um dia cheguemos a tornar o uso compulsório. Mas é preciso agir em uma escala. Primeiro o processo indutivo, e na medida em que o mercado percebe que pode ofertar esse produto, o financiador pode fazer as ofertas necessárias para que esse processo todo se consolide.

     

    Estamos, por exemplo, no processo de adoção de um selo no produto financiado pela caixa, mostrando que o empreendimento atende a todas as condições de sustentabilidade. Isso para que o cidadão faça sua escolha e a gente construa o processo indutivo.

     

    As empresas que constroem as casas do PAC não poderiam, compulsoriamente, reduzir o valor do painel solar do seu lucro?

     

    O lucro na construção dessas edificações é muito pequeno. É preciso entender que o terreno consome uma parte expressiva do valor destinado a elas. É um ganho muito apertado, e as empresas não vão fazer isso.

     

     

    May 12

    Convidamos você a participar do III Prêmio Opinião e Notícia:

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    III Prêmio Opinião e Notícia

    Estão abertas as inscrições para a terceira edição do Prêmio Opinião e Notícia. Este ano, trazemos algumas novidades. A participação está aberta a estudantes matriculados não só em cursos de graduação como de pós-graduação. O tema tem tudo a ver com as transformações pelas quais este site está passando, e convida os participantes a escrever sobre conteúdo colaborativo na Internet.

    Desta vez, o autor do artigo vencedor receberá R$ 1.500 em dinheiro como prêmio.

    A III Edição do Prêmio acontece paralelamente ao lançamento da nova plataforma do Opinião e Notícia, que foi pensada de forma a ampliar a participação dos usuários nos debates propostos e facilitar o acesso às diferentes seções e editorias, tornando a navegação ainda mais agradável, natural e produtiva.

    Sobre o tema

    Aumento do número de blogs, crescimento e popularização dos sites de relacionamento como Orkut, Facebook, Twitter e MySpace, trocas de comentários, textos de leitores publicados em sites de jornalismo: essas são características da Web 2.0, onde o leitor é também autor. O chamado conteúdo colaborativo, ou conteúdo gerado pelo usuário, tem sido responsável por transformações intensas na comunicação. E essas mudanças não se limitam ao mundo online, alcançando também o universo offline.

    Diante do cenário observado, os participantes do Prêmio devem responder às seguintes questões: que transformações são essas? O que muda quando o leitor é também o autor? Quais os rumos que os veículos de informação tradicionais podem tomar? O que pode acontecer com a maneira de se fazer negócios e com os hábitos de consumo, em função da facilidade de se encontrar opiniões na rede?

    Inscrições e julgamento do trabalho vencedor

    O jornalista e pesquisador de mídias digitais Mario Cavalcanti, diretor-executivo do site Jornalistas da Web e autor do livro “Eu, Mídia - Era Cidadã e o Impacto da Publicação Pessoal no Jornalismo”, estará no corpo de jurados do Prêmio.

    As inscrições podem ser feitas até o dia dez de agosto de 2009. Os textos devem ser enviados, como arquivo anexo, para o endereço premio@opiniaoenoticia.com.br em documento Word, acompanhados de uma cópia escaneada do CPF do candidato, do RG e do comprovante de matrícula na instituição na qual estuda. Devem ser inseridos no corpo do e-mail os dados pessoais do candidato (nome, endereço completo, e-mail, telefone de contato com código de área, instituição de ensino superior onde estuda).

    Acesse aqui o regulamento do prêmio para saber mais.

    Em caso de dúvidas, escreva para premio@opiniaoenoticia.com.br

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    O Consenso de Washington está morto?

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    Reportagens

     

    O Consenso de Washington está morto?Brasília, 08/05/2009
    Mesmo durante a crise, Fundo exagera no pedido de contrapartidas para empréstimos a países pobres, avalia economista ligado ao PNUD

    Saiba mais sobre o impacto da crise nos países em desenvolvimento
    Estudo do Centro Internacional de Políticas para o Crescimento Inclusivo aponta que impacto da crise é maior nos países em desenvolvimento
    RENATA D´ELIA
    da PrimaPagina

    “Mesmo diante da crise, o FMI não vai prover recursos livres de condições rígidas aos países em desenvolvimento. O Consenso de Washington e todas as suas políticas ainda sobrevivem”. A afirmação do economista Degol Hailu, do (CIP–CI) Centro Internacional de Políticas para o Crescimento Inclusivo, órgão do PNUD em parceria com o Governo do Brasil, refere-se à decisão tomada no último encontro do G20, em Londres, de triplicar o limite de empréstimos do Fundo Monetário Internacional para US$ 750 bilhões. Segundo artigo O Consenso de Washington está morto? , publicado em abril, as contrapartidas do FMI para os países menos desenvolvidos são muito rígidas e até exageradas.

    O Consenso surgiu no final de 1989, quando funcionários do governo dos EUA, organismos internacionais – como o FMI e o Banco Mundial – e economistas latino-americanos se reuniram na capital americana para discutir medidas com o objetivo de superar a crise econômica que assolava a América Latina. O continente vivia um cenário de estagnação, alta dívida externa, índices descontrolados de inflação, recessão e desemprego. As conclusões desse encontro apontaram no sentido de medidas denominadas neoliberais, já adotadas pela ex-primeira ministra do Reino Unido Margareth Thatcher durante os anos 80. Eram iniciativas como liberalização dos preços, do mercado e dos fluxos de capital, maior competitividade cambial, privatizações, e menor interferência dos Estados sobre preços e mercados. Essa “receita” de como os países latino-americanos deveriam agir para escapar da crise ficou conhecida por Consenso de Washington, expressão cunhada pelo economista inglês John Williamson

    Reformas para que os países latino-americanos se adequassem a esse modelo de gestão da economia foram requeridas pelo FMI como contrapartida de financiamento para os países latino-americanos. Para pedir essas contrapartidas, a administração do Fundo alegou que precisava se prevenir de os países que receberiam os empréstimos, com histórico de políticas econômicas erradas, investirem o dinheiro recebido em ações arriscadas e, com isso, o fundo perder os recursos em moratórias. Nesse momento, o FMI definiu como as políticas “certas” as recomendadas pelo consenso de Washington. Países como a Argentina, entretanto, ficaram estrangulados pela rigidez das medidas requeridas e se esfacelaram em crises ainda maiores na década seguinte.

    Esse tipo de obrigação a cumprir que pode causar danos aos países, para o artigo do (CIP–CI), não terminou. Ele afirma que, somente em 2008, foram impostas 224 novas condições a 15 países. No Paquistão, por exemplo, o governo teve de eliminar as tarifas subsidiárias para o setor elétrico. Na Zâmbia, o dinheiro foi condicionado ao país reajustar as tarifas do setor elétrico para recuperar os custos. O artigo também aponta que, além das exigências específicas, as imposições incluem rígidas políticas de liberalização financeira, privatizações e reformas de mercado – as famosas políticas neoliberais do Consenso.

    Essas contrapartidas, para Hailu, são paternalistas e geram conflitos entre países provedores de recursos e os que recebem empréstimos. Ele argumenta que essas políticas atuam como “efeito colateral” dos empréstimos e acabam servindo apenas para induzir, nos países dependentes financeiramente, as mudanças estruturais de interesse das nações doadoras. Ao condicionar o crédito, os países provedores tendem a tirar proveito financeiro e político da situação, afirma.

    O texto afirma que, na atual conjuntura de crise, países em desenvolvimento necessitam de maior fluxo de capitais. Apesar do impacto da recessão global, eles ainda precisam de financiamento externo para complementar as reservas domésticas, ao passo em que diminuíram as doações e os créditos multilaterais. Para Hailu, o FMI deveria criar mecanismos para o desenvolvimento de mercados, que agiria como garantia soberana de proteção aos emprestadores contra possíveis moratórias. Isso, de acordo com o economista, amenizaria a necessidade de assistência internacional, ao invés de perpetuar o que ele chama de “consenso falido” das condições de empréstimo infundadas e punitivas.

    May 11

    A VOZ DO SILÊNCIO A idolatria e a sociedade do “ter”

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    A VOZ DO SILÊNCIO

    A idolatria e a sociedade do “ter”

     

    Walter Barbosa,

    SOCIEDADE TEOSÓFICA

     

    “Walter, o que seus vizinhos têm que você ainda não tem?”. Recebi esse “apelo mercadológico” para renovação da assinatura de uma revista, na semana passada. Ao lado da frase, a imagem de um homem espionando o vizinho por entre as cortinas, relembrando a inveja em seu papel de eterna motivadora da insatisfação humana.

    A mensagem pode parecer estapafúrdia num primeiro momento. Contudo, é a própria lógica fria do mercado, explorando a fraqueza humana, inclusive ao projetar e supervalorizar pessoas - artistas, jogadores de futebol, “modelos” - para que depois alimentem uma corrente infinita de admiradores e imitadores, prontos para se renderem aos hábitos de consumo dos seus ídolos.

    O que sustenta a idolatria? A origem da palavra é bem conhecida no que respeita à adoração das imagens de qualquer tipo, do santo de barro ao “bezerro de ouro”. Mas o termo hoje se aplica também a certos comportamentos compulsivos - à semelhança da “idolatria sexual” - transformando em problema atos simples da vida.

    Na idolatria de pessoas há o propósito de “união” com aqueles que admiramos (ou invejamos), numa tentativa de “encarnar” seus dons. Se direcionássemos esse esforço para Francisco de Assis estaríamos logo “iluminados” (é a senda do Yoga Devocional), entrando naquela vibração e transformando-nos pelo caminho do Ser: ser nossa própria essência, aquilo que já somos. O santo “exterior”, no caso, é somente a “pedra de toque”, a lembrança para o despertar do santo “interior” em cada um. Mas, quem quer santidade neste momento? O que se quer é dispor dos valores típicos do mundo. Ou seja, “ter”.

    Um raciocínio imediato é achar que buscamos o “ter” em função daquilo que o mundo valoriza. Isso é um fato, porque o mundo é a base dos relacionamentos, e estes são a base dos processos da consciência. Mas a consciência subordina-se também às crenças e desejos do indivíduo, conforme seu estágio evolucional.

    O grau de maturidade do indivíduo filtra as impressões fornecidas pelo mundo, alimentando seu comportamento. Assim, quanto mais ele já despertou de identidade com seu próprio Ser - pelo autoconhecimento - menos necessidade tem de imitar ou agir compulsivamente em relação ao mundo, inclusive pela idéia de segurança que essa imitação encerra. Ao contrário, ele passa a atuar de maneira tão própria e original, que logo se transforma em elemento de referência e transformação do ambiente que o cerca.

    Referindo-se à ausência de criatividade, que nos torna imitadores incondicionais na sociedade do “ter”, Krishnamurti diz: “Se pudermos descobrir uma maneira de viver que seja criativa, e não simplesmente em conformidade com os padrões religiosos, sociais, políticos ou econômicos, tal como fazemos nos dias de hoje, então seremos capazes de resolver nossos inúmeros problemas” (Sobre relacionamentos, Editora Cultrix).

    De que maneira se pode chegar à condição proposta por Krishnamurti? Ele responde: “Por meio do autoconhecimento é possível livrar-se desse eterno repetir. A partir daí será possível atingir aquele estado criativo, sempre novo, no qual estaremos preparados para enfrentar cada problema como se fosse pela primeira vez”.

    A lógica desse olhar “como se fosse a primeira vez” é extraordinária. Uma de suas características é não termos respostas prontas, imediatas. Estas caem no equívoco de tentar resolver problemas sempre novos com soluções velhas. E, aí, “criamos mais problemas”. Abandonar as soluções velhas é renunciar ao “ter” psicológico da segurança, sustentado pela memória, abrindo-nos para as infinitas possibilidades de Ser de cada dia.

    PRÁTICAS E CURSOS - Meditação, Teosofia, Hatha-Yoga. Palestras públicas aos sábados, 18 horas, na Rua Pernambuco, 824, São Francisco. Informações: (67) 9988-1010.

     walterbarbosa62@gmail.com

    May 09

    Saiba como ajudar as vítimas das chuvas:

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    Saiba como ajudar as vítimas das chuvas:

    Cruz Vermelha quer ajuda para enviar donativos para vítimas das cheias.

    Donativos

     

    Apesar das 60 toneladas de donativos, a Cruz Vermelha garante que a quantidade nem de perto é suficiente para ajudar todas as famílias atingidas pelas cheias. Foi arrecadada uma pequena quantidade de alimentos não perecíveis, produtos de higiene e limpeza, que são os itens mais necessários no momento, conforme ressaltou Maria Eugênia.


    “Comida pronta não é a prioridade. Buscamos alimentos não perecíveis, porque as pessoas que foram levadas para abrigos já têm condições de cozinhar”, disse a coordenadora. Ela orienta a quem puder doar roupas que separe em sacolas plásticas por tipo, “identificando os pacotes de maneira simples, por exemplo, roupa de mulher, roupa de homem, roupa de criança.”


    Pessoas que estiverem dispostas a ajudar a separar os donativos podem participar de um mutirão que ocorre neste sábado (9) na sede da Cruz Vermelha em São Paulo, a partir das 8h. Mais de 150 voluntários da Cruz Vermelha vão montar cestas de alimentos e separar roupas.

     

    Quem puder doar, pode levar os donativos de segunda a sexta, das 8h às 18h, e aos sábados, das 8h às 14h.

    A sede da Cruz Vermelha em São Paulo está localizada na Avenida Moreira Guimarães, 699, Bairro Indianópolis - próximo ao Aeroporto de Congonhas. Mais informações pelos telefones: (11) 5056-8667/8665/8664