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June 29 Profecias: FÉ, ESPERANÇA E CARIDADE
Profecias: FÉ, ESPERANÇA E CARIDADE
Alberto Francisco do Carmo.
Por uma questão de escolha, não de fé explícita e engajada nesta ou naquela crença, ou igreja, gosto muito do conceito das VIRTUDES TEOLOGAIS, que seriam aquelas três (como a Santíssima Trindade) que seriam inseparáveis: FÉ, ESPERANÇA E CARIDADE. Conceitualmente nenhuma pode existir sozinha, assim como a exclusão de uma destas virtudes, automaticamente exclui as outras.
Acreditar em cataclismas, essas coisas todas, é acreditar que bilhões de pessoas, que nada, nem podem ter nada a ver com o peixe, paguem por culpados, sempre poucos, pois a pessoa humana, basicamente é boa.
Não gosto de profecias de qualquer espécie. Primeiro porque não somos obrigados a acreditar nelas, segundo porque muitas não se realizaram como o nostradâmico fim do mundo em 1999, o planeta "depurador" previsto pelo tal "Râmatis" (psicografado por Hercílio Maes) que estaria visível em 1960 e até hoje não foi achado e nunca será pois teria de ser algo MUITO GRANDE para "verticalizar o eixo da Terra". As "profecias marianas" também não se realizaram. E enem era para se acreditar nelas, pois estão fora do conjunto que vai do Gênese ao Apocalipse. Mas mesmo dentro deste conjunto já há dúvidas, já que já se provou que a Bíblia não é sincrônica com o tempo em que foi escrita. Simplesmente algo em torno de 600 a 500 A.C. os judeus reuniram em forma escrita o que vinha pelos séculos e séculos em tradição oral. NUnca se encontrou um indício da presença dos israelitas NOS REGISTROS EGÍPCIOS, Sodoma e Gomorra nunca existiram, assim como nunca existiram as tais muralhas de Jericó. Sabe-se-também pelas descobertas arqueológicas, que no judaismo primitivo Javé tinha uma esposa,deusa consorte portanto, assim como o Deuteronômio tem leis específicas para o escravismo, e os livros do êxodo e Josué deixam claro que Javé (Deus) inspirava os judeus a executarem "limpezas étnicas". Quando se votava uma cidade ao "anátema" ( ou"interdito") significava que era para invadir e matar todos os seres vivos da área, inclsuive animais. Segundo a Bíblia, a ocupação da "Terra Prometida", envolveu o aniquilamento e o genocídio contra 41 culturas.
Isto não combina de jeito nenhum com "inspiração divina", assim como uma previsão de fim de mundo feita pelo Cristo onde ele fala que o mundo balançará como se estivesse bêbado, que as "estrelas cairiam do céu" e outras coisas mais, tudo seria muito difícil de acontecer. Uma balançadinha de 1 grau por segundo, provocaria velocidades na superf´cie da Terra da ordem de centenas de milhares de quilômetos por hora. Basta multiplicar esta suposta velocidade angular (ω = Δθ / Δt ou seja ω = 1° / 1s ) pelo raio da Terra aplicando a fórmula V= wR, tendo antes o cuidado de converter graus para radianos. O raio da Terra é de 6.378.100 metros, aproximadamente. Façam as continhas... Tudo dentro do SI, qual seja em metros por segundo, e aí apliquem aquele númerozinho que converte metros em quilômetros... Não daria nem para piscar, quanto mais ver a Terra balançar ou ver "estrelas" caírem do Céu.
Por estas e por outras é que não levo profecias a sério,e prefiro ter ESPERANÇA, o que automaticamente me dará FÉ e CARIDADE, necessárias à praticar-se uma das virtudes espirituais (são várias) que é "suportar com paciência as fraquezas do próximo."
E Theodor Adorno lista entre as características da personalidade autoritária, a "crença em determinantes místicos no destino do Homem."
Quem quiser entender, entenda.
June 27 Esse homem chamado JesusHÉLIO'S BLOG Google: helioaraujosilva1952.spaces.live.com/ |
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ESSÊNIOS
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Uma das seitas importantes no período do segundo Templo era a dos essênios. A origem do nome não é muito segura. Há quem o ligue a raízes gregas, aramaicas ou hebraicas, mas na realidade seu significado é obscuro. Pelo que se sabe de suas características, o significado mais apropriado seria o de "puros" ou "pios".
O essênismo constituiu, nos séculos que vão desde o ano 150 (A. C) ao 70 (d.C.), uma comunidade religiosa judaica que tinha algumas características essenciais que afastavam-na do Templo de Jerusalém. As fontes que temos encontram-se em Filon e Flávio Josefo. Parece que os essênios viviam, de preferência, nas planícies e que uma de suas principais sedes estava instalada no oásis de En-guedi sobre o Mar Morto. Constituíam, sobretudo, uma ordem monástica; não se casavam e sua comunidade perpetuava-se somente com a associação de novos membros. Não procuravam lucros pessoais, todos trabalhavam pelos congregados, com os quais viviam em comum (comunismo utópico). Para ingressar na confraria deviam passar por diversas fases de noviciado; por sua sinceridade consideravam reprovável o juramento; seguiam rigorosas regras de pureza tomando banhos freqüentíssimos e usavam trajes brancos.
De sua teologia e de suas doutrinas se conhece muito pouco. Não se sabe se tiveram outros livros sagrados além do Pentateuco. Parece que a idéia que eles tinham sobre a imortalidade limitava-se a considerar que a alma veio do céu e a ele volta depois da morte do corpo, se o mereceu. Presume-se que atribuíam muita importância à magia e à arte de prever o futuro. Consideravam um dever mostrarem-se fiéis à autoridade nacional constituída, mas não à estrangeira. Com efeito, no ano de 66 uniram-se aos zelotes na revolta contra Roma.
Tinham algumas particularidades que os afastavam do Templo de Jerusalém; a abstenção do matrimônio, a abstenção dos sacrifícios ensangüentados e o rito da prece olhando o sol. Estes elementos são, na realidade, estranhos ao judaísmo e parece haver chegado ao essênismo por via sincrética, aproveitados de tantas religiões que corriam pelo Oriente. Não se pode determinar com exatidão se neste sincretismo intervieram a órfica, o helenismo em geral, o budismo ou o paganismo sírio-palestinense.
Parece muito provável que o essênismo contribuiu não só para o advento do cristianismo, mas, também para a sua difusão. Na realidade, as distintas seitas judeu-cristãs apresentam muitas afinidades com o essênismo.
INFLUÊNCIA DOS ESSÊNIOS NO CRISTIANISMO
O Manuscrito do Mar Morto é agora internacionalmente reconhecido como leitura essencial na tentativa para compreender Jesus como um ser humano.
Eles estão iluminando nossa compreensão de como e em que forma Jesus é diferente ou parecido aos Essênios. Nós temos muitos para ponderar; por exemplo; Jesus esteve ao não no Qumran dos Essênios vivendo no deserto de Judéia.
Ele anuncia as regras daquele Deus, “o reino de Deus, está tornando-se poderoso apresentando milagres de cura e parábolas. Seguramente Jesus Ter ascendido a Cristandade pode ser explicada unicamente face ao gênio criativo de Jesus de Nazareth”.
Aquela figura histórica misteriosa, Jesus. Aos Cristãos que lutam para compreender seu compromisso com Deus através do Jesus.
Examinar documentos Judaicos, estudar os Manuscritos do Mar Morto que são contemporâneos de Jesus, nós encontramos muitos termos, frases, e conceitos até então considerados únicos a Jesus. Esta descoberta pode desapontar os que desejam um Jesus que é único e de nenhuma forma parecido com seus contemporâneos Judaicos ou influenciado por seus pensamentos. Teólogos Cristãos da nossa época têm avisado que esta linha de raciocínio é perigosa e nega a verdade encapsulada em João Batista 1:14, "E a Palavra se tornou carne e residiu entre nós”.
Como nós compreendemos Jesus dentro de sua cultura Judaica, nós estamos aprendendo a confrontar uma pessoa real em um tempo específico e lugar.
Algumas doutrinas negam que Jesus foi ser humano e sofreu. Asseguram que ele teve unicamente uma existência divina. Nós estamos agora, graças à descoberta dos Manuscritos do Mar Morto, mais realiasítiscamente confrontado com as dinâmicas da vida humana autorizada pela presença temerosa de Deus...
Cinco conclusões, com respeito à relação de Jesus e os Essênios são aparentes. Primeiro, Jesus foi, certamente, não um Essênio, como alguns autores têm reclamados. Ele também não ensinou por ou significativamente influenciou os Essênios, a despeito das tentativas de muitos. Segundo, Jesus foi provavelmente influenciado em caminhos menores pelos Essênios.
Ele compartilhava sua ternura aos mesmos livros da escritura e por seu pneumático, escatológico, e messiânica exegese.
Ele pode ter herdado dos Essênios as idéias de redenção escatologicamente para "o Pobre, compartilhando de posses, e condenação de divórcio; o termo técnico” filhos de luz “, e o conceito de” o Espírito Sagrado.”“.
Philippi Jesus podia ter sido atraído pela dedicação dos Essênios ao Torah. Ele referiu-se aos Essênios apreciativamente o dito sobre aos eunucos no Mateus deriva finalmente dele e ele teve os Essênios em mente. Talvez com a publicação dos Manuscritos do Mar Morto, nós podemos ser capazes para espalhar alguma luz neste ainda não resolvido problema. Daqui a pouco, eu poderei estar intrigado pelas possibilidades de Jesus só referir-se aos Essênios com admiração quando ele elogiou os eunucos. (Mt 19:10-12).
Até mesmo isto está clareando que Jesus poderia rejeitar o calendário dos Essênios, conservantismo estrito, conceito de pureza e regras obrigatórias rígidas.
Yadin concluiu que Jesus soube dos ensinos dos Essênios e foi "antiessênio”.Irto é parcialmente verdadeiro; alguma das palavras de Jesus indica que ele pode ter gostado de algo do modo de vida do Essênio - estilos e umas dimensões de sua teologia.
Os Manuscritos do Mar Morto são uma fonte inestimável para ajudar-nos a compreender a vida e ensinamentos de Jesus. Eles fornecem alguns contextos ideológicos para seu pensamento, e ilumina o valor social e contexto dos 70 ac da vida Judaica na Terra.
Jesus foi influenciado por muitos grupos dentro do Judaísmo. Ele foi obviamente influenciado por João Batista e seu grupo, desde ele foi batizado por ele, e pode bem ter inicialmente liderado um movimento de batista parecido e herdado algum de João Batista discípulos do Batista. As possibilidades últimas contam com a validade histórica dos capítulos do Evangelho de João Batista.
Jesus pode ter sido diretamente influenciado por Hillel, que morreu alguns dias antes de seu ministério público. Ele foi certamente influenciado pelos grupos dos Judaicos apocalípticos; mas embora alguns pesquisadores entretêm a possibilidade de que ele foi influenciado pelos autores dos Apocalipses de Enoch (1 Enoch), não há evidencia de que ele tenha sido influenciado por qualquer apocalipse existente. Diferente do Mestre da Retidão, Hillel, e Paulo, Jesus não foi um membro de qualquer grupo Judaico. As tentativas recentes para definê-lo como um Fariseu não tem convencido muitos pesquisadores.
Jesus foi influenciado por grupos numerosos e correntes de pensamento dentro do Judaísmo daquele tempo, que esteve muito criativo e diverso. Mérito contemplado é “O Resumo do Schiffman”:
"Contrário do que foi previamente assumido, as Casas de Hillel e Shammai não exerceram muita influência sobre a Cristandade, como as várias seitas cuja literatura sobrevive nos Manuscritos do Mar Morto e nos Apócrifos e pseudo-epígrafos”.
Schiffman está falando sobre "Cristandade”.Eu tenho enfocando em Jesus antes a emergência de "Cristandade" depois 70 CE. Pessoalmente, Eu tendo concordar com Schiffman, sem fechar a porta em influências fortes de Hillel em Jesus.
As tentativas para reviver o E. Reclamação do Renan que Cristandade é Essênismo que tem sobrevivido tem falhado. Cristandade não é uma forma de Essênismo.
Ainda, como pesquisa nos Manuscritos do Mar Morto continua especialmente com a publicação de fragmentos adicionais, e com a elucidação do mundo social e pensamento dos evangelistas, isto tem se tornado mais óbvio que a influência do Essênio é maior na segunda e terceira gerações de seguidores de Jesus, que nos tempos de Jesus e dentre eles, seguidores os mais antigos. Há mais evidências dos Essênios terem influenciado as cartas-Paulinas, epístolas (especialmente Aos Efésios) que nas letras de Paulo (notavelmente Galatas e Romanos). Há mais evidência de Essênios influenciarem em Mateus e João Batista, que em Marcos, que os precede.
Entre Jesus da sagrada escritura talvez e os Essênios provavelmente teve ternura especial aos mesmos livros, a saber, Deuteronômio, Isaias, e especialmente os Salmos de Davi. Esta preferência pode, mas não necessariamente, indica alguma relação entre Jesus e os Essênios. Eles foram provavelmente mais ligados ao Deuteronômio que ele. Esta área para pesquisa frutífera necessitará muito trabalho, discernimento, que pode ser indagado da confiança, sobre Jesus e nós temos agora evidência ampla para acessar preferências do Qumran. Contudo, isto é interessante para ponderar por que Jesus e os Essênios pareciam compartilhar uma ternura aos mesmos livros de sagrada escritura.
Jesus e os Essênios utilizaram meios parecidos para interpretar as sagrada escritura. Eles lêem sob a orientação do Espírito e assegurando as promessas de Deus, tiveram agora existência preenchida. Ambos, Jesus e os Essênios foram escatologicamente orientados (viz., Mk 9:1; 1QH 8)....
Ambos compartilhavam o princípio da hermenêutica, que resulta em uma interpretação indicando que unicamente eles, e seu grupo, realmente compreendiam o significado das sagradas escrituras. A palavra chave é "revelação”.Jesus acreditava que o significado verdadeiro da sagrada escritura tinha sido revelado para ele. O Qumran dos Essênios acreditavam que Deus "tinha feito saber ao" Mestre de Retidão “todo os mistérios das palavras Dele observada pelos profetas" (lQpHab 7.4-5).
Os Essênios eram mais extremistas que Jesus; eles asseguraram que unicamente o Mestre de Retidão “compreendia a sagrada escritura (lQpHab 7). Eles insistiam que o autor original, especificamente Habacuc, e outros nunca compreenderam o significado da sagrada escritura. Jesus nunca fez uma tal reclamação; melhor, ele assegurou que as promessas da escritura apontaram para ele e seu tempo.
Jesus e os Essênios, em um único caminho compartilhado, indicaram que as sagrada escrituras falaram sobre eles especificamente, escatologicamente, e às vezes "messianicamente”.Ambos insistiram que os profetas falaram sobre o fim dos tempos e que este tempo futuro era agora e em sua própria comunidade...
Ambos Jesus e os Essênios enfatizaram que a redenção era oferecida aos pobres e que era claramente um termo técnico dos Essênios e pode ter sido que Jesus. Segundo Mateus 5:3, no Sermão da Montanha, Jesus abençoou "o pobre de espírito, e segundo Lucas 6:20, no Sermão da Planície, ele abençoou” o pobre ““.
Em contraste com Jesus, os Essênios desenvolveram regras extensas e rígidas para protegê-los das impurezas, para punir aqueles dentre eles que tenham sido violadores, e para restaurar sua momentânea pureza perdida... O Qumranic código penal, que incluía a pena de morte, foi estreitamente alinhada com as regras para pureza...
Em termos do conceito de Jesus de pureza esteve categoricamente diferente dos Essênios. G. Jeremias aponta para "um contraste irreconciliável”.Para Jesus, impureza não era um perigo, como era para os Essênios. Jesus parece à distância dos debates acima do conceito de pureza que existiu no primeiro-século na Palestina...
Jesus convivia com os comuns, e até mesmo com leprosos, os proscritos, e mulheres; essas ações poderiam teriam sido anátema (amaldiçoado) aos Essênios. Em contraste com os Essênios, Jesus visita a casa de um leproso (Mk 14:3 e paralelos). Os Essênios tinham medo de lepra, desenvolvendo regras estritas para procedimento com tais perigos (lQS, 1QM, 11QTemple), e colocou leprosos como proscritos em uma seção ao oriente de Jerusalém (llQTemple 46), precisamente onde Jesus entrou na " casa de um leproso". A atitude de Jesus em relação aos leprosos e réprobos era incomum.
Jesus até mesmo se associou com prostitutas. Como Vermes aponta,
"Jesus o Galileu, homem sagrado, que usou o conceito da perfeição, mas as pessoas do interior simples, incluindo publica-nos, transgressores e prostitutas" contrasta com "a figura austera do Mestre de Retidão. . . "
Polêmica, Jesus e os Essênios tinham fins contrários do espectro em consideração às mulheres. Jesus incluiu mulheres em seu grupo, considerando-as discípulas, ensinando as sagradas escrituras (Lk 10:38-42), e até mesmo quebrou tabus Judaicos por conversar com uma mulher Gentia da Syrophoenicia e uma mulher de Samaria. Como R. Hamerton-kelly tem mostrado,
"Jesus quebrou as formas da família patriarcal em nome de Deus o Pai, e reconhecendo o direito natural das mulheres para a humanidade igual aos homens"
Esta perspectiva é desenvolvida por pessoas numerosas, incluindo B. Witherington e E. Schussler Fiorenza.
Os Essênios, em contraste arrojado com de Jesus, considerava as mulheres indignas de confiança e sem fé e lutou por separar eles mesmo do contato natural de uma mulher (Josephus, Guerra2. 121). O autor (e editores) do Documento Do Damasco explica que a corrupção em culto de Templo, era resultado da associação impura com as mulheres (CD 4-5), e eles estipulam que aqueles Essênios que casa deve obedecer não unicamente as sagrada escrituras (Torah), mas também os estatutos do Essênio e juramentos obrigatórios(CD 7). Um Dos estatutos proibindo comércio com esposa em Jerusalém (CD 12). Um poema de sabedoria de Caverna Do Qumran 4 (4Q184) descreve os perigos de interpretações falsas de sagrada escritura como uma mulher cujo coração está "um laço," que é o "causa de toda maldade," e cujos caminhos são "caminhos de morte." A Regra da Comunidade não menciona ou inclue uma "mulher" (issa)*. Essas perspectivas não são para que sejam igualadas com as atitudes às mulheres encontradas dentre a maioria dos Judeus, provavelmente refletidos em Mishnanashim, queinter aliarequer que uma mulher e um homem quando casados são igualmente responsáveis em consentir para comércio sexual (m. Ket 5:7; cf. lCor 7:3-4, que foi composto pelo Fariseu-cristão Paulo).
Meio século passou desde que um beduino-guia descobriu os pergaminhos em uma caverna nos rochedos acima da costa oeste do Mar Morto. O detalhe daquela descoberta inicial provavelmente nunca será conhecido com certeza. Que encontrado os pergaminhos, como, sob precisamente que condições - tais perguntas estão por este tempo escondido em mistério. Até Mesmo a data é incerta; os 1930, 1942, e 1945 têm tudo como alternativa geralmente a data aceita é de 1947, provavelmente Fevereiro daquele ano. Não há dúvidas, entretanto, sobre a idade dos pergaminhos. Eles datam do tempo de Jesus e um pouco antes.
Entre I950 e 1956, arqueologistas e o beduíno foram procurar mais pergaminhos, e futuramente uma biblioteca de mais de oitocentos manuscritos diferentes foram recuperados.
Em um caso, o beduíno explorou uma caverna, a mais rica, agora Caverna conhecida como 4, direita sob os narizes de arqueologistas que estavam escavando um local próximo à Qumran, visando aprender mais sobre os pergaminhos.
Dos oitocentos manuscritos, menos que uma dúzia estava, em qualquer sentido intacto.
Mil deles--muitos fragmentos não eram maiores que uma unha. Adquirindo esses fragmentos do beduíno despedido era mais complicado que adquirindo o pergaminho intacto do cache inicial
Começou em 1953, um grupo internacional de pesquisadores jovens em Jerusalém sob cuidados dos Jordanianos para classificar esses milhares de fragmentos.
. Enquanto a tarefa de identificar fragmentos nunca foram completados (ainda hoje várias peças estão sendo encaixadas dentro de quebra-cabeças), em 1960 este grupo de pesquisadores identificaram as peças de oitocentos documentos e arranjados eles assim como eles puderam, eles tinham também decifrado e transcreveram de modo que podiam ser facilmente lido.
Enquanto Isso, por 1958, pesquisadores Israelenses e Americanos tinham publicado os sete pergaminhos intactos do cache inicial.
A maioria dos pergaminhos intactos estava facilmente legível por qualquer um que soubesse Hebreu ou, em um caso, Aramaico. Os pergaminhos fragmentados, entretanto, apresentaram um problema difícil. Esses também estavam escritos principalmente em Hebreu, embora uns 25 porcento Aramaico, uma língua Semítica relacionada com o vernacular na Palestina no tempo de Jesus. Mas, em média, 90 porcento de cada destes documentos eram fragmentos. Letras estavam freqüentemente obscurecidas e incertas. Que o grupo de pesquisadores foram capazes de reproduzir transcrições destes fragmentos, com algumas reconstruções em partes desaparecidas, por algum espaço de tempo, é uma realização sábia.
Por volta de 1960 os conteúdos da coleção estavam razoavelmente claros. Mais de duzentos documentos eram livros da Bíblia Hebraica.
Mas centena de documentos era completamente desconhecida. Esses que eram mais fascinantes, ambos aos pesquisadores e o público. A maioria dos documentos foi escrita em couro. Uns poucos foram em papiro. Um especialmente intrigante, intacto esculpido em cobre identificado acima de sessenta locais. Os vários textos estavam confundindo--previamente Salmos desconhecidos, comentários da Bíblia, textos do calendrical, textos místicos, textos do apocalipse, textos litúrgico, leis de pureza, Rabbinic-iguais expansões de estórias bíblicas. Como fazer sentido nisto tudo?
Pareceu claro que alguns refletiam as visões de uma seita Judaica distinta, que pesquisadores logo identificaram como dos Essênios, um movimento Judaico obscurecido descrito em algum detalhe no primeiro-século por Josephus Um historiador Judaico. Recentemente, entretanto, a hipótese do Essênio tem sido cada vez mais inquirida.
Outro aspecto dos rolos mais sensacionais: Em muitos respeitos o pergaminho publicado parecia com a doutrina Cristã--embora a maioria deles datado para um tempo antes a era Cristã. Os conceitos da doutrina cristã já existiam, prefigurado pelos pergaminhos?
O pesquisador André Dupont-sommer, tentando conectar os Manuscritos do Mar Morto do Qumran e cristandade discutindo que Jesus foi prefigurado por seu caracter em rolos conhecido como o mestre de retidão. Em uma famosa passagem, Dupont-sommer escreveu:
O Mestre da Galiléia. . . Aparece em muitos respeitos como uma reencarnação surpreendente do mestre da retidão nos pergaminhos. Do último, Ele pregou penitência, pobreza, humildade, amor ao próximo, castidade. Dele, Ele prescreveu a observância da lei de Moises, a Lei inteira, mas a Lei terminada e perfeita, graças às suas revelações. Dele, Ele foi o Eleito e Messias de Deus, o redentor do mundo. Dele, Ele foi o objeto da hostilidade dos padres... Ele foi condenado e colocou para morte. Ele pronunciou julgamento em Jerusalém, que foi tomado e destruído pelos Romanos. No fim dos tempos, Ele será o juiz supremo. Ele encontrou uma Igreja cujos adeptos ardentemente esperam sua volta gloriosa.
Dupont-sommer grandemente influenciado o pelo americano proeminente Edmund Wilson, crítico literário, que escreveu o mais vendido best-sellers, reimpresso de uma série de artigos que apareceram em 1951 para 1954. Wilson, seguinte Dupont-sommer, reclamou que a seita do Qumran e a Cristandade antiga foram “fases sucessivas de um movimento”.
Esta posição obteve credibilidade dada por fatores inteiramente sem relação ao conteúdo dos pergaminhos eles mesmos. O time de publicação era, em sua maioria Católica, padres Católicos, e, tolamente, eles recusaram liberar os textos dos pergaminhos fragmentados inéditos. Esta decisão, compreensivelmente, liderada por acusações de que o pergaminho inédito estava sendo impedido porque eles solapavam a fé Cristã. Finalmente a recusa para liberar os rolos, que os pergaminhos conta-nos sobre o período de que ambos Cristandade e Judaísmo andavam juntas.
Os pergaminhos nos conta um grande acordo que nós não soubemos sobre a situação de Judaísmo no amanhecer de Cristandade. Eles também nos conta muito sobre Judaísmo no tempo em que o Templo ainda ficava em Jerusalém e sobre as raízes do Judaísmo; o antecessor direto de todas as denominações Judaicas maiores hoje, que emergidas após os Romanos destruírem o Templo. Conta-nos, finalmente sobre a Bíblia antes do cânon autorizado ser estabelecido no segundo século d.C. quando versões diferentes dos livros bíblicos circulados dentro do mundo Judaico.
Os rolos assim fornecem uma visão única dentro de uma cultura religiosa, assim como a agitação social. As mais antigas datas dos rolos é aproximadamente 250 a.C. o mais recente para 68 d.C. quando os Romanos conquistaram Qumran em seu caminho a Jerusalem, que eles queimaram uns dois anos mais tarde, efetivamente finalizando a Primeira Revolta Judaica contra Roma.
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Divulgação Científica
Guardar mágoa não é um bom negócio para ninguém. Tem sua raiz em nossa “ofendibilidade”, ou seja, no grau da disposição para nos sentirmos ofendidos. Considerando que um mesmo ato dirigido a duas ou mais pessoas pode representar ofensa para umas e nada para outras, a ofendibilidade seria sobretudo um estado de nossa alma. Independentemente da existência real da agressão, o que machucaria é o “tamanho da coisa” no interior de cada um.
Também se apresentando em graus diferentes como “suscetibilidade” e “melindre”, o que nos predisporia à ofendibilidade? Orgulho e sentimentos de auto-importância – como exageros de “amor-próprio” – são razões habitualmente citadas. Às vezes também o inverso disso: insegurança, auto-depreciação, frustração, além de sentimentos recalcados.
Ao analisar esses fundamentos para a ofendibilidade, vemos que alguns são de mais difícil remoção. O orgulho, por exemplo, pode ser uma “marca de nascença” desde que entramos no reino humano, tendo sido justamente o impulso que nos elevou a esse reino. É uma característica que até defendemos como algo de valor. Outras motivações, depois de reconhecidas, podem ser transformadas ao saírem da obscuridade para o campo luminoso da consciência.
De qualquer forma, o estado de raiva contida sustenta a dificuldade do perdão. A respeito, diz Robin Casarjian: “Embora a prática do perdão o capacite a dissipar e transformar a raiva que surge no presente, ou impeça que você se zangue, ainda assim é importante não negar a existência e o impacto da raiva que você possa ter sentido (consciente ou inconscientemente) por muitos anos. Entender e até mesmo sentir compaixão pelo comportamento abusivo de outros (isto é, compreender que alguém maltratou você porque a sua própria raiva e fúria reprimidas vinham de abusos que sofrera), não libera você automaticamente do trauma, da impotência, e do medo que experimentou no passado” (O Livro do Perdão, Editora Rocco).
Em resumo, Casarjian ensina que não podemos negar nada de nossas experiências pessoais – especialmente as aflitivas – sem negar também a saúde a tranqüilidade do coração, a vida. “O corpo e a psique que contêm emoções reprimidas demais têm pouco espaço para expressar o amor e a felicidade com muita consistência e profundidade”, diz. Entretanto, “se pudermos aceitar a nossa dor e, dentro de um contexto seguro, sentirmos o que era demasiado perigoso e assustador no passado, a dor poderá ser liberada e transformada”.
Assim, resta-nos estarmos abertos, receptivos, para encontrar esse espaço de auto-regeneração, colocando um ponto final no ressentimento, esse genuíno câncer da alma (a caminho do corpo). Ainda que duvidemos do Karma (ou “Lei de Causa e Efeito”) como regulador de toda relação neste mundo, o fato é que a mágoa – carregada por nós como um “veneno precioso” – tem sua vítima mais próxima em nós mesmos.
CURSOS E PRÁTICAS – Meditação, Astrologia, Hatha-Yoga e Terapia-Yoga. Palestras públicas aos sábados, 18 horas, na R. Pernambuco, 824, S.Francisco. Tel.: (67) 9988-1010.
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Crônica
EDUCAÇÃO COMO UMA ESTRATÉGIA de GUERRA
Hélio Araújo Silva
“Na manhã deste dia, quatro aviões comerciais foram seqüestrados, sendo que dois deles colidiram contra as torres do World Trade Center em Manhattan, Nova York. Eu estava em frente da televisão bem na hora que o primeiro avião... ”
Não quero dizer aqui nesta simples crônica que a invasão do Iraque pelos Estados Unidos e em outros países soberanos, não foi um ato de pura vontade de implantar o seu modelo democrático. Neste rasgo da história mundial. Este fato desencadeou uma espécie de ira incontrolável em todos os americanos, um ódio que, com certeza, não vai curar com o tempo. Mas, isso pode causar uma interpretação errônea. Porque um erro enorme não se conserta com outro. Com mais mortes.
Seja uma morte inimiga que irá vingar entes queridos, até porque todos já estão mortos. Nenhuma vingança deste tipo jamais irá trazer ninguém de volta.
“Se os EUA tivessem parado no Afeganistão, o mundo seria diferente", disse Joseph Cirincione, do Center for American Progress, de Washington. "Era a invasão justificável, apoiada pela maioria dos países, que derrubou o Taleban, que de fato dava guarida à Al Qaeda, que patrocinou o 11 de Setembro", enumera. "Os soldados só tinham de ficar lá, e a coalizão teria garantido a mudança de regime de fato na região.”
O país invasor queria implantar um modelo de democracia, como a falácia da época da invasão, e pura e simplesmente, os seus valores.
Foi desculpa certa para os Estados Unidos... Mas, isso é uma outra história... Simples desejo pelo Petróleo. Ou uma estratégia para mostrar o supremo poder, num rasgo de arrogância. As armas fabricadas neste país encontravam-se quase sem uso, é só ver nos noticiários. Faltavam grandes guerras, não tinha o mercado comprador...
A conseqüência, mais mortes. Como se as mortes civis no solo americano não bastasse.
A mágoa é má conselheira, e a vingança causa muito mais mal do que o bem.
A invasão ceifou vidas, de ambos os lados, e diversas famílias perderam seus entes queridos que eram a sua maior valia. O que sobrou foi muita tristeza, para as famílias, e ambas Nações estão de luto. E o Presidente, que é o principal devedor de toda essa desgraça, fica para a História...
Se os Estados Unidos queriam aplicar um corretivo, dar uma lição pelo ataque terrorista de 11 de setembro - que foi o resultado de uma série de ataques contra alvos civis nos Estados Unidos em 11 de Setembro de 2001 – tudo bem. Mas houve erro de estratégia.
O Governo Estados Unidos ficou totalmente inerte. Segundo consta, o Presidente estava naquela fatídica data ingenuamente visitando uma escola. Daí a pergunta:
Quem ousa nos atacar desta forma tão vil e covarde? Ninguém em seu juízo perfeito ousaria atacar o país Líder do Mundo, que tem um estoque infindável de Guerra Nuclear pronto para atacar a qualquer momento. Com essa política agressiva do mundo contemporâneo, do mundo Globalizado.
Mas, os Estados Unidos se enganaram com este pensamento. Um País, que toma a Política Mundial em suas mãos não tão limpas. E, além de tudo, o ataque foi surpresa para todo mundo...
Neste evento, os Estados Unidos poderia fazer com que o tão famoso estrategista militar “Clausewitz” se revirasse no túmulo. Afinal de contas, cometeu um erro estratégico sem tamanho, acreditando em seu próprio poderio militar ilimitado. Mas, como imaginar que a maior autoridade das nações fosse cair nessa armadilha?
Só restava uma resposta e a resposta veio do jeito que os terroristas mais queriam.
Resposta sem dúvida violenta que continuou e virou uma guerra suja. Caiu no terreno dos terroristas. Eram eles que queriam a guerra suja, mortes de mais civis e imagem de crianças mutiladas nas televisões de todo mundo.
A diplomacia não é um terreno que os terroristas conhecem e fazem questão de desconhecer.
Os Falcões, que, na época assessoravam o Presidente, agiram como perfeitos ignóbeis. EUA bem poderia passar para a história como um país que tinha um Presidente sábio, como um Rei Salomão, da Bíblia. Pagar o mal, com o bem.
Poderia atacar com estratégia de inteligência, de PAZ, para mudar as mentes, e os valores daquela gente. Como Fazer isso?
Com uma Guerra de Educação e com alimentos. Um Exército de Professores poderiam atacar por todos os lados. Generais de Sabedoria, todos armados de conhecimento, poderiam varrer daquelas terras todo o mal daquelas mentes e com isto matava-se a IGNORÂNCIA.
Terrorismo e Juventude:
Erro de Origem
A juventude islâmica e a sua luta por reconhecimento, ou, em outras palavras, pelo respeito da sociedade, precisam ser compreendidas. Enfim, não se pode esquecer de que ela convive com as classes mais privilegiadas de riquíssimos países que possuem o Petróleo e de que ela é espectadora de uma vida de opulência de muitas nações do Oriente Médio. Sem falar da riqueza dos sultões e emirados, que ostentam ouro e riquezas em seus palacetes espalhados pela região. Pelo contrário, uma grande parte da população desta região, uma grande maioria esmagadora, vive de expediente. Isso sem falar no aspecto religioso. Que é um dogma sem igual no restante do Mundo. Neste meio, o jovem de pouca educação, mas de fé inquebrantável, não vislumbra outra saída para a sua vida miserável. A idéia de homem-bomba, inclusive, lhe parece ótima. Em seu mundo, a idéia de ser um herói para a comunidade é muito cara. Além de matar um grande número de infiéis, ele ainda pensa ingenuamente que está fazendo isso para Deus, Alá ou Maomé. É apelo sexual, inclusive, voltado para as lindas mulheres no céu. O terrorismo, neste caso, pode ser considerado como um exército armado, que serve para esconder a imensa vergonha dos Sultões da Avareza.
A má interpretação do ALCORÃO, o livro Sagrado de uma religião tradicional e milenar, pode fazer com que pessoas desinformadas, ou malfeitoras, ou até mesmo falsas profetas, terminem fazendo estes ataques como ocorreu e ainda ocorre em diversos países pelo mundo afora.
Por este caminho, muita gente ingênua pode ser induzida a fazer mal às outras nações do mundo. Por meio de promessas, deste mundo e do Outro, muita gente pode terminar sendo envolvida. Em nome das benesses do céu. Daí porque os Estados Unidos terminou perdendo uma verdadeira chance de mostrar ao mundo que era um País magnânimo, e que em momentos de extrema crise, seria capaz de tomar conta de sua casa com discernimento e sabedoria.
Aí poderia surgir um Líder do Mundo Democrático.
Surgiria a esperança no Mundo!
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Divulgação Científica
Estão abertas as inscrições para o I Fórum de Mídia Livre, que ocorrerá no Rio de Janeiro, dias 14 e 15 de junho, e reunirá participantes de todo o País. O evento é parte de uma ampla mobilização de jornalistas, acadêmicos, estudantes e ativistas e demais interessados pela democratização da comunicação, em defesa da diversidade informativa, do trabalho de colaboração nos novos meios e sua expansão, bem como da garantia de amplo direito à comunicação.
A mobilização começou em uma reunião em São Paulo envolvendo 42 jornalistas, estudantes, professores ou pessoas atuantes na área das comunicações, de diferentes regiões do Brasil, e teve prosseguimento em reunião em Porto Alegre, com a presença de 49 pessoas, e na ABI, no Rio de Janeiro, com 32 presentes. A partir destes encontros já foram realizadas reuniões em Belém, Fortaleza, Recife e Aracaju. Clique aqui para saber quais são os ativistas e entidades que participam desta iniciativa, conforme os relatos dos pré-encontros.
Entre as principais questões levantadas, os presentes discutiram o avanço do movimento de comunicação da mídia livre em todo o País, de maneira que seja obtida a garantia junto ao poder público de espaços para os veículos da mídia livre nas TVs e nas rádios públicas, a regulação da distribuição das verbas publicitárias públicas em nosso País e o avanço das microestruturas globais mediáticas, assimétricas, improvisadas, parcialmente caóticas e autônomas, como as redes digitais, as migrações, os coletivos e as ocupações urbanas, bem como de agregadores da diversidade da mídia e dos que a fazem. Clique aqui para conhecer os confirmados.
O setor de comunicação, segundo o manifesto em construção disponível no site do Fórum de Mídia Livre, "não reflete os avanços que ao longo dos últimos trinta anos a sociedade brasileira garantiu em outras áreas. Isso impede que o país cresça democraticamente e se torne socialmente mais justo". E continua: "A democracia brasileira precisa de maior diversidade informativa e de amplo direito à comunicação. Para que isso se torne realidade, é necessário modificar a lógica que impera no setor e que privilegia os interesses dos grandes grupos econômicos (...)".
A mídia e os comunicadores em debate
No Rio de Janeiro está sendo levantada e discutida com intensidade a questão de uma economia psíquica da comunicação que dê conta dos agenciamentos internos, psíquicos (pensamentos, perceptos e afetos), dos jornalistas e dos comunicadores, de maneira a que ajam como comunicadores-cidadãos, portanto de maneira inovadora, de fato livre -sem repetir valores que contestam a nível macro-político- e assim produzam ambientes agregadores (diferentes-juntos) na diversidade da mídia tradicional, da mídia contra-hegemônica e da cultura digital.
Outra questão importante é a da mídia contra-hegemônica e a potencialização da difusão mundial das formas de sentir, pensar e agir dos segmentos economicamente excluídos, das comunidades culturalmente marginalizadas ou dos grupos politicamente segregados. O Fórum também se propõe a debater novas perspectivas de comunicação, mais plurais e democráticas. Assim, temas como Creative Commons, Web 2.0 e novas mídias também ganharão destaque nos debates e atividades do evento.
Segundo o documento esboçado na reunião de São Paulo, o objetivo da democratização das verbas públicas visa que "as verbas de publicidade e propaganda sejam distribuídas levando em consideração toda a ampla gama de veículos de informação e a diversidade de sua natureza; que os critérios de distribuição sejam mais amplos, públicos e justos, para além da lógica do mercado; e que ao mesmo tempo o poder público garanta espaços para os veículos da mídia livre nas TVs e nas rádios públicas, nas suas sinopses e meios semelhantes". O documento está disponível no site do evento (http://forumdemidialivre.blogspot.com/).
De forma sincrônica ao evento no Rio de Janeiro, o movimento social de comunicação já está se mobilizando em sete cidades: Porto Alegre, São Paulo, Belém, Fortaleza, Recife, Aracaju e no próprio Rio de Janeiro. Todos os relatos já estão disponíveis no site. O próprio evento é um importante passo na discussão e deliberação sobre os rumos do movimento social de comunicação.
Programação - O I Fórum de Mídia Livre acontecerá dias 14 e 15 de junho de 2008 (sábado e domingo), das 9h às 17h (com pausas entre os debates e grupos de trabalho). Será realizado no campus da UFRJ da Praia Vermelha, no Auditório Pedro Calmon do Fórum de Ciência e Cultura (FCC) e salas anexas. Endereço: Avenida Pasteur, 250 – Praia Vermelha. O Auditório Pedro Calmon fica no segundo andar do FCC.
Inscrições - A participação no I Fórum de Mídia Livre é aberta e a inscrição é obrigatória. Os participantes podem também se informar sobre os pré-encontros em suas respectivas cidades. O custo individual da inscrição é de R$15 (quinze reais) para o público em geral e R$5 (cinco reais) para estudantes, pagos no dia do evento, junto à secretaria executiva do evento. A secretaria executiva emitirá um certificado de participação para os que compareceram nos dois dias de evento.
A inscrição no I Fórum de Mídia Livre não garante, o transporte, estadia e alimentação dos inscritos, que no entanto estão sendo negociados.
Oficinas - O Fórum de Mídia Livre convida todos e todas, participantes, entidades e ativistas, a inscreverem suas propostas de oficinas que tenham por objetivo contribuir com o aprofundamento dos debates, exposição de novos pontos de vista e produção colaborativa. Todas serão avaliadas e terão a sua realização confirmada pela Comissão Organizadora do Fórum, que receberá propostas por email até o dia 06 de junho (sexta-feira). Clique aqui para inscrever sua oficina!
Inscreva-se já e participe dos debates: http://forumdemidialivre.blogspot.com/
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Mário Pedro dos Santos
Sexualidade Masculina
Verdades & Mentiras
O Homem
Nascemos homem ou mulher pela herança genética que
recebemos de nossos pais. Essa herança genética, onde
toda nossa estrutura biológica está codificada, situa-se nos
nossos cromossomos.
Os cromossomos são, portanto, os transportadores dos
fatores hereditários de cada pessoa e constituem-se de uma série
de genes, responsáveis cada um, por uma característica inata
(cor dos olhos, tipo de cabelo, etc.).
A espécie humana tem 46 cromossomos, dois desses, o
X e o Y, responsáveis pela definição sexual. Cada ser humano
tem, em todas suas células, 46 cromossomos, exceto nas células
reprodutoras, onde há apenas 23. O óvulo tem 22 cromossomos
somáticos mais o sexual X e o espermatozóide têm 22
cromossomos somáticos mais o sexual Y ou X.
Quando o óvulo X encontra o espermatozóide X, cria-se
uma mulher e quando encontra o espermatozóide Y, cria-se um
homem. Mulher é, portanto, XX e o homem é XY. (2)
Formando-se o sexo genético XY, o embrião começa a
desenvolver o pênis e os testículos. São o sexo genital e gonadal
que se iniciam no terceiro mês de gestação. O testículo na
adolescência irá produzir a testosterona que moldará o corpo
infantil no corpo masculino, assim como modificará o
temperamento, as preferências, a sexualidade, genitália, etc. É
o sexo hormonal. (1)
O ambiente familiar e escolar, as experiências, as
influências religiosas e sociais moldarão, enfim, o sexo
psicológico.
Da harmonia desses acontecimentos crescerá ou não um
homem perfeito. Mas nem sempre é assim. Às vezes nasce-se com
um cromossomo X a mais e esse homem terá a Síndrome de
Klinefelter. Será estéril, terá os testículos atrofiados, etc. Outras
vezes, mesmo no útero, o embrião feminino pode sofrer estímulo
maior de testosterona (que deveria ser produzida em pouquíssima
quantidade pela supra-renal da mãe) e sofre masculinização: o
clitóris aumenta de tamanho. Complicação: a genitália fica ambígua,
não se sabe se é homem ou mulher quando a criança nasce. Ela
será criada como homem até a idade adulta mesmo que sempre se
comporte como mulher ou será criada como menina mesmo tendo
hábitos masculinos. É a hiperplasia supra-renal.
Há casos em que as células masculinas não se modificam
sob os estímulos da testosterona e a genitália masculina não se
desenvolve adequadamente, é o chamado testículo feminilizante.
Quando o bebê nasce não se sabe se é menino ou menina.
Geralmente essas crianças são criadas como meninas
porque é mais fácil se adequarem a esse gênero, até quando
iniciam a puberdade e correm o risco do seu sexo psicológico
ser masculino.
São exemplos de intersexualidade. Essas crianças crescem
muitas vezes em ambiente de discriminação, sendo vistas como
homossexuais, promíscuas, degeneradas, etc; quando foram
simplesmente vítimas de um erro genético.
Sexualidade masculina: verdades & mentiras
Muitas dessas pessoas procurarão tratamento médico na
vida adulta, quando através de cirurgia, de hormônio, etc.,
colocarão seu sexo genital em harmonia com seu sexo
psicológico. Outras continuarão neste equívoco para sempre.
Por isso não é bom julgar, discriminar, condenar quando
se vê uma pessoa diferente, sob ponto de vista sexual. A
sexualidade humana é conseqüência de várias interações:
genéticas, celulares, hormonais, psicológicas e ambientais que,
não raro, produzem natureza bastante distintas do habitual.
1.Tejada y Gorman, I.S.; Olmagro, A.A.
Ereción, eyaculación y sus transtornus
Ed. Formento Salural, Madrid, 1997.
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Publicado em 13/05/2008 - 12:00
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Os auxílios destinados a brasileiros partem de uma iniciativa do Ministério de Educação, Ciências e Treinamento australiano em conceder oportunidades para pesquisadores de pós-graduação e pós-doutorado estrangeiros da Ásia, Europa, América do Norte, América Latina e Oriente Médio em uma Instituição de Ensino Superior naquele país.
O Endeavour Research Fellowships é um programa de pesquisa em pós-graduação em qualquer área, com duração de quatro a seis meses, que oferece suporte financeiro aos estudantes estrangeiros da América Latina. A iniciativa do governo australiano prioriza candidatos da Argentina, Brasil, Chile, Colômbia e México.
O Endeavour International Postgraduate Research Scholarships é um programa destinado a estudantes que desejam pleitear uma das 330 bolsas de mestrado ou doutorado ofertadas para estrangeiros em universidades australianas. A duração do programa varia de acordo com cada categoria, sendo dois anos para mestrado e três para doutorado.
Os dois programas oferecem aos bolsistas o custeio da viagem, um valor mensal em dólar australiano e seguro saúde. A única diferença é que os acompanhantes dos estudantes aceitos para o programa de pesquisa de curta duração não receberão ajuda financeira, tendo que arcar com as próprias despesas. Para o programa de pesquisa em nível de mestrado e doutorado as despesas cobrem a anuidade do curso e seguro do estudante e seus dependentes.
Os interessados em pleitear uma bolsa devem fazer um pedido junto às universidades participantes do programa no qual têm interesse de estudar. O processo de seleção dos beneficiados é conduzido pelas Instituições de Ensino com base nas diretrizes estabelecidas pelo Departamento de Educação, Ciência e Treinamento australiano.
Como se inscrever
Estudantes brasileiros que pretendem se candidatar em uma das duas oportunidades na Austrália devem comprovar alto desempenho acadêmico nos estudos, além de levantar a documentação necessária para efetuar sua inscrição. A lista de documentos exigidos está disponível no site do Programa Endeavour. Todas as bolsas oferecidas pelo Endeavour exigem um teste de certificação IELTS (International English Language Testing System) e TOEFL (Test of English as a Foreign Language) que precisa ser anexado ao formulário de inscrição do candidato. É necessário que o estudante tenha bons resultados nos exames de certificação da língua exigidos pelos programas. (Saiba como providenciar um exame de certificação da língua inglesa clicando aqui).
Para ser elegível a uma das bolsas oferecidas pelo programa Endeavour o candidato ainda deve ser residente em seu país de cidadania, ou no país em que ele tenha residência permanente. A única exceção é se o país natal do candidato é membro da UE (União Européia) e ele estiver temporariamente residindo em outro país membro da UE. Também é necessário ter concluído uma graduação que demonstre alto nível acadêmico e ter uma confirmação da aceitação de uma universidade participante. Outro quesito importante é apresentar um projeto de pesquisa bem definida que seja relevante aos interesses da Austrália e do país de origem do candidato. Informações sobre instituições australianas podem ser obtidas no site http://www.studyinaustralia.gov.au.
O candidato ainda precisará de referências que não podem ser feitas por membros da família. Ele deverá consultar coordenadores de curso, outros professores e especialistas que sejam considerados seus pares, ou seja, no mesmo grau de instrução que o candidato, além de seu próprio empregador para conferir as referências. Em outubro de 2008, todos os candidatos receberão resposta sobre a sua candidatura.
Mais informações
Outros detalhes sobre o programa estão no site oficial http://www.endeavour.dest.gov.au/ O portal Study in Austrália oferece algumas informações em português e apresenta um sistema de busca de bolsas de estudo http://studyinaustralia.gov.au/Sia/pt/CourseSearch/ScholarshipSearch.htm.
In English:
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Livros do futuro
Pode parecer ficção científica, mas é a realidade de hoje. Não deixe de ler e se preparar para o futuro que já chegou.
Gutemberg transformou todos nós em leitores, a Amazon em editores.
“Nós somos o produto de 4.5 bilhões de anos de imprevistos e evolução biológica lenta. Não existe nenhuma razão para pensar que o processo de evolução parou. O Ser Humano é um animal transitório. Nós não somos o climax da criação." Carl Sagan
Na próxima segunda-feira 9 de junho, Steve Jobs vai assombrar o mundo novamente com o lançamento do iPhone 2.0. A nova versão do smartphone mais smart do planeta deve ter o dobro de gigas, a metade das gramas, uma infinidade de aplicativos para escolher diretamente da web loja da Apple, integração total com o e-mails corporativos, disponibilidade imediata em uma porção de novos países inclusive o Brasil, tudo por um preço - que eu acredito - arrasador. Eu acredito que Steve Jobs vai dropar o preço do iPhone e quebrar as pernas da Nokia, Motorola e companhia limitada.
O iPhone é o máximo, mas existe um outro produto igualmente arrasador liderado por um cara igualmente jobniano chamado Jeff Bezos, fundador da Amazon. O produto chama-se Kindle, e infelizmente não existe a mínima chance de chegar ao Brasil no curto ou médio prazo.
O iPhone vai revolucionar as indústrias de telefonia móvel, internet, fotos, computadores portáteis etc que estão em circulação há algumas décadas. O Kindle, por sua vez, vai revolucionar a indústria do livro impresso, uma indústria que resiste firme há 500 anos. (Se o negócio existe há 500 anos é porque é bom, certo?).
Kindle é um leitor eletrônico de livros ultra fino, leve e portátil, capaz de armazenar o conteúdo de até 200 livros de uma única vez. O Kindle está permanentemente conectado a uma rede sem fio que permite ao consumidor fazer download de qualquer livro em apenas 60 segundos. A grande sacada do Kindle é criar uma maneira de permitir que todos os livros já publicados no planeta continuem em catálogo, uma vez que todos os livros estão disponíveis eletronicamente nos servidores da Amazon.
O Kindle tem alguns números e histórias fantásticas. Lançado no final de 2007 esgotou imediatamente na Amazon por vários meses. Hoje 6% de todas as vendas de livros na Amazon são downlodeados para dentro de um Kindle. Somente um cliente já comprou 1.076 livros por conta da facilidade que existe em clicar apenas um botão e ter o livro inteiro na palma da mão. Outro cliente conta sobre a vez que viajava de avião com a filha quando esta se esquecera de trazer alguma coisa para ler durante o vôo. Ele não pensou duas vezes, sacou o seu Kindle, procurou por alguns livros infantis na Amazon, e imediatamente fez o download de uma porção deles para a filha.
"O Kindle faz o livro desaparecer", conta Walter Mossberg, guru high tech do Wall Street Journal em janeiro de 2008, "A tela é tão fantástica que faz você esquecer que está lendo um livro eletrônico".
O Kindle pode ser lido no Sol, a bateria permite até 30 horas de leitura sem necessidade de recarga (você pode dar a volta ao mundo lendo livros no Kindle), o usuário pode ampliar ou reduzir as fontes de letras quando achar necessário, fazer anotações nas margens, traduzir palavras que não conhece usando o dicionário eletrônico embutido, ouvir livros inteiros com a função de áudio livros, e no final do dia, pode carregar literalmente todos os livros que deseja para qualquer lugar que esteja.
O Kindle é um achado inclusive para aqueles que defendem o meio ambiente uma vez que ajuda a economizar gasolina, papel e todos os recursos do velho mundo. Por conta disso, os livros comprados para o Kindle são em média 25% mais baratos do que os livros impressos. 9 dólares é o preço médio da versão Kindle de um livro regular.
O Kindle permite inclusive que os livros nunca fiquem desatualizados. O autor de um livro pode acrescentar ou alterar os textos que escreveu quando bem entender, independente de intermediários.
E essa coisa toda da reinvenção do livro vai ainda muito mais longe. Uma novidade como o Kindle permite que qualquer pessoa física seja autora de livros populares sem a necessidade de esperar pela aprovação de uma editora, distribuidora ou livraria de livros no formato clássico. Você escreve o livro na segunda-feira, faz a revisão na terça, o design na quarta, o upload na quinta, sexta-feira você já tem algumas cópias do livro nos Kindles dos amigos.
Gutemberg transformou todos nós em leitores, a Amazon em editores. A Wal-Mart transformou todos nós em consumidores de bolacha recheada, qual supermercado nos transformará em produtores de alimentos?
Além do Kindle, outros dois serviços web incríveis levam a edição impressa e personalizada de livros a um patamar que você nunca imaginou. Se você tem um blog e gostaria de transformar tudo que você escreveu até agora em um livro colorido, com fotos envolventes circulando os seus textos, tudo impresso em papel de extremo bom gosto e inclusive reciclado, acabamento premium e tudo que sempre sonhou para o livro da sua vida, você pode contratar a Blurb. Um único livro do seu blog com 160 páginas e capa dura sai por 42 dólares. Se você pensa em editar para vender, a Blurb criou a BlurbNation que promove os livros criados com o sistema deles.
Se você tem filhos com idade para desenhar, pintar e colorir, você pode criar e montar livros infantis usando a Tikatok. Tikatok é uma comunidade virtual onde as crianças podem criar os seus livros infantis, produzí-los com o melhor acabamento possível e imprimí-los. A impressão dos livros infantis saem por 20 dólares cada e ficam com a cara dos livros produzidos em massa que você encontra nas livrarias clássicas.
A melhor maneira de deter o crescimento avassalador de grandes corporações é formentando a produção, comércio e melhoria dos produtores e criadores locais de todas as coisas. Sempre que puder, se o cidadão merecer, consuma localmente, produza localmente. Escolha o estilo caseiro ao invés do estilo industrial. O planeta agradece.
Versão em Inglês:
| http://translate.google.com.au/translate?hl=en&sl=pt&u=http:// spaces.live.com/api.aspx%3Fwx_action%3DIdentityRedir%26wxp_targets ite%3DPersonalSpace%26wxp_type%3Ddefault%26wxp_cid%3D3097369293270 152091%26wx_partner%3DLive.Spaces%26mkt%3Dpt-br&sa=X&oi=tr anslate&resnum=10&ct=result&prev=/search%3Fq%3D%2522sh alila%2Bsharamon%2522%2Band%2Bacademy%26start%3D30%26hl%3Den%26sa%3DN | ||
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ROCHAGEM
Pó de rocha vira terra fértil em prol dos excluídos
por Ricardo Diniz
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A utilização do pó de rocha descartado em pedreiras e mineradoras de todo o país para fertilizar solos improdutivos foi o tema da tese de doutorado da geóloga Suzi Huff Theodoro, defendida no Centro de Desenvolvimento Sustentável da Universidade de Brasília (CDS/UnB). A técnica utilizada no projeto foi batizada de rochagem e veio sendo trabalhada ao longo de 30 anos pelo professor Othon Leonardos - o orientador de Suzi - até que as exigências de resultados imediatos na fertilização de solos fizeram a idéia ser deixada de lado. Isso até o ano 2000, quando Suzi defendeu sua tese e lançou o projeto Fertilização da Terra pela Terra: Uma alternativa de Sustentabilidade para o Pequeno Produtor Rural.
A técnica da rochagem consiste no rejuvenescimento de solos empobrecidos utilizando pó de rocha, especialmente de rochas vulcânicas (ricas em elementos importantes para o desenvolvimento das plantas), sem lançar mão de agroquímicos. "A gente aprende na geologia que nos locais onde há uma floresta mais densa, com vegetação exuberante, ocorre uma disponibilidade maior de nutrientes das rochas próximas. Queria aproveitar esse conhecimento para propor a utilização de rochas para melhorar a fertilidade do solo ou recuperar os solos degradados", explica Suzi Theodoro.
Segundo a professora, a rochagem pode ser feita a partir do rejeito das pedreiras com um custo bem menor do que a fertilização convencional com produtos químicos. Além disso, a recarga dos nutrientes só precisa ser feita de quatro em quatro anos, em vez da adubação tradicional, que necessita ser refeita todo ano. Segundo Suzi, o baixo custo e a simplicidade de entendimento e adaptação da rochagem tornam a técnica ideal para agricultores que não possuem recursos financeiros - como boa parte das pessoas que sobrevivem em assentamentos pelo Brasil.
A tese vira realidade
Os experimentos da geóloga Suzi Theodoro com a técnica da rochagem começaram em 1997, no assentamento Fruta D'Anta, no município de João Pinheiro, em Minas Gerais. O assentamento foi indicado pela Confederação Nacional de Trabalhadores na Agricultura (Contag) porque se tratava de uma área próxima aos estudos desenvolvidos pelo professor Othon Leonardos. "Os assentados tinham a terra, mas não tinham dinheiro e tecnologia para produzir. No começo, eles ficaram desconfiados e perguntavam como eu ia produzir com rocha, mas logo a desconfiança foi deixada de lado e a parceria começou a render frutos", lembra Suzi.
A pesquisadora aplicou a rochagem em meio hectare de cada uma das 20 propriedades do assentamento. No restante das terras, os produtores utilizaram a técnica tradicional, com aplicação de fertilizantes químicos. A produção foi monitorada durante quase quatro anos e, após cada safra, a geóloga fez uma amostragem do solo na parte do experimento e na parte onde os produtores usavam adubos químicos. "Os resultados foram ótimos. De modo geral, a área com rochagem teve produção superior à área tradicional, em especial para cana-de-açúcar e mandioca", conta ela.
Além disso, outros resultados ajudaram a comprovar as vantagens da técnica, tais como as raízes das plantas que se desenvolveram em maior quantidade, as folhas que ficaram mais exuberantes e o aumento da umidade do solo, já que o material que compõem essas rochas é rico em argila. A rochagem também aumentou o PH do solo, que passou de fortemente ácido para levemente alcalino. Além disso, ocorreu uma elevação nas taxas de potássio, cálcio e magnésio no solo. "Os benefícios da rochagem são econômicos e ambientais, pois fertilizam sem acarretar degradação do solo, ao contrário do que ocorre com os fertilizantes químicos", esclarece Suzi.
O reconhecimento do sucesso da iniciativa veio em 2003, quando o projeto Fertilização da Terra pela Terra: Uma Alternativa de Sustentabilidade para o Pequeno Produtor Rural recebeu o Prêmio Super Ecologia 2003, da Editora Abril, na categoria Solo. Com o prêmio recebido, a pesquisadora deu continuidade ao projeto em João Pinheiro e passou a desenvolvê-lo também nos assentamos do município do Entorno, no Distrito Federal.
A professora explica que, embora o projeto tenha lhe rendido o título de doutora e o prêmio, seu ideal não estará completo se ele não for transformado em uma política pública em prol dos excluídos do país. Suzi Huff Theodoro sugere que a rochagem seja incentivada por políticas públicas do Ministério da Reforma Agrária, já que "A técnica precisa se tornar uma realidade, pois é economicamente viável e socialmente mais justa, além de estar de acordo com os princípios da sustentabilidade."
suzitheodoro@unb.br
http://www.universia.com.br/materia/materia.jsp?id=3087
http://www.fbb.org.br/portal/pages/publico/expandir.fbb?codConteudoLog=1789
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