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July 31 O HolocaustoDivulgação Científica In English Pela paz entre todos os povos!
O Mosaico das Vítimas: Visão Geral As Crianças durante o Holocausto Einsatzgruppen (Unidades Móveis de Extermínio) July 30 Responsabilidade AmbientalDivulgação Científica In English Responsabilidade Ambiental
A CEAL inicia um processo de desenvolvimento das ações da empresa relacionadas com o Meio Ambiente, preocupada com a conscientização ambiental de seus funcionários e de seus colaboradores da importância do meio ambiente para a sustentabilidade do planeta. » Política Ambiental A política ambiental da CEAL, segue as diretrizes do Grupo ELETROBRAS, caracterizando a postura da empresa no tratamento das questões sócio-ambientais associadas aos empreendimentos de geração, transmissão e, principalmente, de distribuição de energia elétrica, buscando transparecer a responsabilidade da empresa com a melhoria da qualidade ambiental na execução de suas atividades, em sua área de atuação. » Princípios básicos de ações · Executar as atividades de acordo com os princípios estabelecidos pela Política Nacional, Estadual e Municipais de Meio Ambiente cumprindo a legislação ambiental e complementando-a com normas internas, se assim for necessário; » Política Ambiental
Regularização do licenciamento ambiental de todos os empreendimentos da CEAL, tais como Subestações, Linhas de Transmissão e/ou distribuição, etc;
July 29 Greenpeace alerta sobre emissões chinesasDivulgação Científica In English Aquecimento globalGreenpeace alerta sobre emissões chinesasEm 2008, as três maiores empresas de energia da China emitiram mais gases de efeito estufa do que toda a Grã-Bretanha, afirma a entidade. O Greenpeace alertou que a ineficiência das usinas chinesas e a grande dependência que o país tem do carvão estão atrapalhando os esforços para combater as alterações climáticas. Enquanto as emissões per capita da China continuam bem abaixo das emissões dos países desenvolvidos, como um todo o país ultrapassou os EUA e se tornou o maior poluidor do mundo. De acordo com o Greenpeace, as dez maiores empresas de energia da China, que forneceram quase 60% da eletricidade consumida no país em 2008, queimaram 590 milhões de toneladas de carvão e emitiram o equivalente a 1,44 bilhão de toneladas de CO2 no ano passado. Enquanto no Japão as empresas emitem, em média, 418 gramas de CO2 por kilowatt/hora, e nos EUA esse valor é de 625 gramas, a emissão equivalente da maioria das dez maiores empresas de energia da China é de 752 gramas de CO2. Leia Mais
Grave mesmo é a epidemia de mau jornalismoGrave mesmo é a epidemia de mau jornalismoPor Celso Lungaretti em 26/07/2009 Uma epidemia muito pior que a gripe suína está grassando: a do alarmismo jornalístico. A nova modalidade de influenza é uma moléstia que ainda não atingiu contingentes mais significativos da população brasileira, além de bem pouco letal. Mas, trombeteando dia após dia a mórbida contagem de cadáveres, o noticiário causa, em leitores pouco afeitos a estatísticas, a impressão de que estejam diante de uma terrível ameaça. Longe disto. Em comparação com as grandes pestes do passado, a gripe suína é refresco. Vale lembrar, p. ex., que a gripe espanhola matou quase 2% da população brasileira, no final da década de 1920: aproximadamente 300 mil pessoas. Pior ainda é se compararmos os dados da gripe suína com outras causas de mortandade. Aí o que fica evidenciado é a má fé da imprensa. Vejam o caso da cidade de São Paulo: o número de óbitos ainda não chega a oito. Pois bem, em maio eu alertei (ver aqui) que a concentração criminosamente elevada de enxofre no diesel mata, somente em São Paulo, capital, 3 mil pessoas ao ano — ou seja, oito por dia! Mas, como há interesses econômicos de grande monta envolvidos, o assunto é praticamente banido do noticiário. Já o terrorismo midiático em torno da gripe suína tem sinal verde porque não afetou negócios importantes, pelo menos até agora. Só fez diminuir um pouco o turismo. Vamos ver se a imprensa manterá o mesmo comportamento leviano caso o público venha a desertar consideravelmente das salas de espetáculos, comprometendo as receitas dos cadernos de variedades. De resto, tenho a satisfação de louvar, mais uma vez, o corajoso trabalho do ombudsman da Folha de S. Paulo, Carlos Eduardo Lins da Silva, que ousou neste domingo qualificar o estardalhaço promovido por seu jornal em torno da gripe suína como irresponsável (ver aqui). Seu comentário é uma verdadeira aula de ética jornalística. Vale a pena reproduzir os principais trechos: “A reportagem e principalmente a chamada de capa sobre a gripe A (H1N1) no domingo passado constituem um dos mais graves erros jornalísticos cometidos por este jornal desde que assumi o cargo, em abril de 2008. “O título da chamada, na parte superior da página, dizia: ‘Gripe suína deve atingir ao menos 35 milhões no país em 2 meses’. A afirmação é taxativa e o número, impressionante. “Nas vésperas, os hospitais estavam sobrecarregados, com esperas de oito horas para atendimento. “Mesmo os menos paranoicos devem ter achado que suas chances de contrair a enfermidade são enormes. Quem estivesse febril e com tosse ao abrir o jornal pode ter procurado assistência médica. “O texto da chamada dizia que um modelo matemático do Ministério da Saúde ‘estima que de 35 milhões a 67 milhões de brasileiros podem (…) ser afetados pela gripe suína em oito semanas (…). O número de hospitalizações iria de 205 mil a 4,4 milhões’. “É quase impossível ler isso e não se alarmar. Está mais do que implícito que o modelo matemático citado decorre de estudos feitos a partir dos casos já constatados de gripe A (H1N1) no Brasil. “Mas não. Quem foi à página C5 (…) descobriu que o tal modelo matemático, publicado em abril de 2006, foi baseado em dados de pandemias anteriores e visavam formular cenários para a gripe aviária (H5N1). “O pior é que a Redação não admite o erro. Em resposta à carta do Ministério da Saúde, que tentava restabelecer os fatos, respondeu com firulas formalistas como se o missivista e os leitores não soubessem ver o óbvio. Em resposta ao ombudsman, disse que considera a chamada e a reportagem ‘adequadas’ e que ‘informar a genealogia do estudo na chamada teria sido interessante, mas não era absolutamente essencial’.”
July 28 A educação para além do capitalDivulgação Científica In English A educação para além do capital Por Emir Sader
O objetivo central dos que lutam contra a sociedade mercantil, a alienação e a intolerância é a emancipação humana. A educação, que poderia ser uma alavanca essencial para a mudança, tornou-se instrumento daqueles estigmas da sociedade capitalista: “fornecer os conhecimentos e o pessoal necessário à maquinaria produtiva em expansão do sistema capitalista, mas também gerar e transmitir um quadro de valores que legitima os interesses dominantes”. Em outras palavras, tornou-se uma peça do processo de acumulação de capital e de estabelecimento de um consenso que torna possível a reprodução do injusto sistema de classes. Em lugar de instrumento da emancipação humana, agora é mecanismo de perpetuação e reprodução desse sistema. A natureza da educação – como tantas outras coisas essenciais nas sociedades contemporâneas – está vinculada ao destino do trabalho. Um sistema que se apóia na separação entre trabalho e capital, que requer a disponibilidade de uma enorme massa de força de trabalho sem acesso a meios para sua realização, necessita, ao mesmo tempo, socializar os valores que permitem a sua reprodução. Se no pré-capitalismo a desigualdade era explícita e assumida como tal, no capitalismo – a sociedade mais desigual de toda a história –, para que se aceite que “todos são iguais diante da lei”, se faz necessário um sistema ideológico que proclame e inculque cotidianamente esses valores na mente das pessoas. No reino do capital, a educação é, ela mesma, uma mercadoria. Daí a crise do sistema público de ensino, pressionado pelas demandas do capital e pelo esmagamento dos cortes de recursos dos orçamentos públicos. Talvez nada exemplifique melhor o universo instaurado pelo neoliberalismo, em que “tudo se vende, tudo se compra”, “tudo tem preço”, do que a mercantilização da educação. Uma sociedade que impede a emancipação só pode transformar os espaços educacionais em shopping centers, funcionais à sua lógica do consumo e do lucro. O enfraquecimento da educação pública, paralelo ao crescimento do sistema privado, deu-se ao mesmo tempo em que a socialização se deslocou da escola para a mídia, a publicidade e o consumo. Aprende-se a todo momento, mas o que se aprende depende de onde e de como se faz esse aprendizado. García Márquez diz que aos sete anos teve de parar sua educação para ir à escola. Saiu da vida para entrar na escola – parodiando a citação de José Martí, utilizada neste livro. Seu autor, István Mészáros, filósofo no melhor sentido da palavra – aquele que nos ajuda a desvendar o significado das coisas –, húngaro de nascimento, pôde conviver com um dos maiores pensadores marxistas, Georg Lukács. Mészáros orienta sua obra por uma demanda de seu mestre: reescrever O capital de Marx – trabalho que empreendeu em seu Para além do capital 1, hoje leitura indispensável para se entender o sistema de relações capital–trabalho, seus limites, suas contradições, seu movimento e seu horizonte de superação. Ao pensar a educação na perspectiva da luta emancipatória, não poderia senão restabelecer os vínculos – tão esquecidos – entre educação e trabalho, como que afirmando: digam-me onde está o trabalho em um tipo de sociedade e eu te direi onde está a educação. Em uma sociedade do capital, a educação e o trabalho se subordinam a essa dinâmica, da mesma forma que em uma sociedade em que se universalize o trabalho – uma sociedade em que todos se tornem trabalhadores –, somente aí se universalizará a educação. “A ‘auto-educação de iguais’ e a ‘autogestão da ordem social reprodutiva’ não podem ser separadas uma da outra” – nas palavras de Mészáros. Antes disso, educação significa o processo de “interiorização” das condições de legitimidade do sistema que explora o trabalho como mercadoria, para induzi-los à sua aceitação passiva. Para ser outra coisa, para produzir insubordinação, rebeldia, precisa redescobrir suas relações com o trabalho e com o mundo do trabalho, com o qual compartilha, entre tantas coisas, a alienação. Para que serve o sistema educacional – mais ainda, quando público –, se não for para lutar contra a alienação? Para ajudar a decifrar os enigmas do mundo, sobretudo o do estranhamento de um mundo produzido pelos próprios homens? Vivemos atualmente a convivência de uma massa inédita de informações disponíveis e uma incapacidade aparentemente insuperável de interpretação dos fenômenos. Vivemos o que alguns chamam de “novo analfabetismo” – porque é capaz de explicar, mas não de entender –, típico dos discursos econômicos. Conta-se que um presidente, descontente com a política econômica do seu governo, chamou seu ministro de Economia e lhe disse que “queria entender” essa política. Ao que o ministro disse que “ia lhe explicar”. O presidente respondeu: “Não, explicar eu sei, o que eu quero é entender”. A diferença entre explicar e entender pode dar conta da diferença entre acumulação de conhecimentos e compreensão do mundo. Explicar é reproduzir o discurso midiático, entender é desalienar-se, é decifrar, antes de tudo, o mistério da mercadoria, é ir para além do capital. É essa a atividade que István Mészáros chama de “contra-interiorização”, de “contraconsciência”, um processo de “transcendência positiva da autoalienação do trabalho”. Os que lutam contra a exploração, a opressão, a dominação e a alienação – isto é, contra o domínio do capital – têm como tarefa educacional a “transformação social ampla emancipadora”. Se em Para além do capital Mészáros retomava o fio condutor de O capital, neste texto – vibrante, lúcido, decifrador – ele se insere na prolongação do Manifesto Comunista, apontado para as tarefas atuais do pensamento e da ação revolucionária no campo da educação e do trabalho – isto é, da emancipação humana.
July 27 A abolição vista um pouco mais de pertoHistóriaA abolição vista um pouco mais de pertoA Lei Áurea, um influente ministro paulista, um golpe de morte nas lavouras fluminenses e a industrialização capenga do Estado do Rio de Janeiro. Por Hugo SouzaA mais famosa lei da História do Brasil, a de nº 3.353 do dia 13 de maio de 1888, foi assinada por uma princesa empunhando uma pena dourada, e com tantas outras pompas e circunstâncias que poderiam até parecer demais para um documento com apenas dois artigos: Art. 1°: É declarada extinta desde a data desta lei a escravidão no Brasil. Art. 2°: Revogam-se as disposições em contrário. Só poderiam. Aparentemente simples como um pé de café, a Lei Áurea aboliu a escravidão no único país ocidental que ainda se valia da prática de um ser humano ter direitos de propriedade sobre outro, e de quebra sacramentou a transferência do eixo da economia nacional, o que já estava em curso. O tráfico negreiro foi extinto oficialmente em 1850, mas o movimento abolicionista só começou a ganhar maior volume na década de 1870, após o término da Guerra do Paraguai. A guerra impulsionou o debate de duas maneiras. Em primeiro lugar, o contato dos soldados e da baixa oficialidade com seus congêneres argentinos e uruguaios lhes inspirou ideais liberais, tendo em vista que na Argentina e no Uruguai já havia a República e já não havia escravidão. Por outro lado, as tensões se acirraram quando muitos fazendeiros quiseram que os soldados negros que lutaram na guerra voltassem ao trabalho cativo, mesmo depois de o Império ter prometido alforria aos escravos que integrassem o corpo de voluntários da pátria. Em 1871, mais de 20 anos depois do fim do tráfico negreiro — então a última e única medida oficial contra a escravidão no Império Brasileiro — e quando a questão abolicionista já era discutida abertamente nos meios liberais, foi aprovada a Lei do Ventre Livre. Em 1880, 14 anos depois de Castro Alves e Rui Barbosa criarem um grupo abolicionista no Recife, é fundada no Rio de Janeiro a influente Sociedade Brasileira Contra a Escravidão, que tinha à frente Joaquim Nabuco e José do Patrocínio, tidos como dois dos maiores patronos da abolição da escravatura no Brasil. Em 1884 a província do Ceará decreta o fim do trabalho escravo em seu território. No ano seguinte, o império promulga a Lei dos Sexagenários. Em 1887 foi a vez da igreja católica se manifestar pela primeira vez no Brasil a favor da abolição. Mas o forte componente econômico decisivo para a abolição foi o desenvolvimento das lavouras de café sobre bases capitalistas no oeste paulista. Ainda que entre 1870 e 1881 o Rio de janeiro tenha produzido quase o dobro de café do que São Paulo, Minas Gerais, Espirito Santo e Bahia juntos, no início da década de 1880 São Paulo já tinha a produção cafeeira consolidada, sustentada no trabalho imigrante e em franca ascensão. O trabalho nas lavouras já era realizado majoritariamente por mão de obra imigrante, que entre 1822 e 1887 chegaram à província para trabalhar em regime assalariado e de comodato em um total de 33.310 pessoas, sendo a maior parte (28.840) constituída de italianos. Abolição no início da colheita A áurea lei, no entanto, só saiu mesmo quando o poderoso Partido Conservador encampou a ideia, em 1888, por influência de Antonio da Silva Prado, empresário, produtor de café e conselheiro do império, que um ano antes já defendia o fim da escravidão em reuniões com outros fazendeiros paulistas. Em março daquele ano a princesa Isabel demitiu o Barão de Cotegipe, resistente à abolição, da presidência do Conselho de Ministros e nomeou para o seu lugar João Alfredo Correia de Oliveira, que era a favor da ideia. Antonio da Silva Prado integrou o novo ministério ocupando a pasta “dos Estrageiros” (atual ministério das Relações Exteriores). Dois meses depois, no início de maio, o senador Rodrigo Augusto da Silva, ministro da Agricultura, submeteu o projeto de lei abolicionista à Assembléia Geral, onde seus dois artigos foram aprovados com poucos votos contrários, quase todos de representantes da província do Rio de Janeiro. Todo este esforço pela rápida assinatura da Lei Áurea pode ter obedecido à estratégia de Antonio da Silva Prado e da elite cafeeira de São Paulo, tendo em vista que a abolição aconteceu exatamente no começo da época da colheita de café, que é feita no período de seca, de maio a setembro. Sem braços para trabalhar na safra, as lavouras do Rio, que já vinham em franca decadência devido à utilização de técnicas inadequadas de plantio e cultivo e ao mau uso da terra, receberam seu golpe de misericórdia. Antes da apresentação da lei, os escravistas do Vale do Paraíba ainda tentaram, sem sucesso, incluir no texto a obrigatoriedade de os libertos trabalharem pelo menos até o final da safra e de permanecerem no município pelos seis anos subsequentes à abolição, o que lhes teria dado uma sobrevida. Os municípios do Rio de Janeiro mais duramente atingidos foram os que tinham a maior quantidade de escravos, como Campos, Valença e Vassouras. A maioria dos municípios do Vale do Paraíba fluminense viraram “cidades mortas”. A abolição da escravatura e a posterior proclamação da República minaram o poder político da província do Rio de Janeiro e aprofundaram suas dificuldades econômicas. As novas relações capitalistas e o poder político se consolidaram em torno de São Paulo. Naquela época, o porto de Santos se tornou a maior porta de saída das exportações brasileiras, ostentando o título até os dias atuais. A capital fluminense jamais chegou a perder o rumo do desenvolvimento, mas o rápido declínio do café condenou a maior parte do Estado do Rio de Janeiro a uma industrialização capenga, da qual ainda luta para se reerguer. Há quem considere Antonio da Silva Prado o maior responsável pela assinatura da Lei Áurea no momento em que se deu, não por razões humanistas, mas para afundar os rivais fluminenses de uma vez. Vindo de uma tradicional família paulista de grandes fazendeiros e empresários, mais tarde ele seria o primeiro prefeito da cidade de São Paulo. Incentivador também da imigração subvencionada pelo Estado, ajudou a lançar as bases da acumulação de capital que permitiu a acelerada industrialização da cidade. Seu irmão Martinho Prado Júnior — avô do marxista Caio Prado Júnior — certa vez comentou com ironia os riscos da cultura cafeeira, aos quais o Rio de Janeiro sucumbiu: “Se a lavoura dava a casaca, tirava também a camisa”. Escrito por: Hugo SouzaMais
July 26 GRIPE SUÍNADivulgação Científica In English http://translate.google.com.au/translate?hl=en&sl=pt&
Charge: Gripe Suína
GRIPE SUÍNA
PERGUNTAS E RESPOSTAS:
FAVOR REENVIAR AOS SEUS CONTATOS
Vale a pena conferir e adicionar aos seus favoritos http://www.thesaurus.com.br/livro/1913/mi seria-da-ciencia-a-condicao-humana-na-aporia-do-racionalismo?affid=helioblog
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July 25 PapusPapus GÉRARD ANACLET VINCENT ENCAUSSE, o médico que tornou-se famoso no meio ocultista sob o pseudônimo de PAPUS, nasceu no dia 13 de julho de 1865, em Corunã-Espanha, as sete horas da manhã, sendo filho de pai francês, o químico Louis Encausse, e mãe espanhola, de origem cigana, a senhora Irene Perez. O jovem Gérard criou-se, assim, em um ambiente favorável a um futuro estudante de Alquimia e de Tarot. Em 1869 a família Encausse veio estabelecer-se em Paris, no bairro Montmartre, onde Papus iniciou seus estudos, primeiro no Colégio Rollin, depois aos 17 anos, na Faculdade de Medicina de Paris. Ainda jovem, dedicou-se nas horas vagas ao Ocultismo; enquanto seus colegas preocupavam-se com os problemas políticos da Europa e em percorrer todos os autores da Ciência Oficial, Papus passava suas tardes na Biblioteca nacional de Paris ou na Biblioteca do Arsenal estudando os autores clássicos da Alquimia e da Cabala, tomando notas dos principais manuscritos tão zelosamente guardados há séculos nessas preciosas bibliotecas. Papus teria sido iniciado por Henri Delaage em 1882, segundo ele mesmo nos diz, na Sociedade dos Filósofos Desconhecidos, ordem que teria sido fundada por Louis Claude de Saint-Martin no século XVIII, na França. Com 17 anos de idade, o jovem Papus passou a destacar-se no seio do Grupo que passou a integrar, pela seriedade com que procurava as chaves da Iniciação. Em 1887, aos 22 anos, escreveu sua primeira obra, denominada O Ocultismo Contemporâneo. Seu Tratado Elementar da Ciência Oculta(1), no ano seguinte, alcançou grande sucesso em vários países e proporcionou a seu autor grande liderança no meio ocultista parisiense. Fundou, em 1889, o Grupo Independente de Estudos Esotéricos (Gidee), transformado mais tarde em Escola Hermética, destinada a divulgar a espiritualidade e a combater o materialismo, igualmente, as revistas A Iniciação e Véu de Isis, órgãos de divulgação do Ocultismo, planetas que giravam em torno do centro irradiante de dinamismo, que era o Iniciador Papus. Trabalhou como externo nos hospitais de Paris e não abandonou o exercício da medicina. Em 1894 defendeu sua tese de medicina, intitulada A Anatomia Filosófica e Suas Divisões, recebendo o título de Doutor em Medicina, com elogios. Sua obra posterior, "Compêndio de Fisiologia Sintética", foi igualmente muito elogiada nos meios acadêmicos. Ao defender sua tese, Papus confessou-se um iniciante na arte de curar, pois vislumbrava as possibilidades do Ocultismo. Como Paracelso, percorreu vários países da Europa, estudando todas as medicinas, a oficial, a dos curandeiros e a homeopatia, aprendendo uma série de procedimentos desconhecidos dos médicos tradicionais. Praticou a alopatia, a homeopatia e a hipnose, realizando curas consideradas extraordinárias por seus biógrafos. É o caso da senhora ricamente vestida, conta-nos Phaneg, que entrou em seu consultório com ares de descrença. Papus sem que ela falasse e após ter chamado sua atenção pela falta de fé no médico em presença, diagnosticou seu mal e falou de sua precária situação financeira. A senhora ficou maravilhada pelas revelações que ouvia e pela nevralgia subitamente desaparecida. Papus não lhe cobrou a consulta, porque aquela era seu último "louis".(2) Muitas vezes Papus, para efetuar o diagnóstico, observava em primeiro lugar o astral do doente, depois o curava misteriosamente, apelando à força vital-mãe, fonte de equilíbrio. Ele classificava, assim as doenças, como sendo do Corpo, do Astral e do Espírito. As doenças do Corpo (como febres, traumatismos) podem, segundo Papus, ser curadas pela medicina dos contrários; as doenças do Astral (como tuberculose e o câncer) podem ser tratadas pela homeopatia e o magnetismo; e as doenças do Espírito (como epilepsia, histeria e loucura) podem ser tratadas pela oração e pela magia, desde que o mal não seja Cármico (dívida espiritual a ser paga pelo doente). Assim, Papus praticava seguidamente a Medicina Oculta, curando à distância, agindo sobre a urina, o sangue e o cabelo do paciente. Contam que Papus realizava diagnósticos insólitos, agindo pelos dons de clarividência e de clariaudiência. No Umbral do Mistério, Stanislas de Guaita escreve que Papus, "jovem médico dos mais eruditos e fecundos, converteu-se em dupla personalidade: conquistou a notoriedade sob dois nomes diferentes. Suas obras de anatomia e de fisiologia receberam apenas a subscrição de Gérard Encausse. Seus Tratados de magia arvoram um outro nome". "Cabeça enciclopédica e pena infatigável, saudemos este jovem iniciado que disfarça ou, diríamos, que desfigura o lastimável pseudônimo de Papus. É mister, seguramente, que os seus livros testemunhem uma superioridade assaz transcendente, para que se possa perdoar sua etiqueta! Fato é que os amadores da teosofia pronunciam o nome de Papus sem esboçar qualquer sorriso mas, isto sim, com admiração e apreço. Passando pelas brochuras já em número considerável, que têm vigorosamente contribuído para a difusão das ciências esotéricas, mencionaremos tão-somente as obras Ocultismo Contemporâneo (Carré, 1887, in 8º), O Sepher Yetsirah (Carré, 1888, in-8º) e a Pedra Filosofal (Carré, 1889, in-12, frontispício)". "Convém lembrar que Papus publicava, desde 1888, o seu "Tratado Elementar de Ciência Oculta" (Carré, in-12, com figuras). Trata-se da primeira obra metódica em que se acham resumidos com clareza, agrupados e sintetizados com maestria todos os dados primordiais do Esoterismo. Este livro excelente, que enfoca a aplicação dos métodos experimentais de nossas ciências ao estudo dos fenômenos mágicos, e ademais, uma ação boa e meritória: os próprios estudantes adiantados podem recorrer a ela com segurança, como ao mais sábios dos gramáticos. Mas, Papus acaba de firmar para sempre a sua reputação de Adepto através da aparição de uma monumental obra atinente ao Tarot (3). Em nosso entender, não exageramos ao asseverar que este livro, em que se acha revelada, até às profundezas, a lei ondulatória do ternário universal, constitui, no sentido mais alto do termo, uma Chave absoluta das Ciências Ocultas". Seu pseudônimo "Papus" foi retirado do Nuctameron de Apolônio de Tiana e significa o "médico da primeira hora", aquele que não mede sacrifícios para atender seus semelhantes. Papus consagrou-se ao estudo da Luz Astral e de sua influência sobre as doenças e sobre sua terapêutica, tal como ensinava Paracelso um dos pais da Medicina. O papel da mente e suas relações com o Plano Astral e o Homem. Durante longos anos dirigiu suas pesquisas sobre os fenômenos hipnóticos, espíritas, parapsicológicos, exteriorização da sensibilidade e do magnetismo. Fundou a Escola de Magnetismo de Lyon, tendo o Mestre Philippe de Lyon como seu Diretor. Seus estudos dos Corpo Astral e do Plano Astral não tinham como objetivo apenas a cura do Corpo, mas, principalmente, a cura da Alma, isto é, sua terapia pela iniciação. Fez da famosa divisa do Templo de Delfos "Conhece-te a ti mesmo que conhecerás o Universo e os Deuses" o seu lema de trabalho iniciático e profissional. Estudou profundamente a Antigüidade egípcia e os mistérios gregos e romanos, concluindo que entre eles a Ciência e a Iniciação estavam intimamente associadas. A Escola Hermética, que tinha como professores famosos ocultistas da época, tais como Stanislas de Guaita, Sedir, Barlet, Peladan, Chamuel, Marc Haven, Maurice Barrès (academia francesa) Victor-Emile Michelet, entre outros, tinha como objetivo recrutar membros para as sociedades iniciáticas dirigidas por Papus (Ordem Martinista) e por Stanislas de Guaita (Ordem Cabalística da Rosa-Cruz) que ainda existem hoje em pleno vigor, através de cursos, conferências, pesquisas ocultistas e publicações. Ensinavam o Hebraico, a Cabala, o Tarot, a Astrologia, a História Oculta, a Magia, a Medicina Oculta, focalizando principalmente seu aspecto menos velado e mais científico. Papus é tido como o divulgador do Ocultismo Científico de Louis Lucas, que se baseia na Analogia, método que procura explicar o Invisível por inferência, a partir do Visível. Papus teve como Mestre Intelectual o Marquês Joseph Alexandre Saint-Yves d´Alveydre e como Mestre Espiritual, como ele próprio afirmava, o "Mestre Philippe de Lyon", a partir de 1887 e 1897, respectivamente. Teve no seu companheiro Stanislas de Guaita um incentivador de primeira grandeza, discípulo póstumos todos os dois de Eliphas Levi, Fabre d´Olivet, Saint Martin e Jacob Böehme, cujas obras sabiam praticamente de cor. Praticava a Cabala Prática(4),juntamente com seus principais companheiros, com a qual procurava o aperfeiçoamento espiritual até chegar ao conhecimento da Divindade. O Adepto deve conhecer toda a teoria da Magia, dizia Papus, os materiais usados pelos magos, os perigos da Magia que enfrentam os praticantes temerários, a chave da magia negra, as ciladas do inimigo invisível, o controle das paixões, a eliminação dos vícios, se o Iniciado desejar, sinceramente, tornar-se um Mestre e obter a Salvação. Sua vida foi uma ação constante em todos os planos, lutando contra o materialismo e o ateísmo e divulgando a espiritualidade. A lembrança do duelo com Jules Blois, que tinha desacatado fortemente a Stanislas de Guaita, ficou gravado na memória de todos os inimigos de Papus. Quando Jules Blois dirigia-se em um fiacre para o local designado para o combate, os cavalos assustaram-se com a aparição súbita de um vulto e empinaram-se, derrubando por terra Jules Blois e sua comitiva. Assim, Jules Blois chegou à presença de Papus com dor de cabeça e cambaleante. O duelo começou, sem muito entusiasmo, Papus procurando, dizem seus biógrafos, não ferir gravemente seu opositor. Este recebeu um pequeno ferimento no ombro e a luta teve fim. Papus cumpriu sua obrigação de médico, socorrendo seu adversário e a inimizade terminou. Papus visitou a Rússia três vezes, sendo recebido pelo imperador. Em 1914 foi a Guerra como capitão-médico, onde contraiu tuberculose. Faleceu em 25 de outubro de 1916, aos 51 anos de idade. Seu corpo repousa no cemitério de Père Lachaise, em Paris, na divisão 93. "Imitemos esse Iniciador, disse-nos Sedir, que desejou não ser mais do que um amigo para nós e que foi bastante forte ao ponto de nos esconder suas dores e seus desgostos sob um perpétuo sorriso. Enxuguemos nossas lágrimas; elas o reteriam nas sombras; regozijemo-nos, como ele próprio há três dias o fez, por rever finalmente face à face o Todo Poderoso Terapeuta, o autêntico Pastor das Almas, o Amigo Eterno, o Bem Amado de quem ele foi Eterno, o Bem Amado de quem ele foi o fiel servidor". "Digamos, juntos a Gérard Encausse, um até logo vibrante; demos a ele, por nossas boas vontades doravante indefectíveis, a única recompensa digna de tão longas penas que ele suportou por nós"(5). Papus foi sem dúvida alguma um grande Mestre ocultista, destacando-se por sua realização: escreveu mais de 160 títulos, entre livros, artigos, conferências, abordando tanto a medicina como o ocultismo. Os livros principais foram publicados em sua juventude, como o Tratado Elementar de Ciências Oculta (23 anos), o Tarot dos Boêmios (24 anos), o Tratado Metódico de Ciência Oculta (26 anos), a Cabala (27 anos), o Tratado Elementar de Magia Prática (28 anos). Para seus companheiros de adeptado, suas obras principais foram o Tarot dos Boêmios, o Tratado Metódico de Ciência Oculta e o Tratado Elementar de Magia Prática. São Três "dos mais belos livros e dos mais fundamentais para o estudo do Ocultismo aparecidos após os de Eliphas Levi, Louis Lucas e Saint-Yves d´Alveydre" (Stanislas de Guaita em No Umbral do Mistério (4). Como ilustração de sua obra literária, apresentamos a seguir a lista alfabética de suas principais publicações ocultistas: Obra deixada por Gérard Encausse (Papus) Livros e Brochuras http://www.colegiomistico.com/Biografias/biografia8.htm
http://books.google.com.br/books?id=FCWRdgEf2hwC&pg=PA424&lpg=PA424&dq=%22+philippe+encausse%22&source=bl&ots=AsOHUVALvG&sig=k8hphe5RyWALP0Yl6IEU09_PP_I&hl=pt-BR July 24 Economist: Incertezas políticas atingem PetrobrasEconomist
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Leonardo Boff |
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A nova encíclia de Bento XVI Caritas in Veritate de 7 de julho último é uma tomada de posição da Igreja face à crise atual. O complexo das crises que atingem a humanidade e que comportam ameças severas sobre o sistema da vida e seu futuro demandaria um texto profético, carregado de urgência. Mas não é isso que recebemos senão uma longa e detalhada reflexão sobre a maioria dos problemas atuais que vão da crise econômica ao turismo, da biotecnologia à crise ambiental e projeções sobre um Governo mundial da Globalização. O gênero não é profético, o que suporia "uma análise concreta de uma situação concreta". Esta possibilitaria investir contra os problemas em tela na forma de denúncia-anúncio. Mas não é da natureza deste Papa ser profeta. Ele é um doutor e um mestre. Elabora o discurso oficial do Magistério, cuja perspectica não é de baixo, da vida real e conflitiva, mas de cima, da doutrina ortodoxa que esfuma as contradições e minimaliza os conflitos. A tônica dominante não é a da análise, mas da ética, do dever-ser. Como não faz análise da realidade atual, extremamente complexa, o discurso magisterial permance principista, equilibrista e se define por sua indefinição. O subexto do texto, ou o não-dito no dito, remete a uma inocência teórica que inconscientemente assume a ideologia funcional da sociedade dominante. Já se nota na abordagem do tema central - o desenvolvimento - hoje tão criticado por não tomar em conta os limites ecológicos da Terra. Disso a encíclica não fala nada. A visão é de que o sistema mundial se apresenta fundamentalmente correto. O que existe são disfunções e não contradições. Esse diagnóstico sugere a seguinte terapia, semelhante a do G-20: retificações e não mudanças, melhorias e não troca de paradigma, reformas e não libertações. É o imperativo do mestre: "correção", não a do profeta:"conversão". Ao lermos o texto, longo e pesado, terminamos por pensar: como faria bem ao atual Papa um pouco de marxismo! Este, a partir dos oprimidos, tem o mérito de desmascarar as oposições presentes no sistema atual, pôr à luz os conflitos de poder e denunciar a voracidade incontida da sociedade de mercado, competitiva, consumista, nada cooperativa e injusta. Ela representa um pecado social e estrutural que sacrifica milhões no altar da produção para o consumo ilimitado. Isso caberia ao Papa profeticamente denunciar. Mas não o faz. O texto do Magistério, olimpicamente fora e acima da situação conflitiva atual, não é ideologicamente "neutro"como pretende. É um discurso reprodutor do sistema imperante que faz sofrer a todos especialmente os pobres. Isso não é questão de Bento XVI querer ou não querer mas da lógica estrutural de seu tipo de discurso magisterial. Por renunciar a uma análise critica séria, paga um preço alto em ineficácia teórica e prática. Não inova, repete. E ai perde uma enorme oportunidade de se dirigir à humanidade num momento dramático da história, a partir do capital simbólico de transfomação e de esperança, contido na mensagem cristã. Esse Papa não valoriza o novo céu e a nova Terra, que podem ser antecipados pelas práticas humanas, apenas conhece essa vida decadente e, por si mesma insustentável (seu pessimismo cultural) e a vida eterna e o céu que ainda virão. Afasta-se assim da grande mensagem bíblica que possui consequências políticas revolucionárias ao afirmar que a utopia terminal do Reino da justiça, do amor e da liberdade só será real na medida em que se construirem e anteciparem, nos limites do espaço e do tempo histórico, tais bens entre nós. Curiosamente, abstraindo de laivos fideistas recorrentes ("só através da caridade cristã é possível o desenvolvimento integral"), quando se "esquece" do tom magisterial, na parte final da encíclica, introduz coisas sensatas como a reforma da ONU, a nova arquitetura econômico-financeira internacional, o conceito do Bem Comum do Globo e a inclusão relacional da família humana. Parafraseando Nietzsche:"quanto de análise crítica o Magistério da Igreja é capaz de incorporar"? Leonardo Boff é autor de Igreja: carisma e poder (Record 2005). Nota: O alemão Joseph Ratzinger, hoje papa Bento XVI, é um velho conhecido do teólogo Leonardo Boff. Em setembro de 1984, na condição de cardeal e prefeito da Congregação para a Doutrina da Fé – novo nome dado ao antigo tribunal da Inquisição –, Ratzinger conduziu o o interrogatório que culminou com a condenação de Boff a um ano de “silêncio obsequioso”, em razão de suas teses ligadas à Teologia da Libertação, apresentadas no livro "Igreja: Carisma e Poder". À época, Boff foi obrigado a sentar-se na mesma cadeira que Galileu Galilei sentou 400 anos antes. E escutou de Ratzinger as seguintes palavras: “Eu conheço o Brasil, aquilo que vocês fazem nas Comunidades Eclesiais de Base não é verdade, o Brasil não tem a pobreza que vocês imaginam, isso é a construção da leitura sociológica, ideológica, que a vertente marxista faz. Vocês estão transformando as Comunidades Eclesiais de Base em células marxistas”. ![]() |
Vaticano
Divulgação Científica
In English
Criar reserva particular ficará mais rápido
Sistema que reduz tempo de criação de reservas ecológicas privadas de três meses para 30 dias deve estar disponível a partir de agosto
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MARIANA DESIDÉRIO
Em menos de um mês, os proprietários rurais interessados em criar uma reserva ecológica em sua propriedade (RPPN — Reserva Particular do Patrimônio Natural) resolverão parte das questões burocráticas pela internet em um prazo de 30 dias, através de um programa de computador criado com o objetivo de estimular a criação desse tipo de unidade de conservação.
O que hoje demora aproximadamente três meses e acontece totalmente via correio passará a levar um terço deste tempo quando não houver problemas com a documentação. A mudança vai facilitar o trabalho do ICMBio (Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade, órgão responsável pela criação das unidades de conservação federais) e permitir que proprietários acompanhem tudo via web.
A novidade que permitirá esta economia de tempo é um software criado pelo ICMBio chamado SIM-RPPN (Sistema Informatizado de Monitoria de RPPN).
“A gente tem bastante queixa da demora, e mesmo assim os números são positivos”, lembra Ricardo Soavinski, diretor de unidade de conservação do ICMBio.
Algumas das atividades que passarão a ser desempenhadas pelo SIM-RPPN são a análise dos mapas da propriedade enviados pelo dono ao instituto e a convocação de órgãos como IBAMA e prefeitura para a consulta pública de criação da RPPN.
Elaborado durante seis meses, o SIM-RPPN está em fase de aperfeiçoamento depois de testado por 30 parceiros do Instituto Chico Mendes. Após este processo, o programa estará disponível no site do instituto para quem estiver interessado em criar uma reserva em sua propriedade rural. A perspectiva, segundo o consultor do ICMBio para este projeto, José Luciano de Souza, é de que o programa esteja pronto para ser usado em agosto.
O ICMBio é responsável apenas pela criação das unidades de conservação federais, mas o diretor de unidade de conservação do instituto ressalta que o SIM-RPPN será colocado à disposição dos Estados interessados em usá-lo no processo de criação de RPPN’s estaduais, inclusive com assistência técnica.
Diferentemente dos outros dez tipos de unidades de conservação federais, a criação das RPPN’s parte da iniciativa privada. “É uma das atitudes mais interessantes em relação à terra, uma iniciativa louvável”, elogia Soavinski. Hoje, são 523 RPPN’s federais no país, totalizando 484.652,65 hectares. Elas ficam dentro das terras do proprietário rural e, segundo o diretor de unidades de conservação do ICMBio, em sua maioria ultrapassam a área que todo dono de terras deve preservar por lei. Ou seja, são regiões que os proprietários poderiam cultivar.
Além de contribuir para a manutenção do meio ambiente, quem resolve criar uma reserva em sua terra tem ainda algumas vantagens. Os proprietários passam a ser isentos de pagar o ITR (Imposto sobre a Propriedade Territorial Rural), recebem apoio para fiscalizar a área protegida e são muitas vezes contemplados com doações de materiais apreendidos pelo governo (como madeira).
Nas Reservas Particulares de Patrimônio Natural é permitido desenvolver o turismo e atividades como coleta de sementes, pesquisas e lazer. Segundo o diretor de unidades de conservação do ICMBio, uma das atividades mais fortes é o ecoturismo que, além de ajudar no orçamento do proprietário rural, estimula a economia de toda a região. “A RPPN cria um fluxo [de turistas]”, explica Soavinski.
Apesar de serem em maior número do que todos os outros tipos de unidades de conservação federais juntas, que somam 304 unidades, as 523 reservas particulares federais ocupam menos espaço –a maioria delas está dentro de pequenas propriedades. Por este motivo, elas desempenham um papel importante na preservação do meio ambiente: acabam contribuindo para a formação de corredores ecológicos entre unidades de conservação maiores.
Soavinski explica que muitas vezes não é viável para o governo transformar pequenas áreas em unidades de conservação, e a iniciativa privada acaba desempenhando este papel. E acrescenta que, se a criação destas unidades fosse feita pelo Estado, as áreas precisariam ser desapropriadas, o que também é negativo para os proprietários. “A natureza, o proprietário, todo mundo ganha [com as RPPN’s]”, conclui.
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O homem que levou o país a dominar o mercado mundial de gás natural liquefeito agora se vê vítima do seu próprio sucesso.
À frente da Qatargas, Faisal Al Suwaidi conseguiu criar um mercado mundial de GNL para dar vazão ao maior trunfo do seu país: o maior campo de gás natural do mundo. Os investimentos foram pesados. Só a refinaria de Ras Laffan, ainda em construção, tem custos da ordem de US$ 60 bilhões. O sucesso da empreitada é responsável por grande parte do atual desenvolvimento do Qatar, país que pode crescer até 10% em 2009.
Mas os preços do GNL desmoronaram no ano passado. Seu valor de mercado caiu 75%, mais ainda do que o petróleo. Atualmente o setor atravessa sua primeira saturação, em grande parte porque muita capacidade extra foi construída. Os problemas para o Qatar só não são mais graves porque a maioria dos contratos já assinados é de longo prazo e a preços fixos.
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Você já deve ter ouvido falar sobre adubos NPK?
Adubos à base de Nitrogênio (N), Potássio (K) e Fósforo (P). Pois dê Adeus para eles. Agora...
Inoculantes para leguminosas
Aquisição de Inoculante
Preço:
Leguminosa forrageira e de grão: R$3,00
Leguminosa arbórea: R$ 5,00
05. Valor * : o pagamento via GRU simples deverá ser feito no valor do inoculante acrescido do valor das despesas do correio (Sedex), que vai variar de acordo com a cidade de destino.
Obs: antes de fazer o depósito, consultar via tel (21) 3441-1594 / 3441-1538 ou por e-mail SAC da Unidade para saber o valor exato das despesas postais.
6. Para efetivar o pedido, o requisitante precisa enviar uma cópia da GRU e comprovante de pagamento via fax (21) 2682-1230, aos cuidados de Joyce Marques, Ref.: Pagamento de inoculantes. Neste fax, também deverão constar o nome da espécie para a qual deseja o inoculante, a quantidade (doses), nome, CPF ou CNPJ e endereço completos para que seja emitida a nota fiscal.
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http://www.thesaurus.com.br/livro/1913/mi seria-da-ciencia-a-condicao-humana-na-aporia-do-racionalismo?affid=helioblog |
O que houve com os modelos teóricos que vinham sendo usados para explicar um número cada vez maior de comportamentos humanos?
Na sequência da maior calamidade econômica em 80 anos, a reputação dos economistas levou um duro golpe. Dois elementos centrais das ciências econômicas estão agora sendo reexaminados: a macroeconomia e a economia financeira.
Os especialistas nestas áreas vêm sendo alvo de três acusações: ajudaram a provocar a crise, não foram capazes de enxergá-la quando ela chegou, e não fazem ideia de como sair dela.
A primeira é verdadeira, mas em parte. Houve demasiado esmero para domesticar a inflação e pouco empenho para evitar as bolhas de ativos, e a crença na autoregulamentação do mercado afinal se mostrou equivocada. No entanto, não faltaram advertências por parte da academia. O que faltou foi Wall Street dar ouvidos a elas.
A segunda acusação também procede. Já quanto à solução para crise, os dilemas estão demandando novas ideias. Por exemplo: qual tipo de incentivo fiscal é mais eficaz? Qual a melhor maneira de afrouxar a política monetária quando as taxas de juros estão próximas de zero?
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Monitoramento de parâmetros metabólicos sanguíneos durante o período de transição O período de transição que compreende as três semanas antes do parto e as três semanas pós-parto é um período de grande importância para rebanhos leiteiros. Este é um período de grande desafio para o animal, pois envolve modificações no metabolismo e na fisiologia da vaca leiteira preparando para o parto e início da produção de leite. Fazendas que possuem um manejo ruim nesse momento estão susceptíveis a uma alta incidência de problemas relacionados ao periparto, como retenção de placenta, metrite, mastite, deslocamento de abomaso, cetoses, hipocalcemia clínica e outros. Todos esses problemas estão relacionados a uma menor produção de leite da vaca e do rebanho, maior chance do animal ser descartado e comprometimento da eficiência reprodutiva. A maioria das anomalias do período de transição possui algum elemento metabólico como um componente causal da doença clínica. O que normalmente muitas fazendas fazem é monitorar as ocorrências clínicas de desordens e eventos anormais durante o período de transição como forma de monitoramento do manejo nutricional e geral durante esse período. Citando aquele velho dito de que “o que não se mede, não se administra”, o monitoramento de problemas clínicos já é um grande avanço em muitas propriedades leiteiras. No entanto, sabemos que problemas clínicos são “somente a ponta de um iceberg”, ou seja, a maior parte das perdas econômicas está relacionada a problemas subclínicos que comprometem a produtividade do animal e causam grandes prejuízos a fazenda leiteira e geralmente não são identificados. Uma forma de monitoramento é por meio da análise de parâmetros metabólicos, visando o gerenciamento da qualidade do período de transição. A interpretação de parâmetros metabólicos sanguíneos com foco no rebanho ou grupo de animais e não no animal individualmente é essencial, já que pouco se sabe sobre os benefícios de tratar indivíduos com altos parâmetros metabólicos (Duffield e LeBlanc, 2009). Metabolitos do soro a serem considerados Concentrações circulantes de ácidos graxos não esterificados (AGNE) e β-hidroxibutirato (BHBA) medem o quão eficiente está sendo a adaptação ao balanço energético negativo. A concentração sérica de AGNE reflete a magnitude de mobilização de gordura de reservas corporais e BHBA reflete a magnitude de oxidação de triglicérides no fígado. Os corpos cetônicos (BHBA, acetona e acetoacetato) são metabólicos intermediários da oxidação de ácidos graxos. Quando o aporte de AGNE ao fígado ultrapassa a capacidade da glândula em completamente oxidar os ácidos graxos, visando o suprimento de energia, a quantidade de corpos cetônicos produzidos aumenta. Os corpos cetônicos podem ser usados pelo músculo como uma fonte de energia alternativa à glicose, redirecionado ou poupando glicose para a produção de leite (Herdt, 2000). No entanto, na produção de corpos cetônicos não existe a produção da mesma quantidade de energia líquida em relação à completa oxidação de ácidos graxos. O aumento nas concentrações sanguíneas de corpos cetônicos está relacionada com a diminuição do consumo. Glicose é o principal combustível metabólico e vital para o funcionamento dos órgãos , crescimento fetal e produção de leite. Em vacas leiteiras, a maior parte da demanda energética para produção de leite é atendida pela gliconeogênese. Concentrações sanguíneas de glicose estão sob rígido controle homeostático. Portanto, apesar de sua importância metabólica, é um parâmetro ruim para monitoramento e investigação em rebanhos com problemas no período de transição (Herdt, 2000). A aspartato aminotransferase (AST) é uma enzima que aumenta na corrente sanguínea com a danificação de células e pode estar elevada em vacas com fígado gorduroso. Embora existam associações entre AST e subsequente ocorrência de deslocamento de abomaso, o teste é deficiente em sensibilidade e especificidade. Sensibilidade mede a probabilidade de detectar o positivo dentro de uma população positiva e especificidade mede a probabilidade de encontrar um negativo dentro de uma população negativa. Com o objetivo de averiguar a resposta em termos de adaptação ao balanço energético negativo, a determinação de AGNE e BHBA são os dois principais parâmetros a serem monitorados. A demanda de cálcio é imensa imediatamente após o parto e o monitoramento de cálcio sérico em vacas até uma semana após o parto pode ter utilidade, no entanto, antes ou depois desse período, não faz sentido medir cálcio (Duffield e LeBlanc, 2009). Haptoglobulina é uma proteína de fase aguda que aumenta em situações de inflamação. No entanto, este indicador inflamatório não é específico e pode indicar distocia, mastite, metrite e deslocamento de abomaso. Atualmente, existe uma grande base de dados para o uso de AGNE e BHBA como teste em vacas em transição. Importantes associações entre AGNE e BHBA com saúde e desempenho em vacas no período de transição são: • Altas concentrações de AGNE (>0,4 mmol/L) nas duas semanas antes do parto são associadas com: o Aumento de 2 a 4 vezes no risco de deslocamento de abomaso para a esquerda (LeBlanc et al., 2005) o Aumento de 1,8 vezes no risco de retenção de placenta (LeBlanc et al. 2004) o Aumento de 2 vezes no risco de descarte antes dos 60 dias de lactação e 1,5 vezes no risco de descarte durante toda a lactação (Duffield et al. 2005) o Perda de 1,2 kg/dia de produção de leite nos primeiros 120 dias de lactação (Carson, 2008) • Cetose sub-clínica ( BHBA > 1200 – 1400 µmol/L) no início da lactação é associado com: o Aumento de 3 a 8 vezes no risco de deslocamento de abomaso (LeBlanc et al. 2005; Duffield et al. 2009) o Diminuição da probabilidade de prenhez a primeira IA (Walsh et al. 2007) o Diminuição da produção de leite (Duffield et al. 2009) o Aumento da duração e severidade dos casos de mastite Monitoramento de AGNE e BHBA Interpretação dos resultados de AGNE e BHBA Em um recente estudo envolvendo 55 rebanhos, a prevalência mediana de vacas com alta concentração de AGNE (>= 0,5 mmol/L) foi 25%, com um mínimo de 6,5% e um máximo de 75%. No entanto, quando os rebanhos foram classificados como rebanhos de alto ou baixo risco, utilizando a mediana de 25% como limite, os rebanhos de alto risco tenderam a ter menor produção de leite, menor concentração de proteína no leite e significativamente maior incidência de deslocamento de abomaso (Tabela 1). A sugestão é de que uma meta razoável seria menos de 25% das vacas no pré-parto com concentração igual ou maior que 0,5 mmol/L (Duffield e LeBlanc, 2009). Rebanhos com prevalência maior que esta podem ser classificados como de alto risco, não necessariamente rebanhos problema.
Nos mesmo levantamento, a prevalência mediana de altas concentrações de BHBA (>=1400 umol/L) na primeira semana pós-parto foi 15% com o mínimo de 0 e o máximo de 45%. Pesquisadores sugerem 15% para a primeira semana visando a distinção de rebanhos de baixo e alto risco para cetose subclínica. O monitoramento de parâmetros metabólicos sanguíneos pode ser mais uma importante ferramenta no gerenciamento do manejo do período de transição em fazendas leiteiras. Este deve ser considerado somente como mais uma ferramenta e não como único componente na avaliação do manejo ou identificação de problemas em fazendas leiteiras.
Referências Carson, M. 2008. The association of selected metabolites in peripartum dairy cattle with health and production. MSc dissertation. University of Guelph. | ||
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No dia 3 de novembro do ano passado, o O&N publicou a matéria “Lobby do enxofre vence, e óleo diesel brasileiro continuará envenenado”, informando sobre um acordo acertado na calada da noite entre a Petrobras e outras entidades, públicas e privadas. O propósito do acordo foi driblar a resolução 315 do Conselho Nacional do Meio Ambiente (Conama), aprovada em 2002 e que previa para janeiro deste ano a substituição nas regiões metropolitanas de todo o Brasil do diesel com 500 partes de enxofre por milhão, o S-500, por um outro dez vezes menos poluente, o S-50.
Em razão dessa virada de mesa, no início deste ano só a capital paulista e a capital fluminense começaram a abastecer suas frotas de ônibus e caminhões com o novo diesel, adiando-se em até cinco anos no resto do país uma providência para lá de urgente em termos de saúde pública. Naquela ocasião, diante do descalabro promovido por Petrobras & Cia, o O&N mencionava a possibilidade de a questão do enxofre no diesel brasileiro ir parar na Organização dos Estados Americanos (OEA), tamanho o mal que as autoridades concordaram em causar à sua própria população. Afinal, questionamos naquela matéria, “políticas públicas existem para garantir o bem estar dos cidadãos ou para matá-los lentamente?”.
Pois em breve, depois que se ocupar dos golpistas de Honduras, a OEA terá na pauta o governo do Brasil. No dia 8 de julho, a prefeitura de São Paulo, por meio da sua secretaria do Meio Ambiente, e mais sete entidades da sociedade civil protocolaram junto à Comissão Interamericana de Direitos Humanos uma representação contra o governo brasileiro, a Petrobras, a Agência Nacional do Petróleo (ANP) e a Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea) pela letal demora na implementação de um tipo de diesel menos poluente.
Tanto a Petrobras quanto as fabricantes de carros alegam que não tiveram tempo para se adaptar à mudança de padrão que estava prevista, ainda que o prazo tenha sido de sete anos e que nos seus países de origem as empresas do setor automobilísticos só fabriquem ônibus e caminhões prontos para serem abastecidos com diesel limpo.
O mesmo ar que te rodeia?
O fato é que, com a recusa da Petrobras e das fabricantes de carros em implementar as tecnologias necessárias para a produção e utilização do diesel limpo, especialistas dizem que muita gente foi condenada à morte por doenças cardiovasculares, problemas respiratórios e câncer. O coordenador do Laboratório de Poluição Atmosférica da USP, Paulo Saldiva, calcula que 15 mil pessoas vão morrer nos próximos 30 anos por causa da manobra do lobby do enxofre.
No Ceará, o Ministério Público do estado tomou uma atitude pioneira no combate ao câncer de pulmão requisitando à secretaria do Meio Ambiente de Fortaleza a inspeção dos níveis de enxofre provenientes do óleo diesel queimado pelos motores dos ônibus municipais. Trata-se de um esforço do MP para fazer valer a resolução 315 do Conama, aquela mesma cujo desrespeito por parte da Petrobras, ANP, governo federal e montadoras foi parar na OEA, para vergonha geral da nação.
No início do mês de setembro do ano passado, a Petrobras organizou um seminário em Assunção, no Paraguai, sobre a importância do diesel limpo para a saúde humana e para o meio ambiente, com direito a presença de médicos, especialistas internacionais e funcionários da empresa. Na época, o produto que se pretendia promover era o diesel S-500, que apesar de altamente tóxico é menos prejudicial do que o diesel de 4 mil ppm que domina o mercado vizinho e é distribuído pela venezuelana PDVSA. Agora, entretanto, os signatários da ação contra a Petrobras na OEA acusam a empresa de já ter oferecido diesel limpo ao Paraguai ao mesmo tempo em que protela a adoção do produto em todo o território brasileiro.
E esta não é a única infâmia. Um dia depois de a ação contra o governo do Brasil ser protocolada na OEA, soubemos por uma agência de notícias estrangeira, a Dow Jones, que a Petrobras cogita entrar no mercado especulativo de diesel, comprando o produto nos mercados asiáticos para revendê-lo na Europa quando os preços estiverem altos. A empresa já teria até o local para o armazenamento: Roterdã, na Holanda.
Para fazer negócio, a Petrobras terá necessariamente que estocar o diesel de padrão europeu, o S-10, cinco vezes menos poluente do que aquele que a empresa diz ser impraticável distribuir por aqui. Conclui-se que os burocratas dos trópicos parecem julgar que os europeus merecem melhores ares do que nós.
Divulgação Científica
In English
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Italiano
* Professor Euzébio Costa
tttsa@bol.com.br
Sempre aprendemos que o meio e quem molda e ate define o destino dos indivíduos, que o homem e produto de meio, ou como diz Almeida Garret... o homem e ele e suas circunstanciais..., a maneira como Krishnamurti , enxerga o individuo e a sociedade, nos coloca em uma posição de contraposição a esta visão ocidental , que parece norteada pela filosofia hegeliana , que fora do estado o individuo não existe...então veremos como este pensador indiano define a sociedade e o individuo.
A vida em sociedade sempre e originaria de problemas, onde os indivíduos têm que ter a capacidade de administrar os conflitos próprios e os sociais, bem como saber lhe dar com as frustrações e sonhos. A grande questão e que o problema , dentro de uma sociedade sempre se renova, como os problemas são originados nos seres sociais e como todo ser social e transitório e mutável e lógico que os problemas dentro de uma sociedade também sejam moveis e se renovem a cada momento em um constante vim, as crises , mesmo sendo colocadas de forma repetitivas , da ao individuo a idéia que e sempre a mesma , que e uma repetição..uma reinvenção incessante da roda...mas toda crise e nova e tem sua própria dinâmica..e só uma mente aberta e fresca e capaz de perceber o dinamismo das crises sociais.
O que podemos mencionar a partir desta colocação e que a sociedade e fruto das intenções internas são individuais de cada ser social, que os conflitos e lutas de cada Ser, e desencadeado e se desenrola no campo de batalha que se chama sociedade, a sociedade e fruto destes conflitos individuais, sem os conflitos e sonhos dos indivíduos qualquer sociedade esta fadada ao esquecimento ao fracasso. todos os grandes impérios quando alcançaram o Maximo que buscavam , quando as necessidades de seus SERES SOCIAIS, já estavam, plenamente satisfeita , onde os indivíduos não precisavam mais se preocuparem com sua sobrevivência , a sociedade se tornou estática e sem dinamismo social..levando estes grupos ao total esquecimento e destruição...podemos dizer que temos aqui um argumento plausível sobre a ascensão,apogeu e queda dos grandes grupos sociais. O que nos leva a outro ponto de vista, a sociedade não cria o individuo ou molda este, na verdade o comportamento do individuo e que molda uma sociedade, uma sociedade e fruto de comportamentos individuais, de sonhos decepções de seus indivíduos, por exemplo, a ascensão de Hitler ao poder na Alemanha, levou toda uma nação a se comportar mediante seu comportamento individual, um único homem, com seus sonhos, loucura e frustrações moldaram uma realidade social que encaixasse em seu sonho de poder, de sociedade, e ate de individuo, mas não só Hitler, a historia esta cheia de exemplos, Jesus, Maomé, Napoleão Bonaparte, Sócrates e Alexandre o grande, são exemplos de que o comportamento do individuo pode determinar o estado social de um grupo, ou ate mesmo de uma nação, como afirma Krisrnamurt, - O MUNDO E O QUE VOCE É – o mundo seria fruto de nossos próprios pensamentos, um individuo que seu interior e uma local de conflito, sofrimento e desesperança, não existe nenhum lugar na terra que fará ele enxergar um paraíso, ele reproduz no mundo exterior nada mais nada menos que seu mundo interior, antes de sermos afetado pela sociedade somos afetados por nos mesmo.
Sabemos sobre tudo que o homem vive em uma preocupação perpetua, dando razão ao pensador alemão, que pregava A VIDA E DOR E TEDIO- onde estamos apenas sobrevivendo neste inferno dantesco e não e difícil notar estas verdades , estamos sempre preocupados com nossas dividas , buscando adquirir mais conforto, mais amor, mais beleza, estamos sempre preocupados com nossas dividas, nosso trabalho, o que nos lança a um PRESENTE PERPETUO, não estamos vivendo no presente, mas estamos sempre vivendo ou no passado, ou no futuro, a sociedade de consumo que vivemos nos levou a esta loucura a este presente perpetuo, estamos sempre buscando algo que nunca iremos atingir principalmente nos que vivemos na era do avanço tecnológico, nunca teremos uma paz... Pois invertemos a lógica que por séculos moveu a humanidade, - APARECENDO A NESCESSIDADE SE CRIA O PRODUTO-, nos dias de hoje e o contrario – CRIE O PRODUTO E DEPOIS ESTIMULE O DESEJO, A NESCESSIDADE NÃO E IMPORTANTE- se olharmos em nossas casas veremos que 80% do que acumulamos foi fruto de nossa insatisfação temporária com nos mesmo.
Podemos nos perguntar e as sociedades socialistas que pregavam que todos os indivíduos devem ter seus desejos igualmente atendidos, por que não deram certo? Por um motivo simples, os socialistas poderiam entender muito bem de economia e política, mas não entediam nada de psicologia humana, pois desde que o mundo e mundo sabemos que o que move um grupo social e o que grande parte das religiões tentam apagar no ser humano, ou seja, o nosso traço de inveja,... Qualquer um que tiver um pouco de atenção com o comportamento humano vera que o que move a sociedade e a inveja, em qualquer grupo social a inveja e o motor de evolução, em uma igreja, no trabalho, no amor, no esporte, o que todos estão querendo? Chegar aonde o outro chegou, tomar o que o outro conquistou possuir um objeto melhor que o de seu oponente, obter uma perfeição estética melhor que o outro. Mas isto e importante em qualquer sociedade, sem a inveja o individuo se torna estático e sem vida, conseqüentemente a sociedade se torna apática e esta fadada ao fracasso, estimular a inveja nos indivíduos em um grau saudável e importante e fundamental para qualquer grupo social. pois sem a inveja os indivíduos deixam de ser criativos , deixam de buscar a suas próprias superações se dão por satisfeito com sua situação atual, a inveja e que leva o individuo a superar suas limitações, e que faz nascer sistemas políticos e ideológicos, religiosos e econômicos. O que acontece quando deixamos de ser criativos? A sociedade passa a ser formada por indivíduos copistas, passamos a copiar outros indivíduos que já copiaram de outros tantos, desta forma a originalidade morre a criatividade desaparece,pois ao copiar não somos nada nem ninguém este e um fenômeno que denominasse MIMETISMO, uma sociedade mimética em breve deixara de ser uma sociedade para ser apenas um aglomerado de pessoas... Mas vale ressaltar que uma pequena dose de imitação e importante quando se trata de pequenos grupos sociais, por exemplo, à família, formamos nosso caráter nossos valores imitando os membros de nossa família, um grupo religioso só tem coerção devido o fenômeno mimético, o que prova que o mimetismo só e fatalistico para a grande sociedade, mas e fundamental aos pequenos grupos sociais.
A grande característica das sociedades miméticas e a velocidade que as crises surgem, o homem moderno cria o problema e depois se pergunta o que fazer com ele, por exemplo, criamos o automóvel, nos tornamos homens sapiens motorizados, e não paramos para pensar que ao ver um individuo andar de carro o outro também quis, e o próximo também se achou no direito de ter um automóvel, e o mimetismo foi sendo reproduzido socialmente, agora estamos diante dos problemas ambientais provocado em parte pela queima dos combustíveis fosseis, e não sabemos como resolver esta crise. O problema e que nossas ações diante de uma crise e determinada pela nossa ideologia, pelas nossas crenças, um homem que foi criado dentro dos valores materialistas economicista, não estará preocupado com a questão ambiental, ai esta a prova que o individuo age sobre a sociedade, que o eu do individuo em certas questões e mais forte que o eu da sociedade, milhares de seres humanos são reféns do desejo e dos conflitos e desejos de um pequeno grupo de homens animais. Esta realidade nos leva a uma questão fundamental, -POR QUE EXISTE DINSTIÇAO DE HOMEM –HOMEM? Por que sou alemão, e ele italiano? Por que sou europeu e ele africano? Por que nos fomos os únicos animais que criamos distinções entre nos mesmo? Esta divisão e que tem levado o homem a guerras e mortes, pois se sou europeu ou norte americano tenho o direito divino de poluir de conquistar de fazer matanças legalizadas, mas se sou sul americano ou africano tem o direito divino de aceitar os desígnios dos escolhidos de Deus. A sociedade esta cega , estes valores ideológicos são errados , são inexistentes, pois um individuo maduro e de mente aberta percebera que antes de todos estes títulos devemos respeitar o titulo de SER HUMANO, americano, brasileiro , católico, mulçumano, judeu ou árabe, são apenas títulos ideológicos que tem levado o homem a guerras e mortes , precisamos repensar esta divisão de homem – homem, como dizia o poeta, - ou aprendemos a viver todos como irmão ou morreremos todos juntos como animais- a divisão leva a conflitos.
As questões levantadas no texto nos levam a perguntar será que o individuo e mesmo determinante na sociedade? Sim podemos dizer que sim, o grande problema e que os indivíduos vivem no campo do IDEAL e esquecem de viver no campo do REAL, nossa realidade só pode ser alterada quando tomamos consciência de nossa vida verdadeira, quando criamos um dialogo com nos mesmo, quando temos o que Sócrates chamou de auto-cuidado, quando nos tornamos responsáveis por nos mesmo quando assumimos o destino de nossas vidas em nossa própria mão, quando somos capazes de pensar por nos mesmo, e não pensar a partir do pensamento de outro individuo, lideres são importante em uma sociedade, mas ó líder mais importante somos nos mesmos, só quando obtemos vitórias sobre nos mesmo e que somos grandes e que somos heróis. O inicio e o fim esta em nos mesmo, busca coisas e sentimentos fora , nos leva a ilusão, a solidão e ao sofrimento.
BIBLIOGRAFIA
Palestra de Krishnamurti realizada em Ojai, Califórnia, EUA, 1944 )
* Euzébio Costa
Sou professor de filosofia para crianças e adolescentes a 10 anos , venho fazendo pesquisa nesta área tentando encontrar um caminho para colocar a filosofia de forma contextualizada e com significado para a vida dos alunos. Meu e mail: tttsa@bol.com.br
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Heitor Scalambrini Costa |
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Seg, 06 de julho de 2009 13:01 |
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No instrumental dos peões, pelego é um pano grosso e dobrado, ou uma pele de carneiro curtida, mas ainda com a lã, que se coloca em cima do arreio. O cavaleiro monta sobre o pelego antes de montar sobre o cavalo. Conforme o mestre Aurélio, pelego é: a pele do carneiro com a lã; pele usada nos arreios à maneira de xairel; indivíduo subserviente, capacho. É sobre essa última definição que quero comentar. O termo pelego foi popularizado durante o governo de Getúlio Vargas, nos anos 1930. Imitando a Carta Del Lavoro, do fascista italiano Benito Mussolini, Vargas decretou a Lei de Sindicalização em 1931, submetendo os estatutos dos sindicatos ao Ministério do Trabalho. Pelego era então o líder sindical de confiança do governo que garantia o atrelamento da entidade ao Estado. Décadas depois, o termo voltou à tona com a ditadura militar. Pelego passou a ser o dirigente sindical apoiado pelos militares, sendo o representante máximo do chamado sindicalismo marrom. A palavra, que antigamente designava a pele ou o pano que amaciava o contato entre o cavaleiro e a sela, virou sinônimo de traidor dos trabalhadores e aliado do governo e dos patrões. Logo, quando se chamado de pelego, significava que a pessoa era subserviente/servil/dominada por outra, ou seja, capacho, puxa-saco, bajulador. Mas como se pode definir esse trabalhador que se acovarda, que aceita tudo o que o patrão e o governo querem, sem questionar? Pelego é trabalhador que se deixa montar pelo patrão e/ou pelo governo; é o que não consegue reagir frente à humilhação; é quem não luta por seus direitos, por medo das conseqüências; é o pusilânime que se esconde atrás de desculpas esfarrapadas para justificar a própria covardia; o que não tem coragem de lutar, o(a) COVARDE, enfim, o que se esconde atrás daqueles que lutam, aproveitando da peleja alheia como um parasita. Pelego é aquele trabalhador que não sabe o significado da palavra solidariedade, o egoísta que não consegue ver nada além de suas próprias e momentâneas necessidades; é aquele(a) que, terminada a greve, não consegue olhar nos olhos de seus companheiros, porque se sente uma sub-pessoa, uma não-gente, pois lhe falta uma parte essencial a todo ser humano que se preze: o brio, a coragem, o amor próprio, a nobreza de caráter, enfim. Em tempos mais recentes, com a eleição do governo Lula, presidente originário do movimento sindical, os movimentos sociais foram cooptados e trazidos para dentro do aparelho do Estado, e lá eles se neutralizaram, se anestesiaram, se despolitizaram. O "oficialismo" tirou qualquer possibilidade de crítica e de reivindicação política. Os sindicalistas, militantes tornaram-se assim, em muitos casos, funcionários do governo. E agora, quem arbitra e decide tudo é o presidente. De fato, esses movimentos, os trabalhadores e muitos sindicatos confundiram a necessária postura de autonomia que deveriam manter em defesa dos direitos dos trabalhadores, e não souberam lidar com esta realidade. Tornaram-se parceiros, associados do governo e dos patrões, chamados agora de neo pelegos. Todos irmanados no mesmo interesse, como se fosse possível apagar, negar as classes sociais. Como se não existisse mais o capital e o trabalho. Existe maior embuste? Sem deixar de mencionar que tiveram mais recentemente, aprovado o imposto sindical, e que recebem recursos financeiros de vários Ministérios e do Fundo de Amparo ao Trabalhador (FAT). Só a militância crítica há de nos livrar da sina de ser neo pelego. Afinal, a gente pode até morrer teso, mas nunca perdendo a pose. Tudo pode ser tirado, mas não se pode tirar a coragem de lutar de uma pessoa decidida. Recuso-me a sair da militância política pela construção de uma sociedade justa, solidária, que leve em conta a humanidade dos homens e mulheres em qualquer parte do mundo. Não é esta a grande e universal luta dos trabalhadores? Ser neo pelego? Nenhum trabalhador ou trabalhadora jamais deveria passar por essa infâmia.
Heitor Scalambrini Costa é professor da Universidade Federal de Pernambuco |
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