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August 25 Crise pode frear desigualdade no trabalhoCrise pode frear desigualdade no trabalho
Um estudo do Centro Internacional de Políticas para o Crescimento Inclusivo , órgão do PNUD em parceria com o governo brasileiro, mostra que a desigualdade de renda no trabalho nos países em desenvolvimento pode diminuir em momentos de crise. Foi o que ocorreu nos últimos períodos de recessão ou de baixo crescimento econômico no Chile e no México, duas nações com economia fortemente vinculada às exportações. No artigo Aprendendo com o que Ocorreu nos Mercados de Trabalho no Passado, o economista Eduardo Zepeda, ligado ao órgão do PNUD, leva em conta informações da crise do México (1995) e de épocas de fraco crescimento econômico naquele país (2000 a 2004) e no Chile (2000 a 2003). “Em cada um desses períodos, os trabalhadores pobres (os 20% com a remuneração mais baixa) se saíram relativamente melhor [em comparação com a média] do que quando não houve recessão”, diz o texto. Durante a fase de baixo crescimento econômico no Chile e no México, o rendimento dos mais pobres cresceu 0,7 ponto percentual a mais do que o da média dos trabalhadores, que teve aumento de 0,2% no Chile, e de 1,9% no México. Já na crise mexicana de 1995, o ganho dos trabalhadores de baixa renda caiu 11,5% — menos que a média (15,1%). A razão, indica o estudo, não foram políticas para beneficiar os mais pobres. “Assumindo-se que os trabalhadores pobres são os que têm menor poder de barganha quando a demanda econômica está baixa, uma melhoria relativa no seu rendimento poderia ser considerada surpreendente. Mas o fato é que os ganhos no patamar mais baixo de todos são tão pequenos que há pouca margem para mais cortes”, afirma. O porquê da redução da desigualdade No período de baixo crescimento econômico no Chile, a desigualdade diminuiu principalmente porque houve queda maior no rendimento dos trabalhadores de período integral. Na época, a diferença entre a renda desses assalariados caiu 2,4% em comparação com a dos que trabalhavam só meio período. Como os trabalhadores que fazem bicos e não conseguem emprego em tempo integral se concentram nas camadas mais pobres, isso contribuiu para a diminuição de desigualdades nos vencimentos. No México, afirma o artigo, a razão foi parecida: de 2000 a 2004 houve uma redução maior dos rendimentos dos trabalhadores urbanos na comparação com os do campo – onde há a maior concentração de pobres. O setor informal, que saiu do período de estagnação menos afetado que o formal, também contribuiu para que os mais pobres fossem menos penalizados. Já durante a crise mexicana de 1995, avalia o autor, a maior parte da redução da desigualdade veio da junção de dois movimentos: queda de 3,7% na renda dos trabalhadores urbanos em relação à dos trabalhadores rurais, e redução de 2,4% nos rendimentos da dos empregados de serviços comparativamente aos da agricultura. Nem todos os fatores, entretanto, foram melhores para os mais pobres: na época, os trabalhadores de meio período viram seus vencimentos caírem 2,6% em comparação com os de período integral. Embora os períodos de crise analisados tenham sido mais brandos com os mais pobres, o economista ressalta que, mesmo assim, é preciso muita atenção. “O fato de a renda deles no trabalho não ter caído tanto quanto a dos outros durante as crises pode oferecer conforto, mas mesmo uma pequena queda para essa população pode significar um preço caro a pagar”, pondera. “Dessa forma, as políticas para combater crises econômicas não podem ser meras estratégias de mitigação. Elas devem incluir intervenções para fortalecer e dar mais valor ao maior bem dos pobres: a força de trabalho”, conclui Zepeda.
August 24 Crise atrapalha unidade europeia Frouxos laçosCrise atrapalha unidade europeiaIntegração do continente requer boas doses de capital político e capital financeiro, mas o fluxo deste último em direção ao leste diminuiu. Os líderes das nações mais ricas da Europa Ocidental, que haviam recebido seus vizinhos do leste em instituições como a Otan e a União Europeia, fecharam-se em suas próprias fronteiras quando a crise se agravou, apressando-se para salvar suas empresas e bancos, mas resistindo à maior parte dos apelos para salvar empregos e reforçar os bancos em outros lugares. Adam S. Posen, vice-diretor do Instituto Peterson de Economia Internacional — entidade sediada em Washington — diz que essa atitude foi sustentada por uma visão míope, que ignora os laços financeiros entre as regiões que compõem a Europa. Ele diz que a inércia da Europa Ocidental frente à crise financeira na Europa do leste constitui a maior ameaça para o crescimento e a estabilidade da zona do euro. Compartilhe Leia Mais
A VOZ DO SILÊNCIO. Dor: o efeito da resistência àquilo que “é”A VOZ DO SILÊNCIO Dor: o efeito da resistência àquilo que “é”Walter Barbosa, Aceitar as coisas “como elas são” é um dos argumentos fundamentais de Eckhart Tolle na obra “O poder do Agora” (Editora Sextante). Essa receita, que parece nos convidar ao imobilismo, é por sinal freqüentemente citada como uma das causas do estado de pobreza do povo indiano, não obstante lá se apresentar também um dos mais baixos índices de criminalidade. O teósofo C. Jinarajadasa aborda esse paradoxo em um de seus textos, ressaltando a profunda diferença entre o pensamento indiano e o ocidental, em face dos reveses da vida. Marcado pela cultura hinduísta, o indiano típico não procura racionalizar a causa de seu desconforto, segundo Jinarajadasa. Diante de um resfriado, por exemplo, provavelmente não dirá, como faria um europeu ou americano: “Peguei esse resfriado porque tomei chuva ontem”. Para ele tudo é fruto do carma, de uma sucessão de causas e efeitos cujo início pode até se encontrar muito longe daquele momento específico. Em face disso, ele apenas aceitará em seu “agora” o fato de estar resfriado, ou seja, aquilo que “é”. O relato de Jinaradasa nos leva a pensar que, não tendo o indivíduo atentado para a provável causa do resfriado, será levado a repetir o problema. Mas, o que ocorre quando pensamos “saber” a causa de um problema e o repetimos sempre, como é bastante comum? Primeiramente temos que ver o sentido daquilo que “é”, segundo Tolle, e isso corresponde ao fato que se encontra diante de nós. O que é um fato? Independentemente de julgamentos, é tudo o que nos rodeia, e também o que aparece como condição de nossos corpos neste momento: perturbação, doença ou fadiga. São ocorrências do mundo fenomênico, tratadas como a Grande Ilusão (Maya) na filosofia hindu, em virtude de sua impermanência. Podemos negar a impermanência de tudo o que vivemos agora, seja em matéria de saúde, bens materiais ou relações afetivas? Tudo isso dentro em pouco, ou no máximo alguns anos, vai mudar, vai passar, mas atuamos em nosso mundo de inconsciência como se fosse durar para sempre. Aí, nossa ânsia de prolongar o prazer (ou evitar a dor) nos faz correr atrás de qualquer mágica que possa apagar de nossa frente aquilo que “é”: a impermanência. Apesar da impermanência de tudo, neste momento cada situação é um fato, incluindo nossos limites pessoais. E aí está um dos maiores problemas de convivência, ignorando nosso limite ou o limite alheio como um fato, dentro da natureza do agora: esperar dos outros mais do que podem nos dar, e até mais do que o nosso direito de pedir. Ao nos sugerir a aceitação daquilo que “é”, Tolle não nega a validade de se tentar mudar, buscando, por exemplo, o remédio para uma doença. Ele diz “Aceite” e depois, se for o caso, “Aja”. Qual é o efeito disso? Quando você aceita a situação, agradável ou desagradável, apenas como um fato – e não como algo a que se agarrar (ou rejeitar) de imediato – deixa de fazer o eterno jogo da polaridade prazer-dor, repetindo os problemas. Aí surge à sua frente um outro fato: a escolha mais sábia e menos dolorosa possível, por nascer de seus canais espirituais, intuitivos, e não de sua mente, que é prisioneira da reatividade e do tempo. August 21 O nó de CopenhagueHÉLIO'S BLOG Divulgação Científica In English http://translate.google.com.au/translate?hl=en&sl=pt&Artigo O nó de CopenhagueGerardo Honty *
Há décadas sabe-se que a concentração de gases de efeito estufa (GEE) na atmosfera tem conseqüências sobre a mudança climática. Há pelo menos 20 anos isto se tornou mundialmente público e desde 1992 existe uma ferramenta política internacional para atuar sobre o problema: a Convenção Quadro das Nações Unidas sobre a Mudança Climática (CQNUMC). Desde 2007, com o quarto relatório do Painel Intergovernamental de Mudança Climática (IPCC) é reconhecida, pelo mundo inteiro, a necessidade de reduzir significantemente as emissões antrópicas de GEE para estabilizar sua concentração na atmosfera em níveis que evitem uma mudança climática perigosa para a vida no planeta. As soluções tecnológicas existem e sabe-se que o custo da redução de hoje é menor que o custo da reparação de amanhã. Apesar disso, a decisiva 15ª Conferência das Partes da CQNUMC, que será celebrada em dezembro, não alcançará os acordos necessários. Este artigo expõe as divergentes perspectivas políticas dos principais grupos de países que explicam o estado das negociações.
Para compreender a dificuldade de encontrar acordos entre os países no marco da CQNUMC, é imprescindível rever os compromissos firmados em 1992, que são a base jurídica das atuais negociações. Ali foram estabelecidos objetivos e princípios com diferentes graus de relevância para os países. Por um lado, se estabelece o objetivo claro de estabilizar “as concentrações de gases do efeito estufa na atmosfera em um nível que impede interferências antropogênicas perigosas no sistema climático”. Isso, de acordo com o último relatório do IPCC – fonte da citação acima –, só seria possível com grandes esforços de redução por parte dos Países Desenvolvidos (PD) e uma contenção do aumento das emissões dos Países em Vias de Desenvolvimento (PVD). Por outro lado, o objetivo da Convenção estabelece que esses esforços devem “permitir que o desenvolvimento econômico prossiga de maneira sustentável”. E, mais ainda, devem ter “plenamente em conta as necessidades prioritárias legítimas dos países em desenvolvimento para a conquista de um crescimento econômico sustentável e a erradicação da pobreza”. É o mesmo que dizer que a redução das emissões, tanto nos PD como nos PVD, não deve impedir a continuação do crescimento econômico. Além destes dois fatores
– que são vistos como contraditórios por várias delegações –, a Convenção
estabelece que os países “deveriam proteger o sistema climático em benefício
das gerações presentes e futuras, sobre a base da equidade e em conformidade
com suas responsabilidades comuns, mas diferenciadas e suas respectivas
capacidades” (artigo 3). Em suma, a Convenção estabelece três focos de atenção distintos: a preservação do sistema climático, a continuidade do crescimento econômico e a distribuição eqüitativa de custos e benefícios. Boa parte da discussão atual está relacionada com ênfase que os países – ou grupos de países – colocam em um ou outro destes três componentes principais como será visto nos parágrafos seguintes.
Os PD estão exigindo dos PVD compromissos de contenção de suas emissões, pois de nada será válido seus esforços – dizem – se estes últimos não adotarem também suas próprias medidas de redução. Na época em que foi firmada a Convenção-Quadro, os PD eram, de longe, os maiores emissores de GEE do planeta. É possível que não se tenha previsto que em tão pouco tempo os PVD iam superar em seu conjunto as emissões somadas dos PD. Talvez pouca gente esperasse que apenas 15 anos depois de firmada a Convenção um país do terceiro mundo (China) se tornaria o maior emissor de GEE. Seja como for, os cenários futuros projetados indicam que para o ano de 2020 as emissões dos PVD serão amplamente maiores que as dos PD1 . Isto leva os PD a exigirem nas negociações alguma forma de compromisso de redução das emissões futuras projetadas para os PVD. De acordo com os dados do IPCC, deve haver um “desvio” de -15% a -30% na quantidade de emissões previstas até o ano 2020. E exigem que as economias mais avançadas dos PVD assumam compromissos em virtude “das responsabilidades comuns, mas diferenciadas e as respectivas capacidades”. Nesse sentido, argumentam os PD, existem países em desenvolvimento com maiores responsabilidades e capacidades que outros que deveriam ser responsabilizados.
Entretanto, os PVD não estão dispostos a fixar nenhuma meta de redução de emissões nem estabelecer nenhuma diferenciação entre eles até que os PD cumpram com seu compromisso estabelecido na Convenção de liderar os esforços de mitigação e transferir recursos aos PVD. “As Partes que são países desenvolvidos deveriam tomar a iniciativa no que diz respeito a combater a mudança climática e seus afeitos adversos” – reza o Artigo 3 – e no julgamento dos PVD isso está longe de ter sido demonstrado. Porém, mais evidente é a falta de cumprimento de outro compromisso. A Convenção obriga aos PD a transferir fundos aos PVD para tomar frente nos custos de adaptação à mudança climática e adequar suas economias para conseguir um desenvolvimento sustentável (Artigo 4). Isso inclui a transferência de tecnologia e conhecimentos – ou acesso a eles –, bem como o apoio ao “desenvolvimento e melhoramento das capacidades e tecnologias endógenas das Partes que são países em desenvolvimento”. Além disso, o artigo condiciona o cumprimento dos compromissos por parte dos PVD à efetiva transferência de recursos: “As forma que as Partes que são países em desenvolvimento levarão à prática efetivamente seus compromissos em decorrência da Convenção dependerá da maneira pela qual as Partes que são países desenvolvidos levem à prática efetivamente seus compromissos relativos aos recursos financeiros e a transferência de tecnologia”. Por outro lado, a Convenção reconhece o direito dos países ao crescimento e isso é apresentado pelos PVD como um argumento em favor de não assumir compromissos que possam significar reduzir seus níveis de produção e consumo. “... tendo em conta plenamente as necessidades prioritárias legítimas dos países em desenvolvimento para a conquista de um crescimento econômico sustentável e a erradicação da pobreza (...) e que os países em desenvolvimento, para avançar com esta meta, necessitarão aumentar seu consumo de energia”, como se indica nos primeiros parágrafos da Convenção. “... e se terá em conta plenamente que o desenvolvimento econômico e social e a erradicação da pobreza são as prioridades primeiras e essenciais das Partes que são países em desenvolvimento” diz o documento em seu artigo 4.
Um dos principais desacordos no seio da Convenção gira em torno da forma de colocar em prática o princípio das “responsabilidades comuns, porém diferenciadas e as respectivas capacidades”. De acordo com este princípio, os maiores responsáveis (pelo aquecimento global) e que possuem maiores capacidades (econômicas, tecnológicas, institucionais, etc) têm que fazer esforços maiores. Como contrapartida, os países com menores responsabilidades e capacidades não deveriam ter compromissos de redução e seriam os primeiros beneficiários na hora da transferência de recursos. O problema é a forma como são medidas as responsabilidades e capacidades. Em relação ao primeiro ponto, o Brasil tem sustentado, já desde o mesmo momento em que se firmou a Convenção, que as responsabilidades não devem ser medidas em função das emissões atuais dos países, e sim em função das emissões “históricas”. O fundamento desta posição é que o problema da mudança climática não deriva das emissões atuais, mas sim da acumulação de gases na atmosfera ao longo dos anos. Sob essa ótica, as emissões dos PD resultam sempre superiores que as dos PVD. Como conseqüência, esses últimos não teriam maiores responsabilidades e, portanto ficariam eximidos de realizar qualquer esforço de redução. Outro enfoque – que é sustentado principalmente pela China – defende que não se pode utilizar como indicador de responsabilidade as emissões por países em termos absolutos, mas que deve ser feita uma base ponderada em relação aos habitantes de cada nação. Isto é, que se tome como indicador de referência às emissões per capta. De acordo com este enfoque, quando esse indicador é utilizado, a China que hoje figura como o primeiro países em emissões, cai para o meio dessa lista. Em relação à forma de medir as “capacidades”, os indicadores mais freqüentemente evocados são: o Produto Interno Bruto, o Índice de Desenvolvimento Humano, o potencial de mitigação e a intensidade energética – ou uma combinação de vários deles. Esta discussão é importante não tanto para determinar os esforços de mitigação que devem fazer os países, e mais para determinar a distribuição dos fundos e tecnologia a ser transferidos dos PD aos PVD. E esse é um tema de intensos debates não apenas entre PD e PVD, mas também no plano interno desses últimos. A Bolívia apresentou nesse ano no seio da Convenção uma interessante proposta que articula as responsabilidades históricas e as emissões per capita para estabelecer os níveis de transferência de recursos e compromissos de redução 2.
Não se pode analisar o debate a respeito da Convenção e os motivos do estancamento atual das negociações se não forem descritos brevemente os agrupamentos de países que co-existem no meio internacional. Até o momento, temos esquematizado a análise dividindo ao conjunto de países que são partes da Convenção em “Desenvolvidos” e “Em Vias de Desenvolvimento”. A esta altura da análise é necessário aprofundar um pouco mais e destingir pelo menos os agrupamentos principais: a União Européia, o Grupo “Guarda-chuva”, o G77 + China, o grupo PMD e a AOSIS. União Européia Os 27 estados que atualmente compõem a União Européia atuam em bloco no interior da Convenção. É importante destacar como bloco regional economicamente integrado, este grupo é em si mesmo uma Parte da Convenção, que inclusive possui um compromisso de redução unificado no marco do Protocolo de Quioto. A União Européia, tanto em Quioto como no processo atual, é o grupo de PD que propôs os mais altos níveis de redução de emissões. Grupo Guarda-chuva Este grupo (Umbrella Group) está integrado pela maioria dos PD que não são parte da União Européia: Austrália, Canadá, Islândia, Japão, Nova Zelândia, Noruega, Rússia, Ucrânia e Estados Unidos. Em geral, foi o grupo mais reticente a assumir maiores compromissos no âmbito da Convenção. G77 + China Este grupo foi criado em 1964 no contexto da Conferência das Nações Unidas sobre Comércio e Desenvolvimento (UNCTAD, nas siglas em inglês). Atualmente, é composto por cerca de 130 países e pode-se dizer que representa a totalidade dos países em vias de desenvolvimento. Nas negociações sobre mudanças climáticas, se configura como um grupo conflituoso, pois é composto por países altamente emissores (como China), países relativamente ricos cujas economias dependem substancialmente do petróleo (Arábia Saudita, Kuait, Catar, etc.) e países muito pobres e vulneráveis ao fenômeno (como Bangladesh). PMD O grupo dos países menos desenvolvidos (PMD) é parte do G77 + China e tem solapamentos com os dois grupos que serão mencionados adiante: a AOSIS e o Grupo Africano. É integrado pelos 49 países mais pobres do mundo e, claro, sua principal preocupação na Convenção é a transferência de recursos para o desenvolvimento e para a adaptação a mudança climática. AOSIS A Aliança de Pequenos Estados Insulares (AOSIS, nas siglas em inglês) é uma coalizão de 43 pequenos países localizados em ilhas de terras baixas e particularmente vulneráveis ao aumento do nível do mar. É o grupo que promove a necessidade de maiores compromissos de redução aos países industrializados. O Grupo Africano (países da África), e o Grupo de Integridade Ambiental (México, Coréia e Suíça) e alguns outros agrupamentos que atuam eventualmente na Convenção – como a Organização de Países Exportadores de Petróleo (OPEP) ou a Liga Árabe – completam o quadro dos agrupamentos da Convenção.
Nesse contexto de agrupamentos de países e com o marco de objetivos e princípios da Convenção é possível estabelecer os principais eixos de debate neste processo até a COP 15 de Copenhague: 1) O nível de redução de emissões que devem se comprometer os PD. Os PD propõem metas de redução muito abaixo dos níveis necessários de acordo com o IPCC. A União Européia é quem está fazendo a maior oferta, que consiste em uma redução de 30%3 se os demais países assumirem compromissos similares e de 20% caso contrário. O Grupo Guarda-chuva não tem uma posição comum, mas seus países fizeram ofertas muito menores. Por exemplo, o Japão propôs uma redução de 8% e os Estados Unidos, 0%. Os PVD em geral estão requerendo reduções de 45% para os PD. 2) Compromissos que devem assumir as maiores economias dos PVD. Os PVD – particularmente através das declarações do G77 + China – não aceitam nenhuma forma de diferenciação entre seus países que obrigue apenas parte deles a se comprometerem com qualquer forma de redução. Em geral, argumentam que não são os responsáveis do problema e, portanto não corresponde a eles encarregar-se da questão. Os PD, como mencionado anteriormente, entendem que de nada servirão suas reduções se não há alguma contrapartida nesse sentido por parte dos PVD, em virtude das emissões projetadas para estes países na década. Um novo instrumento que está sendo debatido para resolver esta diferença são as Ações Nacionais de Mitigação Apropriadas (NAMAs, na sigla em inglês), um plano de mitigação voluntário pelo qual os PVD devem se comprometer e que seria monitorado internacionalmente. 3) Mecanismos de flexibilização que possam ser acessados pelos PD para cumprir com seus compromissos através do mercado de carbono. O mecanismo de mercado de carbono que vincula os PD com os PVD é o Mecanismo de Desenvolvimento Limpo, que apresentou uma série de falhas importantes ao longo de seus anos de funcionamento e, por essa razão, necessária de uma profunda modificação de sua arquitetura para que de fato atinja os objetivos de ajudar os PD a cumprirem seus compromissos e contribuir com o desenvolvimento sustentável dos PVD. Entre os principais temas em debate está a inclusão de novas atividades até agora não permitidas sob este mecanismo, como a energia nuclear, as tecnologias de captura e armazenamento de carbono e a redução de emissões oriundas do desmatamento e degradação de florestas (REDD). Este último é motivo de grandes controvérsias, uma vez que o desmatamento é uma das principais causas de emissões nos PVD, e gera muitas dúvidas acerca de sua implementação e controle, para que o mecanismo seja efetivo e não tenha impactos sociais e ambientais negativos. 4) Instrumentos e quantia para a transferência de recursos financeiros e tecnológicos aos PVD. Quanto aos mecanismos e instrumentos de transferência de recursos, existem várias propostas, mas nenhuma em consenso. O problema principal neste tema continua sendo o tamanho do compromisso dos PD, que até o momento foi extremamente baixo para as necessidades de adaptação e desenvolvimento dos PVD.
Em virtude do que foi anteriormente exposto, é difícil imaginar o resultado de um acordo substancioso ao final da reunião de Copenhague. As distâncias entre os diferentes interesses são demasiado grandes e os custos derivados das diferentes opções serão significativos. Porém, por outro lado, a CQNUMC está obrigada a apresentar algum tipo de resultado após um processo tão longo e custoso. O mais provável é que se chegue a um acordo pouco ambicioso, que inclua baixas metas de redução de emissões de GEE por parte dos PD, amplos mecanismos de flexibilização, compromissos voluntários dos PVD pela via das NAMAs e escassos fundos para transferência de tecnologias e recursos financeiros dos PD aos PVD. Evidentemente será um acordo que não será eficaz para cumprir com o desenvolvimento sustentável dos PVD. De forma similar a Quioto, não será alcançado o acordo necessário, mas sim o possível no contexto da atual política internacional. Será um passo a mais, porém muito curto diante de um problema global que exige longas pernadas, quando não uma feroz corrida contra o relógio. 1 Uma interessante compilação das tendências pode ser vista no site do World Resources Institute: The Climate Analysis Indicators Tool http://cait.wri.org. 2 Veja posição da Bolívia em http://unfccc.int/resource/docs/2009/awglca6/eng/misc04p01.pdf 3 Neste artigo as percentagens de redução se referem a uma meta para o ano de 2020 sobre os níveis de emissões do ano 1990. * Gerado Honty é pesquisador em temas de energia e mudança climática do CLAES (Centro Latino-americano de Ecologia Social), Uruguay. Artigo originalmente
publicado em espanhol na Revista America Latina en Movimiento (www.alainet.org) Entrevista José Goldemberg
Entrevista
José GoldembergO físico José Goldemberg é um dos principais cientistas brasileiros especializado em produção de energia. Foi reitor da Universidade de São Paulo, secretário de meio ambiente do governo paulista e ministro da Educação. Em 2008, recebeu o Prêmio Planeta Azul, considerado o Nobel do Meio Ambiente. Nesta entrevista, ele discorre sobre o aumento de prestígio das energias renováveis no cenário mundial e faz uma avaliação sobre os rumos da política energética brasileira. Atualmente 80% do consumo energético mundial é abastecido por combustíveis fósseis. É possível operar alterações necessárias na matriz energética mundial para minimizar o aquecimento global a curto, médio ou longo prazo? A União Européia decidiu introduzir em sua matriz energética 20% de energias renováveis até 2020. Essa é a proposta mais realista que existe em andamento. Os Estados Unidos estão discutindo uma lei sobre esse assunto, foi aprovada na Câmara de Representantes, mas ainda precisa passar pelo Senado. Se for aprovada, terá mais ou menos o mesmo efeito da lei européia. Esse cenário traz boas sinalizações. O fato é que as tecnologias existem e já são competitivas. Algumas ainda apresentam elevado custo e não são atrativas para o mercado como, por exemplo, as instalações fotovoltaicas. Contudo, temos a tecnologia eólica e o etanol mostrando que há espaço. A decisão política que foi tomada pelos governos da União Européia e agora pelos EUA aumentará a escala de produção e com isso o preço deve cair. Existem grupos que avaliam que até o ano de 2050 poderemos ter 50% de energia renovável. Porém, isso ainda representa muito tempo. As previsões para o ano 2020, na minha avaliação, são bastante realistas. A Dinamarca e Alemanha comprovam que essas tecnologias funcionam, pois se tornaram competitivas. Aqui no Brasil, alguns espalham rumores de que estas energias renováveis não são competitivas. Porém, se o são na Europa, porque entre nós seria diferente? Como o Brasil pode aproveitar o cenário favorável às energias renováveis ganhar espaço nas negociações internacionais? O Brasil pode comparecer em Copenhagen com uma posição, digamos, moralmente superior. Atualmente as energias renováveis são responsáveis pelo atendimento de 44% da energia consumida no país. Porém, o governo brasileiro precisa ir à Conferência das Partes com propostas firmes de redução das suas emissões. A única coisa que ele fez até agora foi declarar que reduziria o desmatamento na Amazônia. Mas é preciso que essa declaração esteja acompanhada de medidas governamentais e de uma manifestação unificada do governo. Comparecer à Dinamarca com propostas firmes e representativas do conjunto do governo seria um exemplo para outros países, como a China, Índia e Indonésia. Com isso, o Brasil poderia assumir posição de liderança. Ao mesmo tempo em que o país busca essa liderança nas energias renováveis, elabora um Plano Decenal de Energia com ampliação de geração termelétrica. Como essas contradições podem refletir no desempenho do Brasil nas negociações? Esse plano está na contra-mão e precisa ser reformulado. Caso contrário, o Brasil vai perder a oportunidade de aparecer bem em Copenhagen. Evidentemente outros governos e as organizações não-governamentais devem cobrar do país o motivo de decidir sujar sua matriz energética. Esse tipo de decisão do governo precisa ser revista já. De acordo com o Ministério das Minas e Energias, o leilão com termelétricas é uma questão conjuntural, por falta de hidrelétricas licenciadas para suprir a demanda. Esse argumento é aceitável? O governo se esforça, mas o que de fato acontece é que não existem estudos adequados de hidrologia para novas usinas hidrelétricas. Mais uma vez, problemas no planejamento. O Brasil só explorou até hoje 35% do seu potencial hidrelétrico. Ainda tem 65% para explorar, mas é preciso que o governo trabalhe mais e faça os levantamentos para que as usinas hidrelétricas possam ser licitadas. O investimento em energia nuclear também deve ser ponto de cobrança? Acredito que até agora não, pois o governo não tomou nenhuma decisão comprometedora. Claro que Angra 3 deve ser alvo de grandes reclamações. Mas se o governo fizer o lançamento de um grande programa nuclear, isso naturalmente repercutiria extremamente mal. É preciso que o governo entenda que a energia nuclear vai contribuir muito pouco para os problemas de energia do Brasil e não há necessidade de seguir nessa direção. Quando Angra 3 resolver ficar pronta, vai produzir aproximadamente 1 milhão de quilowatts. Isso é cinco vezes menos do que deve produzir a usina hidrelétrica do Rio Madeira. E é também cinco vezes menos do que a energia que será produzida em São Paulo queimando bagaço de cana, que é renovável. Embarcar no caminho da energia nuclear traz controvérsias, tem um custo muito elevado e destoa do rumo que seria mais interessante para o Brasil. A exploração do pré-sal tem um custo muito elevado. Isso pode barrar os investimentos em energias renováveis? O pré-sal claramente é uma sinalização equivocada. Algumas autoridades brasileiras, ligadas à Petrobras, avaliam que o Brasil pode se transformar em um grande país petrolífero, numa época em que toda a indústria do petróleo está sob vigilância cerrada dos ambientalistas e quando há a necessidade de mudar para um modelo menos carbono intensivo. Além disso, esse assunto ainda está no campo da hipótese. O pré-sal não produzirá nenhum petróleo antes de dez anos. De modo que existem questões mais urgentes a serem resolvidas antes – ou seja, se deve investir em renováveis prioritariamente. Outro aspecto é o alto custo da exploração do petróleo. Há pouco tempo o ministro do Meio Ambiente, Carlos Minc, declarou que irá exigir que a exploração do petróleo do pré-sal tenha compensações ambientais. Ou seja, as emissões resultantes da exploração do pré-sal deverão ser compensadas por meio de outras medidas, como por exemplo, a captura de carbono. O problema é isso pode encarecer mais ainda o petróleo do pré-sal. Ainda há risco de apagão no Brasil? Havia até o ano passado, mas como choveu bastante e o risco de apagão foi afastado. Porém, é preciso tomar medidas estruturais, pois a única maneira de proteger o Brasil de futuros apagões é construir usinas hidrelétricas com reservatórios de água, o que deixou de ser feito há muito tempo. Então, não existe um pulmão que garanta a segurança energética na ausência de chuvas. A ausência desse pulmão mostra que o planejamento estratégico na área de energia ainda é falho? Na minha opinião é muito falho. Outro exemplo de falha de planejamento foi a decisão tomada pelo governo de realizar os leilões de energia termelétrica a carvão e óleo combustível. Essa opção é desastrosa para a matriz energética brasileira. É o resultado da orientação que o governo tem dado a essa questão e que precisa mudar rapidamente.
As mulheres mais poderosas do mundoHÉLIO'S BLOG Divulgação Científica In English http://translate.google.com.au/translate?hl=en&sl=pt&ForbesAs mulheres mais poderosas do mundo
A chanceler Alemã, Angela
Merkel, lidera a tradicional lista publicada pela revista Forbes pelo quarto
ano consecutivo. Compartilhe
Leia Mais
August 19 FESTIVAL NACIONAL DE FOLCLORE EM BRASÍLIAAnte Projeto:
FESTIVAL NACIONAL DE FOLCLOREEM BRASÍLIA
Hélio Araújo Silva {5]
Portanto, o Festival Nacional de Folclore, como todas as manifestações de um sonho, mostra-se uma idéia fantasiosa, já adiantada pelo termo Folclore. É um show de fantasia! É uma data para ficar na história e marcar com alegria a vida de um povo tão sofrido com as mazelas do desemprego e da fome. Uma semana para ficar na história de nossas vidas.
Todas as etnias e povos, com os seus mais diversos modos de celebração nas regiões do Brasil (Repentistas, Frevo, Afoxé, Folia de Reis, Catiras, Cirandas, Bumba meu Boi, Cantadores de Coco, etc...) devem concorrer para mostrar a riqueza e a representatividade do nosso Folclore.
Os prêmios:
Os participantes receberão troféus e prêmios em todas as categorias. Troféus e valores em dinheiro para o Primeiro Lugar Geral, para segundos e terceiros lugares, bem como para o Grupo Mais Feliz em todas modalidades...
Será uma oportunidade para comemorar não apenas as músicas, mas as formas e ritmos de cantar. Assim, não há uma única manifestação do País que deva ficar de fora desse concurso. O objetivo: ressaltar a importância de se preservar o Floclore.
O único meio para isso é promovendo um desafio entre os grupos para mostrar os melhores em técnica da Região, município, ou estado. Esse evento deve se realizar em todos os Municípios e Estados, em datas a serem fixadas pelas Comissões Organizadoras de cada entidade. Um Grupo de outro estado não deverá entrar nas disputas em outras regiões além da sua originária. Assim, deverá ser terminantemente vetada a inscrição de um grupo de um determinado estado na competição de outro, sob pena de ser completamente desclassificado do certame. A Ética e a honestidade terão de ser preservadas e observadas.
“Quando a moral é fraca, entram o conceito de delito e a conseqüente sanção legal”.
TODA A RIQUEZA CULTURAL DE UM PAÍS NÃO PODE JAMAIS SER ESQUECIDA POR SEU POVO, É A NOSSA RAIZ. JÁ FALOU UM POETA: “POVO SEM PASSADO NÃO TEM FUTURO””.
J.Krishnamuti afirmou: [3][4] O Homem ignorante não é o sem instrução, mas aquele não conhece si mesmo; e insensato é o homem intelectualmente culto ao crer que os livros, o saber e a autoridade lhe podem dar a compreensão. A compreensão só pode com autoconhecimento...
[1] www.festivalpf.com.br e outras... [2] Celso Furtado, EM BUSCA DE NOVO MODELO. Editora Paz e Terra São Paulo2002. [3] Todo esse e www.conhementosgerais.kit.net e www.festivalpf.com.br [4] J.Krishnamurti, A EDUCAÇÃO E O SIGNIFICADO DA VIDA, Editora Cultrix, São Paulo. [5] Roteirista e Autor Audiovisual/ Screenwriter 1- MILAGREIRO
Em 2011, produção em massa de carros elétricosSetor automobilísticoEm 2011, produção em massa de carros elétricosBetter Place anunciou que dezenas de milhares desses automóveis passarão a ser produzidos anualmenteEm parceria com a Renault, a fabricante norte-americana Better Place está desenvolvendo três modelos de carros elétricos — um sedan, um compacto e uma van — que inicialmente serão comercializados na Dinamarca e em Israel. Na Dinamarca, um carro elétrico irá custar cerca de US$ 38 mil. Segundo a filial dinamarquesa da Better Place, quem comprar um dos seus modelos terá que pagar uma assinatura mensal pelas recargas da bateria, mediante um contrato semelhante ao de uma linha de telefone celular. Cerca de 100 pontos de recarga estarão disponíveis em todo o país, com planos de expansão. Compartilhe: Leia Mais
August 18 A VOZ DO SILÊNCIO Consciência nos atos, pensamentos e sentimentos: o CaminhoA VOZ DO SILÊNCIO Consciência nos atos, pensamentos e sentimentos: o CaminhoWalter Barbosa, Segundo a teosofia, evolução é a viagem da inconsciência para a Consciência, termo este que corresponde à natureza do Ser, que tem a capacidade da compreensão, da “penetrabilidade”, por estar na essência de todas as coisas, sendo por isso a fonte do Amor e da Paz. No sentido inverso, a “inconsciência” refere-se ao desconhecimento de nossa natureza real. Predominando ela, usamos 90% ou mais de nosso tempo e energia com projetos vazios de significação maior - e até com hábitos suicidas. Por outro lado, tudo o que fazemos tem importância, ao menos para levar-nos a uma conclusão fundamental: “Não vale a pena”. Lembro-me de uma frase de Osho referindo-se à ânsia generalizada pelo “conhecimento”, o que acaba sendo útil não somente pelo desenvolvimento mental gerado, mas também para provar-nos que a felicidade não se encontra aí, partindo para esforços mais sérios rumo à meta mais valiosa de todas: o autoconhecimento. Justificando a frase “tudo está certo como está”, há ainda outra razão para a relativa importância de tudo: é pelo mergulho na negatividade da ilusão que o “Filho Pródigo” chega ao conhecimento e domínio da matéria em si mesmo (essência do Poder). Isso nos leva a “ter consciência de”, o que vai muito além de “rotular”. Só a consciência gera transformação. Um amigo meu, pessoa já idosa e com certa cultura, disse-me ter só recentemente se conscientizado da importância de um hábito muito simples: o uso do fio dental. A essa altura, porém - lamentou - já havia perdido a maioria dos dentes naturais. Aí, perguntei a mim mesmo: “De que maneira escovo meus dentes? Será que ponho atenção nisso (isto é, consciência), ou estou completamente alheio, planejando o que vou fazer em seguida, às vezes já com um pé fora de casa, correndo para o trabalho?” A nota que dei a mim mesmo, em matéria de “autoconsciência”, infelizmente não foi superior à que poderia ter dado ao meu amigo. Essencialmente, autoconhecimento é autoconsciência, abrangendo, de um lado, físico, emoção e mente - conjunto chamado “não-eu” - e, de outro, a percepção do Eu (saber o que “não somos” ajuda a descobrir o que “somos”). Poderíamos exemplificar com o ato de escovar os dentes. Se eu fizer isso com plena atenção, estarei acompanhando o trajeto da escova em minha boca. Não preciso pensar a respeito. Estarei “lá”, serei talvez a mão ou própria escova. Um ato simples como esse contribui para a “plenitude” não apenas da saúde de minha boca, mas também de minha alma, com relaxamento e paz, pois no fundo significa “meditar”, ou seja, atuar com presença, sem julgamento ou expectativa, sendo a própria ação. Ao colocar “presença” em nossos atos, assumimos a posição do Eu - o Ser ou Consciência - passando a usar nossos corpos, em lugar de sermos usados por eles. Isso vale igualmente para emoções e pensamentos. Sentimentos destrutivos - como vingança e ira - tendem a desaparecer quando colocamos consciência neles, simplesmente observando-os, sentindo a região afetada no corpo (geralmente sob tensão) e vendo-a afrouxar junto com o sentimento. Lembrando o Professor Ravi Ravindra, a jornada consciencial não precisa de rituais ou templos para acontecer. Desde que estejamos “presentes”, constrói-se mesmo nas situações triviais, nos mais simples relacionamentos, não obstante - pelo esforço concentrado de “auto-observação” que a meditação encerra - dedicar-nos a ela habitualmente, em um momento “especial”, signifique um formidável impulso na viagem da inconsciência para a Consciência. ATIVIDADES – Curso “Introdução à Teosofia e Meditação” (gratuito), práticas de Yoga. Palestras aos sábados, 18 horas, na Rua Pernambuco, 824, São Francisco. No site “www.educbesant.org.br” participe do “Fórum de Mães e Pais”, ajudando a construir caminhos de maior consciência para o trabalho educativo. Contatos: (67) 9988-1010. August 17 IBM usará DNA humanoSetor tecnológicoIBM
usará DNA humano como modelo para novos chipsDecisão reflete corrida dos fabricantes para desenvolver chips cada vez menores e mais baratos, com os designers lutando para reduzir os custos. Os designers da IBM estão se inspirando no DNA humano para desenvolver a estrutura da próxima geração de chips de computadores, telefones celulares e outros dispositivos eletrônicos. As nanoestruturas artificiais de DNA, ou “origami de DNA”, podem ser modelos baratos para a fabricação de chips minúsculos. Segundo Spike Narayan, diretor de pesquisa da IBM, “essa é a primeira demonstração do uso de moléculas biológicas para ajudar na produção do setor de semicondutores”. Compartilhe
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August 16 Tragédia da vida privada no comunismoHistória![]() Tragédia da vida privada no comunismoThe Whisperers conta o terror da vida em sociedade na Rússia StalinistaKonstantin Simonov tinha uma vida incomum na sociedade russa stalinista. Para começar, tinha carro próprio e não dividia seu apartamento com outras famílias. Simonov era o poeta preferido de Josef Stálin (1876 – 1953) e, como tal, teve o privilégio de relativa privacidade, um luxo praticamente inexistente na Rússia de 1924 a 1953. Ao mesmo tempo em que amava Stálin, Simonov o odiava. Durante sua vida ele viu o ditador enviar milhares de outros poetas e artistas para campos de trabalho forçado, ou para a morte. Havia sempre a possibilidade de que Simonov fosse o próximo. Uma vida em constante vigília, tanto de si mesmo quanto dos outros. Falando sempre aos sussurros, porque a língua matava tão rápido quanto balas. A história de Simonov é apenas mais uma dentre centenas que se encontram no livro Aos Sussurros, do historiador Orlando Figes, que deve ser lançado ainda neste ano pela Editora Record. O livro é um estudo da vida privada no experimento fracassado que foi a sociedade comunista, ou — como Figes descreve em outra de suas obras: “foi a tragédia de um povo.” Dizer que se trata de um estudo sobre a vida privada pode ser um exagero, pois a privacidade como nós conhecemos hoje não existiu dentro do regime. As pessoas comuns viviam em “apartamentos comunais”. Estas habitações podiam abrigar até dez famílias em um mesmo quarto. Casais muitas vezes tinham apenas um lençol separando-os um dos outros. Criados com o pretexto de estimular a fraternidade entre os homens, os apartamentos foram responsáveis por incontáveis mortes. Moradores denunciavam vizinhos à polícia secreta para ganhar um pouco mais de espaço. Arquipélago Gulag, livro do escritor ganhador do Nobel Alexander Soljenítsin, conta como era a vida nos campos de trabalhos forçados. Ele fala da experiência devastadora que foi a vida nestes locais para os sentenciados que podiam ficar lá até duas décadas. Aos Sussurros mostra que a vida em liberdade era um tormento psicológico tão grande quanto os tormentos físicos do Gulag. Figes entrevistou pessoas que viveram no regime, e não foi surpresa que muitos tenham relutado em falar. Eles ainda temem uma polícia secreta extinta há 20 anos. Segundo o autor, o regime se alimentou dos piores instintos do ser humano. O medo, a traição e a mesquinharia se proliferavam em um ambiente onde todos eram informantes e ao mesmo tempo traidores da pátria (kuláks). O livro, em suas 700 páginas, aborda em profundidade os efeitos na família e na sociedade. A relação entre pai e filho, marido e mulher, mudou da afetividade para uma vigilância constante do comportamento dos próprios parentes. Ter um pai kulák era ter um pé no Gulag, e renunciar a ele se tornava uma obrigação para avançar na carreira. As relações sociais se tornaram tão temidas e perigosas que Konstantin Simonov teve seu grande sucesso quando foi contra as convenções de poemas exaltando o comunismo, Lênin e Stálin, e escreveu uma poesia simplória: Espere por mim. A canção pedia que as mulheres esperassem os homens que estavam na Segunda Guerra. O poema se tornou uma peça, um filme e ganhou lugar nos diários de quase todos os russos na guerra. O período, aliás, foi um dos grandes momentos de libertação dos russos. No campo de batalha não houve espaço para intrigas, e muitos reencontraram sentimentos simples como o de fraternidade e liberdade de expressão relativa. A rede de medo e espiões que Stálin criou o manteve no poder até a morte. Na verdade, ela pode até ter acelerado a mesma. O livro conta como a paranóia do ditador em relação a uma conspiração de médicos judeus — criada por ele — teria impedido que fosse socorrido quando caiu vítima de um derrame cerebral. Agora, mais de cinco décadas depois de sua morte, o povo russo ensaia uma reabilitação do ditador. Talvez eles devessem ler mais Orlando Figes. Escrito por: Fábio Teixeira
Leia Mais Casados e independentes. É possível? O breve degelo cultural soviético Por que tantos produtos chineses são de baixa qualidade?
August 13 HypeScience.comO TecnoCientista agora se chama Um medicamento feito para melhorar a memória parece ativar um mecanismo natural no cérebro que reverte completamente a perda de memória relacionada à idade, mesmo depois de ter saído do corpo, de acordo com pesquisadores da Universidade da Califórnia em Irvine. O TecnoCientista agora se chama E está com novos e fantásticos recursos, além de um Migrações: Perseguição a chineses ao redor do mundoMigraçõesPerseguição a chineses ao redor do mundo
Os investimentos da China vêm sendo bem-vindos nos países em desenvolvimento; os trabalhadores chineses, nem tanto. Nos últimos meses a Argélia e Papua Nova Guiné foram palco de violências contra comunidades de chineses expatriados, com saques às suas lojas e saldo de vários feridos. O mais grave incidente desse tipo, no entanto, aconteceu em 2006 nas Ilhas Salomão, na sequência de uma eleição na qual muitos políticos foram acusados de receber propina de empresários chineses. O ressentimento vem, dentre outros motivos, do impacto das exportações chinesas sobre a indústria local e do fato de que os chineses aceitam receber menos do que os trabalhadores locais, “roubando-lhes” os postos de trabalho. A pressão interna em razão do crescente número de ataques a cidadãos chineses pode levar a China a abandonar sua política de não-intervenção em Estados soberanos. Compartilhe Leia Mais
Curso de Especialização em Desenvolvimento SustentávelDivulgação Científica In English http://translate.google.com.au/translate?hl=en&sl=pt&
August 12 Hiroshima rememora aniversário da bomba atômica
Blogueiros também sofrem na VenezuelaBlogueiros também sofrem na Venezuela
Citando "um punhado de fontes", o Artigo XIX acrescenta (PDF) aos ataques à imprensa do governo de Hugo Chávez o caso do blogueiro Alexis Marrero. Ele teria sido informado sobre um mandado de prisão contra ele emitido no último dia de julho, embora até agora ainda não tenha sido preso. No início do ano, Marrero foi convocado a comparecer ao escritório do Ministério Público, quando ficou sabendo que uma investigação estava em curso contra ele, supostamente por causa de um post em seu blog em que ele clama "Basta de miséria. Basta do traidor. Morte a Hugo Chávez". Chávez diz que nenhum país compete com a Venezuela em liberdade de expressão
Logo após o seu governo ter fechado dezenas de rádios e de ter sido criticado por sua ofensiva contra a mídia privada, Hugo Chávez afirmou que nenhum país "pode competir em liberdade de expressão" com a Venezuela, informa a AFP. "É difícil que exista um país que possa competir com o nosso de igual para igual em liberdade de expressão. Estou feliz por isto, não estou preocupado", disse Chávez durante um ato público transmitido pelo canal oficial VTV. No entanto, acrescenta o El Nacional, o país também tem presenciado uma ofensiva judicial contra jornalistas. A perseguição está relacionada à entrada em vigência em 2005 da reforma parcial do Código Penal, que incluiu os chamados delitos de opinião, dispositivos que limitam a liberdade de expressão, diz o jornal.
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August 10 Europa sob ameaça de bomba relógio demográficaDivulgação Científica In English http://translate.google.com.au/translate?hl=en&sl=pt&Imigrantes
Europa sob ameaça de bomba relógio demográfica
Um recente afluxo de imigrantes, incluindo milhões de muçulmanos, irá transformar o continente ao longo das próximas duas décadas. Os números são impressionantes. Em 1998 apenas 3,2% da população da Espanha era de estrangeiros. Em 2007, a proporção foi de 13,4%. A população muçulmana da Europa mais do que duplicou nos últimos 30 anos, e duplicará novamente até 2015. Em Bruxelas, os sete nomes mais usados para batizar bebês do sexo masculino vêm sendo Mohamed, Adam, Rayan, Ayoub, Mehdi, Amine e Hamza. A baixa taxa de natalidade entre os brancos europeus e a rápida multiplicação dos imigrantes irá mudar a essência da cultura e da sociedade europeias, com implicações de grande alcance na educação, habitação, assistência social, trabalho, artes e tudo mais. O impacto pode se dar até sobre a política externa, com consequências para as relações entre a Europa e os EUA. Compartilhe Leia Mais
August 09 A grande questão da energia nuclearNão-proliferaçãoA grande questão da energia nuclear![]() Como impedir que as tecnologias nucleares usadas com legitimidade para produzir eletricidade sejam instrumentalizadas para produzir bombas atômicas? Governos da Ásia, Oriente Médio, África e América Latina estão ansiosos para entrar no setor nuclear, embora a crise econômica deva retardar um pouco seus planos. A preocupação é que nem todos visam apenas formas alternativas de suprir a demanda energética, e a incapacidade da comunidade internacional para impedir que a Coreia do Norte e o Irã façam mau uso da energia atômica não traz boas perspectivas. A fim de dissuadir outras nações a seguirem os passos do Irã, alguns governos as vêm atraindo para outros caminhos. É o caso de um acordo entre os EUA e os Emirados Árabes Unidos (EAU) que deve entrar em vigor em outubro, segundo o qual os norte-americanos venderão tecnologia nuclear aos emirados em troca da promessa de que não haverá enriquecimento de urânio nos EAU. Os EUA esperam que esse acordo sirva como um modelo de boas práticas quanto à questão nuclear. Os EssêniosDivulgação Científica In English A Doutrina do Deserto Manuscrito achado no
Eles respeitavam a vida acima de tudo, escreveram os mais antigos textos Por Rafael Kenski e Duda Teixeira Em 1923, o Edmond Szekely obteve permissão para pesquisar os arquivos secretos do Vaticano. Estava à procura de livros que teriam influenciado São Francisco de Assis. Curioso e encantado, vagou pelos mais de 40 quilômetros de estantes com pergaminhos e papiros milenares. Viu evangelhos nunca publicados e manuscritos originais de muitos santos e apóstolos, condenados a permanecer escondidos para sempre. De todas essas raridades, uma obra em especial lhe chamou a atenção. Era o Evangelho Essênio da Paz. O livro teria sido escrito pelo apóstolo João e narrava passagens desconhecidas da vida de Jesus Cristo, apresentado ali como o principal líder de uma seita judaica até então pouco comentada - os essênios. Szekely não perdeu tempo. Traduziu o texto e o publicou em quatro volumes. Sentindo-se traída pelo pesquisador, a Igreja o excomungou. Manuscrito achado no Ouseley ficou eufórico e saiu espalhando que tinha descoberto o verdadeiro Novo Testamento. Afirmava que a Bíblia estava incorreta, pois Cristo era um essênio que defendia a reencarnação e o vegetarianismo. Se hoje essa tese soa estranha, dizer isso na Inglaterra vitoriana do século XIX era blasfêmia da pior espécie. Resultado: os conservadores atearam fogo na casa de Ouseley e o original foi destruído.
E o ano 68 da nossa era guardavam as mais antigas cópias do Antigo Testamento, calendários e textos da Bíblia. Perto das cavernas, em Qumran, estavam as ruínas de um monastério essênio e um cemitério com cerca de 1200 esqueletos, quase todos masculinos. Os monges do deserto É possível conhecer o dia-a-dia dos essênios a partir do legado do historiador judeu Flávio Josefo (37-100). Aos 16 anos Josefo recebeu lições de um mestre essênio, com quem viveu durante três anos. Os membros da seita acordavam antes do nascer do sol. Permaneciam em silencio e faziam suas preces até o momento em que um mestre dividia as tarefas entre eles de acordo com a aptidão de cada um. Trabalhavam durante 5 horas em atividades como o cultivo de vegetais ou o estudo das Escrituras. Terminadas as tarefas, banhavam-se em água fria e vestiam túnicas brancas. Comiam uma refeição em absoluto silêncio, só quebrado pelas orações recitadas pelo sacerdote no início e no fim. Retiravam então a túnica branca, considerada sagrada, e retornavam ao trabalho até o pôr-do-sol. Tomavam outro banho e jantavam com a mesma cerimônia.
A água também era canalizada para os banhos rituais, que eles tomavam duas vezes ao dia para se redimir dos pecados e das impurezas do corpo. O ritual consistia em relatar todas as faltas e então submergir. "Essa prática influenciou o batismo e a confissão dos católicos", diz a historiadora Ruth Lespel, da Universidade de São Paulo. Outro ponto em comum entre os essênios e o catolicismo seria a figura de São João Batista, o profeta que batizou Jesus Cristo. O santo promovia batismos no Rio Jordão numa região próxima a Qumran. Afirmar que Jesus se alimentava apenas de vegetais é ainda mais complicado. "Eu duvido muito que Cristo tenha sido vegetariano, pois ele celebrou a páscoa judaica, que envolve alimentos como ovo, patas de cordeiro e frango", diz Vanderkam. Fernando Travi, líder da pequena igreja essênia do Brasil, tem um ponto de vista oposto ao de Vanderkam. "Cristo pregava o amor a todos os seres vivos e não matava animais para aliviar a sua fome", afirma. Assim como ele, os seguidores de Szekely e Ouseley duvidam da veracidade das passagens do Novo Testamento em que Jesus se alimenta de carne. Eles acreditam que essas histórias não passam de invenções criadas pelo apóstolo Paulo, já na segunda metade do século I. A doutrina do vegetarianismo não seria bem recebida pelos judeus, acostumados a fazer sacrifícios e a comer carne, e Paulo teria modificado os evangelhos para tornar o cristianismo mais popular. Um exemplo dessas alterações estaria na passagem do Novo Testamento em que Jesus multiplica pães e peixes para alimentar uma multidão. O Evangelho dos Doze Santos, encontrado por Ouseley traz uma outra versão desse milagre, na qual os peixes são substituídos por uvas.
Segundo Josefo, os essênios existiam em grande número em diversas cidades da Judéia. Mas algumas variações da seita podem ter ocupado regiões ainda mais distantes. Uma comunidade egípcia do século 1, os terapeutas, possuía um modo de vida semelhante ao da seita de Qumran e a mesma divisão entre luz e trevas. Também é possível que ebionitas e nazarenos, duas das primeiras seitas cristãs, sejam descendentes dos essênios. Há quem acredite que os nazarenos formaram uma grande comunidade em Monte Carmel, no norte da Israel atual, que seguia os ensinamentos de Qumran, mas com algumas diferenças. As regras seriam muito próximas daquelas encontradas nos escritos de Szekely e Ouseley. Ao contrário de Qumran, eles não praticavam o celibato e até mesmo formavam famílias. Fanáticos pelo princípio de amar todos os seres vivos, eram muito mais rigorosos em relação ao vegetarianismo: não comiam peixes nem matavam os vegetais para comer (comiam folhas de alface, por exemplo, sem arrancar o pé!). Para os essênios, as
Flavio Josefo Historiador judeu do século I, maior referência sobre os essênios até a descoberta dos Manuscritos do Mar Morto. A Filosofia Essênia Szekely pesquisou o pensamento dos essênios durante toda a vida. Uma de suas principais obras é a tradução de um manuscrito encontrado em 1785 pelo historiador francês Constantine Volney em viagens pelo Egito e pela Síria. É um diálogo entre Josefo e o mestre essênio Banus a respeito das leis da natureza. Eis alguns trechos: Os Essênios Hoje Em 1984, o teólogo e filósofo americano Abba Nazariah fundou a Igreja Essênia de Cristo na cidade de Creswell, no Estado do Oregon, Estados Unidos. Tudo começou em 1966, quando tinha apenas 8 anos de idade. Naquele ano, Abba, que então se chamava David Owen, teria recebido a visita de Jesus Cristo, que, em carne e osso, teria lhe passado a missão de preparar a sua segunda vinda à Terra. Mais tarde, com 17 anos, Owen teria encontrado um egípcio de nome Zadok pedindo carona numa estrada da Califórnia, sentado na posição de lótus-a mesma do Buda. Ele afirmava ser um essênio e acabou ajudando Owen a formar a nova igreja. Desde então, Abba (o nome significa "pai" em aramaico) tem professado sua teoria e recrutado muitos seguidores. Seus adeptos vivem hoje de acordo com os ensinamentos contidos nas obras de Szekely e Ouseley. Diferentemente dos antigos habitantes da Judéia, os fiéis de hoje não habitam monastérios, mas, assim como os que os precederam, estudam com rigor as escrituras sagradas e reservam o shabbath ao descanso e às orações. Paraísos Fiscais: Fecha-se o cerco aos bancos suíçosDivulgação Científica In English http://translate.google.com.au/translate?hl=en&sl=pt& |
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