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日志


9月29日

Berlim 1989-2009: As tragédias do muro

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Peter Fecht é carregado por seus algozes, os guardas de fronteira da RDA


Berlim 1989-2009

As tragédias do muro

Histórias das travessias proibidas que acabaram bem-sucedidas, e das fugas desesperadas que não tiveram o mesmo destino.

Por Hugo Souza.

...

No dia 15 de agosto de 1961 Conrad Schumann foi designado para cuidar que ninguém atravessasse a cerca de arames farpados da Bernauer Strasse, em Berlim, nos idos em que o muro ainda não era muro, mas apenas uma rede de alambrados provisórios, que desde então, e literalmente, dividiam a cidade em metades politicamente antagônicas. Soldado da República Democrática Alemã (RDA), a comunista, Schumann não pensou duas vezes quando se viu sozinho montando guarda na fronteira em construção: jogou seu fuzil para o lado e escapuliu para a metade ocidental. Parece piada, mas foi realmente uma das primeiras fugas da RDA pelo Muro de Berlim, antes mesmo de o muro propriamente dito estar completamente de pé.

Naqueles tempos pré-muro, ou de muro cheirando a cimento fresco, as tensões da divisão de fato da Alemanha em Alemanhas apenas começavam, mas a linha divisória mais famosa da história já servia de palco para algumas das maiores tensões da Guerra Fria, como as semanas a fio em que tanques norte-americanos e soviéticos permaneceram estacionados frente a frente no Checkpoint Charlie, o mais famoso posto de controle do Muro de Berlim.

Em seguida, muitas outras fugas, algumas célebres, repetiram-se ao longo dos 28 anos de 155 quilômetros de concreto que separavam um povo em dois. Em 1963, um grupo começou a construir sob o muro um túnel de 145 metros de extensão e 80 centímetros de diâmetro, pelo qual nos dia 3 e 4 de outubro de 1964 nada menos do que 57 pessoas deixaram a RDA antes que a polícia do regime descobrisse o vazamento, por assim dizer. Muitos anos mais tarde, duas famílias da Alemanha Oriental passaram despercebidas pelos guardas a bordo de um balão de ar quente, cruzando a fronteira pelo céu na noite do dia 16 para o dia 17 de setembro de 1979.

Muitos outros não tiveram a mesma sorte. Pelo menos 136 pessoas foram mortas em incidentes que aconteceram entre 1961 e 1989 junto ao muro de Berlim. A maioria era de homens jovens, com idades entre 16 e 30 anos. Noventa e nove delas foram mortas enquanto tentavam passar do lado oriental para o lado ocidental. Os dados são do Centro de Pesquisa de História Contemporânea  de Potsdam.

Assim como as fugas, houve também vítimas célebres dos guardas de fronteira. A primeira vítima fatal dos disparos de soldados da República Democrática Alemã chamava-se Günter Litfin, alvejado no dia 24 de agosto de 1961. Outro caso de maior repercussão foi o de Peter Fechter, que tombou morto perto do Checkpoint Charlie no dia 17 de agosto de 1962, quando tentava ir para o lado ocidental a fim de procurar a irmã. Tinha 18 anos de idade.

Entre os mortos estão também oito guardas de fronteira da RDA, como Reinhold Huhn, assassinado também em 1962, no dia 18 de junho, por um Fluchthelfer (pessoas que ajudavam cidadãos do leste a atravessar a fronteira ilegalmente). Em fevereiro de 1989, nove meses antes da  queda, o Muro de Berlim fazia sua última vítima fatal, um jovem de 20 anos chamado Chris Gueffroy, que tentou fugir acreditando na informação passada a ele por um soldado de que a ordem para atirar havia sido suspensa.

Não havia. A Schiessbefehl (”ordem de atirar”, em português) persistia. Esta determinação da cúpula do regime comunista da Alemanha Oriental rendeu processos judiciais que se arrastaram até o ano de 2004. Os chamados “processos de Schiessbefehl”, de responsabilização pelas mortes por disparos saídos dos fuzis dos guardas do muro, terminaram com 11 condenados à prisão e 35 absolvidos, entre militares e políticos da RDA.

Hoje, na frente do museu do Checkpoint Charlie — o posto de controle onde Peter Fechter perdeu a vida enquanto tentava resolver um drama familiar — um berlinense chamado Wolfgang Kolditz ganha a vida se fantasiando de guarda de fronteira e carimbando postais comprados por turistas que visitam aquela que permanecerá para sempre como a mais famosa cidade partida da história, ainda que atualmente os muros pós-Guerra Fria continuem fazendo vítimas que já não gozam de tanto glamour póstumo.

Escrito por: Hugo Souza

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Gelo da Antártica aumentaria nível do mar em 57 metros

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Fonte: Reuters

Mudança Climática

Gelo da Antártica aumentaria nível do mar em 57 metros

As mudanças climáticas estão transformando o gelo da Antártica em um dos maiores problemas para os próximos séculos, já que mesmo um degelo em pequena escala poderá aumentar o nível dos mares.

Os cientistas atualmente estão tentando projetar sistemas de experimentos com tecnologia cada vez mais avançada, como o uso de radares, lasers, robôs ou equipamentos com capacidade de perfurar até 3 quilômetros de gelo, com o objetivo de entender melhor a magnitude desses riscos. Todo o gelo teria capacidade de aumentar o nível do mar em 57 metros, se descongelasse.

“Se o nível dos mares terá alguns metros a mais, a geografia do planeta será alterada”, segundo Rajendra Pachauri, diretora do Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas (IPCC), da ONU.

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9月28日

Ricos 'devem' US$ 34 bi anuais para ODM

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Ricos 'devem' US$ 34 bi anuais para ODM

Países desenvolvidos fizeram investimento recorde em assistência em 2008, mas valores estão abaixo do previsto nos Objetivos do Milênio




Objetivos do Milênio
São oito e estão subdividido em metas socioeconômicas que os países-membros da ONU se comprometeram a cumprir até 2015. Os objetivos e dados de acompanhamento de sua evolução estão disponíveis on-line.
Íntegra do relatório
O relatório, intitulado "Fortalecer a aliança mundial para o desenvolvimento em uma época de crise", está disponível em espanhol, inglês e francês.








 

Para cumprirem o compromisso assumido por seus governantes, os países de renda elevada precisam aumentar sua ajuda anual aos países não desenvolvidos em US$ 34,7 bilhões em 2009 e 2010, afirma um relatório elaborado por um grupo de estudos da ONU que inclui FMI, Banco Mundial, Organização Mundial de Comércio e OCDE (Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico). O valor equivale a 2,8% dos gastos militares globais.

As nações ricas têm falhado em suas promessas feitas em dois acordos internacionais. Na cúpula do G-8 em Gleneagles, em 2005, elas se comprometeram a investir anualmente US$ 154,5 bilhões (em valores de 2008) no que a ONU chama de ajuda oficial para o desenvolvimento, que inclui perdão da dívida, assistência humanitária, ajuda multilateral e projetos de desenvolvimento, programas e cooperação técnica bilaterais. No ano passado, porém, a ajuda foi de US$ 119,8 bilhões — e foi recorde.

Além disso, a grande maioria desses países tem descumprido sistematicamente a promessa de destinar 0,7% de seu PIB à ajuda ao desenvolvimento.Esse compromisso foi assumido nos Objetivos de Desenvolvimento do Milênio, um acordo internacional que estabelece uma série de metas a serem cumpridas até 2015. A maior parte das metas se refere aos países em desenvolvimento (diminuir a pobreza pela metade, reduzir a mortalidade de crianças e grávidas, garantir para toda população acesso à educação básica etc.). O único Objetivo do Milênio (o oitavo ) que estipula meta mensurável para os países ricos é justamente este de aumentar o aporte de recursos para as outras nações.

Em 2008, os países desenvolvidos doaram, em média, 0,3% de seu PIB, aponta o informe, baseado em dados da OCDE. De 22 países, só cinco (Dinamarca, Luxemburgo, Holanda, Noruega e Suécia) cumpriram ou superaram a meta de 0,7%. As duas maiores potências econômicas, Estados Unidos e Japão, foram as que mais se distanciaram do prometido (0,18% do PIB, nos dois casos).

Com a crise, o quadro deve se agravar, prevê o relatório. Como resposta à recessão, alguns países doadores reduziram sua ajuda ao desenvolvimento, várias nações recorreram a medidas protecionistas e alguns países pobres tiveram mais dificuldade para pagar dívida externa. “Esses efeitos fazem que aumentem as devastadoras consequências da recessão mundial nos países em desenvolvimento”, afirma o texto. “A necessidade de cumprir rapidamente os compromissos do oitavo ODM em todas as suas dimensões tornou-se uma emergência, não só uma questão de urgência”, alerta.

A capacidade de os países não desenvolvidos pagarem suas dívidas é ameaçada pela redução das exportações e das receitas desses países em geral. Nesse sentido, o texto propõe que a comunidade internacional ofereça a possibilidade de moratória provisória e reforce os recursos da Iniciativa em favor dos Países Pobres Altamente Endividados (PPAE) – pela qual instituições e Estados credores custeiam a redução da dívida de seus devedores.

A abertura do sistema comercial e financeiro mundial, outra meta do oitavo Objetivo, também é ameaçada por dificuldades ocasionadas pela crise, avalia o relatório. Políticas protecionistas decorrentes da recessão (proibição de importar, subvenção a exportações e outras) foram adotadas por países desenvolvidos e em desenvolvimento e, segundo o texto, “limitam o comércio e originam uma fonte de comércio desleal”, contrariando o compromisso. Perante este quadro, o documento cobra uma conclusão rápida da rodada de negociações de Doha para que seja concretizada abertura dos mercados de países desenvolvidos – na Conferência Ministerial da Organização Mundial do Comércio, de 2005, estes se comprometeram a eliminar todas as subvenções às suas exportações agrícolas até 2013.

A alta dos preços de remédios importados também atrasa a realização do oitavo Objetivo. Nos países em desenvolvimento, argumenta o texto, os medicamentos essenciais (contra doenças crônicas como diabete e asma) costumam ter preços que ultrapassam os valores de referência internacional, e a recessão piora a situação. Para enfrentar o problema, o documento da ONU sugere que governos “protejam famílias com baixa renda dos altos custos impostos aos medicamentos pela crise” e façam parcerias com o setor privado para tornar os preços acessíveis. Em âmbito internacional, países em desenvolvimento que produzem esses medicamentos devem ter facilidades para exportá-los aos que precisam.

Por fim, a crise e a alta das importações podem agravar a disparidade tecnológica entre os países desenvolvidos e em desenvolvimento, indica o relatório. Mesmo que em 2008 tenham sido registradas 4 bilhões de adesões aos serviços de telefonia celular (cerca de 60% da população mundial), as contradições globais ligadas às novas tecnologias de informação e comunicação não estão resolvidas: apenas 13% da população de países em desenvolvimento usa internet, contra 60% nos desenvolvidos. Governos de países em desenvolvimento, sugere o texto, devem formar parcerias público-privadas para tornar as tecnologias viáveis, aumentar a disponibilidade de banda larga em seus territórios (principalmente via celular, tecnologia que se mostra mais acessível) e reforçar a regulamentação sobre o setor, a fim de eliminar práticas como a concorrência desleal.




9月27日

Jornalista é assassinado dentro de redação no México

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Um jornalista que escrevia sobre temas de segurança foi assassinado a tiros em plena redação de um jornal mexicano Imagem: J. Guadalupe Perez / AFP photo

Jornalista é assassinado dentro de redação no México

 

Norberto Miranda Madrid, conhecido com “El Gallito”, foi morto a tiros no meio da redação do jornal digital onde trabalhava na cidade de Nuevo Casas Grandes (Chihuahua), informa o El Diario.

A vítima escrevia uma coluna publicada em vários veículos, dirigia o jornal web radiovisioncasasgrandes.com e trabalhava como correspondente do diário El Heraldo e de uma emissora de rádio.

Testemunhas disseram que pelo menos cinco homens fortemente armados invadiram a redação do jornal digital e dispararam contra o jornalista, acrescenta a agência AFP. Segundo o Repórteres Sem Fronteiras, os traficantes de drogras "estão provavelmente por trás do crime".

O jornalista havia dito a colegas de trabalho que estava sendo ameaçado desde a publicação no dia 4 deste mês de reportagem sobre a prisão de três líderes dos cartéis, noticia o Centro para o Jornalismo e a Ética Pública do México (CEPET, por suas siglas em espanhol).

A Associação Interamericana de Imprensa e o Comitê para a Proteção dos Jornalistas disseram ser o assassinato de Miranda o mais recente de uma série de crimes impunes e exigiram que as autoridades encontrem os responsáveis pelas barbaridades.

 

Other Related Headlines:
» IAPA condena assassinatos de jornalistas no Mexico e na Colômbia (
Associação Interamericana de Imprensa)

 



9月26日

Nossa Mídia: Jornal coloca palavra que não existe em título

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Nossa Mídia

Jornal coloca palavra que não existe em título


21/9, Portal Globo.com. Falando da Fórmula 1, o texto diz: “A equipe francesa seria banida, mas a colaboração nas investigações e a saída dos envolvidos, atenuaram a pena.” Por favor, sem vírgulas entre sujeito e predicado. Veja aqui.

23/9, Folha, Estado e Globo. Como se pode ver abaixo os três jornais, numa demonstração de falta de assunto, puseram a mesma foto sem graça divulgada por Zelaya.

folha_23

estadão_243

globo_23.i09

23/9, revista IstoÉ, pág. 104. “Descoberta sinagoga de Jesus e Madalena” é o que nos informa o título da reportagem. Só que a gente vai ler e não é bem isso. Foram descobertas ruínas do que TALVEZ tenha sido uma sinagoga, na região em que TALVEZ Jesus e Madalena tenham vivido. O título é mentiroso.

24/9, Folha, caderno Turismo. Uma chamada na capa para uma matéria sobre a estação de esqui no Chile tem como título: “Mundo nival”. Nosso Aurélio não tem essa palavra, tem “niveal”, que significa relativo à neve.
A matéria principal da capa, sobre gastronomia na França, se chama: “Paris: Devore a capital mundial da boa mesa”. Lá dentro o texto fala de uma lojinha de vinhos e diz que ela: “… fica a dez minutos de caminhada da Torre Eiffel — e merece uma visita tanto quanto o monumento mais famoso da cidade.” Puxa vida, uma das dezenas de lojas de queijo da cidade tem a mesma importância de um dos monumentos mais famosos do mundo? Sem comentários…

25/09, Folha Online. O site dava na manchete: “Justiça eleitoral de Alagoas mantém mandato de prefeito de Alagoas”. O redator parece não saber ao certo quanto ao nordeste, o que é estado e o que é capital.

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Títulos estapafúrdios

22/9, Globo, capa. “Ministro e PT brigam por sangue de estatal”. O assunto é a divergência entre o ministro da saúde e políticos sobre a escolha do presidente da Hemobrás, estatal criada para produzir derivados do sangue. Mas o título é mais uma brincadeira boba e, dado o assunto, de mau gosto.

23/9, Globo, pág. 23. O assunto é que a quebra na produção de açúcar na Índia fez o preço do produto subir mundialmente, inclusive no Brasil. O título: “A caminho da Índia, açúcar sobe 46% no Brasil”. Uma brincadeira absolutamente infantil com o nome da novela de TV. Nós achamos essas piadinhas de um jornal supostamente sério uma falta de respeito com o leitor.

25/9, Estado, pág. B22. A empresa Twitter, que permite o envio de mensagens de até 140 caracteres por celulares, vai receber uma injeção de capital de investidores. Ela foi avaliada em US$ 1 bilhão.
O jornal dividiu o bilhão por 140, e deu como título ocupando todo o topo da página: “Twitter vale US$ 7 milhões por letra”. Muito bobo. Será que o Estadão vai entrar na onda do Globo de fazer piadinhas nos títulos?

Pérolas da semana

Esta semana não resistimos e coletamos duas:
Do presidente Lula: “Brasil será 3ª, 4ª ou 5ª economia do mundo”. Isso tudo por causa do petróleo do pré-sal. Mas, Lula, a Rússia, que é um país imenso e disputa com a Arábia Saudita o posto de maior exportador de petróleo do mundo, não está nem entre as dez maiores. O México, também grande exportador, também não.

Da ministra Dilma Roussef, sobre o nome da estatal a ser criada para o pré-sal: “Pode ser PetroUnião, PetroBrasil, Petroqualquercoisa”.

21/9, Portal Globo.com. Falando da Fórmula 1, o texto diz: “A equipe francesa seria banida, mas a colaboração nas investigações e a saída dos envolvidos, atenuaram a pena.” Por favor, sem vírgulas entre sujeito e predicado. Veja em:

http://globoesporte.globo.com/Esportes/Noticias/Formula_1/0,,MUL1311744-15011,00.html

23/9, Folha, Estado e Globo. Como se pode ver abaixo os três jornais, numa demonstração de falta de assunto, puseram a mesma foto sem graça divulgada por Zelaya.

23/9, revista IstoÉ, pág. 104. “Descoberta sinagoga de Jesus e Madalena” é o que nos informa o título da reportagem. Só que a gente vai ler e não é bem isso. Foram descobertas ruínas do que TALVEZ tenha sido uma sinagoga, na região em que TALVEZ Jesus e Madalena tenham vivido. O título é mentiroso.

24/9, Folha, caderno Turismo. Uma chamada na capa para uma matéria sobre a estação de esqui no Chile tem como título: “Mundo nival”. Nosso Aurélio não tem essa palavra, tem “niveal”, que significa relativo à neve. A matéria principal da capa, sobre gastronomia na França, se chama: “Paris: Devore a capital mundial da boa mesa”. Lá dentro o texto fala de uma lojinha de vinhos e diz que ela: “… fica a dez minutos de caminhada da Torre Eiffel – e merece uma visita tanto quanto o monumento mais famoso da cidade.” Puxa vida, uma das dezenas de lojas de queijo da cidade tem a mesma importância de um dos monumentos mais famosos do mundo? Sem comentários…

Títulos estapafúrdios

22/9, Globo, capa. “Ministro e PT brigam por sangue de estatal”. O assunto é a divergência entre o ministro da saúde e políticos sobre a escolha do presidente da Hemobrás, estatal criada para produzir derivados do sangue. Mas o título é mais uma brincadeira boba e, dado o assunto, de mau gosto.

23/9, Globo, pág. 23. O assunto é que a quebra na produção de açúcar na Índia fez o preço do produto subir mundialmente, inclusive no Brasil. O título: “A caminho da Índia, açúcar sobe 46% no Brasil”. Uma brincadeira absolutamente infantil com o nome da novela de TV. Nós achamos essas piadinhas de um jornal supostamente sério uma falta de respeito com o leitor.

25/9, Estado, pág. B22. A empresa Twitter, que permite o envio de torpedos de até 140 caracteres por celulares, vai receber uma injeção de capital de investidores. Ela foi avaliada em US$ 1 bilhão. O jornal dividiu o bilhão por 140, e deu como título ocupando todo o topo da página: “Twitter vale US$ 7 milhões por letra”. Muito bobo. Será que o Estadão vai entrar na onda do Globo de fazer piadinhas nos títulos?

Pérolas da semana

Esta semana não resistimos e coletamos duas:

Do presidente Lula: “Brasil será 3ª, 4ª ou 5ª economia do mundo”. Isso tudo por causa do petróleo do pré-sal. Mas Lula, a Rússia que é um país imenso e disputa com a Arábia Saudita o posto de maior exportador de petróleo do mundo não está nem entre as dez maiores. O México, também grande exportador, também não. Seria melhor ter mantido a boca fechada.

Da ministra Dilma Roussef, sobre o nome da estatal a ser criada para o pré-sal: “Pode ser PetroUnião, PetroBrasil, Petroqualquercoisa”.

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9月23日

China anuncia intenção de reduzir emissões de CO2

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Presidente Hu Jintao (Fonte: Guardian)

Clima

China anuncia intenção de reduzir emissões de CO2

O mundo se aproximou de um possível acordo a favor do combate às mudanças climáticas nesta terça-feira, 22, após a China, o país mais poluente do mundo, ter demonstrado, da maneira mais substancial e detalhada até o momento, seu compromisso com uma redução em suas emissões de dióxido de carbono (CO2) e no investimento em energia limpa.

As propostas, apresentadas pelo presidente chinês, Hu Jintao, no primeiro dia da cúpula sobre o tema convocada pelas Nações Unidas, incluíram a promessa de uma “notável” contenção da “intensidade de carbono” nas atividades econômicas chinesas, até 2020.

O pronunciamento de Hu Jintao esteve abaixo das expectativas, já que se esperava que ele anunciaria metas desta redução, e analistas afirmam que a China está escondendo o jogo, para fazer o anúncio na Conferência da ONU sobre Mudanças Climáticas, que será realizada em dezembro, em Copenhagen. No entanto, o pronunciamento chinês aumenta um pouco as esperanças da chegada a um acordo significativo sobre o tema no fim do ano, na Dinamarca.

“O discurso do presidente Hu Jintao é um passo à frente e mostra que a China está levando a ameaça ao clima a sério”, disse John Sauven, diretor executivo da organização ambientalista Greenpeace. “Esta é a primeira vez em que a China assegura que intensificará os esforços para reduzir suas emissões, mas sem apresentar metas ou detalhar planos de ação, o que torna o anúncio de hoje vago, em comparação com a verdadeira revolução que esperamos”.

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Usina de energia eólica (Guardian)

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http://www.climatecrisis.net/



9月22日

Crise vem de falha reacionária, diz Bresser

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Crise vem de falha reacionária, diz Bresser
Ex-ministro Bresser-Pereira afirma que neoliberalismo é o culpado da crise e que Estado deve terceirizar serviços para ser mais eficiente


Fórum de Reforma do Estado


MARIANA DESIDÉRIO

A crise econômica enfrentada pelo mundo hoje é fruto de um ataque violento da ideologia neoliberal contra o Estado e contra os pobres. Esta é a avaliação de Luiz Carlos Bresser-Pereira, economista, cientista social e ex-ministro da Fazenda (1987, durante o governo Sarney) e da Administração Federal e Reforma do Estado (durante o primeiro mandato de Fernando Henrique Cardoso). Há oito anos, Bresser-Pereira organiza o Fórum Brasileiro sobre a Reforma do Estado, ao lado do professor da Faculdade de Direito da UFBA (Universidade Federal da Bahia), Paulo Modesto. Este ano, o fórum aconteceu em Vitória (ES), entre 2 e 4 de setembro, e teve como assunto principal a crise econômica e seus impactos para a administração pública.

“Estado e mercado são complementares. O que aconteceu a partir dos anos 70 foi o surgimento de uma ideologia reacionária, chamada neoliberalismo. Este neoliberalismo realizou um ataque violento contra o Estado, contra os pobres e a favor do mercado. Como se essas instituições, que são complementares, fossem rivais. Isso acabou sendo não apenas um assalto desastrado ao Estado, mas um assalto ao próprio mercado, culminando com a crise de 2008. É um equivoco reacionário completo”, explica Bresser-Pereira.

O diagnóstico de que a crise foi causada por uma falta de Estado é, segundo Modesto, compartilhado por todos os especialistas em economia. “Este diagnóstico parece verdadeiro tanto que em todos os países do mundo cresce a regulamentação dos mercados, a atuação dos órgãos de controle dos bancos centrais, dos órgãos de controle sobre as bolsas para os critérios de remuneração mais transparentes ficarem evidentes para o mercado.”

Consequências e soluções

Para as administrações públicas, uma das conseqüências da crise é a queda na arrecadação. Como forma de reagir a isto, o professor da UFBA aconselha: “Otimizar a sua força de trabalho, fazer parcerias com o terceiro setor e com outras entidades. Funcionar com menos recursos e ao mesmo tempo manter os resultados que teria com maiores investimentos. Este que é o grande desafio: fazer mais com menos ou fazer igual com menos. Só é possível melhorando a máquina.”

É justamente sobre esta melhora na máquina estatal que os participantes do Fórum Brasileiro sobre a Reforma do Estado discutem anualmente. Bresser-Pereira – que trabalhou na implementação desses conceitos em sua atuação no Ministério da Administração Federal e Reforma do Estado, de 1995 a 1998 – explica os objetivos desta reforma, que ele chama de gerencial. “O que a reforma diz é que para tornar o aparelho do Estado mais eficiente você precisa tornar basicamente os administradores públicos mais autônomos e, portanto, mais responsabilizados”, afirma. E continua: “O aparelho do Estado deve ser formado por um grupo relativamente pequeno de altos servidores públicos muito bem pagos, muito treinados e muito bem selecionados. E os grandes serviços sociais que o Estado presta, ou que o Estado financia, devem ser crescentemente realizados por instituições sem fins lucrativos, formadas por celetistas [com vínculo empregatício pela CLT], financiadas em grande parte pelo Estado e com uma grande autonomia administrativa para atingir esses objetivos. Isso são chamadas as Organizações Sociais.”



9月21日

Crise leva à maior redução das emissões em 40 anos

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Chance histórica

Crise leva à maior redução das emissões em 40 anos

Relatório da Agência Internacional de Energia (AIE) diz que o mundo tem a oportunidade de interromper o crescimento baseado nos combustíveis fósseis.

O jornal britânico Financial Times publicou nesta segunda-feira, 21, um resumo de um relatório que a AIE só deve divulgar na íntegra em novembro. Segundo os dados, a redução das emissões de CO2 em 2008 supera aquela registrada durante a crise econômica de 1981.

A redução aconteceu devido à queda da demanda energética decorrente da diminuição da atividade produtiva. O economista chefe da AIE, Fatih Birol, disse que essa oportunidade única deve ser aproveitada com um acordo na reunião global sobre o clima, que será realizada de 7 a 18 de dezembro em Copenhagen, na Dinamarca.

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Bancos privados assumem compromisso com a sustentabilidade ambiental

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Bancos privados assumem compromisso com a

sustentabilidade ambiental

 

 

Linhas de financiamento só serão liberadas para empresas empenhadas em desenvolver políticas socioambientais. Protocolo de intenções entre Ministério do Meio Ambiente e instituição financeira foi assinado nesta terça-feira


Empresas e empreendimentos brasileiros que dependem de financiamento bancário para suas atividades econômicas, terão, a partir de agora, que comprovar que estão empenhadas em desenvolver políticas socioambientais. Isto significa respeito aos direitos humanos e trabalhistas, preservação da biodiversidade, valorização da diversidade das culturas locais, redução da pobreza e da desigualdade na distribuição de renda.

A exigência está contida no Protocolo de Intenções assinado nesta terça-feira (7) entre o ministro do Meio Ambiente, Carlos Minc, e o presidente da Federação Brasileira dos Bancos (Febraban), Fábio Colletti Barbosa. Presente à cerimônia de assinatura, o representante do banco Itaú/Unibanco, Ricardo Terenci.

O documento, chamado de Protocolo de Intenções Socioambientais, é composto por mais 10 princípios e diretrizes dos já contidos no Protocolo Verde. A adesão dos bancos privados ao pacto socioambiental amplia para sete o número de pactos multissetoriais assinados no último ano entre o MMA e setores produtivos com a intenção de promover a proteção ao meio ambiente. Entre eles, o pacto com os bancos públicos que suspenderam a liberação de crédito para empreendimentos insustentáveis.

O ministro do Meio Ambiente, Carlos Minc, considerou o fato de os bancos incorporarem, formalmente, o critério socioambiental em seus empréstimos como um ?sinal dos tempos histórico?. Ele explicou que há cerca de 20 anos quem lutava pelo meio ambiente, como ele, jamais poderia imaginar estar assinando um protocolo para defesa do meio ambiente com bancos, que tinham imagem de só pensarem no lucro. "É um sinal dos tempos que precisa ser comemorado", disse. De acordo com Minc é uma luta que ganhou a adesão de um dos setores mais poderosos de nossa economia.

O presidente da Febraban afirmou estar convicto de que meio ambiente e desenvolvimento não são excludentes. Segundo ele, a sociedade vem clamando por atitudes como a estabelecida no protocolo. Fábio Barbosa disse estar ciente da importância da participação dos bancos na conservação das recursos naturais, em função da grande rede de relacionamento que estas instituições mantêm com toda a sociedade.

"Com este pacto, todos saem ganhando. Em nossas análises de crédito damos grande importância aos empreendimentos que poluem menos e emitem menos gás carbônico", disse. Barbosa explicou que os bancos não irão simplesmente descartar os clientes, mas ajudá-los a readaptar seus negócios transformando-se em iniciativas sustentáveis. Ele lembrou que outros bancos privados já vêm apoiando projetos socioambientais há algum tempo.

Entre as cláusulas do protocolo de responsabilidade socioambiental, o gerente do Departamento de Economia do MMA, Shigeo Shiki, destacou o oferecimento de linhas de financiamento e programas que fomentem o uso sustentável do meio ambiente; a consideração dos impactos e custos socioambientais na gestão de seus ativos e nas análises de risco de projetos e a questão da transparência, criando indicadores para a disponibilização de informações sobre o processo.

O primeiro acordo assinado entre o governo federal e a cadeia produtiva para proteção e conservação dos recursos naturais foi com o setor da soja para a não comercialização da mercadoria oriunda de áreas desflorestadas dentro do bioma amazônico. O segundo, pela madeira sustentável. Os empresários também se comprometeram a comercializar apenas produtos que, em seus processos de fabricação, garantam o cumprimento de direitos sociais e preservação dos recursos naturais. Outros pactos foram firmados com os setores da mineração e exportadores de carne.
(Assessoria de Comunicação do MMA)




 








9月20日

Produtos halal chegam à Europa

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Islamismo

Produtos halal chegam à Europa

Logo antes do início do Ramadã, mês sagrado no qual os seguidores do islamismo jejuam da alvorada ao pôr do sol, a rede de comida italiana Panzani lançou um comercial na televisão francesa sobre uma novidade em seu cardápio: produtos halal, aqueles permitidos pela lei islâmica.

O mercado de comida muçulmana arrecada US$ 630 bilhões em todo o mundo, segundo a empresa de consultoria KasehDia, e as grandes empresas alimentícias estão aderindo à opção.

A Nestlé, por exemplo, produz alimentos com certificação halal desde os anos 80. De suas 456 fábricas espalhadas pelo mundo, 75 fabricam o tipo de comida. Mas a tendência chegou aos restaurantes e lojas da Europa recentemente.

A rede de supermercados Carrefour lançou uma linha de produtos halal em ocasião do Ramadã deste ano. A cadeia de restaurantes de fast food KFC está fazendo um teste com seus consumidores e passou a vender este tipo de comida em oito de seus estabelecimentos no Reino Unido, enquanto que todas as suas lojas na França já o fazem há mais tempo.

Mas as seculares tradições do Islamismo nem sempre são facilmente recebidas por não-muçulmanos. De acordo com a religião, os animais devem estar vivos ao terem suas gargantas cortadas na hora do abate em matadouros, uma prática fortemente criticada por grupos de defesa dos direitos dos animais. Suíça, Noruega, Islândia e Suécia proíbem a prática.

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9月19日

Financiamentos só para projetos sustentáveis

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MEIO AMBIENTE
Financiamentos só para projetos sustentáveis

O Ministro do Meio Ambiente, Carlos Minc, e a Federação Brasileira dos Bancos (Febraban) assinaram protocolo de intenções em que, a partir de agora, empresas e empreendimentos brasileiros que necessitem de financiamento terão que se comprometer a desenvolver políticas socioambientais. O documento, chamado de Protocolo de Intenções Socioambientais, é composto de mais 10 princípios e diretrizes dos já contidos no Protocolo Verde. A adesão dos bancos privados ao pacto socioambiental amplia para sete o número de pactos multissetoriais assinados no último ano entre o MMA e setores produtivos com a intenção de promover a proteção ao meio ambiente. De acordo com Minc, é uma luta que ganhou a adesão de um dos setores mais poderosos de nossa economia. Fábio Colletti Barbosa, presidente da Febraban, afirmou estar convicto de que meio ambiente e desenvolvimento não são excludentes. Segundo ele, a sociedade vem clamando por atitudes como a estabelecida no protocolo. Fábio Barbosa disse estar ciente da importância da participação dos bancos na conservação dos recursos naturais, em função da grande rede de relacionamento que estas instituições mantêm com toda a sociedade. Entre as cláusulas do protocolo de responsabilidade socioambiental está o oferecimento de linhas de financiamento e programas que fomentem o uso sustentável do meio ambiente; a consideração dos impactos e custos socioambientais na gestão de seus ativos e nas análises de risco de projetos e a questão da transparência, criando indicadores para a disponibilização de informações sobre o processo.



Venezuela provoca EUA

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Política exterior

Venezuela provoca EUA

 

Depois de uma viagem de duas semanas por países de Europa, Ásia e África, o presidente da Venezuela, Hugo Chávez, conseguiu chamar a atenção dos Estados Unidos nesta semana.

Durante sua turnê, Chávez fez paradas na Líbia, Argélia, Síria, Irã, Turcomenistão, Bielorrússia e Rússia, país com o qual fechou acordos de fornecimento de tanques e outros armamentos.

Para a secretária de Estado norte-americana, Hillary Clinton, as armas encomendadas pela Venezuela podem dar origem a uma “corrida armamentista” na América Latina, e seu porta-voz descreveu as ações de Chávez como um “um sério desafio à estabilidade” na região.

O presidente venezuelano já gastou pelo menos US$ 4,4 bilhões com a compra de jatos de combate russos, helicópteros e rifles, e, neste mês, anunciou ainda a encomenda de 92 tanques e mísseis antiaéreos, através de um empréstimo de US$ 2,2 bilhões concedido pela Rússia.

Atualmente, Chávez lidera um movimento de política anti-Estados Unidos em aliança com Irã, Síria, Bielorrússia e Rússia, além de fazer campanha dentro da América Latina.

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9月16日

Quem são os maiores responsáveis pelo aquecimento global?

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Dióxido de carbono

Quem são os maiores responsáveis pelo aquecimento global?

Em seu Relatório de Desenvolvimento Mundial, divulgado nesta terça-feira, 15, o Banco Mundial (BM) aponta que, de 1950 a 2005, 64% das emissões globais de dióxido de carbono (CO2) proveniente de combustíveis fósseis foram liberadas por países ricos.

No entanto, depois deste período, a taxa caiu para 50%, e as economias emergentes, como a Índia e a China (atualmente o maior emissor mundial de gases que agravam o efeito estufa) se tornaram responsáveis por quase a metade do CO2 liberado na atmosfera e mais da metade da quantidade da emissão de outros gases.

O relatório aponta ainda que, nos países ricos, as atividades diárias de 1 bilhão de pessoas emitem muito mais gases que agravam o efeito estufa que as de mais de 4,2 bilhões de habitantes de países em desenvolvimento.

O BM, por meio de seu boletim, afirma que se os países ricos reduzissem os “rastros de carbono” de sua população e investissem em novas tecnologias seriam um exemplo a ser seguido pelos países mais pobres, o que geraria resultados consideráveis.

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Nova ferramenta do Google permite "folhear" páginas de notícias da web

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  1. Nova ferramenta do Google permite "folhear" páginas de notícias da web

Com o Fast Flip, o novo experimento do Google, o internauta pode dar uma olhada rápida em matérias do New York Times, da BBC, da revista Newsweek, entre vários outros meios de comunicação, quase todos dos Estados Unidos. A ferramenta foi desenvolvida em parceria com muitos deles e os benefícios com publicidade serão compartilhados, informa o jornal espanhol El País. (Veja matéria em português.)

Segundo o New York Times, trata-se de uma aposta pela visualização gráfica da informação. O Fast Flip, encontrado no Google News, permite aos internautas “folhear” matérias, reportagens e artigos informativos, como fariam numa revista. As notícias são classificadas por popularidade, seção, tema e fontes. "Estamos ajudando as pessoas a entrar no conteúdo”, disse Krishna Bharat, engenheira do Google.

Por enquanto, o Fast Flip está disponível apenas em inglês. O projeto já tem a autorização de 36 editoras, que contam ainda com títulos como Washington Post, Cosmopolitan, National Geographic, e a revista Elle, acrescenta o também espanhol Expansión.


9月14日

Música Clássica: A “Tetralogia” ao seu alcance

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Música Clássica

A “Tetralogia” ao seu alcance

A imaginação épica e a força elemental do Anel do Nibelungo, o heroísmo vocal e o arrebatamento dramático-musical da obra máxima de Richard Wagner — com seu genial empuxo pré-cinemático, mas também, claro, os longos quartos de hora — estão mais perto do público brasileiro. Um Guia Prático do Ouvinte do Anel do Nibelungo está sendo lançado — nesta segunda-feira, dia 14, na livraria Travessa do Shopping Leblon — por Lúcia Schiffer Durães, que vasculhou a Tetralogia em colaboração com o maestro Osvaldo Colarusso.

Empresária e amante da música, Lúcia Durães percorreu um longo caminho desde a noite em que, na Ópera de Viena, assistiu perplexa e desalentada a uma récita de Siegfried. A dificuldade de comunicação foi tanta que ela pensou nunca mais voltar a um teatro de ópera. Mas isto seria não contar com seu amor à música e sua fé no poder transformador do conhecimento. Retomando seus estudos musicais com Colarusso, Lúcia teve o grande encontro de sua vida ao se aprofundar na música de Wagner. E quis compartilhar com o público brasileiro essa possibilidade de, investigando, abrindo-se para a curiosidade, querendo saber mais, aproveitar a riqueza infinita — musical, dramática e mesmo filosófica — dessas quatro óperas que mudaram os rumos do gênero.

BIENAL 2009 017

A seguir, uma entrevista com a autora desse Guia, publicado pela editora MusiMed.

Como foi que uma empresária se apaixonou pelo Anel a ponto de escrever um livro?
Lúcia Durães: Sou formada em administração de empresas e fiz curso de pós-graduação em direito internacional na França. Durante alguns anos fui diretora e proprietária de  uma empresa de importação e exportação. Estudei piano durante muitos anos. Quando parei de atuar na área de comércio exterior, voltei a estudar música e durante sete anos fui aluna particular do maestro e professor Osvaldo Colarusso. Estudamos a  história da música desde a Idade Média até o século XXI.
Quando estudamos Wagner, eu me apaixonei pela obra do compositor. Decidi escrever sobre O Anel porque acredito que o conhecimento deve ser compartilhado. Atualmente estou trabalhando na análise literária e musical da ópera Parsifal.

O que foi que tanto a atraiu em Wagner?
L.D.: Para Wagner, a ópera era uma obra de arte total, na qual todas as artes se fundem e se tornam interdependentes. A obra de Wagner tem um cunho espiritual e mítico. A sua ópera esta ligada à filosofia e intuitivamente Wagner explorou a relação do mito com a psicologia antes que esta estivesse organizada como ciência a parte. A música deveria ter o poder de estimular as profundas emoções e de imprimir forte efeito sobre as reações humanas. Wagner pretendia atingir o mais importante objetivo da arte: a sensibilização do ser humano e a sua evolução e transformação pela catarse, como no teatro grego.

Qual o fundo filosófico ou humanístico que você descobriu no Anel do Nibelungo?
L.D.: O Anel nos dá uma visão do mundo e de nós mesmos. Tem um sentido metafísico que expressa a essência do mundo em todos os seus momentos. O Anel expressa as grandes questões do homem; a criação do universo e a antecipação de sua destruição, a possibilidade de falha da natureza humana, e o que ocorre quando o homem se separa da natureza inconsciente e começa a sua vida consciente. O ciclo começa com a renúncia do amor e termina com a redenção pelo amor. O Anel é um mito sobre a natureza. É uma poderosa declaração sobre a ganância do homem, a insana exploração da natureza, e sobre o perigo de destruição do mundo. Toda a natureza pura está no ciclo do Anel e a nossa natureza humana também, nossa consciência e nossa inconsciência. O Anel é atemporal. Ele tem lugar fora do tempo, na imaginação humana, na memória e na paisagem da alma.

Você já declarou acreditar no poder transformador dessa obra de Wagner…
L.D.: No meu livro eu digo que o Anel nos dá a possibilidade de refletir sobre os valores mais importantes e profundos da nossa existência e de vislumbrar um mundo trasformado para as próximas gerações. Essa transformação deverá priorizar a valorização dos sentimentos, das relações humanas, da preservação da natureza, da integridade de caráter e de amor ao próximo. É impossível acreditarmos que a maneira como conduzimos as nossas vidas e as leis de sobrevivência que regem nosso mundo hoje, baseadas no uso abusivo da natureza, na leviandade moral, e na falta de solidariedade humana, possam preservar a nossa espécie.

Qual ou quais os seus momentos preferidos no Anel?
L.D.: Para mim, a ópera mais importante do Anel é Siegfried. É o ponto alto do Anel. O Ouro do Reno e A Valquíria são óperas que preparam esse ponto culminante. O Crepúsculo dos Deuses é o declínio e a destruição de tudo. Wotan reconhece que os tratados não foram cumpridos corretamente. Ele perde o poder. Siegfried passa por todo o processo de amadurecimento, liberta-se e conhece o medo através do amor. Inicia o processo de desenvolvimento espiritual. Brunhilde perde a divindade, e vivencia o amor transcedental por Siegfried, guiando-o para o crescimento espiritual. A ópera Siegfried é um trabalho pioneiro na área do drama e da psicologia.

Musicalmente, quais os trechos que você mais aprecia?
L.D.: Na ópera Siegfried, O Dueto de Amor entre Siegfried e Brunhilde (terceiro ato, cena três), me tocou profundamente. O despertar de Brunhilde como mulher: “Heil dir, Sonne! Heil dir, Licht!” , o despertar para o amor, é o momento mais emocionante para mim. No prólogo do Crepúsculo dos Deuses, gosto muito do segundo Interlúdio Orquestral, a Jornada de Siegfried pelo Reno. Os temas se entrelaçam e  contam a história. Gosto da  Marcha Fúnebre que é um resumo musical da história dos Walsungen e de Siegfried. A narrativa das experiências de Siegfried nos faz pensar em uma revisão da vida na hora da morte. Siegfried morre acompanhado com a música do despertar de Brunhilde.

Que dizer do alongamento parecendo às vezes excessivo das narrativas dessas óperas?
L.D.: Wagner alonga as narrativas seguindo o modelo da tragédia grega, na qual a ação não acontecia em cena. Ele queria uma estrutura poética que preenchesse as necessidades dramáticas tal como as visualizava. O verdadeiro drama deveria mostrar a verdade do mundo interior e a dramatização da verdade era o objetivo artístico. O processo interior e as reações dos personagens eram mais importantes do que os acontecimentos externos e físicos que os causaram. Wagner utiliza o diálogo dramático  para descrever e estudar os personagens e mostrar as suas intenções. Pelas longas narrativas, Wagner faz avançar ou recapitular a ação, mostrando os aspectos psicológicos e emocionais dos personagens.

Qual a contribuição específica do seu livro em relação a outros guias do Anel publicados no exterior?
L.D.: Existem muitos livros sobre o Anel. Durante a minha pesquisa conclui que muitos deles são destinados a um público que tem conhecimento de música e já está familiarizado com o tema, os personagens e a música do Anel. O Guia Prático do Ouvinte é um livro didático. Eu usei o mesmo método que o maestro Colarusso intuitivamente utilizou para me ensinar. O Guia contém uma análise literária e musical das quatro óperas, acompanhada de comentários; e também trechos da partitura, com os “leitmotiven”, no Guia denominados “temas”, enumerados e seguidos de comentários. Há em anexo um CD multimídia para CD player e para computador com a gravação em piano dos 89 “leitmotiven” marcados no texto em alemão. Quando pressionados esses números, podemos ouvir os “leitmotiven” gravados no piano. E há também a tradução das quatro óperas, feita por Luiz de Lucca.

Veja na próxima página a programação completa dos concertos para o Rio de Janeiro e São Paulo.

 

Escrito por: Clóvis Marques

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9月12日

cobertura brasileira sobre mudanças climáticas está mais atenta ao cenário nacional

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Análise de mídia: cobertura brasileira sobre mudanças climáticas está mais atenta ao cenário nacional

A imprensa brasileira aumentou a cobertura do tema mudanças climáticas com foco na realidade nacional. É o que revela a análise publicada pela ANDI, com apoio da Embaixada Britânica no Brasil. O documento apresenta os principais resultados do monitoramento de 50 jornais de 26 estados brasileiros e do Distrito Federal, em dois períodos: julho de 2005 a junho de 2007 e julho de 2007 a dezembro de 2008.

De acordo com o estudo, dentre as matérias que se prendem a localidades específicas, as referências ao contexto brasileiro aumentaram de 42,7%, no primeiro período analisado, para 72,3%. Outro dado que mostra uma abordagem mais ligada à realidade nacional diz respeito à percepção sobre as responsabilidades dos governos estrangeiros e as que cabem ao Brasil. No período de 2005 a 2007, líderes de outros países eram vistos como os principais responsáveis por apresentar respostas ao problema (24%). Já na segunda fase da investigação essa demanda foi transferida para o Executivo brasileiro (32,2%).

Essa tendência, ainda que recente, pode ser facilmente percebida na referência cada vez maior às iniciativas assumidas no âmbito do governo federal e ao debate em torno da adoção de metas internas de redução de emissões, bem como à repercussão de estudos os impactos do fenômeno em território nacional lançados no decorrer do período. O número de matérias que destacam a posição adotada pelo Brasil em relação às metas cresceu: de 3,7% para 11,8%.

Convém ressaltar que o interesse maior pelos temas nacionais também é conseqüência da diminuição de “ganchos” internacionais, que forçaram positivamente a imprensa brasileira a dedicar mais atenção ao plano doméstico. Entretanto, cabe lembrar que, de forma geral, após um período de pico entre o último semestre de 2006 e início de 2007– proporcionado pelo lançamento de pesquisas importantes sobre o impacto das Mudanças Climáticas e a consequente mobilização da comunidade internacional – a atenção dedicada ao fenômeno pelos jornais brasileiros assumiu uma tendência decrescente.

“É interessante observar o amadurecimento da cobertura, que teve como ponto de partida a divulgação do quarto relatório do IPCC, em 2006. Já a atenção aos assuntos nacionais teve como base iniciativas importantes a exemplo do lançamento do Plano Nacional sobre o Clima, e ações de combate ao desmatamento. Paralelamente, houve divulgação de estudos sobre cenários futuros para área de saúde, energia e agricultura no Brasil”, destaca o pesquisador do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais, José Marengo. Ele enfatiza que a imprensa, ao acompanhar as iniciativas governamentais mais de perto, pode fortalecer seu papel de fiscalização sobre os atores públicos.


Meio ambiente não está à parte

A análise de mídia também constatou que, além do enquadramento ambiental, houve razoável número de notícias (e com tendência de crescimento) que apresentam enfoque econômico (15,5% e 18,7%, no primeiro e segundo período respectivamente) ou político (11,5% e 15,8%, respectivamente). O debate sobre desenvolvimento também registrou aumento entre os dois períodos: de 15% para 19%.

Na avaliação da coordenadora do Centro de Estudos em Sustentabilidade da Fundação Getulio Vargas, Rachel Biderman, estes avanços são insuficientes, pois a sociedade está em um processo de reflexão sobre o modelo de desenvolvimento econômico adotado até agora e demanda uma nova perspectiva. “O papel da mídia é fundamental e, portanto, as informações divulgadas sobre esse tema devem ser aprofundadas. Seria muito bom ver um número maior de matérias na imprensa brasileira com cobranças aos atores relevantes. Por exemplo: Por que o Brasil ainda não tem um estudo do impacto das mudanças climáticas na economia brasileira? O quê falta para que a Política Nacional do Clima seja aprovada pelo Congresso?”, ponderou a especialista durante o 2º Encontro Jornalismo, Política e Clima, realizado em Brasília em 28 de julho de 2009.

Rachel Biderman também destaca a importância de uma cobertura contextualizada para as eleições de 2010. “É fundamental ouvir dos candidatos à Presidência da República e dos futuros senadores qual é sua posição em relação ao clima. Em tempos de crise política no Congresso Nacional, falar sobre clima parece loucura. Porém, é necessário cobrar dos nossos deputados e senadores políticas efetivas.”

O jornalista Washington Novaes também considera que pouco se avançou entre o discurso e a prática nos últimos anos e ressalta a urgência de ampliar o foco de cobertura desse tema “É preciso abandonar o velho hábito de considerar o meio ambiente, e agora especificamente a questão climática, como um assunto à parte das grandes decisões. Essa agenda deve estar no centro do debate do desenvolvimento”, enfatiza Novaes.


Como enfrentar o problema?

O estudo da ANDI aponta também que a menção na mídia brasileira sobre causas e soluções relativas aos fenômenos climáticos se manteve estável entre os dois períodos. Causas marcando em torno de 36% e Soluções de 41%. Por outro lado, a referência à Consequências sofreu uma redução expressiva de 58,5% (2005/2007) para 34,4% (2007/2008).

Por outro lado, a preocupação sobre aspectos relacionados ao enfrentamento às mudanças do clima é crescente. O percentual de matérias que se referem a estratégias de mitigação atingiu patamares bastante expressivos ao longo de todos os períodos analisados, registrando aumento quando se comparam os dados ao longo dos períodos analisados: de 45,5% para 51,1%. Dentre as estratégias de mitigação mencionadas, houve maior foco no setor energético em 2005/2007 (45,1%) e na utilização do solo e das florestas em 2007/2008 (25,4%). Outro destaque da análise está relacionado à abordagem sobre recursos de Adaptação que registrou aumento significativo ao subir de 3,6% para 11,9%.

“A cobertura estava centrada sobre as consequências, como cenários de seca, de inundações, do aumento do nível do oceano, entre outros impactos. Porém, agora a sociedade quer saber quais as soluções e quem vai pagar a conta das iniciativas de mitigação. Aspectos econômicos têm sido abordados com mais ênfase porque discutir essa questão é fundamental para passar do discurso à ação”, enfatiza José Marengo.

Washington Novaes complementa, destacando a importância de uma abordagem mais abrangente: “A mídia deveria acompanhar sistematicamente o assunto e não apenas o impacto em si. Um exemplo é o caso dos soterramentos e mortes em Santa Catarina. É preciso enxergar as causas sociais desse desastre. As pessoas ocuparam durante muito tempo áreas de preservação inadequadas para moradia ou construções. As inundações que ocorrem são decorrentes de construções de prédios e casas nas planícies nativas de inundações dos rios. Então, tudo isso deve ser levado em conta diariamente”, ressalta Novaes.


Temas relacionados

Entre as temáticas específicas fortemente vinculadas à agenda das Mudanças Climáticas merecem destaque os GEE e as questões energéticas. Entre julho de 2005 e junho de 2007, 46% dos textos selecionados fizeram alguma referência à energia; no segundo período analisado o índice foi de 42,7%. É necessário observar que a discussão sobre energia ainda está concentrada na utilização dos combustíveis fósseis (31,6% e 25,9%, respectivamente). No entanto, o debate em torno das energias limpas não ocupa um espaço desprezível, com destaque para o etanol, mencionado em aproximadamente 10% de todo o universo pesquisado.

As notícias relacionadas ao etanol tiveram seu maior patamar entre os meses de maio e junho de 2008, período no qual aconteceram a 9ª Convenção da ONU sobre Diversidade Biológica (CDB) e a Climate Change Talks (Conversas Sobre Mudanças Climáticas, evento promovido pela Convenção-Quadro das Nações Unidas sobre Mudança Climática), ambas realizadas em Bonn, na Alemanha. A cobertura sobre os dois encontros ressaltou o empenho do governo do presidente Luís Inácio Lula da Silva em defender a cultura da cana-de-açúcar das acusações de que a produção de biocombustíveis poderia potencializar a crise de mundial de alimentos. Mas outros eventos ajudaram a impulsionar a cobertura sobre o etanol, como a visita ao Brasil, no início de maio de 2008, da chanceler alemã Ângela Merkel, que suscitou o debate sobre a produção de biocombustíveis no país. Na ocasião, ela problematizou, em especial, as condições às quais estão submetidos os trabalhadores das lavouras e o desmatamento de florestas para o plantio de cana-de-açúcar.

Por outro lado, um percentual superior a 50% das matérias sobre Mudanças Climáticas publicadas nos dois períodos fizeram alguma menção aos GEE (55,8% e 59,9%, respectivamente). Mais da metade desses textos indicou a fonte responsável pela sua emissão, com um leve aumento entre uma etapa de investigação e outra (de 50,7% para 56,4%).


Desafios globais

O desafio da inserção do tema mudanças climáticas na esfera pública de discussões obviamente não é privilégio brasileiro, mas sim global. Empresas de comunicação e jornalistas de diversos países estão vivenciando um momento semelhante, de ampliação da cobertura dessa agenda. Porém, ainda há muito trabalho pela frente para chegarmos a um nível satisfatório de cobertura sobre essa temática.

Nesse sentido, o jornalista britânico, Mike Shanahan, coordenador de comunicação do International Institute for Enviromment (IIE), publicou em agosto de 2009 o estudo Tempo para adaptar? (do inglês, Time to Adapt?), no qual faz uma análise sobre a cobertura da imprensa em países em desenvolvimento. “Ao pesquisar o comportamento da mídia em diversos países no segundo semestre de 2008, podemos concluir que o tema mudança climática está cada vez ganhando mais espaço. Entretanto, mesmo com os avanços alcançados até agora, ainda há um longo caminho a ser trilhado. O desafio de ampliar o agendamento desse tema persiste, assim como o de garantir a qualidade do conteúdo jornalístico”, destaca Shanahan.

Ele acrescenta ainda que apesar de um número crescente de jornalistas monitorar as políticas públicas relativas ao clima, as notícias não trabalham o tema em um nível mais detalhado. “Isso acontece porque os editores não estão dando importância suficiente à mudança climática. Muitos não percebem que esta é uma pauta econômica, política e humana. Por isso, mesmo os melhores jornalistas que estão se esforçando para informar sobre as alterações do clima enfrentam obstáculos em suas redações”, avalia.

Questionado pela reportagem da ANDI se o comportamento editorial dos meios de comunicação nos países em desenvolvimento têm contribuído de forma consistente para que a sociedade esteja bem informada sobre a questão climática, Mike Shanahan, afirma que a cobertura midiática sobre o tema varia bastante entre os países. Entretanto é nos países mais vulneráveis onde se verifica frequentemente um número restrito de notícias e baixa qualidade da informação. “Porém, se considerarmos a urgência do tema, mesmo nos países ricos, há pouca cobertura sobre o assunto”, contrapõe o jornalista.

A análise do jornalista do IIE revela ainda que os meios de comunicação dos países em desenvolvimento tendem a se concentrar mais em mitigação e a colocar em segundo plano os impactos das mudanças climáticas e maneiras das pessoas se adaptarem a eles. “Esse é um grande problema, especialmente para as populações de comunidades mais vulneráveis. Elas não estão recebendo avisos sobre os perigos que irão enfrentar no futuro”, complementa Mike Shanahan. Nesse sentido, o jornalista ressalta ainda para essa dificuldade começa a ser superada, pois, assim como foi observado no Brasil pela análise da ANDI, a abordagem em nível nacional é crescente e começa a se concentrar em questões locais e articulando opiniões fortes, o que resulta em uma cobertura mais próxima das populações.


Principais gargalos

O documento do IIE traz uma análise de estudos recentes sobre o tema que aponta os principais gargalos da cobertura sobre a agenda climática. Entre o universo pesquisado está o Brasil – com dados baseados na primeira análise de mídia da ANDI, divulgada em abril de 2008 –, China, Honduras, Índia, Jamaica, México, Moçambique, África do Sul, Sri Lanka, Vietnã e Zâmbia.

Além dessa vasta pesquisa, Shanahan questionou alguns profissionais sobre os principais obstáculos enfrentados para relatar sobre alterações climáticas. Participaram da entrevista 111 jornalistas de 35 nações. Do total, apenas 31% recebeu algum treinamento formal sobre o assunto. Eles citaram a falta de cursos ou oficinas de capacitação como o grande gargalo. Além dessa dificuldade, os principais pontos relatados foram:

  • A falta de pesquisas sobre a realidade local e de especialistas locais preparados para falar com jornalistas
  • Dificuldades de acesso à informação e falta de compreensão do assunto
  • Dificuldade em convencer os editores sobre a importância de pautas sobre alterações climáticas
  • Insuficiência de recursos para viajar para áreas remotas ou para conferências relevantes sobre clima

Confira o estudo na íntegra (documento em inglês).


Cobertura da COP 15: papel fundamental

Uma cobertura contextualizada da agenda climática por parte da imprensa (brasileira e mundial) é de fundamental importância, especialmente em um momento no qual são esperadas decisões políticas de largo impacto por parte dos principais líderes mundiais, em torno de um novo acordo global sobre clima. Às vésperas da realização da Conferência do Clima, em dezembro, na Dinamarca, a expectativa por posicionamentos consistentes é grande, e cabe à imprensa exercer de forma efetiva o controle social - fiscalizando e debatendo planos, propostas e políticas governamentais, de maneira a contribuir para a garantia de respostas consistentes frente ao crescimento das emissões de gases de efeito estufa.

Essa é a impressão também de atores que estão ocupando papel de destaque no debate rumo a esse novo acordo global, como o indiano Rajendra Pachauri, presidente do Painel Intergovernamental de Mudanças Climáticas (IPCC). Embora reconheça uma evolução na abordagem da mídia sobre os fenômenos climáticos a partir do lançamento do quarto relatório do IPCC, em 2007, ele adverte que a temática deve ser profundamente debatida nos meses que antecedem a Conferência do Clima. "A imprensa pode fazer muito mais. Estamos a pouco tempo da COP 15 e é crucial que o debate sobre o que os países propõem ou não para o novo acordo global seja levado a público. Só conseguiremos que os governos ajam com consistência se tivermos matérias que despertem a consciência da população sobre o assunto", afirma.

 


Os campeões da desburocratização

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Pró-empresas

Os campeões da desburocratização


Entre junho de 2008 e junho de 2009, 131 países introduziram 287 reformas benéficas para os negócios — 20% a mais do que nos 12 meses anteriores.

É mais também do que em qualquer ano desde 2004, quando o Banco Mundial começou a monitorar as mudanças nas legislações nacionais em busca de alterações que afetam os negócios. No último levantamento, as economias mais pobres foram responsáveis por dois terços das reformas pró-empresas.

Ruanda encabeça a lista dos países campeões da desburocratização. Em termos regionais, a Europa do Leste e Ásia Central lideram, com o Oriente Médio e o Norte da África vindo logo atrás. Mas os países pobres ainda têm, em média, o dobro da carga regulatória dos países ricos.

Business


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9月10日

As propostas para o pré-sal

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As propostas para o pré-sal

 

 

 

 

Economia e Infra-Estrutura

Paulo Passarinho   

Qui, 03 de setembro de 2009 17:31



Pré-sal

O governo finalmente definiu as suas propostas para o pré-sal. Em discussão no âmbito do governo desde meados de 2008, inicialmente previa-se que os projetos de alteração da legislação vigente e criação de uma nova institucionalidade para melhor aproveitarmos a riqueza do petróleo oceânico seriam apresentados antes mesmo das eleições municipais de 2008.

Contudo, depois de sucessivos adiamentos, somente agora temos a oportunidade de conhecer o projeto do governo em toda sua amplitude. Ele foi corporificado em quatro distintos projetos de lei. Esses projetos tratam, respectivamente, do novo marco regulatório, exclusivo para a exploração do petróleo do pré-sal, baseado no regime de partilha da produção; da criação de uma nova estatal - a Petrosal - para a gestão dos futuros contratos de partilha; da criação do Fundo Social que administrará os recursos a serem obtidos pela União com a venda do petróleo e que deverão ser investidos nas áreas de educação, combate à pobreza, desenvolvimento científico e tecnológico, cultura e sustentabilidade ambiental; e da autorização para o aumento do capital da Petrobras, através de um mecanismo no qual a União cede à empresa áreas do pré-sal até o limite de cinco bilhões de barris, é remunerada através de títulos públicos de propriedade da estatal e ao mesmo tempo aporta na Petrobras recursos no mesmo montante do valor da operação envolvendo esses títulos.

A decisão de se criar o Fundo Social e a iniciativa de aumento de capital da Petrobras, com o aporte de recursos da União, são iniciativas louváveis e consequência direta da expectativa, em relação ao Fundo, dos imensos recursos que o país passará a dispor, e da necessidade de bem aplicá-los; no caso do aumento do capital da Petrobras, trata-se da necessidade de fortalecimento financeiro da empresa, frente ao seu gigantesco esforço para cumprir as tarefas de se levar à frente o trabalho, iniciado pioneiramente pela própria Petrobrás, de pesquisas, prospecções e desenvolvimento de tecnologias próprias à exploração e produção de um petróleo situado nas profundezas subterrâneas do fundo do mar.

Existem, entretanto, problemas sobre os quais seria necessária uma discussão bem cuidadosa sobre as decisões que teremos de assumir.

Primeiramente, por que o regime de partilha? A alegação é a necessidade de se superar as amarras da atual Lei do Petróleo (Lei 9478/97), que define, em seu artigo 23, que "as atividades de exploração, desenvolvimento, e produção de petróleo e de gás natural serão exercidas mediante contratos de concessão, precedidos de licitação". No artigo 26 desta mesma lei é conferida ao concessionário a propriedade do petróleo e do gás que vier a ser obtido, jogando-se por terra, assim, o preceito constitucional do monopólio da União sobre o petróleo.

A argumentação básica de defesa do regime de partilha - que de fato é muito menos prejudicial aos interesses nacionais do que o regime de concessão - é que a exploração do pré-sal não implicaria maiores riscos às empresas envolvidas, sendo uma espécie de "bilhete premiado". Ora, se esta é a realidade, por que não adotar o regime de contratação de empresas para a prestação de serviços à União, único ente capaz de canalizar os benefícios que o pré-sal poderá nos trazer para o conjunto do país? E, através desses contratos, priorizar a Petrobrás, a empresa no mundo mais capacitada - até porque pioneira e líder na tecnologia de exploração em águas profundas, além de descobridora do pré-sal - para esse tipo de serviço?

A opção pelo regime de partilha implica dar continuidade aos leilões de campos de petróleo, embora em condições diferenciadas do que até aqui foi feito. Sempre é bom lembrar, porém, que esses leilões para a concessão de blocos de petróleo terão continuidade para as áreas fora do pré-sal e que foram esses mesmos leilões que já comprometeram 29% de toda a área do pré-sal, de acordo com dados do próprio governo (embora a própria Petrobras tenha participação em cerca de 50% dessa área já licitada).

Esta opção pelo regime de partilha implicou também o governo propor a criação de uma nova estatal, o que, levando-se em conta que já dispomos de um ministério de Minas e Energia, um Conselho Nacional de Política Energética, uma Agência Nacional do Petróleo e, particularmente, de uma empresa do porte e da experiência da Petrobrás, pode ser algo absolutamente dispensável.

O maior problema da opção pelo regime de partilha, ao que tudo indica, é a busca de conciliação de interesses entre a ordem legal deixada pela era FHC e a busca de alternativas para que o país recupere parcialmente um mínimo de soberania no planejamento do ritmo de exploração e produção do petróleo.

Mas o esforço é em vão: os porta-vozes dos interesses privados e estrangeiros estão mais do que nunca a denunciar os desvios de "estatismo" e de "volta ao passado", ao analisar as propostas apresentadas pelo governo.

Revogar a Lei 9478 e as suas ambigüidades - o que implicaria também modificar o artigo 176 da Constituição Federal, igualmente confuso no tratamento de algo que é considerado um monopólio da União (o petróleo) e que ao mesmo tempo confere a propriedade do que venha a ser extraído de jazidas aos concessionários das mesmas; suspender por completo a realização de leilões; estabelecer como marco normativo de referência, a ser aprimorado de acordo com mudanças que venham a ser julgadas como convenientes ao interesse nacional, a Lei 2004, de 1953, que criou a Petrobrás, seriam iniciativas essenciais para adequar o país às enormes possibilidades que se oferecem.

Nesse sentido, cumpre destacar que já foi apresentado ao Congresso projeto de Lei elaborado pelas entidades e movimentos sociais envolvidos na Campanha do Petróleo Tem Que Ser Nosso, que procura oferecer ao debate nacional e parlamentar proposições absolutamente adequadas à defesa do interesse nacional. Este projeto acabou por ser apresentado formalmente pelo deputado Fernando Marroni (PT/RS), e foi subscrito por outros 23 parlamentares do PT, do PCdoB, do PDT e do PSOL. Esperamos que o Congresso venha a debatê-lo com a seriedade e profundidade necessárias.

Para tanto, a defesa do regime de urgência para a tramitação dos projetos do pré-sal, feita pelo governo, é compreensível - dada a pressão da direita patrocinada pelo interesse estrangeiro e a proximidade das eleições presidenciais - mas totalmente inadequada.  Porém, mais uma vez, a responsabilidade é do próprio governo, com suas ambigüidades e vacilações.

Paulo Passarinho é economista e presidente do CORECON-RJ

 

 




9月9日

Brasil adere a banco de dados sobre ODM

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Brasil adere a banco de dados sobre ODM
Rede IDEEA, criada por comissão da ONU para América Latina, reúne informações sobre projetos sociais em prol dos Objetivos do Milênio

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DAYANNE SOUSA

Projetos sociais brasileiros vão entrar em um banco de dados da internet que reúne iniciativas de países da América Latina sobre os ODM (Objetivos de Desenvolvimento do Milênio), uma série de metas socioeconômicas que os países da ONU se comprometeram a alcançar até 2015. A Rede IDEEA-ODMs (Rede de Intercâmbio e Difusão de Experiências Exitosas para Alcançar os ODM) é um banco de boas práticas, que divulga ações sociais em áreas relacionadas aos ODM, como o combate à pobreza e à fome, melhorias na educação, na saúde da mulher e da criança.

A rede, criada pela CEPAL (Comissão Econômica para América Latina e Caribe), já lista 144 experiências em 16 países da região, como Argentina, México, Cuba e Colômbia. O Brasil passa a participar agora como resultado de um acordo que o governo está assinando com a CEPAL. A Secretaria Geral da Presidência, responsável pela negociação, passará a promover o banco de boas práticas no Brasil e estimular ONGs ou setores do governo e de administrações locais a se cadastrarem. O país já entra com o maior número de ações cadastradas. Até agora, são 52 iniciativas brasileiras no site. Em segundo lugar, vem o Perú, com 8 projetos.

De início, estão sendo cadastradas na Rede IDEEA as iniciativas que estiveram no Prêmio ODM Brasil, realizado pela Secretaria em parceria com movimentos sociais e o PNUD. O prêmio homenageia, a cada dois anos, 20 projetos sobre os ODM em diferentes regiões do país. Os finalistas das duas edições já realizadas, em 2005 e 2007, foram colocados no banco e, em 2010, serão anunciados os vencedores da terceira edição.

“É uma forma de divulgar e aprofundar o intercâmbio entre as instituições”, afirma Davi Schmidt, assessor da Secretaria. Ele acredita que o banco facilita que uma experiência bem sucedida em uma região inspire outras ações em lugares e países diferentes. O objetivo é que qualquer interessado possa se cadastrar, mas, antes de irem ao ar, os projetos são avaliados por um comitê da CEPAL.

Os dados de projetos inseridos na Rede IDEEA ficam gravados em uma ficha detalhada. Por exemplo, na descrição de um programa que atende meninas de rua no Recife, há uma lista com todos as atividades feitas e resultados estatísticos: quantas deixaram a rua, quantas passaram a estudar, entre outras coisas. “É bom ter um espaço para expor com detalhes, porque um tema tratado aqui pode ser um problema também na Venezuela, no Chile, em vários lugares”, observa Schmidt.

O acordo com a CEPAL deve ser finalizado até este mês de setembro, diz o assessor. Depois disso, a Secretaria vai divulgar a ideia do banco de boas práticas em um seminário aberto ao público. Desde julho, estão sendo realizados eventos em todos os estados para promover o Prêmio ODM e a promoção do banco de dados deve ocorrer em algum deles.

Em 18 de agosto, o Brasil participou de um seminário internacional promovido pela CEPAL na Guatemala para discutir o funcionamento da rede. Um dos objetivos, segundo Schmidt, foi criar mais mecanismos dentro do site para que os autores dos projetos cadastrados conversem e também promover encontros presenciais entre eles.

 


9月8日

Alerta: Veneza e o fantasma da submersão

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Alerta

Veneza e o fantasma da submersão

Grupo ambientalista britânico avisa sobre os riscos associados ao projeto de expansão do porto da cidade.

Autoridades italianas querem que o porto de Veneza seja capaz de receber navios maiores, a fim de fazê-lo competir com outros portos europeus. O caso ilustra o conflito entre a necessidade de preservação de Veneza, que é Patrimônio Mundial da Unesco, e a exploração de um porto que oferece fácil acesso aos Bálcãs e à Europa Central.

As dragagens e o tráfego de navios pesados são vistos como causas do aumento do nível do mar em Veneza — que subiu 22,5 centímetros no século passado, devido também à ocupação da terra –, o que ameaça as ilhas baixas sobre as quais a cidade histórica foi erguida.

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