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11月6日 This is It, de Kenny Ortega, 2009HÉLIO'S BLOG Divulgação Científica
cinema
This is It, de Kenny Ortega, 2009 O cinema lotado no meio da semana, causado pelo sucesso deste documentário sobre Michael Jackson, fez com que me sentasse muito na frente. O que parecia ser um suplício, para o pescoço e para a atenção, na verdade foi um presente: Nunca assisti a nenhum show do Rei do Pop, e agora tive a oportunidade de desfrutar de perto, praticamente todo o show do cantor, que ficou gravado para a posteridade. Já gostava da música de Michael Jackson, ciente de ser ele um dos músicos mais talentosos de todos os tempos, ao menos em se tratando de Rock, mas somente ao assistir ao filme me dei conta da magnitude deste artista, que compõe, canta e dança como ninguém. Ou melhor, tudo isso no passado, uma vez que Michael morreu agora em 2009. Talvez o maior ídolo pop de todos os tempos, ele contabiliza nada menos que 184 milhões de resultados no Google. Isto remete ao artigo de A. Helbo, no livro Semiologia da Representação, TV como Banco de Imagens. Nele, o autor dá determinado valor a algo, dependendo do número de vezes que foi representado; assim, podemos comparar Pelé, Buda, o sabonete Lux, ou Michael Jackson, relativamente às suas imagens. Este fenômeno das massas, um ídolo que arrebata multidões, não aconteceu ao acaso, e o filme prova isso. Vemos Michael Jackson, aos 50 anos, ensaiando para o que seria a sua última turnê, o seu último show, o que nem chegou a acontecer. Este personagem que aparece no documentário, é simplesmente o que há de melhor na pessoa do cantor, o artista criador. Tudo no show, dos bailarinos, músicos, aos efeitos especiais, é parte do que há de melhor na contemporaneidade em termos de arte. Tudo que cerca o genial Michael Jackson é esplendoroso, em termos de espetáculo artístico. Ao assistir o filme, que tem como um de seus méritos não ser uma biografia, ou um documentário comum, mas simplesmente uma gravação dos ensaios, percebi como a mídia geralmente trabalha com o sensacionalismo mais rasteiro e mediocrizante: Ao sublinhar a possível perversão do cantor, já condenando-o como pedófilo, bem como relevar as estranhas circunstâncias de sua morte, a genialidade deste gênio (isso mesmo) do mundo moderno ficou em segundo plano. Este filme possibilita uma virada nas consciências, uma vez que mostra um artista criando, com precisão extrema, exigência máxima, ritmo e melodia inigualáveis. A dança é um exemplo da singularidade de MJ: Vários bailarinos jovens e absolutamente talentosos simplesmente ficam apagados perto da movimentação extraordinária, da dança mágica praticada por um homen de 50 anos. Seu talento musical, aliado à perseguição da excelência, possibilitam um resultado único, maravilhoso. A roda ao final do ensaio, com todos os membros da equipe, permite deduzir que o artista, juntamente com o diretor do show, os músicos e bailarinos, possuem uma noção de conjunto, de grupo, que é característica dos espetáculos mitológicos, que superam o tempo, tal como os ritos: Tudo isso catalisado pela magia de Michael Jackson. Bom, com tantos elogios está critica deve estar deveras aborrecida. É só ver para crer. Vamos então aos resultados da premiação da 33ª Mostra Internacional de Cinema de São Paulo: Prêmio do júri – ficção Melhor Filme: “Voluntária Sexual” (Coréia do Sul), de Cho Kyeong-Duk Melhor Diretor: Andreas Arnstedt, por “Os Dispensáveis” (Alemanha) Melhor Ator: Andrè Hennicke, de “Os Dispensáveis” (Alemanha) Prêmio do júri – documentário Melhor Filme: “O Inferno de Clouzot” (França), de Serge Bromberg e Ruxandra Medrea Menção Honrosa: “O Abraço Corporativo”, (Brasil), de Ricardo Kauffman Prêmios da crítica Melhor Longa-Metragem Estrangeiro: “Ninguém Sabe dos Gatos Persas”, (Irã), de Bahman Ghobadi Melhor Longa-Metragem Brasileiro: “O Sol do Meio-Dia”, de Eliane Caffé Prêmios do público Melhor Longa-Metragem Brasileiro: “Carmo”, de Murilo Pasta Melhor Longa-Metragem Estrangeiro: “Abraços Partidos” (Espanha), de Pedro Almodóvar e “O Último Dançarino de Mao” (Austrália), de Bruce Beresford Melhor Documentário em Longa-Metragem Brasileiro: “Dzi Croquettes”, de Tatiana Issa e Raphael Alvarez Melhor Documentário em Longa-Metragem Estrangeiro: “Tom Zé – Astronauta Libertado” (Espanha), de Ígor Iglesias Gonzáles Prêmio da Juventude: “Saída a Nado” (Suécia), de Måns Herngren Prêmio Itamaraty Melhor Longa-Metragem de Ficção: “Antes que o Mundo Acabe”, de Ana Luiza Azevedo Melhor Documentário em Longa-Metragem: “Dzi Croquettes”, de Tatiana Issa e Raphael Alvarez Melhor Curta-Metragem: “Insone”, de Marília Scharlach e Marina Magalhães Prêmio Especial – Homenagem pelo Conjunto da Obra: Paulo César Saraceni Prêmio Aquisição Canal Brasil Melhor Curta-Metragem: “O Príncipe Encantado”, de Sérgio Machado e Fátima Toledo Veja na próxima página o trailer do filme e as estreias da semana. This is it Related Videos) Os Fantasmas de Scrooge (A Christmas Carol) EUA, 2009. Direção: Robert Zemeckis. Elenco: Jim Carrey, Colin Firth, Gary Oldman. Duração: 96 min. 500 Dias Com Ela (500 Days of Summer) EUA, 2009. Direção: Marc Webb. Elenco: Zooey Deschanel, Joseph Gordon-Levitt, Minka Kelly. Duração: 95 min. O Solista (The Soloist) Inglaterra/EUA, 2008. Direção: Joe Wright. Elenco: Robert Downey Jr., Catherine Keenr, Jamie Foxx. Duração: 118 min. Jogos Mortais 6 (Saw 6) Canadá/EUA/Inglaterra/Austrália, 2009. Direção: Kevin Greutert. Duração: 90 min. Código de Conduta (Law Abiding Citizen) EUA, 2010. Direção: F. Gary Gray. Elenco: Gerard Butler, Jamie Foxx. Duração: 108 min. À Procura de Eric (Looking for Eric) Inglaterra/França/Itália/Bélgica, 2009. Direção: Ken Loach. Elenco: Eric Cantona, Steve Evets, Stephanie Bishop. Duração: 116 min. Um Lobisomem na Amazônia Brasil, 2006. Direção: Ivan Cardoso. Duração: 74 min. Fama (Fame) EUA, 2009. Direção: Kevin Tancharoen. Elenco: Kelsey Grammer, Megan Mullally, Debbie Allen. Duração: 107 min. Terra Sonâmbula (RJ) Moçambique/Portugal, 2007. Direção: Teresa Prata. Elenco: Nick Lauro Teresa, Aladino Jasse, Ernesto Lemos Macuacua. Duração: 95 min. Escrito por: Francisco TaunayCompartilhe 5月24日 Réquiem para um cinema de bairroDivulgação Científica In English http://translate.google.com.au/translate?hl=en&sl=pt& Réquiem para um cinema de bairro, por Celso Lungaretti“Eu quero pulgas mil na geral, eu quero a geral
4月13日 Documentário “Mataram Irmã Dorothy”HÉLIO'S BLOG Divulgação Científica In English http://translate.google.com.au/translate?hl=en&sl=pt& Documentário“Mataram Irmã Dorothy” estreia no dia 17 de abril
No dia 17 de abril, estreia nos cinemas de São Paulo, Rio de Janeiro, Brasília e Belém o documentário “Mataram Irmã Dorothy”, sobre o assassinato da freira Dorothy Stang, executada brutalmente com seis tiros, em 2005, em Anapu, interior do Pará.
2月25日 O Festival Internacional de Filmes CurtíssimosHÉLIO'S BLOG Divulgação Científica
In English
Estão abertas, até 30 de março de 2009, as inscrições para
O Festival Internacional de Filmes Curtíssimos 2ª Edição em Brasília
Em sua 11ª edição no mundo, o Festival Internacional de Filmes Curtíssimos exibe nos dias 24, 25 e 26 de abril de 2009, em 75 cidades de 17 países, obras nos mais diferentes formatos e gêneros. O Festival foi selecionado para participar da programação do Ano da França no Brasil.
Os interessados podem inscrever filmes realizados em qualquer formato de captação, gênero ou tema, amadores ou profissionais, porém, que não ultrapassem 3 minutos de duração (fora o título e os créditos), produzidos em qualquer parte do Brasil e em qualquer ano, podendo já terem participado de outros festivais ou mostras.
Os candidatos devem preencher a ficha de inscrição disponível (on-line) no site www.filmescurtissimos.com.br e entregar em mãos ou enviar, via correios, cópia do filme em MINI DV ou DVD, anexada à ficha de inscrição impressa e assinada para: Espaço Cultural Renato Russo - 508 Sul Bl. A - CEP 70.351-580 (Aos cuidados do Festival Internacional de Filmes Curtíssimos), até 30 de março de 2009.
A inscrição é gratuita.
Premiação
Os filmes selecionados concorrerão a cinco premiações (Melhor Filme, Animação, Originalidade, Brasília 50 Anos e Júri Popular). Os filmes premiados entrarão na curadoria realizada em Paris para a mostra Internacional do Festival em 2010.
Regulamento
Podem se inscrever para o Festival: Filmes concluídos em qualquer ano (não inscritos na edição de 2008 do Festival); As obras com duração máxima de três minutos (fora título e créditos); Obras audiovisuais finalizadas em qualquer formato. As produções devem ser entregues, impreterivelmente, até o dia 30 de março de 2009, em uma caixa ou envelope pardo (data de postagem) 01 cópia em Mini-DV ou DVD do(s) filme(s) inscrito(s), etiquetada com o(os) título(s) da obra; Mais informações no site www.filmescurtissimos.com.br
Edição Anterior
Em 2008, na 1ª edição do Festival Internacional de Filmes Curtíssimos realizada no Brasil foram inscritos mais de 350 filmes de diferentes estados. Dentre os inscritos, 20 filmes foram produzidos especialmente para o Festival. O destaque foi o filme Idéias do Povo, de Adriana de Andrade, um inteligente ‘Fala Povo’ gravado na rodoviária do Plano-Piloto, em Brasília, vencedor do Prêmio Brasília 50 anos. O público em 2008 ultrapassou a expectativa da organização: mais de 2.500 pessoas lotaram o Cine Brasília nos três dias de Festival.
Rede das cidades participantes da 11ª edição/2009
BRASIL: Brasília.
FRANÇA: Aniane; Annecy; Arcueil-Gentilly; Audincourt; Avallon; Caen; Chalon-sur-Saône; Chambéry; Cherbourg; Cluny; Domqueur; Genlis; L’Arbresle; La Garde; La Rochelle; Le Mans; Lucé; Marseille; Millau; Montpellier; Nogent-sur-Marne; Oyonnax; Paris; Reims; St-Etienne-du-Rouvray; Wissembourg.
SUIÇA: Bex; Genève; Lausanne; Neuchâtel; Fribourg; La Chaux-de-Fonds.
ISRAEL: Tel Aviv.
ITÁLIA: Celenza sul Tigno; Padova; Trento; Vicenza.
TUNÍSIA: Túnis.
NOVA CALEDÔNIA: Mont-Dore.
MARTINICA: Fort-de-France.
ARGÉLIA: Alger.
ALEMANHA: Berlim; Weimar.
BÉLGICA: Bruxelas.
LUXEMBURGO: Luxemburgo.
MALI: Bamako.
SENEGAL: Dakar.
MOLDOVA: Chicinau.
CANADÁ: Montreal.
ROMÊNIA: Aiud; Alba Iulia; Arad; Bacau; Baia Maré; Borsa; Cluj-Napoca; Curtici; Dej; Iasi; Ineu; Nadlac; Odorheiu; Oradea; Petesti; Romnicu Vâlcea; Sangeorz-Bai; Santana; Targu Mures; Timisoara; Vadra Dornei; e Viseu de Sus.
CORÉIA DO SUL: Seul.
URUGUAI: Montevidéu.
VENEZUELA: Caracas.
Organização e Coordenação Nacional: Josiane Osório 61 9138-0206 e 8141-6742 josiane@filmescurtissimos.com.br
Produção Executiva: Kellen Casara 61 8132-4902 kellen@filmescurtissimos.com.br
Assessoria de Imprensa: Rodrigo Machado 61 8175-3794 / 3349-4113
A Condição Humana na Aporia do Racionalismo
Verônica Lima
O instrumento para a composição de uma visão particular de mundo...
Misery of Science
http://www.thesaurus.com.br/livro/1863/uma-casa-dois-mundos/?affid=helioblog
2月21日 Cultura e MercadoHÉLIO'S BLOG Divulgação Científica In English http://translate.google.com.au/translate?hl=en&sl=pt& helioaraujosilva1952.spaces.live.com/ Secretaria do Audiovisual anuncia editais para a área em 2009 Foram divulgados os editais de fomento à produção Audiovisual para o ano de 2009. Você pode encontrar os editais previstos para 2009 no site do Ministério da Cultura, incluindo valores dos prêmios, quantidade de obras premiadas, prazos de inscrição, políticas de regionalização e orientações para estreantes. Notícias No dia 28 de janeiro, Da-Rin participou da mesa redonda intitulada Como a França vê o Cinema brasileiro. Este debate procurou refletir sobre a imagem do cinema brasileiro na França e identificar as expectativas que os franceses têm em relação ao cinema produzido no Brasil. O encontro contou com participação de curadores de festivais franceses, que enfocaram o cinema latino-americano, buscando compartilhar expectativas com realizadores e produtores para a concretização de possíveis colaborações. O debate fez parte da programação de seminários da 12ª Mostra de Cinema de Tiradentes, que ocorreu entre 23 e 31 de janeiro. Mais informações podem ser obtidas no site www.mostratiradentes.com.br
9月29日 COM ARGUMENTO DE SPIELBERG, "CONTROLE ABSOLUTO" ENTRETÈM E FAZ PENSAR AO MESMO TEMPO
In English
1月14日 A vida me ensinouHÉLIO'S BLOG helioaraujosilva1952.spaces.live.com/ "A vida me ensinou"
A vida me ensinou...
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ROTEIRO |
ROTEIRISTA |
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A Sombra do Edifício |
Jorge Duran |
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Abalou |
Gustavo dos Santos Melo da Silva |
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Aguaretama |
João Mendonça Ewerton |
Ângelus |
Marcya Reis Paula Costa |
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Assistente de Mr. Stanley |
Durval Gomes Garcia |
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Banana Kid, Super Herói |
Xavier de Oliveira |
Batuque dos Negros |
Carlos Alberto Ratton |
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Bileliote do Rex |
Rosângela Godoy |
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Os Campos de São Jorge |
Ana Maria Terra Borba Caymmi |
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Caramuru |
Tiago Santiago |
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D. Emily |
Maria Márcia d’Abreu e Souza |
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Desamor |
Franco de Rezende Mendes Groia |
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Os Desvalidos |
Francisco Ramalho Júnior |
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Dia da Nossa Revolução |
Edyala Iglesias |
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Era uma Vez Hamatsu |
Cláudio Minoro Yosida |
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Espelho Meu |
Carlos Eduardo Gonçalves de Melo |
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Essa Terra |
Roman Bernard Stulbach |
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Homem Fechado |
Fernando Bonassi |
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A Igreja do Diabo |
Luíz Alves de Moura |
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Inferno |
Roberto Franco Pereira |
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La kukaracha |
Francisco Cataldi Martins |
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Maravilhas de Monsieur Pouchet |
Ricard Clement Haber |
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Mudar de Vida |
Galileu Garcia |
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Omelete |
Marcus Aurelius Pimenta |
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O Playboy, o Sinistro e o Bacana |
Sérgio C. Brasia |
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O Presente de Alice |
Susana Schild |
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Princesa de Aroruba |
Nelson Simas Andrade de Oliveira |
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O Salto da Gazela |
Sérgio Renato Viuctor Villela |
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Thamyi |
José Ervolino Neto |
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Um Estranho Milagre |
Marco Antonio Schiavon |
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Seis |
José Roberto Torero Fernandes Júnior |
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Um Táxi para Viena d´Áustria |
Anselmo Vasconcelos |
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HÉLIO'S BLOG
POLÍTICAS DE FOMENTO DO AUDIOVISUAL
De 1995 a 2002, o Ministério da Cultura empenhou-se, através da ação de sua Secretaria do Audiovisual, no fomento e na difusão do audiovisual e do cinema no país. Para tanto, definiu-se, em primeiro lugar, a meta prioritária de elevar a participação do produto brasileiro no mercado de exibição nacional de 0,05%, em 1992, para 20%, em 2003, meta ultrapassada se se levar em conta o número de filmes nacionais lançados no período em relação ao número de lançamentos estrangeiros (vide tabela I).
Até 1998, essa política apoiou-se, particularmente, na consolidação e modernização das leis de incentivo, mas também na implementação de programa de concursos públicos, na produção e na exibição de programas televisivos e no apoio à participação do cinema brasileiro em festivais nacionais e internacionais.
Entre 1999 e 2002, entretanto, o campo de atuação da Secretaria ampliou-se consideravelmente, incorporando novas políticas de apoio ao desenvolvimento do setor através dos seguintes Programas: Apoio à Comercialização de Filmes; Mais Cinema; Grande Prêmio Cinema Brasil; A Redescoberta do Cinema Nacional; Cinema dos Brasileiros; Imagens do Brasil e novos Concursos Públicos como – Apoio a filmes de Baixo Orçamento, Roteiro, Curta-metragem, Documentário, Longa-metragem e Telefilme.
Em 8 anos, o volume de recursos exclusivamente orçamentários aplicados no setor pelo Ministério da Cultura superou R$ 75 milhões, crescendo quase 10 vezes, isto é, passando de R$ 1,6 milhões, em 1995, para R$ 15 milhões em 2001 e mantendo-se neste patamar em 2002, segundo lei orçamentária votada pelo Congresso Nacional.
Entre 1995 e 1998, as ações da Secretaria para o Desenvolvimento Audiovisual - SDAv corresponderam ao limite de recursos orçamentários disponíveis. A SDAv administrava, basicamente, a lei n° 8.685/93 (Audiovisual) e as suas ações se dirigiam para a qualificação do produto cinematográfico brasileiro e para o incremento de sua visibilidade.
Em 1995, o orçamento da SDAv foi de R$ 1,6 milhões. Esses recursos permitiram apoiar a realização de alguns festivais nacionais (Gramado, Brasília, Rio de Janeiro, Bahia e Maranhão), bem como a participação do cinema brasileiro em festivais internacionais. Também foi possível restaurar 16 filmes, incrementar a divulgação de filmes brasileiros na televisão, realizar publicações sobre o setor e promover a produção e a distribuição de vídeos de documentários sobre a cultura brasileira.
A produção de filmes brasileiros voltou a crescer lentamente. Com o Prêmio Resgate, lançado em 1993-94, o país conseguiu criar condições para a alavancagem de uma nova fase do desenvolvimento da cinematografia nacional. Apareceram novos filmes e diretores, e a visibilidade do cinema brasileiro aumentou no país e no exterior. A seguir, a lista dos filmes produzidos em 1995, sendo os 4 primeiros com o apoio do Prêmio Resgate e os demais, resultado do fomento das leis de incentivo:
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FILME |
DIRETOR (A) |
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O Quatrilho |
Fábio Barreto |
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Carlota Joaquina |
Carla Camurati |
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Menino Maluquinho |
Helvécio Ratton |
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Bananas is my Business |
Helena Solberg |
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Cinema de Lágrima |
Nelson Pereira dos Santos |
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Louco Por Cinema |
André Luiz Oliveira |
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Perfume de Gardênia |
Guilherme Prado |
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O Mandarim |
Júlio Bressane |
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Terra Estrangeira |
Walter Sales Jr. e Daniela Thomas |
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Yndio do Brasil |
Sylvio Back |
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Em 1996, os recursos orçamentários do Ministério da Cultura para o setor totalizaram R$ 3,8 milhões, permitindo uma melhor atuação da SDAv no apoio à produção e distribuição de filmes brasileiros, bem como o incremento da infraestrutura do setor. Esse apoio também foi dirigido à recuperação de 7 filmes[2], a produção de 77 programas de televisão para a Revista de Cinema Brasileiro[3], bem como a divulgação dos filmes O Quatrilho e Tieta do Agreste no exterior. O resultado dessa nova política começou a despontar e o filme O Quatrilho foi indicado para concorrer ao Oscar de melhor filme estrangeiro. A produção de filmes brasileiros aumentou no período.
Foram produzidos 21 filmes, 9 dos quais contaram com o apoio do Prêmio Resgate e 12 com o suporte das Leis 8.685/93 (Audiovisual) e 8.313/91(Rouanet), como se verifica a seguir.
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FILME |
DIRETOR (A) |
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As Meninas |
Emiliano Ribeiro |
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Cassiopéia |
Clóvis Vieira |
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Como Nascem os Anjos |
Murilo Salles |
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Corisco e Dada |
Rosemberg Cariri |
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Doces Poderes |
Lúcia Murat |
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Felicidade É.... |
Pedro Goulart, José Roberto Torero, Jorge Furtado e Cecílio Neto |
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Fica Comigo |
Tizuka Yamasaki |
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Jenipapo |
Monique Gardenberg |
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Mil e Uma |
Suzana Moraes |
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No Rio das Amazonas |
Ricardo Dias |
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O Cego que Gritava Luz |
João Batista de Andrade |
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O Guarani |
Norma Bengell |
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O Judeu |
Jom Tob Azulay |
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O Lado Certo da Vida Errada |
Octávio Bezerra |
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O Monge e a Filha do Carasco |
Walter Lima Jr. |
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Quem Matou Pixote |
José Joffily |
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Sábado |
Ugo Giorgetti |
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Sombras de Julho |
Marco Altberg |
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Super Colosso |
Luiz Ferre |
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Tieta do Agreste |
Carlos Diegues |
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Todos os Corações do Mundo |
Murilo Salles |
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Português da Arte Cinematográfica e Audiovisual (IPACA).
[6] Vide site do Ministério da Cultura (www.minc.gov.br), Relatórios e Pesquisas
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Desde 2001, sob a coordenação da Casa Civil da Presidência da República, a ANCINE prepara-se para assumir a responsabilidade de reconfigurar a matriz organizacional da indústria cinematográfica, ficando a Secretaria do Audiovisual do Ministério da Cultura com seu foco voltado essencialmente para a difusão e o fortalecimento da vertente cultural do audiovisual brasileiro.
II – POLÍTICAS DE FOMENTO DO AUDIOVISUAL
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Tabela II
EVOLUÇÃO DAS INVERSÕES NA PRODUÇÃO AUDIOVISUAL 1995/2002
INVESTIMENTOS |
1995 |
1996 |
1997 |
1998 |
1999 |
2000 |
2001 |
2002 (2)* |
TOTAL | |
|
INCENTIVO FISCAL (1) |
28.347.902 |
75.550.880 |
113.615.462 |
73.181.958 |
59.400.244 |
55.831.444 |
100.694.241 |
43.055.853 |
549.677.984 | |
|
|
ARTIGO 1º |
16.260.928 |
51.233.048 |
75.607.335 |
39.093.362 |
35.931.645 |
28.312.509
|
41.487.618 |
7.926.592 |
295.853.037 |
|
|
ARTIGO 3º |
4.030.992 |
6.819.036 |
3.848.491 |
3.999.707 |
3.865.016 |
5.092.993 |
15.225.127 |
5.979.529 |
48.860.891 |
|
|
MECENATO |
8.055.982 |
17.498.797 |
34.159.636 |
30.088.000 |
19.603.582 |
22.425.943 |
43.981.496 |
29.149.733 |
204.964.056 |
|
CONVERSÃO DÍVIDA EXTERNA |
- |
- |
- |
- |
952.653 |
5.505.668 |
540.217 |
3.191.673 |
10.190.212 | |
|
PROGRAMA MAIS CINEMA |
- |
- |
- |
- |
7.041.667 |
2.125.000 |
- |
- |
9.166.667 | |
|
ORÇAMENTO DA UNIÃO (3) |
1.600.000 |
3.835.840 |
9.822.212 |
5.541.491 |
11.703.668 |
13.929.500 |
15.537.710 |
15.038.980 |
77.029.401 | |
|
TOTAL |
29.947.902 |
79.386.720 |
123.437.674 |
78.723.449 |
79.098.232 |
77.391.613 |
116.772.168 |
61.306.506 |
646.064.264 | |
Fonte: Secretaria do Audiovisual do Ministério da Cultura.
(1) O artigo 1º da Lei nº 6.865, de 20 de julho de 1993, trata da dedução do imposto de renda mediante aquisição de quotas representativas de direitos de comercialização de obras audiovisuais de produtores independentes pela via do mercado de capitais e o artigo 3º trata da dedução de imposto de renda mediante aplicação em co-produção. Já a Lei nº 8.313 (Mecenato) trata de incentivos fiscais através do Fundo Nacional de Cultura.
(2) Atualizado até 11/10/2002.
(3) Valor aprovado pelo Congresso Nacional
NA HORIZONTAL (PÁGINA INTEIRA)
Está em outro arquivo
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O mercado audiovisual brasileiro é hoje um dos oito maiores do mundo. Os diversos segmentos que o constituem - cinema, vídeo, filme publicitário, TV aberta e TV por assinatura - movimentam cerca de 10 bilhões de dólares por ano[1]. Atualmente, o setor vive uma fase de expansão moderada, gerando significativa demanda por produção genuinamente nacional.
No Brasil, ainda é baixa a taxa de ocupação do mercado de exibição pelo produto cinematográfico nacional, indicador importante para avaliar-se, em comparação com outros países, o desenvolvimento da cadeia produtiva do audiovisual no país. Essa taxa, que na década de 80 chegava a 35% do mercado de exibição de filmes brasileiros, apresentou uma queda considerável no final dos anos 80 e início dos 90, decorrência de transformações tecnológicas e da adoção, pelo governo da época, de políticas descomprometidas com o desenvolvimento nacional, além da abertura indiscriminada do mercado. Nesse período, o país chegou a uma fatia de apenas 0,05%, em 1992, quando o percentual de lançamentos de filmes brasileiros em relação a filmes estrangeiros diminuiu consideravelmente (vide Tabela I).
A partir de 1995 e considerando-se o período de até outubro de 2002, o percentual de filmes lançados quintuplicou, passando de 5,4% para 26,9% (vide Tabela I). Foram produzidos no país, entre 1995 e 2002, 203 longas metragens, sendo 3 indicados para o Oscar de melhor filme estrangeiro, possibilitando o surgimento de cerca de 60 novos cineastas e a conquista de mais de 200 prêmios em eventos nacionais e internacionais pelos cineastas brasileiros. Além disso, foram produzidos 340 documentários culturais e mais de 669 curtas-metragens.
Outro resultado bastante positivo foi o aumento do público brasileiro nas salas de cinema para assistir a filmes nacionais. De 36 mil espectadores em 1992, o Brasil passou para 6,5 milhões de espectadores em 2002 (vide Tabela I).
Tabela I
Fonte: Secretaria do Audiovisual e Filme B (www.filmeb.com.br - empresa especializada em dados do cinema)
(* O percentual de lançamentos equivale a um quociente entre o número de lançamentos de filmes brasileiros e de filmes estrangeiros em território nacional)
ESTA EM OUTRO ARQUIVO HORIZONTAL
Somente nos 3 primeiros anos do governo do presidente Fernando Henrique Cardoso foram investidos mais de R$ 230 milhões no setor e, nos 8 anos de governo, o volume total de inversões alcançou R$ 646 milhões (vide Tabela II), o que representa um aumento de mais 50%, em 8 anos, comparando-se esse total com os recursos investidos em 12 anos de existência pela Embrafilme.
(Continua)
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Os desafios da política do audiovisual no Brasil
Verônica Lima*
Forma de expressão privilegiada dos vários olhares da cultura brasileira, o
cinema nacional é hoje um ícone do processo de afirmação da autonomia e da
soberania nacionais. Este status, no entanto, não foi atingido por acaso, já que, em
nome de uma versão dicotomizada de público e privado e de uma forte ideologização
em prol do mercado, o governo Collor promoveu o desmonte do padrão de
financiamento da cinematografia nacional e assinou um decreto de morte para o
setor. Resultado claro e elucidativo: em 1992, ano em que o governo acabou com
a Embrafilme e o Concine, apenas três filmes nacionais foram lançados
comercialmente. Em relação ao lançamento de filmes estrangeiros, isto representou
um percentual de 1,27%, o que, em relação a público, representou cerca de 0,05%.
Problema histórico
A grande dependência do Estado e uma profunda desarticulação entre cinema
e televisão é um problema histórico que compromete o desenvolvimento de um
parque audiovisual integrado no país. Diferentemente dos Estados Unidos, por
exemplo, que possuem uma cadeia produtiva do audiovisual quase
perfeitamente desenhada, cuja matriz é a indústria cinematográfica e onde ocorreu
uma ampla integração do cinema e da televisão, o aparecimento da tv no
Brasil representou o surgimento de uma dicotomia. Desde este momento, o país
tem convivido com um desenho institucional marcado por um parque televisivo forte,
de base comercial e com a dominação de alguns conglomerados e um grande número
de empresas de cinema, com foco no cinema independente e com tamanhos e
capacidade empresarial diferenciados.
Um Pouco de História
Pensar em audiovisual no Brasil, como no resto do mundo, implica em perscrutar
a trajetória da produção cinematográfica no país. Este processo teria tido origem em
1898, quando Afonso Segreto, um dos pioneiros do cinema nacional, filmou e exibiu
as primeiras imagens do Rio de Janeiro.
Algumas décadas mais tarde, a passagem da República Velha para a República
Nova terminou dando um impulso qualitativo na produção cinematográfica do país
por meio da alavancagem do processo de industrialização. Este processo
também consegue ensaiar as condições objetivas para o aparecimento de uma “cultura
de massa” que se vê refletida no cinema. Este momento coincidiu com o aparecimento
do som, com a melhoria da qualidade da produção nacional e a criação de
estúdios nacionais. O filme Limite (de Mário Peixoto) e a criação da Cinédia foram
os marcos deste período. Pouco tempo depois, começavam a aparecer outros
estúdios menores (como, por exemplo, Brasil Vita Filmes e Sono Filmes).
Humberto Mauro lança Ganga Bruta e aparecem as primeiras chanchadas, com base
em musicais americanos.
Com o Estado Novo, a mudança na política brasileira vai repercutir diretamente
no processo de formação da indústria cinematográfica. As políticas públicas se
fortalecem e são criadas, por exemplo, as quotas de exibição para os filmes nacionais
(que, bem ou mal, continuam sendo exigidas até hoje). Em 1941, surge a
Atlântida. Consolida-se, também, um clima favorável à intensificação da produção
de chanchadas, valorização da crítica social e arremedo da criação de
um mercado consumidor.
Neste período, o controle vertical da indústria cinematográfica é assumido por
meio da concentração do parque exibidor. Aparece, também, uma pequena indústria
do cinema, que começa a se redefinir espacialmente, com a fundação da Vera Cruz e
surge o cinema de expressão cultural.
Em 1950, começam as transmissões de TV no Brasil. Num primeiro momento,
no entanto, o surgimento da TV não chega a comprometer a produção
cinematográfica. Num segundo momento, no entanto, a Vera Cruz vai à falência.
A falência desta empresa vai demonstrar a precocidade da adoção de uma política
de investimentos centrada na definição de metas ambiciosas.
Alguns anos depois, aparece o filme Rio 40 Graus, de Nelson Pereira dos Santos,
que lança as sementes do Cinema Novo, a idéia de cinema de autor e a sua
afirmação como instrumento de denúncia social. Este boom, no entanto, tem
curta duração. Após a produção do filme O Pagador de Promessas, de
Anselmo Duarte, e o fortalecimento de um setor industrial ligado à produção
de aparelhos de TV, o público brasileiro passa a migrar para a televisão.
O Cinema Novo declina mais ainda em função do endurecimento do regime
militar e os financiamentos do setor tornam-se cada vez mais escassos.
O ano de 1969 representa um novo marco. É o momento de criação da
Embrafilme, que, juntamente com o INC, passa a dominar o panorama cinematográfico
no país. O fortalecimento do cinema no Brasil também avança por meio da implantação
de um programa de co-produções com empresas independentes, da criação da
maior distribuidora da América Latina e do financiamento da produção. Com isso,
duas cinematografias distintas conseguem se consolidar: por um lado, aparece
uma produção regular, com recursos financeiros, técnicos e humanos, e, por outro,
cresce também a produção de pornochanchadas, que haviam surgido na década
anterior. A extinção da Embrafilme e do Concice, no início dos anos 90 e a
abertura indiscriminada do mercado audiovisual brasileiro, vai interromper este
ciclo ascendente, causando uma total desarticulação dos instrumentos de
financiamento, fiscalização e regulação da atividade cinematográfica no país.
A retomada do cinema nacional
Após o desmonte do governo Collor, causado, sobretudo, pela crença no
poder mágico do mercado, a produção cinematográfica brasileira despencou e o
produto estrangeiro assaltou o país. Para corrigir tal deslize, os governos
subseqüentes buscaram desenhar uma política pública muito mais coerente voltada
para o setor. Este processo é deflagrado com a edição de algumas leis, como as
do Mecenato e do Audiovisual, que, com base em doações e renúncia fiscal,
buscaram estimular a produção nacional e confrontar a supremacia estrangeira
no mercado consumidor brasileiro.
Criada para dar um novo impulso à produção cinematográfica no país, a Lei
do Audiovisual, por exemplo, passou a representar a adoção de um novo modelo
de relacionamento entre a esfera pública e a privada, centrado na articulação
do mercado de ações e de um sistema de incentivos fiscais, e voltado ao
atendimento do marco de competitividade exigido pelo processo de globalização.
Como resultado dessa política de fomento industrial, o volume de investimento
em projetos audiovisuais cinematográficos terminou crescendo muito, passando
de R$ 27 milhões, em 1995, para R$ 112 milhões, em 2001. Somente nos oito anos
do governo de Fernando Henrique Cardoso foram investidos cerca de
R$ 646 milhões no setor. Por volta de 2002, no entanto, este processo declinou
um pouco, alcançando cerca de R$ 61 milhões, voltando a subir um pouco
em 2003, quando o volume de investimentos chegou a alcançar R$ 81,6 milhões.
A regularidade desta política de incentivo acabou impactando, positivamente,
o setor e a retomada do cinema nacional foi o resultado mais visível deste
processo. Somente entre 1995 e 2002, foram produzidos no país cerca
de 203 longas metragens, 340 documentários culturais e mais de 669 filmes
de curta-metragem. Neste período, três filmes foram indicados para o
Oscar de melhor filme estrangeiro, mais de 200 prêmios foram conquistados
em eventos nacionais e internacionais pelos cineastas brasileiros e surgiram cerca
de 60 novos cineastas. Neste período, portanto, o percentual de filmes lançados
no país começa a ensaiar um incremento significativo, passando de 5,4%,
em 1995, para 15,57%, em 1999 e 26,9%, em 2002.
Outro resultado bastante positivo foi o aumento do público brasileiro nas salas
de cinema para os filmes nacionais. De 36 mil espectadores em 1992, o Brasil
passou para 6,5 milhões de espectadores em 2002, chegando a atingir,
em 2003, a marca de 19,2 milhões de espectadores. No ano passado,
houve um pequeno recuo, já que os filmes brasileiros tiveram 15,4 milhões
de espectadores.
Fica aqui uma primeira ressalva: apesar de significativa, a participação do
filme nacional no mercado de exibição brasileiro ainda está muito longe de
atingir o percentual alcançado em 1982, quando o filme brasileiro
chegou a representar 35% do mercado. Diferentemente dos quinze milhões de
hoje, entre 1975 e 1982, o público nacional chegou a alcançar um número
variável entre 48 e 61 milhões de espectadores. Este número, inclusive, se torna
ainda mais relevante se levarmos em consideração as diferenças existentes
entre a sociedade brasileira desta época e a atual, com base em
análise de indicadores ou do perfil de classe, renda e nível cultural da
população envolvida.
Os gargalos da cadeia produtiva do audiovisual
. Apesar da grande visibilidade que o cinema nacional alcançou nos últimos anos,
seja no país ou no exterior, bem como a incontestável melhoria da qualidade do produto nacional, não se pode esquecer que as causas das dificuldades da indústria cinematográfica brasileira são várias, antigas e complexas. Dentre elas, destaca-se o poderio econômico e a concorrência do cinema americano no mercado doméstico, aprofundado pelo controle monopolístico das grandes distribuidoras americanas sobre o setor de exibição.
Mas, afora o poderio americano, existem ainda causas genuinamente nacionais
para as dificuldades do cinema brasileiro, tais como: baixa produtividade, alto custo de produção (comparado com a sua rentabilidade), alto preço de insumos essenciais, dependência de finalização no exterior, encomenda exígua de laboratórios, pequena tradição dramatúrgica (com base na formação continuada de atores e autores), alta concentração de papéis, falta de uma legislação trabalhista específica, falta de um mecanismo de engenharia financeira, dissociação entre produção e distribuição, baixa capacidade de investimento em comercialização, falta de articulação entre as janelas,
alto nível de incerteza do produto cinematográfico, baixa ocupação de mercado do filme brasileiro, baixa capacidade de investimento em exibição, baixo nível de informação
sobre mercado, etc.
Parte dessas dificuldades origina-se das estruturas econômica, social, política e cultural do país, e do caráter dependente destas estruturas, que dificultam a
consolidação de uma estrutural industrial competitiva e eficiente. Por outro lado, parte dessas dificuldades também reside no fato de que, diferentemente de outros países, as políticas brasileiras para o setor audiovisual ainda não conseguiram regulamentar ou incentivar a integração entre televisão e cinema e, portanto, até agora tiveram um
pequeno impacto no amortecimento da concorrência entre esses dois setores.
As respostas aos desafios da cadeia produtiva do audiovisual, portanto,
dependem da capacidade criativa e adaptativa da produção, distribuição e
exibição do produto brasileiro e da sedimentação de uma matriz
cultural organicamente delineada.
Em termos econômicos, a capacidade de resposta dessa cadeia também
depende da capacidade
de articulação do cinema, televisão e demais mídias num processo de
reestruturação produtiva que leve em conta o dinamismo da globalização
e a existência de
externalidades no consumo dos produtos audiovisuais no mundo contemporâneo.
No caso brasileiro, não existem dúvidas sobre a força e originalidade da
matriz cultural do país. Mas existem dramáticas diferenças nas
oportunidades e possibilidades que se abrem para os vários segmentos da
indústria de produtos audiovisuais, dada a extrema desigualdade de
sua base tecnológica, organização empresarial, controle de mercado,
inserção e competitividade internacional.
Dentro deste processo, nunca é demais reafirmar a importância do papel do
Estado (não confundir com governo) no delineamento da
institucionalidade necessária
para a afirmação deste setor como indústria e como espaço de cidadania. Neste primeiro caso,
há que se criar as condições objetivas para o desenvolvimento das esferas da
produção, distribuição e exibição do produto audiovisual e para o fortalecimento do
marco regulatório, hoje perpetrado pela Ancine e, futuramente, pela Ancinav.
No segundo
caso, há que se garantir a diversidade e especificidade do próprio
produto audiovisual, de
forma a que ele seja capaz de contribuir para o fortalecimento da
própria identidade nacional.
É como nos diz o cineasta grego Costa-Gavras, um dos mais respeitados
e politizados cineastas contemporâneos: “Todo país tem que ter seu próprio
cinema.
Os países têm suas polícias, exércitos, moedas, pintores e também precisam ter um
cinema nacional. A França, por exemplo, tem apresentado algumas soluções, num processo
que começou 50 anos atrás com De Gaulle: intensa produção nacional, leis sobre
produção, distribuição, laboratórios e escolas de cinema. Afinal de contas,
política nacional
de cinema é uma questão de Estado”.
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A partir deste ano, dá-se uma queda no volume global dos investimentos obtidos com as leis de incentivo, muito embora o volume de
recursos aplicados por meio do Artigo 3° da Lei do Audiovisual, que trata da dedução de imposto de renda por meio de co-produções,
tenha crescido. Interessante notar neste período, que coincide com a mudança de governo, que o volume de recursos investidos no Artigo 1°,
que trata da dedução de imposto de renda mediante aquisição de quotas representativas de direitos de comercialização de obras audiovisuais
de produtores independentes pela via do mercado de capitais, sofreu uma queda acentuada, enquanto que o volume de recursos investidos
por meio do Artigo 3° cresceu. Este artigo, na verdade, autoriza os contribuintes de imposto sobre o crédito ou remessa para o
exterior de rendimentos decorrentes da exploração comercial de obras audiovisuais a investir 70% do imposto devido em co-produção.
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