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日志


11月6日

This is It, de Kenny Ortega, 2009

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cinema


This is It, de Kenny Ortega, 2009


O cinema lotado no meio da semana, causado pelo sucesso deste documentário sobre Michael Jackson, fez com que me sentasse muito na frente. O que parecia ser um suplício, para o pescoço e para a atenção, na verdade foi um presente: Nunca assisti a nenhum show do Rei do Pop, e agora tive a oportunidade de desfrutar de perto, praticamente todo o show do cantor, que ficou gravado para a posteridade.

Já gostava da música de Michael Jackson, ciente de ser ele um dos músicos mais talentosos de todos os tempos, ao menos em se tratando de Rock, mas somente ao assistir ao filme me dei conta da magnitude deste artista, que compõe, canta e dança como ninguém. Ou melhor, tudo isso no passado, uma vez que Michael morreu agora em 2009. Talvez o maior ídolo pop de todos os tempos, ele contabiliza nada menos que 184 milhões de resultados no Google. Isto remete ao artigo de A. Helbo, no livro Semiologia da Representação, TV como Banco de Imagens. Nele, o autor dá determinado valor a algo, dependendo do número de vezes que foi representado; assim, podemos comparar Pelé, Buda, o sabonete Lux, ou Michael Jackson, relativamente às suas imagens.

Este fenômeno das massas, um ídolo que arrebata multidões, não aconteceu ao acaso, e o filme prova isso. Vemos Michael Jackson, aos 50 anos, ensaiando para o que seria a sua última turnê, o seu último show, o que nem chegou a acontecer. Este personagem que aparece no documentário, é simplesmente o que há de melhor na pessoa do cantor, o artista criador. Tudo no show, dos bailarinos, músicos, aos efeitos especiais, é parte do que há de melhor na contemporaneidade em termos de arte. Tudo que cerca o genial Michael Jackson é esplendoroso, em termos de espetáculo artístico.

Ao assistir o filme, que tem como um de seus méritos não ser uma biografia, ou um documentário comum, mas simplesmente uma gravação dos ensaios, percebi como a mídia geralmente trabalha com o sensacionalismo mais rasteiro e mediocrizante: Ao sublinhar a possível perversão do cantor, já condenando-o como pedófilo, bem como relevar as estranhas circunstâncias de sua morte, a genialidade deste gênio (isso mesmo) do mundo moderno ficou em segundo plano. Este filme possibilita uma virada nas consciências, uma vez que mostra um artista criando, com precisão extrema, exigência máxima, ritmo e melodia inigualáveis.

A dança é um exemplo da singularidade de MJ: Vários bailarinos jovens e absolutamente talentosos simplesmente ficam apagados perto da movimentação extraordinária, da dança mágica praticada por um homen de 50 anos. Seu talento musical, aliado à perseguição da excelência, possibilitam um resultado único, maravilhoso. A roda ao final do ensaio, com todos os membros da equipe, permite deduzir que o artista, juntamente com o diretor do show, os músicos e bailarinos, possuem uma noção de conjunto, de grupo, que é característica dos espetáculos mitológicos, que superam o tempo, tal como os ritos: Tudo isso catalisado pela magia de Michael Jackson.

Bom, com tantos elogios está critica deve estar deveras aborrecida. É só ver para crer. Vamos então aos resultados da premiação da 33ª Mostra Internacional de Cinema de São Paulo:

Prêmio do júri – ficção

Melhor Filme: “Voluntária Sexual” (Coréia do Sul), de Cho Kyeong-Duk

Melhor Diretor: Andreas Arnstedt, por “Os Dispensáveis” (Alemanha)

Melhor Ator: Andrè Hennicke, de “Os Dispensáveis” (Alemanha)

Prêmio do júri – documentário

Melhor Filme: “O Inferno de Clouzot” (França), de Serge Bromberg e Ruxandra Medrea

Menção Honrosa: “O Abraço Corporativo”, (Brasil), de Ricardo Kauffman

Prêmios da crítica

Melhor Longa-Metragem Estrangeiro: “Ninguém Sabe dos Gatos Persas”, (Irã), de Bahman Ghobadi

Melhor Longa-Metragem Brasileiro: “O Sol do Meio-Dia”, de Eliane Caffé

Prêmios do público

Melhor Longa-Metragem Brasileiro: “Carmo”, de Murilo Pasta

Melhor Longa-Metragem Estrangeiro: “Abraços Partidos” (Espanha), de Pedro Almodóvar e “O Último Dançarino de Mao” (Austrália), de Bruce Beresford

Melhor Documentário em Longa-Metragem Brasileiro: “Dzi Croquettes”, de Tatiana Issa e Raphael Alvarez

Melhor Documentário em Longa-Metragem Estrangeiro: “Tom Zé – Astronauta Libertado” (Espanha), de Ígor Iglesias Gonzáles

Prêmio da Juventude: “Saída a Nado” (Suécia), de Måns Herngren

Prêmio Itamaraty

Melhor Longa-Metragem de Ficção: “Antes que o Mundo Acabe”, de Ana Luiza Azevedo

Melhor Documentário em Longa-Metragem: “Dzi Croquettes”, de Tatiana Issa e Raphael Alvarez

Melhor Curta-Metragem: “Insone”, de Marília Scharlach e Marina Magalhães

Prêmio Especial – Homenagem pelo Conjunto da Obra: Paulo César Saraceni

Prêmio Aquisição Canal Brasil

Melhor Curta-Metragem: “O Príncipe Encantado”, de Sérgio Machado e Fátima Toledo

Veja na próxima página o trailer do filme e as estreias da semana.

 This is it






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Os Fantasmas de Scrooge (A Christmas Carol) EUA, 2009. Direção: Robert Zemeckis. Elenco: Jim Carrey, Colin Firth, Gary Oldman. Duração: 96 min.

500 Dias Com Ela (500 Days of Summer) EUA, 2009. Direção: Marc Webb. Elenco: Zooey Deschanel, Joseph Gordon-Levitt, Minka Kelly. Duração: 95 min.

O Solista (The Soloist) Inglaterra/EUA, 2008. Direção: Joe Wright. Elenco: Robert Downey Jr., Catherine Keenr, Jamie Foxx. Duração: 118 min.

Jogos Mortais 6 (Saw 6) Canadá/EUA/Inglaterra/Austrália, 2009. Direção: Kevin Greutert. Duração: 90 min.

Código de Conduta (Law Abiding Citizen) EUA, 2010. Direção: F. Gary Gray. Elenco: Gerard Butler, Jamie Foxx. Duração: 108 min.

À Procura de Eric (Looking for Eric) Inglaterra/França/Itália/Bélgica, 2009. Direção: Ken Loach. Elenco: Eric Cantona, Steve Evets, Stephanie Bishop. Duração: 116 min.

Um Lobisomem na Amazônia Brasil, 2006. Direção: Ivan Cardoso. Duração: 74 min.

Fama (Fame) EUA, 2009. Direção: Kevin Tancharoen. Elenco: Kelsey Grammer, Megan Mullally, Debbie Allen. Duração: 107 min.

Terra Sonâmbula (RJ) Moçambique/Portugal, 2007. Direção: Teresa Prata. Elenco: Nick Lauro Teresa, Aladino Jasse, Ernesto Lemos Macuacua. Duração: 95 min.

Escrito por: Francisco Taunay

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5月24日

Réquiem para um cinema de bairro

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Réquiem para um cinema de bairro, por Celso Lungaretti

“Eu quero pulgas mil na geral, eu quero a geral
Eu quero ouvir gargalhada geral
Quero um lugar para mim, pra você
Na matinê do cinema Olympia, do cinema Olympia”
(“Cinema Olympia”, Caetano Veloso)


Ao derrotarem Cartago na 3ª Guerra Púnica, os romanos fizeram a imponente rival sumir do mapa, literalmente: não só incendiaram e destruíram a cidade, como araram as terras com sal, para que nelas nada mais florescesse, nem se soubesse ao certo sua localização.

Quais seriam os sentimentos de um cartaginês sobrevivente, ao percorrer os sítios familiares e nada encontrar além do deserto?

Provavelmente, não muito diferentes dos meus, ao constatar que, na esquina da rua Visconde de Inhomerim com a Madre de Deus, nem mesmo os escombros do cine Aliança existem mais; o velho cortiço foi derrubado para a construção de um feio prédio comercial.

Não foi só um cinema que apagaram do mapa. São as melhores recordações da minha infância que deixaram de ancorar-se na realidade visível.

Logo, logo, nada mais restará das casas em que morei, das escolas nas quais estudei, dos cinemas, teatros, livrarias, campos de futebol, botecos e outros palcos de acontecimentos marcantes da minha existência.

Uma cidade diferente terá sido erguida sobre eles, como a alertar-me de que doravante me tornarei, cada vez mais, um estranho numa terra estranha.

É o destino dos que chegam a uma idade avançada: irem perdendo todas as referências do seu passado, até nada mais os prender à vida.

No meu caso, entretanto, a Morte não terá sua tarefa facilitada. Escrevo, logo existo. Se passarem rolos compressores sobre minhas lembranças, ainda assim as farei existirem no espaço virtual.

Então, enquanto o teclado continuar obediente ao meu comando, poderei relatar às novas gerações que existiu, p. ex., um cinema chamado Aliança, numa Mooca que era um bairro fabril de São Paulo, reduto da baixa classe média e de imigrantes italianos.

Tinha umas 400 poltronas na platéia, mais algumas dezenas no balcão e oito no topo, ao lado da sala de projeção, para convidados especiais.

Um detalhe pitoresco era a cortina, totalmente preenchida pela pequena publicidade dos comerciantes do bairro, dezenas de anúncios de diferentes tamanhos. Alguns podiam ser lidos com facilidade até da última fileira, outros nos obrigavam a forçar a vista.

Os anunciantes também bancavam um folhetinho entregue gratuitamente na bilheteria – e que logo sucumbiria à progressiva queda de receita dos cinemas.

Na década de 1950, quando eu era menino, o Aliança já enfrentava a concorrência da televisão. Mas, não eram muitas as famílias em condições de adquirirem aparelhos de TV; meu pai, contramestre de tecelagem, só conseguiu comprar o primeiro em 1963.

Enfim, o simpático pulgueiro ia perdendo seu público a conta-gotas, mas implacavelmente.

Só lotava nas matinês de domingo, quando assistíamos aos filmes que nos inspiravam sonhos e brincadeiras pelo resto da semana. Eram dois, quase sempre bangue-bangues, comédias, fitas de ação e de monstros.

Entre um e outro, o filme-em-série, dividido num sem-número de episódios e sempre interrompido em momento culminante (canhestra tentativa de fidelizar o público infanto-juvenil), os trailers e as abomináveis resenhas noticiosas do Primo Carbonari, sempre recebidas com estrepitosas vaias.

Torcíamos pelos mocinhos, gritávamos, fazíamos bagunça, comíamos os doces que um funcionário vinha vender no intervalo, distribuídos num tabuleiro que ele carregava à altura da barriga.

Além das ruas, que pertenciam a nós e não aos carros, os cinemas dominicais eram o espaço que tínhamos para ser crianças num mundo moldado para os adultos.

O Juizado de Menores fazia as vezes de bicho-papão para nós. Em todas as sessões, havia quem não atingira a idade obrigatória: 5 ou 10 anos. Cinemas de bairro permitiam o acesso, pois cada centavo era importante para assegurar sua sobrevivência. E mantinham uma troca de informações entre si, de forma que o primeiro visitado pela blitz do Juizado alertava os demais, evitando que fossem surpreendidos.

Meus pais gostavam de cinema e não tinham com quem me deixar, então negociavam com o gerente minha presença nas sessões noturnas do Aliança, mesmo quando os filmes eram proibidos até 14 ou 18 anos.

Na maioria das vezes, ficávamos na platéia. Quando o Juizado andava rigoroso, éramos encaminhados para o balcão ou mesmo para as poltronas ao lado da sala de projeção. Houve uma vez em que tivemos de sair antes do filme terminar, bem a tempo de não sermos surpreendidos pela chegada da viatura.

Não penso ter sofrido nenhum efeito nocivo ao assistir a filmes proibidos. Encarava tudo com a maior naturalidade. Só uma vez fiquei apavorado, com uma fita sobre maldição de faraó. Os arqueólogos começaram a retirar os trapos que envolviam a múmia e não agüentei olhar para a tela.

Meu mocinho predileto era o Randolph Scott. Fazia questão de ver todos os filmes dele. Muito tempo depois, fiquei sabendo que aquele machão de olhar de pedra das telas formava um casal com o Clark Gable na vida real.

Filmes como Cinema Paradiso e Splendor, ao reconstituírem esse passado, flagram o fascínio cinematográfico em pequenas cidades italianas, que tinham um único cinema, quase sempre na praça principal.

Já na Mooca de meio século atrás havia mais quatro (o Icaraí, o Patriarca, o Moderno e o Imperial) e outros tantos nos bairros próximos. Mesmo assim, um era sempre o especial, aquele com o qual mais nos identificávamos. O Aliança foi o meu Cinema Olympia.

Daí a tristeza com que acompanhei sua decadência. Certa vez, já na década de 1960, fiquei surpreso ao constatar que era o único espectador de uma sessão de sábado!

Depois, veio uma fase de filmes de nudismo, que despertaram algum interesse inicial, mas logo deixaram de dar boa bilheteria.

O Aliança virou boliche para aproveitar a onda (passageira), depois voltou a ser cinema. Em vão. Já não tinha propriamente espectadores, só poucas e desinteressadas testemunhas.

A agonia terminou na década de 1970, quando o projetor foi apagado para sempre.

E a pá de cal veio no ano retrasado, com a derrubada do pardieiro em que se amontoavam as famílias pobres de um bairro agora próspero... mas inóspito. [Uma Mooca esnobe que briga com seu passado, a ponto de não querer lembrar que foi o bairro onde começou a primeira -- e vitoriosa! -- grande greve brasileira, organizada por anarquistas em 1917!]

No entanto, o amor pelo cinema, despertado nas matinês do Aliança, me ficou para sempre. Bem como essa teimosia de querer que os sonhos e fantasias sejam inspirações para a vida, ajudando-nos a reencontrar a humanidade perdida.

 

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4月13日

Documentário “Mataram Irmã Dorothy”

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Documentário

“Mataram Irmã Dorothy” estreia no dia 17 de abril

Filme revela os bastidores do controvertido julgamento dos assassinos da missionária americana, que teve novos desdobramentos na última terça-feira (7).

 

No dia 17 de abril, estreia nos cinemas de São Paulo, Rio de Janeiro, Brasília e Belém o documentário “Mataram Irmã Dorothy”, sobre o assassinato da freira Dorothy Stang, executada brutalmente com seis tiros, em 2005, em Anapu, interior do Pará.

O filme, dirigido pelo americano Daniel Junge e narrado pelo ator Wagner Moura, revela os bastidores do julgamento dos assassinos da missionária americana, investigando as razões de sua morte e os verdadeiros mandantes do crime.

Em 2008, “Mataram Irmã Dorothy” venceu o Prêmio do Público e Grande Prêmio do Júri no Festival South by Southwest; recebeu Menção Honrosa do Júri no FIC Brasília; e participou das seleções oficias do Festival do Rio e Mostra Internacional de São Paulo.

Nesta terça-feira, dia 7, aconteceram novas reviravoltas no caso: o Tribunal de Justiça do Pará acaba de anular o julgamento, ocorrido em maio de 2008, que absolveu o fazendeiro Vitalmiro Bastos de Moura, o Bida, um dos acusados de ser mandante do crime, assim como o julgamento que condenou Rayfran das Neves Sales, apontado como executor do assassinato, a 28 anos de prisão.

No caso de Bida, a promotoria alega que a defesa usou uma prova ilegal ao exibir um vídeo em que outro participante do crime, Amair Feijoli da Cunha, o Tato, inocenta o fazendeiro. Tal prova foi incluída nos autos sem o conhecimento do Juiz e do Ministério Público.

No caso de Rayfran, os desembargadores acreditam que a avaliação dos jurados tenha sido prejudicada porque, na época do julgamento, a promotoria não conseguiu provar a qualificadora de promessa de recompensa. Para o Tribunal de Justiça do Pará, se isso tivesse ocorrido, a pena de Rayfran poderia ser maior.

Novos julgamentos para ambos os acusados ainda devem ser marcados pela Justiça. Veja abaixo o trailer do filme.

http://www.youtube.com/watch?v=RFVXtvNZpA4&feature=player_embedded

MATARAM IRMÃ DOROTHY (They Killed Sister Dorothy)
de Daniel Junge. Documentário. Estados Unidos / Brasil, 2008. 94min.
Narração de Wagner Moura


Em fevereiro de 2005, a irmã Dorothy Stang, de 73 anos, foi brutalmente assassinada. Ativista na defesa do meio ambiente e das comunidades carentes exploradas por madeireiros e donos de terra na Amazônia, a freira americana foi executada com seis tiros no interior do Pará. O documentário revela os bastidores do julgamento dos assassinos de Dorothy e investiga as razões de sua morte e seus verdadeiros mandantes. Por trás do drama criminal, vem à tona o legado de seu trabalho humanitário na floresta brasileira.


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2月25日

O Festival Internacional de Filmes Curtíssimos

 

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Estão abertas, até 30 de março de 2009, as inscrições para

 

 

O Festival Internacional de

Filmes Curtíssimos

2ª Edição em Brasília

 

 

Em sua 11ª edição no mundo, o Festival Internacional de Filmes Curtíssimos exibe nos dias 24, 25 e 26 de abril de 2009, em 75 cidades de 17 países, obras nos mais diferentes formatos e gêneros. O Festival foi selecionado para participar da programação do Ano da França no Brasil.

 

 Os interessados podem inscrever filmes realizados em qualquer formato de captação, gênero ou tema, amadores ou profissionais, porém, que não ultrapassem 3 minutos de duração (fora o título e os créditos), produzidos em qualquer parte do Brasil e em qualquer ano, podendo já terem participado de outros festivais ou mostras.

 

 

            Os candidatos devem preencher a ficha de inscrição disponível (on-line) no site www.filmescurtissimos.com.br e entregar em mãos ou enviar, via correios, cópia do filme em MINI DV ou DVD, anexada à ficha de inscrição impressa e assinada para: Espaço Cultural Renato Russo - 508 Sul Bl. A - CEP 70.351-580 (Aos cuidados do Festival Internacional de Filmes Curtíssimos), até 30 de março de 2009.

 

A inscrição é gratuita.

 

Premiação

 

            Os filmes selecionados concorrerão a cinco premiações (Melhor Filme, Animação, Originalidade, Brasília 50 Anos e Júri Popular). Os filmes premiados entrarão na curadoria realizada em Paris para a mostra Internacional do Festival em 2010.

   

 Regulamento

 

Podem se inscrever para o Festival:

Filmes concluídos em qualquer ano (não inscritos na edição de 2008 do Festival);

As obras com duração máxima de três minutos (fora título e créditos);

Obras audiovisuais finalizadas em qualquer formato.

 As produções devem ser entregues, impreterivelmente, até o dia 30 de março de 2009, em uma caixa ou envelope pardo (data de postagem)

01 cópia em Mini-DV ou DVD do(s) filme(s) inscrito(s), etiquetada com o(os) título(s) da obra;

Mais informações no site www.filmescurtissimos.com.br

 

Edição Anterior

 

Em 2008, na 1ª edição do Festival Internacional de Filmes Curtíssimos realizada no Brasil foram inscritos mais de 350 filmes de diferentes estados. Dentre os inscritos, 20 filmes foram produzidos especialmente para o Festival. O destaque foi o filme Idéias do Povo, de Adriana de Andrade, um inteligente ‘Fala Povo’ gravado na rodoviária do Plano-Piloto, em Brasília, vencedor do Prêmio Brasília 50 anos. O público em 2008 ultrapassou a expectativa da organização: mais de 2.500 pessoas lotaram o Cine Brasília nos três dias de Festival.

    

 

Rede das cidades participantes da 11ª edição/2009

 


BRASIL: Brasília.

 

FRANÇA: Aniane; Annecy; Arcueil-Gentilly; Audincourt; Avallon; Caen; Chalon-sur-Saône; Chambéry; Cherbourg; Cluny; Domqueur; Genlis; L’Arbresle; La Garde; La Rochelle; Le Mans; Lucé; Marseille; Millau; Montpellier; Nogent-sur-Marne; Oyonnax; Paris; Reims; St-Etienne-du-Rouvray; Wissembourg.

 

SUIÇA: Bex; Genève; Lausanne; Neuchâtel; Fribourg; La Chaux-de-Fonds.

 

ISRAEL: Tel Aviv.

 

ITÁLIA: Celenza sul Tigno; Padova; Trento; Vicenza.

 

TUNÍSIA: Túnis.

 

NOVA CALEDÔNIA: Mont-Dore.

 

MARTINICA: Fort-de-France.

 

ARGÉLIA: Alger.

 

ALEMANHA: Berlim; Weimar.

 

BÉLGICA: Bruxelas.

 

LUXEMBURGO: Luxemburgo.

 

MALI: Bamako.

 

SENEGAL: Dakar.

 

MOLDOVA: Chicinau.

 

CANADÁ: Montreal.

 

ROMÊNIA: Aiud; Alba Iulia; Arad; Bacau; Baia Maré; Borsa; Cluj-Napoca; Curtici; Dej; Iasi; Ineu; Nadlac; Odorheiu; Oradea; Petesti; Romnicu Vâlcea; Sangeorz-Bai; Santana; Targu Mures; Timisoara; Vadra Dornei; e Viseu de Sus.

 

CORÉIA DO SUL: Seul.

 

URUGUAI: Montevidéu.

 

VENEZUELA: Caracas.

   

Organização e Coordenação Nacional:

Josiane Osório 

61 9138-0206 e 8141-6742

josiane@filmescurtissimos.com.br

 

Produção Executiva:

Kellen Casara

 61 8132-4902

kellen@filmescurtissimos.com.br

 

Assessoria de Imprensa:

Rodrigo Machado

61 8175-3794 / 3349-4113

drigo.machado@gmail.com

 

 

 

 

Miséria da Ciência

A Condição Humana na Aporia do Racionalismo

Verônica Lima

 

O instrumento para a composição de uma visão particular de mundo...

 

 

   Misery of Science  

http://www.thesaurus.com.br/livro/1863/uma-casa-dois-mundos/?affid=helioblog

 

2月21日

Cultura e Mercado

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Secretaria do Audiovisual anuncia editais para a área em 2009

Foram divulgados os editais de fomento à produção Audiovisual para o ano de 2009. Você pode encontrar os editais previstos para 2009 no site do Ministério da Cultura, incluindo valores dos prêmios, quantidade de obras premiadas, prazos de inscrição, políticas de regionalização e orientações para estreantes.

Notícias

No dia 28 de janeiro, Da-Rin participou da mesa redonda intitulada Como a França vê o Cinema brasileiro. Este debate procurou refletir sobre a imagem do cinema brasileiro na França e identificar as expectativas que os franceses têm em relação ao cinema produzido no Brasil. O encontro contou com participação de curadores de festivais franceses, que enfocaram o cinema latino-americano, buscando compartilhar expectativas com realizadores e produtores para a concretização de possíveis colaborações.  O debate fez parte da programação de seminários da 12ª Mostra de Cinema de Tiradentes, que ocorreu entre 23 e 31 de janeiro. Mais informações podem ser obtidas no site www.mostratiradentes.com.br

 

 

 

Miséria da Ciência

A Condição Humana na Aporia do Racionalismo

Verônica Lima

 

O instrumento para a composição de uma visão particular de mundo...

 

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9月29日

COM ARGUMENTO DE SPIELBERG, "CONTROLE ABSOLUTO" ENTRETÈM E FAZ PENSAR AO MESMO TEMPO

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CRÍTICAS

 

• COM ARGUMENTO DE SPIELBERG, "CONTROLE ABSOLUTO" ENTRETÈM E FAZ PENSAR AO MESMO TEMPO.

por Celso Sabadin

Dentro da tradição hollywoodiana de que “nada se cria, nada se perde, tudo se refilma”, “Controle Absoluto” é um verdadeiro barril de referências. Sua cena inicial remete a “Jogos de Guerra”. Prossegue abordando o mesmo tema de “A Conversação” (que mais tarde seria revisitado em “Inimigo do Estado”), oferece uma perseguição claramente inspirada em “Operação França”) e termina quase igualzinho a “O Homem que Sabia Demais”. Cópias? Talvez, se o autor do filme fosse eu ou você. Mas como a produção é de Steven Spielberg, a palavra certa é “referências”.

Envolvente e bem dirigida, a trama se centraliza em duas pessoas comuns que, de um minuto para o outro, são jogadas no centro de uma mega intriga internacional que pode culminar numa hecatombe política. Jerry (Shia Labeouf, de “Transformers”) é um eternamente endividado operador de xerox. Ele trabalha numa loja que se chama Copy Cabana, uma patética tentativa de fazer um trocadilho com Copacabana. E Rachel (Michelle Monaghan, de “O Melhor Amigo da Noiva”) é uma mulher divorciada que tem problemas com o ex-marido e se esforça ao máximo para cuidar do filho. Gente como a gente. Até o momento em que o minúsculo apartamento de Jerry aparece lotado de pesados armamentos bélicos, e que Rachel recebe a notícia que seu filho está sendo monitorado e pode ser morto a qualquer instante. Por que? Por quês? Só vendo o filme para saber.

Mesmo revestido de uma fortíssima embalagem de filme de ação (com direito a todas as perseguições, correrias e explosões que o gênero exige), “Controle Absoluto” levanta duas questões, no mínimo, interessantes e inquietantes. A primeira – já abordada nos citados “A Conversação” e “Inimigo do Estado” - enfatiza o conceito de total monitoramento eletrônico/virtual que vivemos atualmente. Tudo o que está na rede pode (e será) monitorado por quem se dispuser a isso. Incluindo celulares, computadores, pagers, luminosos publicitários, semáforos, câmeras de segurança, rádios, televisões, internet. A palavra Privacidade está definitivamente apagada da nossa Era. E o segundo tema, mais político, dá conta de que a maior ameaça terrorista contra governo dos Estados Unidos é formada por ninguém menos que... o próprio governo dos Estados Unidos. Sim, porque foram eles mesmos que criaram a paranóia do 11 de setembro e estão até hoje tentando por a culpa nos árabes. Mas sobre este aspecto é melhor não falar muito, para não tirar as surpresas do filme.

Idealizada pelo próprio Spielberg, a história de “Controle Absoluto” ficou vários anos em desenvolvimento porque no momento de sua criação o tema parecia mais ligado à ficção científica que propriamente à realidade. Porém, com o rápido desenvolvimento da tecnologia, as modernidades que a trama propõe já são muito mais aceitáveis. O próprio Spielberg, inclusive, dirigiria o filme, mas a direção acabou sendo entregue a D.J. Caruso (de “Paranóia” e “Roubando Vidas”, entre outros).

Já que os executivos dos estúdios costumam chamar “filme” de “produto”, pode-se dizer então que “Controle Absoluto” tem um ótimo posicionamento mercadológico, pois acaba agradando a dois tipos de público bem distintos: tanto aquele que só curte o entretenimento do corre-corre e do ritmo alucinante dos filmes de ação, como também aquele que gosta de ler nas entrelinhas e sacar alguns recados mais implícitos.

E ainda no campo das referências, se você achou que a trama tem algo a trilogia Bourne, estrelada por Matt Damon , uma informação: pelo jeito, os produtores também acharam. Numa rápida cena, percebe-se que o nome completo do personagem principal é Jerry Damon Shaw.
Mea culpa?

 

 

1月14日

A vida me ensinou

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                                                                                                                                   inteligência²

"A vida me ensinou"

 

 

 

A vida me ensinou...
A dizer adeus às pessoas que amo,
Sem tira-las do meu coração;
Sorrir às pessoas que não gostam de mim,
Para mostra-las que sou diferente do que elas pensam;
Fazer de conta que tudo está bem quando isso não é verdade,
Para que eu possa acreditar que tudo vai mudar;
Calar-me para ouvir;
Aprender com meus erros .
Afinal eu posso ser sempre melhor.
A lutar contra as injustiças;
Sorrir quando o que mais desejo é gritar todas as minhas dores para o mundo,
A ser forte quando os que amo estão com problemas;
Ser carinhoso com todos que precisam do meu carinho;
Ouvir a todos que só precisam desabafar;
Amar aos que me machucam ou querem fazer de mim depósito de suas frustrações e desafetos;
Perdoar incondicionalmente,
Pois já precisei desse perdão;
Amar incondicionalmente,
Pois também preciso desse amor;
A alegrar a quem precisa;
A pedir perdão;
A sonhar acordada;
A acordar para a realidade (sempre que fosse necessário);
A aproveitar cada instante de felicidade;
A chorar de saudade sem vergonha de demonstrar;
Me ensinou a ter olhos para "ver e ouvir estrelas", embora nem sempre consiga entendê-las;
A ver o encanto do pôr-do-sol;
A sentir a dor do adeus e do que se acaba, sempre lutando para preservar tudo o que é importante para a felicidade do meu ser;
A abrir minhas janelas para o amor;
A não temer o futuro;
Me ensinou e esta me ensinando a aproveitar o presente, como um presente que da vida recebi, e usá-lo como um diamante que eu mesma tenha que lapidar, lhe dando forma da maneira que eu escolher
.

250px-Chaplin_The_Kid

CHARLES CHAPLIN

http://jorgemansil.spaces.live.com

10月1日

FESTIVAL DO MINUTO VIVO

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FESTIVAL DO MINUTO

DARA R$ 20.000,00 EM PRÊMIOS AOS MELHORES DO ANO!

 FESTIVAL DO MINUTO VIVO

Bimestre setembro/outubro

 

1. Os trabalhos poderão ser realizados em qualquer tipo de equipamento   que produza imagens em movimento. Você poderá fazer seu vídeo em uma câmera de vídeo, uma câmera de foto digital (seqüências de fotos), câmera do celular ou por exemplo, uma animação em flash feita no computador.

 

2. O trabalho poderá ter no mínimo 01 segundo e no máximo 60 segundos. Os créditos das pessoas que realizaram o trabalho deverão estar inclusos nos 60 segundos, e não podem ocupar mais que 10 segundos.

 

3. Os videos realizados por aparelhos celulares deverão ter duração máxima de 15 segundos. (ver no site regulamento específico para vídeos feitos por câmera de celular)

 

TEMAS

 

4. O Tema do bimestre (setembro/outubro) do Festival Mundial do Minuto VIVO é SEXO.

 

5. Caso o tema proposto não lhe mobilize, você poderá fazer um vídeo com temática LIVRE.

 

6. Poderão ser lançados temas surpresas.

 

PREMIAÇÃO

 

7. O Festival do Minuto VIVO destinará 3 prêmios aos 3 melhores vídeos do bimestre (setembro/outubro) Cada prêmio é composto de  R$ 1.000,00 + um treinamento multimídia no DRC e o troféu minuto.

 

DATA LIMITE

 

8. A data limite para entrega dos trabalhos é 28 de outubro  de 2005.

 

INSCRIÇÃO

 

9. As fitas de vídeo MINI DV ou VHS deverão ser enviados EXCLUSIVAMENTE pelo  correio no seguinte endereço:

 

 

 

FESTIVAL DO MINUTO

ESTRADA DO LAYER, 440

COTIA SÃO PAULO CEP 06709-240

 

10. Aceitaremos inscrições de vídeos exclusivamente nos  formatos VHS e MINI-DV (SÓ FITA PEQUENA). Não aceitamos CD ou DVD.

 

11. Aceitaremos inscrições on-line, mas os arquivos não poderão ultrapassar  3MB, envie e-mail para vídeo.minuto@uol.com.br.

 

12. Cada realizador poderá inscrever quantos trabalhos desejar. Para cada trabalho deverá ser preenchida uma ficha de inscrição.    O custo da inscrição de cada trabalho é de R$ 20,00 (vinte reais), que deverá ser pago com cheque correio ou cheque nominal há UM MINUTO MKT E PRODUÇÔES CULTURAIS LTDA.

Aqueles que inscreverem seus trabalhos on-line deverão enviar pelo correio a ficha de inscrição assinada juntamente com a taxa de inscrição.

 

13. Todos os vídeos inscritos nos Festivais Universitários estão automaticamente inscritos no XII Festival Mundial do Minuto.

 

14. O realizador (a) deverá enviar uma foto (3x4).

 

15. Para se inscrever, é necessário preencher a ficha de inscrição on-line no site do festival imprimi-la, assiná-la e enviá-la pelo correio junto com a cópia da fita VHS, Mini DV.

 

VEICULAÇÃO E DIREITOS AUTORAIS

 

16. O realizador/produtor  é responsável pela utilização  não autorizada de imagens ou músicas de terceiros em seus trabalhos.   Todos e quaisquer ônus por problemas de direitos autorais recairão    exclusivamente  sobre o realizador/produtor do trabalho inscrito.

 

17. Os trabalhos poderão ser difundidos, na íntegra ou em partes, para a divulgação do Festival do Minuto em programas  jornalísticos de emissoras de TV.

 

18. Os realizadores/produtores selecionados para a mostra competitiva ou paralela cedem os direitos de seus trabalhos para serem veiculados no site do Festival do Minuto na Internet, sendo a consulta gratuita.

 

19. Os realizadores/produtores selecionados para a mostra competitiva ou paralela cedem os direitos de seus trabalhos para serem veiculados em Centros Culturais e Unidades do SESC dentro e fora do Brasil. Estas exibições serão sempre gratuitas.

 

20. O realizador/produtor cede os direitos autorais de seu trabalho para a confecção de catálogos em DVD do Festival contendo as mostras competitiva e paralela. Será feita uma edição limitada de 3.000 exemplares do DVD CATÁLOGO DO XII FESTIVAL MUNDIAL DO MINUTO VIVO. Todos os realizadores (as) inscritos receberão gratuitamente 01 Catálogo DVD pelo correio até fevereiro de 2006. O catálogo em DVD será numerado. O catálogo será também distribuído junto a instituições culturais e para patrocinadores do evento.

 

SELEÇÃO MOSTRA MUNDIAL

 

21. A Mostra Competitiva do XII FESTIVAL MUNDIAL DO MINUTO VIVO, exibida na REDE MINUTO DE EXIBIÇÃO na semana de 21 a 27 de novembro de 2005, será o resultado de uma seleção de todos os trabalhos selecionados para as mostras bimestrais e festivais regionais realizados nos Estados ou Universidades.

 

22. Teremos uma mostra paralela formada exclusivamente por trabalhos realizados por Universitários com premiação específica.

 

COORDENAÇÃO

 

23. A Coordenação e curadoria do evento são de responsabilidade da Agência Observatório. A seleção da mostra competitiva e mostras paralelas será realizada por Francisco César Filho, Luiz Duva e Marcelo Masagão.

A seleção dos Festivais Regionais será realizada pelo coordenador regional e pelo coordenador geral do Festival, Marcelo Masagão.

 

24. Inscrever-se no Festival do Minuto significa a aceitação integral do presente regulamento.

 

25. Os casos omissos serão resolvidos pela comissão organizadora.

 

26. Faça 1 minuto de silêncio.

 

 

 

 

8月24日

O RENASCIMENTO DO CINEMA BRASILEIRO

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O RENASCIMENTO DO CINEMA BRASILEIRO

 

 

VERÔNICA FREIRE FERREIRA LIMA E SILVA 

 

 

 

PREMIAÇÃO DE ROTEIROS

DE LONGA METRAGEM

 

Dois concursos de elaboração de roteiros de filmes de longa metragem foram realizados entre 1999 e 2002, com o objetivo de estimular o processo de formação de novos profissionais para o audiovisual, para contribuir para o atendimento das demandas de co-produção entre produtoras brasileiras e estrangeiras e para criar a possibilidade de desconcentração regional dos processos de criação e produção cinematográfica do país.

 

 

Em 1999-2000, o Concurso de Roteiros premiou 32 textos, com a inversão de R$ 320 mil.

 

 

De 205 inscritos, os premiados foram:

 

 

 

ROTEIRO

ROTEIRISTA

 

 

A Sombra do Edifício

Jorge Duran

Abalou

Gustavo dos Santos Melo da Silva

Aguaretama

João Mendonça Ewerton

Ângelus

Marcya Reis Paula Costa

Assistente de Mr. Stanley

Durval Gomes Garcia

 

 

 

 

Banana Kid, Super Herói

Xavier de Oliveira

Batuque dos Negros

Carlos Alberto Ratton

Bileliote do Rex

Rosângela Godoy

Os Campos de São Jorge

Ana Maria Terra Borba Caymmi

Caramuru

Tiago Santiago

D. Emily

Maria Márcia d’Abreu e Souza

Desamor

Franco de Rezende Mendes Groia

Os Desvalidos

Francisco Ramalho Júnior

Dia da Nossa Revolução

Edyala Iglesias

Era uma Vez Hamatsu

Cláudio Minoro Yosida

Espelho Meu

Carlos Eduardo Gonçalves de Melo

Essa Terra

Roman Bernard Stulbach

Homem Fechado

Fernando Bonassi

A Igreja do Diabo

Luíz Alves de Moura

Inferno

Roberto Franco Pereira

La kukaracha

Francisco Cataldi Martins

Maravilhas de Monsieur Pouchet

Ricard Clement Haber

Mudar de Vida

Galileu Garcia

Omelete

Marcus Aurelius Pimenta

O Playboy, o Sinistro e o Bacana

Sérgio C. Brasia

O Presente de Alice

Susana Schild

Princesa de Aroruba

Nelson Simas Andrade de Oliveira

O Salto da Gazela

Sérgio Renato Viuctor Villela

Thamyi

José Ervolino Neto

Um Estranho Milagre

Marco Antonio Schiavon

Seis

José Roberto Torero Fernandes Júnior

Um Táxi para Viena d´Áustria

Anselmo Vasconcelos

 

 

 

 

 

 

 

 

 

  

O RENASCIMENTO DO CINEMA BRASILEIRO

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                                              Verônica Lima

 

O RENASCIMENTO DO CINEMA BRASILEIRO

 

POLÍTICAS DE FOMENTO DO AUDIOVISUAL

 

De 1995 a 2002, o Ministério da Cultura empenhou-se, através da ação de sua Secretaria do Audiovisual, no fomento e na difusão do audiovisual e do cinema no país. Para tanto, definiu-se, em primeiro lugar, a meta prioritária de elevar a participação do produto brasileiro no mercado de exibição nacional de 0,05%, em 1992, para 20%, em 2003, meta ultrapassada se se levar em conta o número de filmes nacionais lançados no período em relação ao número de lançamentos estrangeiros (vide tabela I).

Até 1998, essa política apoiou-se, particularmente, na consolidação e modernização das leis de incentivo, mas também na implementação de programa de concursos públicos, na produção e na exibição de programas televisivos e no apoio à participação do cinema brasileiro em festivais nacionais e internacionais.

Entre 1999 e 2002, entretanto, o campo de atuação da Secretaria ampliou-se consideravelmente, incorporando novas políticas de apoio ao desenvolvimento do setor através dos seguintes Programas: Apoio à Comercialização de Filmes; Mais Cinema; Grande Prêmio Cinema Brasil; A Redescoberta do Cinema Nacional; Cinema dos Brasileiros; Imagens do Brasil e novos Concursos Públicos como – Apoio a filmes de Baixo Orçamento, Roteiro, Curta-metragem, Documentário, Longa-metragem e Telefilme.

 

 

Em 8 anos, o volume de recursos exclusivamente orçamentários aplicados no setor pelo Ministério da Cultura superou R$ 75 milhões, crescendo quase 10 vezes, isto é, passando de R$ 1,6 milhões, em 1995, para R$ 15 milhões em 2001 e mantendo-se neste patamar em 2002, segundo lei orçamentária votada pelo Congresso Nacional.

 

O AUDIOVISUAL E O RESGATE

DO CINEMA BRASILEIRO (1995-1998[1])

 

Entre 1995 e 1998, as ações da Secretaria para o Desenvolvimento Audiovisual - SDAv corresponderam ao limite de recursos orçamentários disponíveis. A SDAv administrava, basicamente, a lei n° 8.685/93 (Audiovisual) e as suas ações se dirigiam para a qualificação do produto cinematográfico brasileiro e para o incremento de sua visibilidade.

Em 1995, o orçamento da SDAv foi de R$ 1,6 milhões. Esses recursos permitiram apoiar a realização de alguns festivais nacionais (Gramado, Brasília, Rio de Janeiro, Bahia e Maranhão), bem como a participação do cinema brasileiro em festivais internacionais. Também foi possível restaurar 16 filmes, incrementar a divulgação de filmes brasileiros na televisão, realizar publicações sobre o setor e promover a produção e a distribuição de vídeos de documentários sobre a cultura brasileira.

A produção de filmes brasileiros voltou a crescer lentamente. Com o Prêmio Resgate, lançado em 1993-94, o país conseguiu criar condições para a alavancagem de uma nova fase do desenvolvimento da cinematografia nacional. Apareceram novos filmes e diretores, e a visibilidade do cinema brasileiro aumentou no país e no exterior. A seguir, a lista dos filmes produzidos em 1995, sendo os 4 primeiros com o apoio do Prêmio Resgate e os demais, resultado do fomento das leis de incentivo:

 

FILME

DIRETOR (A)

 

 

O Quatrilho

Fábio Barreto

Carlota Joaquina

Carla Camurati

Menino Maluquinho

Helvécio Ratton

Bananas is my Business

Helena Solberg

Cinema de Lágrima

Nelson Pereira dos Santos

Louco Por Cinema

André Luiz Oliveira

Perfume de Gardênia

Guilherme Prado

O Mandarim

Júlio Bressane

Terra Estrangeira

Walter Sales Jr. e Daniela Thomas

Yndio do Brasil

Sylvio Back

 

 

 

Em 1996, os recursos orçamentários do Ministério da Cultura para o setor totalizaram R$ 3,8 milhões, permitindo uma melhor atuação da SDAv no apoio à produção e distribuição de filmes brasileiros, bem como o incremento da infraestrutura do setor. Esse apoio também foi dirigido à recuperação de 7 filmes[2], a produção de 77 programas de televisão para a Revista de Cinema Brasileiro[3], bem como a divulgação dos filmes O Quatrilho e Tieta do Agreste no exterior. O resultado dessa nova política começou a despontar e o filme O Quatrilho foi indicado para concorrer ao Oscar de melhor filme estrangeiro. A produção de filmes brasileiros aumentou no período.

Foram produzidos 21 filmes, 9 dos quais contaram com o apoio do Prêmio Resgate e 12 com o suporte das Leis 8.685/93 (Audiovisual) e 8.313/91(Rouanet), como se verifica a seguir.

 

 

 

FILME

DIRETOR (A)

 

 

As Meninas

Emiliano Ribeiro

Cassiopéia

Clóvis Vieira

Como Nascem os Anjos

Murilo Salles

Corisco e Dada

Rosemberg Cariri

Doces Poderes

Lúcia Murat

Felicidade É....

Pedro Goulart, José Roberto Torero, Jorge Furtado e Cecílio Neto

Fica Comigo

Tizuka Yamasaki

Jenipapo

Monique Gardenberg

Mil e Uma

Suzana Moraes

No Rio das Amazonas

Ricardo Dias

O Cego que Gritava Luz

João Batista de Andrade

O Guarani

Norma Bengell

O Judeu

Jom Tob Azulay

O Lado Certo da Vida Errada

Octávio Bezerra

O Monge e a Filha do Carasco

Walter Lima Jr.

Quem Matou Pixote

José Joffily

 

 

 

 

Sábado

Ugo Giorgetti

Sombras de Julho

Marco Altberg

Super Colosso

Luiz Ferre

Tieta do Agreste

Carlos Diegues

Todos os Corações do Mundo

Murilo Salles

 

 

 

 

 Português da Arte Cinematográfica e Audiovisual (IPACA).

[6] Vide site do Ministério da Cultura (www.minc.gov.br), Relatórios e Pesquisas

 

O RENASCIMENTO DO CINEMA BRASILEIRO

 

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                                              Verônica Lima

                  

                  O RENASCIMENTO DO CINEMA BRASILEIRO

  

O significativo apoio governamental permitiu a democratização do acesso profissional ao setor, possibilitando o surgimento de novos talentos, melhoria sensível da qualidade dos filmes nacionais e o enriquecimento de linguagem e a diversificação de estilos, contribuindo para refletir a enorme variedade de temáticas, abordagens e perspectivas da cultura brasileira.

O financiamento da produção, no entanto, não se deu de forma homogênea no período considerado. Apesar de ter ultrapassado o montante de R$ 646 milhões em 8 anos, o volume anual de captação através das leis de incentivo começou a sofrer oscilações a partir de 1998, devido, entre outros fatores, às crises especulativas mundiais, o engessamento do mercado de ações brasileiro e a menor capacidade de investimento por parte das empresas privadas e, também, o aparecimento de práticas lesivas ao interesse público, como a recompra de certificados e a cobrança de ágio, procedimentos corrigidos a partir de ação do Ministério da Cultura.

No entanto, o volume de captação voltou, em 1998, aos níveis de 1996, recuperando-se gradativamente nos anos seguintes. Com essa oscilação constatou-se que o mercado, por si só, não é capaz de criar as condições de sustentabilidade do setor cinematográfico, tornando indispensável participação mais ativa do Estado para promover a maturação do setor, bem como a adoção de uma visão mais sistêmica do desenvolvimento da cadeia produtiva do audiovisual no país.

Identificada essa necessidade pela Secretaria do Audiovisual do Ministério da Cultura, através de diagnóstico[1] realizado em meados de 2000, associada à avaliação da própria comunidade cinematográfica, o governo federal decidiu criar o Grupo Executivo de Desenvolvimento da Indústria Cinematográfica (GEDIC) e, posteriormente, a Agência Nacional do Cinema – ANCINE, em processo que contou com a participação ativa da Comissão de Cinema implantada em 1999, e que sedimentou o caminho para as transformações do desenho institucional da cadeia produtiva do audiovisual no país.

 

Desde 2001, sob a coordenação da Casa Civil da Presidência da República, a ANCINE prepara-se para assumir a responsabilidade de reconfigurar a matriz organizacional da indústria cinematográfica, ficando a Secretaria do Audiovisual do Ministério da Cultura com seu foco voltado essencialmente para a difusão e o fortalecimento da vertente cultural do audiovisual brasileiro.

II – POLÍTICAS DE FOMENTO DO AUDIOVISUAL

 

O RENASCIMENTO DO CINEMA BRASILEIRO

 

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                                              Verônica Lima

                  

                  O RENASCIMENTO DO CINEMA BRASILEIRO

 

 

 

 

 

 

Tabela II

EVOLUÇÃO DAS INVERSÕES NA PRODUÇÃO AUDIOVISUAL 1995/2002

 

INVESTIMENTOS

1995

1996

1997

1998

1999

2000

2001

2002 (2)*

TOTAL

INCENTIVO FISCAL  (1)

      28.347.902

     

75.550.880

 

113.615.462

      73.181.958

      59.400.244

 

55.831.444

 

100.694.241

 

43.055.853

  

549.677.984

 

ARTIGO 1º

                  16.260.928

                  51.233.048

                  75.607.335

                 

39.093.362

                  35.931.645

 

28.312.509

 

 

41.487.618

               7.926.592

     

295.853.037

 

ARTIGO 3º

                     4.030.992

                     6.819.036

                     3.848.491

                     3.999.707

                     3.865.016

 

5.092.993

               15.225.127

               5.979.529

     

48.860.891

 

MECENATO

                     8.055.982

                  17.498.797

                  34.159.636

                  30.088.000

                  19.603.582

 

22.425.943

             43.981.496

 

29.149.733

     

204.964.056

CONVERSÃO DÍVIDA EXTERNA

-

-

-

-

           952.653

   

5.505.668

 

540.217

 

3.191.673

   

10.190.212

PROGRAMA MAIS CINEMA

-

-

-

-

 

7.041.667

         2.125.000

-

-

   

9.166.667

ORÇAMENTO DA UNIÃO (3)

        1.600.000

     

3.835.840

        9.822.212

        5.541.491

      11.703.668

 

13.929.500

 

15.537.710

 

15.038.980

 

77.029.401

 

TOTAL

      29.947.902

   

79.386.720

 

123.437.674

      78.723.449

      79.098.232

 

77.391.613

 

116.772.168

 

61.306.506

 

646.064.264

Fonte: Secretaria do Audiovisual do Ministério da Cultura.

(1)     O artigo 1º da Lei nº 6.865, de 20 de julho de 1993, trata da dedução do imposto de renda mediante aquisição de quotas representativas de direitos de comercialização de obras audiovisuais de produtores independentes pela via do mercado de capitais e o artigo 3º trata da dedução de imposto de renda mediante aplicação em co-produção. Já a Lei nº 8.313 (Mecenato) trata de incentivos fiscais através do Fundo Nacional de Cultura.

(2)     Atualizado até 11/10/2002.

(3)     Valor aprovado pelo Congresso Nacional

 

NA HORIZONTAL (PÁGINA INTEIRA)

Está em outro arquivo

8月23日

O RENASCIMENTO DO CINEMA BRASILE

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                                                                                                           Verônica Lima

                  

                                        O RENASCIMENTO DO CINEMA BRASILEIRO

 

O mercado audiovisual brasileiro é hoje um dos oito maiores do mundo. Os diversos segmentos que o constituem - cinema, vídeo, filme publicitário, TV aberta e TV por assinatura - movimentam cerca de 10 bilhões de dólares por ano[1]. Atualmente, o setor vive uma fase de expansão moderada, gerando significativa demanda por produção genuinamente nacional.

No Brasil, ainda é baixa a taxa de ocupação do mercado de exibição pelo produto cinematográfico nacional, indicador importante para avaliar-se, em comparação com outros países, o desenvolvimento da cadeia produtiva do audiovisual no país. Essa taxa, que na década de 80 chegava a 35% do mercado de exibição de filmes brasileiros, apresentou uma queda considerável no final dos anos 80 e início dos 90, decorrência de transformações tecnológicas e da adoção, pelo governo da época, de políticas descomprometidas com o desenvolvimento nacional, além da abertura indiscriminada do mercado. Nesse período, o país chegou a uma fatia de apenas 0,05%, em 1992, quando o percentual de lançamentos de filmes brasileiros em relação a filmes estrangeiros diminuiu consideravelmente (vide Tabela I).

A partir de 1995 e considerando-se o período de até outubro de 2002, o percentual de filmes lançados quintuplicou, passando de 5,4% para 26,9% (vide Tabela I). Foram produzidos no país, entre 1995 e 2002, 203 longas metragens, sendo 3 indicados para o Oscar de melhor filme estrangeiro, possibilitando o surgimento de cerca de 60 novos cineastas e a conquista de mais de 200 prêmios em eventos nacionais e internacionais pelos cineastas brasileiros. Além disso, foram produzidos 340 documentários culturais e mais de 669 curtas-metragens.

Outro resultado bastante positivo foi o aumento do público brasileiro nas salas de cinema para assistir a filmes nacionais. De 36 mil espectadores em 1992, o Brasil passou para 6,5 milhões de espectadores em 2002 (vide Tabela I).

 

 

 

Tabela I

                             EVOLUÇÃO DA PARTICIPAÇÃO DO CINEMA

                                                      NACIONAL NO MERCADO

                                                                1990-2001

 

 Fonte: Secretaria do Audiovisual e Filme B (www.filmeb.com.br  - empresa especializada em dados do cinema)

(* O percentual de lançamentos equivale a um quociente entre o número de lançamentos de filmes brasileiros e de filmes estrangeiros em território nacional)

 

                                                                       ESTA EM OUTRO ARQUIVO HORIZONTAL

 

 

A TRAJETÓRIA DO CINEMA BRASILEIRO
 

Com a extinção da Empresa Brasileira de Filmes (Embrafilme) e do Conselho Nacional de Cinema (Concine), no início dos anos 90, e a abertura indiscriminada do mercado audiovisual brasileiro, os instrumentos de regulação, fiscalização e financiamento da atividade cinematográfica no país se desarticularam. Tal situação começou a mudar a partir do primeiro governo do presidente Fernando Henrique Cardoso, com a implementação de políticas voltadas para o estabelecimento de parceria entre os setores público e privado. O setor do audiovisual, que começara a receber apoio por meio das leis do Mecenato e Audiovisual, passou a ser considerado prioritário para o desenvolvimento nacional e foi incluído no Programa Brasileiro de Qualidade e Produtividade - PBPQ[2].

Com estas medidas, o cinema brasileiro começou a crescer, aumentando, igualmente, o espaço para a defesa da identidade nacional em face do processo de globalização, algo que se tornou objeto de preocupação diante do crescente volume de importação de produtos culturais estrangeiros.

 

A nova política governamental de fomento industrial, por meio das leis de incentivo, possibilitou um aumento do volume de investimentos públicos em projetos audiovisuais cinematográficos, crescendo de R$ 27 milhões, em 1995, para R$ 112 milhões em 2001.

 

Somente nos 3 primeiros anos do governo do presidente Fernando Henrique Cardoso foram investidos mais de R$ 230 milhões no setor e, nos 8 anos de governo, o volume total de inversões alcançou R$ 646 milhões (vide Tabela II), o que representa um aumento de mais 50%, em 8 anos, comparando-se esse total com os recursos investidos em 12 anos de existência pela Embrafilme.

 

 

 

 

 

 

 

 (Continua)

7月20日

ENTRE EGOS E FRAMES

 

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Os desafios da política do audiovisual no Brasil

 

                                            Verônica Lima*

            Forma de expressão privilegiada dos vários olhares da cultura brasileira, o

cinema nacional é hoje um ícone do processo de afirmação da autonomia e da

soberania nacionais. Este status, no entanto, não foi atingido por acaso, já que, em

nome de uma versão dicotomizada de público e privado e de uma forte ideologização

em prol do mercado, o governo Collor promoveu o desmonte do padrão de

financiamento da cinematografia nacional e assinou um decreto de morte para o

setor. Resultado claro e elucidativo: em 1992, ano em que o governo acabou com

a Embrafilme e o Concine, apenas três filmes nacionais foram lançados

comercialmente. Em relação ao lançamento de filmes estrangeiros, isto representou

um percentual de 1,27%, o que, em relação a público, representou cerca de 0,05%.

 

Problema histórico   

 

         A grande dependência do Estado e uma profunda desarticulação entre cinema

e televisão é um problema histórico que compromete o desenvolvimento de um

parque audiovisual integrado no país. Diferentemente dos Estados Unidos, por

exemplo, que possuem uma cadeia produtiva do audiovisual quase

perfeitamente desenhada, cuja matriz é a indústria cinematográfica e onde ocorreu

uma ampla integração do cinema e da televisão, o aparecimento da tv no

Brasil representou o surgimento de uma dicotomia. Desde este momento, o país

tem convivido com um desenho institucional marcado por um parque televisivo forte,

de base comercial e com a dominação de alguns conglomerados e um grande número

de empresas de cinema, com foco no cinema independente e com tamanhos e

capacidade empresarial diferenciados.

 

 

Um Pouco de História

 

         Pensar em audiovisual no Brasil, como no resto do mundo, implica em perscrutar

a trajetória da produção cinematográfica no país. Este processo teria tido origem em

1898, quando Afonso Segreto, um dos pioneiros do cinema nacional, filmou e exibiu

as primeiras imagens do Rio de Janeiro.

 

         Algumas décadas mais tarde, a passagem da República Velha para a República

Nova terminou dando um impulso qualitativo na produção cinematográfica do país

por meio da alavancagem do processo de industrialização. Este processo

também consegue ensaiar  as condições objetivas para o aparecimento de uma “cultura

de massa” que se vê refletida no cinema. Este momento coincidiu com o aparecimento

do som, com a melhoria da qualidade da produção nacional e a criação de

estúdios nacionais. O filme Limite (de Mário Peixoto) e a criação da Cinédia foram

os marcos deste período. Pouco tempo depois, começavam a aparecer outros

estúdios menores (como, por exemplo, Brasil Vita Filmes e Sono Filmes).

Humberto Mauro lança Ganga Bruta e aparecem as primeiras chanchadas, com base

em musicais americanos.       

 

         Com o Estado Novo, a mudança na política brasileira vai repercutir diretamente

no processo de formação da indústria cinematográfica. As políticas públicas se

fortalecem e são criadas, por exemplo, as quotas de exibição para os filmes nacionais

(que, bem ou mal, continuam sendo exigidas até hoje). Em 1941, surge a

Atlântida. Consolida-se, também, um clima favorável à intensificação da produção

de chanchadas, valorização da crítica social e arremedo da criação de

um mercado consumidor.

 

         Neste período, o controle vertical da indústria cinematográfica é assumido por

meio da concentração do parque exibidor. Aparece, também, uma pequena indústria

do cinema, que começa a se redefinir espacialmente, com a fundação da Vera Cruz e

surge o cinema de expressão cultural.

 

         Em 1950, começam as transmissões de TV no Brasil. Num primeiro momento,

no entanto, o surgimento da TV não chega a comprometer a produção

cinematográfica. Num segundo momento, no entanto, a Vera Cruz vai à falência.

A falência desta empresa vai demonstrar a precocidade da adoção de uma política

de investimentos centrada na definição de metas ambiciosas.

 

Alguns anos depois, aparece o filme Rio 40 Graus, de Nelson Pereira dos Santos,

que lança as sementes do Cinema Novo, a idéia de cinema de autor e a sua

afirmação como instrumento de denúncia social. Este boom, no entanto, tem

curta duração. Após a produção do filme O Pagador de Promessas, de

Anselmo Duarte, e o fortalecimento de um setor industrial ligado à produção

de aparelhos de TV, o público brasileiro passa a migrar para a televisão.

O Cinema Novo declina mais ainda em função do endurecimento do regime

militar e os financiamentos do setor tornam-se cada vez mais escassos.

 

         O ano de 1969 representa um novo marco. É o momento de criação da

Embrafilme, que, juntamente com o INC, passa a dominar o panorama cinematográfico

no país. O fortalecimento do cinema no Brasil também avança por meio da implantação

de um programa de co-produções com empresas independentes, da criação da

maior distribuidora da América Latina e do financiamento da produção. Com isso,

duas cinematografias distintas conseguem se consolidar: por um lado, aparece

uma produção regular, com recursos financeiros, técnicos e humanos, e, por outro,

cresce também a produção de pornochanchadas, que haviam surgido na década

anterior. A extinção da Embrafilme e do Concice, no início dos anos 90 e a

abertura indiscriminada do mercado audiovisual brasileiro, vai interromper este

ciclo ascendente, causando uma total desarticulação dos instrumentos de

financiamento, fiscalização e regulação da atividade cinematográfica no país.

 

A retomada do cinema nacional

 

         Após o desmonte do governo Collor, causado, sobretudo, pela crença no

poder mágico do mercado, a produção cinematográfica brasileira despencou e o

produto estrangeiro assaltou o país. Para corrigir tal deslize, os governos

subseqüentes buscaram desenhar uma política pública muito mais coerente voltada

para o setor. Este processo é deflagrado com a edição de algumas leis, como as

do Mecenato e do Audiovisual, que, com base em doações e renúncia fiscal,

buscaram estimular a produção nacional e confrontar a supremacia estrangeira

no mercado consumidor brasileiro.

 

Criada para dar um novo impulso à produção cinematográfica no país, a Lei

do Audiovisual, por exemplo, passou a representar a adoção de um novo modelo

de relacionamento entre a esfera pública e a privada, centrado na articulação

do mercado de ações e de um sistema de incentivos fiscais, e voltado ao

atendimento do marco de competitividade exigido pelo processo de globalização.

                 

Como resultado dessa política de fomento industrial, o volume de investimento

em projetos audiovisuais cinematográficos terminou crescendo muito, passando

de R$ 27 milhões, em 1995, para R$ 112 milhões, em 2001. Somente nos oito anos

do governo de Fernando Henrique Cardoso foram investidos cerca de

R$ 646 milhões no setor.  Por volta de 2002, no entanto, este processo declinou

um pouco, alcançando cerca de R$ 61 milhões, voltando a subir um pouco

em 2003, quando o volume de investimentos chegou a alcançar R$ 81,6 milhões.

        

A regularidade desta política de incentivo acabou impactando, positivamente,

o setor e a retomada do cinema nacional foi o resultado mais visível deste

processo. Somente entre 1995 e 2002, foram produzidos no país cerca

de 203 longas metragens, 340 documentários culturais e mais de 669 filmes

de curta-metragem. Neste período, três filmes foram indicados para o

Oscar de melhor filme estrangeiro, mais  de 200 prêmios foram conquistados

em eventos nacionais e internacionais pelos cineastas brasileiros e surgiram cerca

de 60 novos cineastas. Neste período, portanto, o percentual de filmes lançados

no país começa a ensaiar um incremento significativo, passando de 5,4%,

em 1995, para 15,57%, em 1999 e 26,9%, em 2002.

Outro resultado bastante positivo foi o aumento do público brasileiro nas salas

de cinema para os filmes nacionais. De 36 mil espectadores em 1992, o Brasil

passou para 6,5 milhões de espectadores em 2002, chegando a atingir,

em 2003, a marca de 19,2 milhões de espectadores. No ano passado,

houve um pequeno recuo, já que os filmes brasileiros tiveram 15,4 milhões

de espectadores.

Fica aqui uma primeira ressalva: apesar de significativa, a participação do

filme nacional no mercado de exibição brasileiro ainda está muito longe de

atingir o percentual alcançado em 1982, quando o filme brasileiro

chegou a representar 35% do mercado. Diferentemente dos quinze milhões de

hoje, entre 1975 e 1982, o público nacional chegou a alcançar um número

variável entre 48 e 61 milhões de espectadores. Este número, inclusive, se torna

ainda mais relevante se levarmos em consideração as diferenças existentes

entre a sociedade brasileira desta época e a atual, com base em

análise de indicadores ou do perfil de classe, renda e nível cultural da

população envolvida.

  

Os gargalos da cadeia produtiva do audiovisual

 

.         Apesar da grande visibilidade que o cinema nacional alcançou nos últimos anos,

seja no país ou no exterior, bem como a incontestável melhoria da qualidade do produto nacional, não se pode esquecer que as causas das dificuldades da indústria cinematográfica brasileira são várias, antigas e complexas. Dentre elas, destaca-se o poderio econômico e a concorrência do cinema americano no mercado doméstico, aprofundado pelo controle monopolístico das grandes distribuidoras americanas sobre o setor de exibição.

 

          Mas, afora o poderio americano, existem ainda causas genuinamente nacionais

para as dificuldades do cinema brasileiro, tais como: baixa produtividade, alto custo de produção (comparado com a sua rentabilidade), alto preço de insumos essenciais, dependência de finalização no exterior, encomenda exígua de laboratórios, pequena tradição dramatúrgica (com base na formação continuada de atores e autores), alta concentração de papéis, falta de uma legislação trabalhista específica, falta de um mecanismo de engenharia financeira, dissociação entre produção e distribuição, baixa capacidade de investimento em comercialização, falta de articulação entre as janelas,

alto nível de incerteza do produto cinematográfico, baixa ocupação de mercado do filme brasileiro, baixa capacidade de investimento em exibição, baixo nível de informação

sobre mercado, etc.

 

          Parte dessas dificuldades origina-se das estruturas econômica, social, política e cultural do país, e do caráter dependente destas estruturas, que dificultam a

consolidação de uma estrutural industrial competitiva e eficiente. Por outro lado, parte dessas dificuldades também reside no fato de que, diferentemente de outros países, as políticas brasileiras para o setor audiovisual ainda não conseguiram regulamentar ou incentivar a integração entre televisão e cinema e, portanto, até agora tiveram um

pequeno impacto no amortecimento da concorrência entre esses dois setores.

 

As respostas aos desafios da cadeia produtiva do audiovisual, portanto,

dependem da capacidade criativa e adaptativa da produção, distribuição e

exibição do produto brasileiro e da sedimentação de uma matriz

cultural organicamente delineada.

Em termos econômicos, a capacidade de resposta dessa cadeia também

depende da capacidade

de articulação do cinema, televisão e demais mídias num processo de

reestruturação produtiva que leve em conta o dinamismo da globalização

e a existência de

externalidades no consumo dos produtos audiovisuais no mundo contemporâneo.

 

No caso brasileiro, não existem dúvidas sobre a força e originalidade da

matriz cultural do país. Mas existem dramáticas diferenças nas

oportunidades e possibilidades que se abrem para os vários segmentos da

indústria de produtos audiovisuais, dada a extrema desigualdade de

sua base tecnológica, organização empresarial, controle de mercado,

inserção e competitividade internacional.

 

Dentro deste processo, nunca é demais reafirmar a importância do papel do

Estado (não confundir com governo) no delineamento da

institucionalidade necessária

para a afirmação deste setor como indústria e como espaço de cidadania. Neste primeiro caso,

há que se criar as condições objetivas para o desenvolvimento das esferas da

produção, distribuição e exibição do produto audiovisual e para o fortalecimento do

marco regulatório, hoje perpetrado pela Ancine e, futuramente, pela Ancinav.

No segundo

caso, há que se garantir a diversidade e especificidade do próprio

produto audiovisual, de

forma a que ele seja capaz de contribuir para o fortalecimento da

própria identidade nacional.

 

É como nos diz o cineasta grego Costa-Gavras, um dos mais respeitados

e politizados cineastas contemporâneos: “Todo país tem que ter seu próprio

cinema.

Os países têm suas polícias, exércitos, moedas, pintores e também precisam ter um

cinema nacional. A França, por exemplo, tem apresentado algumas soluções, num processo

que começou 50 anos atrás com De Gaulle: intensa produção nacional, leis sobre

produção, distribuição, laboratórios e escolas de cinema. Afinal de contas,

política nacional

de cinema é uma questão de Estado”.   

  

 

veronicalima2003@yahoo.com.br

  

 

 

 

Recursos para co-produção com programadoras de TV por assinatura chegam a 18 milhões de reais

Mecanismo alternativo ao recolhimento da Condecine alavanca produção nacional

Rio de Janeiro, 14/01/2004 - A regra que faculta às programadoras de TV por assinatura recolher 3% sobre o valor das remessas internacionais à ANCINE já permitiu o acúmulo de R$ 18.025.829,06 a serem destinados a projetos de co-produção audiovisual com empresas brasileiras.

O mecanismo funciona da seguinte forma: as empresas estrangeiras que exploram programação de TV por assinatura pagam uma contribuição de 11% sobre as remessas ao exterior. A regra, mecanismo instituído quando da criação da Agência Nacional do Cinema, permite que, como alternativa ao pagamento destes 11%, as programadoras de TV por assinatura, contribuintes do Imposto de Renda, destinem 3% sobre o valor das remessas internacionais para investimento em co-produção com empresas brasileiras. Estas co-produções podem ser obras cinematográficas brasileiras de longa metragem de produção independente, telefilmes, mini-séries ou programas de televisão educativo-cult

 

A partir deste ano, dá-se uma queda no volume global dos investimentos obtidos com as leis de incentivo, muito embora o volume de

recursos aplicados por meio do Artigo 3° da Lei do Audiovisual, que trata da dedução de imposto de renda por meio de co-produções,

 tenha crescido. Interessante notar neste período, que coincide com a mudança de governo, que o volume de recursos investidos no Artigo 1°,

que trata da dedução de imposto de renda mediante aquisição de quotas representativas de direitos de comercialização de obras audiovisuais

 de produtores independentes pela via do mercado de capitais, sofreu uma queda acentuada, enquanto que o volume de recursos investidos

por meio do Artigo 3° cresceu. Este artigo, na verdade, autoriza os contribuintes de imposto sobre o crédito ou remessa para o

exterior de rendimentos decorrentes da exploração comercial de obras audiovisuais a investir 70% do imposto devido em co-produção.