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August 08

Estão aperfeiçoando o velho golpe do e-mail falso

   HÉLIO'S BLOG

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Divulgação Científica

 

  Estão aperfeiçoando o velho golpe do e-mail falso, "recheado" com vírus em código executável.

    Acabo de receber um desses vindo supostamente das Lojas Americanas e confirmando uma compra de uma TV 42" de plasma (vejam na figura anexa), com tudo muito bem formatado, igualzinho ao que as páginas de venda pela internet costumam fazer, com número do pedido e todos os detalhes usuais (vejam na foto anexa). Só tem um detalhe: EU NÃO FIZ ESSA COMPRA, NEM TENHO CADASTRO NAS AMERICANAS!

     Desconfiadíssimo que sou, NÃO CLIQUEI EM NENHUM LINK dessa mensagem, FUI DIRETO AO SITE das Americanas e saí procurando o tal pedido. Fucei tudo, e - é claro - não consegui verificar o tal pedido, porque não tenho cadastro nem senha nas Americanas.

     Para complicar a situação, os links de "fale conosco" e de atendimento ao consumidor na página das Americanas não estavam funcionando. Coincidência ou não?

      Só consegui resolver a questão ligando para o telefone do atendimento ao consumidor (4003-4848), que logo de início alerta sobre "e-mails falsos que estão circulando pela Internet...".

      Mais uma vez, enfim, fica o alerta: NÃO CLIQUEM EM NENHUM LINK de qualquer e-mail suspeito, procurem sempre confirmar as informações por outras vias!

      Em tempo: não tenham receio de abrir a imagem anexa, é somente uma "foto" que tirei da tela de meu computador e não tem nenhum link.

     
      José Carlos.

O Departamento de Polícia Federal (DPF) está se concentrando no combate a crimes pela WWW/Internet e eles têm um espaço no site deles para recepção de DENÚNCIAS sobre esse tipo de picaretagem eletrônica. Eu tenho usado com certa freqüência esse serviço e de vez em quando vejo, pela TV, os "cana" federais botarem a mão (e as algemas, apesar do STF não gostar) nos bandidos eletrônicos!

 

  • English:
  • August 06

    Convergência tecnológica

    HÉLIO'S BLOG

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    Divulgação Científica

    Convergência tecnológicaiPhone: terminal convergente
                                                                                  iPhone: terminal convergente

    Convergência tecnológica é um termo que, de uma maneira geral, é utilizado para designar a tendência de utilização de uma única infra-estrutura de tecnologia para prover serviços que, anteriormente, requeriam equipamentos, canais de comunicação, protocolos e padrões independentes.Faz-se para permitir que o utilizador aceda às informações de qualquer lugar e através de qualquer meio de comunicação por uma interface única e as suas evidências revelam-se em muitos sectores - na economia, na comunicação e na produção, entre outros. O Deutsche Bank Research define convergência como "um processo de mudança qualitativa que liga dois ou mais mercados existentes e anteriormente distintos"[1].

    As tecnologias envolvidas no processo de convergência são, de forma geral, tecnologias modernas de telecomunicações tais como rádio, televisão, redes de computadores e de telefonia.

    Embora todos os horizontes apontem agora para outro tipo de convergência, mais alargada e cujas oportunidades de aplicação são ainda mais abrangentes do que as da Web, o encontro entre a nanotecnologia, biotecnologia e tecnologia da informação, a atenção deste artigo visa apenas a convergência em telecomunicações.

    Histórico

    T-Concept: telefone RDSI

    Provavelmente o histórico das tecnologias em convergência inicia-se com o desenvolvimento da rede telefónica tradicional, comutada por circuitos, que serviu de base para a prestação dos primeiros serviços de maneira convergente. Na década de 1980, as redes de telefonia deixaram de exercer exclusivamente sua função tradicional de transmissão por sinais analógicos de voz para incorporar também a possibilidade de transmissão de dados digitais, através da tecnologia RDSI que começou a ser implantada na Europa.

    Nesta época, as expressões "convergência tecnológica" ou "convergência digital" (já que as aplicações analógicas têm vindo a ser, progressivamente, substituídas por soluções digitais, que apresentam vantagens como melhor regeneração do sinal) não eram difundidas, embora já começasse a surgir a preocupação com um dos fatores impulsionadores da convergência que é a possibilidade de diversificar o uso de um mesmo canal de comunicação, optimizando este uso para atender a diversas necessidades do utilizador. O amadurecimento dessa tendência não foi súbito e arrastou-se ao longo de pelo menos duas décadas. Havia restrições tecnológicas significativas, já que ainda predominavam os enlaces analógicos em banda base e a fibra óptica ainda tinha custo elevado para instalação e operação.

    Na década de 1990, acompanhando o avanço das redes de telecomunicações, tornou-se mais comum falar em convergência tecnológica. A popularização da Internet foi um passo fundamental para que o conceito se difundisse, principalmente fora dos meios corporativos. Na verdade os primeiros "internautas" não dispunham de recursos adequados para obter a qualidade esperada em serviços convergentes, pois a maioria dependia de conexões discadas por enlaces analógicos sobre par de cobre. O usuário doméstico comum só começou a beneficiar-se da convergência com a adoção em massa de conexões xDSL, que pela primeira vez forneceram, a um custo acessível, capacidade de transmissão suficiente para utilização de serviços tais como VoIP.

    Com a consolidação da Internet como a mais importante rede de informações do mundo globalizado, também se estabeleceram os padrões tecnológicos que ela emprega, tais como o protocolo IP e a comutação de pacotes. Esses elementos, aliados ao barateamento e aprimoramento dos meios de transmissão em banda larga, crescente demanda por serviços multimédia, criação de novos protocolos como o SIP e de mecanismos como MPLS, estão a dar forma à arquitetura de redes convergentes que se chamaNext Generation Networking.

    Tipos de convergência

    Há três tipos principais de convergência, que serão detalhados a seguir:

    ( O diagrama da convergência Clica neste branco)

    Imagem:Diagrama sobre Convergencia.png 

    Convergência tecnológica

    O ponto de partida para o fenómeno da convergência tecnológica é, evidentemente, a viabilidade de desenvolvimento e comercialização em grande escala de soluções de tecnologia convergentes, sejam redes, serviços ou terminais.

    Convergência de redes

    É a unificação entre duas ou mais redes de comunicação distintas numa única rede capaz de prover os serviços antes prestados pelas diversas redes.

    Um dos primeiros exemplos é a convergência entre redes de voz e dados, inicialmente através de tecnologia RDSI e, mais recentemente, pela tecnologia xDSL. Outro exemplo de [convergência] a ser considerado seria entre voz e fax, ainda anterior, que começou a ser empregue em escala comercial na década de 1970. Todavia, é questionável se se trata de verdadeira convergência, já que o fax, como o conhecemos hoje, sempre se utilizou da rede de telefonia, ao contrário das redes de dados que tiveram uma origem independente.

    Ultimamente, aos serviços de voz e dados tem incluído serviços de vídeo e/ou multimédia. Muitos desses serviços não existiam antes de se começar a falar em convergência de redes, por isso pode-se dizer que já "nasceram convergentes", como IPTV (que, a despeito do nome, é diferente de simplesmente enviar a transmissão da televisão analógica tradicional por protocolo IP). A oferta combinada de serviços de voz, Internet banda larga e televisão recebe o nome de Triple play, embora esse termo tenha origem no marketing e seja um modelo de negócios para comercialização dos produtos e não uma solução ou padronização tecnológica.

    Convergência fixo-móvel

    Nos anos 1990 começou a falar-se na convergência entre telefonia fixa e móvel, mas sem resultados práticos. Uma década depois o assunto ressurge, ainda sem uma definição clara do que seria tal convergência, embora se possa dizer, em linhas gerais, que "tem como objetivo disponibilizar serviços convergentes pelos ambientes fixo, móvel e Internet"[2].

    Actualmente, as operadoras de telefonia enfrentam desafios para desenvolver estratégias para convergência fixo-móvel. As tecnologias que recebem mais atenção (Unlicensed Mobile Access, IP Multimedia Subsystem) são centradas na própria rede e estão em estágio imaturo, despendendo esforços que divergem da real necessidade da prestação efetiva de serviços para competir com outros provedores como Skype. Ainda falta demanda de mercado consistente, tanto de consumidores quanto empresas[2].

    O Yankee Group publicou um estudo que identifica quatro estágios sucessivos na convergência fixo-móvel[3]:

    1. Convergência por pacotes (packaging convergence): Forma mais básica de convergência que consiste simplesmente na oferta comercial de telefonia fixa e móvel num único pacote de serviços. Não há integração entre tecnologias, mas unificação do atendimento ao consumidor e cobrança de faturas.
    2. Convergência de recursos (feature-based convergence): Integração de recursos que, anteriormente, existiam apenas para telefones fixos ou móveis. Pode-se citar funcionalidades de transferência automática de chamadas direcionadas para um telefone fixo (como na residência do cliente) para seu celular ou vice-versa, bem como caixa de mensagens de voz integrada.
    3. Convergência de produto (product convergence): Convergência resultante da redundância entre produtos fixo e móvel, fazendo com que efetivamente se tornem um só. É um amadurecimento da convergência de recursos, pois à medida que começam a ser oferecidos em um produto recursos que só eram disponíveis no outro (por exemplo, suporte a E911 em telefones móveis e melhoria do sinal dentro das residências), a telefonia fixa tende a cair em desuso.
    4. Convergência total (seamless convergence): Quando a experiência do usuário ocorre de maneira transparente, coesa, contínua. Pode-se mudar de localização ou terminal sem sobressaltos, mantendo acesso às mesmas informações e serviços. A mesma agenda de contatos telefônicos, perfis e configurações ou arquivos multimídia estariam sempre disponíveis e sincronizados seja no telefone móvel, PDA ou computador desktop (PC).

    Convergência de serviços

    É a disponibilização de um mesmo serviço através de diferentes meios de comunicação. 

    Sony Ericsson W810i:
    Sony Ericsson W810i: "Walkman"

    Essa modalidade de prestação de serviços tem sido utilizada por diversos segmentos, entre eles o segmento bancário, traduzindo o uso do dinheiro virtual. Há cada vez mais opções para servir o cliente com simples operações, que originalmente só podiam ser realizada através do caixa humano ou pelo caixa eletrônico, já está disponível através da Internet, telefone fixo ou dispositivo móvel.

    O pacote de serviços que inclui os três serviços do Triple play mais telefonia móvel recebeu o nome de Quadruple play, também sem representar qualquer inovação do ponto de vista tecnológico.

    Convergência de terminais

    iPhone: terminal convergente

    É a utilização de um único terminal para acesso a múltiplas redes e serviços diversos.

    O iPhone, anunciado em 9 de janeiro de 2007, é um smartphone da Apple Inc. apresentado como um "telefone revolucionário"[4], tanto que na mesma data do anúncio a empresa alterou sua razão social de "Apple Computer, Inc." para simplesmente "Apple Inc."[5]. O objetivo das pesquisas que resultaram no iPhone foi a experimentação de telas sensíveis ao toque[6] que, assim como o design e a facilidade de uso, é considerado um dos pontos fortes do aparelho.

    Por outro lado, além da comunicação por voz que se espera de qualquer telefone, o iPhone integra recursos multimédia, ligação à Internet por tecnologia EDGE com acesso à web e e-mails, e ligação local por Wi-Fi e Bluetooth. Tais recursos conferem ao aparelho características de um terminal convergente.

    Outros aparelhos ditos convergentes incluem:

    • UTStarcom GF200 - telefone fixo-móvel, capaz de fazer chamadas por Wi-Fi e Bluetooth e funcionando como celular convencional onde não houver um ponto de acesso.
    • HTC P3300 - oferece lozalização por GPS e conectividade GSM/GPRS, Wi-Fi e Bluetooth, além de outros recursos triviais nos aparelhos de hoje como recepção de sinal de rádio FM.

    Convergência regulatória

    O surgimento de serviços convergentes cria um ponto de contato entre dois mercados: o da telefonia, tradicionalmente regulamentado, e o mercado de serviços de dados, sujeito a pouca ou nenhuma regulamentação sobre a prestação dos serviços.

    De entre os desafios a serem enfrentados pelos órgãos reguladores, inclui-se a manutenção de princípios como a defesa da justa competição no setor de telecomunicações e radiodifusão sejam garantidos. Por exemplo, através de ligações VoIP é possível enquadrar-se na lacuna não regulamentada dos serviços de transmissão de dados para evitar acordos internacionais e prover chamadas de voz mais baratas[7].

    Os países ao redor do mundo estão em diferentes estágios com relação à regulamentação, devido a inúmeros fatores como as diferenças de preço e popularização de acesso em banda larga. A tendência mundial de liberalização da telefonia (com o fim dos monopólios) tornou necessária a regulação externa do mercado, principalmente nas áreas de interconexão, acesso/serviço universal e gerenciamento de recursos limitados[8]. Agora, as novas tecnologias fornecem novos serviços e modelos de prestação não previstos pela regulação existente e afetam a estrutura do mercado, com a mudança nos padrões de oferta e demanda.

    Pode-se identificar uma provável tendência nos novos modelos de regulamentação: ela deve focar-se em mercados, mais que em tecnologia. A regulação futura deve ser menos específica sobre os serviços abrangidos e concentrar-se mais em permitir a competição no nível de redes e serviços[9]. Isso deve-se ao fato de que torna-se cada vez mais mais difícil ver os serviços de maneira isolada, cada um com características tecnológicas bem definidas. Desse modo, especificidades de tecnologia tornam-se menos passíveis de regulação pontual e a atenção dos órgãos reguladores tende voltar-se para as relações comerciais entre as empresas prestadoras de tais serviços.

    Regulamentação na União Europeia

    Desde 2003 os serviços de comunicação eletrônica na União Européia estão sujeitos à NRF - New Regulatory Framework (Nova Estrutura Regulatória). Dentro dessa estrutura estão enquadrados serviços como VoIP e as condições de autorização visam assegurar:

    • Não-interferência com outras redes;
    • Proteção ao consumidor;
    • Prevenir e combater comportamento anti-competitivo.

    Entretanto, alguns serviços não se enquadram na NRF, como serviços que não visam remuneração (isto é, gratuitos). Além disso, ainda falta clareza em algumas questões, como sobre o critério para determinar se ou quando telefonia VoIP é um serviço público de telefonia (ou seja, equivalente a PSTN) e, portanto, deve oferecer acesso a serviços de emergência segundo a legislação europeia.

    Enquanto a exigência acima é um impasse que, em grande parte, depende de discussão conceitual, outras dificuldades da NRF têm caráter claramente técnico. Por exemplo, redes de telefonia tradicionais devem garantir a disponibilidade dos serviços em caso de força maior, como em situações de desastre em que a comunicação torna-se uma questão de segurança pública. Esta é uma exigência difícil de cumprir em redes IP atuais, que estão sujeitas a diversos tipos de interrupção.

    As questões gerais que foram identificadas[7] incluem:

    • se serviços VoIP em redes fixas são ou não providos "em uma localização fixa";
    • tratamento de serviços grátis;
    • tratamento de serviços de uso interno/exclusivo;
    • designação de instalações associadas;
    • esclarecimento sobre controle de acesso para os usuários finais;
    • impacto sobre a escuta telefônica com autorização judicial;
    • interconexão com a PSTN;
    • interconexão com redes de outros provedores de serviços VoIP;
    • possibilidade de barreiras comerciais levantadas por operadores de acesso;
    • questões de segurança;
    • efeitos sobre o financiamento das obrigações de universalização;
    • mudanças na política de regulação de preços.

    Regulamentação no Brasil

    O setor, desde 1967 de competência do Ministério das Comunicações, é regulamentado no Brasil por alguns dispositivos legais dos quais destacam-se:

    Um dos marcos na legislação brasileira foi a aprovação da Emenda Constitucional nº 8, em agosto de 1995, que quebrou o monopólio da Telebrás e permitiu a abertura do setor para a iniciativa privada e capital estrangeiro. Essa nova realidade legal no Brasil justificou a criação de uma agência reguladora, o que foi concretizado dois anos mais tarde através da LGT.

    Segundo a LGT, não constituem serviços de telecomunicações o provimento de capacidade de satélite, a atividade de habilitação ou cadastro de usuários e de equipamentos para acesso a serviços de telecomunicações e os serviços de valor adicionado. Embora Serviços de Comunicação de Massa (SCMa) sejam tratados pela LGT, a TV por Assinatura (exceto se for MMDS) é objecto da Lei nº 8.977/95, também conhecida como "Lei do Cabo".

    Ainda que a legislação atual trate de várias das tecnologias convergentes, não existe uma harmonização entre as leis que trate dessas tecnologias explicitamente sob o ponto de vista da convergência, como realizado pela NRF europeia. Voz sobre IP, por exemplo, é tratado como Serviço de Comunicação Multimídia (SCM), contudo sem explorar a intersecção entre VoIP e o Serviço Telefônico Fixo Comutado (STFC). De fato, na legislação brasileira ainda aborda a questão de maneira segmentada, sem mecanismos que abordem a realidade mercadológica caracterizada pela convergência corporativa.

    As questões relacionadas com a adoção de novas tecnologias e outorga de permissões para exploração comercial dos serviços estão sendo estudados pela Anatel. Discute-se[10] pontos como:

    • concessão de uso do espectro;
    • harmonização entre a numeração clássica e a da Internet;
    • implantação de redes 3G;
    • neutralidade da lei frente à tecnologia utilizada (deve-se regular são serviços e não tecnologias ou plataformas);
    • princípio da competição, principalmente no tocante ao acesso local ao usuário;
    • alterações no Regulamento Geral de Interconexão (Resolução nº 410/05).

    Para estimular a competição, a Anatel também estuda a "separação estrutural" entre rede de infra-estrutura e venda de serviços aos usuários finais adotada na Inglaterra[10]. Sob este modelo, a British Telecom foi separada em duas unidades: uma com a infra-estrutura (com obrigação de prestar seviço às operadoras) e outra, com o mesmo perfil acionário, para serviços. No caso brasileiro, cada empresa separaria sua unidade de infra-estrutura, mantido o mesmo controle acionário do grupo, mas, a partir daí, com o compromisso de oferecer serviço às demais.

    A maior parte desses estudos, entretanto, ainda está longe de ter seus resultados implantados. Atualmente, aguarda-se os leilões de freqüências WiMAX e 3G, atrasado devido à fiscalização do Tribunal de Contas da União[11].

    Convergência corporativa

    Em muitos países, os antigos monopólios de telecomunicações tem cedido lugar a oligopólios, que ganham força à medida que a convergência tecnológica permite que empresas atuem em setores de mercado antes separados[12]. Frisa-se, no entanto, que a convergência de indústrias é estimulada pela convergência de tecnologias, mas a convergência de tecnologias não é causa primária da convergência de indústrias: a convergência corporativa tem sido observada há mais tempo e ocorre nos mais diversos segmentos, relativamente alheios a tais tecnologias[13].

    A convergência corporativa pode ocorrer de três maneiras:

    1. pela simples expansão do escopo de atuação da empresa, desenvolvendo sua própria tecnologia para atuar em um novo segmento de mercado;
    2. através de parcerias (joint ventures), em que duas ou mais empresas se unem para oferecer conjuntamente um pacote de produtos ou serviços, ou unificam suas linhas de produto em uma só;
    3. pela fusão ou aquisição de outras empresas, absorvendo assim seu capital intelectual, abrangendo sua marca, tecnologia, linhas de produtos e por conseqüência, sua participação no mercado.

    Destes itens, verifica-se que é possível que diferentes empresas (e seus produtos) atuem num único mercado, uma única empresa atue em vários mercados ou que empresas se unam para explorar conjuntamente um ou mais mercados. Considerado do ponto de vista econômico, a convergência corporativa pode levar a concentração da propriedade. Essa concentração, que está relacionada mas não depende da convergência tecnológica propriamente dita, pode acontecer em pelo menos três direções básicas[14]:

    1. Concentração horizontal: Dentro de uma mesma área do setor, por exemplo, com 70% ou mais de participação nacional na venda de um determinado produto ou serviço.
    2. Concentração vertical: Integração das diferentes etapas da cadeia de produção e distribuição.
    3. Propriedade cruzada: Propriedade, pelo mesmo grupo, de diferentes media do setor de comunicações, como TV, rádio, revistas, jornais, telefonia, provedores de Internet, etc.

    Exemplos

    Apresenta-se alguns exemplos de convergência corporativa relacionada a tecnologia:

    Sony Ericsson W810i: "Walkman"

    • A Sony Ericsson Mobile Communications foi estabelecida como joint venture entre a Sony Corporation (produtora de equipamentos eletrônicos) e a Ericsson (produtora de tecnologia de telecomunicações). Através da parceria foram lançados aparelhos que combinam telefonia 3G, câmera digital e música digital, muitos dos quais são telefones batizados com a marca Walkman® da Sony.
    • A Nokia Siemens Networks, formada a partir das grandes empresas de telecomunicações Nokia e Siemens, foi criada para atuar na pesquisa e desenvolvimento de tecnologias convergentes. A visão desta aliança é chamada "My Services Anywhere"[15] (Meus Serviços em Qualquer Lugar).
    • O caminho seguido pela AT&T Mobility é menos simples. Inicialmente foi chamada de Cingular Wireless e formada pela Southwestern Bell e BellSouth, posteriormente adquiriu a AT&T e terminou por mudar de nome. Atualmente, a AT&T provê serviços de telefonia fixa, móvel e acesso à Internet, sendo que a AT&T Mobility adquiriu direitos de comercialização exclusiva do iPhone durante 5 anos[16].

    Vantagens e desvantagens

    À convergência tecnológica, característica da economia digital, associam-se vantagens, nomeadamente, de permitir a interoperabilidade de sistemas, a possibilidade de novos dispositivos facilitadores da mobilidade e interactividade e a obtenção de serviços integrados, que disponibilizam mais informação e serviços. No entanto, também surgem questões que se prendem com as consequências políticas, culturais e sociais que daí advirão.

     

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  • Google passa de 60%, segundo comScore

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    Divulgação Marketing

     

    Google Marketing

    passa de 60% em partipação de buscas nos EUA, segundo comScore

    Analisa do Citigroup diz que união Microsoft e Yahoo é necessária, mas não suficiente, para competir com Google.

    O Google ampliou o seu domínio no mercado de buscas dos Estados Unidos, ultrapassando os 60% em participação de mercado, de acordo com dados da comScore de abril.

    No mercado norte-americano, o Google passou de 59,8%, em março, para 61,6%, crescimento de quase dois pontos percentuais em um mês.

    O número de buscas totais, que inclui todos os competidores, atingiu 10,5 bilhões em abril, uma queda de 2% sobre março.

    Os principais competidores do Google tiveram queda em participação de mercado e no número de buscas em abril.

    A participação de mercado do Yahoo caiu para 20,4% e o número de buscas teve queda de 6%. A Microsoft também viu seus dados piorarem: queda para 9,1% e de 5%, respectivamente.

    Os dados da comScore de abril indicam que Microsoft e Yahoo não estão conseguindo parar o Google, que está bem posicionado para usar seu domínio em buscas para aumentar suas receitas e o lucro.

    O analista do Citigroup Mark Mahaney escreveu que "enquanto o Google continua a aumentar sua participação de mercado, nós continuamos a acreditar que o um acordo Microsoft e Yahoo seria necessário, mas não suficiente, para competir efetivamente com o Google".

    Web é investimento mais lucrativo, diz estudo

    Análise mostra que investir em internet é mais lucrativo que aplicar recursos em companhias tradicionais. O economista sueco Steve Jurvetson apresentou, na conferência sobre investimentos Nordic 2008, uma análise que compara os investimentos em start-ups de web 2.0 com aplicações em projetos considerados mais sólidos, como geração de energia.

    Pelas contas de Jurvetson, a internet é um meio muito mais lucrativo. Segundo o economista, faz muito mais sentido aplicar US$ 2 milhões em 100 empresas de internet do que US$ 200 milhões numa companhia de biodiesel, por exemplo.

    Jurvetson diz que, na economia tradicional, o retorno do investimento é muito demorado e o volume de investimentos é grande. Já na internet, as perspectivas de retorno são rápidas e proporcionalmente muito maiores ao valor investido. 

    O economista afirma que o principal desafio é descobrir quais projetos web tem mais chances de serem bem sucedidos, o que na sua opinião não é nada fácil. Para diminuir os riscos, ele sugere aos investidores pulverizar seu capital em várias empresas de web 2.0. A estratégia leva em conta que várias idéias para internet fracassarão, mas um ou dois sucessos compensarão o risco.

    Como exemplo, ele citou os casos do Facebook, YouTube e Skype. Criados com poucos recursos, os serviços passaram a valer bilhões de dólares poucos anos após sua estréia. O Skype, por exemplo, foi vendido por seus fundadores por mais de US$ 3 bilhões para o grupo eBay. 

    Marcas investem milhões em publicidade Online

    O que empresas automobilísticas, de bebidas e bancos têm em comum? Investimentos crescentes em marketing online baseado em links patrocinados. 

    Na mesa redonda A Experiência das Empresas: A Internet a Serviço das Grandes Marcas realizadas durante o Seminário INFO Marketing de Busca Para Quem Busca Resultados, executivos do Bradesco, Fiat, Ford e Pepsi comentaram a atuação de suas empresas na web. 

    Luca Cavalcanti, , diz que o banco conta com um orçamento de 15 milhões de reais para a publicidade online. Com 1,4 milhões de visitantes diários em seu site, ele destaca a importância das classes C e D como um público-alvo que deve merecer atenção especial. 

    Gustavo Siemsen, diretor de marketing Pepsi Brasil, destacou a grande disparidade entre o nível de atenção que as mídias online recebem do consumidor e o montante investido pelas empresas para atingir esse consumidor. Sem revelar cifras, Siemsen afirma que, pelo menos na Pepsi, o quadro começa a mudar. Os recursos para publicidade online saltaram de 5% para 11% do orçamento de marketing da companhia. 

    Jorge Stelmach, gerente de desenvolvimento de negócios da Ford na América do Sul, e João Ciaco, diretor de marketing da Fiat, reforçaram a importância da web na mudança de comportamento do consumidor. Segundo eles, 70% dos clientes passam pelos sites das montadoras antes de fechar a compra pessoalmente nos pontos de venda. 

    Com 11% do orçamento de publicidade direcionado para internet, a Fiat chegou até a desenvolver uma campanha iniciada na internet móvel, a do Super Punto. A estratégia foi baseada em pesquisas que indicavam um alto grau de interesse em tecnologia no público-alvo da empresa para esse modelo. 

    Saiba mais sobre Publicidade Online nos links abaixo:

    Search Engine Marketing - Serviços
     
    http://www.wbibrasil.com.br/noticia/estrategias-de-search-engine-marketing/386/ 

    Search Engine Marketing - Artigo
    http://www.wbibrasil.com.br/artigo.php?id_artigo=32 

    Publicidade Online – Artigo
    http://www.wbibrasil.com.br/artigo.php?id_artigo=33

     

     

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  • August 04

    País é prisioneiro da elite nacional

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    ENTREVISTA: MÁRCIO POCHMANN

    País é prisioneiro da

    elite nacional

     

    O professor e pesquisador Márcio Pochmann, da Unicamp, deixa claro

    que o modelo econômico não permite a adoção das políticas sociais universais que o país precisa.

     

     

    Igor Felippe Santos

     

    O Brasil vive a crise mais grave do padrão de desenvolvimento do capitalismo da sua história, afirma o economista Marcio Pochmann, professor do Instituto de Economia e pesquisador do Centro de Estudos Sindicais e de Economia do Trabalho da Unicamp (Universidade Estadual de Campinas).

    Pochmann acredita que a sociedade brasileira passou por um processo de regressão social e econômica, que coloca o país cada vez mais distante do seu potencial de desenvolvimento. Em 1980, a renda per capta do brasileiro era um terço do morador dos Estados Unidos. Atualmente está em um quinto. No mesmo período, diminuiu substancialmente também a porcentagem do Trabalho no Produto Interno Bruto (PIB).

    “O quadro social pode colocar abaixo a democracia, considerando que somos um país de baixa cultura democrática”, prevê o economista, que foi secretário do Desenvolvimento, Trabalho e Solidariedade da Prefeitura de São Paulo (gestão Marta Suplicy) e coordenou o "Atlas da Exclusão Social no Brasil", série de estudos com uma radiografia da exclusão social.

    Para ele, o País não está condenado ao desemprego nem à exclusão social, conseqüências das políticas de sucessivos governos. “Estamos prisioneiros pela opção da elite nacional, que praticamente abandonou a política do pleno emprego, da produção e do trabalho em nome da financeirização da riqueza”, afirma.

    O processo de desaburguesamento da classe média e de desproletarização da classe operária cria a oportunidade de união política dos dois grupos em torno de mudanças. “A forma de desestruturação da sociedade brasileira está constituindo uma oportunidade de resistência em melhores condições que tivemos no passado recente”, acredita.

    Pochmann questiona estudos produzidos a partir dos números da Pnad (Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios), elaborada a partir de entrevistas com 400 mil pessoas e de visitas a cerca de 140 mil domicílios em todo o país, realizada em 2004, pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística). A pesquisa indica que a desigualdade caiu sistematicamente desde 1993. O índice Gini, que mede a concentração de renda, passou de 0,571, em 1993, para 0,535, em 2004 (mais perto de zero, maior a igualdade).

    Segundo o estudioso, a pesquisa foi explorada de forma ideológica pela imprensa e pelo governo. “O grande destaque aos números da pobreza e redução da desigualdade foi muito mais conivência com o modelo econômico do que uma posição de cientista social comprometido com a verdade”.

    Pochmann avalia que o índice Gini trabalha com uma base de dados restrita ao centro da distribuição da renda e apresenta apenas informações de parte dos estratos sociais. Os números dos mais pobres e ricos ficam de fora. Independente disso, a Pnad não significa elevação da qualidade de vida dos pobres.

    “A redução da desigualdade se deve não pela melhoria de todas as rendas, sendo que a dos mais pobres teria crescido mais que a dos mais ricos. Foi decorrente da queda em termos reais da renda dos mais ricos. Isso não aponta para uma redução da desigualdade que indique uma melhora social de forma generalizada”, diz o pesquisador.

    Os novos empregos com carteira assinada criados durante o governo Lula representam um ponto positivo, mas apresentam baixa remuneração. Dados do economista indicam que de cada três postos abertos, dois pagam até 450 reais.

    O presidente Luiz Inácio Lula da Silva tem sustentado que a política econômica não atrapalha a realização de políticas sociais. “É um equívoco do presidente, que não entendeu que para um governo de esquerda a centralidade é a economia”. Leia a seguir a entrevista exclusiva com Marcio Pochmann.

     

    Quais as principais conseqüências da política econômica e social para a população brasileira nas últimas duas décadas?

    MP – Estamos diante da mais grave crise do padrão de desenvolvimento do capitalismo no Brasil. A evolução da renda por habitante mostra um quadro de estagnação. Crescendo levemente acima da média nos últimos 25 anos, comparavelmente à evolução população economicamente ativa. No conjunto do país, há indicadores de regressão social e econômica. Estamos nos distanciando daquilo que poderíamos ser. Em 1980, tínhamos cerca de um terço da renda per capta dos Estados Unidos. Em 2004, o Brasil caiu para um quinto. Temos também uma regressão na distribuição funcional da renda, que permite separar trabalho e capital.

     

    Qual o tamanho da regressão?

    MP - Em 1980, o Brasil tinha uma renda do trabalho de metade do PIB. Em 2003, a renda do trabalho era 36%. Houve uma regressão de 14%. Nos países desenvolvidos, a renda do trabalho representa mais de 60%. Os indicadores de violência e desemprego também regrediram. Não existe possibilidade de se manter por mais tempo nessa situação, que não aponta para perspectivas de um país. O quadro pode colocar abaixo a democracia, considerando que somos um país de baixa cultura democrática, lamentavelmente. O país não possui 50 anos de democracia, tratada tão somente pelo sufrágio universal e pelo voto direto. Os órgãos internacionais vêm para o Brasil e identificam que metade da população aceita mudanças de sistema político, porque a democracia no Brasil não possibilitou mudanças concretas para melhor nas condições de vida. Precisamos considerar até onde conseguiremos levar um quadro econômico tão desfavorável para o conjunto da população.

     

    O país apresenta cerca de 10% da população desempregada e 25% na informalidade, junto com um processo de desindustrialização. Como ficou o mundo do trabalho?

    MP - Há algumas interpretações da desestruturação do mundo do trabalho. Uma delas sustenta que foi decorrente das grandes transformações tecnológicas. O avanço causaria o desemprego, que deveria estar associado ao aumento da produtividade. Com isso, não haveria do que reclamar, já que cresceríamos tecnologicamente. Seria o custo do progresso. Para outra interpretação, as empresas estariam ávidas a contratar mais trabalhadores, que não estariam preparados para ocupar as vagas ofertadas. As duas explicações tiram a responsabilidade da política econômica e dos governos pelo desemprego. Foram levadas à exaustão e perderam a validade. Não somos um país condenado ao desemprego nem à exclusão social, que resultam das opções dos governos. A Pnad de 2004 mostrou que quando há crescimento econômico, amplia-se o nível de emprego, inclusive assalariado com carteira assinada, o melhor emprego gerado pelo capitalismo brasileiro.

     

    Por que estamos nessa situação?

    MP - Estamos prisioneiros pela opção da elite nacional, que praticamente abandonou a política do pleno emprego, da produção e do trabalho em nome da financeirização da riqueza. O Estado nas últimas duas décadas financia organismos financeiros concentrados em pequenas famílias. Isso não é produtivo para a geração de postos de trabalho. O nível de desemprego é um caso sem paralelo. Desestrutura famílias e leva a uma grave dificuldade de inserção dos jovens. Esse é um dos principais problemas nacionais.

     

    Quais as maiores dificuldades da juventude?

    MP - Temos a quinta maior população juvenil do mundo. A cada duas pessoas desempregadas, uma tem menos de 25 anos. Em nenhuma geração, a juventude viveu uma situação tão grave, que requer uma ação muito mais contundente enquanto prioridade nacional. Temos uma geração que infelizmente não conhece o trabalho sério e bem remunerado. Isso não apenas compromete as próximas gerações como reforça as contradições do país. Embora sejamos um país de baixa escolaridade, com a média do brasileiro de seis anos e seis meses, nossos jovens têm muito mais escolaridade do que a média nacional. Os jovens com maior escolaridade não encontram postos de trabalho decente e estamos exportando mão de obra qualificada para outros países, porque aqui não são geradas as vagas necessárias.

     

    Em 20 anos, como ficou a qualidade de vida da maioria da população?

    MP - Depende da lente que usamos para